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domingo, 26 de abril de 2026

Eliana Sorrini fala sobre o cenário da saúde mental nas empresas e o impacto da NR-1

Foto: Divulgação 
A Psicóloga Social e do Trabalho e Consultora Estratégica em Saúde Mental, Eliana Sorrini, participa de uma live, nesta segunda-feira (27), às 17h, com realização da FlexOn, chamando a atenção para um tema de suma importância - o que está acontecendo com a saúde mental no Brasil, no ambiente corporativo, e os impactos da NR-1, mostrando que pode ser usada como alavanca de cultura organizacional, e não apenas como obrigação legal.

O Brasil adoeceu. E o trabalho tem tudo a ver com isso. Da imagem de país da alegria ao recorde mundial em afastamentos por saúde mental. A NR-1 trouxe uma obrigação.  Esses números aparecem no absenteísmo, no presenteísmo, na rotatividade e no resultado financeiro da empresa. A NR-1 atualizada exige que  os riscos psicossociais sejam mapeados. A pergunta é: você sabe por onde começar?

O Brasil é mundialmente conhecido como o país do Carnaval, do "jeitinho" resiliente e da hospitalidade calorosa. Mas, nos bastidores das organizações, o cenário é drasticamente diferente. Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e estudos do Instituto de Psiquiatria da USP (IPQ-USP) revelam uma realidade desconfortável: somos o país mais ansioso do mundo e o mais depressivo da América Latina. O que aconteceu com o Brasil? Como o "país da alegria" se transformou no "país dos afastamentos"?

O Mito do Homem Cordial e a Armadilha da Performance

Para entender o colapso atual, precisamos olhar para a nossa raiz. O historiador Sérgio Buarque de Holanda definiu o brasileiro como o "homem cordial". Ao contrário do que muitos pensam, a cordialidade não é apenas gentileza; vem de cor (coração). Somos movidos pelo afeto e pela emoção. Nas empresas, isso cria uma cultura onde a fronteira entre o pessoal e o profissional é tênue.

Historicamente, usamos a alegria como ferramenta de sobrevivência. No entanto, na última década, essa alegria foi sequestrada por uma "tirania da positividade". O trabalhador brasileiro hoje sente que não tem permissão para estar mal. Ele performa uma felicidade de filtro de Instagram enquanto lida com metas agressivas e hiperconectividade. O resultado? Uma dissociação cognitiva que drena a energia vital antes mesmo da jornada terminar.

Saúde Mental Não é Custo, é Sustentabilidade

Como consultora estratégica, meu diálogo com gestores é direto: saúde mental não se resolve com "ginástica laboral" ou "frutas na copa". Essas são medidas paliativas para problemas estruturais. A verdadeira gestão de saúde mental passa pela identificação de fatores de risco como a gestão por estresse, o assédio moral e a falta de autonomia.

Um afastamento mental custa, em média, três vezes o salário do colaborador para a empresa. É um prejuízo invisível que sangra o lucro e destrói o clima organizacional. Empresas saudáveis são, invariavelmente, empresas mais lucrativas e perenes.

Sobre Eliana Sorrini

Psicóloga social e do trabalho há mais de 10 anos, com MBA em Gestão de Negócios. Executiva por mais de 20 anos no Brasil e América Latina, hoje é uma Talento Sênior que leva para empresas e empresários a discussão sobre saúde mental como estratégia para conquistar resultados e melhoria de performance. Psicoterapeuta especializada em Ansiedade, Depressão, Transtornos de Humor e doenças do trabalho como Burnout.

"A solução não é fazer o brasileiro voltar a sorrir à força. É conscientizar da autorresponsabilidade pelo desenvolvimento dele e da liderança."

— Eliana Sorrini

Instagram: eliana_sorrini

Reflexão do dia


 

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Titãs trazem a turnê "Cabeça Dinossauro" a Belo Horizonte

Show é uma realização da 30e, Ímpar e apresentada pelo Itaú

Em 2026, um dos álbuns mais icônicos e provocadores da música brasileira completa 40 anos. Cabeça Dinossauro, lançado pelos Titãs em 1986, transformou a banda e o próprio rock nacional ao romper padrões, desafiar o conservadorismo e traduzir, em som e fúria, o espírito de um país em transição. O Brasil tentava reaprender o significado de liberdade depois de duas décadas de censura e autoritarismo, e o álbum virou o retrato cru de uma geração inconformada. Quatro décadas depois, em um país novamente atravessado por polarização e intolerância, o grito de Cabeça Dinossauro volta a soar necessário e atual. É essa força de expressão — de resistir, de questionar e de pensar o presente — que os Titãs Branco Mello, Sérgio Britto e Tony Bellotto pretendem reacender com a turnê “Titãs – Cabeça Dinossauro 40 anos”, que acontece neste sábado (25), em Belo Horizonte, no palco do BeFly Hall em uma realização da 30e, maior companhia de entretenimento ao vivo do país, e apresentado pelo Itaú. Últimos ingressos à venda! 

“Cabeça Dinossauro marcou a nossa carreira e a história do rock nacional, não há como negar. Inventamos ali o nosso vocabulário - riffs fortes, vocais gritados, letras sintéticas e precisas, etc. Isso, somado à temática das canções, deixou uma marca profunda na nossa trajetória”, conta Sérgio Britto. Tony Bellotto comemora o acontecimento. “É emocionante celebrar um álbum que permanece atual depois de 40 anos”. “Cabeça Dinossauro, Pança de Mamute, Espírito de Porco’. Dessa pequena e poderosa letra composta em 1986 nasceu o título de um dos álbuns mais lembrados e celebrados da nossa história. Cabeça Dinossauro está fazendo 40 anos e é com imenso prazer que comemoraremos com nosso público essa data tão especial”, completa Branco Mello.

Lançado em meio ao processo de redemocratização do Brasil, Cabeça Dinossauro foi um divisor de águas. O país tentava se reencontrar após duas décadas de ditadura, enfrentando uma crise econômica e social profunda. Em um cenário em que a democracia ainda era uma promessa frágil, os Titãs lançaram um álbum que abordava censura, fé, violência e poder com uma crueza inédita. Com faixas como “Polícia”, “Igreja”, “Bichos Escrotos” e “AAUU”, a banda confrontou a hipocrisia e o autoritarismo de uma sociedade em busca de identidade. Produzido por Liminha, Vitor Farias e Pena Schmidt, o trabalho se destacou pelo som agressivo, pela estética minimalista e pelas letras que ecoavam o grito de uma juventude que queria ser ouvida.

A recepção da crítica foi explosiva. Cabeça Dinossauro foi descrito como “violento”, “áspero” e “revolucionário” por jornais e revistas da época. Adjetivos que, longe de reduzir sua potência, o consagraram como um marco da cultura nacional. Décadas depois, o álbum figura em praticamente todas as listas dos maiores álbuns da história do rock brasileiro e permanece atual em sua mensagem de inconformismo.

“Construímos um forte vínculo com todos os músicos durante a turnê Titãs Encontro, que revolucionou o mercado de entretenimento ao vivo no Brasil. E não poderíamos deixar passar um marco tão importante da música brasileira: as quatro décadas do álbum Cabeça Dinossauro. Foi então que nos reunimos com os Titãs Branco Mello, Sérgio Britto e Tony Bellotto para pensar em uma celebração à altura do álbum”, afirma Alexandre Wesley, VP Global Music Promoter da 30e.

“Celebrar os 40 anos de Cabeça Dinossauro é reconhecer um dos discos mais transformadores da história da música brasileira e o legado dos Titãs como uma banda que deu voz a diferentes gerações. Estar presente nesse momento reforça a forma como o Itaú se relaciona com a música ao longo de seus 100 anos: não como um espectador, mas como um agente que atua na construção de acesso e de facilidades, viabilizando experiências e encontros que ficam na memória. A pré-venda exclusiva e as condições especiais para nossos clientes fazem parte desse papel de facilitador de jornada, sempre com o objetivo de gerar principalidade e estar ao lado das pessoas nos momentos que ajudam a contar a história do Brasil”, afirma Rodrigo Montesano, Superintendente de Experiências e Conexões de Marcas do Itaú

O espetáculo terá direção de Otávio Juliano, profissional renomado que também assinou o show do Titãs Encontro e trabalhou com nomes importantes da música brasileira, entre eles Caetano Veloso e Maria Bethânia.

Data: 25 de abril de 2026 (sábado)

Cidade: Belo Horizonte - MG

Local: BeFly Hall - Av. Nossa Sra. do Carmo, 230 - Savassi, Belo Horizonte - MG, 30330-000

Horário: 21h

Use máscara cobrindo a boca e o nariz.  Se cuide!



Reflexão do dia


 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

"Pretos no Topo" celebra cultura negra em show na Casa Outono

Foto: Marco Paulo


Espetáculo reúne Maurício Tizumba, Maíra Baldaia e Jhessy Vilas em apresentação com repertório autoral e clássicos brasileiros

A Casa Outono, em Belo Horizonte, recebe na segunda-feira (27), o espetáculo “Pretos no Topo”,  um encontro de gerações para celebrar a potência e a identidade da cultura preta. A apresentação é gratuita, com retirada antecipada de ingressos no site Sympla.

O projeto reúne no o músico Maurício Tizumba, ao lado das cantoras Maíra Baldaia e Jhessy Vilas, nomes da nova geração da música mineira. Jhessy assina a idealização e produção do espetáculo.

“Pretos no Topo” aborda negritudes, os sentimentos de orgulho e a valorização da cultura negra. No repertório, a apresentação reverencia compositores e intérpretes da música brasileira, como Milton Nascimento, Luiz Melodia, Vander Lee e Elza Soares, além de incluir músicas autorais. Vale muito a pena prestigiar.

A proposta mistura música, performance e elementos de forte carga emocional, em uma experiência sensível que convida o público a refletir sobre identidade, liberdade e pertencimento.

No palco, os artistas serão acompanhados por uma banda formada por Bia Nascimento (violão), Carolina Rodrigues (violoncelo) e Débora Costa (percussão e violão). O espetáculo conta ainda com participações especiais de Babi Lomáz e Vívian Barcelos. Imperdível!

 Pretos no Topo 

Local: Casa Outono (Rua Outono, 126 – Carmo, Belo Horizonte)

Data: 27de abril, segunda-feira

Horário: 19h30 

Ingressos: Os ingressos são gratuitos mediante retirada com antecedência na plataforma Sympla

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!