segunda-feira, 6 de julho de 2009

Conversamos com ele...


Por: Ricardo Bello

Ele é um dos atores mais talentosos e queridos pelo público. Sua presença na TV, seja em novelas ou entrevistas, é sinônimo de alto astral e boas risadas.

Ney Latorraca ou Antonio Ney Latorraca nasceu em Santos, litoral sul paulista, no dia 27 de julho. Os pais, Alfredo e Nena, eram crooners de cassino.

Sua estréia como ator foi ainda criança, aos 6 anos, na rádio Record, participando com Maria Amélia e Zé Rubens, ídolos dos tempos das radionovelas.

Em 1964, a montagem de uma peça teatral na escola chamou a atenção de Ney, que resolveu se inscrever para participar do elenco. Esta foi sua estréia no palco, com a peça "Pluft, O Fantasminha", de Maria Clara Machado, dirigida por Serafim Gonzales.

De lá para cá, Ney Latorraca não parou, fez mais de 20 peças no teatro, diversos trabalhos para a TV e cinema.

É com ele que batemos um papo divertido. Ney nos fala sobre vida pessoal, imitadores, música e outras coisas...confira:

Revista de Cultura - Ney, se não fosse ator que profissão seguiria?

Ney Latorraca - Medicina, porque os médicos cuidam do nosso corpo e cabeça. Os atores da alma.

Revista de Cultura - Sua família deu apoio quando você quis ser artista?

Ney Latorraca -Meus pais eram do meio e sabiam das dificuldades. Mas, perceberam a minha dedicação e determinação e aceitaram minha escolha.

Revista de Cultura - O que acha das imitações que os humoristas fazem de você?

Ney Latorraca -Quando você é imitado pelos grandes humoristas significa que conseguiu o máximo em popularidade. É só ver a lista: Pelé, Caetano, Roberto Carlos, Ronaldo, Romário e por aí vai...

Revista de Cultura - O que você gosta de fazer nas horas vagas?

Ney Latorraca -Ler e andar na Lagoa Rodrigo de Freitas aqui, no Rio, onde eu moro. São 8 quilômetros.

Revista de Cultura - Que tipo de música você gosta?

Ney Latorraca -Da boa música e sou eclético. De Beethoven à Marcelo D2, passando por Tony Bennett, Caetano, Chico Buarque, Rita Lee, Piaf.;..só para citar alguns.

Revista de Cultura - Prefere fazer comédia ou drama?

Ney Latorraca -Não tenho preferência. Sou um ator e transito bem nos dois gêneros. O que importa é o projeto.

Revista de Cultura - Se fosse convidado para ser político, aceitaria?

Ney Latorraca -Não tenho nenhum talento para ser político por razões óbvias.

Revista de Cultura - É verdade que você é contra a meia entrada nos teatros e cinemas?

Ney Latorraca - Sou contra, isso só existe no Brasil. São jogadas políticas. As promoções tem que partir das produções que investem nos espetáculos. Além disso, todos sabemos que a maior parte são carteiras falsificadas.

Revista de Cultura - O espaço é seu. Mande uma mensagem para os nossos leitores

Ney Latorraca -Sem precisar fazer média digo do fundo do meu coração: sou apaixonado pelo público mineiro. Adoro fazer temporada de teatro em beagá. Sou sempre muito bem tratado pelas pessoas e imprensa. Os mineiros são tudo de bom! Teatros maravilhosos como o Palácio das Artes. Só de falar me deu saudades.

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