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quinta-feira, 13 de novembro de 2025

AML recebe debate com a psicanalista e professora Mônica Januzzi

Foto: Divulgação 

Evento é a nova edição do Sábados Feministas, que acontece, excepcionalmente, em uma sexta-feira, dia 21 de novembro

Qual é o estatuto do amor, tantas vezes evocado na cena do crime de feminicídio pelo agressor como motivo para o último gesto de violência contra mulheres? O Sábados Feministas realiza, excepcionalmente em uma sexta-feira (21), uma edição dedicada ao tema “Romantismo e feminicídio à brasileira: quem ama mata?”, com palestra da psicanalista e professora Dra. Mônica Januzzi, da PUC Minas, estudiosa das implicações do amor romântico sobre a sociedade brasileira – a quinta em feminicídios do mundo. O evento acontece às 19h, na Academia Mineira de Letras e é aberto ao público.

Segundo a pesquisadora, o amor, frequentemente usado como justificativa para o crime, é “um amor narcísico, produto da identificação masculina ao ideal do Eu patriarcal”. Sob uma perspectiva crítica, de orientação psicanalítica e política, Mônica Januzzi analisa o corpo feminino na cena do feminicídio como expressão de uma cultura que naturaliza a misoginia, herdeira de estruturas coloniais e patriarcais. Em suas pesquisas, a psicanalista ouviu mulheres sobreviventes de tentativas de feminicídio, que relataram um ponto em comum: a crença no amor romântico como prisão simbólica, que paralisa e impede a ruptura com relações abusivas — mesmo diante da iminência da morte. Esse aprisionamento, observa Januzzi, se perpetua pela confluência de três fatores de risco: relações afetivas violentas, valores conservadores religiosos e indiferença do Estado.

O projeto Sábados Feministas é uma iniciativa da AML em parceria com o movimento Quem Ama Não Mata e acontece no âmbito do “Plano Anual Academia Mineira de Letras – AML (PRONAC 248139)”, previsto na Lei Federal de Incentivo à Cultura, e tem o patrocínio do Instituto Unimed-BH – por meio do incentivo fiscal de mais de cinco mil e setecentos médicos cooperados e colaboradores. O evento tem apoio do Esquina Santê.

SOBRE OS CONVIDADOS

Mônica Eulália da Silva Januzzi é psicanalista, Professora Adjunta no Departamento e no Programa de Pós-graduação Mestrado e Doutorado em Psicologia da PUC Minas, Doutora e Mestre em Psicologia pela PUC-Minas, e tem Pós-Doutorado em Estudos Psicanalíticos UFMG/FAFICH. É coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisa em Psicanálise e Crítica Social no Contemporâneo - LAPCRIS da PUC Minas, membro do GT Psicanálise, Clínica e Política da Associação Nacional de Pesquisa de Pós-Graduação em Psicologia -ANPEPP. Mônica também é membro do GT Psicanálise e Violências da Rede Interamericana de Psicanálise e Política - Redippol e do Comitê de Ética em Pesquisa - CEP, da PUC Minas. Desenvolve pesquisas nas temáticas da saúde mental, adolescências, feminino e violências de gênero na interface entre psicanálise e decolonialidade.

INSTITUTO UNIMED-BH

Completou 22 anos em 2025 e conta com o apoio de mais de 5,7 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. A associação sem fins lucrativos foi criada em 2003 e, desde então, desenvolve projetos socioculturais e socioambientais visando à formação da cidadania, estimulando o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, fomentando a economia criativa, valorizando espaços públicos e o meio ambiente, através de projetos patrocinados em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.

Sábados Feministas

Romantismo e feminicídio à brasileira: quem ama mata?

com Dra Mônica Januzzi,

Data: 21/11, sexta, às 19h – Portões abertos às 18h30

Local: Academia Mineira de Letras (Rua da Bahia 1466 - Lourdes, Belo Horizonte) 

Entrada gratuita

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

sábado, 11 de outubro de 2025

Sábados Feministas recebe a vereadora Juhlia Santos e o professor Marco Prado

Juhlia Santos 
Foto: Divulgação 
Apesar do intenso ativismo e de algumas conquistas de ordem jurídica, o panorama atual é adverso à população LGBTQIA+, principalmente pela ascensão da extrema direita e do neoconservadorismo no Brasil e no mundo. Mas por que o corpo trans incomoda tanto os conservadores? O que fazer diante de tanta rejeição expressa muitas vezes em violência? No sábado (18), o projeto Sábado Feminista, parceria entre a Academia Mineira de Letras e o movimento Quem Ama Não Mata, promove o debate “Transexualidades e travestilidades: despatologizar o olhar é preciso”. O encontro começa às 10h (portões abertos a partir das 9h30), na sede da AML (Rua da Bahia, 1466, Belo Horizonte), com entrada gratuita e aberta ao público.

O evento conta com a participação da vereadora e pesquisadora, Juhlia Santos, e do professor Marco Aurélio Máximo Prado, do Departamento de Psicologia da UFMG e coordenador do Nuh – Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT+. A conversa abordará os desafios enfrentados pela população trans e travesti diante do avanço do conservadorismo, mas também destacará conquistas, possibilidades de alianças políticas e o papel do transfeminismo na ampliação da luta feminista.

Para Juhlia Santos (PSOL), o transfeminismo amplia a definição do feminismo ao romper com essencialismos biológicos ao incluir as experiências de vida das pessoas trans como centrais para a análise feminista. "O transfeminismo não apenas modifica mas aprofunda a noção de feminismo ao evidenciar que a sua luta é pela autodeterminação de todos os corpos e gêneros", afirma. Juhlia Santos tem se dedicado a uma agenda de reivindicação de direitos que inclui desde o combate à violência cissexista à garantia de direitos reprodutivos para todas as pessoas, incluindo o direito à gestação por homens trans. Para ela, vertentes do feminismo tradicional branco, heterossexual e de classe média, teriam marginalizado historicamente mulheres negras, indígenas, pobres, lésbicas e trans. "O transfeminismo mostra, através de sua crítica, que não há uma essência única de mulher, mas múltiplas experiências que devem ser consideradas no horizonte feminista", completa a vereadora e pesquisadora.

O panorama atual é bastante regressivo do ponto de vista das políticas públicas, afirma o professor Marco Prado, que destaca o poder do ativismo nesse contexto. “O ativismo é fundamental para que existam direitos de igualdade para pessoas trans e LGBTQIA+. Sem o ativismo estaríamos ainda no campo da patologização e criminalização das diversidades corporais, sexuais e de gênero", completa. Esse ativismo inclui desde pesquisas científicas até a realização da Parada LGBTQIA+ , a qual tem trazido maior visibilidade e "resistência pública" e que, segundo Marco Aurélio M. Prado, incide no debate sobre temas "historicamente relegados à esfera privada".

O projeto Sábados Feministas é uma iniciativa da AML em parceria com o movimento Quem Ama Não Mata e acontece no âmbito do “Plano Anual Academia Mineira de Letras – AML (PRONAC 248139)”, previsto na Lei Federal de Incentivo à Cultura, e tem o patrocínio do Instituto Unimed-BH – por meio do incentivo fiscal de mais de cinco mil e setecentos médicos cooperados e colaboradores. O evento tem apoio do Esquina Santê.

SOBRE OS CONVIDADOS

Marco Aurélio Máximo Prado é Doutor em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo com experiência pós-Doutoral na Cátedra de Estudos Brasileiros na Universidade de Massachusetts/Amherst pela Fundação Fulbright. É professor associado IV da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É professor junto ao Programa de Pós-Graduação em Psicologia e coordenador do Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT+ (NUH/UFMG).

Juhlia Santos é a primeira mulher travesti, preta e quilombola a ocupar uma cadeira na Câmara Municipal de BH. É integrante do Kilombo Manzo Ngunzo Kaiango e militante LGBTQIAPN+, com atuação nas causas trans. Sua trajetória política institucional começou em 2018, quando se candidatou a deputada estadual. Em 2022, participou da chapa coletiva Mulheres Negras Sim, consolidando sua atuação em pautas sociais, ambientais e de justiça racial. Entre as prioridades de seu mandato, estão a emergência climática, a defesa dos quilombos, das comunidades e povos tradicionais, dos direitos da população LGBTQIA+, o enfrentamento ao racismo e o fortalecimento da cultura. Essas pautas a acompanham em toda a sua trajetória como artivista. É, também, agitadora cultural em diversos cenários de Belo Horizonte e atua no Carnaval de rua da cidade desde a sua retomada, compondo vários blocos. É graduada em Comunicação Social e pesquisadora de gênero há 15 anos.

INSTITUTO UNIMED-BH

Completou 22 anos em 2025 e conta com o apoio de mais de 5,7 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. A associação sem fins lucrativos foi criada em 2003 e, desde então, desenvolve projetos socioculturais e socioambientais visando à formação da cidadania, estimulando o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, fomentando a economia criativa, valorizando espaços públicos e o meio ambiente, através de projetos patrocinados em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.

Sábados Feministas

Transexualidades/Travestilidades: despatologizar o olhar é preciso

com Juhlia Santos e Marco Prado

Data: 18/10, sábado, às 10h – Portões abertos às 09h30

Local: Academia Mineira de Letras (Rua da Bahia 1466 - Lourdes, Belo Horizonte) 

Entrada gratuita.

 Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

quarta-feira, 23 de julho de 2025

Personagens femininas de Jorge Amado são tema do Sábados Feministas em BH

Foto: Divulgação 
Evento recebe o professor e crítico literário Eduardo de Assis Duarte, na AML, para o debate com entrada gratuita

Num universo literário povoado por personagens femininas fortes, sensuais, irreverentes e, acima de tudo, livres, o escritor baiano Jorge Amado criou figuras inesquecíveis da literatura brasileira – como Gabriela, Dona Flor, Tieta e Teresa Batista. É a partir do olhar atento e contemporâneo do professor e crítico literário Eduardo de Assis Duarte que essas mulheres serão revisitadas na próxima edição dos Sábados Feministas, que acontece em Agosto, no sábado (2), às 10h, na Academia Mineira de Letras (Rua da Bahia, 1466 – Belo Horizonte). A entrada é gratuita, com abertura dos portões às 9h30.

Doutor em Letras, professor da UFMG e referência nacional em estudos sobre literatura e interseccionalidade, Eduardo de Assis Duarte lançou em 2024 o livro Narrador do Brasil: Jorge Amado, leitor de seu tempo e de seu país, no qual propõe uma leitura tridimensional da obra do autor – a partir da articulação entre gênero, classe e etnicidade. Para Duarte, “gênero, classe e etnicidade são onipresentes na obra de Jorge Amado, e isso até então estava pouco explorado”.

A partir dessa perspectiva crítica, o pesquisador se debruça sobre romances como Cacau, Suor, Jubiabá e Capitães da areia, sem perder de vista as célebres protagonistas femininas da fase mais conhecida do escritor. “Jorge Amado desde o começo volta sua escrita para a elevação das mulheres do povo”, afirma Duarte. “Construídas a partir do ímpeto utópico que faz do romance um apelo por um mundo melhor, suas personagens femininas são inscritas como heroínas sempre em busca da liberdade e da superação da subalternidade a elas prescrita pelo patriarcado”.

A leitura do autor baiano como um intelectual comprometido com as transformações sociais do país é aprofundada com base em teóricas como Simone de Beauvoir e Angela Davis. Duarte identifica em personagens como Gabriela a encarnação precoce de pautas feministas contemporâneas: “sujeito de seu corpo e de sua vontade, Gabriela põe em prática o mantra ‘meu corpo, minhas regras’ bem antes da pílula anticoncepcional se popularizar no país”, analisa.

O projeto Sábados Feministas é uma iniciativa da AML em parceria com o movimento Quem Ama Não Mata e acontece no âmbito do “Plano Anual Academia Mineira de Letras – AML (PRONAC 248139)”, previsto na Lei Federal de Incentivo à Cultura, e tem o patrocínio do Instituto Unimed-BH – por meio do incentivo fiscal de mais de cinco mil e setecentos médicos cooperados e colaboradores. O evento tem apoio do Esquina Santê.

SOBRE O CONVIDADO

Eduardo de Assis Duarte integra o Programa de Pós-graduação em Letras – Estudos Literários, da Faculdade de Letras da UFMG e o Núcleo de Estudos Interdisciplinares da Alteridade – NEIA, dessa Instituição. É autor de Jorge Amado, romance em tempo de utopia (1996), Literatura, política, identidades (2005) e de Narrador do Brasil – Jorge Amado, leitor de seu tempo e de seu país (2024). Organizou, entre outros, de Machado de Assis afrodescendente (3ª ed., 2020); Literatura e Afrodescendência no Brasil – antologia crítica (4 vol., 2ª Reimpr., 2021); Literatura afro-brasileira – 100 autores do século XVIII ao XXI (2ª ed.,2019) e Literatura afro-brasileira – abordagens na sala de aula (2ª ed.,2019). Integra a Comissão Editorial do literafro – Portal da Literatura Afro-brasileira, com informações biobibliográficas, críticas e excertos de cerca de 230 autoras e autores afro-brasileiros.

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide


quarta-feira, 25 de junho de 2025

AML recebe Elza Cataldo e Elisa Tolomelli para falar sobre a presença das mulheres no cinema

Elza Cataldo - Foto: Bruno Magalhães 

Edição de julho dos Sábados Feministas acontecerá, excepcionalmente, numa quinta-feira. O evento tem entrada gratuita e é aberto ao público

Entrar numa seara – a do cinema – eminentemente masculina e imprimir uma marca feminina, seja na direção de filmes ou em sua produção, é o desejo que move a cineasta Elza Cataldo e a produtora audiovisual, Elisa Tolomelli. A partir dessa motivação, parte o tema do encontro que reúne as duas profissionais em mais uma edição dos Sábados Feministas, que excepcionalmente, acontece em julho, na quinta-feira(3), às 19h, na Academia Mineira de Letras. O evento é gratuito e aberto ao público. Elza Cataldo e Elisa Tolomelli têm em comum a paixão e a perseverança. No caso de Elza, pela ousadia de desconstruir imagens femininas de personagens históricas, como a rainha portuguesa Dona  Maria, a “louca”. Por essa característica já foi denominada como uma cineasta "intrépida". Quanto a Elisa Tolomelli, novas formas de produção e de interação com a equipe cinematográfica é proposta sob o olhar da produtora. 

"As mulheres quase sempre são mostradas por um olhar masculino como excessivamente erotizadas, manipuladoras, infantilizadas, sem inteligência. Isso eu quebrei desde meu primeiro filme, Vinho de rosas, de 2005", afirma Elza Cataldo. Já Elisa Tolomelli, quebrou paradigmas na forma de conduzir um set de trabalho. Para ela, tão importante quanto realizar um filme, é a forma de conduzir o processo: "ser mulher na produção é também transformar o modo de fazer: criar ambientes de trabalho mais éticos, respeitosos; redesenhar a forma de fazer um filme", comenta. Para ambas, em seus respectivos ofícios, o feminino não é fraqueza, é, principalmente, praticar uma escuta atenta, agir com firmeza – sem autoritarismo.

Ambas as convidadas do Sábados Feministas estão em pleno lançamento de trabalhos interessantes para a discussão: Elza Cataldo, o documentário “O silêncio de Eva”, sobre a atriz do cinema mudo Eva Nil, que rompeu com o sistema cinematográfico da época. Já Elisa Tolomelli está lançando o livro “E lá fui eu” (Literare Books) sobre sua trajetória no cinema, que inclui cerca de 40 projetos, abrangendo filmes e trabalhos audiovisuais – entre eles a produção executiva de Central do Brasil (1998), Lavoura Arcaica (2001) e Cidade de Deus (2002) . O livro ilumina também o próprio fazer cinematográfico, com toques preciosos para quem quer entender ou fazer cinema brasileiro.

O projeto Sábados Feministas é uma iniciativa da AML junto com o movimento Quem Ama Não Mata e acontecem no âmbito do “Plano Anual Academia Mineira de Letras – AML (PRONAC 248139)”, previsto na Lei Federal de Incentivo à Cultura, e tem o patrocínio do Instituto Unimed-BH – por meio do incentivo fiscal de mais de cinco mil e setecentos médicos cooperados e colaboradores. O evento tem apoio do Esquina Santê. 

SOBRE AS CONVIDADAS

Elza Cataldo é diretora, produtora e roteirista. Com curso em Cinematografia pela Universidade de Nanterre e Doutora pela Sorbonne, França, foi também professora e pesquisadora pela Universidade Federal de Minas Gerais. 

Em 2023,  lançou o longa-metragem As Órfãs da Rainha, que participou de diversos festivais internacionais. No Toronto International Women’s Film Festival, o filme foi agraciado com o prêmio de Melhor Filme Histórico. Além disso, a produção foi selecionada para o Washington Jewish Film Festival 2023 e conquistou o prêmio de Melhor Narrativa no Los Angeles Independent Women Film Awards. Participou também do Festival de Cinema Judaico de São Paulo e foi selecionado para a mostra competitiva do EnergaCameraImage, na Polônia, o maior festival de cinema dedicado exclusivamente à direção de fotografia. 

Entre outros trabalhos de Elza, estão o filme de longa-metragem “Vinho de Rosas” (Prêmio de Melhor Diretora Estreante no Festival Internacional de Batumi – Geórgia 2006 e Prêmios de Melhor Figurino, Melhor Cenografia e Melhor Som Direto no Festival de Maringá 2006); o filme de curta-metragem “O Crime da Atriz” (Prêmio de Melhor Curta Brasileiro do Júri e do Público e Prêmio TeleImage na Mostra Internacional de São Paulo 2007 e Menção Honrosa: Comédia no Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte 2008); o documentário “A Santa Visitação” e os curtas “O Ouro Branco”, “Lunarium” e “A Má Notícia”. Coprodutora dos filmes de longa-metragem “A Luneta do Tempo”, de Alceu Valença, e “Meu Pé de Laranja Lima”, de Marcos Bernstein. Foi coordenadora do Laboratório CINEPORT de Roteiros, consultora do ISVOR/FIAT sobre o tema Storytelling, palestrante e professora da Fundação Dom Cabral sobre estruturas narrativas, consultora do Programa Bahia Criativa (Minc/Secult) para desenvolvimento de roteiro, consultora da Casa da Economia Criativa/SEBRAE para projetos audiovisuais e líder do Núcleo Criativo de roteiros da Brokolis do Brasil. Exibidora de cinema em Belo Horizonte. Dirigiu ainda o filme de longa-metragem documentário “O Levante de Bela Cruz” e está finalizando o longa-metragem de ficção “A Pedra do Sino” e o longa-metragem "Maria, a Rainha Louca", sobre a história de Dona Maria I, rainha de Portugal e do Brasil. Neste último, exerce as funções de diretora, produtora e roteirista.

Elisa Tolomelli é responsável pela produção executiva de filmes de sucesso internacional, como Central do Brasil (indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro; eleito melhor filme em Berlim), Cidade de Deus (indicado ao Oscar em 4 categorias e vencedor de 52 prêmios internacionais) e Lavoura Arcaica (multipremiado em todo o mundo), Elisa Tolomelli também acumula experiência em outras etapas da produção nas áreas de cinema e televisão, incluindo roteiro, direção e distribuição – como Diretora Comercial da RioFilme, aliás, comandou o lançamento de mais de trinta filmes, entre eles Terra Estrangeira de Walter Salles Jr. e O Menino Maluquinho de Helvécio Ratton.

 Há 30 anos, a cineasta fundou a EH! Filmes, onde se consolidou como uma das principais produtoras de cinema do país. Tire 5 Cartas, protagonizado por Lília Cabral, lançado em 2023, é o nono longa de sua empresa, que conta em seu portfólio com Mulheres do Brasil, Como Esquecer, Margaret Mee e a Flor da Lua, A Floresta Que Se Move, entre outros. Ao mesmo tempo, coproduz o documentário Porto Caribe, dirigido por Marco André, e o novo filme de Helvécio Ratton, Só Não Posso Dizer o Nome, ambos em finalização. Bacharel em Comunicação Social e pós-graduada em Cinema, em 2003/2004 Elisa idealizou e produziu o projeto “Oficinas Itinerantes de Cinema” - que capacitou e reciclou profissionais de cinema fora do eixo Rio-São Paulo. A partir de 2011 Elisa passou a ministrar cursos de Produção e Produção Executiva junto a instituições como Fundação Getúlio Vargas, Escola de Cinema Darcy Ribeiro, ABC Cursos de Cinema, Bucareste Ateliê de Cinema, Sesi/MG, além de plataformas digitais como Crescent e Hotmart.

INSTITUTO UNIMED-BH

Completou 22 anos em 2025 e conta com o apoio de mais de 5,7 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. A associação sem fins lucrativos foi criada em 2003 e, desde então, desenvolve projetos socioculturais e socioambientais visando à formação da cidadania, estimulando o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, fomentando a economia criativa, valorizando espaços públicos e o meio ambiente, através de projetos patrocinados em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.

Dirigir, produzir cinema:  as aventuras de duas mulheres intrépidas

com Elza Cataldo e Elisa Tolomelli 

Data: 03/07, quinta, às 19h – Portões abertos às 18h30

Local: Academia Mineira de Letras (Rua da Bahia 1466 - Lourdes, Belo Horizonte) 

Entrada gratuita

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

segunda-feira, 21 de abril de 2025

O machismo conectado - redes sociais e violência de gênero: série “Adolescência” inspira debate do Sábado Feminista

Foto: Divulgação 
Evento recebe Karina Junqueira e Ana Carolina Fonseca para discussão sobre as origens do masculinismo enquanto movimento internacional. Entrada gratuita

Agressões físicas e verbais, discursos de ódio às mulheres, aumento exponencial dos feminicídios: tudo isso se inscreve numa tendência mundial em que as conquistas alcançadas, principalmente por ação do feminismo, têm provocado uma reação violenta de muitos homens, os "masculinistas", abrigados em fóruns de discussão, na chamada "machosfera". Este é o tema do próximo Ciclo de Debates Sábados Feministas, projeto da Academia Mineira de Letras (AML), em  Belo Horizonte, em parceria com o Movimento Quem Ama Não Mata, neste sábado (26), às 10 horas : "O machismo conectado - redes sociais e violência de gênero". O debate  tem entrada gratuita.

A partir da análise da série inglesa "Adolescência", as convidadas Karina Junqueira, professora doutora em Ciência Política, da PUC Minas, e Ana Carolina Fonseca, cientista social e educadora, vão mostrar as origens e o funcionamento desse movimento, que tem ligações com o neonazismo, acrescido de uma forte misoginia, um ódio às mulheres, notadamente às feministas. Para além dos discursos violentos, que pregam a submissão das mulheres e sua obrigação de seguir um determinado comportamento e estética, o movimento masculinista mostrou, inclusive, ter conexões, no Brasil, com muitos atentados a escolas, entre eles o de Realengo, no Rio de Janeiro (2011) e o de Suzano, em São Paulo (2019). 

As palestrantes também vão discorrer acerca da atuação do movimento no país e sua ligação, nos últimos anos, com governos de extrema direita, a exemplo de Bolsonaro:  de 72 células nazistas em 2015, este número subiu para 1117 em 2022. "A discussão reflexiva mostra a importância de políticas preventivas e de intervenções digitais para mitigar a difusão da violência contra as mulheres nas redes sociais e na chamada ‘vida real’ - ambas intrinsecamente interligadas”, afirma a professora Ana Carolina Fonseca.

O evento acontece no âmbito do “Plano Anual Academia Mineira de Letras – AML (PRONAC 248139)”, previsto na Lei Federal de Incentivo à Cultura, e tem o patrocínio do Instituto Unimed-BH – por meio do incentivo fiscal de mais de cinco mil e setecentos médicos cooperados e colaboradores.

SOBRE AS CONVIDADAS

Ana Carolina Chaves Fonseca possui licenciatura e bacharelado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), com conclusão em 2024. Atualmente, cursa pós-graduação lato sensu em nível de MBA em Gestão de Projetos pela ESALQ-USP. Atua como educadora social, desenvolvendo atividades voltadas para a promoção de direitos, cidadania e inclusão social, com foco em contextos de vulnerabilidade.

Karina Junqueira Barbosa é doutora em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com período sanduíche realizado no King’s College London entre 2008 e 2013. Realizou três pós-doutorados: em Comunicação e Cultura pela Escola de Comunicação da UFRJ (2014), em Filosofia Política pela Universidade Federal de Minas Gerais (2016) e em Relações Internacionais pela PUC Minas (2019). Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais (1996), graduação em Direito pela Faculdade Milton Campos (2004), mestrado em Ciência Política pela UFMG (2002) e especialização em Administração e Planejamento de Projetos Sociais pela UNIGRANRIO (2006). É professora adjunta do Departamento de Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, onde coordena a especialização em Cidadania e Direitos Humanos no contexto das Políticas Públicas, ofertada pelo IEC/PUC Minas. Coordena o grupo de pesquisa em Gênero e Relações Internacionais da PUC Minas.

INSTITUTO UNIMED-BH

Completou 21 anos em 2024 e conta com o apoio de mais de 5,7 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. A associação sem fins lucrativos foi criada em 2003 e, desde então, desenvolve projetos socioculturais e socioambientais visando à formação da cidadania, estimulando o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, fomentando a economia criativa, valorizando espaços públicos e o meio ambiente, através de projetos patrocinados em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.

Sábados Feministas: O machismo conectado - redes sociais e violência de gênero

Com Karina Junqueira, professora doutora em Ciência Política, e Ana Carolina Fonseca, cientista social e educadora

Data: 26/04, sábado, às 10h – Portões abertos às 9h30

Local: Academia Mineira de Letras (Rua da Bahia, 1466 - Lourdes, Belo Horizonte) 

Entrada gratuita.

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

terça-feira, 6 de agosto de 2024

Violência e Masculinidades: desafios da Cultura entram em debate

Foto: Divulgação 


Parceria entre a Academia Mineira de Letras e o Movimento Quem Ama Não Mata promove, até novembro deste ano, encontros mensais com discussões sobre a pauta feminista.

No sábado (10), das 10h às 11h30, a Academia Mineira de Letras é palco para debate em torno do tema “Violência e masculinidades: desafios da cultura” no projeto Sábados Feministas. Participam a socióloga Elizabeth Maria Fleury-Teixeira, o psicanalista Felipe Lattanzio e o juiz Marcelo Gonçalves de Paula. O evento resulta de parceria da Academia Mineira de Letras com o movimento feminista QANM – Quem Ama Não Mata. Os portões abrem 30 minutos antes do início do evento, que acontece no auditório da AML (Rua Da Bahia, 1466 - Lourdes, Belo Horizonte).

Com entrada gratuita e interpretação em Libras, a palestra ocorre no âmbito do projeto “Plano Anual Academia Mineira de Letras – AML (PRONAC 235925)”, previsto na Lei Federal de Incentivo à Cultura e tem o patrocínio do Instituto Unimed-BH – por meio do incentivo fiscal de mais de cinco mil e seiscentos médicos cooperados e colaboradores.

“A ideia é debater sobre essa naturalização da violência de gênero, ensinada, de geração a geração, por meio do desprezo a valores ligados ao feminino e do receio de perda de ‘identidade masculina’, comenta a coordenadora do movimento Movimento Quem Ama Não Mata (QANM), Mirian Chrystus.

Quais seriam as origens de tanta violência de homens contra mulheres mostrada não só pela mídia, mas, principalmente, a que ocorre, anonimamente, no cotidiano doméstico?  O senso comum acostumou-se a explicações de ordem econômica e até biológica, o excesso de testosterona. Como demonstra a pesquisa nacional realizada em 2023, pelo Instituto de Pesquisa Data Senado: 68% das brasileiras tem uma amiga, familiar ou conhecida que já sofreu violência doméstica, sendo a mais predominante a violência física, reportada por 89% das brasileiras. 

Uma linha de pensamento vem se impondo: a violência socialmente construída, como reflexo de um aprendizado iniciado na infância e reforçado ao longo da vida. Este é o objetivo da palestra: compreender o fenômeno da violência contra as mulheres como processo cultural, que constrói a identidade masculina baseada num paradoxo: em relações de desigualdade entre os sexos, conferindo poder e privilégios aos homens e, por outro lado, o medo de que essa masculinidade se desvaneça no contato com o outro. “O resultado é uma rigidez de corpo e mente, a par com a violência: o horror diante da possibilidade de perda da identidade sexual. Mas, assim como há o aprendizado da violência, o processo pode ser revertido e homens agressores aprenderem a lidar com a alteridade, em que os beneficiários dessa mudança sejam todos os envolvidos e a própria sociedade”, acredita Chrystus. 

Convidados

Elizabeth Maria Fleury-Teixeira: Pesquisadora da Fiocruz Minas e integrante do Movimento Quem Ama Não Mata (QANM) é doutora em Sociologia pela UFSCar. Tem pós-graduação em Ciência Política e Mestrado em Sociologia pela UFMG. Coordenou, em parceria com Stela Meneghel, da UFRGS, o "Dicionário Feminino da Infâmia - acolhimento e diagnóstico de mulheres em situação de violência", publicado pela Editora Fiocruz (2015). Em parceria com o QANM, coordenou projeto de resgate da memória do feminismo mineiro, resultando, em 2023, na criação de plataforma da Fiocruz Minas para abrigar o website: "Vermelho Carmim - uma história das mineiras em luta por seus direitos”. Desde 2016, vem desenvolvendo estudos sobre as formas de socialização vividas por homens punidos pela Lei Maria da Penha. É também jornalista e poeta.

Felipe Lattanzio: Psicanalista, doutor em psicologia pela UFMG com estágio doutoral no CNAM/Paris, é autor do livro "O lugar do gênero na psicanálise: metapsicologia, identidade, novas formas de subjetivação", entre outras publicações. Foi coordenador geral do Instituto Albam, no qual recebeu o prêmio "Objetivos de desenvolvimento do milênio", da ONU. É professor da PUC/Minas.

Marcelo Gonçalves de Paula: Juiz titular do 2° juizado de violência doméstica e familiar da comarca de Belo Horizonte desde 2016, é integrante da coordenadoria da mulher em situação de violência do TJMG e membro da diretoria do Fórum Nacional de Juízas e Juízes de Violência Doméstica (FONAVID). Mestre em Direitos Humanos pela ENFAM do Superior Tribunal de Justiça, idealizador da Audiência de Fortalecimento e do Programa Construindo Igualmente do TJMG e do fluxo/procedimento  de atendimento das demandas em violência de gênero, no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC), da Comarca de Belo Horizonte/TJMG. Integrou o Grupo de Pesquisa do Conselho Nacional de Pesquisa (CNJ), em 2020/2021, sobre o mapeamento nacional de grupos reflexivos. 

Instituto Unimed-BH

Completou 20 anos em 2023. A associação sem fins lucrativos foi criada em 2003 e, desde então, desenvolve projetos socioculturais e socioambientais visando à formação da cidadania, estimulando o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, fomentando a economia criativa, valorizando espaços públicos e o meio ambiente. Ao longo de sua história, o Instituto destinou cerca de R$ 190 milhões por meio das leis de incentivo municipal e federal, fundos do idoso e da criança e do adolescente, com o apoio de mais de 5,6 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. Em 2023, mais de 20 mil postos de trabalho foram gerados e 2 milhões de pessoas foram alcançadas por meio de projetos em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.

SÁBADOS FEMINISTAS: parceria da AML e do QANM

Debate: “Violência e masculinidades: desafios da cultura”

Convidados: Elizabeth Maria Fleury-Teixeira, Felipe Lattanzio e Marcelo Gonçalves de Paula

Quando: 10 de agosto, sábado

Horários: Abertura dos portões às 9h30 e início do debate às 10h. 

Às 11h30 - venda de camisetas e livros relacionados ao tema. Encerramento às 12h.

Local: auditório da Academia Mineira de Letras

(Rua da Bahia, 1466 – Lourdes, BH)

Acesso gratuito | Interpretação em Libras 

Informações para o público: Instagram @amletras

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

quarta-feira, 5 de junho de 2024

“Sábados Feministas” traz para a Academia Mineira de Letras a palestra “Política & Feminismo: conquistas, desafios, violências”

Foto: Divulgação
Parceria entre a AML e o movimento Quem Ama Não Mata, ciclo de debates segue até novembro, sempre com uma palestra mensal sobre questões relacionadas à pauta feminista.

No sábado (15), a Academia Mineira de Letras (AML), em Belo Horizonte,  em parceria com o movimento Quem Ama Não Mata, traz a palestra “Política e Feminismo: conquistas, desafios e violências” que propõe debate sobre a participação das mulheres na esfera pública da política com Branca Moreira Alves - feminista histórica e autora do clássico "Ideologia & feminismo: aluta da mulher pelo voto no Brasil", de 1980, - e a Drª. Marlise Matos - professora e pesquisadora do Departamento de Ciência Política da UFMG e coordenadora do Núcleo de Estudos e

Pesquisas sobre a Mulher (NEPEM/UFMG). O evento acontece no auditório da AML, a partir das 10h, com abertura de portões 30 minutos antes.

Com entrada gratuita e interpretação em Libras, a palestra acontece no âmbito do Plano Anual Academia Mineira de Letras – AML (PRONAC 235925), realizado mediante a Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Instituto Unimed-BH – por meio do incentivo fiscal de mais de cinco mil e seiscentos médicos cooperados e colaboradores.

Em alguns países como a Inglaterra, a luta pelo direito ao voto feminino consumiu as energias de várias gerações de mulheres enfrentando a violência social e policial. Hoje, esse direito se estende por quase todo o mundo. Mas como está efetivamente a participação das mulheres na esfera pública da política? Esta edição do Sábados Feministas conta com parceria do  NEPEM/UFMG, que, neste ano, completa 40 anos de estudos sobre a mulher. Entre as ações de celebração, o NEPEM lançou a Cartilha Violência Política Contra as Mulheres em Perspectiva Interseccional, na qual enfatiza o que seja o maior obstáculo à participação das mulheres no espaço público: o aspecto racial. Elas enfrentam piadas, gestos, assédio, agressões de caráter verbal, intimidação sexual e, no limite, sendo assassinadas. Também no limite, a própria democracia sendo ameaçada, pois não há justiça social sem o reconhecimento da cidadania negra no país.

Em seu estudo clássico da luta pelo voto feminino no Brasil, Branca Moreira Alves mostra como as sufragistas se valeram de sua situação de classe burguesa para conseguir apoios e fazer alianças. Isso foi efetivo para o sucesso da luta - o direito ao voto, por aqui, foi alcançado em 1932 - mas custou uma não radicalização da luta, uma vez que se limitou à esfera jurídica e não abordou a necessidade de mudanças nos costumes e no papel da mulher, quase sempre restrito ao espaço doméstico, como mãe e esposa a desempenhar suas obrigações do cuidado do lar.

Em certa passagem de seu livro, a autora afirma: "O sufragismo sufocou o feminismo". E essa domesticação do feminismo em sua potencial rebeldia é cobrada hoje por movimentos feministas contemporâneos”, diz.

Já Marlise Matos vai mostrar como, nos dias atuais, esse direito é cerceado desde a manifestação do desejo de uma mulher a ser candidata, durante a campanha e, principalmente, depois de eleita: o desprezo pela palavra das parlamentares, a designação para comissões menos importantes, as ofensas pelas redes sociais sempre enfocando o sexo/gênero até ameaças de morte: em Minas Gerais, deputadas ameaçadas trabalham com escolta policial. A professora também vai falar das estratégias para enfrentar esses gigantescos obstáculos de intolerância política, trazendo dados sobre vereança e prefeituras de Minas, a fim de se reforçar a importância de mulheres votarem em mulheres, comprometidas com os direitos de gênero.

O debate com Branca Moreira Alves e Marlise Matos pretende demonstrar que essa luta é, interseccionalmente, de todas as mulheres, que, apesar dos insistentes desestímulos, não desistem: continuam na luta para exercer plenamente o direito de votar e de serem votadas; de participar da arena política de forma democraticamente crítica e igualmente assertiva.

Sobre as palestrantes:

Marlise Matos é Doutora em Sociologia pelo Instituto Universitário de Pesquisas (SBI/IUPERJ) com formação complementar em Direito Internacional dos Direitos Humanos pela Universidad de la Republica e Universidad de Buenos Aires com apoio das Nações Unidas. É professora associada do Departamento de Ciência Política da UFMG e coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher ( Nepem). Entre suas publicações destacam-se "O campo críticoemancipatório das diferenças e a quarta onda latino-americana como experiência da descolonização acadêmica" e "A institucionalização acadêmica dos estudos de gênero e

feministas na ciência política brasileira". Organizou o I Seminário Internacional de Feminismo na UFMG, em 2006, marcando a retomada do feminismo massivo em BH. Atualmente tem se dedicado à pesquisa da violência política contra as mulheres em perspectiva interseccional. 

Branca Moreira Alves nasceu em Boston, Estados Unidos, em 1940. Formada em Direito e História pela Universidade da Califórnia, Berkeley, onde começou seu engajamento no movimento feminista. De volta ao Brasil, cursou Mestrado em Ciências Políticas e Direito. Em 1975, Ano Internacional da mulher, participou da organização do Seminário Pesquisa sobre o papel e o comportamento da mulher brasileira, na Associação Brasileira de Imprensa, considerado o marco inicial do feminismo da "segunda onda" como movimento político organizado no Brasil. Em seu mestrado, concluído em 1976, entrevistou grandes nomes do feminismo ao pesquisar o movimento sufragista brasileiro. Indicada pelo movimento feminista carioca, foi a primeira presidente , em 1987, do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher RJ.

Em 1992 inaugurou e dirigiu o escritório para o Brasil e o Cone Sul do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher. É autora do clássico "Política e ideologia: a luta da mulher pelo voto no Brasil " e de "O que é feminismo", juntamente com Jacqueline Pitanguy.

Instituto Unimed-BH

Completou 20 anos em 2023. A associação sem fins lucrativos foi criada em 2003 e, desde então, desenvolve projetos socioculturais e socioambientais visando à formação da cidadania, estimulando o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, fomentando a economia criativa, valorizando espaços públicos e o meio ambiente. Ao longo de sua história, o Instituto destinou cerca de R$ 190 milhões por meio das leis de incentivo municipal e federal, fundos do idoso e da criança e do adolescente, com o apoio de mais de 5,6 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH. Em 2023, mais de 20 mil postos de trabalho foram gerados e 2 milhões de pessoas foram alcançadas por meio de projetos em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.

CICLO DE DEBATES SÁBADOS FEMINISTAS

PALESTRA “Política e Feminismo: conquistas, desafios e violências”

Com Branca Moreira Alves e Marlise Matos

15 de junho, sábado - às 10h (abertura de portões 30 min. antes)

Local: auditório da Academia Mineira de Letras

(Rua da Bahia, 1466 – Lourdes)

Acesso gratuito | Interpretação em Libras

Informações para o público:

Instagram @amletras

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Mostra ​“Cartografia Imaginária: Rua da Bahia” na Academia Mineira de Letras

Foto: Bruna Brandão
A mostra “Cartografia Imaginária: Rua da Bahia”, em cartaz na Academia Mineira de Letras até 20 de novembro, propõe aos visitantes um olhar contemporâneo sobre a história literária e urbana da Rua da Bahia. Percorrendo objetos, textos, fotografias, como se estivessem em movimento no tempo, recria o espaço dessa narrativa, reativando a presença de personalidades que marcaram época e de lugares importantes na trajetória cultural da capital mineira. Tomando a via como personagem, os curadores Marconi Drummond e Maurício Meirelles nos levam a investigar e reconhecer de perto a trajetória da construção material e simbólica da Rua da Bahia ao longo de sua existência.

Para que o público possa embarcar nesse passeio pelo tempo, o setor Educativo da exposição oferece, com o patrocínio do BDMG Cultural, a vivência “Subir Bahia”.

A vivência “Subir Bahia” acontece nos dias 15,16,17,18,19 de novembro, em períodos  da manhã e da tarde, mediante agendamento. Trata-se de uma visita guiada pela emblemática rua da Bahia, percorrendo alguns pontos de sua arquitetura e locais que se tornaram símbolos. Uma vivência para ativar conhecimentos, memórias, afetos e a imaginação. O ponto de encontro para o início da caminhada é o coreto do Parque Municipal, um dos lugares mais importantes da cidade. Depois de uma conversa introdutória, é feita uma caminhada pela Avenida Afonso Pena, sentido mercado das flores, onde se inicia a subida desta, que já foi a rua mais importante da cidade de Belo Horizonte.

No trajeto, acontecerão mediações sobre alguns dos edifícios, monumentos, histórias e referências literárias dessa rua, finalizando a vivência na Academia Mineira de Letras (AML), onde os visitantes poderão conhecer um pouco mais da história do prédio, além de uma breve visita ao casarão construído no início da década de 1920 e tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG).

Sobre a exposição “Cartografia Imaginária: Rua da Bahia”

No traçado de uma nova e moderna cidade, Belo Horizonte nasceu como se seu mapa fosse um grande tabuleiro de xadrez e a Rua da Bahia ganhou posição estratégica, ligando pontos importantes da capital planejada. Não à toa, ela se consolidou como parte essencial da vida de quem por aqui passou e é isso que a exposição “Cartografia Imaginária: Rua da Bahia” traz para o público.

Organizada em torno de dez núcleos expositivos que dialogam entre si, a exposição percorre a via e suas cercanias, desde o Ribeirão Arrudas até a Praça da Liberdade. Ao invés de adotar um conceito linear e temático, a estrutura da exposição toma a Rua da Bahia como síntese das ideias de “cidade alta” – diurna e solar, ligada ao poder e às regras sociais – e “cidade baixa” – noturna e profana, ligada ao corpo e suas práticas: os dois focos de uma elipse cujo ponto de partida é também o de chegada, na bela imagem-metáfora criada pelo professor João Antônio de Paula para se referir à Rua da Bahia.

Academia Mineira de Letras – Rua da Bahia, 1.466, Belo Horizonte/ MG

Exposição “Cartografia Imaginária: Rua da Bahia”

Até 20 de novembro

Funcionamento: de terça a sexta das 10h às 19h

Sábado e domingos, das 10h às 16h

Entrada gratuita.

Vivência “Subir Bahia” - Um Passeio Pela “Cartografia” Da Rua Da Bahia-

Dias 15, 16 de novembro

Manhã: 9h30 às 11h | Tarde: 16h às 17h30

Dias 17 e 18 de novembro

Manhã:  9h30 às 11h | Tarde: 14h00 às 15h30 e 16h às 17h30

Dia 19 de novembro

Manhã: 9h30 às 11h | Tarde: 13:30 às 15h

Vagas: 10 pessoas por turma (preenchimento das turmas por ordem de inscrição)

Público: interessados na vivência acima de 18 anos ( menores de 18 anos acompanhados por responsável legal com envio da comprovação para o

e-mail: educativo.aml@gmail.com)

Atividade mediante agendamento:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScny9PuUuNOVZwgnQ5N99g4tsnRe8Ffb1A3s_8vkpyIkYwo9A/viewform

 Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!                 

quarta-feira, 6 de julho de 2022

Silviano Santiago fala sobre "Ser jovem na Belo Horizonte dos anos 50"

Foto: Marcelo Tabach
O escritor e professor Silviano Santiago, membro da Academia Mineira de Letras, participou do Sempre Um Papo para falar sobre o tema "Ser jovem na Belo Horizonte dos anos 50". A conversa, mediada por Afonso Borges, que foi pré-gravada, vai ao ar no YouTube e Facebook do projeto, nesta quinta-feira (7), às 19h.

O Sempre Um Papo  é viabilizado com o patrocínio do Instituto Cultural Vale, Cemig e Usiminas, com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo. 

A juventude de Belo Horizonte na década de 50

No bate-papo com o jornalista Afonso Borges, Silviano abordou o contexto em que estava inserida a juventude da capital mineira na segunda metade do século XX. O autor pontuou as tendências que marcaram o cinema, a literatura, a pintura e o teatro da época, revelando como BH despontou como um importante polo cultural e artístico naquele período.

Um dos pontos destacados por Silviano ao longo da conversa foi a influência de Minas Gerais nas obras do Modernismo, principalmente no que diz respeito às questões culturais indígenas. Isso porque, estas questões vieram à tona na obra de modernistas como Oswald de Andrade e Mário de Andrade após uma viagem que eles fizeram ao estado, em 1924. É o caso, por exemplo, do Manifesto da Poesia Pau-Brasil, publicado no mesmo ano, e do livro Macunaíma, de 1928. “Os modernistas voltam para São Paulo descobrindo que há necessidade de criar uma nova ancestralidade para o Brasil. A ancestralidade indígena surge de uma viagem à Minas Gerais”, afirmou Santiago.

Outro tema abordado pelo autor durante o bate-papo foi a relevância de Belo Horizonte dentro do cenário artístico brasileiro e internacional em meados da década de 50. Silviano exemplifica isso lembrando que o dramaturgo e escritor irlandês Samuel Beckett escolheu o Museu de Arte da Pampulha, que à época era um cassino, para encenar uma de suas peças, depois que ele já havia se aposentado. “Foi a primeira encenação ‘de fim de jogo’ de Beckett na América Latina”, contou Silviano.

Sobre o autor

Silviano Santiago nasceu em Formiga, no interior de Minas Gerais, em 1936. Doutor em letras pela Sorbonne, Silviano começou a carreira lecionando em renomadas universidades norte-americanas. Transferiu-se posteriormente para a PUC-Rio e é, hoje, professor emérito da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Silviano é autor de romances, livros de contos e ensaios, entre eles “Machado” (2016), “Stella Manhattan” (1985) e “Em Liberdade” (1981). Pelo conjunto de sua obra, recebeu o prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras e o José Donoso, do Chile. Além disso, por seis vezes, foi vencedor do prêmio Jabuti, a mais tradicional premiação literária do Brasil. Em 2021, Silviano foi eleito membro da Academia Mineira de Letras. 

Sempre um Papo – 36 anos

Criado em 1986, pelo jornalista Afonso Borges, o Sempre Um Papo é reconhecido como um dos programas culturais de maior credibilidade do país. O projeto realiza encontros entre importantes nomes da literatura e personalidades nacionais e internacionais com o público, ao vivo, em auditórios e teatros.

Em sua história, já ultrapassou os limites de Belo Horizonte e chegou a 30 cidades, em oito estados do país, tendo sido realizado também em Madri, na Espanha. Em 35 anos de trabalho, aconteceram mais de 7 mil eventos, que reuniram um público superior a 2 milhões de pessoas.

Sempre Um Papo com Silviano Santiago

Dia 7 de julho, quinta-feira, às 19h

Local: YouTube e Facebook do Sempre Um Papo

Informações: www.sempreumpapo.com.br

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Ejef celebra acordos que exaltam tradição literária de Minas

Solenidade aconteceu na quarta-feira
Foto: Cecilia Pederzoli
Parcerias reúnem Associação dos Magistrados Mineiros e Academia Mineira de Letras

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais, por meio da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), assinou, na quarta-feira (2), três acordos de cooperação técnica que exaltam a tradição literária de Minas e a memória de dois grandes juristas do estado. As parcerias envolvem a Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis) e a Academia Mineira de Letras (AML).

A solenidade de assinatura dos convênios, conduzida pelo 2º vice-presidente do TJMG e superintendente da Ejef, desembargador Tiago Pinto, contou com as presenças do 1º vice-presidente, desembargador José Flávio de Almeida; do corregedor-geral de Justiça, desembargador Agostinho Gomes de Azevedo; do presidente da Amagis, juiz Luiz Carlos Rezende e Santos; e do presidente da AML, Rogério Faria Tavares.

Também estiveram presentes a superintendente adjunta da Ejef, desembargadora Mariangela Meyer; o desembargador Alberto Diniz, ex-presidente da Amagis; o desembargador Maurício Pinto Ferreira; o responsável pela Diretoria Executiva de Gestão da Informação (Dirged/TJMG), Fernando Rosa de Souza; o responsável pelo Centro de Tecnologia e Mídias Digitais (Ceted/Ejef), Leonardo Vianna; o guardião da obra do jurista e escritor Godofredo Rangel, Márcio Sampaio; e o diretor executivo de Comunicação do TJMG Sérgio Galdino.

Livros e podcasts

Um dos convênios celebrados prevê a reedição, em parceria com a Amagis, do livro “Memórias do juiz mais antigo do Brasil”, obra de quatro volumes de autoria do escritor, jurista e magistrado mineiro Hermenegildo Rodrigues de Barros. Editada originalmente pela Imprensa Nacional, em 1942, a obra teve, na época, apenas uma edição limitada de 500 exemplares, dos quais um se encontra na coleção de obras raras do TJMG.

Fruto de parceria entre a Ejef, a Amagis e a Academia Mineira de Letras, outro acordo de cooperação celebrado nesta quarta-feira tem por objetivo a edição de obra compilando quatro romances do também magistrado e escritor mineiro José Godofredo de Moura Rangel. São eles: “Vida ociosa”, “Falange gloriosa”, “Os bem-casados” e “A filha”.

Também nessa quarta-feira, foi renovada parceria entre a escola judicial e a Academia Mineira de Letras para a realização da segunda temporada do projeto Vozes Poéticas. A iniciativa surgiu para valorizar a produção poética mineira, resgatando o legado de autores que honraram as melhores tradições literárias de Minas.

Por meio da produção de podcasts que oferecem a leitura de obras de grandes poetas mineiros, a iniciativa tem permitido o entrelaçamento entre memória, história, educação e formação. Nessa segunda fase, que estreia em março, serão destacados oito poetas: Alphonsus de Guimaraens Filho; Emílio Moura; Belmiro Braga; Édison Moreira; Elizabeth Rennó; Yeda Prates Bernis; Maria José de Queiroz; e Maria Esther Maciel.

Comemoração tríplice

“Este é um momento de comemoração tríplice. É muito importante trazer a cultura para dentro do ambiente judiciário. Essas iniciativas aumentam a percepção humanística do juiz e elevam a memória de grandes magistrados, para que não se perca. São projetos que trazem um importante sentimento de preservação e de cultura, e que vão ao encontro dos ideais da Ejef”, afirmou o desembargador Tiago Pinto.

O 2º vice-presidente ressaltou que a programação da escola judicial está sendo incrementada com esses cortes culturais, a partir de iniciativas que saem do foco específico da educação e percorrem caminhos mais humanos. “O juiz lida no ambiente humano, e ele aplica conhecimentos humanos. Por isso é importante levar essas histórias a eles. O homem vive de memória, e somos nós quem fazemos a história, que não podemos perder por falta de registro”, acrescentou o desembargador.

Diante dos três convênios celebrados, o 1º vice-presidente, desembargador José Flávio de Almeida, destacou que o momento era, sobretudo, de profunda gratidão.

O presidente da Amagis, juiz Luiz Carlos Rezende e Santos, afirmou que “as obras que estão sendo reeditadas por meio dos acordos são de pessoas altamente sensíveis, que formaram a cultura jurídica do Brasil”.

O desembargador Alberto Diniz, ex-presidente da Amagis, ressaltou que a entidade sempre acalentou o sonho de publicar e divulgar a obra de grandes magistrados e que, por isso, os acordos celebrados nesta quarta-feira eram a materialização de um antigo desejo.

Vozes Poéticas

O presidente da AML, Rogério Tavares, destacou o valor do projeto Vozes Poéticas de Minas. "Ele é um convite à fruição: à fruição da cultura, da história, da memória e das artes. É ainda um convite à ampliação da nossa sensibilidade e a uma escuta de qualidade, capaz de nos transportar para outros mundos e abrir outras possibilidades nas nossas emoções. Na primeira temporada, destacamos a produção poética de oito autores importantes do nosso estado: quatro homens e quatro mulheres. Vamos repetir essa fórmula nessa segunda temporada, com poetas que fizeram da poesia a razão do seu trabalho e de sua exploração estética”, informou.

De acordo com Rogério Tavares, o projeto foi um sucesso de crítica e de público, em sua primeira fase, registrando grande audiência -- foram mais de 15 mil visualizações. “Isso comprova algo de que sempre desconfiei: o ser humano não só adora poesia, como precisa de poesia, pois só a nossa vida, só a nossa realidade, às vezes é árida. Precisamos sonhar, e a poesia é nosso passaporte para isso”, declarou.

Romances de Godofredo Rangel

Sobre a reedição de romances de Godofredo Rangel, o presidente da AML explicou que o escritor e magistrado foi por muito tempo esquecido, embora seja um dos principais autores da literatura de Minas Gerais do século XX”. “Isso precisa ser dito e repetido sempre, para que as novas gerações conheçam o trabalho de alta qualidade na literatura realizado por ele. É isso que o TJMG, a Ejef, a Amagis e a AML, juntos, querem oferecer ao público: encontrar Godofredo Rangel de novo e conferir ali a qualidade, a beleza e o apuro do trabalho dele”, afirmou.

O genro de um dos filhos de Godofredo Rangel, Márcio Sampaio, foi, por mais de 60 anos, o guardião do acervo com as obras do magistrado mineiro. Presente à solenidade, ele expressou sua emoção e sua gratidão com a reedição dos romances. “Godofredo Rangel foi sempre reconhecido como o correspondente de Monteiro Lobato. Mas queríamos que os romances e contos dele fossem publicados antes de publicarmos os cerca de 45 anos de trocas de cartas entre os dois escritores, para que ele seja reconhecido como o grande escritor que é. Esse era o grande sonho da família, por isso, meu muito obrigado."

Primeiro sucessor da Cadeira nº 13 da Academia Mineira de Letras, José Godofredo de Moura Rangel tem como patrono Xavier da Veiga. Ele nasceu em Carmo de Minas, no sul do estado. O magistrado foi promotor de justiça e ingressou na magistratura mineira em 1909.

Memórias de Hermenegildo de Barros

Nascido em Januária (Norte de Minas), em meados do século 19, Hermenegildo Rodrigues de Barros iniciou sua carreira jurídica como promotor de justiça. Abraçou a carreira da magistratura em 1890, quando foi designado juiz municipal do então termo de São Francisco.

Como juiz de direito, atuou nas Comarcas de Carmo do Paranaíba, Bonfim, Santos Dumont e Ubá e, em 1903, seria alçado ao posto de desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, onde chegou a ocupar a Presidência. Em 1919, foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), tendo sido eleito para presidir a Suprema Corte em 1931 e em 1934. Foi na gestão dele, em 1932, que seria instalado o Tribunal Superior de Justiça Eleitoral.

A reedição de suas memórias é considerada importante material, como manancial de pensamentos, reminiscências e histórias de um dos mais destacados magistrados mineiros, revelando também aspectos sobre a formação do juiz à época e o exercício da magistratura naquele tempo.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Paloma Amado participa de palestra na Academia Mineira de Letras

Filha do saudoso Jorge Amado
fala sobre sua vida e obra
Foto: Arquivo pessoal
“Nos 20 anos da morte de Jorge Amado” é o tema da próxima entrevista da Academia Mineira de Letras, que homenageia um dos maiores escritores da literatura brasileira. Para a ocasião, a convidada é a escritora Paloma Amado, filha do autor, que em entrevista ao presidente da AML, Rogério Faria Tavares, compartilha informações valiosas sobre sua vida com o pai.  O vídeo estará disponível no canal de YouTube da AML a partir das 19h do dia 16 de dezembro. 

O evento acontece no âmbito do Plano Anual de Manutenção AML (PRONAC 203709), realizado mediante a Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Instituto Unimed-BH – por meio do incentivo fiscal de mais de cinco mil e duzentos médicos cooperados e colaboradores – e da CEMIG. Copatrocínio da Tambasa.

Ao longo da conversa, a escritora, filha de Zélia Gattai e Jorge Amado, fala sobre o trabalho da Fundação Casa de Jorge Amado, em Salvador, e sobre vários de seus livros, entre os quais os que dedicou à obra do pai, como "A comida baiana de Jorge Amado" e "As frutas de Jorge Amado", ambos resultantes de minuciosa pesquisa realizada pela autora nos romances de Jorge. 

Paloma também comenta o livro que ela, a mãe e o irmão João escreveram logo depois do falecimento de Jorge, em 2001, "Jorge Amado - um baiano romântico e sensual", além de revelar o processo de produção de outro volume valioso, o das cartas trocadas entre Jorge e o escritor português José Saramago, "Jorge Amado José Saramago com o mar por meio uma amizade em cartas", lançado pela Companhia das Letras.

No vídeo, a entrevistada ainda fala de sua atividade como cronista, que gerou o livro "Bom domingo a todos", lançado pela editora "Casa de Palavras", e em que ela reúne os textos publicados ao longo dos anos em suas redes sociais. Finalmente, Paloma relembra a trajetória do pai, ressaltando a falta que ele faz, sobretudo para ajudá-la a entender o Brasil em que vivemos hoje.

Além das palestras on-line inéditas que integram a programação 2021, a Academia Mineira de Letras disponibiliza mais de 200 palestras já realizadas para que o público possa ver e rever. Durante o isolamento social, as redes sociais da instituição também estão repletas de poesias, crônicas e dicas de leitura.

Sobre a entrevistada:

Paloma Amado é formada em Psicologia Clínica, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, no ano de 1976, e Membro do Conselho Diretor da Fundação Casa de Jorge Amado.

Trabalhou com assuntos culturais, iniciando na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), passando para o então Ministério da Educação e Cultura (gestão de Eduardo Portella), onde foi Subsecretária de Assuntos Culturais. É membro do Conselho da Fundação Casa de Jorge Amado desde sua criação em 1986, onde foi Presidente por dois anos, de 2001 a 2003. Na Unesco, em Paris, coordenou a Coleção Unesco de Obras Representativas, no Setor do Livro, por 4 anos. 

Trabalhou na Presidência da República, quando foi assessora internacional e assessora parlamentar, durante o governo do Presidente José Sarney. De 1990 a 1996 trabalhou na Fixação de texto da obra de Jorge Amado (sob sua supervisão) de forma a eliminar todos os erros acumulados em edições sucessivas sem revisão. Toda a obra romanesca foi fixada, assim como as biografias.

Pesquisadora de gastronomia, em especial da relação gastronomia e literatura, desde 1986, publicou três livros, sendo dois deles a partir de pesquisa sobre a obra de Jorge Amado. Tem participado de congressos e feiras gastronômicas, tendo dado aula de Culinária Brasileira,  na  Escola Técnica de Gastronomia, de Cartagena de Índias, na Colômbia, em 2005; e de Culinária Baiana, Universidad El Claustro, na cidade do México, em 2006.

Já publicou diversos livros, com temáticas e estilos variados, e vários estão aguardando publicação, com ilustrações da própria autora.

Entrevista on-line “Nos 20 anos da morte de Jorge Amado”, com Paloma Amado 

 Data: a partir de 16 de dezembro, às 19h

Acesso: Youtube.com/c/AcademiaMineiraDeLetras 

Instituto Unimed-BH

Associação sem fins lucrativos, o Instituto Unimed-BH, desde 2003, desenvolve projetos socioculturais e ambientais visando à formação da cidadania, estimular o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, ampliar o acesso à cultura, valorizar espaços públicos e o meio ambiente. Ao longo de sua história, o Instituto destinou cerca de R$140 milhões por meio das Leis municipal e federal de Incentivo à Cultura, viabilizado pelo patrocínio de mais de 5,2 mil médicos cooperados e colaboradores. No último ano, mais de 7 mil postos de trabalho foram gerados e 3,9 milhões pessoas foram alcançadas por meio de projetos em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. Neste ano, todas as iniciativas do Instituto celebram os 50 anos da Unimed-BH. Clique aqui e conheça mais sobre os resultados do Instituto Unimed-BH.

Cemig

De onde vem a nossa força?

A Cemig, maior patrocinadora cultural de Minas Gerais, acredita na importância e na valorização da arte e da cultura para o desenvolvimento humano, econômico e social de uma população como possibilidade do alcance de um futuro melhor para as novas gerações.

A preocupação da empresa em promover a socialização e a democratização do acesso aos bens culturais do estado se baseia principalmente no compromisso da Cemig com a transformação social e inclusão, uma oportunidade de dialogar e trazer melhorias para a comunidade.

 Nossa força também vem da cultura. Saiba mais em www.cemig.com.br

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Academia Mineira de Letras celebra 112 anos em grande estilo

Sede da AML em Belo Horizonte
Foto: Guto Cortes
A Academia Mineira de Letras comemora 112 anos e, como sempre, quem ganha é o público. Para marcar a ocasião será lançada, no dia 4 de dezembro, a 80ª edição da Revista da Academia Mineira de Letras, nas versões impressa e digital. No dia do lançamento, em cerimônia fechada para convidados, a instituição também vai anunciar a realização de um sonho: a digitalização completa dos oitenta números da revista, todos disponíveis gratuitamente, no site da instituição: www.academiamineiradeletras.org.br. O catálogo do acervo da Academia estará disponível para consulta do público em geral, também pelo site, a partir do mesmo dia.

O evento acontece no âmbito do Plano Anual de Manutenção AML (PRONAC 203709), realizado mediante a Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Instituto Unimed-BH – por meio do incentivo fiscal de mais de cinco mil e duzentos médicos cooperados e colaboradores – e da CEMIG. Copatrocínio da Tambasa.

Para o presidente da Academia Mineira de Letras, Rogério Faria Tavares, a revista da Academia, editada desde 1922, chega ao número 80 em plena forma. “O volume tem mais de 600 páginas, capa do acadêmico Márcio Sampaio e 'orelha' do professor Arnaldo Saraiva, da Universidade do Porto. A publicação homenageia 35 mulheres mineiras que se dedicaram à Literatura, em ensaios encomendados especialmente para esse número. O que buscamos foi gerar uma fonte de consulta e pesquisa para os estudiosos da área, além de difundir, para o grande público, esse incrível repertório literário, que enriquece nossa vida cultural", revela.

O número 80 conta com texto de apresentação do presidente da AML, poema de Flávia de Queiroz e quatro seções especiais, organizadas como capítulos temáticos.

Na primeira parte, o público poderá conferir diversos artigos sobre a história dos oitenta anos da Revista, assim como detalhes sobre o acervo da instituição e como está sendo gerido atualmente. Compõe ainda essa seção um texto sobre o acervo epistolar do acadêmico Eduardo Frieiro.

Já a segunda é dedicada ao Biênio da Língua Portuguesa, celebrado pela AML entre 2019 e 2021. Ela contém textos do Cônsul de Portugal em Belo Horizonte, Rui Nuno de Almeida, sobre a política externa portuguesa nos assuntos relativos à lusofonia; do Embaixador Lauro Moreira, sobre a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa; de Rogério Faria Tavares, sobre a CPLP na perspectiva da diplomacia brasileira.

A terceira seção apresenta denso conteúdo sobre os acadêmicos. São textos escritos sobre os acadêmicos Hindemburgo Chateubriand Pereira Diniz (por Antônio Anastasia), Wander Melo Miranda (por Heloísa Starling), Caio Boschi (por Eliana Dutra), Patrus Ananias (por Bernardo Mata Machado), Pedro Aleixo (pelo padre José Carlos Brandi Aleixo), Oscar Dias Correa (por Oscar Correa Junior), Ibrahim Abi Ackel (por Marina Camisasca), Maria Esther Maciel (por Jacques Fux) e Angelo Oswaldo de Araújo Santos (por Anelito de Oliveira), entre vários outros.

Na quarta seção da Revista, o leitor encontra o Dossiê especial sobre 27 mulheres mineiras que se dedicaram à Literatura, organizado por Constância Lima Duarte e Rogério Faria Tavares. Ele contém textos sobre Ana Martins Marques, Ana Elisa Ribeiro. Ana Maria Gonçalves, Conceição Evaristo, Carolina Maria de Jesus, Adélia Prado, Maria Lúcia Alvim, Maria Clara Machado, Laís Correa de Araújo, Janete Clair, entre outras.

Sobre a Revista da Academia Mineira de Letras

A Revista da Academia Mineira de Letras foi fundada em 1922, quando o presidente da AML era o poeta Mário de Lima. Ao longo do tempo, ela sempre publicou ensaios, contos, crônicas e poemas, sem restrição de qualquer natureza, guiada sempre pelo critério da qualidade.

Pelas suas páginas, já passaram nomes consagrados e autores estreantes, que nela tiveram a oportunidade de publicar seus primeiros textos. A publicação é uma das mais longevas do país, na sua especialidade (a literatura). O número 79 foi lançado por ocasião dos 110 anos da Academia, com mais de 600 páginas.

112 anos da AML

A Academia Mineira de Letras foi fundada na cidade de Juiz de Fora, em 1909, por um grupo de jornalistas, escritores, profissionais liberais, homens públicos e militantes ligados à literatura e à cultura.

Os 12 idealizadores da entidade, capitaneados por Machado Sobrinho e integrados por intelectuais como Belmiro Braga, Dilermando Cruz, Amanajós de Araújo e outros expoentes das letras, elegeram mais 18 intelectuais espalhados por todo o estado e representantes do que de melhor existia entre a elite acadêmica de Minas Gerais para integrar o projeto.

Dentre os dezoito, destacavam-se Nelson de Senna, Alphonsus de Guimaraens e Carlos Goes, além de outras influentes personalidades da época. Aos 30 pioneiros depois se juntaram mais dez, chegando ao número de acadêmicos que permanece até hoje.

Em 1915, a sede da Academia foi transferida para a capital do estado, Belo Horizonte. Em 1943, a instituição ganhou sede própria, instalando-se no sexto andar de um edifício situado à Rua dos Carijós, onde permaneceria até 1987, quando passou a ocupar o Palacete Borges da Costa, onde ainda se encontra.

A Biblioteca da Academia Mineira de Letras possui um acervo de, aproximadamente, 35 mil livros, além de correspondências, documentos, fotografias e objetos pessoais de escritores e personalidades de destaque na história literária, cultural e política de Minas Gerais.

Dentre as principais coleções destacam-se a de Eduardo Frieiro, Vivaldi Moreira e a Biblioteca dos Acadêmicos. Elas reúnem a produção dos integrantes da instituição e abrigam exemplares raros - como obras originais, manuscritos, textos publicados, inéditos e obras autografadas. 

112 anos da Academia Mineira de Letras

Lançamento do número 80 da Revista da Academia Mineira de Letras

Disponibilização da coleção completa da revista pelo site da AML

4 de dezembro – 10h30

www.academiamineiradeletras.org.br

Instituto Unimed-BH

Associação sem fins lucrativos, o Instituto Unimed-BH, desde 2003, desenvolve projetos socioculturais e ambientais visando à formação da cidadania, estimular o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, ampliar o acesso à cultura, valorizar espaços públicos e o meio ambiente. Ao longo de sua história, o Instituto destinou cerca de R$140 milhões por meio das Leis municipal e federal de Incentivo à Cultura, viabilizado pelo patrocínio de mais de 5,2 mil médicos cooperados e colaboradores. No último ano, mais de 7 mil postos de trabalho foram gerados e 3,9 milhões pessoas foram alcançadas por meio de projetos em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. Neste ano, todas as iniciativas do Instituto celebram os 50 anos da Unimed-BH. Clique aqui e conheça mais sobre os resultados do Instituto Unimed-BH.

Cemig

De onde vem a nossa força?

A Cemig, maior patrocinadora cultural de Minas Gerais, acredita na importância e na valorização da arte e da cultura para o desenvolvimento humano, econômico e social de uma população como possibilidade do alcance de um futuro melhor para as novas gerações.

A preocupação da empresa em promover a socialização e a democratização do acesso aos bens culturais do estado se baseia principalmente no compromisso da Cemig com a transformação social e inclusão, uma oportunidade de dialogar e trazer melhorias para a comunidade.

 Nossa força também vem da cultura. Saiba mais em www.cemig.com.br

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Humberto Werneck é eleito para a Academia Mineira de Letras

Jornalista ocupa a cadeira de número 5
Foto: Divulgação
Na última segunda-feira (11), na sede da Academia Mineira de Letras, foi realizada a sessão de apuração dos votos da eleição para a cadeira de número 5, vaga desde o falecimento da acadêmica Carmen Schneider Guimarães. O jornalista e escritor Humberto Werneck foi eleito com 33 votos.

Humberto  o sexto sucessor da cadeira número 5, cujo Patrono é José Maria Teixeira de Azevedo Júnior, sendo o fundador Amanajós de Araujo. A cadeira já foi ocupada também por Zoroastro Passos, Christiano Martins, Francisco Magalhães Gomes e Miguel Augusto Gonçalves de Souza.

Para o jornalista Rogério Faria Tavares, presidente da Academia Mineira de Letras, a eleição de  Werneck faz justiça a um dos mais importantes escritores brasileiros: "Além de excelente jornalista e cronista talentoso, com presença frequente nos maiores jornais do país,Humberto  Werneck escreveu livros fundamentais, entre os quais "O desatino da rapaziada", que já é um clássico. Suas biografias de Chico Buarque e de Jaime Ovalle também são incontornáveis. A biografia de Carlos Drummond de Andrade, livro que está finalizando, será definitiva. Sua chegada à Academia é motivo de festa", comenta.

Sobre o novo acadêmico 

Humberto Werneck nasceu em Belo Horizonte, em 1945, e vive em São Paulo desde 1970. Cursou, em Belo Horizonte, a Escola 12 de Dezembro (1952-1955), o Colégio Estadual de Minas Gerais (1956-1964) e a Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, onde se bacharelou em 1969. Foi aluno do Institut Français de Presse, da Universidade de Paris II (1973-1975). Começou no jornalismo no Suplemento Literário do Minas Gerais, atendendo ao convite de Murilo Rubião. Já trabalhou no Jornal da Tarde, Veja, Jornal da República, IstoÉ, Jornal do Brasil e Elle. Foi correspondente do Jornal da Tarde em Paris (1973-1976). Atualmente é Editor sênior da revista de livros Quatro Cinco Um, Editor do Portal da Crônica Brasileira, do Instituto Moreira Salles, desde a sua criação, em setembro de 2018 e cronista licenciado do jornal O Estado de S. Paulo, onde publicou semanalmente de dezembro de 2010 a dezembro de 2020.

Publicou, entre outras obras, “Sonhos rebobinados”, crônicas, Arquipélago Editorial (2014); “Esse Inferno vai acabar”, crônicas, Arquipélago Editorial (2011); “O Espalhador de Passarinhos”, crônicas, Dubolsinho (2010); “O pai-dos-burros — Dicionário de lugares-comuns e frases feitas”, Arquipélago Editorial (2009); “O santo sujo – A vida de Jayme Ovalle”, Cosac Naify (2008); “Pequenos fantasmas”, contos, Novesfora (2005); “O desatino da rapaziada”, onde retrata a relação dos jornalistas e escritores mineiros com os jornais locais, Companhia das Letras/IMS (1992); “Tantas palavras”, reportagem biográfica - edição revista e ampliada de Chico Buarque letra e música (2006).  Como editor, organizou pela primeira vez em livro a poesia de Hélio Pellegrino - “Minérios domados” (1993); “A revista no Brasil” - primeira História das revistas no país (2000); a antologia “Boa companhia – Crônicas” (2005); e a obra do contista Murilo Rubião, nos volumes “O pirotécnico Zacarias”, “A casa do girassol vermelho” (2006) e “O homem do boné cinzento” (2007).

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Academia Mineira de Letras homenageia presidente perpétuo Vivaldi Moreira

Olavo Romano participa da
homenagem 
Foto: Diego Nagem
A Academia Mineira de Letras vai marcar os 20 anos do falecimento de seu presidente perpétuo, Vivaldi Moreira, com a veiculação de uma homenagem em seu canal do YouTube. Os acadêmicos Olavo Romano, Caio Boschi, Luís Giffoni e Rogério Tavares fazem leituras de breves trechos de livros do escritor. A seleção foi feita por seu filho, o acadêmico Pedro Rogério, que também participa da homenagem. O conteúdo “20 anos sem Vivaldi Moreira” estará disponível a partir do dia 8 de julho, às 11h.

O evento acontece no âmbito do Plano Anual de Manutenção AML (PRONAC 203709), realizado mediante a Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Instituto Unimed BH - por meio do incentivo fiscal de mais de cinco mil e duzentos médicos cooperados e colaboradores – e da CEMIG. Copatrocínio da Tambasa.

No vídeo, Pedro Rogério lê trechos do livro “Cobras e Lagartos”, diário de Vivaldi Moreira. Olavo Romano e Caio Boschi fazem leituras de “O menino da mata e seu cão Piloto”, com memórias de infância na Fazenda do Tanque, em São Francisco do Glória, na Zona da Mata mineira; os acadêmicos Luís Giffoni e Rogério Faria Tavares leem trechos de “Volta a Meipe”.

Com o vídeo, a Academia homenageia a memória desse acadêmico fundamental para a sua história, e cujo nome está inscrito no próprio auditório anexo ao palacete Borges da Costa, sede da instituição.

“Por meio dessa homenagem, contribuímos para a preservação do legado de um dos acadêmicos que mais promoveu a Academia Mineira de Letras, a ela dedicando sua privilegiada inteligência, sua impressionante capacidade de articulação e de agregação, sua vasta cultura e sua rara erudição - e para ela conquistando a tão sonhada sede ao rés do chão”, ressalta o atual presidente da AML, jornalista Rogério Faria Tavares.

Além das palestras on-line inéditas que integram a programação 2021, a Academia Mineira de Letras disponibiliza mais de 200 palestras já realizadas para que o público possa ver e rever.

Sobre Vivaldi Moreira

Vivaldi Moreira (1912-2001) foi um jornalista, advogado, escritor e homem público de Minas Gerais. Nasceu na Fazenda do Tanque, em São Francisco do Glória, na Mata Mineira; cursou as primeiras letras em Carangola, MG, e, no Rio de Janeiro, bacharelou-se pela Faculdade Nacional de Direito, na turma de 1937, enquanto trabalhava na imprensa.

Regressando a Minas em 1940, advogou no interior por apenas um ano e se fixou em Belo Horizonte. Foi sucessivamente advogado e editor da "Revista da Associação Comercial de Minas Gerais"; editorialista da "Folha de Minas"; fundador do jornal mensal "Minas em Foco"; auditor do Tribunal de Contas do Estado e conselheiro desse Tribunal, chegando a presidi-lo por duas vezes.

Foi diretor-geral da Imprensa Oficial do Estado. Eleito em 1959 para a Academia Mineira de Letras, tornou-se, em 1988, seu presidente-perpétuo, por eleição unânime de seus membros. Publicou 23 livros de ensaios: o primeiro, em 1951, "Sociologia da crise", sobre a obra do filósofo Ortega y Gasset; o último, em 1999, "Cobras e lagartos".

Vivaldi Moreira foi o responsável por conquistar, para a Academia Mineira de Letras, a sua atual sede, o Palacete Borges da Costa, à rua da Bahia, número 1.466, perto da Igreja de Lourdes. Também foi Vivaldi quem viabilizou a construção do anexo, onde funciona o auditório que hoje leva o seu nome e o foyer que abriga lançamentos de livros e exposições.

Palestra virtual "20 anos sem Vivaldi Moreira", com Pedro Rogério, Olavo Romano, Caio Boschi, Luís Giffoni e Rogério Tavares

Data: a partir de 8 de julho, às 11h

Acesso: Youtube.com/c/AcademiaMineiraDeLetras

Instituto Unimed-BH

Associação sem fins lucrativos, o Instituto Unimed-BH, desde 2003, desenvolve projetos visando ampliar o acesso à cultura, estimular o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, valorizar espaços públicos e o meio ambiente e contribuir com a formação para a cidadania. É responsável pela realização do Programa Sociocultural Unimed-BH que, ao longo de sua história, destinou cerca de R$140 milhões ao setor cultural, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura e da Lei Federal de Incentivo à Cultura, gerando milhares de postos de trabalho, impulsionados pelo patrocínio de mais de 5.200 médicos cooperados e colaboradores. Anualmente milhares de pessoas são alcançadas por meio de projetos de cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. Neste ano, todas as iniciativas do Instituto celebram os 50 anos da Unimed-BH. Saiba mais em www.institutounimedbh.com.br.

Cemig

De onde vem a nossa força?

 A Cemig, maior patrocinadora cultural de Minas Gerais, acredita na importância e na valorização da arte e da cultura para o desenvolvimento humano, econômico e social de uma população como possibilidade do alcance de um futuro melhor para as novas gerações.

 A preocupação da empresa em promover a socialização e a democratização do acesso aos bens culturais do estado se baseia principalmente no compromisso da Cemig com a transformação social e inclusão, uma oportunidade de dialogar e trazer melhorias para a comunidade.

 Nossa força também vem da cultura. Saiba mais em www.cemig.com.br