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terça-feira, 6 de outubro de 2026

Reflexão do dia


 

“Eu, Caçador de mim”: Luiz Carlos Sá lança livro e carreira solo em show em Belo Horizonte

Foto: Marcos Neves

Novos projetos do músico serão apresentados ao público  no Centro Cultural Unimed-BH Minas

Depois de 53 anos dedicados ao trio Sá, Rodrix & Guarabyra e à dupla Sá & Guarabyra, Luiz Carlos Sá se prepara para um novo momento em sua trajetória: o lançamento simultâneo de sua carreira solo, seu terceiro álbum “Eu, caçador de mim” e seu primeiro livro, com o mesmo título. Tudo isso será apresentado ao público no domingo (11), no Centro Cultural Unimed-BH Minas, em Belo Horizonte. 

Tanto o disco quanto o livro são um lançamento da gravadora e editora Kuarup. Os ingressos para o show já estão à venda pelo Sympla a partir de 63,75.

“Depois de 53 anos de dupla e trio - tempo essencial nos meus 60 anos de carreira -, minha principal sensação agora é a de absoluta liberdade criativa, e isso é o que mais me estimula a começar a carreira solo, depois de tanto tempo de trabalhos em conjunto”, explica Sá.

O título “Eu, Caçador de Mim” para esse momento foi uma sugestão do amigo Gustavo de Almeida. “Minha letra para essa melodia de Sérgio Magrão define exatamente o que me move pessoal e profissionalmente na vida”, conta.

“Caçador de Mim” é uma música feita em parceria com Sérgio Magrão, baixista do 14 BIS, que tem uma história esotérica, segundo Sá. “Eu tinha um estúdio em São Paulo e, nessa época, o Magrão me pediu para pôr uma letra em uma canção dele. Logo que ouvi a melodia, fiquei apaixonado pela simplicidade e a forma com que a música fluía. Estávamos no meu estúdio, subi, abri a minha gaveta de letras e vi uma que cabia certinho. Eu tinha lido ´O Apanhador no Campo de Centeio´, de J.D. Salinger e, não sei por que, eu lia o livro e pensava no tema, ´Caçador de Mim´. Fiz a letra e pouquíssimas coisas acrescentei depois de ouvir a música do Magrão, o resto estava tudo ali já”, conta.

“Ela foi gravada pelo 14 Bis em 1980. Guarabyra e eu só gravamos um ano depois de Milton Nascimento gravá-la, consagrá-la e intitular seu LP de 1981 de ´Caçador de Mim´, comenta Sá.

Em seu novo show, Sá estará acompanhado por sua recém-formada Banda de Minas, composta por Christiano Caldas (arranjos, teclados); Ricardo Gomes (baixo, vocais de apoio); Piero Grandi (Violão, guitarra); e Léo Pires (bateria). “Vou mostrar diversas fases da minha trajetória de autor/compositor, com a maioria dos hits da dupla e do trio, mas também novas composições e parcerias que venho fazendo desde o fim da dupla Sá & Guarabyra”, diz o cantor.

Assim, o público vai poder ouvir músicas em parceria com nomes como Zeca Baleiro, Gabriel Sater, Chico César, Almir Sater e Ivan Lins. Mas, é claro,os hits que marcaram sua trajetória, como “Dona”, “Espanhola”, “Caçador de Mim”, “Mestre Jonas”, “O Pó da Estrada”, “Casa no Campo”, “Jesus Numa Moto”, “Criaturas da Noite”, “Roque Santeiro” e “Sobradinho”, também estarão no repertório.

Ao longo de sua trajetória, Sá teve mais de 300 canções gravadas por diversas gerações da música brasileira, como Ney Matogrosso, Milton Nascimento, Erasmo Carlos, Elza Soares, Nara Leão, Evinha, Zizi Possi, Gal Costa, Marina Lima, Amelinha, Zé Ramalho, Almir Sater, Gabriel Sater, Chico César, MPB-4, Ivan Lins, Chitãozinho & Xororó, Golden Boys, Quarteto em Cy, Biquíni, 14Bis, Flávio Venturini, Roupa Nova e muitos outros. Mas, ainda segue carregando a bandeira do Rock Rural, gênero que criou ao lado de Rodrix e Guarabyra.

Além do show, Luiz Carlos Sá também lançará o livro “Eu, caçador de mim”, que conta um pouco de suas muitas vidas de artista e sua história na música brasileira.

Sobre o terceiro álbum 

O projeto completo é composto na realidade por duas fases da carreira solo. O "Eu, Caçador de Mim ", de 2026, com as novas parcerias e mais cinco faixas bônus de um trabalho de 2025 chamado "Sambas de Mato" - essas já estão nas plataformas desde 2025, mas agora serão lançados também no CD, como faixas bônus. Do novo álbum, já estão disponíveis nos streamings duas faixas: "Ávida Dádiva", com Chico César, e "Jabuticaba em Flor ", com Gabriel Sater.

Sobre o livro 

Lançado e editado pela Editora Kuarup, “Eu, Caçador de mim” traz compilações das crônicas autobiográficas escritas por Sá para a Web Revista Backstage sobre sua vida na estrada em 60 anos de carreira. “Assim como o novo disco, o livro fala de minhas escolhas e caminhos vida afora”, explica Sá. Nele, faz um verdadeiro memorial daquilo que chama de sua “vida de artista”, uma visão atenta de seus milhares de quilômetros rodados, andados e voados por todas as partes do Brasil e algumas do exterior, ao longo do que o prefaciante Tárik de Souza chamou de “trajetória luminosa e aventureira de um artífice da MPB atemporal”. Ou, como se lê na contracapa: “Com olhar generoso, humor afiado e rara capacidade de contar histórias, Sá revela o lado humano de quem faz da arte um modo de existir.”

Sobre Sá 

Luiz Carlos Pereira de Sá é cantor, compositor, instrumentista, jornalista e publicitário, bacharel em Ciências Jurídicas pela Universidade Cândido Mendes, RJ. Em sua carreira profissional como cantor e compositor, Luiz Carlos Sá gravou, sozinho ou com seus parceiros Rodrix e Guarabyra, 21 LPs, CDs e DVDs, fora as inúmeras compilações sempre presentes no mercado, vendendo em dupla ou em trio quase dois milhões de cópias.

Teve suas músicas gravadas por artistas das mais diversas tendências e gerações como Ney Matogrosso, Milton Nascimento, Erasmo Carlos, Simone, Elza Soares, Golden Boys, Gabriel Sater, Felipe Mukenga, Nara Leão, Zizi Possi, Gal Costa, Marina Lima, Chitãozinho & Xororó, 14 Bis, Chico César, Roupa Nova, Almir Sater, Sérgio Reis, MPB4, Quarteto em Cy, Flavio Venturini, Biquíni e inúmeros outros, totalizando um repertório editado de quase 400 músicas.

Fez trilhas para quase trinta novelas, entre as mais famosas “Roque Santeiro” (“Verdades e Mentiras”, “Dona” e “Roque Santeiro”) – música ganhadora de diversos prêmios de TV; “Pantanal” (“Estrela Natureza” e “Quem Saberia Perder”), “Fera Radical” (“Tabuleiro”), entre outras. Em publicidade foi premiado com o “Clio International Awards” de propaganda com o jingle “Olivetti Natal”. Autor da música tema da campanha à presidência de José Eduardo dos Santos, em Angola (“Angola no Coração”) e do premiado jingle “Vem Pra Caixa Você Também” para a Caixa Econômica Federal. Na música popular seus sucessos mais conhecidos são “O Pó da Estrada”, “Sobradinho”, “Caçador de Mim”, “Dona”, “Roque Santeiro”, “Mestre Jonas” e “Cheiro Mineiro de Flor”.

“Eu, Caçador de Mim” - Luiz Carlos Sá

Show e Lançamento de livro

Data: 11 de outubro, domingo

Horário: 18h

Local: Centro Cultural Unimed-BH Minas

Rua da Bahia, 2.244, Centro – Belo Horizonte/MG

Ingressos: Sympla

Valores: a partir de R$63,75

Realização: Cadoro Promoções


quinta-feira, 1 de outubro de 2026

A Última Sessão de Freud ganha nova temporada em Belo Horizonte

Foto: João Caldas 


Espetáculo de Mark St. Germain, dirigido por Elias Andreato e protagonizado por Odilon Wagner e Marcello Airoldi, será apresentado no Cine Theatro Brasil nos dias 16, 17 e 18 de outubro

Um dos grandes sucessos do teatro brasileiro desde 2022, a montagem de A Última Sessão de Freud, do premiado autor estadunidense Mark St. Germain, já ultrapassou 420 apresentações e reuniu mais de 180 mil espectadores. Dirigido por Elias Andreato, o espetáculo chega a Belo Horizonte para uma nova temporada no Cine Theatro Brasil, nos dias 16, 17 e 18 de outubro de 2026.

Sobre o enredo

A trama apresenta um encontro fictício entre Sigmund Freud (Odilon Wagner), o pai da psicanálise, e o escritor, poeta e crítico literário C. S. Lewis (Marcello Airoldi), dois intelectuais que influenciaram o pensamento científico e filosófico da sociedade do século XX.

Durante esse diálogo, Sigmund Freud, crítico implacável da crença religiosa, e C. S. Lewis, renomado professor de Oxford, crítico literário, ex-ateu e influente defensor da fé baseada na razão, debatem, de forma apaixonada, o dilema entre ateísmo e crença em Deus. O texto de Mark St. Germain é baseado no livro Deus em Questão, escrito pelo Dr. Armand M. Nicholi Jr., professor clínico de psiquiatria da Harvard Medical School.

Freud quer entender por que um ex-ateu, um brilhante intelectual como C. S. Lewis, pode, segundo suas palavras, “abandonar a verdade por uma mentira insidiosa”, tornando-se um cristão convicto.

No gabinete de Freud, na Inglaterra, eles conversam sobre a existência de Deus, mas o embate verbal se expande por assuntos como o sentido da vida, a natureza humana, sexo, morte e as relações humanas, resultando em um espetáculo que se conecta profundamente com o espectador por meio do humor, da sagacidade e do resgate da escuta como ponto de partida para uma boa conversa. O sarcasmo e a ironia rondam toda essa discussão. As ideias contundentes ali propostas nos confundem, por mais ateus ou crentes que sejamos.

“Essa peça é um elogio ao diálogo, tão necessário em nossos tempos. Saio do teatro todos os dias mais convicto de que podemos e devemos conviver pacificamente com aqueles que pensam diferente de nós”, completa Odilon Wagner.

A encenação

O cenário assinado por Fábio Namatame (indicado ao Prêmio Shell de melhor cenário) reproduz o consultório onde Freud desenvolvia sua psicanálise e seus estudos. Ele estava exilado na Inglaterra depois de ter fugido da perseguição nazista na Áustria, em plena Segunda Guerra Mundial, no ano de 1939.

Em uma entrevista sobre o espetáculo, o autor comenta:

“A peça mostra um embate de ideias. Isso é uma armadilha, e eu não queria que o espetáculo se transformasse em um debate. Por isso, pelo bem da ação dramática, situei o encontro entre Freud e Lewis no dia em que a Inglaterra ingressou na Segunda Guerra Mundial. Então, são dois homens no limite, sabendo que Hitler poderia bombardear Londres a qualquer minuto”.

O diretor Elias Andreato optou por uma encenação que valoriza a palavra, construindo as cenas de modo que o texto seja o protagonista e as ideias estejam à frente de qualquer linguagem.

“A ideia do autor Mark St. Germain de provocar esse encontro entre Freud e Lewis cria um jogo teatral de ideias, crenças e visões de mundo profundamente distintas.

O diálogo entre os dois personagens é, por vezes, irônico, por vezes violento, mas surpreendentemente sociável, e é justamente aí que reside sua força: na prova de que é possível conviver com as diferenças de forma inteligente, crítica e, sobretudo, humana.

Odilon Wagner constrói um Freud de extrema humanidade, numa composição precisa, milimétrica, que torna seu trabalho inesquecível. Marcello Airoldi demonstra que o humor e a leveza podem existir mesmo quando as ideias se chocam e percorrem territórios perigosos, densos e provocadores.

O espetáculo dialoga com o público de maneira sensível e direta. Seu sucesso nasce da atualidade do tema e da urgência em discutir questões profundas e delicadas que atravessam o nosso cotidiano, especialmente em um Brasil cada vez mais dividido. O teatro mostra, mais uma vez, ser o veículo ideal para falar da violência com poesia, reflexão e escuta, abrindo caminhos para a transformação”, conta o diretor.

Para Odilon Wagner, a experiência de interpretar Freud tem um significado especial nesses seus 56 anos de profissão:

“Tem sido uma das experiências mais fascinantes de minha carreira. É um privilégio poder representar uma personagem tão potente como Freud, um dos grandes pensadores do século XX. Nesses últimos quatro anos em que estivemos em cartaz, já rodamos o país três vezes e repetiremos a turnê em 2026. A reação do público, sempre tão entusiasmada, e os encontros e debates que tivemos nos teatros e nas universidades me enriqueceram muito e trouxeram a confirmação da atualidade do pensamento freudiano em nosso século. O espetáculo estimula a nossa reflexão sobre a necessidade de praticarmos uma cultura de paz, nos provoca a exercer nossa humanidade com mais fervor e atenção, para que não se repita a história deletéria da Segunda Guerra Mundial, vivenciada por Freud”.

Segundo Marcelo Airoldi:

“Teatro nunca é feito de facilidades e não há fórmulas para o sucesso de um projeto, mas, quando este acontece, saltam aos olhos detalhes que evidenciam a existência de cuidados especiais, seja na produção, direção ou qualquer outro aspecto técnico do espetáculo. Num mundo dominado por algoritmos da superficialidade, é maravilhoso encontrar plateias sedentas pelo bom debate, humor de qualidade, poesia e pela história de bons personagens como estes, que a dramaturgia juntou na mesma página”, completa o ator.

Ficha Técnica

Texto: Mark St. Germain

Tradução: Clarisse Abujamra

Direção: Elias Andreato

Assistente de direção: Raphael Gama

Idealização: Ronaldo Diaféria

Elenco: Odilon Wagner e Marcello Airoldi

Cenário e figurino: Fábio Namatame

Assistente de cenografia: Fernando Passetti

Desenho de luz: Gabriel Paiva e André Prado

Designer de som: André Omote

Operação de luz: Nádia Hinz

Operação de som: Gabriel Fernandes

Trilha sonora: Raphael Gama

Arte gráfica: Rodolfo Juliani

Fotografia: João Caldas

Produtor executivo: Adolfo Barreto

Contrarregragem: Vinicius Henrique e Kauã Nascimento

Produtores associados: Ronaldo Diaféria e Odilon Wagner

Produção local: Naza Music

Assessoria de imprensa: Atmosfere Comunicação

Sinopse

No gabinete de Freud, na Inglaterra, o pai da psicanálise e o escritor C. S. Lewis conversam sobre a existência de Deus, mas o embate verbal se expande por assuntos como o sentido da vida, a natureza humana, sexo e as relações humanas. O diálogo resulta em um espetáculo que se conecta profundamente com o espectador por meio do humor, da sagacidade e do resgate da escuta como ponto de partida para uma boa conversa. O sarcasmo e a ironia rondam toda essa discussão, enquanto as ideias contundentes propostas pelos personagens provocam reflexões, por mais ateus ou crentes que sejamos.

A Última Sessão de Freud, de Mark St. Germain

Temporada: 16, 17 e 18 de outubro de 2026

Horários: sexta e sábado, às 20h; domingo, às 17h

Local: Cine Theatro Brasil — Avenida Amazonas, 315, Centro – Belo Horizonte/MG

Ingressos: entre R$ 40,00 e R$ 160,00

Vendas online:

Site Eventim 

Capacidade: 1.000 lugares

Classificação: 14 anos

Duração: 90 minutos

Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.


Reflexão do dia