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sábado, 19 de junho de 2021

1ª Mostra Elas promove encontros com autoras brasileiras

Eliane Scardovelli participa do evento
Foto: Divulgação
Conhecer e refletir sobre o trabalho de artistas contemporâneas e seu crescente interesse em assumir a narrativa do feminino, através da trajetória de mulheres reais. Este é um dos objetivos da Mostra Elas, uma série de conversas que vai reunir 17 artistas mulheres que atuam em diversas linguagens: literatura, cinema, teatro, artes visuais e documentário. A idealização, curadoria e mediação é de Júlia Medeiros, escritora, atriz, dramaturga e gestora cultural, uma das vencedoras do Prêmio Jabuti 2019. De 15 a 25 de junho, sempre de terça a sexta-feira, Júlia conversa sobre as motivações e processos das obras e o universo de atuação de cada convidada, em mesas de debates que visam trazer ao público também a biografia dessas personagens e sua relevância histórica. Participam do evento Anna Muylaert e Lô Politi, Ave Terrena, Branca Vianna, Daniela Arbex, Eliane Scardovelli, Gê Viana, Isabel Casimira, Karoline Maia, Marcela Cantuária, Noemi Jaffe, Raquel Barreto, Renata Carvalho, Renata Felinto, Suely Machado,Tatiana Salem Levy, Zula Cia. de Teatro. O evento vai acontecer de forma virtual, com acesso gratuito pelo canal youtube.com/juliamedeiros . 

“A Mostra Elas surge do meu desejo de ouvir essas mulheres que narram outras, reais, a partir de seus trabalhos que tanto me tocaram, seja em livro, filme, espetáculo, pintura, podcast, artigo acadêmico, performance, não importa: quero mostrá-las. Queremos oferecer ao público um produto cultural democrático, inclusivo, diverso, inédito e provocador. Junto com “elas”, vamos ressaltar a importância da arte na reflexão e recomposição do imaginário social, político, econômico, cultural e identitário. A mostra busca também fortalecer as vozes femininas neste período pandêmico, em que registrou-se um aumento de 40% nos casos de violência contra a mulher”, destaca Júlia Medeiros. 

A Mostra Elas é realizada com recursos da Lei Aldir Blanc, através do Estado de Minas Gerais. 

Programação Mostra Elas - segunda semana

22 a 25 de junho - terça a sexta-feira - 20h* - gratuito - on line no canal: youtube.com/juliamedeiros

* A conversa com Branca Vianna e Tatiana Salém Levy acontecerá excepcionalmente às 19h, devido ao fuso-horário de Portugal, onde vive Tatiana.

22.06 . TERÇA-FEIRA . 20H

Anna Muylaerte e Lô Politi | MOSTRAM | Dilma Roussef

As cineastas Anna Mulyaerte e Lô Politi dirigem o documentário “Alvorada”, um retrato intimista da presidenta Dilma Roussef, durante o período de reclusão no Palácio da Alvorada para enfrentar o processo de impeachment, que a destituiu do cargo.

Eliane Scardovelli | MOSTRA | Marielle Franco

A documentarista e repórter Eliane Scardovelli é co-roteirista da série “Marielle - o documentário”, que investiga o assassinato da vereadora mais votada da história do Rio de Janeiro. Ela também vai falar sobre o curta que dirigiu e protagonizou -  "A Vida que eu sonhava ter", a partir dos depoimentos de quatro mulheres, com idades entre 62 e 84 anos, que conheceu numa viagem a Poços de Caldas.

23.06 . QUARTA-FEIRA . 20H

Marcela Cantuária | MOSTRA | Guerrilheiras latinoamericanas

A artista visual Marcela Cantuária compõe a série de pinturas - "Mátria Livre" - com mulheres precursoras, combatentes, guerrilheiras, mas que muitas vezes são relegadas em detrimento de uma narrativa hegemônica patriarcal. A pintora as realoca no centro da narrativa, investigando novos caminhos para a representação feminina na arte, após séculos de imagens relacionadas primordialmente ao corpo e à nudez da mulher.

Raquel Barreto | MOSTRA | Beatriz Nascimento e Lélia Gonzalez

Raquel Barreto, historiadora e pesquisadora, estuda o feminismo negro e participou dos projetos coletivos de publicação póstuma das obras “Possibilidade nos Dias da Destruição”, da historiadora Beatriz Nascimento e “Primavera para as Rosas Negras”, de Lélia Gonzales, que reuniu artigos, ensaios e textos das autoras. 

24.06 . QUINTA-FEIRA 19H - horário especial

Branca Vianna | MOSTRA | Ângela Diniz

Branca Vianna é idealizadora e apresentora do podcast "Praia dos Ossos", um documentário narrado sobre Ângela Diniz, que foi vítima de feminicídio, nos anos 70, e fez explodir o movimento feminista no Brasil. No primeiro julgamento, Ângela foi considerada “culpada por ter sido morta”. O assassino era seu marido. 

Tatiana Salém Levy | MOSTRA | Joana Jabace

A escritora Tatiana Salém Levy apresenta “Vista Chinesa”. Inspirado em um evento real, este romance tocante conta a história de uma mulher e uma cidade que foram violentadas - um retrato do Brasil. A diretora Joana Jabace foi vítima de estupro em 2014, na Vista Chinesa, na cidade do Rio de Janeiro.

25.06 . SEXTA-FEIRA . 20H

Daniela Arbex | MOSTRA | Isabel Salomão de Campos

A escritora Daniela Arbex escreve sua primeira biografia: “Os Dois Mundos de Isabel”, sobre Isabel Salomão Campos, médium que se tornou benzedeira aos 9 anos e com 14 abriu a primeira escola da sua cidade.

Isabel Casimira | MOSTRA | Rainhas da Guarda Treze de Maio

Co-diretora do documentário “A Rainha Nzinga chegou”, junto à antropóloga e cineasta Júnia Torres, Isabel Casimira é Rainha Conga das Guardas de Congo e Moçambique Treze de Maio de Nossa Senhora do Rosário e da Federação dos Congados do Estado de Minas Gerais. Terceira na linha sucessória desta dinastia de mulheres, Rainha Belinha (Isabel Casimira) viaja à Angola com sua mãe, Rainha Isabel, e outros companheiros da Guarda para saudar a Rainha Nzinga, figura fundamental na resistência contra o domínio português na África, no século XVII, principal referência ancestral do reinado feminino mineiro.

Sobre Júlia Medeiros

Júlia Medeiros (São João del Rei, Minas Gerais, 1986) é escritora, atriz, dramaturga, compositora e gestora cultural. Seu primeiro livro, também sobre uma mulher real - A Avó Amarela (2018) - foi vencedor dos prêmios Jabuti 2019, FNLIJ - Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil - e selecionado para o catálogo “White Ravens”, da Biblioteca Internacional da Juventude, de Munique (Internationale Jugendbibliothek), entre outros.

Por 16 anos, integrou o grupo de teatro Ponto de Partida, atuando também no coro Meninos de Araçuaí e na Bituca: Universidade de Música Popular. Formou-se ou trabalhou com artistas como Milton Nascimento, Marlui Miranda, Grupo Pau Brasil, Suely Machado e Regina Bertola. Participou de processos de formação em escrita e composição com Noemi Jaffe, Eucanaã Ferraz, Braulio Tavares e Flávio Cafiero e em dramaturgia, com Márcio Abreu.

Mostra Elas

Data: 15 a 25 de junho de 2021 - terça a sexta-feira - 20h*

* A conversa com Branca Vianna e Tatiana Salém Levy acontecerá excepcionalmente às 19h, devido ao fuso-horário de Portugal, onde vive Tatiana.

Local: youtube.com/juliamedeiros 

Acesso gratuito

Informações: @juliamedeiros 

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Maio no Memorial Vale celebra a 19ª SEMANA NACIONAL DOS MUSEUS: O FUTURO DOS MUSEUS: RECUPERAR E REIMAGINAR

 

Apresentações podem ser vistas online
Foto: Thiago Franco

O Memorial Vale traz em maio programação que celebra a 19ª Semana Nacional de Museus – “O Futuro dos Museus: Recuperar e Reimaginar”, com a realização de webinário, oficina, e reflexões sobre a importância dos museus. Teatro e música também serão atrações com os projetos Diversidade Periférica e Memorial Instrumental. As apresentações continuam online, seguindo o planejamento do#MemorialValeEmCasa, feitas pelo Youtube, nas redes sociais do espaço (facebook e instagram) e no site. As transmissões feitas pelo Youtube ficam disponíveis permanentemente no canal do Memorial.

Confira a programação:

 

12/05 – SEMENTES DA DIÁSPORA (05,12, 19 e 26/05)

Todas as quartas-feiras, às 11 horas, o Educativo realiza a instalação “Sementes da Diáspora”. Iniciada em 2019, a ação consiste numa instalação na qual a partir de cards (envelopes com sementes de plantas de origem africana estampados com imagens e informações sobre personalidades afro) instalados no Baobá construído pelo Educativo, o visitante é convidado a “colher” essas sementes e refletir sobre o apagamento do protagonismo negro na nossa história. Nesses tempos de distanciamento por causa da pandemia, a ação continua de forma virtual, nas redes sociais do Memorial Vale e possui legenda descritiva das imagens.

 

13/05 – ENCONTRO VIRTUAL TURISMO E MUSEU

No dia 13 de maio, quinta-feira, às 16 horas, o Educativo do Memorial Vale celebra o Dia do Guia de Turismo (10/05) e convida esses profissionais para um encontro virtual para fortalecer o diálogo entre Turismo e Museu. Nesse encontro será possível conhecer um pouco mais o trabalho do Educativo, potencialidades do Memorial e será também um momento para trocas de ideias e informações. É necessário inscrição pelo tel: 31 3343-7317. Vagas limitadas. O evento acontecerá via Google Meet e integra a 19ª Semana Nacional de Museus - O Futuro dos Museus: Recuperar e Reimaginar.


14/05 – DICAS PRETAS (07, 14, 21 e 28/05)

Às sextas-feiras, às 10 horas, o Educativo divulga as “Dicas Pretas”. São pílulas, com dicas de livros, filmes, etc. com temática étnico racial e produzida por pessoas negras, dando um destaque para produções literárias destinadas ao público infantil. O objetivo é contribuir para discussões sobre as questões étnico raciais, trazendo indicações de conteúdo que ajudem a refletir e conhecer mais sobre a identidade negra. A ação acontece no Instagram do Memorial Vale e possui legenda descritiva das imagens.

 

17/05 – CASA MEMÓRIA

No dia 17 de maio, segunda-feira, às 14 horas, o Educativo do Memorial Vale convida o público a pensar sobre a origem dos museus. Com as perguntas “Já ouviu falar dos Gabinetes de Curiosidades? Guarda algum objeto de valor sentimental ou que simplesmente é interessante para você? Como imagina os museus e espaços de memória pós-pandemia?” o Educativo estimula o público a participar, contando sobre coleções que faz em casa e dizendo o que espera dos museus no futuro. A transmissão será feita pelo Instagram e integra a 19ª Semana Nacional de Museus - O Futuro dos Museus: Recuperar e Reimaginar.

 

18/05 e 20/05 – WEBINÁRIO “ESPAÇOS CULTURAIS – O FUTURO DE UM PASSADO RECENTE?”

Para celebrar a 19ª Semana Nacional dos Museus, o Memorial Minas Gerais Vale apresenta o webinário “Espaços Culturais - o futuro de um passado recente?”, realizado pelo Instituto Cultural Vale, em conjunto com seus 4 espaços - Museu Vale (ES), Memorial Minas Gerais Vale (MG), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa de Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Serão duas rodas de conversa, nos dias 18 e 20 de maio, das 17 às 18 horas. Diante da pandemia e para os novos tempos que virão serão abordadas questões como: existe um futuro para as instituições culturais e para os museus em especial? Com quem dialogam? Quais memórias, materiais ou imateriais estão em jogo? Qual o papel da tecnologia e das mídias nas formas de interlocução? E os artistas e produtores culturais, como têm sido e como poderá ser a sua participação?

 

No dia 18 a conversa será entre o neurocientista Sidarta Ribeiro e o museólogo Cícero Almeida. E no dia 20 os debatedores serão o professor de museologia Bruno Brulon e a curadora de arte Adélia Borges. A mediação será feita pelo filósofo Fernando Pessoa, que participa da linha de pesquisa do CNPq “Pensamento e linguagem”, com estudos em Nietzsche e Heidegger, principalmente nos temas linguagem, verdade, liberdade, arte e poesia.

 

20/05 e 21/05 – OFICINA NARRATIVA DE PERCURSO

Nos dias 20 e 21 de maio, quinta e sexta, das 10h às 11h30 horas, o Educativo do Memorial Vale propõe ao público a feitura e o registro de um diário de bordo que permitirá imprimir ideias por meio da escrita, desenhos, cores, texturas, fotografias e colagens, com a pergunta: “o que você registraria sobre o seu dia a dia? Reflexões, projetos, devaneios?” O resultado se dará em várias percepções do atual presente para um futuro próximo ou longínquo. A oficina é para pessoas a partir de 16 anos e acontecerá pelo Google Meet. É necessário fazer inscrição pelo telefone 31 3343-7317. Vagas limitadas. O evento integra a 19ª Semana Nacional de Museus - O Futuro dos Museus: Recuperar e Reimaginar.

 

22/05 – "QUEM CANTA...", COM GRUPO ORIUNDO DE TEATRO

No dia 22 de maio, sábado, às 10 horas, o Memorial Vale apresenta a peça “Quem canta...” em que o Grupo Oriundo de Teatro apresenta composições que divertem a criançada, resgatam brincadeiras e relatam vivências da infância. A apresentação integra o projeto “Eu, Criança, no Museu!”, do Memorial Vale.

 

O Grupo Oriundo de Teatro é composto por Enedson Gomes (ator), Isabela Arvelos (atriz), Pâmella Rosa (atriz), Tatá Santana (ator e compositor) e Anna Campos (diretora e produtora). Após algumas experiências com colaboração de diferentes atores e diretores, o grupo configurou-se em 2007, quando Anna Campos e Enedson Gomes se uniram para montar um espetáculo escrito e dirigido por Antonio Hildebrando. “O Lustre” ganhou grande repercussão na crítica no público mineiro, abrindo portas para o coletivo que acabava de nascer. O espetáculo garantiu reconhecimento da imprensa e dos espectadores ao cumprir agenda de apresentações em diversas cidades e festivais nacionais e internacionais .O Grupo Oriundo de Teatro sempre reservou um espaço especial para a música em seus trabalhos. Agora, o grupo dá um passo à frente fazendo da música a protagonista, mas sem abrir mão da dramaturgia, dos atores e dos elementos teatrais em cena.

 

28/05 – “ME TORNEI O PROFESSOR QUE EU QUERIA TER”, COM RONY MORAIS

No dia 28 de maio, sexta-feira, às 20 horas, o projeto Diversidade Periférica traz ao Memorial Vale a peça “Me tornei o professor que eu queria ter”, com Rony Morais. O espetáculo é um mergulho na trajetória e na busca pela sobrevivência da criança Ronivaldo Morais dos Santos, da periferia de Pará de Minas, até se tornar o artista referência para a cidade como ator e educador. O projeto Diversidade Periférica tem curadoria de Patrícia Alencar.

 

Rony Morais é ator, diretor, bailarino, palestrante e professor de teatro na rede municipal de Pará de Minas desde 2020. Formado pela Faculdade de Pará de Minas (Fapam), cursou Pedagogia do Movimento para o ensino da Dança na UFMG e fez parte da Missaka Escola de Dança. Há 21 anos fundou o projeto Teatro na Educação trabalhando o potencial de comunicação de crianças e jovens da periferia. Cria e leva espetáculos e palestras educativas para professores e empresas utilizando sempre o viés de desenvolvimento humano.

 

O projeto Diversidade Periférica traz mensalmente para o Memorial Minas Gerais Vale uma programação artística-cultural com conteúdos que mergulham na trajetória ancestral dos becos e vielas do espaço de saber chamado Favela, e também das comunidades de periferia de Belo Horizonte e vizinhanças.

 

Patrícia Alencar, curadora do Diversidade Periférica, é mineira nascida na Favela do Morro do Papagaio, em Belo Horizonte. É ativista social, gestora cultural, arte educadora e dançarina, engajada na luta contra o racismo e pela igualdade social, desenvolve suas atividades desde 1998. Hoje é uma das Diretoras da CUFA (Central Única de Favelas), co-fundadora da Frente Favela Brasil e também faz parte da Associação Sócio Cultural Bataka. Produziu eventos de relevância para Belo Horizonte, como o Dia das Favelas, Taça das Favelas, Carnafavela, Hip Hop Rua, entre outros. Sua atuação tem como premissa a transformação social por meio das artes e por meio do protagonismo de moradores de favelas.

 

30/05 – (RE)LEMBRANDO O MUSEU E (RE)IMAGINANDO O FUTURO

No dia 30 de maio, domingo, às 10 horas, o Educativo do Memorial Vale propõe uma viagem ao passado, às lembranças da vida, pensando no contato do museu com o público para perguntar: como será o futuro dos museus? Quais são as lembranças mais marcantes que temos das visitas ao museu? Como podemos imaginar o futuro do museu através das vivências do público? Essa reflexão será feita em um post no Instagram do Memorial Vale e integra a 19ª Semana Nacional de Museus - O Futuro dos Museus: Recuperar e Reimaginar.

 

30/05 – MARIA BRAGANÇA TRIO

No dia 30 de maio, domingo, às 11 horas, o Memorial Vale traz o show de Maria Bragança Trio dentro do projeto Memorial Instrumental, que neste ano homenageia as mulheres. Maria Bragança faz uma mistura do jazz e canções folclóricas tradicionais brasileiras, com elementos da música clássica e contemporânea. No repertório, Doralice, de Dorival Caymmi; Minha Saudades, de Joao Donato; Voce e eu, Carlos Lyra; Forró Brasil, Hermeto Pascoal; Canção do Sal, Milton Nascimento; Bye Bye Brasil, Chico Buarque de Holanda; Flor de Abacate, Alvará Sandim; Doce de Coco, Jacob do Bandolim; Barefoot, Eliane Elias; Memórias Melancólicas Melancias, Maria Braganca; Amazonas, Joao Donato; Segura Ele, Pixinguinha; Só Danço Samba, Tom Jobim; Barro Oco, Maria Bragança e Caxi Rajão. A saxofonista se apresenta ao lado de Everton Coroné, no acordeon e Daniel Guedes na percussão. O Memorial Instrumental tem curadoria de Juliana Nogueira.

 

Maria Bragança pertence à geração de sucesso de músicos brasileiros que tocam música contemporânea. Nasceu em Itabira, Minas Gerais e estudou música no Brasil e na Alemanha. Divide seu tempo entre Alemanha e Brasil. Iniciou seus estudos em Belo Horizonte, em 1978 e tocou na Orquestra Sinfônica Jovem da Cidade de São Paulo. Lá, ela avançou sua educação na escola de música. Mais tarde ela se formou como saxofonista de concertos na Music Academy Robert Schumann, em Dusseldorf.

 

Iniciada em março de 2020, a série Memorial Instrumental foi aberta com show em trio em homenagem às mulheres, formado pelos músicos Christiano Caldas (piano), Lincoln Cheib (bateria) e Stephan Kurmann (contrabaixo acústico). Logo após o primeiro show houve uma pausa em função da pandemia. E depois de alguns meses, veio a retomada de forma on-line. No período de junho a dezembro foram realizados, mensalmente, shows com nomes da música instrumental de Belo Horizonte levando até ao público as possibilidades sonoras de instrumentos variados, tocados por músicos de diversas gerações. Em 2021, a série será dedicada às mulheres.

 

31/05 – COMO VOCÊ IMAGINA OU GOSTARIA QUE FOSSEM OS MUSEUS NO FUTURO?

No dia 31 de maio, segunda-feira, às 14 horas, o Educativo do Memorial Vale reunirá falas e narrativas de pessoas diversas para responder às perguntas: para quem será o futuro dos museus? O que ou quem recuperar? Como será o futuro dos museus? A ação será desenvolvida em um post no Instagram e integra a 19ª Semana Nacional de Museus - O Futuro dos Museus: Recuperar e Reimaginar.

 

Memorial Vale na web:

http://www.memorialvale.com.br

https://www.facebook.com/memorialvale 

https://www.instagram.com/memorial.vale 

https://www.youtube.com/user/memorialvale

www.memorialvale.com.br/visite/visita-virtual/

 

Hashtags usadas nas postagens do Memorial Vale na quarentena:

#MemorialValeEmCasa

#MuseumsAndChill

#MemorialValeNosUne

#ValePatrocina

Tambor Mineiro celebra o mês de maio

 

Maurício Tizumba media os debates
Foto: Belizario Tonsich

Evento virtual traz debates sobre manifestações culturais de matriz africana e oficinas artísticas 

O 13 de maio, Dia da Abolição da Escravatura no Brasil, é a data escolhida pela Associação Cultural Tambor Mineiro para dar início a uma série de discussões que enaltecem as manifestações culturais de matriz africana, especialmente o congado. De 13 a 17 de maio, quinta a segunda-feira, importantes convidados do estado de Minas Gerais falam sobre o Reinado Negro e a importância do 13 de maio para o povo mineiro, em mesas de debate mediadas por Maurício Tizumba; além de oficinas ministradas por integrantes do Tambor Mineiro, com acesso virtual e gratuito. 


“Nosso objetivo é valorizar e dar visibilidade ao mês de maio, mês de Maria e da Abolição da Escravatura, datas significativas para o Tambor Mineiro, que tem uma história ligada ao congado. Nessa época em que o racismo está aflorando, a gente cria estes debates para avançar nestas discussões em âmbito mundial e na nossa cidade, que tem a manifestação congadeira como uma das mais importantes, além do candomblé e a umbanda”, explica Tizumba.  


Programação de debates - mediação de Maurício Tizumba, acesso gratuito pelos perfis no Instagram: @tambormineiro e @mauricio_tizumba


No dia 13 de maio, quinta-feira, das 20h às 21h, conversa com o Capitão Jorge dos Santos, da comunidade quilombola dos Arturos (Contagem/MG); prossegue no dia 14 de maio, sexta-feira, das 20h às 21h, com Iara Aparecida Ferreira, fundadora e coordenadora do Terno de Congado Moçambique Estrela Guia (Uberlândia/MG). No dia 15 de maio, sábado, de 20h às 21h, conversa com Pedrina, Capitã da Guarda de Moçambique Nossa Senhora das Mercês, benzedeira que está há mais de 50 anos à frente do congado da região Centro Oeste de Minas (Oliveira/MG); segue no dia 16 de maio, domingo, de 20h às 21h, conversa com a Professora Doutora da UFMG Leda Maria Martins, também rainha da Guarda de Moçambique do Vale do Jatobá (Belo Horizonte/MG). E no dia 17 de maio, segunda-feira, de 20h às 21h, o encerramento acontece com a presença do músico e compositor Sérgio Pererê.


“O objetivo é discutir com gestores da cultura ligados ao congado mineiro algo além do racismo estrutural que tanto temos ouvido, mas que fica às vezes distante do nosso povo. Este evento é aberto a todos, mas queremos trazer palavras mais próximas às comunidades congadeiras, ao povo negro. O papel do Tambor Mineiro é dar importância, é dar voz a essas manifestações, falar de onde vieram. Queremos não só valorizar, mas dar a visibilidade e honrar esse povo, honrar é fundamental”, acredita Tizumba.


Programação de oficinas - acesso gratuito, com retirada de ingressos pelo Sympla - acesso a todas pelo https://linktr.ee/tambormineiro


Nos dias 13 e 14 de maio, quinta e sexta-feira, das 19h às 20h, oficina “Pandeiro: Ritmos do Tambor Mineiro”, com Manu Ranilla. Ela vai ensinar notas básicos do pandeiro, ritmos e cantigas que cantadas no Tambor Mineiro. Inscrição pelo link:https://www.sympla.com.br/oficina-de-pandeiro--ritmos-do-tambor-mineiro__1212016 


Nos dias 15 e 16 de maio, sábado e domingo, das 14h às 15h, oficina “Tambores de Maio”, com Maurício Tizumba. Inscrição pelo link:https://www.sympla.com.br/oficina-tambores-de-maio__1212038


No dia 16 de maio, domingo, às 12h, exibição do vídeo “Tia Rosa ensina Receita Africana”, no perfil do Instagram @tambormineiro .


No dia 17 de maio, segunda-feira, de 14h às 16h, oficina “Som, Corpo e Tambor  - uma Experiência Musical, com Bruno Messias (direcionada a crianças e adolescentes). Inscrição pelo link:https://www.sympla.com.br/som-corpo-e-tambor-uma-experimentacao-musical__1212027


Este projeto é realizado com o recurso da Lei Aldir Blanc- Secult MG e apoio do Ministério do Turismo e do Governo do Estado de Minas Gerais.


Tambor Mineiro no 13 de maio 

13 a 17 de maio, quinta a segunda-feira

Gratuito 

Informações, acesso e inscrições: @tambormineiro 

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Sérgio Pererê traz novidades aos fãs

Novo trabalho está genial
Foto: Pablo Bernardo

Nesta sexta-feira (8), o cantor, compositor e multiinstrumentista Sérgio Pererê irá apresentar ao público Juradinho, single de seu novo disco - Canções de Outono - que será lançado em meados de 2021. A música será apresentada em um clipe disponibilizado nas redes sociais e no YouTube do artista (youtube.com/sergioperere).

Juradinho surgiu de um poema escrito por Maria Tereza Valadares, filha de um amigo de Pererê. Ela, hoje com onze anos, escreveu a letra aos nove e mandou para o artista. “Existem algumas canções que considero especiais porque parecem ter vindo de algum lugar mágico e utilizam o compositor como um veículo para chegar aos corações. Falo dessas canções que brotam sem esforço e sem pretensão. Juradinho é duma delas e ainda tem um detalhe muito especial que é o fato de ser fruto da parceria com uma criança. A Tetê me mandou o poema e em cinco minutos já tínhamos a música!”, diz o artista. 

CANÇÕES DE OUTONO

O disco Canções de Outono, da qual a música faz parte, será o sexto álbum que Sérgio Pererê lançará durante a pandemia e o nono disco solo da carreira do cantor. Quando o mundo se recolheu em casa no início de 2020, em uma quarentena que atingiu quase todos os países do mundo, os artistas também tiveram que se recolher. Vivos muitas vezes através do contato com o público, o momento foi de extrema exceção. Já que não podia sair para fora de casa, encontrar pessoas, estipular a troca tão importante, Sérgio Pererê empreendeu outra viagem, para dentro de si, para o humano em toda a sua simplicidade e complexidade. 

Daí surgiu Canções do Outono, disco que perpassa territórios não antes explorados diretamente em seu repertório, mas que estavam, de uma forma ou de outra, presentes. Aqui se tem o evidenciamento dessas perspectivas e sentimentos: a saudade, a solidão, o abandono, o desejo e o amor. Sentimentos muitas vezes não diretamente expostos, tampouco com convites para a visitação do público, o disco empreende uma visão universal e simples, pessoal e complexa. 

O álbum leva esse nome porque a quarentena no Brasil começou junto com o outono, em que uma brisa diferente pairava no ar, mais frio e seco, em que as folhas das árvores começam a mudar de cor e cair, que apontam tanto a mudança que a quarentena impõe, quanto diz muito sobre nosso próprio recolhimento, nosso isolamento, a saudade dos encontros, mas a persistência do amor e do desejo. 

FICHA TÉCNICA JURADINHO

Letra: Maria Tereza Valadares

Música: Sérgio Pererê

Concepção e Produção: Napele Produções Artísticas

Direção de Arte: Átila Meireles

Design e Ilustração: Theresa Morais e Larissa Kamei (Oeste)

Imagens e Edição: Pablo Bernardo 

Animação: Paulo Oliveira (Reino)

Áudio: André Cabelo (Estúdio Engenho)


LETRA:


jura juradinho, amor

jura enquanto pode, amor

jura que me ama feito ator

que juro que te amo


enquanto for

juro com dedinho, amor

juro sem qualquer pudor

mas jura que confia, por favor

que juro que te amo


enquanto for

nosso caminho está cheio de flor

que o próprio amor seja o guiador

mas se acabar não fique triste, amor

a nossa amizade é o que tem mais valor

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Rede Cineart volta a receber o público no dia 31

 Programação inclui filmes para todas as idades

A Rede Cineart retoma as atividades no próximo sábado, 31 de outubro, nos cinemas de Belo Horizonte – Boulevard Shopping, Shopping Cidade, Ponteio Lar Shopping, Shopping Del Rey, Minas Shopping, Shopping Paragem, Via Shopping; Contagem – Shopping Contagem e Itaú Power Shopping. Para garantir a segurança do público e dos colaboradores, a empresa segue os protocolos recomendados pelos órgãos responsáveis, como obrigatoriedade de uso de máscaras, marcação de distanciamento social nas filas para auto-atendimento, bomboniere e acesso às salas; disponibilização de álcool em gel; higienização controlada do ar condicionado; distanciamento eletrônico entre os assentos, que é feito pelo próprio sistema, automatizado para barrar a compra de assentos próximos, permitindo que apenas quatro pessoas de mesmo núcleo de convivência sentem-se juntos; espaçamento entre sessões para limpeza e higienização das salas; e redução de 50 por cento das ocupação do salas.

Para a abertura, estão na programação filmes para atender a expectativa de crianças, jovens e adultos. Na casting infantojuvenil estão as produções É doce; Scooby o filme;  Os novos mutantes e Como cães e gatos. Para adultos a diversão está garantida com  Tenet, A Ilha da Fantasia, A maldição do Espelho, O Roubo do Século e Tel Aviv em Chamas. 

A compra antecipada e consultas pode ser feita pelo site e app Cineart. Confira abaixo a sinopse e o trailer dos filmes. 

É doce

É Doce! apresenta os gnomos Elfie, Buck e Kipp. Enquanto Kipp possui o dom de confeccionar belos móveis e Buck o de fazer velas incomparáveis, Elfie, uma gnomo eloquente e super atrapalhada encontra-se em busca de seguir a tradição dos gnomos: um ofício em que ela seja perfeita. 

Com isso, ela decide aprender novidades no mundo humano, onde ela e os amigos conhecem Theo, um confeiteiro que está quase perdendo sua loja. Agora, eles unirão forças para salvar o estabelecimento e tornar Elfie em uma grande confeiteira.

Trailer: https://bit.ly/35zKUJw

SCOOBY! 

Scooby! O Filme é uma história de origem dos famosos personagens da série animada da Hanna Barbera. Salsicha e Scooby tem uma conexão instantânea envolvendo comida em seu primeiro encontro, e logo se unem aos jovens detetives Fred, Velma e Daphne para formar a Mistério S/A. Só que, após resolver centenas de casos, eles encontram o desafio de impedir o "apocãolipse", que virá quando o fantasma do cão Cerberus for liberado no mundo.

Trailer: https://bit.ly/31MGPQZ

Os Novos Mutantes

Cinco jovens mutantes (Maisie Williams, Blu Hunt, Anya Taylor-Joy, Charlie Heaton e Henry Zaga) descobrem o alcance de seus poderes e lidam com traumas do passado. No entanto, eles são mantidos presos contra a vontade em uma instituição controlada pela Dr. Cecilia Reyes (Alice Braga). Enquanto a médica promete controlar as habilidades do grupo, nada é o que parece. 

Trailer: https://bit.ly/31GgMuI

Como cães e Gatos 

Sem o conhecimento dos humanos, os cachorros vêm há centenas de ano combatendo os gatos, que pretendem dominar os homens e tratá-los como verdadeiros tiranos. Porém, quando um gato chamado Sr. Tinkles (Sean Hayes) inicia um plano que irá acabar com a população de cães que protege os humanos, uma equipe de agentes caninos e um leal filhote chamado Lou (Tobey Maguire) decidem proteger a humanidade e livrá-la da escravidão que os gatos desejam impôr a eles.

Trailer: https://bit.ly/35EiAW6

Tenet

Um agente da CIA conhecido como O Protagonista (John David Washington) é recrutado por uma organização misteriosa, chamada Tenet, para participar de uma missão de escala global. Eles precisam impedir que Andrei Sator (Kenneth Branagh), um renegado oligarca russo com meios de se comunicar com o futuro, inicie a Terceira Guerra Mundial. A organização está em posse de uma arma de fogo que consegue fazer o tempo correr ao contrário, acreditando que o objeto veio do futuro. Com essa habilidade em mãos, O Protagonista precisará usá-la como forma de se opor à ameaça que está por vir, impedindo que os planos de Sator se concretizem.

Trailer: https://bit.ly/3osxtUj

A Ilha da Fantasia

A Ilha da Fantasia acompanha alguns visitantes que visitam uma ilha mágica no meio do Oceano Pacífico que oferece aos seus viajantes a possibilidade de realizar seus sonhos e viver aventuras que parecem impossíveis em qualquer outro lugar. Porém, como avisa o anfitrião da ilha, Sr. Roarke (Michael Pena), realizar seus desejos pode não acontecer da maneira esperada.

Trailer: https://bit.ly/31J6tGl

A Maldição do Espelho

Uma fã começa a falar orgulhosamente com uma famosa atriz de como já esteve com ela no passado, tendo até mesmo lhe dado um beijo. Porém logo a fã cai morta, em virtude de ter bebido um drink envenenado. Como este copo era para a estrela de cinema, a suspeita é que alguém desejava matá-la. Como uma outra atriz, que trabalha no mesmo filme, é sua ferrenha inimiga, tal hipótese não é descartada, mas existem outras pistas que precisam ser seguidas antes de se dar o caso como encerrado ou solucionado.

O Roubo do Século

O Roubo do Século acompanha o grupo de atiradores do Grupo Falcon, numa sexta-feira, 13 de janeiro de 2006, realizando o que é considerado um dos assaltos a bancos mais famosos e inteligentes da história da Argentina na agência do Banco Río em Acassuso.

Trailer: https://bit.ly/3kwfHgD

Tel Aviv em Chamas

Tel Aviv em Chamas acompanha um jovem palestino chamado Salam (Kais Nashif), ambicioso e sonhador que torna-se um escritor de novela de maneira ocasional, após um encontro casual com um soldado de Israel. Sua carreira criativa começa a crescer cada vez mais, até que os patrocinadores do programa exigem que ele acabe de maneira inesperada.

Sobre a Cineart

Com 70 anos de atuação e capital 100% brasileiro, a Rede Cineart é líder de mercado com 72% de Market share de Minas Gerais, número que a situa entre as dez maiores do país em seu seguimento. Ao todo, são 70 salas que somam mais de 10 mil assentos, atendendo a um público anual de 5 milhões pessoas. Hoje, está presente em Belo Horizonte – Boulevard Shopping, Shopping Cidade, Ponteio Lar Shopping, Shopping Del Rey, Minas Shopping, Shopping Paragem, Via Shopping; em Betim – Shopping Montecarmo (ainda fechado devido a pandemia); em Contagem – Shopping Contagem e Itaú Power Shopping; em Pouso Alegre – Shopping Serra Sul; em Barbacena (ainda fechado devido a pandemia). 

A Cineart é a responsável por inaugurar os primeiros cinemas de rua da capital mineira, na década de 1940; também em trazer o cinema para dentro dos shoppings, no formato Multiplex. Inovou ao lançar a primeira sala PREMIER de Minas e é a primeira no Estado a disponibilizar, com exclusividade, a tecnologia IMAX.

terça-feira, 20 de outubro de 2020

#Sempreumpapoemcasa com atrações imperdíveis

Autoras conversam sobre a obra
Foto: Renato Parada

As escritoras Lilia Schwarcz e Heloisa Starling são as convidadas de Afonso Borges em mais uma edição virtual do “Sempre um Papo” com transmissão ao vivo no Youtube, Instragam e Facebook do Projeto. O encontro vai acontecer no dia 22 de outubro, quinta-feira, às 18h e a conversa vai ser sobre o mais recente livro das autoras “A Bailarina Da Morte - A Gripe Espanhola no Brasil” (Cia das Letras). A obra traz um contundente retrato do Brasil durante a pandemia de gripe espanhola, investiga a doença mortal que há um século assombrou a humanidade e revela trágicas semelhanças com a Covid-19.

#SempreUmPapoEmCasa, esta sequência de atividades é patrocinada pela Cemig, Itaú e Mater Dei com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério do Turismo.

 Bailarina Da Morte - A Gripe Espanhola no Brasil” 

No início do século XX, uma doença chegou ao Brasil a bordo de navios vindos da Europa. A gripe espanhola, como ficou conhecida a explosão pandêmica de uma mutação particularmente letal do vírus H1N1, matou dezenas de milhares de pessoas no país e cerca de 50 milhões no mundo inteiro.

Altamente contagiosa, a moléstia atingiu todas as regiões brasileiras. A “influenza hespanhola” paralisou a economia e desnudou a precariedade dos serviços de saúde. Disputas políticas e atitudes negacionistas de médicos e governantes potencializaram o massacre, que vitimou sobretudo os pobres. Iludida por estatísticas maquiadas e falsas curas milagrosas, a população ficou à mercê do vírus até o súbito declínio da epidemia, no começo de 1919.

A partir de um vasto acervo de fontes e imagens da época, Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa Murgel Starling recriam o cotidiano da vida e da morte durante o reinado de terror da "gripe bailarina", uma das maiores pandemias da história.

“Um atestado visceral de que não se lembrar da própria história é condenar-se a repeti-la. Nesta história com toques de ciência e por vezes ciência em contexto histórico, temos uma oportunidade para reconhecer que já estivemos aqui antes, numa pandemia que de fato concluiu um século. Quem sabe desta vez aprendemos a lição?” — Suzana Herculano-Houzel.

“Entre negação da ciência, curas milagrosas e uma doença que escancarou as desigualdades sociais da época, os historiadores do futuro, ao analisar a brilhante obra de Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa Murgel Starling sobre a pandemia de 1918 — escrita durante a pandemia de 2020 —, indagarão, perplexos: Mas como pode ser possível que, em cem anos, não aprenderam nada?” — Natalia Pasternak.

“Em um mundo já fragilizado pela Primeira Grande Guerra, a gripe espanhola colocou em evidência a vulnerabilidade humana diante de um novo vírus. Este livro narra com maestria as rotas e a velocidade de disseminação da doença, ao mesmo tempo em que acentua as dificuldades e os equívocos para seu enfrentamento no Brasil oligárquico da Primeira República. Convida-nos a refletir sobre o valor da imaginação histórica para a abordagem da crise contemporânea.” — Nísia Trindade Lima.

Lilia Moritz Schwarcz é professora titular no Departamento de Antropologia da USP e Global Scholar na Universidade de Princeton. É autora de, entre outros livros, O espetáculo das raças (1993), As barbas do imperador (1998, prêmio Jabuti de Livro do Ano), Brasil: Uma biografia (com Heloisa Murgel Starling, 2015) e Lima Barreto: Triste visionário (2017, prêmio Jabuti de Biografia).

Heloisa Murgel Starling nasceu em 1956. Historiadora e cientista política, é professora titular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É autora de, entre outros, Os senhores das gerais (1986), Lembranças do Brasil (1999), Brasil: Uma biografia (2015), com Lilia Moritz Schwarcz, e República e democracia: Impasses do Brasil contemporâneo (2017).

#SempreUmPapoEmCasa Lilia Schwarcz E Heloisa

Dia 22 de outubro, quinta-feira, às 18h, no Youtube, Instagram e Facebook do Sempre um Papo

Link Youtube: https://bit.ly/2X8C3eU

Informações: http://www.sempreumpapo.com.br

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Música no Hospital tem repertório variado

Talentoso duo emociona o público
Foto: Charles Brooks

Objetivo é proporcionar a humanização do ambiente hospitalar. Repertório instrumental traz canções que unem erudito e popular. Primeira apresentação será no jardim do Hospital Luxemburgo, com transmissão on-line, no dia 22 de outubro.

O projeto “Música no Hospital”, idealizado pelo Instituto Mário Penna e ECA - Espaço de Cultura e Arte, realiza sua primeira edição, apresentando o concerto “Harpiola Duo”, com Cecília Pacheco, harpista, e Alysson Rodrigues, violista. A proposta é contribuir na recuperação dos pacientes e na humanização do ambiente hospitalar. O projeto é destinado para aqueles que estão internados, seus familiares, visitantes e toda a equipe técnica do hospital. Estão previstas 12 apresentações, sendo uma por mês, até setembro de 2021. A estreia vai acontecer no dia 22 de outubro, quinta-feira, às 10h30, no jardim do Hospital Luxemburgo, com transmissão pelo Instagram e Facebook do ECA (@ecabh) e do Instituto Mário Penna: Instituto Mário Penna (YouTube e Facebook) e Instagram (@institutomariopenna).

Para atender ao protocolo de segurança referente ao Covid-19, os músicos e a equipe envolvida no projeto usarão máscaras e manterão o distanciamento recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Além disso, a apresentação será realizada em área externa. No local, haverá orientação aos presentes quanto ao protocolo para evitar qualquer aglomeração. “A ideia é que a música dissemine pelo hospital e que o som cause uma boa supresa para quem estiver em todo o ambiente hospitalar”; conta Gizelle Mesquita Evangelista, coordenadora do Setor de Humanização e Psicologia Hospitar do Instituto Mário Penna. 

Para Gizelle, este é um momento ainda mais importante de trabalhar a humanização do ambiente hospitalar. “A música faz com que as pessoas possam internalizar sentimentos positivos e também faz com que se sintam mais integradas e mais acolhidas num momento que, muitas vezes, é difícil em suas vidas. Nosso objetivo com o projeto é de humanizar o ambiente hospitalar, harmonizando este local que é hostil, buscando trazer um momento de descontração, de alegria e de conforto através da música. Entendemos que a música tem um efeito terapêutico e que auxilia no tratamento no sentido de trazer bem estar, resgatando emoções positivas e lembranças afetivas, estimulando o bom humor, diminuindo o estresse e a ansiedade das pessoas que estão em ambiente hospitalar, seja o doente, seu acompanhante e o colaborador”; explica. 

O idealizador do projeto e analista de Projetos Institucionais do Instituto Mário Penna, Filipe Andrade Tavares Guimarães, conta que a ideia surgiu a partir da comprovação da capacidade da música em contribuir para a melhoria da saúde de um modo geral e, principalmente, para os pacientes oncológicos em situação de vulnerabilidade. “A música é uma forma de expressar emoções e sentimentos, sendo parte importante num processo terapêutico. A partir dessa ideia, buscamos a parceria com o espaço ECA para realizar o projeto, levando em conta o trabalho que o espaço desenvolve com artistas que unem a música erudita e popular. Para a curadoria das apresentações, pensamos nessa leveza do instrumental, aliada a canções conhecidas pelo público”; reforça Filipe Guimarães. 

O concerto “Harpiola Duo”, com Cecília Pacheco, harpista, e Alysson Rodrigues, violista, tem previsão de duração de uma hora. No repertório estão as canções Libertango (Astor Piazzolla), Oblivion (Astor Piazzolla), Bachianas 5 (Heitor Villa-Lobos), Cisne Negro (Heitor Villa-Lobos), Intermezzo Carmen (Georges Bizet), Samba em Prelúdio (Vinícius de Moraes e Baden Powell), Certas Coisa (Lulu Santos), Orientale (Enrique Granados), London Air (tradicional inglesa), Variações sobre Greens Sleeves (Anônimo) e Água de Beber (Tom Jobim).

Sobre o Harpiola Duo

A vontade de fazer música de câmara e dar roupagens diferentes à composições dos mais diversos estilos fez com que os músicos Cecília Pacheco, harpista, e Alysson Rodrigues, violista, criassem o Harpiola Duo, em meados de 2015. Mesclando o erudito com o popular, Cecília e Alysson, ambos bacharéis em música pela Universidade Federal de Minas Gerais e músicos da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, exploram a sonoridade de dois instrumentos pouco conhecidos do grande público: a harpa e a viola.

Sobre o Instituto Mário Penna

Instituição filantrópica de saúde especializada em tratamentos contra o câncer. O Instituto é mantenedor das seguintes unidades: Hospital Luxemburgo, Núcleo de Especialidades Oncológicas, Casa de Apoio Beatriz Ferraz e o Núcleo de Ensino e Pesquisa. É o maior prestador do SUS em atendimento oncológico de Minas Gerais, atendendo mais de 760 municípios. Foram atendidas mais de 153 mil pacientes no último ano, o que mostra o comprometimento em atender todos que passam pela Instituição com maestria, e cumprindo com sucesso o legado de 49 anos de história. Doações para a instituição podem ser feitas pelo site mariopenna.org.br ou pelo 0800 039 1441.

O projeto “Música no Hospital” é realizado em parceria do Instituto Mário e ECA – Espaço de Cultura e Arte, com o patrocínio da Cedro Mineração e Ibiritermo, com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, do Ministério do Turismo.  

  “Música no Hospital” - Concerto Harpiola Duo

Dia: 22 de outubro, quinta às 10h30

Local: Jardim Hospital Luxemburgo, administrado pelo Instituto Mário Penna - fechado ao público externo. 

Transmissão ao vivo pelo Instagram e Facebook do ECA (@ecabh) e do Instituto Mário Penna - Instituto Mário Penna (YouTube e Facebook) e Instagram (@institutomariopenna).

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Debate sobre acessibilidade direto de BH

 De acordo com o Censo 2010 realizado pelo IBGE, estima-se que em torno de 24% da população brasileira tenha algum tipo de deficiência – seja ela mais grave ou mais leve. Independentemente do tipo de deficiência, as pessoas que vivenciam corpos fora do padrão imposto pelo ideal da sociedade hegemônica não conseguem acessar espaços simples da convivência comunitária. Em Belo Horizonte, 70% da população cega da cidade nunca foi ao cinema e 50% nunca assistiu a um filme em DVD. São esses e outros dados, em torno da acessibilidade para pessoas com deficiência, que embasam os conteúdos e a programação do primeiro “Seminário Acessa BH”, que foi idealizado para acontecer de forma presencial em um dos Centros Culturais da capital mineira, mas que teve que se adaptar ao formato online, devido à pandemia da Covid-19. O evento vai acontecer dos dias 26 a 30 de outubro de 2020, segunda a sexta-feira, com transmissão pelo canal do projeto no Youtube - www.youtube.com/acessabh . Toda a programação terá tradução em Libras. O acesso é gratuito, fazendo a inscrição prévia pelo Sympla - https://www.sympla.com.br/seminario-acessa-bh__965276 . 

“A proposta do ‘Seminário Acessa BH’ é realizar um evento acessível e democrático tanto para o público com deficiência, quanto para artistas e demais profissionais envolvidos, promovendo o debate sobre inclusão e como garantir mais autonomia e participação de pessoas com deficiência na vida cultural da cidade”, adianta Lais Vitral, produtora e idealizadora do seminário.

Serão realizados cinco debates, e dentre os convidados, quase metade são pessoas com deficiência. Entre os temas a serem abordados estão: políticas públicas e legislação vigente que trata da acessibilidade no Brasil; mobilidade urbana, tratando sobre como aplicar os princípios do desenho universal em busca de uma cidade inclusiva; acessibilidade nas artes, debatendo os modos de acessar a cidadania cultural; o que pode o corpo?, quando a partir dessa pergunta, artistas com deficiência ou que trabalham com arte e acessibilidade compartilham suas experiências; audiodescrição, falando sobre a importância e os desafios da acessibilidade para pessoas com deficiência visual. 

O escritor Pedro Muriel participa com a atividade “Prosa e literatura”, destacando como o seu trabalho traz importantes temas como a acessibilidade, os direitos humanos, a literatura e a arte. Brisa Marques, performer, jornalista, escritora e compositora integra a programação com uma “Performance Poética”. 

Programação “Seminário Acessa BH”

26 de outubro (segunda- feira), 16h às 18h

Debate: Políticas públicas e legislação vigente

Uma conversa sobre a legislação que trata da acessibilidade no Brasil e a Lei Brasileira de Inclusão, que completou 5 anos em 2020.

Convidados: 

Michelle Malab - Escritora. Palestrante. Graduanda do curso de psicologia. Diagnosticada com Síndrome de Asperger. Mãe de um adolescente diagnosticado com autismo grau 1

Thiago Helton – Advogado. Tetraplégico. Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da OAB/MG

Mediação: Leonardo Gontijo - Idealizador e Presidente do Instituto Mano Down

27 de outubro (terça - feira), 16h às 18h

Debate: Mobilidade urbana

O debate vai tratar de como aplicar os princípios do desenho universal à mobilidade urbana em busca de uma cidade inclusiva. As pessoas, independentemente de sua condição física e intelectual, e também de sua raça, gênero e renda, precisam contar com uma mobilidade segura, saudável e equitativa. Essa mobilidade pode ser a chave que dará acesso a tudo que uma cidade pode oferecer a seus cidadãos, estimulando as trocas entre os diferentes.

Convidados: 

Laura Martins - Autora do Blog Cadeira Voadora

Marcos Fontoura de Oliveira - Analista da BHTrans e Doutor em Ciências Sociais

Mediação: Marta Alencar – Psicóloga, fotógrafa e idealizadora da personagem agente de inclusão Tina Descolada

27 de outubro (terça- feira),18h 

Prosa e Literatura – com Pedro Muriel 

Pedro Muriel é um poeta brasileiro, original de Belo Horizonte, Minas Gerais. Seu trabalho autoral envolve narrativas de sua experiência cotidiana. Formado em relações internacionais, sua atuação profissional define como território as trocas culturais e as diversidades, incluindo importantes temas como a acessibilidade, os direitos humanos, a literatura e a arte. 

28 de outubro (quarta- feira), 16h às 18h 

Debate: Acessibilidade nas artes 

Uma abordagem sobre os modos de acessar a cidadania cultural. Estarão em diálogo as relações entre a cultura e os modos de acessar com respeito à subjetividade das experiências, ao acesso cultural a espaços e propostas estéticas, por meio de recursos de acessibilidade, pela mediação humana e pela comunicação acessível.

Convidados: 

David César  – Produtor inclusivo e consultor de acessibilidade do Estádio Mineirão

Pedro Prata - Coordenador da Escola de Gente e idealizador do app Vem CA

Mediação: Flávia Mayer - Professora do departamento de Comunicação da Universidade Federal da Paraíba. Atuação com ênfase nas áreas de audiovisual e acessibilidade, tradução audiovisual, processos de significação e audiodescrição.

29 de outubro (quinta- feira), 16h às 18h 

Debate: O que pode o corpo?

Partindo dessa pergunta, artistas compartilham suas experiências.

Convidados:

Oscar Capucho – Ator, dançarino e cego.

Juliana Saúde Barreto – Atriz e Fundadora do Núcleo de Criação e Pesquisa Sapos e Afogados

Viviane de Cássia Ferreira - Atriz e performer do Núcleo de Criação e Pesquisa Sapos e Afogados 

Mediação: Anamaria Fernandes - Professora do Curso de Graduação em Dança da UFMG e Diretora da Ananda Cia de Dança Contemporânea

29 de outubro (quinta- feira), 18h 

Performance Poética – Brisa Marques 

Brisa Marques é performer, jornalista, escritora e compositora. Tem 2 livros de poesia, lançados, respectivamente, em 2009 e 2018, "Entre as veias de fato" e "corpo-concreto”. Tem músicas gravadas por parceiros de diversas partes do mundo. Concebeu e atuou nas performances "Preparação para o fim do mundo", em 2012, realizada no SESC Palladium; e "1banda3", no SESC JK, em BH. Criou e apresentou os programas “Cardápio Cultural”, exibido pela BH News; “Ação ilimitada”, na Rede Minas; “Casa Aberta”, “Lusofonia, os vários sons da língua portuguesa”, “Disco de Pelúcia” e “Estúdio vivo”, exibidos pela Rádio Inconfidência; da qual foi também Diretora Artística.

30 de outubro (sexta- feira), 16h às 18h

Debate: Audiodescrição - a importância e os desafios da acessibilidade para pessoas com deficiência visual

O objetivo é apresentar a audiodescrição, recurso de acessibilidade que, ao ampliar o entendimento sobre obras e eventos culturais, esportivos, turísticos, pedagógicos e científicos, entre outros, aumenta as possibilidades de autonomia e participação social das pessoas com deficiência visual.

Convidados:

Anita Rezende - Roteirista e locutora de audiodescrição 

Bianca Dantas Anacleto - Roteirista e editora de audiodescrição

Elizabet Dias de Sá - Consultora em audiodescrição

Mediação: Lais Vitral – Gestora e produtora cultural

O “Seminário Acessa BH” é uma realização de Lais Vitral com gestão da Vitral Bureau Cultural. O projeto foi aprovado no Edital LMIC 2018-2019 - Fundo Municipal de Cultura, oriundo da Política de Fomento à Cultura Municipal (Lei 11.010/2016).

“Seminário Acessa BH”

De 26 a 30 de outubro de 2020, segunda a sexta-feira (vide horários na programação)

Local: Youtube - www.youtube.com/acessabh

Tradução em Libras. 

O acesso é gratuito, fazendo inscrição prévia pelo Sympla:

https://www.sympla.com.br/seminario-acessa-bh__965276

Informações: 

Facebook: https://www.facebook.com/acessabh/

Instagram: https://www.instagram.com/acessabh

As postagens contam com audiodescrição das fotos e imagens e uso das tags: 

#PraCegoVer  #PraTodosVerem #DescriçãoDaImagem

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Rubinho do Vale e Rafael Avelino no Sempre Um Papo



 
Rubinho participa da edição virtual
Foto: Mary Lane Vaz

O cantor e compositor Rubinho do Vale e o escritor e organizador do projeto “Tertúlia dos Vales”, Rafael Avelino, são os convidados do Sempre Um Papo para falaram sobre os seus trabalhos e a relação de ambos com Teófilo Otoni e a região dos vales do Jequitinhonha e do Mucuri. Essa será mais uma edição virtual do “Sempre um Papo” com transmissão ao vivo no Youtube, Instagram e Facebook do Projeto. O encontro será mediado pela jornalista Jozane Faleiro e vai acontecer no dia 15 de setembro, terça-feira, às 18h.

O Sempre Um Papo realiza uma série de conversas com escritores e artistas de algumas cidades de Minas Gerais, no intuito de valorizar a arte da região. As atividades integram o #SempreUmPapoEmCasa, sequência de eventos patrocinados pela Cemig com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais.

Rubinho do Vale é cantor e compositor, mineiro do vale do Jequitinhonha. Gravou 20 discos ao longo de 38 anos de carreira, sendo oito CD dedicados às crianças. Gravou  o primeiro DVD ao vivo em 2016, no Sesc Palladium em Belo Horizonte. Nos últimos anos, tem dedicado ao seu show com banda composta por nove músicos, realizando uma cantoria mineira, bem brasileira, que passeia pela diversidade musical do Brasil com foco na cultura popular. A música de Rubinho é inspirada, principalmente, na rica cultura de sua região o vale do Jequitinhonha, mas o artista canta as várias Minas, do sertão e da cidade. Além dos shows para  as crianças,  Rubinho faz uma oficina para educadores, a Cantoria Pedagógica. Sua música é hoje uma importante parceira da educação, sendo utilizadas por professores da primeira infância e ensino fundamental. Suas canções contribuem para a formação educacional, cultural e intelectual de diversas gerações. 

Rafael Avelino, nasceu em Teófilo Otoni (MG), no vale do Mucuri. É graduado em Ciências Econômicas pela UFVJM e mestre na mesma instituição em Gestão e Sociedade, escreve textos sobre política, cultura e outros temas em blogs, desde 2011. Atua em instituições de educação e negócios para microempreendedores. A partir de participação de projetos de extensão da UFVJM e de ações sociais promoveu eventos de cunho cultural que gerou encontros que estão reunidos no projeto Tertúlia dos Vales (Ed. Albatroz 2018). Trata-se da primeira obra coletiva de poesias organizado pelo escritor e sete escritores - Marina Cangussu, Isis Caldeira Prates, Vanessa Juliana, Cris Sabino, Sabiá Coitelinho, Vinícios Figueiredo, Luiz Bugarelli-, que reúne cerca de 70 poemas divididos em capítulos de cada autor. Por mais distintos que pareçam ser os temas, eles possuem singularidades; a visão de mundo a partir de uma determinada região, os vales do Mucuri e Jequitinhonha de Minas Gerais. A poesia contida na obra, além de tematicamente diversificada, passeia por trilhas pouco percorridas, lançando uma visão regionalizada sobre questões relacionadas ao amor, ao autoconhecimento, a política, as lutas cotidianas, a beleza da simplicidade. O projeto deste livro surgiu com uma proposta de incentivar a produção literária e cultural da região tantas vezes estigmatizada por estereótipos de pobreza e tantos outros. Tais estigmas escondem uma verdadeira riqueza de produção cultural de um povo resistente a condições impostas por ser uma região muitas vezes esquecida e que encontrou maneiras criativas de sobreviver e reproduzir seu modo de encantar o mundo.

#SempreUmPapoEmCasa com Rubinho do Vale e Rafael Avelino

Dia 15 de setembro, terça-feira, às 18h, no canais web do Sempre Um Papo: Youtube, no Facebook e Instagram

Informações: www.sempreumpapo.com.br

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Fliaraxá realiza semana sobre patronos e homenageados da nona edição do Festival

 O 9o. Fliaraxá – Festival Literário de Araxá, programado para acontecer no período de 28 de outubro a 1 de novembro, vai começar. E, na impossibilidade, dos encontros presenciais, devido à pandemia do Covid-19, o Festival apresenta cinco debates sobre os patronos (Calmon Barreto, Clarice Lispector e João Cabral de Melo Neto) e autores homenageados (Conceição Evaristo e José Eduardo Agualusa). Os encontros virtuais serão exibidos entre os dias 7 e 11 de setembro de 2020, segunda a sexta-feira, sempre às 20h, nos canais Youtube, Facebook e Instagram do Festival.


O Fliaraxá é patrocinado pela CBMM, via Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério do Turismo e conta com o apoio do Itaú. 

No dia 7 de setembro, segunda-feira, às 20h, Luiz Humberto França, um dos curadores locais do Fliaraxá, fará a mediação da conversa com os escritores Glaura Teixeira e José Otávio Lemos, sobre o patrono local, Calmon Barreto, pintor, escultor e desenhista, natural de Araxá.

No dia 8 de setembro, terça-feira, às 20h, Afonso Borges, curador e idealizador do Fliaraxá, conversa com o angolano José Eduardo Agualusa, um dos homenageados desta edição. O autor fala sobre sua literatura, sua vida e sobre o momento atual de pandemia. 

No dia 9 de setembro, quarta-feira, Afonso Borges bate-papo com a escritora Conceição Evaristo, também homenageada do 9o. Fliaraxá. A autora mineira que, atualmente, vive no Rio de Janeiro, relembra sua infância em Belo Horizonte, seu primeiro contato com os livros e as palavras. Durante 60 minutos, ela fala sobre a sua literatura e sua trajetória de resistência e conquistas como autora negra. Aos 73 anos, tendo publicado seu primeiro livro aos 44 anos, hoje, com diversos livros publicados, muitos prêmios e reconhecimento internacional, ela se considera uma exceção à regra em um país marcado pelo racismo estrutural.

Em 10 de setembro, quinta-feira, Antônio Carlos Secchin, ensaísta, poeta, membro da Academia Brasileira de Letras é o convidado de Afonso Borges para falar sobre João Cabral de Melo Neto, um dos patronos do Fliaraxá 2020, ano que se celebra seu centenário. Na conversa, Secchin, que é biógrafo de João Cabral, conta detalhes da vida literária do autor, o período que morou fora do Brasil, a relação com outros autores brasileiros e as peculiaridades da poesia e obra completa do escritor pernambucano. Secchin acaba de lançar o livro “De ponta a ponta”, no qual estuda toda a agudeza na obra do poeta, “desde o primeiro até o vigésimo e derradeiro livro de sua lavra, eu a percorro, literalmente, “de ponta a ponta””, adianta Secchin. 

No dia 11 de setembro, sexta-feira, Afonso Borges conversa sobre Clarice Lispector - também patrona desta edição e que em 2020 se celebra o seu centenário-, com a historiadora e escritora Heloisa Starling e com o escritor americano, radicado na Holanda, Benjamin Moser, biógrafo de Clarice Lispector.  

Essa nona edição tem como tema “Arte, Leitura e Tecnologias”. O Festival é idealizado pelo gestor cultural Afonso Borges, que compõe a curadoria com a historiadora Heloisa Starling, o sociólogo Sergio Abranches e o educador Leo Cunha. Os curadores locais são os escritores Luiz Humberto França, Rafael Nolli e Rodrigo Feres.