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quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Cancelamento do Carnaval do BEM 2022

Diante do cenário de incertezas criado em Belo Horizonte para produtores e consumidores de eventos, a organização do Carnaval do BEM, que aconteceria nos dias 27 e 28 de fevereiro, no gramado do Mineirão, comunica o cancelamento da edição de 2022. 

A produção do evento enfrenta dificuldades para seguir com o cronograma de trabalho, já que o próprio poder público não emite um posicionamento para prosseguir ou recuar definitivamente. Um festival do porte do Carnaval do BEM é planejado com meses de antecedência, envolve uma grande estrutura, profissionais especializados e investimentos financeiros. A incerteza disseminada na cidade, faltando apenas um mês para a data programada, inviabiliza a execução do planejamento que estava sendo trabalhado e promove a insegurança. A organização se viu obrigada a tomar uma decisão com antecedência para que não haja surpresa ou entrega diferente da que prometeu.

Os ingressos adquiridos serão cancelados imediatamente e estornados conforme o prazo de cada modalidade de compra (PIX ou cartão de crédito – dependendo da operadora e fechamento da fatura), a partir do dia 28 de janeiro de 2022. Para quem comprou via boleto bancário, a solicitação deverá ser enviada por meio do link estorno-boleto.carnavaldobem.com.br.

Com os votos de que no próximo ano o Carnaval do BEM possa ser realizado, a organização do evento agradece aos clientes que já tinham garantido a entrada, além dos fornecedores, prestadores de serviço e artistas escalados para promover a alegria no gramado do Mineirão.

Att,

Equipe Carnaval do Bem

domingo, 23 de janeiro de 2022

Pediatra esclarece dúvidas sobre segurança da vacinaçāo para crianças

Assim como os adultos, crianças precisam
se vacinar e usar máscara
Foto: Elias Ramos
Em Minas Gerais, a imunização do público infantil já foi iniciada

Com a segunda maior população infantil do Brasil, Minas Gerais iniciou a imunização contra Covid-19 nas crianças entre 5 e 11 anos. O Estado recebeu do Ministério da Saúde o primeiro lote com 110 mil doses da Pfizer/Comirnaty - Pediátrica. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), a expectativa é que o primeiro lote permita a vacinação de pelo menos 6% das crianças mineiras.

Segundo projeções do IBGE de 2018 (últimas publicadas), a quantidade de crianças de 5 a 11 anos seria de 1.846.030, em Minas. São crianças que podem se livrar de fazer parte do triste número de mortes por Covid-19 no Estado. Nesta faixa etária, foram seis vidas perdidas em 2020 e o dobro em 2021, de acordo com dados do e-SUS Notifica, até 27 de dezembro do ano passado.

O número de casos no Estado é preocupante. Foram mais de 34 mil crianças infectadas, em Minas Gerais, somente em 2021. Isso representa mais que todos os estados da Região Norte juntos (27.058) e que a Região Centro-Oeste também (33.511).

A médica pediatra e infectologista do Sistema Hapvida, Sílvia Fonseca, tira as principais dúvidas dos pais com relação à vacinação e garante que a imunização é realmente necessária para os pequenos. Confira:

1. A vacina é realmente necessária para crianças?

Sim. Apesar de que as crianças, em sua maioria, têm quadros mais leves da infecção pelo SARS-CoV 2. Com o passar dos meses destes dois últimos anos pudemos registrar um número expressivo de mortes em crianças também. Além disso, há a síndrome inflamatória multissistêmica (SIM), uma condição grave que necessita de hospitalização e, muitas vezes, Unidade de Terapia Intensiva.

Não sabemos quantas crianças desenvolveram Covid longa, que é a manutenção de sintomas após quatro semanas da infecção aguda. Estes sintomas podem variar de febre, cansaço, falta de concentração e falta de ar. E como a pandemia não dá tréguas, principalmente com o surgimento periódico de novas variantes muito transmissíveis, nossos pequenos estão em risco de terem Covid grave e Covid longa.

Outros aspectos importantes é que as crianças, mesmo pouco sintomáticas ou assintomáticas, podem transmitir a infecção para pessoas com fatores de risco (por exemplo, avós e bisavós), perpetuando o sofrimento das famílias.

Além disso, a vacinação da faixa etária entre 5 e 11 anos vai proteger as crianças menores que não podem receber a vacina e vai permitir que as crianças não fiquem doentes e possam participar da escola e demais atividades tão importantes para o desenvolvimento das crianças.

2. A vacina é realmente segura para crianças?

Sim. Antes das vacinas serem liberadas para crianças nos Estados Unidos, testes rigorosos de segurança foram feitos com a vacina da Pfizer envolvendo milhares de crianças. Até agora, estima-se que pelo menos oito milhões de doses foram aplicadas em crianças desta faixa etária entre 5 e 11 anos, com efeitos colaterais brandos e nenhuma morte atribuída à vacina. A vacina Coronavac, ainda não liberada para crianças no Brasil, mas usada em muitos países, como a China e Chile, teve um efeito excelente na prevenção da doença, sem eventos adversos graves. Uma segunda análise do CDC tornada pública avaliou cerca de 700 hospitalizações por Covid-19 entre crianças e adolescentes nos EUA. A principal conclusão foi que entre 77,9% das crianças e adolescentes internados com Covid-19 aguda, apenas 0,4% dos pacientes em idade vacinável haviam recebido o esquema vacinal completo.

3. A vacina das crianças é diferente da dos adultos?

Ela é feita da mesma maneira, usando esta segura tecnologia de "RNA mensageiro", que permite que a vacina nunca se transforme em vírus vivo. Porém, tem doses menores, pois o sistema imune das crianças se mostrou muito eficiente para produzir anticorpos (91% de eficácia), mesmo com uma dose muito menor (cerca de 1/3 menor). Para não ter confusão, o frasco é diferente, com tampa de outra cor, e o Ministério da Saúde propõe locais diferentes para a vacinação das crianças, com agulhas apropriadas para o público infantil.

4. A criança pode parar de usar máscara depois de tomar a vacina?

Não. Assim como com os adultos, a máscara deve ser usada por todos acima de 2 anos de idade, pois, mesmo vacinadas, as crianças ainda podem ter infecção ainda que leve, mas transmissível. Importante ressaltar que as vacinas protegem contra a doença que leva à hospitalização, necessidade de oxigênio, CTI e morte, mas não impedem completamente as infecções leves. Enquanto o vírus estiver circulando no mundo, temos que usar todas as barreiras possíveis: vacina, máscara, distanciamento social e álcool em gel.

5. A Covid-19 vai acabar um dia?

Esperamos que sim. Mas, o mundo todo tem que ser vacinado. Infelizmente, temos notícias de que os países mais pobres não conseguiram imunizar a maioria da sua população e isso propicia uma grande replicação viral nos não vacinados e a possibilidade de variantes cada vez piores. Quando todos estivermos vacinados, a esperança é que sim, que a Covid-19 seja apresentada somente em aulas de história.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

É preciso se cuidar

Em várias cidades do mundo, o número de pessoas contaminadas pelas variantes do Covid-19 tem aumentado. Em alguns lugares também há um surto de gripe. 

É preciso que a população se cuide com o uso de máscara ( mesmo se na sua cidade ou país haja pessoas que não usem), fazer higiene das mãos com água, sabão e álcool em gel. E vacinar...ainda há pessoas que sequer tomaram a primeira dose. A população se unindo e tomando esses cuidados com empenho conseguiremos passar por essa pandemia e seguir em frente. 

Cuidem-se! Vacinem-se, usem máscaras, evitem lugares cheios e abafados.

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Como a pandemia da Covid-19 pode mudar como veremos a ciência no futuro

 Por Elcio Abdalla*

Os benefícios da ciência estão em toda a parte, do celular no bolso ao remédio para dor de cabeça. A pandemia da Covid-19, no entanto, colocou o cidadão comum frente a frente com termos típicos de pesquisas científicas pela primeira vez. A rapidez com que as vacinas foram desenvolvidas também provaram a muitos a importância deste tipo de conhecimento, e não apenas para o tratamento do vírus: é graças ao imunizante que as atividades econômicas poderão ser retomadas, por exemplo.

É de se pensar que, na pós-pandemia, o mundo estará mais consciente da necessidade de investimento na ciência e inovação, e deverá valorizar ainda mais esses profissionais e seus conhecimentos. No entanto, essa percepção positiva será apenas parte da realidade. E a valorização da ciência não contará toda a história de como a pandemia afetou a sociedade.

Nunca o movimento antivacina teve tanta força no Brasil e nos Estados Unidos, principalmente, mas também em outras partes do mundo. Nós, que já fomos exemplo mundial em imunização, também vemos um número crescente de negacionistas, muitas vezes apoiados por autoridades políticas. Argumentos baseados em falta de informação e sem qualquer rastro na história: as vacinas extinguiram doenças que por milhares de anos mataram os seres humanos, como a varíola e a poliomielite, por exemplo. É impossível pensar no progresso não apenas em saúde, mas também social e econômico, sem elas.

Então, diante destes dois cenários, o que podemos esperar da ciência após a pandemia? Um amigo médico uma vez me disse que nós "só aprendemos na dor". E acredito que isso é verdade. E, enquanto passamos por esse momento de sofrimento da Covid-19, também levaremos importantes lições. Tenho certeza que a humanidade, como um todo, já entendeu que, sem investimento em ciência, inovação e tecnologia, não há futuro, inclusive não há como pensar em sustentabilidade e em preservação sem ela. Isso ficará cada vez mais latente.

As universidades e centros de conhecimento e pesquisa nunca tiveram tanta atenção e foco da mídia e da população e a percepção de que elas são elementos externos à economia, como sempre foi muito propagado, também deve mudar. Fica cada vez mais evidente que essas instituições são parte pulsante da sociedade, produzindo conhecimento e promovendo o desenvolvimento humano todos os dias.

Por aqui, cabe esperarmos para ver como se descortinará a política no Brasil - país cujo investimento na ciência depende tanto do governo . Há diversos exemplos positivos, como a Fapesp, financiadora de pesquisa e projetos do Estado de São Paulo. O BINGO, primeiro radiotelescópio do país, que irá monitorar o céu brasileiro e a energia escura do universo, pelo sertão paraibano, foi financiado pela instituição, por exemplo. Ele será instalado na Serra do Urubu, no município de Aguiar, a 257 km da capital da Paraíba. Aliás, outro bom exemplo de políticas públicas de investimento em ciência vem do Governo do Estado da Paraíba, que recebeu esse projeto.

Como em qualquer área, há sempre percalços, é claro. Mas não há dúvida, no mundo, e talvez nunca tenha sido tão claro, que o avanço da ciência é, necessariamente, o progresso da sociedade. A Covid está aí pra mostrar isso.

*Elcio Abdalla é físico teórico brasileiro com reconhecimento internacional e importante liderança na pesquisa de física teórica no Brasil. Com doutorado e pós-doutorado pela Universidade de São Paulo, é atualmente professor titular do Instituto de Física dessa universidade, além de coordenador do Projeto Bingo, radiotelescópio brasileiro que está sendo construído no interior da Paraíba que fará o mapeamento da parte escura do universo.

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Cuidados ainda necessários nessa pandemia

 Por: Ricardo Bello

Nesses tempos atuais, em que o mundo vive uma pandemia, precisamos nos cuidar. Alguns países que já têm a vacinação bem adiantada conseguem flexibilizar medidas de segurança. Na Internet mesmo vemos fotos de shows e eventos lotados. Já em outros lugares, que tem baixos índices de vacinados, isso ainda nāo é possível. Embora sempre haja grupos de pessoas que lamentavelmente insistem em se comportar como se não houvesse um vírus pelo mundo afora levando vidas, repartindo famílias, separando amigos, amores, pessoas de várias idades e condições sociais.

Desta forma, o que todos podemos fazer é manter os cuidados. Usar máscaras tampando a boca e o nariz, lavar as māos com água e sabão ou álcool 70˚, além de evitar lugares cheios. Se precisar ir ao banco, supermercado ou qualquer local público, sempre manter os protocolos de segurança. 

Desta forma, contribuímos para amenizar os efeitos desta pandemia e com a graça de Deus, seguirmos a vida com cuidados e os aprendizados que viver essa história nos trouxe.  É um desafio mundial, mas se mantivermos as recomendações conseguimos ver dias melhores chegando...

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Nota Do Fórum Das Entidades Do Setor De Eventos de Belo Horizonte sobre a retomada dos eventos

O Fórum das Entidades Representativas do Setor de Eventos de Belo Horizonte manifesta a sua satisfação pelo anúncio da retomada dos eventos na capital mineira, realizado na tarde desta quinta-feira (01), pelo Comitê de Enfrentamento à Pandemia da Prefeitura de Belo Horizonte.

De acordo com os representantes da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, o decreto que autoriza o retorno dos eventos será publicado no próximo sábado (03). Portanto, estão autorizados shows, teatros, eventos corporativos e sociais, desde que sejam respeitados todos os protocolos exigidos e que estão disponíveis no portal da PBH.

A liberação dos eventos é um alento ao setor, que está impedido de trabalhar desde março de 2020. Este importante avanço é resultado do esforço conjunto das entidades representativas do setor de eventos, que sempre buscou o diálogo constante com a Prefeitura.

Representamos aproximadamente 4,32% do PIB nacional e reunimos cerca de 20 mil empresas somente em Minas Gerais. Salientamos que o universo de eventos engloba organizadores, empresários artísticos, fornecedores de som, iluminação, gastronomia, segurança, equipamentos de estruturas de eventos, geradores e mais um grande número de trabalhadores que dependem diretamente dos eventos, que dignificam suas próprias vidas e a daqueles que participam das atividades que organizamos.

ASSINAM AS ENTIDADES (em ordem alfabética)

Abeform- Associação Brasileira de Empresas de Formaturas e Afins

Abihmg - Associação Brasileira da Indústria de Hotéis

Abrape MG - Associação Brasileira dos Promotores de Eventos / Regional MG

Amee - Associação Mineira de Eventos e Entretenimento

Ampro Live Marketing- Associação de Marketing Promocional

BHC&VB - Belo Horizonte Convention & Visitors Bureau

Sindbufê MG - Sindicato Intermunicipal das Empresas de Buffet de Minas Gerais

Sindiprom MG- Sindicato da Empresas de Promoção, Organização e Montagem de Feiras Congressos e Eventos de MG

Ubrafe - União Brasileira dos Promotores de Feiras e Eventos de Negócios

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Minas Shopping promove campanha de doação de sangue

Doação de sangue ajuda a salvar vidas
Foto: Divulgação

Com a baixa no estoque dos hemocentros, o Minas Shopping decidiu abraçar a causa e está engajando clientes, colaboradores e lojistas em uma campanha para a doação de sangue. Seguindo asu orientações de higienização e segurança, o atendimento, em parceria com o Hemoservice, será realizado no dia 25 de junho, das 8h às 16h, no piso 2, em frente à loja Pernambucanas. Os doadores podem agendar horário com a equipe do Hemoservice pelo número (31) 99871-1498.

É possível salvar até três vidas com apenas uma doação. “Neste período de pandemia, as doações diminuíram muito. Queremos mobilizar as pessoas da região para que tenham mais comodidade em realizar as doações”, afirma Daniela Nascimento, analista de captação da Hemoservice. A meta é coletar mais de 100 bolsas de sangue. “O serviço será realizado com hora marcada, com conforto e segurança para os doadores. A campanha é mais uma oportunidade de reforçar nossos estoques e incentivar a doação”, explica.

Para ser um doador, é preciso levar um documento de identificação oficial com foto, ter entre 18 e 69 anos, pesar no mínimo 50kg e ter boas condições de saúde. No caso de menores de 18 anos, será necessário apresentar uma autorização do responsável. Para a doação, não é preciso estar de jejum, mas é necessário respeitar o intervalo de, no mínimo, três horas entre a última refeição e a coleta. Além disso, os homens podem doar a cada dois meses e, no máximo, quatro vezes por ano. Já as mulheres têm a possibilidade de doar a cada três meses, desde que totalizem até três doações por ano.

“Mesmo aqueles que, por algum motivo, não sejam doadores podem ajudar, motivando amigos e familiares”, afirma Ana Paula Alkmim, gerente de Marketing do Minas Shopping. Segundo ela, a ação tem como objetivo sensibilizar a população para a importância da doação. “Doar sangue não é apenas um ato de solidariedade. É um ato de valorização da vida e de amor ao próximo. Nós acreditamos na responsabilidade social e no compromisso de salvar vidas”, declara Ana Paula.

Sobre o Minas Shopping

Avenida Cristiano Machado, 4000 – União – Belo Horizonte (MG)

Telefone: (31) 3429-3500

Site: www.minasshopping.com.br

Facebook: www.facebook.com/Minasshopping

Instagram: @minas_shopping

Inaugurado no dia 25 de setembro de 1991, o Minas Shopping completou 29 anos em 2020, totalmente integrado à vida da comunidade da região nordeste da capital mineira. Transformou a região nordeste da cidade em um dos principais polos de crescimento da capital mineira, com a atração de novos empreendimentos para os bairros próximos.

Sobre o Grupo AD

Maior administradora independente de shopping centers do País, está presente em todas as regiões brasileiras. Seu portfólio é composto por 40 empreendimentos de diversos formatos, localizados tanto em capitais quanto no interior. São 30 anos de experiência em planejamento, comercialização e gestão de shopping centers. Além do marketplace para shoppings, o Grupo AD lançou recentemente a AlugueON, plataforma digital de locação de lojas e merchandising, que vai facilitar a prospecção dos locatários na obtenção do ponto comercial em sua estratégia de expansão comercial; seja em lojas, quiosques ou mídia no mall.

sábado, 12 de junho de 2021

Cuidados especiais nos dias de hoje

 Por: Ricardo Bello

A pandemia ainda não acabou e pelo mundo afora vemos notícias de falecimentos e hospitais lotados. Em alguns países a situação está um pouco mais controlada por causa das vacinas aplicadas na maioria da população. Desta forma, enquanto o mundo todo não consegue esse mesmo resultado  é preciso ter cuidado. No Brasil, milhares de pessoas da terceira idade ainda não foram vacinadas com a segunda dose dos imunizantes. Receber as duas doses é um passo muito importante para evitar o aumento da doença. Além de usar máscaras cobrindo a boca e o nariz, limpar as mãos e braços com álcool 70˚ e evitar locais cheios. 

Algumas pessoas não se preocupam, agem como se os tempos fossem como há alguns anos, sem pandemia. E esquecem que em virtude dessa doença muitas famílias sofrem, sonhos foram interrompidos. Pais, amigos, esposas, maridos, filhos e filhas se foram. É importante refletir sobre a importância dos cuidados com a saúde, a proteção individual e coletiva que salva vidas. E nos acende uma luz de esperança...ainda é possível mudar as atitudes e viver dias melhores...com fé e boas práticas todos os dias...

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Instituto Kairós cria projeto para minimizar os impactos da Covid-19

Fortalecer e gerar renda para o pequeno produtor agroecológico e ao mesmo tempo levar alimentos saudáveis para a mesa de milhares de famílias que estão sofrendo com os impactos da Covid-19, esse é objetivo da ação Quitanda Solidária, criada pelo Instituto Kairós. A iniciativa já chegou a Raposos, Brumadinho, Nova Lima, Itabirito e Belo Horizonte.  Criada em junho de 2020, a Quitanda Solidária já distribuiu 3.119 cestas de alimentos agroecológicos. Em um ano de funcionamento, mais de 16 toneladas de alimentos, beneficiando 327 famílias com doações de alimentos e gerando renda para 24 famílias de pequenos produtores. Para potencializar ainda mais a ação, a instituição lançouuma plataforma para receber as doações, que pode ser acessada através do:https://quitandasolidaria.kairos.org.br.

Todos os recursos doados são destinados para a distribuição de cestas de alimentos agroecológicos e para a implantação de hortas comunitárias nas localidades parceiras. Cada cesta contém no mínimo 5 quilos de alimentos, composta por 8 a 10 ítens agroecológicos variados: verduras, legumes, frutas, temperos e tubérculos com capacidade para alimentar e suprir as necessidades nutricionais de quatro pessoas por uma semana. Tudo é produzido de forma sustentável, por pequenos produtores de Brumadinho, Nova Lima e região. Completando a ação, em cada comunidade atendida são implantadas hortas comunitárias, gerando autonomia produtiva e difundindo os princípios da agrofloresta e práticas sustentáveis de cultivo.

"A Quitanda Solidária é uma forte ferramenta de inclusão social para o momento que estamos vivendo. Não há formas de vencer este tipo de crise sem solidariedade”, diz Rosana Bianchini, fundadora do Instituto Kairós e idealizadora da ação. E completa: “Só podemos ficar bem quando todos estiverem bem. Por isso trabalhamos há 18 anos junto a comunidades locais, incentivando modelos produtivos conscientes de economia circular e desenvolvimento em rede”.

Parceria com as comunidades

Para potencializar seu alcance, em cada comunidade o Instituto Kairós conta com um parceiro local para a distribuição das cestas. Na cidade de Itabirito, a distribuição acontece no bairro de Água Limpa, em parceria com o Projeto C.A.B.A.L. A comunidade de Várzea do Sítio, em Raposos, recebe as cestas por meio do apoio da Casa de Gentil. Já em Belo Horizonte, a distribuição é feita no Aglomerado da Serra em parceria com a Associação Comunitária de Moradores da Vila Cafezal e do Centro Cultural Lá da Favelinha. Em Brumadinho, elas são distribuídas no distrito de Casa Branca em parceria com a Associação Comunitária do Parque das Águas, em Piedade do Paraopeba e para o Asilo Lar de Idosos Padre Vicente Assunção, na sede do município. A ação está presente também em Nova Lima e no município a distribuição é realizada em Macacos, pelo próprio Kairós, que tem sede na comunidade.

Todos os parceiros são fundamentais para a construção dessa rede de inclusão e soberania alimentar. “O projeto só veio a agregar em nossa luta contra os impactos da pandemia na comunidade”, ressalta Amanda Persiquini, da Casa de Gentil, em Raposos A presidente da Associação Comunitária do Cafezal, Kika, também reforça a importância da iniciativa “todas as famílias estão muito felizes com a Quitanda Solidária aqui no Aglomerado da Serra. Essa é uma ação inovadora, o alimento vem fresquinho, direto do produtor!”.

A primeira horta comunitária foi implantada no bairro Água Limpa, em Itabirito, em parceria com o Projeto Socioeducativo C.A.B.A.L e os moradores já começaram a colher seus próprios alimentos. “A horta significa uma nova vida para todos nós. Aprendemos a plantar alimentos e colhemos dignidade e amor”, diz D. Rosa, fundadora e presidente da C.A.B.A.L.”

Doação para o Quitanda Solidária

Quem deseja somar a rede de solidariedade pode fazer sua doação direto no Portal da Quitanda Solidária (https://quitandasolidaria.kairos.org.br), que acaba de ser lançado. No site, o doador pode fazer uma contribuição pontual ou se tornar um assinante e colaborar com doações mensais. Épossível doar qualquer valor a partir de R$25,00.

Uma única doação contribui para a alimentação saudável de famílias, o escoamento da colheita de pequenos produtores locais, a manutenção de práticas produtivas sustentáveis, autonomia das comunidades e o desenvolvimento local. Aqueles que financiam a produção agrícola sustentável colaboram para uma mudança de consciência que integra componentes socioculturais, econômicos, técnicos e ecológicos que beneficiam todo o agrossistema. Uma verdadeira rede de inclusão e valorização dos recursos naturais.  “Produzir alimentos agroecológicos em sistemas agroflorestais significa estar em sintonia com a natureza. O plantio é feito por meio de consórcios com plantas variadas em grande número e de ciclos diferentes, o que garante fartura de alimentos o ano todo”, diz Flávio Nazaré de Lima, responsável técnico do Kairós pela implantação dos sistemas agroflorestais nas comunidades parceiras.

MAIS INFORMAÇÕES 

Site:  https://quitandasolidaria.kairos.org.br

Instagram: @institutokairos / @quitandasolidaria.kairos

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Em novo livro, Papa Francisco traz reflexões sobre a pandemia e aponta caminhos para uma sociedade mais justa

No dia 27 de março de 2020, o Papa Francisco, em uma Praça de São Pedro deserta e com o chão brilhando pela chuva, havia falado a milhões de pessoas sintonizadas em todo o mundo por meio da TV, celulares e computadores: "Em meio à tempestade, o Senhor nos convida a acordar e ativar a solidariedade e a esperança, sustento e significado nesta hora em que tudo parece naufragar". À medida que a pandemia se alastrava, com suas angústias e consequências, Francisco se revelava um ponto de referência constante, não apenas para os fiéis, mas para todos aqueles que sofriam pela doença ou a enfrentavam em suas diversas frentes. 

No livro Deus e o mundo que virá, que chega às lojas pela editora Planeta, Papa Francisco traz, ao longo de conversas com o jornalista Domenico Agasso, reflexões sobre o que aconteceu com a humanidade após o início da pandemia e ajuda o leitor a encontrar significado num período de grande sofrimento para o mundo inteiro, sempre ressaltando a importância da união entre todos sem distinção. "A vida é estarmos sempre juntos, e a fraternidade é imprescindível, porque sozinhos, mais cedo ou mais tarde, entramos em colapso. Se cuidarmos uns dos outros, todos poderemos viver melhor", ele afirma. 

O pontífice discute temas como a dignidade no trabalho e o papel da mulher na sociedade, além de chamar a atenção para a importância de a Igreja estar sempre voltada aos mais necessitados e não se "entrincheirar". Questionado por Domenico sobre o que leva algumas pessoas a se referirem a ele como "papa pauperista e comunista", ele responde: "Não é uma questão de política partidária, nem mesmo de ideologia. É o centro do Evangelho. E o primeiro a dar o exemplo foi Jesus, que se tornou pobre como nós. (...) Lembro-me de um santo bispo brasileiro dizia: ‘Quando cuido dos pobres, dizem que sou santo; quando pergunto a todos sobreas causas de tanta pobreza no mundo, me chamam de comunista". 

Deus e o mundo que virá foi lançado originalmente na Itália no final de março e agora chega ao Brasil com tradução de João Carlos Almeida (Pe. Joãozinho, scj). O livro transmite uma mensagem de fé em um momento que o mundo todo procura uma luz. "Jorge Mario Bergoglio, timoneiro da Igreja, papa do povo, das periferias e do diálogo, está determinado na sua multiforme obra de proximidade e incentivo. É um farol sempre aceso que nos ajuda a não nos perdermos na hora da escuridão. É o Pontífice da compaixão, da atenção a todos, da concretude cotidiana que contempla a eternidade; sustentada pela fé e pelo amor ao Planeta e a seus habitantes de hoje e de amanhã. Francisco prega e testemunha a solidariedade, a fraternidade e a ternura, para que aqueçam o coração das pessoas e ressoem na consciência dos que possuem responsabilidade de governo. Promove a generosidade e o altruísmo de que todo ser humano é capaz", escreve Domenico Agasso no epílogo da obra. 

SOBRE OS AUTORES 

Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, nasceu em Buenos Aires, na Argentina, em 17 de dezembro de 1936. Filho de imigrantes italianos, é sacerdote da Companhia de Jesus desde 1969. Foi ordenado bispo em 1992, nomeado arcebispo de Buenos Aires em 1998 e criado cardeal em 2001. No dia 13 de março de 2013, o Conclave o elegeu Bispo de Roma, o 266º papa da Igreja Católica. Escolheu seu nome de pontífice inspirando-se em Francisco de Assis, porque simboliza "homem da pobreza, homem da paz". 

Domenico Agasso nasceu em 1979. Formado em Ciências Políticas, jornalista e escritor, é vaticanista do jornal La Stampa e coordenador do Vatican Insider, site independente de informações sobre a Santa Sé e a Igreja Católica. Acompanhou o Papa Francisco em diversas viagens e recebeu duas entrevistas exclusivas para seu jornal, em agosto de 2019 e em março de 2020. Este livro é fruto de suas conversas pessoais com o pontífice. 

FICHA TÉCNICA 

Título: Deus e o mundo que virá - Uma conversa com Domenico Agasso 

Autores: Papa Francisco e Domenico Agasso 

Tradução: João Carlos Almeida (Pe. Joãozinho, scj) 

144 páginas 

Livro físico: R$ 41,90 

E-book: R$ 32,90 

Editora Planeta 

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Oto Mask contra a Covid-19: quando a inovação sai de onde menos se espera

 Uma inovação muitas vezes nasce de setores que não fazem parte de sua referência. Durante a pandemia da Covid-19, algumas empresas descobriram essa possibilidade ao pensar em novos caminhos, seja para tentar reduzir a velocidade de contaminação do vírus ou para tentar enfrentar os tempos difíceis com a queda nas vendas. A fabricante de brinquedos Elka, que tem 65 anos de atividade no Brasil na fabricação de brinquedos para a primeira infância, integrou esse coro. 

Segundo Eduardo Kapaz Junior, COO da Elka, a empresa tinha a expertise da produção de itens com termoplástico (TPE), o maquinário e a vontade de ajudar a resolver o problema da falta de máscaras para os consumidores no início da pandemia. A planta produtiva da indústria passou a abrigar um espaço dedicado para a fabricação da Oto Mask, uma máscara de proteção reutilizável, feita com material antimicrobiano com nanotecnologia que é lavável, equipada com filtro descartável e previne contra a contaminação do SARS-CoV-2. 

Tecnologia 

A nanotecnologia em questão são micropartículas de prata, composto produzido pela Nanox Tecnologia, que são capazes de inativar em mais de 99% a carga viral do novo coronavírus por contato em até 2 minutos, no caso da Oto Mask. Segundo Daniel Minozzi, CMO da Nanox, o processo de inativação do coronavírus, ao ter contato com o TPE se dá a partir da reação das micropartículas de prata ao vírus. "Ele entra em contato com a prata e passa por um processo de oxidação, que ocasiona a quebra de sua membrana e faz sua inativação". 

A Oto Mask também chama a atenção por seu design diferenciado, cujo formato é maleável e conta com duas válvulas nas quais os filtros são inseridos, ajudando na filtragem dos microrganismos, incluindo o SARS-CoV-2. 

Para garantir uma proteção eficaz, a máscara de proteção da Elka atende as necessidades dos consumidores finais, empresas e profissionais de saúde oferecendo duas categorias de filtros: cirúrgica e PFF2. 

Os filtros que integram o grupo cirúrgico são voltados para o uso por consumidores finais. Contam com camada tripla e capacidade de filtragem superior a 95% e tem prazo de validade de 4 horas de uso. Já os filtros da categoria PFF2 tem como foco oferecer uma forte proteção aos profissionais de saúde. Seu índice de filtragem é de 97%, maior do que o exigido pelo Inmetro, que é de 94%, além de estar em conformidade com as análises da RDC 142 do Ministério da Saúde e ABNT NBR 13698 que atestam equipamentos de proteção respiratória. Ele perde a eficácia a partir de 8 horas de uso e é próprio para ambientes hospitalares, onde há a maior circulação do vírus. 

Adequação e certificação 

A Elka teve que promover algumas mudanças em sua planta industrial para apostar na produção da Oto Mask. De acordo com Eduardo, um terço da área produtiva passou a ser dedicada somente para a produção da máscara, seguindo as exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para fazer a fabricação do produto com segurança. "Tivemos que isolar a área, desenvolver moldes para os filtros, separar as máquinas de lugar e deixar um ambiente focado somente na Oto Mask", conta. 

O projeto da máscara foi para o papel pouco tempo depois do início da pandemia e em 60 dias já estava gerando seus frutos nas máquinas da empresa. "É um projeto que normalmente leva um ano para ser concluído. Investimos em vários testes, análises de conformidades, entre outros e em dois meses nossa primeira máscara já estava sendo produzida", enfatiza Eduardo. 

A Elka tem a capacidade de produzir entre 300 mil e 400 mil máscaras de proteção mensalmente, o que deixa a empresa confortável quando acontece o aumento da demanda. 

Além de atender às normas técnicas, a Oto Mask tem a chancela de aprovação do Instituto Falcão Bauer de Qualidade (IFBQ), um dos órgãos mais importantes de certificação de produtos e sistemas, que tem grande representatividade na área de saúde. 

Perfil e custo/benefício 

A Oto Mask tem como um de seus principais diferenciais a possibilidade de ser lavada sem perder a capacidade de proteção contra a Covid-19. Segundo Minozzi, da Nanox, as micropartículas de prata são misturadas com o termoplástico no momento da produção da máscara, o que impede a ineficácia de ação do composto. "Enquanto o produto tiver vida útil, ele estará protegendo contra o coronavírus". 

Disponível em diversas cores, as máscaras de proteção da Elka custam entre R$ 14,99 a R$ 39,99, com elástico comum ou de silicone. Segundo Eduardo, elas caíram no gosto de um público final com estilo e personalidade, como cabeleireiros, tatuadores, profissionais de estética, fisioterapeutas, que têm contato direto com as pessoas. "São nichos de público bem fiéis ao nosso produto", enfatiza o CEO. 

Indy Kapaz, engenheiro industrial da companhia, coloca no lápis a relação custo benefício da Oto Mask, mostrando que, ao final, há economia na opção pela máscara, além de maior proteção. "O filtro sai R$ 1,50 o par. Uma máscara descartável custa em torno de R$ 3,00. Ambos têm o mesmo prazo de eficácia. Em dois meses já é possível sentir a diferença no bolso". 

Futuro 

De acordo com Eduardo Kapaz, a máscara é muito bem aceita pelo público final e que responde pelo maior core da compra da Oto Mask. O produto hoje é responsável por 3% a 4% do faturamento da Elka. "Parece ser pouco, mas quando é transformado em valores, o montante é significativo", afirma. 

Para os próximos meses, a intenção é intensificar a disseminação do produto no mercado de saúde, incluindo médicos e dentistas, enfatizando a adoção da máscara como um item de uso permanente, não somente em fases de pandemia. "Eu acredito que as pessoas entenderam a importância de usar máscaras e que estaremos sempre suscetíveis a sermos contaminados por microrganismos que ficam cada dia mais fortes e resistentes", conclui. 

Sobre Nanox 

Criada em julho de 2004, a Nanox® é uma empresa pioneira em nanotecnologia que produz e desenvolve soluções com materiais inteligentes para multimercados em parceria com empresas inovadoras. Composta por modernas áreas de produção, laboratórios de controle de qualidade, desenvolvimento de produtos, suporte técnico, científico, de marketing e uma equipe multidisciplinar qualificada, a Nanox® segue diretrizes de elevado nível de gestão e transparência. Com as diversas patentes de novos produtos e de aplicação, suas marcas registradas e suas premiações ao longo de seus anos de existência, a Nanox® diferencia-se pela capacidade de transformar o conhecimento de nanotecnologia em soluções úteis para a melhoria da qualidade de vida, e em competitividade para os negócios que as adotam. 

Conheça os perrengues enfrentados por quem precisa viajar durante a pandemia

 *Por Natasha de Caiado Castro 

Não existe mais modo automático na vida e, menos ainda, nas viagens. Até antes da pandemia, estávamos acostumados a fazer tudo de uma forma em que tudo se encaixava. Não é mais assim e, por enquanto, precisamos nos adaptar às novas realidades e aos perrengues que elas trazem, pois não sabemos quando ou mesmo se tudo voltará ao normal. 

No turismo, o sistema desencaixou. Pense em uma engrenagem: ela funciona bem porque todas as peças se "entendem", mas se um parafuso afrouxar, ela para ou fica descontrolada. No universo das viagens, as partes não estão mais conversando. As companhias aéreas não estão falando entre elas ou com os aeroportos, os hotéis ou mesmo as pessoas. Os aeroportos pouco explicam para os passageiros quando algo dá errado in loco. Responsabilidades são jogadas de colo em colo, e ninguém quer assumir os erros para os consumidores. 

Percebeu um personagem que aparece em todas as situações - e sempre do lado que precisa de auxílio? As pessoas - passageiros, consumidores, eu e você. 

O que fazer quando as coisas derem errado? E como se prevenir para evitar perrengues homéricos? Reuni algumas experiências que temos presenciado em nosso dia a dia na Wish International para tornar a sua vida mais fácil. 

O sucesso está nos detalhes 

Quando mencionei que as companhias aéreas não estão conversando entre elas, não foi à toa. Com a capacidade reduzida por questões de segurança sanitária, alguns voos têm chegado com overbooking em suas paradas quando fazem parte de viagens com escalas. Os passageiros, que nada têm a ver com isso e só querem embarcar para seguir viagem, ficam à mercê do encaixe em um próximo voo. 

Se a culpa é da empresa que vendeu a passagem ou da companhia aérea com overbooking, pouco importa - e nem adianta alimentar expectativas em relação a soluções imediatas. O melhor é pensar à frente e fazer de tudo para não passar por isso. 

Tenha em mente o seguinte: as regras mudam todos os dias. Às vezes, no meio do dia. Enquanto você está no seu voo rumo a um aeroporto onde fará uma conexão. Não dá mais para fazer as coisas no gut feeling, como a intuição mandar. Tem que ser no papel, na checklist. Literalmente. 

Ligue para a companhia aérea para checar o status do voo. Aproveite para confirmar se você está com toda a documentação necessária naquele dia e se os seus equipamentos de segurança são os aceitos para o seu destino - muitos países não aceitam mais viajantes com máscaras faciais de pano, apenas a PFF-2. Talvez peçam para você usar face shield. Não existe confirmação excessiva. 

Faça as contas da quarentena corretamente. Como a entrada de voos diretamente do Brasil está proibida na maioria dos países, será necessário cumprir uma quarentena em algum lugar que permita a chegada e a estadia de voos brasileiros. Todos pensam em 14 dias, mas na verdade são 16, porque você precisa contar os dias dos voos em si. Se fizer uma quarentena redux, não poderá entrar no seu destino. E só por causa de uma conta imprecisa... 

Leve as receitas médicas de todos os seus remédios, verifique o desbloqueio dos cartões de bancos e a habilitação do roaming do celular. Esses detalhes podem garantir sua tranquilidade caso um voo seja cancelado e você precise bancar uma hospedagem surpresa perto do aeroporto até conseguir embarcar em outro, por exemplo. 

Ter certeza de que a fronteira do país escolhido para a quarentena está aberta naquele dia também é importante. Como já falei e acho que não custa repetir: as regras estão mudando o tempo todo. Esteja preparado para tudo! 

Terceirizar os pormenores pode ser a chave da tranquilidade 

Talvez algumas pessoas achem tudo isso muito pesado. Talvez você não se sinta à vontade para cuidar de tantos pormenores. E tudo bem! 

Nesses casos, vale muito lançar mão da ajuda de profissionais e empresas com expertise em providenciar todos os detalhes para uma experiência de viagem tranquila e segura. E que, principalmente neste momento que estamos vivendo, se mantenha atualizada sobre regras por você.

Na Wish International, viabilizamos o esquema door-to-door, ou seja, pegamos o cliente na porta da casa dele e ele só ficará por conta própria quando chegar ao destino final, passando inclusive pela quarentena nos hotéis mais seguros disponíveis no mercado. E isso se ele quiser ficar sozinho, é claro: sempre há a possibilidade de continuarmos acompanhando sua viagem. 

Algumas coisas não são demais atualmente: os cuidados no dia a dia, os testes de Covid-19, as confirmações de serviços, as garantias de tranquilidade. Já estamos vivendo de uma forma tão diferente do nosso normal, com uma ânsia tão grande de poder voltar a viajar sem essas preocupações, que fazer tudo direitinho e fugindo de "roubadas" agora é imprescindível. 

Quem conseguir se adaptar a tantas mudanças sairá sempre na frente, seja em nível pessoal ou de negócios. Acredite: quando tudo isso passar, você vai agradecer por ter prestado atenção a estes alertas e ter conseguido fugir dos perrengues de viagens da pandemia. 

*Natasha de Caiado Castro é fundadora e CEO da Wish International, especialista em inteligência de mercado, Content Wizard e Investor. É também Board Member da United Nations e do Woman Silicon Valley Chapter. 

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Pandemia adia festival em Ribeirão Preto

 

Nova data deve ser anunciada em breve
Foto: Divulgação

A organização do Festival João Rock anunciou que a 19ª edição do evento, agendada previamente para junho deste ano em Ribeirão Preto, foi adiada em função da pandemia. 

Os organizadores informam ainda que acompanham a evolução do cenário da pandemia nas próximas semanas para definir uma nova data. 

"O melhor momento vai chegar e estaremos prontos para realizar um festival ainda mais especial, com grandes nomes da música nacional. Será o reencontro de todos", conta Luit Marques, um dos organizadores do evento. 

Ingressos 

Os ingressos já vendidos anteriormente para o festival, assim como os que continuam à venda pelo site oficial, serão válidos para a nova data, seguindo as regras da lei. 14.046/2020. 

terça-feira, 11 de maio de 2021

Cinco livros para cuidar da mente durante o período de confinamento

A pandemia do novo coronavírus parou o mundo. Todos os setores da sociedade foram afetados pela disseminação do vírus, e com isso os países tiveram que adotar o isolamento social para reduzir o contágio. O que era para ser pouco tempo, acabou virando um ano de afastamento do convívio habitual, e com isso chegou os problemas causados por essa medida. 

Depressão, ansiedade e transtornos de pânico são algumas das doenças que o isolamento social causou em determinada parcela da população. Para exercitar a saúde mental, é recomendado que as pessoas tenham o hábito de leitura para afastar esses eventuais problemas. Separamos cinco obras literárias que podem ajudar durante esse período de confinamento. 

Sociedade do Cansaço 

Uma das maiores queixas que as pessoas fazem ao período de isolamento em casa, é a carga de trabalho que aumentou. O escritor e filósofo sul-coreano Byung-Chul Han aborda em seu livro ‘Sociedade do Cansaço’ como a cultura motivacional do mercado de trabalho está afetando os funcionários ao redor do mundo, o que encaixa-se perfeitamente para a época que estamos enfrentando. 

Resiliência 

A escritora alemã Christina Berndt relembra um sentimento importante para a vida de todo ser humano: a resiliência. Em sua obra ‘Resiliência: o segredo da força psíquica', a autora aborda como essa força, que é bem estabelecida na infância, pode também ser bem aproveitada na fase adulta, com as estratégias adequadas. Ideal para quem precisa passar pelos obstáculos que a pandemia trouxe. 

Saúde de Aço 

O primeiro livro escrito pelo Dr. Henriques Capiñala, traz quais são os pilares da saúde, tanto para o âmbito espiritual, mental, quanto para o físico. O médico e escritor enfatiza quão é importante a pessoa passar sua vida cuidando de seu bem-estar, para quando estiver chegando a melhor idade não tenha que ficar dependente de medicamentos, como a maioria das pessoas já estão hoje. "Esse é o melhor investimento que pode ser feito", salienta Henriques. 

Por que estou deprimido? 

Em sua segunda obra, o médico aborda outro ponto que afeta a sociedade nos tempos atuais: a depressão. Uma doença muito perigosa, e que quando subestimada pode trazer grandes danos à pessoa. Henriques passa para seu leitor pontos que podem levar a esse adoecimento psicológico, e qual a postura para lidar com esse problema. O Doutor também reforça que, assim como no primeiro livro, pode ser utilizado outras formas de tratamento além de estar à base de remédios. O volume também pode ajudar pessoas que não têm a doença, mas passa por grandes alterações de humor, podendo assim trazer o equilíbrio para esses sentimentos. Pessoas saudáveis que pretendem aumentar consideravelmente sua vibração e harmonia com a vida também podem usufruir com a obra, "pois acredito que não importa o nível de entusiasmo que a pessoa tem hoje ainda pode melhorar", afirma Henriques.

Você é um campeão ou morre! 

Seu mais recente exemplar é um romance, fugindo um pouco do estilo dos dois primeiros, mas com o mesmo foco em fazer o paralelo com a saúde. O livro traz ensinamentos para crescimento profissional e pessoal, além de como atingir seus objetivos de forma mais metódica. Tudo isso é ensinado através de uma ficção, onde a referência se dá pela forma da vida, desde quando a pessoa é ainda um espermatozóide e ganha a corrida com outros milhões, fazendo com que só de ter nascido essa pessoa já seja uma campeã, até o ciclo da morte e da reencarnação. 

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Maio no Memorial Vale celebra a 19ª SEMANA NACIONAL DOS MUSEUS: O FUTURO DOS MUSEUS: RECUPERAR E REIMAGINAR

 

Apresentações podem ser vistas online
Foto: Thiago Franco

O Memorial Vale traz em maio programação que celebra a 19ª Semana Nacional de Museus – “O Futuro dos Museus: Recuperar e Reimaginar”, com a realização de webinário, oficina, e reflexões sobre a importância dos museus. Teatro e música também serão atrações com os projetos Diversidade Periférica e Memorial Instrumental. As apresentações continuam online, seguindo o planejamento do#MemorialValeEmCasa, feitas pelo Youtube, nas redes sociais do espaço (facebook e instagram) e no site. As transmissões feitas pelo Youtube ficam disponíveis permanentemente no canal do Memorial.

Confira a programação:

 

12/05 – SEMENTES DA DIÁSPORA (05,12, 19 e 26/05)

Todas as quartas-feiras, às 11 horas, o Educativo realiza a instalação “Sementes da Diáspora”. Iniciada em 2019, a ação consiste numa instalação na qual a partir de cards (envelopes com sementes de plantas de origem africana estampados com imagens e informações sobre personalidades afro) instalados no Baobá construído pelo Educativo, o visitante é convidado a “colher” essas sementes e refletir sobre o apagamento do protagonismo negro na nossa história. Nesses tempos de distanciamento por causa da pandemia, a ação continua de forma virtual, nas redes sociais do Memorial Vale e possui legenda descritiva das imagens.

 

13/05 – ENCONTRO VIRTUAL TURISMO E MUSEU

No dia 13 de maio, quinta-feira, às 16 horas, o Educativo do Memorial Vale celebra o Dia do Guia de Turismo (10/05) e convida esses profissionais para um encontro virtual para fortalecer o diálogo entre Turismo e Museu. Nesse encontro será possível conhecer um pouco mais o trabalho do Educativo, potencialidades do Memorial e será também um momento para trocas de ideias e informações. É necessário inscrição pelo tel: 31 3343-7317. Vagas limitadas. O evento acontecerá via Google Meet e integra a 19ª Semana Nacional de Museus - O Futuro dos Museus: Recuperar e Reimaginar.


14/05 – DICAS PRETAS (07, 14, 21 e 28/05)

Às sextas-feiras, às 10 horas, o Educativo divulga as “Dicas Pretas”. São pílulas, com dicas de livros, filmes, etc. com temática étnico racial e produzida por pessoas negras, dando um destaque para produções literárias destinadas ao público infantil. O objetivo é contribuir para discussões sobre as questões étnico raciais, trazendo indicações de conteúdo que ajudem a refletir e conhecer mais sobre a identidade negra. A ação acontece no Instagram do Memorial Vale e possui legenda descritiva das imagens.

 

17/05 – CASA MEMÓRIA

No dia 17 de maio, segunda-feira, às 14 horas, o Educativo do Memorial Vale convida o público a pensar sobre a origem dos museus. Com as perguntas “Já ouviu falar dos Gabinetes de Curiosidades? Guarda algum objeto de valor sentimental ou que simplesmente é interessante para você? Como imagina os museus e espaços de memória pós-pandemia?” o Educativo estimula o público a participar, contando sobre coleções que faz em casa e dizendo o que espera dos museus no futuro. A transmissão será feita pelo Instagram e integra a 19ª Semana Nacional de Museus - O Futuro dos Museus: Recuperar e Reimaginar.

 

18/05 e 20/05 – WEBINÁRIO “ESPAÇOS CULTURAIS – O FUTURO DE UM PASSADO RECENTE?”

Para celebrar a 19ª Semana Nacional dos Museus, o Memorial Minas Gerais Vale apresenta o webinário “Espaços Culturais - o futuro de um passado recente?”, realizado pelo Instituto Cultural Vale, em conjunto com seus 4 espaços - Museu Vale (ES), Memorial Minas Gerais Vale (MG), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa de Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Serão duas rodas de conversa, nos dias 18 e 20 de maio, das 17 às 18 horas. Diante da pandemia e para os novos tempos que virão serão abordadas questões como: existe um futuro para as instituições culturais e para os museus em especial? Com quem dialogam? Quais memórias, materiais ou imateriais estão em jogo? Qual o papel da tecnologia e das mídias nas formas de interlocução? E os artistas e produtores culturais, como têm sido e como poderá ser a sua participação?

 

No dia 18 a conversa será entre o neurocientista Sidarta Ribeiro e o museólogo Cícero Almeida. E no dia 20 os debatedores serão o professor de museologia Bruno Brulon e a curadora de arte Adélia Borges. A mediação será feita pelo filósofo Fernando Pessoa, que participa da linha de pesquisa do CNPq “Pensamento e linguagem”, com estudos em Nietzsche e Heidegger, principalmente nos temas linguagem, verdade, liberdade, arte e poesia.

 

20/05 e 21/05 – OFICINA NARRATIVA DE PERCURSO

Nos dias 20 e 21 de maio, quinta e sexta, das 10h às 11h30 horas, o Educativo do Memorial Vale propõe ao público a feitura e o registro de um diário de bordo que permitirá imprimir ideias por meio da escrita, desenhos, cores, texturas, fotografias e colagens, com a pergunta: “o que você registraria sobre o seu dia a dia? Reflexões, projetos, devaneios?” O resultado se dará em várias percepções do atual presente para um futuro próximo ou longínquo. A oficina é para pessoas a partir de 16 anos e acontecerá pelo Google Meet. É necessário fazer inscrição pelo telefone 31 3343-7317. Vagas limitadas. O evento integra a 19ª Semana Nacional de Museus - O Futuro dos Museus: Recuperar e Reimaginar.

 

22/05 – "QUEM CANTA...", COM GRUPO ORIUNDO DE TEATRO

No dia 22 de maio, sábado, às 10 horas, o Memorial Vale apresenta a peça “Quem canta...” em que o Grupo Oriundo de Teatro apresenta composições que divertem a criançada, resgatam brincadeiras e relatam vivências da infância. A apresentação integra o projeto “Eu, Criança, no Museu!”, do Memorial Vale.

 

O Grupo Oriundo de Teatro é composto por Enedson Gomes (ator), Isabela Arvelos (atriz), Pâmella Rosa (atriz), Tatá Santana (ator e compositor) e Anna Campos (diretora e produtora). Após algumas experiências com colaboração de diferentes atores e diretores, o grupo configurou-se em 2007, quando Anna Campos e Enedson Gomes se uniram para montar um espetáculo escrito e dirigido por Antonio Hildebrando. “O Lustre” ganhou grande repercussão na crítica no público mineiro, abrindo portas para o coletivo que acabava de nascer. O espetáculo garantiu reconhecimento da imprensa e dos espectadores ao cumprir agenda de apresentações em diversas cidades e festivais nacionais e internacionais .O Grupo Oriundo de Teatro sempre reservou um espaço especial para a música em seus trabalhos. Agora, o grupo dá um passo à frente fazendo da música a protagonista, mas sem abrir mão da dramaturgia, dos atores e dos elementos teatrais em cena.

 

28/05 – “ME TORNEI O PROFESSOR QUE EU QUERIA TER”, COM RONY MORAIS

No dia 28 de maio, sexta-feira, às 20 horas, o projeto Diversidade Periférica traz ao Memorial Vale a peça “Me tornei o professor que eu queria ter”, com Rony Morais. O espetáculo é um mergulho na trajetória e na busca pela sobrevivência da criança Ronivaldo Morais dos Santos, da periferia de Pará de Minas, até se tornar o artista referência para a cidade como ator e educador. O projeto Diversidade Periférica tem curadoria de Patrícia Alencar.

 

Rony Morais é ator, diretor, bailarino, palestrante e professor de teatro na rede municipal de Pará de Minas desde 2020. Formado pela Faculdade de Pará de Minas (Fapam), cursou Pedagogia do Movimento para o ensino da Dança na UFMG e fez parte da Missaka Escola de Dança. Há 21 anos fundou o projeto Teatro na Educação trabalhando o potencial de comunicação de crianças e jovens da periferia. Cria e leva espetáculos e palestras educativas para professores e empresas utilizando sempre o viés de desenvolvimento humano.

 

O projeto Diversidade Periférica traz mensalmente para o Memorial Minas Gerais Vale uma programação artística-cultural com conteúdos que mergulham na trajetória ancestral dos becos e vielas do espaço de saber chamado Favela, e também das comunidades de periferia de Belo Horizonte e vizinhanças.

 

Patrícia Alencar, curadora do Diversidade Periférica, é mineira nascida na Favela do Morro do Papagaio, em Belo Horizonte. É ativista social, gestora cultural, arte educadora e dançarina, engajada na luta contra o racismo e pela igualdade social, desenvolve suas atividades desde 1998. Hoje é uma das Diretoras da CUFA (Central Única de Favelas), co-fundadora da Frente Favela Brasil e também faz parte da Associação Sócio Cultural Bataka. Produziu eventos de relevância para Belo Horizonte, como o Dia das Favelas, Taça das Favelas, Carnafavela, Hip Hop Rua, entre outros. Sua atuação tem como premissa a transformação social por meio das artes e por meio do protagonismo de moradores de favelas.

 

30/05 – (RE)LEMBRANDO O MUSEU E (RE)IMAGINANDO O FUTURO

No dia 30 de maio, domingo, às 10 horas, o Educativo do Memorial Vale propõe uma viagem ao passado, às lembranças da vida, pensando no contato do museu com o público para perguntar: como será o futuro dos museus? Quais são as lembranças mais marcantes que temos das visitas ao museu? Como podemos imaginar o futuro do museu através das vivências do público? Essa reflexão será feita em um post no Instagram do Memorial Vale e integra a 19ª Semana Nacional de Museus - O Futuro dos Museus: Recuperar e Reimaginar.

 

30/05 – MARIA BRAGANÇA TRIO

No dia 30 de maio, domingo, às 11 horas, o Memorial Vale traz o show de Maria Bragança Trio dentro do projeto Memorial Instrumental, que neste ano homenageia as mulheres. Maria Bragança faz uma mistura do jazz e canções folclóricas tradicionais brasileiras, com elementos da música clássica e contemporânea. No repertório, Doralice, de Dorival Caymmi; Minha Saudades, de Joao Donato; Voce e eu, Carlos Lyra; Forró Brasil, Hermeto Pascoal; Canção do Sal, Milton Nascimento; Bye Bye Brasil, Chico Buarque de Holanda; Flor de Abacate, Alvará Sandim; Doce de Coco, Jacob do Bandolim; Barefoot, Eliane Elias; Memórias Melancólicas Melancias, Maria Braganca; Amazonas, Joao Donato; Segura Ele, Pixinguinha; Só Danço Samba, Tom Jobim; Barro Oco, Maria Bragança e Caxi Rajão. A saxofonista se apresenta ao lado de Everton Coroné, no acordeon e Daniel Guedes na percussão. O Memorial Instrumental tem curadoria de Juliana Nogueira.

 

Maria Bragança pertence à geração de sucesso de músicos brasileiros que tocam música contemporânea. Nasceu em Itabira, Minas Gerais e estudou música no Brasil e na Alemanha. Divide seu tempo entre Alemanha e Brasil. Iniciou seus estudos em Belo Horizonte, em 1978 e tocou na Orquestra Sinfônica Jovem da Cidade de São Paulo. Lá, ela avançou sua educação na escola de música. Mais tarde ela se formou como saxofonista de concertos na Music Academy Robert Schumann, em Dusseldorf.

 

Iniciada em março de 2020, a série Memorial Instrumental foi aberta com show em trio em homenagem às mulheres, formado pelos músicos Christiano Caldas (piano), Lincoln Cheib (bateria) e Stephan Kurmann (contrabaixo acústico). Logo após o primeiro show houve uma pausa em função da pandemia. E depois de alguns meses, veio a retomada de forma on-line. No período de junho a dezembro foram realizados, mensalmente, shows com nomes da música instrumental de Belo Horizonte levando até ao público as possibilidades sonoras de instrumentos variados, tocados por músicos de diversas gerações. Em 2021, a série será dedicada às mulheres.

 

31/05 – COMO VOCÊ IMAGINA OU GOSTARIA QUE FOSSEM OS MUSEUS NO FUTURO?

No dia 31 de maio, segunda-feira, às 14 horas, o Educativo do Memorial Vale reunirá falas e narrativas de pessoas diversas para responder às perguntas: para quem será o futuro dos museus? O que ou quem recuperar? Como será o futuro dos museus? A ação será desenvolvida em um post no Instagram e integra a 19ª Semana Nacional de Museus - O Futuro dos Museus: Recuperar e Reimaginar.

 

Memorial Vale na web:

http://www.memorialvale.com.br

https://www.facebook.com/memorialvale 

https://www.instagram.com/memorial.vale 

https://www.youtube.com/user/memorialvale

www.memorialvale.com.br/visite/visita-virtual/

 

Hashtags usadas nas postagens do Memorial Vale na quarentena:

#MemorialValeEmCasa

#MuseumsAndChill

#MemorialValeNosUne

#ValePatrocina

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Mais que palavras: cartas ajudam idosos a superar a pandemia

Mensagens trazem conforto nesse período
Foto: Divulgação


Com a suspensão das visitas, Associação Keralty criou o projeto “Corrente do Bem: Escreva para um Idoso”, que incentiva voluntários a conversar com essas pessoas que não têm os familiares próximos

Em meio à incerteza vivida em função da pandemia de Covid-19, a solidariedade se tornou um dos principais recursos contra as consequências deste período. Foi assim que surgiu o projeto “Corrente do Bem: Escreva Para Um Idoso”, criado pela Associação Keralty Brasil neste cenário, como forma de ajudar as pessoas a combater a solidão. A iniciativa inspira voluntários a conversar com aqueles idosos que não têm familiares próximos por meio de cartas. Em quase 10 meses, o projeto já enviou cerca de 14,5 mil cartinhas.

Para manter o contato de maneira segura, a associação encaminha as cartas digitalizadas para as instituições. “Inicialmente, esse contato seria feito por WhatsApp, mas nós ponderamos que a maioria dos idosos não acessam esse tipo de ferramenta. Lembramos, então, que a comunicação antigamente era feita por meio de carta”, declara Erika Nunes, coordenadora da Associação Keralty. O projeto conta hoje com 3.719 voluntários inscritos e recebe mais de 50 cartas por dia.

O projeto, criado inicialmente para prestar apoio principalmente aos pacientes em situação de cuidados paliativos assistidos pelo Contigo, programa do grupo Keralty, se expandiu e hoje atende instituições de apoio a idosos em situação de vulnerabilidade social em todo o Brasil. “Os voluntários e os idosos estão criando um forte vínculo de amizade; é muito comum que eles também incluam fotos da sua vida e enviem o contato para que eles possam continuar se comunicando. Nós temos relatos de voluntários que nunca tinham escrito uma carta. É uma troca mútua”, explica Erika. 

A coordenadora aponta, ainda, que esse vínculo vai além das fronteiras do projeto. “Neste período, os próprios voluntários se mobilizaram em uma ação para arrecadar doações para uma instituição. Não foi nada demandado, eles mesmos se organizaram para ajudar por meio do grupo de WhatsApp”, conta. “Com o tempo, porém, nós percebemos que muitos dos idosos precisavam de ajuda para lerem as cartas e que muitas instituições estavam tendo dificuldades nesse processo; então, decidimos também gravar as cartas em áudio e vídeo”, complementa.  

Para fazer parte do grupo de voluntários é necessário se inscrever por meio de uma plataforma parceira, a Atados, e todas as cartas passam por uma revisão antes de serem enviadas para as instituições. Para Daniele Fredo, voluntária do Rio de Janeiro, esse momento de interação tem sido uma experiência transformadora, especialmente neste período tão delicado. “Escrever cartas é muito mais do que solidariedade, é um exercício de empatia. Neste momento tão difícil que estamos passando, eu diria que fui ajudada muito mais do que eu ajudei”, revela. Ela conta que já procurava, muito antes da pandemia, algum projeto com o qual pudesse contribuir, mas com a correria do dia a dia não conseguia tempo para se dedicar ao voluntariado. “Tem sido uma experiência de reconexão com o meu propósito de ajudar e fazer a diferença. A empatia tem poder de mover o mundo”, complementa. Para participar do projeto, basta fazer a inscrição por meio do site: www.atados.com.br/vaga/corrente-do-bem-escreva-cartas-para-um-idoso-1

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Mudanças que vieram para inovar

2020 foi um turbilhão, mas deixará um legado importante para o dia das pessoas

Depois de nove meses de pandemia da Covid-19, a vacina contra o vírus já é uma realidade bastante próxima, com países como Inglaterra, Canadá e Estados Unidos sendo os primeiros a iniciar a imunização de seus habitantes. 

No Brasil, por enquanto, apenas o estado de São Paulo divulgou um cronograma de vacinação que terá início em 25 de janeiro. Já o Governo Federal anunciou que prevê iniciar vacinação contra a Covid cinco dias após aval da Anvisa e entrega das doses, mas não especificou nenhuma data. Nas declarações mais recentes do Ministério da Saúde, fevereiro foi apontado como mês provável para esse início de processo. 

Mesmo que ainda não haja uma certeza de quando haverá o início de uma vacinação em massa por aqui, agora as pessoas já conseguem vislumbrar uma luz no fim do túnel, mas, é importante reforçar que o coronavírus segue infectando milhares de pessoas por dia e tirando centenas de vidas Brasil afora. Não podemos, portanto, agir como se a doença não fosse mais uma ameaça, pois, o considerável aumento do número de casos no País e o surgimento de uma segunda onda de contágio na Europa nos comprovam justamente o contrário. 

E quando a pandemia passar, alguns hábitos que foram construídos e mudanças que foram implementadas na vida das pessoas devem permanecer. Até porque, após toda população ser vacinada, ainda demorará algum tempo para termos dados confiáveis ​​sobre como será a vida pós-pandemia. De acordo com especialistas, a vacina impedirá que a pessoa adoeça, mas não se sabe se impedirá a infecção e transmissão a outra pessoa não vacinada. 

Isso significa que os mesmos protocolos preventivos que todos seguiram ao longo de 2020 - do distanciamento físico ao uso de máscaras de proteção - ainda devem ser seguidos. Além disso, outras mudanças que se instalaram neste período vieram para ficar de vez e, acreditem, isso é algo bastante positivo. Veja quais são eles e a opinião de especialistas: 

Home Office - Trabalhando do sofá 

Durante a pandemia, a tecnologia também permitiu que qualquer pessoa que trabalha sentada atrás de um computador pudesse se manter distante da sede da empresa e, este novo formato será adotado permanentemente por muitas companhias. No Brasil, os dois mil atendentes do call center da Tim permanecerão em home office. No Magazine Luiza cerca de 1.500 funcionários — de um total de 40 mil— não precisarão mais ir ao escritório. Até mesmo a Prefeitura de São Paulo implementou o trabalho remoto de forma definitiva para os seus mais de 120 mil servidores. 

Com esta mudança, empresas podem reduzir os custos de infraestrutura abrindo mão de espaços físicos ou mesmo alugando lugares menores, além de fazer uma economia considerável com energia elétrica, internet, manutenção e suprimentos. Já para os colaboradores, o home office possibilitou, sobretudo, qualidade de vida sem a exaustiva jornada que incluía horas perdidas no trânsito, diminuição de gastos com transporte, alimentação e roupas e também maior convivência com a família. 

"A pandemia acelerou a implementação de um sistema de trabalho que levaria ainda muitos anos para ser adotado de forma abrangente. Havia muitas dúvidas sobre a eficiência do home office e se as pessoas manteriam a performance devido às distrações de casa - de filhos à televisão - mas passados nove meses, muitas empresas relatam que a produtividade permaneceu nos níveis anteriores à pandemia, ou até mesmo aumentou. Portanto, esta é uma mudança trazida pela pandemia que, daqui pra frente, deve se estabelecer e fazer parte da vida das pessoas", explica o consultor em gestão, governança corporativa e planejamento estratégico, Uranio Bonoldi. 

"Anywhere Office" - Meu escritório é onde eu estiver 

A pandemia desmistificou o home Office comprovando às empresas que as pessoas podem produzir ainda mais de suas próprias casas e agora está entrando em cena um novo conceito: o "Anywhere Office", ou, ‘escritório em qualquer lugar’. Esta nova modalidade vai se estabelecer como uma grande guinada com relação à dinâmica de como muitos trabalham atualmente: se com internet e um laptop podemos trabalhar, o escritório será onde estivermos. 

E não se trata de nomadismo digital que é quando a pessoa trabalha de um hostel em Bora Bora ou de um café em Berlim, mas de adequar as necessidades profissionais à vida em um local que contribua para a realização pessoal com saúde física e mental. Por exemplo: por quê viver em apartamentos minúsculos em uma grande cidade se há possibilidade de morar e trabalhar em espaços maiores no interior ou mesmo no litoral? Segundo uma pesquisa da plataforma de comércio OLX, a procura por imóveis em cidades do interior cresceu cerca de 30% no mês de julho. Ao que tudo indica ao observarmos metrópoles pelo mundo, este pode ser o início de um verdadeiro êxodo urbano. 

"A partir deste novo formato de trabalho, quando não mais for preciso se deslocar diariamente para ir ao escritório, as pessoas passaram a desejar viver em lugares mais espaçosos para trabalhar e ainda conviver de forma mais harmoniosa com a família. Agora, a prioridade é uma vida mais confortável em lugares onde o custo de vida é mais baixo e com mais segurança - os grandes centros urbanos não são compatíveis com esta nova realidade. Consigo identificar esta mudança como o início de uma nova tendência de comportamento", comenta Dante Seferian, CEO da construtora e incorporadora Danpris. 

Produtos que aumentam a proteção? Queremos (precisamos)! 

Com o início da vacinação que se aproxima no Brasil, sabemos que em alguns meses a pandemia de coronavírus pode ser apenas uma lembrança pra lá de desagradável. No entanto, ainda não se pode dizer com certeza qual é o futuro do COVID-19. Com base em outras infecções, há poucos motivos para acreditar que o coronavírus SARS-CoV-2 irá embora em breve, mesmo quando as vacinas estiverem disponíveis. Um cenário mais realista é que ele será adicionado à (grande e crescente) família de doenças infecciosas que são conhecidas como "endêmicas" na população humana. 

Além disso, especialistas vêm afirmando que mesmo que vacinadas, as pessoas ainda podem carregar e espalhar o vírus e, por conta disso, o uso de máscaras e outras medidas de proteção, como lavar as mãos com frequência e manter distanciamento social, serão necessárias até que a maioria da população seja inoculada. Sendo assim, produtos surgidos com a pandemia com propriedades antibactericidas e antivirais devem fazer parte de nossas vidas de maneira permanente daqui pra frente. 

E não estamos falando apenas de máscaras, mas de plásticos que inativam o coronavírus e vem sendo utilizados para cobrir superfícies diversas, tecidos que por possuírem propriedades anti Covid-19 estão ajudando o setor hoteleiro a expandir as medidas para a segurança de seus hóspedes e até de pisos e tintas de parede que intensificam a proteção das pessoas contra esta doença e outras infecções. 

"A pandemia da Covid-19 deflagrou uma nova etapa na guerra com os micróbios. Uma luta histórica contra várias doenças de origem viral ou bacteriana, entre elas a gripe, que reaparece todo ano e, segundo alguns cientistas, poderá vir ainda mais forte. De olho nisso, precisamos criar e aperfeiçoar barreiras contra esses patógenos. E, quanto mais combatermos esses problemas pela raiz, mais evitaremos novos surtos e pandemias. Usar máscaras, lavar as mãos e utilizar produtos com ação antiviral seguirão mesmo após a aprovação da vacina contra o coronavírus. São hábitos que não têm mais volta. Até porque, quando uma epidemia for embora, podemos ter outra batendo à nossa porta", explica Daniel Minozzi, químico e fundador da Nanox, empresa brasileira de nanotecnologia. 

Eventos híbridos - O mundo ao alcance das mãos 

Dizer que os últimos meses foram um turbilhão seria um eufemismo. Em questão de dias, eventos ao vivo e conferências planejadas com meses de antecedência foram repentinamente adiadas ou canceladas. Os eventos virtuais se tornaram parte da rotina e, rapidamente, o segmento teve que reaprender a ser eficaz neste novo formato. 

Durante este período, uma das lições mais importantes que a indústria de eventos aprendeu foi que, embora os eventos virtuais certamente tenham seus benefícios, os eventos ao vivo sempre serão uma parte importante de qualquer programação de eventos. Sendo assim, os eventos híbridos - aqueles que combinam experiências presenciais e virtuais - serão uma parte essencial na indústria de eventos daqui em diante e serão responsáveis por uma verdadeira transformação na interação do público. 

Mas não espere simplesmente uma transmissão ao vivo de uma webcam em um canto, pois é preciso manter os participantes engajados. Agora, do mesmo jeito que os organizadores têm uma equipe de produção para eventos presenciais, precisarão também de uma equipe de produção focada exclusivamente na experiência virtual. "Desde que a pandemia de COVID-19 começou, os eventos virtuais se tornaram a nova opção para empresas e marcas que buscam manter seus clientes engajados durante o longo período de bloqueio. Agora que o mercado lentamente começa a retornar, é preciso se adaptar novamente e os eventos híbridos permitirão aumentar o seu alcance com a transmissão para um público maior do que jamais seria possível pessoalmente", explica Natasha de Caiado Castro, especialista em inteligência de mercado e CEO da Wish International. 

Telemedicina - Saúde através do celular 

Com o Covid-19, a medicina despontou como um dos segmentos que mais se valeram da tecnologia para assegurar que a população mantivesse seus fluxos de controle sem comprometer ainda mais o sistema de saúde. No início da pandemia, o Governo Federal autorizou que a prática de consultas virtuais pudesse ser realizada. Desta forma, muitos casos não emergenciais puderam ser tratados sem que os Pronto-Socorro ficassem lotados de casos que podiam ser facilmente orientados à distância com o devido suporte especializado. Passado este momento crítico, este avanço apoiado por recursos tecnológicos que fazem parte do dia a dia das pessoas, permitirá fechar todo o ciclo do atendimento: do telediagnóstico ao acompanhamento contínuo do paciente, facilitando o processo, salvando mais vidas e garantindo que um número muito maior de pessoas tenha acesso à devida opinião médica ao alcance de um clique. "As plataformas de atendimento virtual são um legado positivo para a saúde. A telemedicina estimula a busca por diagnóstico preciso, evita a automedicação e promove a tomada de decisões com respaldo clínico especializado. Esse acesso correto aos serviços de saúde melhora a eficiência do setor como um todo. E olhando para o bem estar do paciente, promove melhores desfechos clínicos, garantindo diagnósticos precoces, orientações e encaminhamento correto", afirma Vitor Moura, CEO da startup de saúde VidaClass.