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domingo, 15 de outubro de 2023

Ibis Libris Editora realiza a Ponte de Versos de outubro

Foto: Divulgação


A 11ª edição do ano traz Denise Emmer, Salgado Maranhão e Christiana Nóvoa, ao lado de Thereza Christina Rocque da Motta, editora e fundadora da Ibis Libris 

Ibis Libris Editora realiza a 11ª edição da Ponte de Versos do ano, trazendo Denise Emmer, Salgado Maranhão e Christiana Nóvoa, ao lado da também poeta e editora Thereza Christina Rocque da Motta, na Blooks Botafogo, no dia 31/10/2023, das 18h às 21h, última terça do mês, aniversário de Carlos Drummond de Andrade (121 anos), e Halloween para quem for de Halloween, e Dia do Saci para quem for de Saci. 

"Para mim", diz Thereza Christina, "representa o Ano Novo celta, uma comemoração especial dos nossos ancestrais no Hemisfério Norte. É uma celebração da natureza, da passagem do tempo e das estações. Para quem viu o filme recente com Hercule Poirot, vai estar em sintonia com esse dia (eu vi e adorei)".

Ibis Libris realiza, mensalmente, na Blooks Botafogo, a "Ponte de Versos", evento literário já tradicional, que, este ano, comemorou 24 anos em junho. Desde 1999, ocorrendo quinzenalmente na antiga Livraria Ponte de Tábuas, no Jardim Botânico, passando pelo Barteliê, em Ipanema, e pela Livraria DaConde, no Leblon, reunindo poetas novos e já consagrados, a "Ponte de Versos" passou a integrar a cena poética carioca e o calendário oficial da Cidade do Rio de Janeiro a partir de 2023. 

No "Prato Principal", cada poeta convidado lê por 15 minutos. Em seguida, abre-se a "Sobremesa" aos presentes, que podem recitar um poema de cada vez e, por fim, a "Saideira", lendo mais um poema curto.

Este ano, a Ponte de Versos completou 24 anos, evento que valoriza a literatura nacional e os novos autores, que, em abril, recebeu o "Prêmio Sarau Destaque 2022", conferido pela APPERJ (Associação Profissional dos Poetas do Rio de Janeiro). A Ibis Libris Editora entrou no ano de seu 23º aniversário com quase 700 títulos publicados, além de novos títulos em produção, concorrendo ao Prêmio Oceanos com 20 obras e ao Prêmio Jabuti com 12 títulos em diversas categorias.

Na sexta-feira (27), durante a Primavera dos Livros, que agora também faz parte do calendário oficial da cidade do Rio de Janeiro, a Ibis Libris faz o lançamento coletivo de 23 títulos, pelos 23 anos de trajetória, além de organizar o 15º Festival de Poesia da Primavera dos Livros, das 17h às 20h, no Museu da República, Catete/RJ.

Estiveram na Ponte de Versos em janeiro de 2023: Laura Esteves, Jorge Sá Earp e Jorge Ventura. Em fevereiro, Afonso Henriques Neto e Alberto Pucheu. Em março,  Bernard Sader Tinoco,  Rômulo Pacheco e Evelyn Silva. Em abril, Suzana Vargas e Carmem Teresa Elias. Em maio, Alexei Bueno e Elisa Flores. Em junho,  Alexandre Brandão, Mano Melo, Natália Parreiras e Thássio Ferreira. Em julho, os imortais da ABL, Ana Maria Machado, Antonio Cicero e Antonio Carlos Secchin. Em agosto, André Gardel, Angel Cabeza, Igor Calazans e Nuno Rau. Em setembro, Dalberto Gomes, o poeta uruguaio Fernando Villalba, Leyla Lobo e Marisa Queiroz.

A Ponte de Versos acontece na terça-feira (31), das 18h às 21h, na Blooks Botafogo, na Praia de Botafogo, 316 (Espaço Itaú de Cinema). Livre para todas as idades e com entrada franca. 

Traga seu poema para a Sobremesa e a Saideira!

Prato Principal

Denise Emmer, vencedora do Prêmio Alceu Amoroso Lima Poesia e Liberdade 2021, é poeta e musicista. Nasceu no Rio de Janeiro em 1958, publicou 24 livros, dos quais 19 de poesia, quatro romances e um de contos. Em agosto de 2022, lançou o livro de poemas O amor imaginário (7Letras), com apresentação de Alexei Bueno e, em abril de 2023, o romance O barulho do fim do mundo (Ed. Bertrand – Grupo Editorial Record). Detentora de relevantes prêmios literários, como Prêmio Alceu Amoroso Lima Poesia e Liberdade 2021, Prêmio ABL de Poesia 2009 (Academia Brasileira de Letras), Prêmio Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), Prêmio José Martí (UNESCO Casa Cuba Brasil), pelo conjunto de obra, Prêmio PEN Clube do Brasil de Poesia; Prêmio Pen Clube do Brasil de Romance; Prêmio Olavo Bilac (ABL), entre outros da UBE. Participou de destacadas antologias da poesia brasileira, como 41 poetas do Rio, org. Moacyr Félix (Ministério da Cultura), Antologia da Nova Poesia Brasileira, org. Olga Savary (Ed. Hipocampo), Poesia Sempre (Fundação Biblioteca Nacional), O signo e a sibila – ensaios, de Ivan Junqueira (Topbooks), Ponte poética Rio-São Paulo (7Letras), bem como das revistas Eleven-Eleven da California College of the Arts (EUA), Newspaper Surreal Poets (EUA), Revista da Poesia, org. Metin Cengiz (Turquia) e revista Crear en Salamanca (Espanha), traduzida pelo poeta Alfredo Pérez Alencart. Participou do XXVI Encuentro de Poetas Ibero-Americanos 2021 (Salamanca, Espanha) e da respectiva antologia dedicada ao poeta Antonio Colinas, além da antologia New Brazilian Poems, traduzida e organizada por Abay K. (Ibis Libris, 2019). É bacharela em Física e Música (violoncelo). Compositora, com vários CDs gravados, e também integra, como violoncelista, orquestras e grupos de câmera. Apesar da versátil personalidade, a essência de sua criação é, fundamentalmente, a poesia.

Christiana Helena Nóvoa Soares Carneiro nasceu no Rio de Janeiro em 1968 e formou-se em Psicologia e Teatro. Já foi dona de loja, professora de artes, atriz, astróloga, terapeuta e redatora. Escreve na internet desde 2004, onde mantém o blog Nóvoa em Folha: http://novoaemfolha.com. Tem poemas publicados no romance Teoria geral do esquecimento, de José Eduardo Agualusa (vencedor do Prêmio Fernando Namora 2013, Portugal) e em diversas revistas de literatura e poesia. É autora de Breviário das pequenas horas" (Patuá, 2015), seu primeiro livro publicado. Tem outros na gaveta e mais a caminho. Sobre seu livro, disse Agualusa: “Este ‘breviário’ é uma caixinha de fulgores. Abri-lo é destampar surpresas. O ofício de Nóvoa parece-me ser, afinal, o de alvoroçar o leitor com o menor número possível de sílabas. O olhar de Christiana, como o das crianças, inaugura o mundo. Quero dizer: o olhar destes versos devolve-nos a vista”. Na contracapa, está o poema .a serpente: “o desejo/ é um desterro/ no paraíso,/ ter o outro/ é um erro/ tátil/ do juízo,/ não é fácil/ ser volátil/ como um beijo/ nesse couro/ réptil/ em que rastejo”. Recebeu, em 2007, uma bolsa da Biblioteca Nacional para Autores com Obras em Fase de Conclusão, pelo poema infanto-juvenil, “Pirilampo Rastaquera – A história e o amor de um palhaço iluminado”, ainda inédito, que pode ser lido no blog da autora: https://novoaemfolha.com/1905/10/pirilampo_rastaquera_a_histori.html

Email: christiana.novoa@gmail.com 

Salgado Maranhão (nome literário de José Salgado Santos) é poeta, jornalista, letrista e consultor cultural. Nasceu em 1953, no povoado Canabrava das Moças, no município de Caxias, Maranhão, filho de Raimunda Salgado dos Santos e Moacyr dos Santos Costa. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1973 (tendo vivido antes em Teresina onde iniciou sua carreira literária), e cursou Comunicação Social na Pontifícia Universidade Católica (PUC) e Letras na Universidade Santa Úrsula, sem concluí-los. Publicou seus primeiros poemas na antologia Ebulição da escrivatura (Civilização Brasileira, 1978) e depois os seguintes livros: Aboio ou Saga do nordestino em busca da terra prometida (Corisco, 1984), Punhos da serpente (Achiamé, 1989), Palávora (7Letras, 1995), O beijo da fera (7Letras, 1996), Mural de ventos (José Olympio, 1998), Sol sanguíneo (Imago, 2002), Solo de gaveta (SescRio, Som, 2005), A pelagem da tigra (Booklink, 2009), A cor da palavra (Imago/FBN, 2010), O mapa da tribo (7Letras, 2013), Ópera de nãos (7Letras, 2015), Avessos avulsos (7Letras, 2016), A sagração dos lobos (7Letras, 2017), A casca mítica (7Letras, 2019) e Pedra de encantaria (7Letras, 2021). Recebeu vários prêmios, entre eles, o Prêmio Jabuti, com Mural de ventos, em 1999, e Ópera de nãos, em 2016; o Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras (ABL), com A cor da palavra, em 2011, e o Prêmio Pen Clube de Poesia, com O mapa da tribo, em 2014. Tem poemas traduzidos para inglês, italiano, francês, alemão, sueco, hebraico, japonês e esperanto. Como compositor, tem gravações e parcerias com vários nomes da MPB, como Alcione, Elba Ramalho, Dominguinhos, Paulinho da Viola, Ivan Lins, Zizi Possi, Ney Matogrosso, Herman Torres, Elton Medeiros, Rita Ribeiro, Zé Renato, Selma Reis, Rosa Maria, Xangai, Vital Farias, Zé Américo Bastos, Moacyr Luz, Amélia Rabello, Carlos Pitta, Gereba, Mirabô Dantas, Wagner Guimarães, Naeno e Zeca Baleiro.

Sobre a Ibis Libris

A editora publica prosa e poesia, ficção e não ficção, infantis, juvenis e cultura em geral. Fundada em 18 de agosto de 2000, hoje tem quase 700 títulos publicados, principalmente de literatura. Sua fundadora, Thereza Christina Rocque da Motta, é poeta, editora e tradutora. Lançou "Joio & Trigo", seu primeiro livro de poemas, em 1982, prefaciado por Claudio Willer, que já está em sua 4a. edição, com prefácio de Álvaro Alves de Faria, lançado em 2022. Tem 25 livros publicados, entre eles, "Capitu" (2014), "Breve anunciação" (2013), "As liras de Marília" (2013) e "Marco Polo e a Princesa Azul" (2008). É membro do Pen Clube do Brasil e da Academia Brasileira de Poesia. Criou o selo infantil Bisbilibisbalabás em 2002 e, em 2021, o selo feminino Maat, para as mulheres. Em 2022, lançou, por ele, “Sheherazade”, seu primeiro livro de contos. Nesse ano, participou como única poeta brasileira convidada do Festival Internacional de Poesía de Medellín, Colômbia, lendo seus poemas em português e traduzidos para o castelhano pelo poeta chileno Leo Lobos. 

Ibis Libris Editora inscreveu, pela primeira vez, em 2022, mais de 10 títulos no Prêmio Jabuti, concorrendo em 16 categorias. Este ano, 20 títulos estão concorrendo ao Prêmio Oceanos e 12 ao Prêmio Jabuti. No 1o. semestre, o evento Ponte de Versos recebeu o "Prêmio Sarau Destaque 2022", por seu caráter cultural e artístico, conferido pela APPERJ, por seu presidente Jorge Ventura, por divulgar a poesia nacional. Além disso, obteve, em julho deste ano, a inclusão do evento Ponte de Versos no Calendário Oficial da Cidade do Rio de Janeiro, a ser comemorado, pela primeira vez, no próximo 15 de junho de 2024, quando lançará a antologia Ponte de Versos 25 anos. 

Segundo Thereza Rocque da Motta, a "Ibis Libris foi criada a partir da Ponte de Versos, para dar voz aos autores que desejam realizar o sonho de publicar seus poemas e, por isso, criei uma editora para transformar seus sonhos em livro".

Instagram: @ibislibris

site: http://ibisibriseditora.com.br 

Thereza Christina Rocque da Motta

Ibis Libris Editora @tcrmotta

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

quinta-feira, 2 de março de 2023

Editora Alto apresenta coletânea de 29 fotos de Gleeson Paulino

Foto: Divulgação
Na terça-feira (7), o  livro ‘Batismo’ será lançado no Brasil, no Espaço Alto, localizado no Centro Histórico de São Paulo, mesmo prédio em que Anita Malfatti realizou sua primeira exposição, que veio inspirar a Semana de Arte Moderna de 1922.  O lançamento promete atrair personalidades da cena cultural de São Paulo. A première aconteceu no final de janeiro e sua exposição na Embaixada do Brasil em Londres, o artista foi aplaudido e teve um grande número de pessoas o prestigiando.

Gleeson Paulino saiu do Mato Grosso do Sul, morou em Londres, voltou para o Brasil consolidou sua carreira e recebeu o valor que o seu trabalho merece na capital britânica . “Batismo” retrata além de um Brasil Continental, o sentimento e a poesia por trás de cada imagem captada por ele.

Uma obra com um título bastante sugestivo: ‘Batismo’. Este é o mote do lançamento da Editora Alto. O livro de autoria de Gleeson Paulino, traz uma série de imagens captadas que percorrem os caminhos da memória do fotografo e suas experiências vividas em viagens país afora.

A exposição na Embaixada do Brasil em Londres, seguiu os mesmos moldes da apresentada no Brasil, contando com uma experiência sensorial fantástica com trilha sonora especial feita pelo músico “Barulhista” em parceria com a produtora Janga, que uniu infinitas possibilidades audiovisuais e expertise ao evento.

Completando a imersão dos visitantes, tanto visual, sensorial, auditiva e olfativa a NU Cosméticos preparou de maneira única, a essência de mato molhado para não só dar mais alma ao espaço multimidia, mas levar todos a mergulhar num mar de cores, imagens e sensações emocionantes.

Para Gleeson, se reconectar com sua ancestralidade é vivenciar sua própria liberdade espiritual e trabalhar sua identidade cultural, ao mesmo tempo. O Fotolivro reúne 5 módulos introduzidos com poemas do próprio Paulino e Gabriela Naigeborin.

O objetivo do livro é além de retratar um Brasil continental, de imagens vivas e realistas também trazer luz ao caminho percorrido por suas memórias através do desenvolvimento pessoal da verdadeira identidade que por muitas vezes acaba ficando escondida e ainda valorizar o nosso meio ambiente.

O lançamento oficial de “Batismo” acontece na terça-feira (7), no Espaço Alto, localizado no Centro Histórico de São Paulo, mesmo prédio em que Anita Malfatti fazia suas festas e exposições modernistas em 1922. O lançamento promete atrair personalidades da cena cultural de São Paulo.

Evento: lançamento do livro “Batismo” - Editora Alto

Dia:07/03/2023

Horário: 18:00h

Local: Espaço Alto – Rua Libero Badaró,336/4 andar - São Paulo​

 Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

Romance confessional do espanhol Manuel Vilas chega ao Brasil

Foto: Divulgação
Potente, emocional, extremamente bem escrito e de uma beleza sem igual, Em tudo havia beleza reflete sobre a vida e a morte a partir da perspectiva de um autor-narrador de meia idade.

Aclamado pela crítica mundial, o escritor espanhol Manuel Vilas chega ao Brasil com o livro best-seller Em tudo havia beleza, recém-lançado no país pelo selo Tusquets, da Editora Planeta. Potente, emocional, extremamente bem escrito e de uma beleza sem igual, o romance mistura prosa e poesia, realidade e ficção, refletindo sobre a vida e a morte a partir da perspectiva de um autor-narrador de meia idade que encara seus fantasmas. A perda dos pais, o divórcio, a distância imposta pelos filhos, os excessos com o álcool e as frustações ao longo dos anos tecem a trama da publicação.

Em um lugar de desencanto, este homem -- que, por vezes, se confunde com Vilas --, tenta se reerguer, mesmo desconfiando a todo tempo da inutilidade de seu esforço. “Quem dera se pudesse medir a dor humana com números claros, e não com palavras incertas. Quem dera houvesse uma maneira de saber quanto sofremos, e que a dor tivesse matéria e medição. Todo homem acaba, um dia ou outro, enfrentando a falta de substância de sua passagem pelo mundo. Alguns seres humanos podem suportar isso; eu nunca suportarei”, declara no início do livro.

Como ponto de partida, ele retorna, nesta narrativa confessional, a seu lugar de origem -- à cidade que, antes de ser sua, foi de seus pais, ambos recentemente falecidos. Em meio a assombrações do passado e do presente, Manuel Vilas escreve um testemunho de tudo o que uma família pode oferecer e sonegar. O que sobra de uma pessoa apartada das uniões que já teve? Quem somos quando deixados a sós com nossas memórias? Manuel Vilas entrega em Em tudo havia beleza "uma obra de arte capaz de cauterizar dores", de acordo com a crítica.

Vencedor do prêmio Femina Étranger em 2019, o livro é construído tal como um fluxo de consciência, sem uma cronologia definida. A partir de relatos e fotos, o leitor embarca nos pensamentos e sentimentos do narrador que percorre uma jornada íntima de elaborações e memórias -- os gatilhos são os mais diversos possíveis: uma correspondência do banco, um nó de uma gravata, a cor amarela, o exercício de escrever um livro. Em meio a história pessoal, surge ainda a narrativa coletiva de uma Espanha que sofre com as cicatrizes do fascismo e da crise econômica recente. Na tradução para o português, o romance -- que traz uma série de poesias em seu epílogo -- não perde a potência literária de Manuel Vilas, autor de 14 coleções poéticas, sete romances e sete livros de ensaios, um fenômeno de vendas em todo o mundo.

TRECHOS DO LIVRO 

De modo que fiquei sozinho com meu pai. E sou a única pessoa deste mundo -- ignoro quanto a meu irmão -- que o recorda diariamente. E diariamente contempla seu desvanecimento, que acaba transformado em pureza. Não é que o recordo diariamente: é que está em mim de uma forma permanente, é que eu me retirei de mim mesmo para dar lugar a ele.

Escrevemos uma coisa ou outra segundo o papel, a mão, a caneta, a pena ou o computador ou a máquina de escrever. Porque a literatura é matéria, como tudo. A literatura são palavras gravadas em um papel. É esforço físico. É suor. Não é espírito. Chega de menosprezar a matéria.

Na verdade, aconteceu algo sobrenatural em minha família: ninguém nunca disse: “Somos uma família”. Não sabíamos o que éramos.

Talvez não me amassem e este livro seja a ficção de um homem magoado. Mais que magoado, assustado. Não ser amado não dói: na verdade, assusta ou aterroriza.

FICHA TÉCNICA  

Título: Em tudo havia beleza

Autor: Manuel Vilas

Páginas: 352 p.

Preço: R$ 79,90

ISBN: 978-85-422-2072-8

Editora Planeta | Selo Tusquets

SOBRE O AUTOR 

Manuel Vilas nasceu em Barbastro, Espanha, em 1962. Poeta e romancista premiado, já publicou 14 coleções de poesia, sete romances e sete livros de ensaios. Também é colaborador assíduo em jornais espanhóis. Em tudo havia beleza, premiado em 2019 com o prêmio Femina Étranger, é seu primeiro romance publicado no Brasil.

SOBRE O SELO TUSQUETS 

Criado em 1969, na Espanha, e presente no Brasil desde 2016, Tusquets é o selo de ficção literária da Planeta. Publica autores como Alejandro Zambra, J.P. Cuenca, Camila Sosa Villada, Xico Sá, Marina Colasanti, José Eduardo Agualusa, Shusaku Endo, Javier Cercas, Marguerite Duras, Ferréz, Bob Dylan, Leila Slimani e Édouard Louis.

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Novo romance histórico da jornalista Cristina Fallarás

Foto: Divulgação
“O evangelho segundo Maria Madalena” reconta o real papel desta mulher na vida de Cristo e na fundação do cristianismo, reduzido a pó pelos homens da Igreja ao longo dos séculos.

Mais de dois mil anos se passaram e o obscurantismo sobre quem foi Maria Madalena, assim como o lugar que lhe cabe na verdadeira história por trás do cristianismo, dá à vida desta mulher contornos de especulação, fazendo de sua trajetória um dos segredos mais bem guardados da humanidade.

Com base em uma minuciosa e exímia pesquisa histórica, a jornalista Cristina Fallarás apresenta um retrato feminista, corajoso e sensual de uma das mulheres mais negligenciadas pela História oficial do mundo em seu novo livro, “O evangelho segundo Maria Madalena”, lançado pela Editora Planeta.

Reconhecida mundialmente por suas iniciativas em defesa dos direitos das mulheres e feminista assumida, Cristina também desempenha um importante trabalho como ativista em favor da memória histórica, dedicando-se incansavelmente a lançar luz sobre o papel social da mulher e dar voz a personagens convenientemente relegadas ao esquecimento por interesse do patriarcado.

“Eu, Maria Madalena, ainda conservo a fúria com que confrontei e confronto a estupidez, a violência e os grilhões que os homens impõem sobre os homens e contra as mulheres”, destaca a protagonista.

Em “O evangelho segundo Maria Madalena”, primeiro romance da autora publicado no Brasil, Cristina delata o tratamento reservado às mulheres em ambientes religiosos e faz justiça à força desta figura bíblica, cuja relevância na fundação do cristianismo quase foi apagada ao longo dos séculos pelo querer da Igreja.

TRECHOS DO LIVRO

“Minha decisão de deixar aqui um registro do que vi, dos eventos extraordinários que me foram presenteados sem nenhum mérito meu além da presença, é firme. [...] Eu conheci o Nazareno. Fui a única que nunca saiu do seu lado. Nunca. Não é vaidade. Assim se deu e foi isso que aconteceu; é o que sou e também nosso reconhecimento mútuo. Sento-me e relato tudo isso para apagar tanta mentira e para que compreendam seu verdadeiro fim. Nada será narrado em vão”.

“Não entendo o esforço de contar os anos... Um, catorze, trinta... Deve-se contar os acontecimentos, os tempos de dor e os tempos de glória, os tempos de amor e os tempos de violência, a beleza e a infâmia contempladas”.

“Ana. Ana flor de alfena. Ana feridas abertas. Ana curativo e água doce. Ana vida e vida, e, diante de qualquer morte, vida. Ana dos meus amores. Ana memória de Ana. [...] Entre todas as minhas lembranças, a de Ana dói como se nenhum tempo tivesse passado, e nessa dor volto a ser uma adolescente, a conhecer o palpitar do coração entre as pernas, o desejo de gomos de tangerina nos lábios e a forma de lidar com os gritos das mulheres".

FICHA TÉCNICA

Título: O evangelho segundo Maria Madalena

Subtítulo: Esta e não outra é minha carne. Este e não outro é meu sangue. Este e não outro é meu nome: Maria. Maria Madalena.

Autora: Cristina Fallarás

Tradução: Diego Franco Gonçales

Páginas: 208 pp.

Preço livro físico: R$46,90

Editora Planeta | Selo Planeta

SOBRE A AUTORA

Nascida em Zaragoza, Espanha, em 1968, a escritora e jornalista Cristina Fallarás ficou mundialmente conhecida por sua defesa veemente aos direitos das mulheres e por sua ação como ativista em favor da Memória Histórica. Em 26 de abril de 2018, lançou a hashtag #cuéntalo, fenômeno internacional que possibilitou a milhões de mulheres relatarem as agressões sexuais que sofreram ao longo da vida. Ganhadora de diversos prêmios literários e jornalísticos, trabalhou nos mais diversos meios de comunicação espanhóis e, mais recentemente, vem atuando como analista política nas redes de televisão Telecinco, Cuatro, Telemadrid, TVE, TV3 e como colunista do jornal Público. “O evangelho segundo Maria Madalena” é seu primeiro romance publicado no Brasil.

SOBRE A EDITORA

Fundado há 70 anos em Barcelona, o Grupo Planeta é um dos maiores conglomerados editoriais do mundo, além de uma das maiores corporações de comunicação e educação do cenário global. A Editora Planeta, criada em 2003, é o braço brasileiro do Grupo Planeta. Com mais de 1.500 livros publicados, a Planeta Brasil conta com nove selos editoriais, que abrangem o melhor dos gêneros de ficção e não ficção: Planeta, Crítica, Tusquets, Paidós, Planeta Minotauro, Planeta Estratégia, Outro Planeta, Academia e Essência.

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Academia Mineira de Letras celebra 112 anos em grande estilo

Sede da AML em Belo Horizonte
Foto: Guto Cortes
A Academia Mineira de Letras comemora 112 anos e, como sempre, quem ganha é o público. Para marcar a ocasião será lançada, no dia 4 de dezembro, a 80ª edição da Revista da Academia Mineira de Letras, nas versões impressa e digital. No dia do lançamento, em cerimônia fechada para convidados, a instituição também vai anunciar a realização de um sonho: a digitalização completa dos oitenta números da revista, todos disponíveis gratuitamente, no site da instituição: www.academiamineiradeletras.org.br. O catálogo do acervo da Academia estará disponível para consulta do público em geral, também pelo site, a partir do mesmo dia.

O evento acontece no âmbito do Plano Anual de Manutenção AML (PRONAC 203709), realizado mediante a Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Instituto Unimed-BH – por meio do incentivo fiscal de mais de cinco mil e duzentos médicos cooperados e colaboradores – e da CEMIG. Copatrocínio da Tambasa.

Para o presidente da Academia Mineira de Letras, Rogério Faria Tavares, a revista da Academia, editada desde 1922, chega ao número 80 em plena forma. “O volume tem mais de 600 páginas, capa do acadêmico Márcio Sampaio e 'orelha' do professor Arnaldo Saraiva, da Universidade do Porto. A publicação homenageia 35 mulheres mineiras que se dedicaram à Literatura, em ensaios encomendados especialmente para esse número. O que buscamos foi gerar uma fonte de consulta e pesquisa para os estudiosos da área, além de difundir, para o grande público, esse incrível repertório literário, que enriquece nossa vida cultural", revela.

O número 80 conta com texto de apresentação do presidente da AML, poema de Flávia de Queiroz e quatro seções especiais, organizadas como capítulos temáticos.

Na primeira parte, o público poderá conferir diversos artigos sobre a história dos oitenta anos da Revista, assim como detalhes sobre o acervo da instituição e como está sendo gerido atualmente. Compõe ainda essa seção um texto sobre o acervo epistolar do acadêmico Eduardo Frieiro.

Já a segunda é dedicada ao Biênio da Língua Portuguesa, celebrado pela AML entre 2019 e 2021. Ela contém textos do Cônsul de Portugal em Belo Horizonte, Rui Nuno de Almeida, sobre a política externa portuguesa nos assuntos relativos à lusofonia; do Embaixador Lauro Moreira, sobre a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa; de Rogério Faria Tavares, sobre a CPLP na perspectiva da diplomacia brasileira.

A terceira seção apresenta denso conteúdo sobre os acadêmicos. São textos escritos sobre os acadêmicos Hindemburgo Chateubriand Pereira Diniz (por Antônio Anastasia), Wander Melo Miranda (por Heloísa Starling), Caio Boschi (por Eliana Dutra), Patrus Ananias (por Bernardo Mata Machado), Pedro Aleixo (pelo padre José Carlos Brandi Aleixo), Oscar Dias Correa (por Oscar Correa Junior), Ibrahim Abi Ackel (por Marina Camisasca), Maria Esther Maciel (por Jacques Fux) e Angelo Oswaldo de Araújo Santos (por Anelito de Oliveira), entre vários outros.

Na quarta seção da Revista, o leitor encontra o Dossiê especial sobre 27 mulheres mineiras que se dedicaram à Literatura, organizado por Constância Lima Duarte e Rogério Faria Tavares. Ele contém textos sobre Ana Martins Marques, Ana Elisa Ribeiro. Ana Maria Gonçalves, Conceição Evaristo, Carolina Maria de Jesus, Adélia Prado, Maria Lúcia Alvim, Maria Clara Machado, Laís Correa de Araújo, Janete Clair, entre outras.

Sobre a Revista da Academia Mineira de Letras

A Revista da Academia Mineira de Letras foi fundada em 1922, quando o presidente da AML era o poeta Mário de Lima. Ao longo do tempo, ela sempre publicou ensaios, contos, crônicas e poemas, sem restrição de qualquer natureza, guiada sempre pelo critério da qualidade.

Pelas suas páginas, já passaram nomes consagrados e autores estreantes, que nela tiveram a oportunidade de publicar seus primeiros textos. A publicação é uma das mais longevas do país, na sua especialidade (a literatura). O número 79 foi lançado por ocasião dos 110 anos da Academia, com mais de 600 páginas.

112 anos da AML

A Academia Mineira de Letras foi fundada na cidade de Juiz de Fora, em 1909, por um grupo de jornalistas, escritores, profissionais liberais, homens públicos e militantes ligados à literatura e à cultura.

Os 12 idealizadores da entidade, capitaneados por Machado Sobrinho e integrados por intelectuais como Belmiro Braga, Dilermando Cruz, Amanajós de Araújo e outros expoentes das letras, elegeram mais 18 intelectuais espalhados por todo o estado e representantes do que de melhor existia entre a elite acadêmica de Minas Gerais para integrar o projeto.

Dentre os dezoito, destacavam-se Nelson de Senna, Alphonsus de Guimaraens e Carlos Goes, além de outras influentes personalidades da época. Aos 30 pioneiros depois se juntaram mais dez, chegando ao número de acadêmicos que permanece até hoje.

Em 1915, a sede da Academia foi transferida para a capital do estado, Belo Horizonte. Em 1943, a instituição ganhou sede própria, instalando-se no sexto andar de um edifício situado à Rua dos Carijós, onde permaneceria até 1987, quando passou a ocupar o Palacete Borges da Costa, onde ainda se encontra.

A Biblioteca da Academia Mineira de Letras possui um acervo de, aproximadamente, 35 mil livros, além de correspondências, documentos, fotografias e objetos pessoais de escritores e personalidades de destaque na história literária, cultural e política de Minas Gerais.

Dentre as principais coleções destacam-se a de Eduardo Frieiro, Vivaldi Moreira e a Biblioteca dos Acadêmicos. Elas reúnem a produção dos integrantes da instituição e abrigam exemplares raros - como obras originais, manuscritos, textos publicados, inéditos e obras autografadas. 

112 anos da Academia Mineira de Letras

Lançamento do número 80 da Revista da Academia Mineira de Letras

Disponibilização da coleção completa da revista pelo site da AML

4 de dezembro – 10h30

www.academiamineiradeletras.org.br

Instituto Unimed-BH

Associação sem fins lucrativos, o Instituto Unimed-BH, desde 2003, desenvolve projetos socioculturais e ambientais visando à formação da cidadania, estimular o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, ampliar o acesso à cultura, valorizar espaços públicos e o meio ambiente. Ao longo de sua história, o Instituto destinou cerca de R$140 milhões por meio das Leis municipal e federal de Incentivo à Cultura, viabilizado pelo patrocínio de mais de 5,2 mil médicos cooperados e colaboradores. No último ano, mais de 7 mil postos de trabalho foram gerados e 3,9 milhões pessoas foram alcançadas por meio de projetos em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. Neste ano, todas as iniciativas do Instituto celebram os 50 anos da Unimed-BH. Clique aqui e conheça mais sobre os resultados do Instituto Unimed-BH.

Cemig

De onde vem a nossa força?

A Cemig, maior patrocinadora cultural de Minas Gerais, acredita na importância e na valorização da arte e da cultura para o desenvolvimento humano, econômico e social de uma população como possibilidade do alcance de um futuro melhor para as novas gerações.

A preocupação da empresa em promover a socialização e a democratização do acesso aos bens culturais do estado se baseia principalmente no compromisso da Cemig com a transformação social e inclusão, uma oportunidade de dialogar e trazer melhorias para a comunidade.

 Nossa força também vem da cultura. Saiba mais em www.cemig.com.br

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

“Pão em Poesia” nas padarias de Itabira

Clientes recebem pães embalados com
poemas - Foto: Divulgação
Instituto Cultural Vale e Flitabira iniciam a distribuição das embalagens do projeto

Em uma iniciativa do Instituto Cultural Vale e do Flitabira, vai acontecer, entre os dias 29 de setembro e 9 de outubro, a distribuição das embalagens do projeto “Pão em Poesia” para as padarias dos seguintes bairros de Itabira: Centro, Areão, Amazonas, Vila Santa Rosa, Esplanada, Praia, Pará e Campestre. 

No total, serão entregues 60 mil embalagens em pacotes de um, três e cinco quilos. Dependendo da pesagem e tamanho, alternam-se os poemas “Segredo”, “Estampas De Vila Rica” e “Rifoneiro Divino”, de autoria de Carlos Drummond de Andrade. Além de levar a literatura ao dia a dia dos moradores de Itabira, a ação visa envolver os itabiranos no clima do Festival, que será realizado de 27 a 31 de outubro de 2021, quarta a domingo, em formato híbrido. 

O Flitabira é patrocinado pelo Instituto Cultural Vale, com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo. O projeto conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Itabira, da Secretaria Municipal de Educação de Itabira e da Fundação Carlos Drummond de Andrade.

Confira as padarias que são parcerias do Flitabira no projeto Pão em Poesia:

- Tia Eliana (Praça Nico Rosa, 86 – Centro)

- Tia Eliana (Av. João Pinheiro, 474 – Centro)

- Padaria Central (Av. João Pinheiro)

- Pastelaria Luiza (Guarda-Mor Custódio, 197 – Centro)

- Papelaria Estante (Guarda-Mor Custódio, 206 – Centro)

- Padaria Pires (Osório Sampaio, 45 - Vila Santa Rosa)

- Padaria Ki PãoZão (Av. Rio Doce – Areão)

- Oficina do Pão (Av. Brasil, 766 – Amazonas)

- Point do Açaí (Av. Mauro Ribeiro, 548 – Esplanada)

- Padaria Pão Dourado (R. Mesquita, 62 – Praia)

- Padaria Ki PãoZão (R. João Camilo de Oliveira Torres, 1217 – Praia)

- Pão Ideal de Itabira (R. Dom Prudêncio, 207 – Pará)

- Pão Ideal de Itabira (Av. João Pinheiro, 771 – Centro)

Panificadora Campestre (R. Chácara – Campestre)

Mais informações: www.flitabira.com.br - @flitabira

segunda-feira, 26 de julho de 2021

Eugênio Bucci no Sempre Um Papo

Jornalista fala sobre sua nova obra
Foto: Daniel Bianchini
O Sempre Um Papo recebe, na terça-feira (3), às 19h, o jornalista e professor Eugênio Bucci para falar com Afonso Borges sobre o livro “A Superindústria Do Imaginário” (Autêntica). Essa será uma edição do #SempreUmPapoEmCasa, com acesso gratuito, tradução simultânea em Libras e transmissão ao vivo pelo YouTube, Instagram e Facebook do projeto, que comemora 35 anos de realização em 2021.

A Superindústria Do imaginário: como o capital transformou o olhar em trabalho e se apropriou de tudo que é visível

Publicado em junho de 2021, o livro busca explicar o papel central conquistado pela comunicação dentro do sistema capitalista, a partir da década de 1950. Nesse período, o capitalismo passou por diversas transformações: a imagem da mercadoria passou a ser mais importante do que o corpo da mercadoria, e o valor de uso foi desbancado pelo valor de gozo. A comunicação se tornou, portanto, responsável por produzir valor em escala superindustrial.

Com isso, os monopólios globais que se ocupam da comunicação e da extração de dados pessoais - que é fomentada pela dinâmica das plataformas digitais -, tornaram-se o cerne do capitalismo e da Superindústria do Imaginário. Para traçar esse histórico e fazer análises, Eugênio Bucci lança mão de conceitos das mais diversas áreas do conhecimento, como a comunicação, sociologia jurídica, linguística, física, filosofia, psicanálise e economia política. 

Eugênio nasceu no município de Orlândia, em São Paulo, em 1958. É professor titular da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), onde se formou em Direito e Jornalismo. Já escreveu mais de dez livros, entre eles “A Forma Bruta Dos Protestos”, “O Estado de Narciso” e “Sobre Ética e imprensa”, publicados pela Companhia das Letras. Recebeu o Prêmio Esso de Melhor Contribuição à Imprensa em 2013, pela Revista ESPM de Jornalismo (edição brasileira da Columbia Journalism Review). Foi secretário editorial da editora Abril, editor da revista Teoria & Debate e diretor de redação das revistas Set, Superinteressante e Quatro Rodas. Foi ainda presidente da empresa de comunicação Radiobrás, entre 2002 e 2007.

O Sempre Um Papo é viabilizado com o patrocínio do Itaú, Rede Mater Dei e Usiminas, com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo.

#SempreUmPapoEmCasa com Eugênio Bucci

Dia 3 de agosto, terça-feira, às 19h

Local: YouTube, Facebook e Instagram do Sempre Um Papo

Informações: www.sempreumpapo.com.br

Carline lança livro

Livro tem lançamento
online
Foto: Fernando Prates
Poeta transexual premiada comemora sua nova obra com sarau ao vivo transmitido por meio do canal da Editora Luas no YouTube

A poeta premiada, autora teatral, cantora e compositora Carline anuncia o seu segundo livro de poesias. Com o apoio da Lei Aldir Blanc, “NA FRONTEIRA”, será lançado oficialmente em uma live, na terça-feira (3), às 20h, no canal da Editora Luas, no YouTube. O evento vai ser um grande sarau, com a participação de vários artistas e poetas declamando os poemas do livro.

Carline é, após uma transição de gênero, a nova identidade do artista antes denominado Carlos Linhares, conhecido como integrante das bandas Nem Secos e Suspense Band, além de ativista cultural, como na atuação no movimento Nem Rosa Nem Azul, que reuniu diversos artistas mineiros em um clipe pela diversidade e na coordenação da Frente Nacional Contra a Censura.

Com sua primeira obra, “Signiliquidificador”, Carline recebeu, em 2012, a primeira Menção Honrosa no Prêmio Cidade de Belo Horizonte, um dos mais tradicionais e respeitados concursos literários do país. O livro foi publicado posteriormente com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura da capital mineira. Outra faceta de atuação poética da autora é a sua página “Poemovimento”, no Facebook, em que apresenta poemas animados que formam anagramas, dois textos com o mesmo conjunto de letras.

Durante a pandemia, Carline desenvolveu seu trabalho artístico pessoal dando voz e espaço para a visibilidade de seu posicionamento social, defendendo a bandeira transgênero e a relação entre corpo e identidade. O livro “NA FRONTEIRA”, escrito durante o processo de transição, apresenta na sequência dos poemas um percurso na descoberta de si mesma e dos vários sentidos da feminilidade. Com esse ponto de partida, o fio da construção poética se universaliza para seguir o caminho de todo processo de encontro, que só se torna possível quando mergulhamos em nós mesmos, passando a habitar a fronteira onde tudo se silencia para receber o amor e a vida.

Em sintonia com essa união com o feminino, “NA FRONTEIRA” está sendo lançado pela Editora Luas, especializada em textos produzido por mulheres, com uma perspectiva focada nas experiências e olhares de caráter feminista. A capa da obra foi criada pela artista Camilla Serrão e o prefácio escrito por Amara Moira, referência em literatura transexual e estudos acadêmicos sobre o universo trans nas artes literárias. Amara será uma das autoras presentes na live de lançamento, ao lado de Deh Mussulini, Brenda Marques, Marta Neves, Maíra Vasconcelos, Nívea Sabino, Hyanna da Cunha, Ed Marte, Pablo Cardoso, Munish Prem, Dani Dutra, Babilak Bah, Francesco Napoli e João Maria Kaisen. Os filhos de Carline, Luã Linhares e Tuiã Linhares, também declamarão poemas durante a transmissão ao vivo, que contará com a apresentação da comunicadora Raah.

“NA FRONTEIRA” tem 88 páginas e já está disponível para pré-venda na loja on-line da Editora Luas ao valor de R$ 32. “Como forma de agradecimento ao público que acompanha o meu trabalho, vou enviar uma dedicatória nos primeiros 50 exemplares vendidos”, revela Carline.

Além do novo livro, Carline se prepara para lançar no segundo semestre seu primeiro CD solo, também aprovado na Lei Aldir Blanc e que já encontra em processo de gravação com a produção musical de seu filho Luã Linhares, cujo trabalho já recebeu elogios e divulgação de nomes como Kiko Loureiro (Megadeth) e Eloy Casagrande (Sepultura).

Carline comemora este momento da carreira e já pensa no futuro. “O livro e o CD representam um marco na crescente expansão das fronteiras da minha arte. Neste momento de pandemia, estou trabalhando muito e aproveitando os momentos de isolamento para estar cada vez mais próxima de mim e focada na produção de obras que eu espero que faça a diferença nas vidas das pessoas. E já adianto, teremos novidades incríveis pela frente”, finaliza a multiartista.

Para acompanhar a live de lançamento do livro “NA FRONTEIRA”, inscreva-se no canal da Editora Luas no Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCSo4FUZ6Vs597Rj2vFiRa2w.

Acompanhe Carline nas redes sociais:

Instagram: www.instagram.com/carline.art.br

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Facebook Poemovimento: https://www.facebook.com/poemovimento

Lançamento do livro “NA FRONTEIRA” da poeta, autora teatral, cantora e compositora Carline

Data: 3 de agosto (terça-feira)

Horário: 20h

Transmissão ao vivo no canal da Editora Luas no Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCSo4FUZ6Vs597Rj2vFiRa2w

Link para a pré-venda: http://loja.editoraluas.com.br/pd-89a25d-livro-na-fronteira.html?ct=&p=1&s=1

terça-feira, 13 de julho de 2021

Academia Mineira de Letras realiza homenagem à escritora Maria Lúcia Alvim

Professora Kelen participa
 da live
Foto: Arquivo pessoal
A escritora mineira Maria Lúcia Alvim foi uma das perdas para a Covid-19 neste ano. Para relembrar sua vida e obra, a Academia Mineira de Letrasrealiza a palestra “Maria Lúcia Alvim: reverberações”. Quem presta a homenagem é a professora Kelen Benfenatti, em vídeo disponível no YouTube da AML a partir do dia 15 de julho, às 11h.

O evento acontece no âmbito do Plano Anual de Manutenção AML (PRONAC 203709), realizado mediante a Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Instituto Unimed BH - por meio do incentivo fiscal de mais de cinco mil e duzentos médicos cooperados e colaboradores – e da CEMIG. Copatrocínio da Tambasa.

A professora Kelen Benfenatti abordará dados sobre a poeta e sua poética que evidenciam a necessidade de reconhecimento de seu nome nas letras nacionais.  Sua poesia se configura como reverberações de uma vida, em que se ouvem memórias afetivas e literárias.

Vale lembrar que recentemente foi lançado o livro Batendo Pasto, que havia sido confiado ao poeta e amigo Paulo Henriques Brito para ser publicado postumamente. O livro foi lançado após 40 anos de silêncio e recolhimento e parece ter sido a despedida de Maria Lúcia, que faleceu de Covid-19 pouquíssimo tempo depois do lançamento e de receber homenagens.

Além das palestras on-line inéditas que integram a programação 2021, a Academia Mineira de Letras disponibiliza mais de 200 palestras já realizadas para que o público possa ver e rever.

Sobre a palestrante:

Kelen Benfenatti Paiva é Doutora em Letras/Literatura Brasileira pela UFMG, professora e Coordenadora do Curso de Letras do IF Sudeste MG - Campus São João del-rei e pesquisadora com enfoque atualmente em Acervos literários e estudos de autoria feminina. É membro do grupo de pesquisa Mulheres em Letras/Letras de Minas e do Acervo de Escritores Mineiros da UFMG.

Palestras online “Maria Lúcia Alvim: reverberações ” – com Kelen Benfenatti

Data: a partir de 15 de julho, às 11h

Acesso: Youtube.com/c/AcademiaMineiraDeLetras

Instituto Unimed-BH

Associação sem fins lucrativos, o Instituto Unimed-BH, desde 2003, desenvolve projetos visando ampliar o acesso à cultura, estimular o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, valorizar espaços públicos e o meio ambiente e contribuir com a formação para a cidadania. É responsável pela realização do Programa Sociocultural Unimed-BH que, ao longo de sua história, destinou cerca de R$140 milhões ao setor cultural, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura e da Lei Federal de Incentivo à Cultura, gerando milhares de postos de trabalho, impulsionados pelo patrocínio de mais de 5.200 médicos cooperados e colaboradores. Anualmente milhares de pessoas são alcançadas por meio de projetos de cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. Neste ano, todas as iniciativas do Instituto celebram os 50 anos da Unimed-BH. Saiba mais em www.institutounimedbh.com.br.

Cemig

De onde vem a nossa força?

 A Cemig, maior patrocinadora cultural de Minas Gerais, acredita na importância e na valorização da arte e da cultura para o desenvolvimento humano, econômico e social de uma população como possibilidade do alcance de um futuro melhor para as novas gerações.

 A preocupação da empresa em promover a socialização e a democratização do acesso aos bens culturais do estado se baseia principalmente no compromisso da Cemig com a transformação social e inclusão, uma oportunidade de dialogar e trazer melhorias para a comunidade.

 Nossa força também vem da cultura. Saiba mais em www.cemig.com.br

segunda-feira, 28 de junho de 2021

Sempre Um Papo recebe Francisco Paes Barreto e Clélio Campolina Diniz

Evento pode ser assistido de qualquer país
Foto: Divulgação
O Sempre Um Papo segue com a programação de 2021, ano de comemoração dos 35 anos do projeto, recebendo na quarta-feira (30), às 19h, Francisco Paes Barreto e Clélio Campolina Diniz para falarem com Afonso Borges sobre o livro “O Enigma China - Uma Síntese Histórica, Econômica e Psicanalítica” (CRV). Essa será mais uma edição do #SempreUmPapoEmCasa, com acesso gratuito e transmissão no Youtube, Instagram e Facebook do Sempre Um Papo.

O projeto é viabilizado com o patrocínio do Itaú, Rede Mater Dei e Usiminas, com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo.

“O Enigma China - Uma Síntese Histórica, Econômica e Psicanalítica” (CRV)

Em quarenta anos a China passa de país miserável à maior economia do Planeta, de acordo com algumas estimativas. Experiência em escala temporal de rapidez sem precedentes na história da humanidade. 

Cultura multimilenar complexa, num breve retrospecto histórico é possível constatar que a China desenvolveu o mais antigo e amplo sistema comercial do mundo, a Rota da Seda; realizou invenções como a bússola, a pólvora, o papel e a imprensa; construiu a Grande Muralha e o Grande Canal; constituiu a mais avançada burocracia pública, com o mandarinato; consolidou valores culturais com filosofias e religiões, mediante a combinação pacífica de Confucionismo, Taoismo e Budismo; unificou as relações entre as várias etnias e línguas por meio de uma língua oficial, o Mandarim. Assim, até os séculos XV e XVI, a China era o Império, o Estado e a sociedade mais desenvolvidos do mundo. Houve o declínio e, agora, o ressurgimento, em contraste com as múltiplas crises do Ocidente, temas trabalhados no livro. 

Soma-se à abordagem histórica a abordagem econômica e o comentário psicanalítico, que é psicanálise aplicada ao campo da política. Saber o que se passa na China é fundamental para saber o que se passa no mundo de hoje, inclusive no Brasil.  

Francisco Paes Barreto é Analista Membro da Escola Brasileira de Psicanálise e da Associação Mundial de Psicanálise, além de membro (TEP) da Associação Brasileira de Psiquiatria. Diretor Geral do Instituto de Psicanálise e Saúde Mental de Minas Gerais (1998-2001). Preceptor da Residência de Psiquiatria do Hospital Galba Veloso e do Instituto Raul Soares, entre 1968 e 1993. Medalhista de Honra da UFMG, conferida em 2008 por indicação da Congregação da Faculdade de Medicina. E autor dos livros: “Reforma Psiquiátrica E Movimento Lacaniano” (Itatiaia, 1999), “Ensaios De Psicanálise E Saúde Mental” (Scriptum, 2010), “O Bem-estar Na Civilização” (CRV, 2016) e “Psicanálise E Psiquiatria: Aproximações” (CRV, 2017).

Clélio Campolina Diniz é engenheiro mecânico, engenheiro de operações e professor emérito da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (FACE/UFMG). Pós-doutor pela University of Rutgers, EUA (1991), doutor (1987) e mestre (1978) em Ciência Econômica pela Universidade Estadual de Campinas. Campolina foi reitor da UFMG (2010-2014), acadêmico visitante da London School of Economics and Political Science (2015) e ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil (2014). Atualmente, é vice-presidente da Regional Studies Association (desde 2015), acadêmico da Academy of Social Sciences do Reino Unido (desde 2015). Possui mais de 150 trabalhos publicados no Brasil e no exterior.

 #SempreUmPapoEmCasa com Francisco Paes Barreto e Clélio Campolina Diniz

Dia 30 de junho, quarta-feira, às 19h

Local: Youtube, Facebook e Instagram do Sempre Um Papo

Informações: www.sempreumpapo.com.br

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Book Advisor explica como ampliar combate a pirataria de livros

 De acordo com pesquisada ‘Fato & Versão’ - plataforma compartilhada de conteúdo jornalístico - nas redes sociais, que contou com 207 respostas, 81,1% dos leitores responderam que pirateiam ou já piratearam livros por não terem dinheiro para comprá-los. 

Para Eduardo Villela, book advisor e profissional com mais de 16 anos de experiência no mercado editorial, "a raiz do problema não é o preço do livro, mas sim que ele ainda não é considerado um bem de primeira necessidade por boa parte da população brasileira. Ele ainda é visto como um produto acessório, não é percebido por muitas famílias como prioritário para a formação educacional e cultural de seus membros". 

A expressão ‘pirataria’ significa cópia ou distribuição não autorizada de um livro na íntegra ou em partes e, no Brasil, as obras literárias são protegidas pela Lei 9.610/98, que dispõe sobre os direitos autorais e sua violação está expressa no artigo 184 do Código Penal, sendo passível de punição. A população que consome ou distribui os livros de maneira criminosa esquece que os autores levam muitos anos estudando e adquirindo experiência para estarem preparados para escreverem seus livros. Além disso, passam meses ou até alguns anos redigindo-os. É um investimento enorme de tempo, esforço, energia e dinheiro que é completamente desrespeitado por quem recorre à pirataria. 

"A pirataria existe e é crime! É um roubo como qualquer outro. Quando se faz o download de um livro em um site irregular, a pessoa está roubando um conteúdo, desvalorizando e desrespeitando o trabalho do autor, além de prejudicar toda uma cadeia de profissionais que trabalham nas livrarias, editoras e gráficas. Outro problema sério da pirataria é que ela acaba reduzindo o número de novos livros lançados: se os milhares e milhares de downloads ilegais não ocorressem, as vendas de livros seriam maiores e as editoras teriam condições de ampliar a oferta de novos títulos no mercado. Todo mundo perde e isso é lamentável, pois são muitos leitores que deixam de ter acesso a novos conteúdos, empregos são perdidos e colocados em risco.", enfatiza o book advisor. 

O que pode ser feito para coibir essa reprodução de conteúdo ilegal? 

A Associação Brasileira de Direitos Reprográficos(ABDR) é uma entidade focada em combater a pirataria de livros. O próprio autor ou editora e até mesmo o leitor que respeita as leis pode denunciar. "Hoje, as editoras têm um controle muito mais preciso para reprimir a reprodução de conteúdo ilegal em relação ao passado, mas é preciso que a sociedade civil se engaje nessa luta para coibir essa prática. Todos nós precisamos estar conscientes e conscientizar nossos familiares e amigos", completa Eduardo . 

Cabem aos espaços literários, como bibliotecas públicas e privadas, livrarias e eventos como as feiras de livros, assim como as entidades representativas de editores, livreiros e gráficas atuarem de forma conjunta com campanhas de conscientização em suas redes sociais. 

Eduardo acredita que "deveria existir um fundo de combate à pirataria formado com recursos de todas as instituições que compõem o mercado editorial. Há também ações de baixo investimento que podem trazer bom engajamento e resultados positivos, como a produção de vídeos educativos para serem publicados em seus canais de redes sociais. As próprias editoras devem também incentivar seus autores a fazerem o mesmo, postando conteúdo a respeito em seus canais." 

Outro caminho seria colocar em uma página inteira, dentro do próprio livro, uma explicação didática sobre os danos causados pela reprodução ilegal do conteúdo, o que fazer para realizar uma denúncia, assim como trazer informações resumidas e acessíveis sobre os dispositivos legais. 

Villela finaliza dizendo que "a tecnologia de segurança está se aprimorando a cada lançamento e a vigilância das editoras é cada vez maior. Além disso, o caminho para fazer a denúncia e receber uma ação também avançou: a ABDR tem feito um bom trabalho para combater a pirataria. Porém, enfatizo que, para conseguirmos vencer essa batalha contra a pirataria, é preciso uma atuação conjunta de toda a cadeia do livro e uma participação ativa de autores e leitores." 

Eduardo Villela é Book Advisor. Assessora pessoas, famílias e empresas na escrita e publicação de seus livros. Trabalha com escrita e publicação de livros desde 2004. Já lançou mais de 600 livros de variados temas, entre eles comportamento e psicologia, gestão, negócios, universitários, técnicos, ciências humanas, interesse geral, biografias/autobiografias, livros de famílias e ficção infantojuvenil e adulta.

quarta-feira, 12 de maio de 2021

O resgate da memória do interior mineiro em livro de poesia de Mell Renault

 

Publicaçāo promete emocionar os leitores
Foto:Divulgação

Mell Renault lança em junho seu terceiro livro de poesias, Cortejo, agora pela Páginas Editora. Com apresentação da reconhecida poeta Luiza Cantanhede e prefácio do premiado escritor Luiz Eduardo Carvalho, Cortejo apresenta a jornada da personagem Maria, que conta sua história de vida em versos. A poesia de Mell é uma conversa na porta de casa, que convida o leitor a conhecer a trajetória de Maria e a memória de sua cidade na serra mineira. 

Nascida em Belo Horizonte e criada em Esmeraldas (MG), Mell explora sua vivência em uma cidade pequena para trazer autenticidade aos versos de Cortejo. Ela faz um registro único do interior mineiro, com uma reviravolta surpreendente. “Comecei a escrever o Cortejo observando os detalhes, os acontecimentos na minha própria rua. Há uma poesia muito rica no dia a dia, que não enxergamos, especialmente no meio da correria de uma cidade grande”, explica a autora.

Cortejo será lançado em 1˚ de junho, mas já está em pré-venda. O livro pode ser adquirido no site da Páginas Editora (paginaseditora.com.br).

A jornada de Mell Renault: dos cadernos artesanais ao livro Cortejo

Com 36 anos, Mell Renault escreve poesia desde os 15. Apaixonada pelo trabalho literário artesanal, Mell sempre desenvolveu projetos independentes de plaquetes poéticas feitas à mão. “Gosto de escrever cada palavra das minhas plaquetes e cadernos de poesias. Vejo o valor da obra literária não apenas na palavra, mas no fazer da palavra”, explica Mell, que também já possui 2 livros publicados: Patuá (Coralina, 2019) e Flor de Sal (Penalux, 2020).

Seu terceiro livro, Cortejo, dialoga com o fazer artesanal. Utilizando versos de estrutura simples, Mell se inspirou em poetas como Adélia Prado e Carlos Drummond de Andrade para construir um livro atrativo para leitores de todas as idades – tanto experientes, quanto aqueles que não têm o hábito de ler poesia. A obra, em formato de um poema único que se estende por quase 100 páginas, conta com arte de capa do pintor Carlos Figueiredo.

Lançamento: Cortejo

Quando: 31/05/2021

Páginas Editora

terça-feira, 11 de maio de 2021

Cinco livros para cuidar da mente durante o período de confinamento

A pandemia do novo coronavírus parou o mundo. Todos os setores da sociedade foram afetados pela disseminação do vírus, e com isso os países tiveram que adotar o isolamento social para reduzir o contágio. O que era para ser pouco tempo, acabou virando um ano de afastamento do convívio habitual, e com isso chegou os problemas causados por essa medida. 

Depressão, ansiedade e transtornos de pânico são algumas das doenças que o isolamento social causou em determinada parcela da população. Para exercitar a saúde mental, é recomendado que as pessoas tenham o hábito de leitura para afastar esses eventuais problemas. Separamos cinco obras literárias que podem ajudar durante esse período de confinamento. 

Sociedade do Cansaço 

Uma das maiores queixas que as pessoas fazem ao período de isolamento em casa, é a carga de trabalho que aumentou. O escritor e filósofo sul-coreano Byung-Chul Han aborda em seu livro ‘Sociedade do Cansaço’ como a cultura motivacional do mercado de trabalho está afetando os funcionários ao redor do mundo, o que encaixa-se perfeitamente para a época que estamos enfrentando. 

Resiliência 

A escritora alemã Christina Berndt relembra um sentimento importante para a vida de todo ser humano: a resiliência. Em sua obra ‘Resiliência: o segredo da força psíquica', a autora aborda como essa força, que é bem estabelecida na infância, pode também ser bem aproveitada na fase adulta, com as estratégias adequadas. Ideal para quem precisa passar pelos obstáculos que a pandemia trouxe. 

Saúde de Aço 

O primeiro livro escrito pelo Dr. Henriques Capiñala, traz quais são os pilares da saúde, tanto para o âmbito espiritual, mental, quanto para o físico. O médico e escritor enfatiza quão é importante a pessoa passar sua vida cuidando de seu bem-estar, para quando estiver chegando a melhor idade não tenha que ficar dependente de medicamentos, como a maioria das pessoas já estão hoje. "Esse é o melhor investimento que pode ser feito", salienta Henriques. 

Por que estou deprimido? 

Em sua segunda obra, o médico aborda outro ponto que afeta a sociedade nos tempos atuais: a depressão. Uma doença muito perigosa, e que quando subestimada pode trazer grandes danos à pessoa. Henriques passa para seu leitor pontos que podem levar a esse adoecimento psicológico, e qual a postura para lidar com esse problema. O Doutor também reforça que, assim como no primeiro livro, pode ser utilizado outras formas de tratamento além de estar à base de remédios. O volume também pode ajudar pessoas que não têm a doença, mas passa por grandes alterações de humor, podendo assim trazer o equilíbrio para esses sentimentos. Pessoas saudáveis que pretendem aumentar consideravelmente sua vibração e harmonia com a vida também podem usufruir com a obra, "pois acredito que não importa o nível de entusiasmo que a pessoa tem hoje ainda pode melhorar", afirma Henriques.

Você é um campeão ou morre! 

Seu mais recente exemplar é um romance, fugindo um pouco do estilo dos dois primeiros, mas com o mesmo foco em fazer o paralelo com a saúde. O livro traz ensinamentos para crescimento profissional e pessoal, além de como atingir seus objetivos de forma mais metódica. Tudo isso é ensinado através de uma ficção, onde a referência se dá pela forma da vida, desde quando a pessoa é ainda um espermatozóide e ganha a corrida com outros milhões, fazendo com que só de ter nascido essa pessoa já seja uma campeã, até o ciclo da morte e da reencarnação. 

quinta-feira, 5 de março de 2020

Sempre Um Papo recebe Isabelle Anchieta e Mônica Waldvogel

Socióloga conversa com os leitores e autografa suas obras
Foto: Tony Yaa
O Sempre Um Papo recebe a socióloga Isabelle Anchieta para o debate e o lançamento da trilogia sobre as “Imagens da Mulher no Ocidente Moderno” (Edusp). Fruto de oito anos de pesquisa, a obra revela as ambiguidades e estereótipos da representação feminina. O evento contará com a participação da jornalista Mônica Waldvogel e será no dia 12 de março, quinta-feira, às 19h30, na sala Juvenal Dias do Palácio das Artes. Entrada gratuita. Haverá   tradução em Libras. Pede-se a doação de livro literários novos ou usados para o projeto de bibliotecas comunitárias do Sempre Um Papo.  

Remontar os primórdios da individualização e humanização da sociedade do Ocidente Moderno por meio das imagens da mulher - este foi o cerne do estudo realizado pela socióloga Isabelle Anchieta. Ao longo de oito anos, ela mergulhou em uma intensa pesquisa teórica e de campo, na qual se debruçou por pinturas, esculturas, panfletos noticiosos e filmes dos arquivos de bibliotecas da Alemanha e Suíça, museus da Europa e até dos estúdios de Hollywood.

“Elegi as imagens da mulher por ser ambíguas personagens que atraem, em torno de si, os mais contraditórios sentimentos sociais. Mulheres que nem sempre foram vítimas de suas representações. Conformadas em temíveis e atrativas imagens elas também souberam fazer uso e proveito do fascínio que provocaram, invertendo os jogos de poder”, explica a autora. 

Composta por três volumes, a obra de Isabelle Anchieta fundamenta e até se confunde com o início da cultura ocidental moderna e, não ao acaso, seu recorte temporal e geográfico é o Ocidente moderno. Entre as diversas imagens femininas, a socióloga priorizou aquelas que se popularizaram no Ocidente por meio de estereótipos: a bruxa, a índia tupinambá canibal, Maria, Maria Madalena e as estrelas hollywoodianas. 

É importante elucidar que autora não parte da premissa de que as mulheres foram a parte fraca ou oprimida do objeto de estudo. “Mais do que uma simples identificação de quem são os vilões, as vilãs e as vítimas, atentei para as contradições, o que escapa ao controle e às intenções dos atores, e as ambiguidades próprias da representação da imagem da mulher. Uma alteridade que simultaneamente provoca atração e medo, no que denominei ‘marginal atrativa’. Difícil dizer, ao fim, quem controla quem, mesmo porque as imagens são animadas pelas relações”, enfatiza a autora. 

"A pesquisadora se deslocou rumo às fontes originais e fez uma verdadeira peregrinação em direção às imagens, sem descurar jamais da materialidade das obras analisadas: o tamanho, os locais, o contexto e a autoria. O conjunto é robusto, inesperado e convence", diz a historiadora e antropóloga Lilia M. Shwarcz, que assina a contracapa da obra. A série abre com Bruxas e Tupinambás Canibais, no qual o leitor pode acompanhar a diabolização da imagem da mulher nos séculos XV e XVI por meio de um diálogo entre as bruxas e as índias tupinambás, figuras que tanto atormentaram e enfeitiçaram os homens na transição da Idade Média para a Idade Moderna. 

No segundo livro, a autora traz a idealização e a emergente humanização da imagem feminina por meio de Maria e Maria Madalena, figuras que emprestam o nome à publicação, protagonistas que incorporam os mais diversos conflitos de ordem religiosa, moral e econômica. A socióloga traz, com elas, a ascensão e a crise da moralidade cristã entre a Idade Média e a Moderna. 

Na remontagem histórica traçada pela socióloga, é posta em evidência a transição de “personagem a uma pessoa” vivenciada pelas mulheres. Segundo a autora, primeiro, elas lutaram para humanizar-se no fim da Idade Média, tentando desvencilhar-se de um destino de extremidades, no qual ou eram bruxas ou santas. “Descê-las do pedestal e retirá-las da boca do inferno foram os primeiros passos para que, enfim, a modernidade levasse sua encarnação a cabo”, explica. 

O movimento seguinte foi o de individualização, com o desejo de ser única e reconhecível, tal qual estimava as estrelas hollywoodianas que intitulam o terceiro volume - Stars de Hollywood. 

“Desde então, a mulher tem sido plural: mulheres. Existe apenas na forma particular que a encerra”, afirma Anchieta. A esse duplo movimento, que se entrelaça e se complementa, a autora atribui o termo individumanização. 

"Nos três livros que compõem a série, Isabelle Anchieta inaugura, entre nós, um estilo de reflexão que explora as múltiplas possibilidades de interpretação das imagens na perspectiva sociológica. É uma obra originada no manejo da mais fina artesania", pontua a socióloga Maria Arminda do Nascimento Arruda, em declaração para contracapa da trilogia. 

Para facilitar a leitura dos três volumes separados ou na ordem que melhor convier ao leitor, a autora oferece uma apresentação geral que se repete nas publicações e oferece uma visão de conjunto das obras que integram a série. Além disso, cada volume contém, ainda, uma introdução e uma conclusão específicas, que conferem a ideia da unidade e do conjunto da obra. 

Sobre a autora 

Nascida em dezembro de 1978 em Belo Horizonte (MG), Isabelle Anchieta é Doutora em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Foi a brasileira eleita na competição Mundial Jovens Sociólogos promovida pela ISA, com apoio da UNESCO, em 2014 e em 2008 recebeu o prêmio Rumos Itaú Cultural como professora de jornalismo cultural. Lecionou na Newton Paiva, em Belo Horizonte, e na Universidade Mackenzie, em São Paulo. Tem dois livros publicados, Sete Propostas para o Jornalismo Cultural (2009) e Mapeamento do Jornalismo Cultural. É colaboradora das revistas Sociologia e Mente e Cérebro, da Scientific American. Seus artigos são adotados em universidades de língua portuguesa como a Universidade de Coimbra, a Universidade da Madeira e a 

Universidade de Nova de Lisboa, em Portugal e também na Universidade Lusófona, em Cabo Verde. 

Ficha técnica 

Título: Imagens da Mulher no Ocidente Moderno (Edusp)
Box com três volumes: Bruxas e Tupinambás canibais, Maria e Maria Madalena e Stars de Hollywood
Autora: Isabelle Anchieta
Valor: R$ 170 

Volume 1: Bruxas e Tupinambás canibais Páginas: 224
Valor: R$ 60 

Volume 2: Maria e Maria Madalena Páginas: 220
Valor: R$ 60 

Volume 3: Stars de Hollywood Páginas: 248
Valor: R$ 60 

Sempre Um Papo com Isabelle Anchieta, com participação de Mônica Waldvogel

Dia 12 de março, quinta-feira, às 19h30
Local: Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes - Av. Afonso Pena, 1537, Centro | Belo Horizonte/MG 

Entrada gratuita. Aceita-se doação de livro literários novos ou usados que serão encaminhados à bibliotecas comunitárias. 
Informações: 31 32611501 - www.sempreumpapo.com.br