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| Letícia Leal - Foto: Natália Bassi |
O Sistema Fecomércio MG, por meio do Sesc em Minas, lança o Selo Sesc Minas Musical, iniciativa criada para valorizar, registrar e ampliar a visibilidade da produção fonográfica mineira. O projeto reforça a atuação da instituição como uma das principais incentivadoras da música em Minas Gerais e passa a integrar as ações voltadas ao fortalecimento da cultura e dos artistas do estado.
A primeira edição do selo reúne sete trabalhos musicais selecionados com o objetivo de representar a diversidade cultural, territorial e geracional de Minas Gerais.
A partir de Agosto de 2026, serão lançados os álbuns completos de Fabinho do Terreiro, nome relevante do samba belo-horizontino, e da banda Varanda, de Juiz de Fora, representante da nova geração do rock alternativo. Além dos discos, o projeto contempla o lançamento de singles dos artistas Guarda de Moçambique Nossa Senhora do Rosário Efigênia de Ouro Preto, Ezkiel, de Itabirito; Deh Muss, de BH; Pelos, também da capital; e Letícia Leal, de Teófilo Otoni.
Para o presidente do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac, Nadim Donato, o projeto representa mais um passo no compromisso da instituição com a cultura mineira.
“Minas possui uma riqueza musical reconhecida nacionalmente. Com o Selo Sesc Minas Musical, queremos contribuir para que esses artistas alcancem novos públicos, fortaleçam suas trajetórias e tenham sua produção registrada para as próximas gerações. É uma iniciativa que valoriza a diversidade cultural do estado e amplia as oportunidades para os músicos mineiros”, explica Nadim.
As obras já estão disponíveis para pré-save nas principais plataformas de streaming. Mais informações podem ser acessadas em: https://mais.sescmg.com.br/selosescminas. Até o fim do mês, apresentações presenciais em Belo Horizonte irão celebrar os lançamentos e aproximar o público dos artistas participantes.
Minas é o terceiro estado a ter um Selo Sesc de música, ao lado de São Paulo e Pernambuco.
Curadoria e critérios
Os sete artistas foram selecionados por um grupo curatorial formado por Barral Lima, Bia Nogueira e Carol de Amar, profissionais com atuação destacada no mercado fonográfico e ampla conexão com a cena cultural mineira. O processo contou ainda com a participação da equipe da Gerência de Cultura do Sesc em Minas, representada por Carol Fescina, Roger Deff e Débora Silva.
A escolha dos participantes considerou critérios como multiplicidade cultural, intergeracionalidade e identidade, buscando refletir a pluralidade da música produzida em Minas Gerais.
Artistas
Fabinho do Terreiro: um dos mais importantes compositores do samba mineiro, tem músicas gravadas por nomes como Zeca Pagodinho, Neguinho da Beija-Flor, Agepê, Gracia do Salgueiro e Nelson Rufino. Apesar da extensa trajetória como compositor, este será seu primeiro álbum autoral.
Varanda: a banda de Juiz de Fora aposta em uma sonoridade que transita pelo indie pop, aliada a letras marcadas por humor e otimismo. O grupo representa a renovação do rock mineiro e a conexão com o público jovem.
Ezkiel: vencedor do Festival da Música de Itabirito 2025, o artista local combina rap, afrobeat, samba, reggae e outras influências da música negra em trabalhos que dialogam com referências regionais e contemporâneas.
Letícia Leal: violeira, cantora e compositora, desenvolve uma pesquisa musical que aproxima a viola caipira da música instrumental, do pop e da MPB. Também atua na formação e difusão cultural por meio de projetos educacionais e coletivos.
Deh Muss: cantora, compositora e produtora, suas composições unem elementos acústicos e experimentações eletrônicas em canções que abordam temas ligados ao autoconhecimento e à transformação.
Pêlos: criada em 1999 no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, a banda é referência do rock mineiro. Sua obra incorpora influências de soul, funk, jazz e blues, além de reforçar pautas ligadas à representatividade negra e periférica.
Guarda de Moçambique Nossa Senhora do Rosário Efigênia de Ouro Preto: grupo tradicional de Ouro Preto, preserva manifestações afro-brasileiras ligadas às festividades de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Por meio da música, da dança e dos cortejos, mantém viva uma importante expressão da cultura popular mineira.
Sobre a Fecomércio MG e o Sesc em Minas
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado, abrangendo cerca de 750 mil empresas e respondendo por mais de 50 sindicatos. Hoje sob a presidência de Nadim Donato, a Fecomércio MG atua há 87 anos como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções através do diálogo com o poder público e a sociedade.
Outra importante atribuição da entidade é a administração do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Minas Gerais. A atuação integrada das três casas fortalece a promoção de serviços que beneficiam comerciários e comerciárias, empresários e empresárias e a comunidade em geral, a partir de suas diversas unidades distribuídas pelo estado.
Há quase 80 anos, o Sesc cumpre a missão de promover o encontro das pessoas com o bem-estar e a qualidade de vida. São encontros diários com a Ação Social, a Saúde, a Educação, o Turismo, o Lazer, o Esporte e a Cultura. Fundado pela Confederação Nacional do Comércio em 13 de setembro de 1946, o Sesc em Minas é uma instituição privada mantida pela contribuição sindical do empresariado do comércio. Em Minas Gerais, o Sesc atua em todas as regiões do estado, com 38 unidades fixas e 13 unidades móveis.
A Fecomércio MG também trabalha em estreita colaboração com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), hoje presidida por José Roberto Tadros, e atua ativamente na defesa dos interesses do setor nos âmbitos municipal, estadual e federal. Seu papel é fundamental para transformar a vida de cidadãos e cidadãs e impulsionar a economia mineira.



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