Choose your language

Mostrando postagens com marcador livros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador livros. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de julho de 2024

Aguardada sequência da autora best-seller FML Pepper chega às livrarias

Foto: Divulgação 


Em Deusa de sonhos, autora narra o recomeço da protagonista em um novo lugar e aprofunda a relação do casal, em meio a mistérios e tensões 

Após o sucesso da obra Deusa de sangue, de FML Pepper, chega às livrarias brasileiras a aguardada continuação Deusa de Sonhos, pela coleção Planeta Minotauro da Editora Planeta. Neste segundo volume, a autora mineira dá seguimento à história de Nailah, que, após os acontecimentos finais do primeiro livro, tenta recomeçar a vida mais leve e em um novo local. Apesar disso, a autora mantém as tensões e mistérios característicos da trilogia, além de aprofundar e explorar o romance.

A sequência inicia de forma eletrizante, retomando os últimos acontecimentos. Nailah, após ganhar de forma ilegal uma competição, na qual mulheres são proibidas de participar, é sentenciada a se casar em até 72 horas, do contrário será enviada a um local amaldiçoado. Para isso, é preciso que um homem ofereça um lote por ela.

Cega pelos sentimentos que geriu por Andriel Braun, Nailah acredita que o único lote oferecido foi do seu amado. Contudo, ao chegar no casamento, descobre que, na verdade, Aaron Blankenhein será seu esposo. Mais uma vez enganada, a protagonista se vê com o coração dividido. Por um lado, um marido que nunca tentou lhe tocar; do outro, uma voz misteriosa que se mistura na escuridão e a seduz. Em meio a um novo cenário, repleto de mistérios e tensões, a protagonista continua em busca de vingança pelos acontecimentos do passado.

Deusa de Sonhos, assim como o antecessor, mantém uma crítica incisiva aos costumes de uma sociedade patriarcal, entregando reviravoltas, um romance avassalador e uma tensão crescente no decorrer das páginas, elementos-chave para mais um romantasy de sucesso.

FICHA TÉCNICA 

Título: Deusa de Sonhos

Autora: FML Pepper

ISBN: 978-85-422-2745-1

304  páginas 

R$ 59.90

Editora Planeta 

SOBRE A AUTORA 

Única brasileira escolhida pela Amazon US dentre as doze personalidades femininas do mundo que fizeram diferença na literatura em 2015, 1º lugar em ficção juvenil na Amazon Brasil em 2016 e em 2017, apaixonada por tramas repletas de reviravoltas, vilões de tirar o fôlego e finais surpreendentes, FML Pepper é referência nacional quando o assunto é Fantasia Romântica. Ah, sim! E ela continua louca por pets fofinhos, café, chocolate e rock’n roll!

SOBRE A EDITORA 

Fundado há 70 anos em Barcelona, o Grupo Planeta é um dos maiores conglomerados editoriais do mundo, além de uma das maiores corporações de comunicação e educação do cenário global. A Editora Planeta, criada em 2003, é o braço brasileiro do Grupo Planeta. Com mais de 1.500 livros publicados, a Planeta Brasil conta com nove selos editoriais, que abrangem o melhor dos gêneros de ficção e não ficção: Planeta, Crítica, Tusquets, Paidós, Planeta Minotauro, Planeta Estratégia, Outro Planeta, Academia e Essência. 

domingo, 2 de julho de 2023

Ibis Libris Editora realiza a Ponte de Versos de julho com Imortais da ABL

Foto: Divulgação


A 8ª edição do ano traz Ana Maria Machado, Antonio Cicero e Antonio Carlos Secchin, ao lado de Thereza Christina Rocque da Motta, editora e fundadora da Ibis Libris

Ibis Libris Editora realiza a 8ª edição da Ponte de Versos do ano, trazendo os imortais Ana Maria Machado, Antonio Cicero e Antonio Carlos Secchin, ao lado da também poeta e editora Thereza Christina Rocque da Motta, na terça-feira (18), na Blooks Botafogo, no Rio de Janeiro.

A Ibis Libris realiza, mensalmente, na Blooks Botafogo, a "Ponte de Versos", evento literário tradicional, que, este ano, comemora 24 anos em junho. Desde 1999, ocorrendo quinzenalmente na antiga Livraria Ponte de Tábuas, no Jardim Botânico, passando pelo Barteliê, em Ipanema, e pela Livraria DaConde, no Leblon, reunindo poetas novos e já consagrados, a "Ponte de Versos" tornou-se parte da cena poética carioca.

No "Prato Principal", cada poeta convidado lê por 15 minutos. Em seguida, abre-se a "Sobremesa" aos presentes, quando poderão recitar um poema de cada vez e, por fim, a "Saideira", lendo mais um poema curto.

Este ano, a Ponte de Versos completa 24 anos, evento que valoriza a literatura nacional e os novos autores, que, em abril, recebeu o "Prêmio Sarau Destaque 2022" da APPERJ - Associação Profissional dos Poetas do Rio de Janeiro. A Ibis Libris Editora entra no ano de seu 23º aniversário com 600 títulos publicados até 2022, novos títulos em produção e, além disso, concorre ao Prêmio Oceanos com 20 obras e ao Prêmio Jabuti com 12 títulos em diversas categorias.

Estiveram na Ponte de Versos em 2022: em fevereiro, Lílian Maial, Ricardo Ruiz e Rosália Milsztajn. Em março, Celi Luz e Karla Sabah. Em abril, Alice Monteiro e Paulo Sabino. Em maio, Claudia Roquette-Pinto e Léo Ferreira. Em junho, Adriano Espínola, Mônica Montone e Cristina Biscaia. Em julho, Gilberto Gouma, Manoel Herculano e Marcelo Mourão. Em agosto, Tanussi Cardoso, Ramon Nunes Mello e Carmen Moreno. Em setembro, Christovam de Chevalier, Ricardo Vieira Lima e Solange Padilha. Em outubro, William Soares dos Santos, Hélen Queiroz e Cecília Costa. Em novembro, Luiz Otávio Oliani e Renato Alvarenga. Em dezembro, Cristina Fürst, Georgia Annes e Rose Araujo. Em janeiro de 2023: Laura Esteves, Jorge Sá Earp e Jorge Ventura. Em fevereiro, Afonso Henriques Neto e Alberto Pucheu. Em março,  Bernard Sader Tinoco,  Rômulo Pacheco e Evelyn Silva. Em abril, Suzana Vargas e Carmem Teresa Elias. Em maio, Alexei Bueno e Elisa Flores. Em junho,  Alexandre Brandão, Mano Melo, Natália Parreiras e Thássio Ferreira.

A Ponte de Versos acontece na terça-feira(18), das 18h às 21h, na Blooks Botafogo, na Praia de Botafogo, 316 (Espaço Itaú de Cinema). Livre para todas as idades e com entrada franca.

Traga seu poema para a Sobremesa e a Saideira!

Prato principal:

Ana Maria Machado nasceu em Santa Teresa, Rio de Janeiro, em 24 de dezembro de 1941. É casada com o músico Lourenço Baeta, do quarteto Boca Livre e têm uma filha. Do casamento anterior, com o médico Álvaro Machado, Ana Maria teve dois filhos.

Estudou no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no MoMA de Nova York, e participou de salões e exposições individuais e coletivas no país e no exterior, enquanto cursava a Faculdade de Letras (depois de ter desistido da Geografia). Formou-se em Letras Neolatinas, em 1964, na então Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, e fez estudos de pós-graduação na UFRJ.

Deu aulas na Faculdade de Letras na UFRJ (Literatura Brasileira e Teoria Literária) e na Escola de Comunicação da UFRJ, bem como na PUC-Rio (Literatura Brasileira). Além de ensinar nos colégios Santo Inácio e Princesa Isabel, no Rio, e no Curso Alfa de preparação para o Instituto Rio Branco, também lecionou em Paris, na Sorbonne (Língua Portuguesa) e na Universidade de Berkeley, Califórnia, onde já havia sido escritora residente.

Em janeiro de 1970, deixou o Brasil, e trabalhou como jornalista na revista Elle, em Paris e no Serviço Brasileiro da BBC de Londres, além de se tornar professora de Língua Portuguesa na Sorbonne. Nesse período, participou de um seleto grupo de estudantes na École Pratique des Hautes Études, cujo mestre era Roland Barthes, sob cuja orientação terminou sua tese de doutorado em Linguística e Semiologia, em Paris.  O trabalho resultou no livro “Recado do Nome” (1976), sobre a obra de Guimarães Rosa.

Trabalhou no Correio da Manhã, Jornal do Brasil, O Globo, e colaborou com as revistas Realidade, IstoÉ e Veja e nos semanários O Pasquim, Opinião e Movimento. Durante sete anos, chefiou o jornalismo do Sistema Jornal do Brasil de Rádio. Criou e dirigiu, por 18 anos, com duas sócias, a primeira livraria do país especializada em livros infantis, a Malasartes, no Shopping da Gávea. Também foi editora, uma das sócias da Quinteto Editorial.

Tem mais de 100 livros publicados, no Brasil e em outros 20 países, com mais de 20 milhões de exemplares vendidos. Ao longo de mais de 40 anos de carreira, escreveu obras para todas as idades, incluindo 10 romances.

Recebeu inúmeras condecorações por sua produção literária, com destaque para o Prêmio Hans Christian Andersen – o mais prestigiado da literatura infantil – e o Prêmio Machado de Assis, da ABL, pelo conjunto da obra.

Em 2003, foi eleita em 24 de abril,  para a Academia Brasileira de Letras, sendo a sexta ocupante da Cadeira nº 1, sucedendo Evandro Lins e Silva e recebida, em 29 de agosto de 2003, pelo acadêmico Tarcísio Padilha. Presidiu a Academia Brasileira de Letras entre 2012 e 2013.

Antonio Cicero Correia Lima nasceu no Rio de Janeiro em 6 de outubro de 1945, é compositor, poeta, crítico literário, filósofo, escritor brasileiro e membro da ABL.  

Em 1960, seu pai assumiu um cargo executivo no BID, que acabava de ser criado, e toda a família se transferiu para Washington, D.C., onde fez seus estudos secundários. De volta ao Brasil, começa a cursar filosofia na PUC-Rio e, depois, no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ. Em 1969, devido a problemas políticos, foi para Londres, onde concluiu o curso de filosofia na Universidade de Londres. Em 1976, Cicero fez pós-graduação na Georgetown University, nos EUA, onde estudou grego e latim, o que lhe permitiu ler, no original, os clássicos de Homero, Píndaro, Horácio e Ovídio. Posteriormente, lecionou Filosofia e Lógica em universidades do Rio de Janeiro.

Desde jovem, escreve poesia, mas seus poemas só apareceram para o grande público quando a irmã, a cantora e compositora Marina Lima, musicou um deles. A partir desse momento, passou a escrever tanto poemas como letras para músicas de sua irmã e, depois, de outros parceiros. Produziu várias letras, como, por exemplo, de Fullgás, Pra começar e À francesa – as duas primeiras com Marina e a última com Cláudio Zoli. Entre outras parcerias, destacam-se as com Waly Salomão, João Bosco, Orlando Morais, Adriana Calcanhotto e Lulu Santos (coautor com Antonio Cicero e Sérgio Souza, do hit O Último Romântico, de 1984).

Em 1993, concebeu, em colaboração com o poeta Waly Salomão e patrocínio do Banco Nacional, o projeto “Banco Nacional de Ideias”, através do qual promoveu ciclos de conferências e discussões de artistas e intelectuais de importância internacional, como João Cabral de Melo Neto, Haroldo de Campos, John Ashbery, Derek Walcott, Caetano Veloso, Richard Rorty, Tzvetan Todorov, Hans Magnus Enzensberger, Peter Sloterdijk, Ernest Gellner, Bento Prado Júnior e Darcy Ribeiro, entre outros. Em 1996, lançou o livro de poemas "Guardar", vencedor do Prêmio Nestlé de Literatura Brasileira na categoria estreante. Lançou também um CD, em 1996, Antonio Cicero por Antonio Cicero, recitando seus poemas.

Em 2001, o “Guardar” foi incluído na antologia "Os cem melhores poemas brasileiros do século", organizada por Ítalo Moriconi. Em 2002, lançou o livro de poesia "A cidade e os livros". Participou, nesse mesmo ano, com José Saramago, Hermeto Pascoal e Wim Wenders, do documentário Janela da alma, de João Jardim e Walter Carvalho. Em 2005, lançou "Finalidades sem fim", finalista do Prêmio Jabuti na categoria “Teoria/Crítica literária”. Em 2010, lançou o Livro de sombras: pintura, cinema e poesia. Em 2012, lançou Porventura de poesia, depois Poesia e Filosofia (ensaio filosófico), e organizou um livro de ensaios estéticos chamado Forma e sentido contemporâneo: poesia. Nesse mesmo ano, lançou Antonio Cicero por Antonio Cicero, com entrevistas organizadas por Arthur Nogueira. Entre abril de 2007 e novembro de 2010, foi colunista da Folha de S. Paulo. Em novembro de 2008, pronunciou a palestra de encerramento do Congresso Internacional Fernando Pessoa, em Lisboa, publicada, com o título de “Fernando Pessoa: poesia e razão”, em Pessoa, Revista de Ideias, em dezembro de 2010.

Em 10 de agosto de 2017, Antonio Cicero foi eleito para a Cadeira nº 27, sucedendo Eduardo Portella, cujo primeiro ocupante foi Joaquim Nabuco, fundador da Academia Brasileira de Letras, tendo como patrono Maciel Monteiro.  

Para o acadêmico Domício Proença Filho, então presidente da ABL, “Antonio Cicero é um dos escritores mais representativos da literatura brasileira contemporânea”.  

Antonio Carlos Secchin nasceu no Rio de Janeiro, em 10 de junho de 1952. Até os seis anos morou em Cachoeiro de Itapemirim e, desde 1959, reside no Rio de Janeiro.

É Doutor em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1982). Professor de Literatura Brasileira das Universidades de Bordeaux (1975-1979), Roma (1985), Rennes (1991), Mérida (1999) Paris III-Sorbonne Nouvelle (2009) e da Faculdade de Letras da UFRJ, onde foi aprovado (1993), por unanimidade, com nota máxima, em concurso público para professor titular. Na carreira docente, foi diversas vezes eleito paraninfo e patrono dos formandos. Orientou 26 dissertações de mestrado e 18 teses de doutorado. Ministrou 50 cursos de pós-graduação, no país e no exterior. Em 2013, tornou-se professor emérito da UFRJ.

Proferiu inúmeras palestras, em sua maioria versando sobre temas de literatura e cultura brasileira, no Brasil e na Argentina, Cuba, Espanha, Estados Unidos, França, Israel, Itália, México, Portugal e Venezuela. Membro de 46 editorias ou conselhos, no Brasil e no exterior, sobretudo de periódicos de investigação literária.

Recebeu diversos prêmios nacionais, entre eles, 1o lugar, categoria “ensaio”, do Instituto Nacional do Livro (1983); Prêmio Sílvio Romero, da Academia Brasileira de Letras, 1985, ambos para João Cabral: a Poesia do Menos; Prêmio Alphonsus de Guimaraens, da Fundação Biblioteca Nacional (2002); Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras (2003); Prêmio Nacional do PEN Clube do Brasil (2003), atribuídos a Todos os Ventos como melhor livro de poesia.

Membro Titular de PEN Clube do Brasil (1995); Medalha Cruz e Sousa, do Governo de Santa Catarina (1998); Medalha João Ribeiro, da União Brasileira de Escritores (1999); Medalha Carlos Drummond de Andrade, da União Brasileira de Escritores (2002); Membro Honorário da Academia Cachoeirense de Letras, Cachoeiro de Itapemirim (2004); Medalha do Mérito da Imprensa de Pernambuco, da Associação da Imprensa de Pernambuco (2005); Benemérito do Real Gabinete Português de Leitura, Rio de Janeiro (2008); Medalha Jorge Amado, no Jubileu de Ouro da União Brasileira de Escritores-RJ (2008); Membro Correspondente da Academia de Letras da Bahia (2009); Diploma de Mérito Cultural da Academia Brasileira de Filologia (2011); Membro efetivo da Academia Carioca de Letras (2011); Medalha de Oficial da Ordem de Rio Branco, outorgada pelo Ministério das Relações Exteriores (2011); Troféu Integração, Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), São Paulo, 2014. Sócio Correspondente da Academia de Ciências de Lisboa, 2017.

Sétimo ocupante da Cadeira nº 19, eleito em 3 de junho de 2004, na sucessão de Marcos Almir Madeira e foi recebido, em 6 de agosto de 2004, pelo acadêmico Ivan Junqueira.

Sobre a Ibis Libris

Publica prosa e poesia, ficção e não ficção, infantis, juvenis e cultura em geral. Fundada em 18 de agosto de 2000, hoje tem mais de 600 títulos publicados, principalmente de literatura. Sua fundadora, Thereza Christina Rocque da Motta, é poeta, editora e tradutora. Lançou "Joio & Trigo", seu primeiro livro de poemas, em 1982, prefaciado por Claudio Willer. Tem 25 livros publicados, entre eles, "Capitu" (2014), "Breve anunciação" (2013) e "As liras de Marília" (2013). É membro do Pen Clube do Brasil e da Academia Brasileira de Poesia. Criou o selo Bisbilibisbalabás em 2002 e, em 2021, criou o selo Maat, para mulheres. Em 2022, lançou “Sheherazade”, seu primeiro livro de contos, pelo selo Maat.

A Ibis Libris Editora inscreveu, pela primeira vez, em 2022, mais de 10 títulos no Prêmio Jabuti, concorrendo em 16 categorias. Este ano, 20 títulos estão concorrendo ao Prêmio Oceanos e 12 ao Prêmio Jabuti. Além disso, Thereza Christina obteve a inserção do Dia da Primavera dos Livros no Calendário Oficial da Cidade, aprovado em 6 de outubro de 2022. Recentemente, o evento Ponte de Versos recebeu o "Prêmio Sarau Destaque 2022", por seu caráter cultural e artístico, divulgando a poesia nacional. Segundo Thereza Rocque da Motta, a "Ibis Libris foi criada para dar voz aos autores que desejam transformar seus sonhos em livros e, por isso, criei uma editora para transformar seus sonhos em realidade".

Instagram: @ibislibris

Thereza Christina Rocque da Motta

Ibis Libris Editora @tcrmotta

segunda-feira, 21 de março de 2022

Sempre Um Papo recebe Flávia Péret

Autora conversa com a
Jornalista Jozane Faleiro
Foto: Bianca de Sá
O Sempre Um Papo, com o patrocínio da Gerdau, dá sequência à série de conversas com autores nascidos em cidades do interior de Minas Gerais, recebendo a escritora Flávia Péret, natural de Ouro Preto. O bate-papo tem como mote seu livro mais recente “Instruções para montar mapas, cidades e quebra-cabeças” (Guayabo Edições). Sob a mediação da jornalista Jozane Faleiro, a conversa acontece na terça-feira (22), às 19h, de forma online, com transmissão pelo YouTube do projeto.

“Instruções para montar mapas, cidades e quebra-cabeças”, lançado em 2021, é o mais recente livro de Flávia Péret. A obra reúne contos que se passam na capital da Argentina, Buenos Aires. Os cenários dos textos, para além dos tradicionais pontos turísticos, convidam o leitor a explorar locais invisibilizados da cidade e a se abrir ao inusitado e às diferenças. A narradora, uma estudante de literatura que deseja se tornar escritora, dialoga e faz referência a obras de escritores argentinos, como Rodolfo Walsh, Ricardo Piglia e Jorge Luis Borges.

O livro parte da própria experiência da autora, que morou em Buenos Aires em 2005, motivada por uma crise profissional. Lá, Flávia matriculou-se no curso de Cinema Documental da Universidade Livre Madres da Plaza de Mayo e em algumas disciplinas do curso de Letras e Antropologia da Universidade de Buenos Aires. Foi assim que seu interesse pela literatura como objeto de estudo e afeto se intensificou.

“Instruções para montar mapas, cidades e quebra-cabeças” está disponível gratuitamente, em formato e-book e audiolivro, no site da editora.

Sempre um Papo – 36 anos

Criado em 1986, pelo jornalista Afonso Borges, o “Sempre Um Papo” é reconhecido como um dos programas culturais de maior credibilidade do país. O projeto realiza encontros entre grandes nomes da literatura e personalidades nacionais e internacionais com o público, ao vivo, em auditórios e teatros. Durante a pandemia, os encontros têm acontecido em formato virtual, com transmissão pelo YouTube do projeto.

Em sua história, já ultrapassou os limites de Belo Horizonte e chegou a 30 cidades, em oito estados do país, tendo sido realizado também em Madri, na Espanha. Em 35 anos de trabalho, aconteceram mais de 7 mil eventos, que reuniram um público superior a 2 milhões de pessoas.

O Sempre Um Papo é realizado com o patrocínio da Gerdau, com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, via Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais.

Sempre Um Papo recebe Flávia Péret

Dia 22 de março, terça-feira, às 19h

Local: YouTube do Sempre Um Papo

Informações: www.sempreumpapo.com.br

Conheça mais sobre a autora:

Além de escritora, Flávia Péret é professora e pesquisadora, mestre em Teoria da Literatura e doutora em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É autora dos livros: "Imprensa Gay no Brasil" (2011), "10 Poemas de Amor e de Susto" (2013), "Outra Noite" (2014), "Novelinha (2016)", "Uma Mulher" (2017 e 2018),"Os Patos" (2018), "Mulher-Bomba" (2019), além de “Instruções para montar mapas, cidades e quebra-cabeças” (2021).

Em 2018, Flávia recebeu o prêmio Jean-Jacques Rousseau, da Akademie Schloss Solitude (Alemanha) pelo projeto “Uma Mulher” (livro e site de escrita expandida). Em 2010, venceu o prêmio “Memória do Jornalismo Brasileiro”, promovido pelo jornal Folha de S. Paulo. Há 10 anos, desenvolve e pesquisa processos no campo da palavra e sua interseção com outras linguagens.

Acompanhe Flávia Péret em suas redes sociais: Instagram e Facebook.

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Academia Mineira de Letras celebra 112 anos em grande estilo

Sede da AML em Belo Horizonte
Foto: Guto Cortes
A Academia Mineira de Letras comemora 112 anos e, como sempre, quem ganha é o público. Para marcar a ocasião será lançada, no dia 4 de dezembro, a 80ª edição da Revista da Academia Mineira de Letras, nas versões impressa e digital. No dia do lançamento, em cerimônia fechada para convidados, a instituição também vai anunciar a realização de um sonho: a digitalização completa dos oitenta números da revista, todos disponíveis gratuitamente, no site da instituição: www.academiamineiradeletras.org.br. O catálogo do acervo da Academia estará disponível para consulta do público em geral, também pelo site, a partir do mesmo dia.

O evento acontece no âmbito do Plano Anual de Manutenção AML (PRONAC 203709), realizado mediante a Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Instituto Unimed-BH – por meio do incentivo fiscal de mais de cinco mil e duzentos médicos cooperados e colaboradores – e da CEMIG. Copatrocínio da Tambasa.

Para o presidente da Academia Mineira de Letras, Rogério Faria Tavares, a revista da Academia, editada desde 1922, chega ao número 80 em plena forma. “O volume tem mais de 600 páginas, capa do acadêmico Márcio Sampaio e 'orelha' do professor Arnaldo Saraiva, da Universidade do Porto. A publicação homenageia 35 mulheres mineiras que se dedicaram à Literatura, em ensaios encomendados especialmente para esse número. O que buscamos foi gerar uma fonte de consulta e pesquisa para os estudiosos da área, além de difundir, para o grande público, esse incrível repertório literário, que enriquece nossa vida cultural", revela.

O número 80 conta com texto de apresentação do presidente da AML, poema de Flávia de Queiroz e quatro seções especiais, organizadas como capítulos temáticos.

Na primeira parte, o público poderá conferir diversos artigos sobre a história dos oitenta anos da Revista, assim como detalhes sobre o acervo da instituição e como está sendo gerido atualmente. Compõe ainda essa seção um texto sobre o acervo epistolar do acadêmico Eduardo Frieiro.

Já a segunda é dedicada ao Biênio da Língua Portuguesa, celebrado pela AML entre 2019 e 2021. Ela contém textos do Cônsul de Portugal em Belo Horizonte, Rui Nuno de Almeida, sobre a política externa portuguesa nos assuntos relativos à lusofonia; do Embaixador Lauro Moreira, sobre a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa; de Rogério Faria Tavares, sobre a CPLP na perspectiva da diplomacia brasileira.

A terceira seção apresenta denso conteúdo sobre os acadêmicos. São textos escritos sobre os acadêmicos Hindemburgo Chateubriand Pereira Diniz (por Antônio Anastasia), Wander Melo Miranda (por Heloísa Starling), Caio Boschi (por Eliana Dutra), Patrus Ananias (por Bernardo Mata Machado), Pedro Aleixo (pelo padre José Carlos Brandi Aleixo), Oscar Dias Correa (por Oscar Correa Junior), Ibrahim Abi Ackel (por Marina Camisasca), Maria Esther Maciel (por Jacques Fux) e Angelo Oswaldo de Araújo Santos (por Anelito de Oliveira), entre vários outros.

Na quarta seção da Revista, o leitor encontra o Dossiê especial sobre 27 mulheres mineiras que se dedicaram à Literatura, organizado por Constância Lima Duarte e Rogério Faria Tavares. Ele contém textos sobre Ana Martins Marques, Ana Elisa Ribeiro. Ana Maria Gonçalves, Conceição Evaristo, Carolina Maria de Jesus, Adélia Prado, Maria Lúcia Alvim, Maria Clara Machado, Laís Correa de Araújo, Janete Clair, entre outras.

Sobre a Revista da Academia Mineira de Letras

A Revista da Academia Mineira de Letras foi fundada em 1922, quando o presidente da AML era o poeta Mário de Lima. Ao longo do tempo, ela sempre publicou ensaios, contos, crônicas e poemas, sem restrição de qualquer natureza, guiada sempre pelo critério da qualidade.

Pelas suas páginas, já passaram nomes consagrados e autores estreantes, que nela tiveram a oportunidade de publicar seus primeiros textos. A publicação é uma das mais longevas do país, na sua especialidade (a literatura). O número 79 foi lançado por ocasião dos 110 anos da Academia, com mais de 600 páginas.

112 anos da AML

A Academia Mineira de Letras foi fundada na cidade de Juiz de Fora, em 1909, por um grupo de jornalistas, escritores, profissionais liberais, homens públicos e militantes ligados à literatura e à cultura.

Os 12 idealizadores da entidade, capitaneados por Machado Sobrinho e integrados por intelectuais como Belmiro Braga, Dilermando Cruz, Amanajós de Araújo e outros expoentes das letras, elegeram mais 18 intelectuais espalhados por todo o estado e representantes do que de melhor existia entre a elite acadêmica de Minas Gerais para integrar o projeto.

Dentre os dezoito, destacavam-se Nelson de Senna, Alphonsus de Guimaraens e Carlos Goes, além de outras influentes personalidades da época. Aos 30 pioneiros depois se juntaram mais dez, chegando ao número de acadêmicos que permanece até hoje.

Em 1915, a sede da Academia foi transferida para a capital do estado, Belo Horizonte. Em 1943, a instituição ganhou sede própria, instalando-se no sexto andar de um edifício situado à Rua dos Carijós, onde permaneceria até 1987, quando passou a ocupar o Palacete Borges da Costa, onde ainda se encontra.

A Biblioteca da Academia Mineira de Letras possui um acervo de, aproximadamente, 35 mil livros, além de correspondências, documentos, fotografias e objetos pessoais de escritores e personalidades de destaque na história literária, cultural e política de Minas Gerais.

Dentre as principais coleções destacam-se a de Eduardo Frieiro, Vivaldi Moreira e a Biblioteca dos Acadêmicos. Elas reúnem a produção dos integrantes da instituição e abrigam exemplares raros - como obras originais, manuscritos, textos publicados, inéditos e obras autografadas. 

112 anos da Academia Mineira de Letras

Lançamento do número 80 da Revista da Academia Mineira de Letras

Disponibilização da coleção completa da revista pelo site da AML

4 de dezembro – 10h30

www.academiamineiradeletras.org.br

Instituto Unimed-BH

Associação sem fins lucrativos, o Instituto Unimed-BH, desde 2003, desenvolve projetos socioculturais e ambientais visando à formação da cidadania, estimular o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, ampliar o acesso à cultura, valorizar espaços públicos e o meio ambiente. Ao longo de sua história, o Instituto destinou cerca de R$140 milhões por meio das Leis municipal e federal de Incentivo à Cultura, viabilizado pelo patrocínio de mais de 5,2 mil médicos cooperados e colaboradores. No último ano, mais de 7 mil postos de trabalho foram gerados e 3,9 milhões pessoas foram alcançadas por meio de projetos em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. Neste ano, todas as iniciativas do Instituto celebram os 50 anos da Unimed-BH. Clique aqui e conheça mais sobre os resultados do Instituto Unimed-BH.

Cemig

De onde vem a nossa força?

A Cemig, maior patrocinadora cultural de Minas Gerais, acredita na importância e na valorização da arte e da cultura para o desenvolvimento humano, econômico e social de uma população como possibilidade do alcance de um futuro melhor para as novas gerações.

A preocupação da empresa em promover a socialização e a democratização do acesso aos bens culturais do estado se baseia principalmente no compromisso da Cemig com a transformação social e inclusão, uma oportunidade de dialogar e trazer melhorias para a comunidade.

 Nossa força também vem da cultura. Saiba mais em www.cemig.com.br

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Flitabira abre nesta quarta-feira e inova com atividades presenciais e digitais

Recital de poemas com Kakay está na
agenda - Foto: Divulgação
Programação presencial inclui cortejo, cerimônia com a presença do prefeito Marco Antônio Lage, concerto de sinos, recital de poemas com Kakay e apresentação de grupo de dança Primeiro Ato

O Flitabira - Festival Literário Internacional de Itabira -, realizado com o patrocínio do Instituto Cultural Vale,  tem abertura oficial nesta  quarta-feira (27), à partir das 17h. A programação presencial é gratuita e aberta ao público, sendo obrigatório a apresentação do cartão de vacinação do Covid-19 para acesso ao evento, que tem estrutura montada na Praça do Centenário. Crianças não vacinadas podem comparecer, seguindo o protocolo de uso de máscaras. Não é necessária a retirada de ingressos para o festival.

Essa é a primeira edição do Flitabira, que segue até  domingo (31), em formato digital e presencial, alternados e simultâneos. São mais de 100 convidados na programação que inclui debates, palestras, leituras, exposição, dança, teatro, música e gastronomia. O protagonismo do festival é dedicado ao maior poeta brasileiro, Carlos Drummond de Andrade, filho de Itabira. O tema que vai nortear o evento é “A Pedra e o Sino”, numa alusão ao poema mais importante do século 20, representando importantes simbologias nos diversos contextos políticos e sociais.

Abaixo a programação de abertura, quarta-feira (27):

17h – O Congado Cortejo Marujadas abre o Flitabira em passeio saindo da Igreja do Rosário dos Homens Pretos em direção à Praça do Centenário, com previsão de chegada às 18h, quando será liberado o acesso ao espaço literário-gastronômico ali instalado; 

18h -  Danilo Miranda (Sesc SP) e Luiz Eduardo Osorio (Instituto Cultural Vale) conversam sobre “Cultura Pós-Pandemia”. Afonso Borges fará a mediação, em transmissão ao vivo, gerada da Casa de Drummond e transmitida nas redes do Festival e no telão montado no evento;

19h – Em edição inédita, Mia Couto conversa com Afonso Borges sobre o seu mais recente livro, “O Mapeador de Ausências”, onde fala de sua terra natal, Beira, em Moçambique, comparando com Itabira. Digital, com acesso pelas redes do Festival; 

20h – Da Catedral Nossa Senhora do Rosário, onde está o Sino Elias, o Mestre Sineiro Thiago Neves vem de Ouro Preto, exclusivamente para um concerto de sinos; 

20h10 – Do Palco Principal, montando no evento, Cerimônia de Abertura,  com as presenças do Prefeito Municipal, Marco Antônio Lage, da Gerente Executiva de Investimento Social e Cultural da Vale, Flavia Constant  e do Coordenador Geral do Festival, Afonso Borges;

20h30 – Do Palco Principal,  montado no evento, Antonio Carlos de Almeida Castro (Kakay) fala poemas de Drummond e Mia Couto, presencialmente;

21h – Do Palco Principal, montando no evento, o  Grupo de Dança Primeiro Ato apresenta o espetáculo “Sem Lugar”, baseado na obra de Carlos Drummond de Andrade, presencialmente; 

Enquanto acontecem as atividades presenciais, nas redes do @flitabira rodam uma homenagem à Mia Couto, com a reprise de diversos debates mediados por Afonso Borges.

Flitabira - Festival Literário Internacional de Itabira 

Presencial Flitabira: Praça do Centenário, Itabira/MG

Digital Flitabira: Redes do @Flitabira – Youtube, Facebook e Instagram.

Programação atualizada no flitabira.com.br

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

“Pão em Poesia” nas padarias de Itabira

Clientes recebem pães embalados com
poemas - Foto: Divulgação
Instituto Cultural Vale e Flitabira iniciam a distribuição das embalagens do projeto

Em uma iniciativa do Instituto Cultural Vale e do Flitabira, vai acontecer, entre os dias 29 de setembro e 9 de outubro, a distribuição das embalagens do projeto “Pão em Poesia” para as padarias dos seguintes bairros de Itabira: Centro, Areão, Amazonas, Vila Santa Rosa, Esplanada, Praia, Pará e Campestre. 

No total, serão entregues 60 mil embalagens em pacotes de um, três e cinco quilos. Dependendo da pesagem e tamanho, alternam-se os poemas “Segredo”, “Estampas De Vila Rica” e “Rifoneiro Divino”, de autoria de Carlos Drummond de Andrade. Além de levar a literatura ao dia a dia dos moradores de Itabira, a ação visa envolver os itabiranos no clima do Festival, que será realizado de 27 a 31 de outubro de 2021, quarta a domingo, em formato híbrido. 

O Flitabira é patrocinado pelo Instituto Cultural Vale, com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo. O projeto conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Itabira, da Secretaria Municipal de Educação de Itabira e da Fundação Carlos Drummond de Andrade.

Confira as padarias que são parcerias do Flitabira no projeto Pão em Poesia:

- Tia Eliana (Praça Nico Rosa, 86 – Centro)

- Tia Eliana (Av. João Pinheiro, 474 – Centro)

- Padaria Central (Av. João Pinheiro)

- Pastelaria Luiza (Guarda-Mor Custódio, 197 – Centro)

- Papelaria Estante (Guarda-Mor Custódio, 206 – Centro)

- Padaria Pires (Osório Sampaio, 45 - Vila Santa Rosa)

- Padaria Ki PãoZão (Av. Rio Doce – Areão)

- Oficina do Pão (Av. Brasil, 766 – Amazonas)

- Point do Açaí (Av. Mauro Ribeiro, 548 – Esplanada)

- Padaria Pão Dourado (R. Mesquita, 62 – Praia)

- Padaria Ki PãoZão (R. João Camilo de Oliveira Torres, 1217 – Praia)

- Pão Ideal de Itabira (R. Dom Prudêncio, 207 – Pará)

- Pão Ideal de Itabira (Av. João Pinheiro, 771 – Centro)

Panificadora Campestre (R. Chácara – Campestre)

Mais informações: www.flitabira.com.br - @flitabira

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Ricardo Aleixo no Sempre Um Papo

Autor fala sobre sua obra
Foto: Divulgação
O Sempre Um Papo recebe como convidado o escritor e poeta Ricardo Aleixo. O bate-papo acontece na terça-feira (17), às 19h, quando o autor falará sobre seu livro “Extraquadro” (Ed. Impressões de Minas/Lira). A conversa terá mediação de Afonso Borges e faz parte do #SempreUmPapoEmCasa, com transmissão ao vivo pelo YouTube, Facebook e Instagram do projeto, com tradução simultânea em Libras.

“Extraquadro” (Impressões de Minas/Lira)

A obra reúne 32 poemas escritos por Ricardo Aleixo, entre 2013 e 2020. Alguns deles foram publicados pelo autor em suas redes sociais e, diante da reação positiva de seus seguidores, acabaram sendo escolhidos para formar o livro. Há outros, porém, que são inéditos. 

A palavra “extraquadro” diz respeito à técnica utilizada na fotografia e no cinema para tratar de elementos que não estão localizados na cena. Nesse sentido, o conteúdo do livro se desenvolve a partir de uma foto de infância do autor. Os poemas abordam não o que está visível na imagem, mas seu entorno: as circunstâncias, os sentimentos, os fatos aos quais ela se relaciona. 

“Extraquadro” revela a importância que o autor dá aos aspectos estéticos que acompanham a parte escrita. Os poemas assumem diferentes composições ao longo das páginas, como em uma espécie de partituras. O projeto gráfico do livro, realizado pelo artista e designer Mário Vinícius, teve um papel essencial para potencializar os poemas e das imagens feitas por Aleixo.

Ricardo Aleixo nasceu em Belo Horizonte, em 1960. Além de escritor, é músico, produtor cultural, artista plástico e editor. Possui uma extensa obra formada por diferentes linguagens, como filmes, videopoemas, performances, peças de teatro, peças sonoras e gráficas. Além de “Extraquadro”, Ricardo é autor de mais 14 livros, tendo iniciado sua trajetória literária em 1992, com a publicação de “Festim”. Ele é também curador do Festival de Arte Negra (FAN) de Belo Horizonte e trabalhou como editor da revista Roda – Arte e cultura do Atlântico Negro.

O Sempre Um Papo, projeto criado pelo jornalista Afonso Borges com o propósito de incentivar o hábito da leitura, completa 35 anos de realização em 2021. É viabilizado com o patrocínio do Itaú, Rede Mater Dei e Usiminas, com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo.

#SempreUmPapoEmCasa com Ricardo Aleixo

Dia 17 de agosto, terça-feira, às 19h

Local: YouTube, Facebook e Instagram do Sempre Um Papo

Informações: www.sempreumpapo.com.br

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Mercado editorial apresenta retomada com o aumento nas vendas de livros

De acordo com a pesquisa feita pela Nielsen, em parceria com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), houve um aumento de 46% na venda de livros entre os primeiros semestres de 2020 e 2021. Neste período, foram vendidos 23,3 milhões de exemplares. 

A pandemia impactou diversos setores da economia e o mercado editorial foi um dos nichos mais atingidos pela crise, principalmente no primeiro semestre de 2020 por conta das medidas de restrição em lojas físicas. De janeiro a junho do ano passado, as vendas chegaram a R$ 729 milhões, neste ano, foram R$ 998, 5 milhões. 

Para Eduardo Villela, book advisor e profissional com mais de 16 anos de experiência neste mercado, esta retomada se dá por conta da inovação que o setor vem apresentando para driblar a crise. "O e-commerce é uma realidade que já apresentava um crescimento expressivo muito antes da pandemia, e por conta do isolamento social, ganhou mais força pela facilidade e segurança para realizar compras", diz. 

Além disso, apesar do fechamento das grandes megastores como Saraiva, FNAC e da Livraria Cultura (em recuperação judicial), "as pequenas livrarias de bairro ganharam espaço pelo atendimento personalizado que oferecem ao consumidor", enfatiza. 

Outro grande incentivo ao setor foi a aprovação do parecer da deputada Sâmia Bonfim (PSOL/SP), enviado à Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados, sobre o projeto de lei 2.604/2020, que visa alterar a Política Nacional do Livro com o objetivo de criar três tipos de crédito para beneficiar as editoras e livrarias brasileiras. 

"Esse Projeto é muito positivo para o setor e posso dizer até que chegou um pouco atrasado, já que aqui no Brasil o livro já deveria ser considerado pelo nosso Governo como uma ferramenta estratégica para a educação de crianças, jovens e adultos. O livro precisa ser tratado como um bem de primeira necessidade", enfatiza Eduardo. 

O crescimento nas vendas dos livros aponta para um novo momento para o mercado editorial brasileiro e mostra uma recuperação expressiva para o setor. 

Eduardo Villela é Book Advisor. Assessora pessoas, famílias e empresas na escrita e publicação de seus livros. Trabalha com escrita e publicação de livros desde 2004. Já lançou mais de 600 livros de variados temas, entre eles comportamento e psicologia, gestão, negócios, universitários, técnicos, ciências humanas, interesse geral, biografias/autobiografias, livros de famílias e ficção infantojuvenil e adulta. 

terça-feira, 13 de julho de 2021

Academia Mineira de Letras realiza homenagem à escritora Maria Lúcia Alvim

Professora Kelen participa
 da live
Foto: Arquivo pessoal
A escritora mineira Maria Lúcia Alvim foi uma das perdas para a Covid-19 neste ano. Para relembrar sua vida e obra, a Academia Mineira de Letrasrealiza a palestra “Maria Lúcia Alvim: reverberações”. Quem presta a homenagem é a professora Kelen Benfenatti, em vídeo disponível no YouTube da AML a partir do dia 15 de julho, às 11h.

O evento acontece no âmbito do Plano Anual de Manutenção AML (PRONAC 203709), realizado mediante a Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Instituto Unimed BH - por meio do incentivo fiscal de mais de cinco mil e duzentos médicos cooperados e colaboradores – e da CEMIG. Copatrocínio da Tambasa.

A professora Kelen Benfenatti abordará dados sobre a poeta e sua poética que evidenciam a necessidade de reconhecimento de seu nome nas letras nacionais.  Sua poesia se configura como reverberações de uma vida, em que se ouvem memórias afetivas e literárias.

Vale lembrar que recentemente foi lançado o livro Batendo Pasto, que havia sido confiado ao poeta e amigo Paulo Henriques Brito para ser publicado postumamente. O livro foi lançado após 40 anos de silêncio e recolhimento e parece ter sido a despedida de Maria Lúcia, que faleceu de Covid-19 pouquíssimo tempo depois do lançamento e de receber homenagens.

Além das palestras on-line inéditas que integram a programação 2021, a Academia Mineira de Letras disponibiliza mais de 200 palestras já realizadas para que o público possa ver e rever.

Sobre a palestrante:

Kelen Benfenatti Paiva é Doutora em Letras/Literatura Brasileira pela UFMG, professora e Coordenadora do Curso de Letras do IF Sudeste MG - Campus São João del-rei e pesquisadora com enfoque atualmente em Acervos literários e estudos de autoria feminina. É membro do grupo de pesquisa Mulheres em Letras/Letras de Minas e do Acervo de Escritores Mineiros da UFMG.

Palestras online “Maria Lúcia Alvim: reverberações ” – com Kelen Benfenatti

Data: a partir de 15 de julho, às 11h

Acesso: Youtube.com/c/AcademiaMineiraDeLetras

Instituto Unimed-BH

Associação sem fins lucrativos, o Instituto Unimed-BH, desde 2003, desenvolve projetos visando ampliar o acesso à cultura, estimular o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, valorizar espaços públicos e o meio ambiente e contribuir com a formação para a cidadania. É responsável pela realização do Programa Sociocultural Unimed-BH que, ao longo de sua história, destinou cerca de R$140 milhões ao setor cultural, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura e da Lei Federal de Incentivo à Cultura, gerando milhares de postos de trabalho, impulsionados pelo patrocínio de mais de 5.200 médicos cooperados e colaboradores. Anualmente milhares de pessoas são alcançadas por meio de projetos de cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. Neste ano, todas as iniciativas do Instituto celebram os 50 anos da Unimed-BH. Saiba mais em www.institutounimedbh.com.br.

Cemig

De onde vem a nossa força?

 A Cemig, maior patrocinadora cultural de Minas Gerais, acredita na importância e na valorização da arte e da cultura para o desenvolvimento humano, econômico e social de uma população como possibilidade do alcance de um futuro melhor para as novas gerações.

 A preocupação da empresa em promover a socialização e a democratização do acesso aos bens culturais do estado se baseia principalmente no compromisso da Cemig com a transformação social e inclusão, uma oportunidade de dialogar e trazer melhorias para a comunidade.

 Nossa força também vem da cultura. Saiba mais em www.cemig.com.br

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Book Advisor explica como ampliar combate a pirataria de livros

 De acordo com pesquisada ‘Fato & Versão’ - plataforma compartilhada de conteúdo jornalístico - nas redes sociais, que contou com 207 respostas, 81,1% dos leitores responderam que pirateiam ou já piratearam livros por não terem dinheiro para comprá-los. 

Para Eduardo Villela, book advisor e profissional com mais de 16 anos de experiência no mercado editorial, "a raiz do problema não é o preço do livro, mas sim que ele ainda não é considerado um bem de primeira necessidade por boa parte da população brasileira. Ele ainda é visto como um produto acessório, não é percebido por muitas famílias como prioritário para a formação educacional e cultural de seus membros". 

A expressão ‘pirataria’ significa cópia ou distribuição não autorizada de um livro na íntegra ou em partes e, no Brasil, as obras literárias são protegidas pela Lei 9.610/98, que dispõe sobre os direitos autorais e sua violação está expressa no artigo 184 do Código Penal, sendo passível de punição. A população que consome ou distribui os livros de maneira criminosa esquece que os autores levam muitos anos estudando e adquirindo experiência para estarem preparados para escreverem seus livros. Além disso, passam meses ou até alguns anos redigindo-os. É um investimento enorme de tempo, esforço, energia e dinheiro que é completamente desrespeitado por quem recorre à pirataria. 

"A pirataria existe e é crime! É um roubo como qualquer outro. Quando se faz o download de um livro em um site irregular, a pessoa está roubando um conteúdo, desvalorizando e desrespeitando o trabalho do autor, além de prejudicar toda uma cadeia de profissionais que trabalham nas livrarias, editoras e gráficas. Outro problema sério da pirataria é que ela acaba reduzindo o número de novos livros lançados: se os milhares e milhares de downloads ilegais não ocorressem, as vendas de livros seriam maiores e as editoras teriam condições de ampliar a oferta de novos títulos no mercado. Todo mundo perde e isso é lamentável, pois são muitos leitores que deixam de ter acesso a novos conteúdos, empregos são perdidos e colocados em risco.", enfatiza o book advisor. 

O que pode ser feito para coibir essa reprodução de conteúdo ilegal? 

A Associação Brasileira de Direitos Reprográficos(ABDR) é uma entidade focada em combater a pirataria de livros. O próprio autor ou editora e até mesmo o leitor que respeita as leis pode denunciar. "Hoje, as editoras têm um controle muito mais preciso para reprimir a reprodução de conteúdo ilegal em relação ao passado, mas é preciso que a sociedade civil se engaje nessa luta para coibir essa prática. Todos nós precisamos estar conscientes e conscientizar nossos familiares e amigos", completa Eduardo . 

Cabem aos espaços literários, como bibliotecas públicas e privadas, livrarias e eventos como as feiras de livros, assim como as entidades representativas de editores, livreiros e gráficas atuarem de forma conjunta com campanhas de conscientização em suas redes sociais. 

Eduardo acredita que "deveria existir um fundo de combate à pirataria formado com recursos de todas as instituições que compõem o mercado editorial. Há também ações de baixo investimento que podem trazer bom engajamento e resultados positivos, como a produção de vídeos educativos para serem publicados em seus canais de redes sociais. As próprias editoras devem também incentivar seus autores a fazerem o mesmo, postando conteúdo a respeito em seus canais." 

Outro caminho seria colocar em uma página inteira, dentro do próprio livro, uma explicação didática sobre os danos causados pela reprodução ilegal do conteúdo, o que fazer para realizar uma denúncia, assim como trazer informações resumidas e acessíveis sobre os dispositivos legais. 

Villela finaliza dizendo que "a tecnologia de segurança está se aprimorando a cada lançamento e a vigilância das editoras é cada vez maior. Além disso, o caminho para fazer a denúncia e receber uma ação também avançou: a ABDR tem feito um bom trabalho para combater a pirataria. Porém, enfatizo que, para conseguirmos vencer essa batalha contra a pirataria, é preciso uma atuação conjunta de toda a cadeia do livro e uma participação ativa de autores e leitores." 

Eduardo Villela é Book Advisor. Assessora pessoas, famílias e empresas na escrita e publicação de seus livros. Trabalha com escrita e publicação de livros desde 2004. Já lançou mais de 600 livros de variados temas, entre eles comportamento e psicologia, gestão, negócios, universitários, técnicos, ciências humanas, interesse geral, biografias/autobiografias, livros de famílias e ficção infantojuvenil e adulta.

domingo, 30 de maio de 2021

Livros infantojuvenis para desenvolver a consciência ambiental

As crianças com que você convive conhecem a importância dos impactos ambientais na nossa sociedade? O Brasil, por exemplo, é um dos países com maior biodiversidade do mundo, com vários biomas e espécies de fauna e flora a perder de vista. Falar de preservação ambiental desde cedo é fundamental para tornar as próximas gerações mais conscientes e responsáveis, despertando nas crianças o respeito à outras espécies e ao entorno como parte do que somos. 

Para lembrar a importância do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebradoem 5 de junho, a editora SM Educaçãoseparou seis livros infantojuvenis de literatura, que podem contribuir para discussões e reflexões sobre o tema em casa ou na escola, em âmbito nacional ou internacional. Confira. 

Um Passeio na Floresta Amazônica - Laurie Krebs 

Três crianças curiosas passeiam na Amazônia e descobrem as maravilhas da maior floresta tropical do planeta. Do raiar do sol ao cair da noite, deparam com criaturas exóticas como bichos-preguiça, botos cor-de-rosa, borboletas-azuis, jacarés, rãs multicoloridas, saúvas, onças-pintadas, répteis e pássaros de todo tipo. 

Plantando As Árvores do Quênia - Claire A. Nivola 

O livro narra a história da primeira mulher africana a receber o Nobel da Paz. 

A ambientalista queniana Wangari Maathai, fundadora do movimento Cinturão Verde, ganhou o prêmio em 2004 por sua contribuição ao desenvolvimento sustentável, à democracia e à paz. Ela começou com poucas mudas e conseguiu mobilizar toda a população a plantar mais de 30 milhões de árvores no Quênia. A autora e ilustradora americana Claire A. Nivola conta os principais momentos dessa história: a forte ligação de Wangari com a natureza, o choque ao retornar a seu país depois de passar cinco anos estudando nos Estados Unidos e o desejo e a luta para mudar a vida precária de sua comunidade. 

Bichos Da Terra Dos Bichos - Africanos - Lalau e Laurabeatriz 

Bichos para todo gosto, de várias formas, cores e tamanhos, apresentados em divertidos poemas e belas ilustrações. O livro fala sobre geografia, fauna e flora da África; traz ilustração do mapa-múndi, com destaque para o continente africano e seleção de sites sobre organizações de proteção animal e parques nacionais. 

Bichos De Um Lugar Magico - Australianos - Lalau e Laurabeatriz 

O livro apresenta os bichos australianos de maneira inusitada, por meio de divertidos poemas e belas ilustrações. Contém texto introdutório sobre geografia, fauna e flora da Austrália; ilustração do mapa-múndi, com destaque para o país; e seleção de sites sobre organizações de proteção animal e parques nacionais. 

A Bruxa Da Montanha - Gloria Cecilia Diaz 

O livro fala da bruxa Alina, que mora na bela Montanha Menor, anda furiosa com as árvores, que a atrapalham na hora de aterrissar com sua vassoura. Por isso, ela decide derrubar os obstáculos para construir uma pista de pouso, sem pensar no impacto que essa decisão terá na natureza e na vida dos outros habitantes do lugar. 

Papai Esteve Na Floresta - Gusti 

Na floresta onde o pai de Theo esteve existem árvores tão grandes e grossas que seria preciso todas as crianças da classe para abraçar apenas uma delas. Nas profundezas da Amazônia Equatoriana, onde vive boa parte do povo Záparo e a imponente harpia - ave de rapina que devora macacos -, tudo é bem diferente do que o garoto da cidade está acostumado a ver em seu dia a dia. Um diário divertido com as impressões de uma criança a partir dos relatos de viagem de seu pai. 

Mais detalhes sobre cada título:https://smliteratura.edicoessm.com.br/#/dashboard 

Sobre a SM 

Nascida na Espanha, a SM está presente em 10 países e são mais de 2.300 profissionais e voluntários se dedicando a este projeto. Responsabilidade social, inovação e proximidade com a escola pautam o trabalho da entidade, que tem como objetivo promover o desenvolvimento humano e a transformação social para a construção de uma sociedade mais competente, crítica e justa. Atuante no Brasil desde 2004, a SM oferece um amplo catálogo de serviços educacionais, conteúdos didáticos e de literatura infantil e juvenil no país. Mais informações:https://www.smeducacao.com.br 

terça-feira, 11 de maio de 2021

Cinco livros para cuidar da mente durante o período de confinamento

A pandemia do novo coronavírus parou o mundo. Todos os setores da sociedade foram afetados pela disseminação do vírus, e com isso os países tiveram que adotar o isolamento social para reduzir o contágio. O que era para ser pouco tempo, acabou virando um ano de afastamento do convívio habitual, e com isso chegou os problemas causados por essa medida. 

Depressão, ansiedade e transtornos de pânico são algumas das doenças que o isolamento social causou em determinada parcela da população. Para exercitar a saúde mental, é recomendado que as pessoas tenham o hábito de leitura para afastar esses eventuais problemas. Separamos cinco obras literárias que podem ajudar durante esse período de confinamento. 

Sociedade do Cansaço 

Uma das maiores queixas que as pessoas fazem ao período de isolamento em casa, é a carga de trabalho que aumentou. O escritor e filósofo sul-coreano Byung-Chul Han aborda em seu livro ‘Sociedade do Cansaço’ como a cultura motivacional do mercado de trabalho está afetando os funcionários ao redor do mundo, o que encaixa-se perfeitamente para a época que estamos enfrentando. 

Resiliência 

A escritora alemã Christina Berndt relembra um sentimento importante para a vida de todo ser humano: a resiliência. Em sua obra ‘Resiliência: o segredo da força psíquica', a autora aborda como essa força, que é bem estabelecida na infância, pode também ser bem aproveitada na fase adulta, com as estratégias adequadas. Ideal para quem precisa passar pelos obstáculos que a pandemia trouxe. 

Saúde de Aço 

O primeiro livro escrito pelo Dr. Henriques Capiñala, traz quais são os pilares da saúde, tanto para o âmbito espiritual, mental, quanto para o físico. O médico e escritor enfatiza quão é importante a pessoa passar sua vida cuidando de seu bem-estar, para quando estiver chegando a melhor idade não tenha que ficar dependente de medicamentos, como a maioria das pessoas já estão hoje. "Esse é o melhor investimento que pode ser feito", salienta Henriques. 

Por que estou deprimido? 

Em sua segunda obra, o médico aborda outro ponto que afeta a sociedade nos tempos atuais: a depressão. Uma doença muito perigosa, e que quando subestimada pode trazer grandes danos à pessoa. Henriques passa para seu leitor pontos que podem levar a esse adoecimento psicológico, e qual a postura para lidar com esse problema. O Doutor também reforça que, assim como no primeiro livro, pode ser utilizado outras formas de tratamento além de estar à base de remédios. O volume também pode ajudar pessoas que não têm a doença, mas passa por grandes alterações de humor, podendo assim trazer o equilíbrio para esses sentimentos. Pessoas saudáveis que pretendem aumentar consideravelmente sua vibração e harmonia com a vida também podem usufruir com a obra, "pois acredito que não importa o nível de entusiasmo que a pessoa tem hoje ainda pode melhorar", afirma Henriques.

Você é um campeão ou morre! 

Seu mais recente exemplar é um romance, fugindo um pouco do estilo dos dois primeiros, mas com o mesmo foco em fazer o paralelo com a saúde. O livro traz ensinamentos para crescimento profissional e pessoal, além de como atingir seus objetivos de forma mais metódica. Tudo isso é ensinado através de uma ficção, onde a referência se dá pela forma da vida, desde quando a pessoa é ainda um espermatozóide e ganha a corrida com outros milhões, fazendo com que só de ter nascido essa pessoa já seja uma campeã, até o ciclo da morte e da reencarnação. 

quinta-feira, 5 de março de 2020

Sempre Um Papo recebe Isabelle Anchieta e Mônica Waldvogel

Socióloga conversa com os leitores e autografa suas obras
Foto: Tony Yaa
O Sempre Um Papo recebe a socióloga Isabelle Anchieta para o debate e o lançamento da trilogia sobre as “Imagens da Mulher no Ocidente Moderno” (Edusp). Fruto de oito anos de pesquisa, a obra revela as ambiguidades e estereótipos da representação feminina. O evento contará com a participação da jornalista Mônica Waldvogel e será no dia 12 de março, quinta-feira, às 19h30, na sala Juvenal Dias do Palácio das Artes. Entrada gratuita. Haverá   tradução em Libras. Pede-se a doação de livro literários novos ou usados para o projeto de bibliotecas comunitárias do Sempre Um Papo.  

Remontar os primórdios da individualização e humanização da sociedade do Ocidente Moderno por meio das imagens da mulher - este foi o cerne do estudo realizado pela socióloga Isabelle Anchieta. Ao longo de oito anos, ela mergulhou em uma intensa pesquisa teórica e de campo, na qual se debruçou por pinturas, esculturas, panfletos noticiosos e filmes dos arquivos de bibliotecas da Alemanha e Suíça, museus da Europa e até dos estúdios de Hollywood.

“Elegi as imagens da mulher por ser ambíguas personagens que atraem, em torno de si, os mais contraditórios sentimentos sociais. Mulheres que nem sempre foram vítimas de suas representações. Conformadas em temíveis e atrativas imagens elas também souberam fazer uso e proveito do fascínio que provocaram, invertendo os jogos de poder”, explica a autora. 

Composta por três volumes, a obra de Isabelle Anchieta fundamenta e até se confunde com o início da cultura ocidental moderna e, não ao acaso, seu recorte temporal e geográfico é o Ocidente moderno. Entre as diversas imagens femininas, a socióloga priorizou aquelas que se popularizaram no Ocidente por meio de estereótipos: a bruxa, a índia tupinambá canibal, Maria, Maria Madalena e as estrelas hollywoodianas. 

É importante elucidar que autora não parte da premissa de que as mulheres foram a parte fraca ou oprimida do objeto de estudo. “Mais do que uma simples identificação de quem são os vilões, as vilãs e as vítimas, atentei para as contradições, o que escapa ao controle e às intenções dos atores, e as ambiguidades próprias da representação da imagem da mulher. Uma alteridade que simultaneamente provoca atração e medo, no que denominei ‘marginal atrativa’. Difícil dizer, ao fim, quem controla quem, mesmo porque as imagens são animadas pelas relações”, enfatiza a autora. 

"A pesquisadora se deslocou rumo às fontes originais e fez uma verdadeira peregrinação em direção às imagens, sem descurar jamais da materialidade das obras analisadas: o tamanho, os locais, o contexto e a autoria. O conjunto é robusto, inesperado e convence", diz a historiadora e antropóloga Lilia M. Shwarcz, que assina a contracapa da obra. A série abre com Bruxas e Tupinambás Canibais, no qual o leitor pode acompanhar a diabolização da imagem da mulher nos séculos XV e XVI por meio de um diálogo entre as bruxas e as índias tupinambás, figuras que tanto atormentaram e enfeitiçaram os homens na transição da Idade Média para a Idade Moderna. 

No segundo livro, a autora traz a idealização e a emergente humanização da imagem feminina por meio de Maria e Maria Madalena, figuras que emprestam o nome à publicação, protagonistas que incorporam os mais diversos conflitos de ordem religiosa, moral e econômica. A socióloga traz, com elas, a ascensão e a crise da moralidade cristã entre a Idade Média e a Moderna. 

Na remontagem histórica traçada pela socióloga, é posta em evidência a transição de “personagem a uma pessoa” vivenciada pelas mulheres. Segundo a autora, primeiro, elas lutaram para humanizar-se no fim da Idade Média, tentando desvencilhar-se de um destino de extremidades, no qual ou eram bruxas ou santas. “Descê-las do pedestal e retirá-las da boca do inferno foram os primeiros passos para que, enfim, a modernidade levasse sua encarnação a cabo”, explica. 

O movimento seguinte foi o de individualização, com o desejo de ser única e reconhecível, tal qual estimava as estrelas hollywoodianas que intitulam o terceiro volume - Stars de Hollywood. 

“Desde então, a mulher tem sido plural: mulheres. Existe apenas na forma particular que a encerra”, afirma Anchieta. A esse duplo movimento, que se entrelaça e se complementa, a autora atribui o termo individumanização. 

"Nos três livros que compõem a série, Isabelle Anchieta inaugura, entre nós, um estilo de reflexão que explora as múltiplas possibilidades de interpretação das imagens na perspectiva sociológica. É uma obra originada no manejo da mais fina artesania", pontua a socióloga Maria Arminda do Nascimento Arruda, em declaração para contracapa da trilogia. 

Para facilitar a leitura dos três volumes separados ou na ordem que melhor convier ao leitor, a autora oferece uma apresentação geral que se repete nas publicações e oferece uma visão de conjunto das obras que integram a série. Além disso, cada volume contém, ainda, uma introdução e uma conclusão específicas, que conferem a ideia da unidade e do conjunto da obra. 

Sobre a autora 

Nascida em dezembro de 1978 em Belo Horizonte (MG), Isabelle Anchieta é Doutora em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Foi a brasileira eleita na competição Mundial Jovens Sociólogos promovida pela ISA, com apoio da UNESCO, em 2014 e em 2008 recebeu o prêmio Rumos Itaú Cultural como professora de jornalismo cultural. Lecionou na Newton Paiva, em Belo Horizonte, e na Universidade Mackenzie, em São Paulo. Tem dois livros publicados, Sete Propostas para o Jornalismo Cultural (2009) e Mapeamento do Jornalismo Cultural. É colaboradora das revistas Sociologia e Mente e Cérebro, da Scientific American. Seus artigos são adotados em universidades de língua portuguesa como a Universidade de Coimbra, a Universidade da Madeira e a 

Universidade de Nova de Lisboa, em Portugal e também na Universidade Lusófona, em Cabo Verde. 

Ficha técnica 

Título: Imagens da Mulher no Ocidente Moderno (Edusp)
Box com três volumes: Bruxas e Tupinambás canibais, Maria e Maria Madalena e Stars de Hollywood
Autora: Isabelle Anchieta
Valor: R$ 170 

Volume 1: Bruxas e Tupinambás canibais Páginas: 224
Valor: R$ 60 

Volume 2: Maria e Maria Madalena Páginas: 220
Valor: R$ 60 

Volume 3: Stars de Hollywood Páginas: 248
Valor: R$ 60 

Sempre Um Papo com Isabelle Anchieta, com participação de Mônica Waldvogel

Dia 12 de março, quinta-feira, às 19h30
Local: Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes - Av. Afonso Pena, 1537, Centro | Belo Horizonte/MG 

Entrada gratuita. Aceita-se doação de livro literários novos ou usados que serão encaminhados à bibliotecas comunitárias. 
Informações: 31 32611501 - www.sempreumpapo.com.br

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Escritora mineira lança três livros em Belo Horizonte

Autora autografa suas obras na capital mineira
Foto: Pablo Praxedes
No dia 25 de junho (segunda-feira), a partir das 19 horas, Malluh Praxedes estará no Contos - Bar e Restaurante (Av. Francisco Deslandes, 446 - Bairro Anchieta - Belo Horizonte-MG) lançando de uma só vez três livros de sua autoria.

Com ilustrações do artista plástico Fernando Fiuza (acervo da autora), os livros Alguém em Mi, Nem Muralhas, Nem Mulheres e O Olhar da Bailarina, em formato pocket (15,5cmx10cm), têm narrativas curtas, diretas, onde as meias palavras e as frases entrecortadas fazem com que o leitor compartilhe as emoções narradas por Malluh Praxedes.

Alguém em Mi - 20 pequenos contos

Neste livro de contos, o escritor e dramaturgo português Cunha de Leiradella assina o prefácio e avisa: “Ler Alguém em Mi é nos vermos, refletidos em um espelho que nos mostra, não apenas como somos, mas muito mais como gostaríamos de ser...”

Nem Muralhas, Nem Mulheres - 10 textos sobre ‘invasões bárbaras’

Para Malluh Praxedes este é o livro mais difícil de todos que já escreveu. Nele, a autora apresenta situações que denominou ‘invasões bárbaras’ e narra violências vividas. “Assumir minhas próprias histórias me trouxe alívio. Foi bom encarar como lidei em cada uma das situações”, avalia a escritora.

O escritor Salomão Polakiewicz registrou no prefácio: “Livro oportuno num momento em que, tal como ela (Malluh), outras pessoas, principalmente mulheres, se decidiram a falar de violência sexual... Muito mais do que a franqueza e coragem expostas nas experiências compartilhadas nessa obra - atributos já evidenciados em seus livros -, desponta sua orientação como sujeito...”.

O Olhar da Bailarina - 18 textos sobre um tempo, memórias

Em relatos minúsculos, finalizados com letras de músicas fazendo uma parceria certeira, Malluh passeia por sua intimidade.
O jornalista e escritor norte-americano James Gavin assina o prefácio: “Malluh Praxedes escreve como uma bailarina dança: com graça, equilíbrio, coordenação, leveza e elegância. Em seus olhos, há o mesmo brilho de admiração e constante sensação de descoberta que vemos quando assistimos a uma bailarina no palco...”

Lançamento de três livros da escritora Malluh Praxedes
Local: Contos - Bar e Restaurante - Av. Francisco Deslandes, 446 – Bairro Anchieta – Belo Horizonte -MG
Data: 25 de junho de 2018, segunda-feira, das 19 às 23 horas.
Preço dos livros: R$ 20,00 (cada)  – Cartões de crédito/débito
Entrada franca
          Outras informações: Facebook: MalluhnaRede - Instagram: @MalluhPraxedes

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Literatura Supera a Crise e Aumenta número de Vendas

Plataforma pioneira de financiamento coletivo especializada no mercado editorial lançou 20 livros entre novembro de 2015 e janeiro de 2016; vendas no ano passado chegaram a 12 mil exemplares. Números consolidam modelo de crowdpublishing como alternativa ao mercado tradicional
A crise que se abateu sobre diversos setores da economia brasileira nos últimos dois anos parece enfrentar resistência de alguns modelos disruptivos de negócios. E o financiamento coletivo literário (crowdpublishing) sinaliza ser um deles.Em oposição à redução praticada por algumas empresas do mercado editorial tradicional, a Bookstart, a primeira plataforma de crowdfunding do Brasil criada exclusivamente para a viabilização de projetos editoriais, registrou um crescimento considerável no número de livros publicados.

Entre novembro de 2015 e janeiro de 2016, a empresa lançou 20 novas obras – volume que a equipara a uma editora de médio porte. O número de lançamentos é 300% - ou quatro vezes – maior que o contabilizado no mesmo período dos anos anteriores.A Bookstart também obteve um expressivo aumento nas vendas no referido trimestre, ao contrário do observado no setor, cuja alta em 2015 foi de apenas 2,5% em relação a 2014, mas o faturamento real – considerando a inflação – caiu 7%, segundo o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e a consultoria Nielsen.

De acordo com executivos da plataforma de crowdpublishing, o total de exemplares comercializados pela Bookstart de novembro último a janeiro de 2016 teve um incremento de 286% em relação ao obtido entre novembro de 2014 e janeiro de 2015. No ano passado, a empresa vendeu 12 mil livros. “Nossos resultados comprovam que o financiamento coletivo literário deixou de ser uma aposta do mercado para se consolidar como uma alternativa altamente eficaz para toda a cadeia produtiva do livro – do autor ao leitor, passando pelas editoras e gráficas”, opina Bernardo Obadia, sócio-fundador da Bookstart.

Para saber mais sobre a Bookstart, acesse http://bookstart.com.br/pt/about.