Choose your language

terça-feira, 18 de agosto de 2026

O Mercador de Veneza de Shakespeare abre sessão extra em Belo Horizonte

Foto: Ronaldo Gutierrez 


Produção teve ingressos esgotados nas temporadas de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Curitiba, Porto Alegre e Brasília e agora abre sessão extra em Belo Horizonte. Serão três apresentações, nos dias 5 e 6 de setembro, no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes. Os ingressos já estão à venda. 

Após anunciar a chegada em Belo Horizonte, O Mercador de Veneza, do dramaturgo inglês William Shakespeare (1564-1616), abre sessão extra no sábado (5), às 16h, na capital mineira. 

A montagem estará no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes  em setembro, sábado (6), às 16h (sessão extra) e 20h, e domingo (7), às 18h. A peça tem direção de Daniela Stirbulov e é protagonizada por Dan Stulbach que dá vida ao marcante agiota Shylock em atuação deslumbrante. 

O projeto é uma coprodução da Kavaná Produções e Baccan Produções e já passou por diversas cidades brasileiras, como Rio de Janeiro, Brasília, Recife, Curitiba e São Paulo, com sessões esgotadas e públicos variados. Desde a estreia, em abril de 2025, O Mercador de Veneza mantém uma trajetória consistente alcançando a marca de 60 mil espectadores.

O elenco também conta com Augusto Pompeo (Duque), Amaurih Oliveira (Lorenzo e Príncipe de Marrocos), Cesar Baccan (Antônio), Gabriela Westphal (Pórcia), Júnior Cabral (Graciano), Marcelo Diaz (Lancelotte Gobbo), Marcelo Ullmann (Bassânio), Maria Clara Strambi (Jéssica), Rebeca Oliveira (Nerissa), Renato Caldas (Solânio e Tubal) e Thiago Sak (Salarino e Príncipe de Aragão).

A trama acompanha Antônio, um mercador que contrai uma dívida com o agiota judeu Shylock para ajudar seu amigo Bassânio. Como garantia, Antônio afiança uma libra de sua própria carne. O não pagamento da dívida desencadeia um julgamento dramático, colocando em pauta temas como justiça e preconceito.

“Lidar com os desafios shakespearianos é abrir espaço para o risco, para o confronto com o que somos — e com o que podemos ser. E expandir o entendimento sobre a vida: as relações humanas em sua complexidade e contradições. Vilões e heróis se confundem nas máscaras sociais. A obra, atravessada por tensões religiosas e preconceitos, nos confronta sobre intolerância, identidade e justiça — temas tão atuais quanto no tempo em que foi escrita”, reflete Daniela Stirbulov.

O espetáculo transporta a trama da Itália do século XVI para um cenário contemporâneo, onde questões como antissemitismo, preconceito racial e as guerras motivadas pelo capital ganham mais força. Nesta montagem, Shylock é elevado a protagonista, e a história é narrada a partir de seu ponto de vista.

A encenação utiliza uma estrutura acrílica transparente elevada no centro do palco, que serve de tablado para os atores. No alto, um painel circular de LED exibe palavras, frases e imagens ligadas à ação, captadas em tempo real por um operador de câmera. A música é executada ao vivo por uma baterista no palco.

“Estar à frente da direção me possibilitou criar um universo contemporâneo. A história, escrita no contexto do capitalismo emergente do século XVI, foi transportada para os anos 1990 — década marcada pela aceleração da globalização e pelo surgimento de uma nova ordem mundial. Estabelecemos a Bolsa de Valores como espaço central, implantando a atmosfera das negociações financeiras do tempo presente e o dinheiro como motor principal das relações”, explica a diretora.

FICHA TÉCNICA

Texto: William Shakespeare. Direção: Daniela Stirbulov. Tradução, Adaptação e Assistência de Direção: Bruno Cavalcanti. 

Elenco / Personagem: Dan Stulbach (Shylock), Augusto Pompeo (Duque), Amaurih Oliveira (Lorenzo e Príncipe de Marrocos), Cesar Baccan (Antônio), Gabriela Westphal (Pórcia), Júnior Cabral (Graciano), Marcelo Diaz (Lancelotte Gobbo), Marcelo Ullmann (Bassânio), Maria Clara Strambi (Jéssica), Rebeca Oliveira (Nerissa), Renato Caldas (Solânio e Tubal) e Thiago Sak (Salarino e Príncipe de Aragão). 

Cenografia: Carmem Guerra. 

Cenotécnico: Douglas Caldas. 

Desenho de Luz: Wagner Pinto e Gabriel Greghi. 

Figurino e Visagismo: Allan Ferc. Assistente de Figurino: Denise Evangelista. Peruqueiros: Dhiego Durso e Raquel Reis. Direção de Movimento: Marisol Marcondes. Aderecista: Rebeca Oliveira. Baterista: Caroline Calê. Consultoria Sobre Shakespeare: Ricardo Cardoso. 

Vídeo e Imagem: André Voulgaris. 

Fotos: Ronaldo Gutierrez.

 Design Gráfico: Rafael Oliveira Branco. Operação de Luz: Jorge Leal. 

Operação de Som: Eder Sousa. 

Motorista: Cosme Araujo. 

Assistente de Produção: Amanda Nolleto. Produção Executiva: Raquel Murano. Direção de Produção: Cesar Baccan e Marcelo Ullmann. 

Produção: Kavaná Produções e Baccan Produções.

 Produção Local: CRO Comunicação.

O Mercador de Veneza. Classificação: 12 anos. Duração: 95 minutos.

Grande Teatro Cemig Palácio das Artes – Av. Afonso Pena, 1537, Centro, Belo Horizonte, MG 

Capacidade: aprox. 1.500 lugares. Temporada: Dias 5 e 6 de setembro. Sábado, às 16h (sessão extra) e 20h; e domingo, às 18h. Vendas: Sympla e bilheteria do Palácio

Valores de ingresso: A partir de R$ 70

DANIELA STIRBULOV 

É diretora teatral, atriz e produtora em São Paulo. Mestre em direção teatral pela University of Essex (Londres); graduada em artes cênicas pela Universidade de São Paulo; e formada pelo Núcleo Experimental de Artes Cênicas do SESI. Faz parte do Young Vic's Directors Network e participou do Grupo de Estudos de Teatro Musical da ECA-USP. 

Entre seus principais projetos estão “Tom Jobim”, musical de Nelson Motta e Pedro Brício, diretora residente; “Cabaret” de Joe Masteroff, Fred Ebb e músicas de John Kander, assistente de direção e diretora residente; “Ney Matogrosso - Homem com H”, de Marilia Toledo e Emilio Boechat, codiretora e diretora residente; “Silvio Santos vem aí, uma comédia musical”, de Marilia Toledo e Emílio Boechat com músicas de Marco França, codiretora e diretora residente; “Nu de Botas, das linhas às luzes”, baseado no livro de Antônio Prata, diretora; “João e Maria, o musical”, de Daniela Stirbulov e Emilio Boechat, com músicas e letras de Fred Silveira e Willian Sancar, diretora e roteirista; “O Mágico di Ó”, de Vitor Rocha e arranjos de Marco França, diretora; “Home Office”, diretora de alguns episódios da série da Amazon Prime; “As Centenárias”, uma livre adaptação do texto de Newton Moreno, diretora e produtora; “Memórias de um Gigolô”, de Miguel Falabella e músicas de Josimar Carneiro, diretora residente; "Menino Maluquinho", o musical em parceria com Ziraldo, diretora; “The Looney Tunes Live”, de Marilia Toledo, assistente de direção e diretora residente; “Cocoricó, o show”, de Marilia Toledo, assistente de direção e diretora residente; “Ópera Dido e Eneas”, de Henry Purcell, assistência em direção para o Teatro da Vertigem.

Em Londres, “Kill Them”, de Otto English, diretora; “Sundowtown, a new musical”, de Adam Wachter, assistente de direção; “Antony & Cleopatra”, de William Shakespeare, assistente de direção. 
É sócia-fundadora junto com Velson D'Souza do Espaço Co.Lab, lugar de treinamento, prática, colaboração e criação artística, onde coordena o Grupo de Estudos Direção Teatral. Como atriz, trabalhou com diretores renomados como Kléber Montanheiro, Lavínia Pannunzio, Zé Henrique de Paula, Lígia Cortez, Amauri Falseti, Marcelo Galdino, entre outros.

Reflexão do dia


 

domingo, 16 de agosto de 2026

Sarau Vagalume estreia com encontro de artistas e celebra a cena musical independente em BH

Foto: Divulgação 


Evento gratuito será realizado no dia 23 de agosto, às 16h30, no INCC Café, reunindo artistas independentes da cena cultural da capital mineira

Belo Horizonte recebe a primeira edição do Sarau Vagalume em celebração à cena musical e à produção artística independente da capital mineira. A iniciativa reúne música, performance, poesia, diversidade e diferentes expressões da cultura urbana, será realizado no domingo (23), às 16h30, no INCC Café, que fica na Avenida Brasil, 75, no Santa Efigênia.

O projeto, idealizado pela cantora e compositora mineira Lu Mattos, nasceu com o propósito de dar visibilidade a artistas que desenvolvem trabalhos autorais, mas muitas vezes encontram dificuldades para se apresentar na cidade, estabelecer uma relação mais próxima com o público e ampliar as oportunidades de circulação de seus shows.

“Inspirado na imagem do vagalume, o sarau parte da ideia de que cada artista independente carrega uma luz própria e que o encontro dessas diferentes trajetórias pode contribuir para iluminar e fortalecer a cena cultural”, ressalta a responsável pelo projeto.

A estreia do sarau contará com a participação de três atrações musicais, como a própria idealizadora do movimento, que possui três álbuns autorais lançados, e também desenvolve projetos de educação musical voltados para crianças da rede pública de ensino.

O cantor Jimmy Andrade, artista não-binário (parte da População LGBTQIAPN+) do Vale do Jequitinhonha, também estará presente. Seu trabalho transita pelo indie pop brasileiro, com referências vintage e influências do interior de Minas Gerais.

Outro destaque será Sofia Cupertino, cantora, compositora, professora de canto, mestre em Música pela UFMG. A artista possui trabalhos autorais lançados e atua na valorização da produção independente de Belo Horizonte.

De acordo com Lu Mattos, cada edição do projeto será marcada por encontros entre diferentes vozes da cena independente. O foco é a valorização da música autoral e a contribuição no fortalecimento da produção cultural plural na capital mineira. 

Sarau Vagalume estreia com encontro de artistas e celebra a cena musical independente em BH

Data: 23 de Agosto (domingo)

Horário: 16h30

Local: INCC Café - Avenida Brasil, 75 – Santa Efigênia, Belo Horizonte (MG)

Atrações: Lu Mattos, Jimmy Andrade e Sofia Cupertino

Entrada: gratuita


Kauan Calazans e Docontra lançam novo single “De Cabeça no Planeta"

Foto: Divulgação 


Algumas músicas chegam como novidade. Outras, como reencontro. É justamente desse encontro entre passado e presente que nasce “De Cabeça no Planeta”, novo single de Kauan Calazans criado a partir de um convite do projeto Docontra, idealizado pelo músico e produtor Koe Willy. A faixa já está disponível nas plataformas digitais, marcando um momento especial na trajetória de ambos os artistas.

Conhecido por sua caminhada entre o rock brasileiro, a canção popular, a psicodelia e a poesia urbana, Kauan apresenta aqui uma faceta que remete diretamente aos seus primeiros passos na música. Antes dos palcos, dos projetos autorais e das experimentações que marcaram sua carreira, o artista teve sua formação profundamente ligada ao universo do punk rock, do hardcore e do ska, gêneros que moldaram sua visão artística, sua relação com a música ao vivo e sua maneira de enxergar o mundo.

O convite de Koe Willy para participar da faixa acabou se transformando em algo maior do que uma simples colaboração. “De Cabeça no Planeta” tornou-se uma oportunidade de revisitar influências fundamentais e reconectar-se com a energia musical que esteve presente no início de sua trajetória, quando os palcos alternativos, os encontros entre amigos e a cultura do ska e do punk faziam parte de sua formação artística e humana.

O resultado é um ska solar, vibrante e carregado de personalidade carioca. Com guitarras pulsantes, balanço contagiante e uma atmosfera que convida ao movimento, a música retrata cenas, encontros e sensações que poderiam acontecer em qualquer esquina do Rio de Janeiro. A letra soa leve e espontânea, mas carrega uma intensidade emocional que se revela aos poucos, transformando situações cotidianas em uma celebração da própria experiência de estar vivo.

Há na composição um espírito tipicamente carioca: a capacidade de encontrar poesia na correria, beleza no improviso e significado nos pequenos acontecimentos do dia a dia. É uma canção que fala sobre mergulhar na vida sem excesso de cálculo, aceitando suas surpresas, contradições e possibilidades.

A parceria encontra terreno fértil na identidade artística do Docontra. Criado por Koe Willy, o projeto vem construindo uma trajetória marcada pela mistura entre ska, reggae, punk rock e experimentações sonoras, transformando conflitos internos, excesso de pensamentos e emoções intensas em canções diretas, honestas e carregadas de energia.

Em “De Cabeça no Planeta”, esses universos se encontram de forma natural. De um lado, a intensidade criativa e a força emocional do Docontra. Do outro, a experiência de um compositor que, ao revisitar suas raízes musicais, encontra novas formas de expressar sua identidade artística.

A capa do single sintetiza esse espírito. Entre prédios, ônibus, fios, coqueiros e explosões de cor, uma figura mergulha de cabeça no planeta, como quem decide abandonar o controle e abraçar o movimento da vida. A imagem funciona como metáfora perfeita para a canção: um convite para viver com intensidade, aceitar as contradições do caminho e seguir em frente mesmo quando tudo parece acontecer ao mesmo tempo.

Mais do que uma parceria, “De Cabeça no Planeta” representa um retorno afetivo às origens e, ao mesmo tempo, um novo capítulo na trajetória de Kauan Calazans. Um artista que segue expandindo seus horizontes criativos sem perder a conexão com as sonoridades que ajudaram a construir sua identidade.

Título: De Cabeça no Planeta

Artistas: Kauan Calazans + Docontra

Gênero: Ska / Rock Brasileiro / Reggae

Disponível em: Todas as plataformas digitais

SOBRE DOCONTRA

É um projeto musical brasileiro criado pelo músico e produtor Koe Willy que mistura ska, reggae, punk rock e experimentações sonoras para transformar conflitos internos, cotidiano e emoções intensas em música. Com letras diretas, pessoais e literais, o projeto aborda temas como ansiedade, excesso de pensamentos e relações humanas.

A trajetória do projeto passa pelos lançamentos “Crio Coisas Que Não Existem”, “Dentro da Minha Cabeça” e “Tudo ao Mesmo Tempo”, trabalhos que expandem diferentes lados da identidade sonora e emocional do artista. Entre explosões de energia, vocais melódicos e elementos experimentais, Docontra constrói uma sonoridade marcada por intensidade, identidade e autenticidade.

Reflexão do dia