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quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Paloma Amado participa de palestra na Academia Mineira de Letras

Filha do saudoso Jorge Amado
fala sobre sua vida e obra
Foto: Arquivo pessoal
“Nos 20 anos da morte de Jorge Amado” é o tema da próxima entrevista da Academia Mineira de Letras, que homenageia um dos maiores escritores da literatura brasileira. Para a ocasião, a convidada é a escritora Paloma Amado, filha do autor, que em entrevista ao presidente da AML, Rogério Faria Tavares, compartilha informações valiosas sobre sua vida com o pai.  O vídeo estará disponível no canal de YouTube da AML a partir das 19h do dia 16 de dezembro. 

O evento acontece no âmbito do Plano Anual de Manutenção AML (PRONAC 203709), realizado mediante a Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Instituto Unimed-BH – por meio do incentivo fiscal de mais de cinco mil e duzentos médicos cooperados e colaboradores – e da CEMIG. Copatrocínio da Tambasa.

Ao longo da conversa, a escritora, filha de Zélia Gattai e Jorge Amado, fala sobre o trabalho da Fundação Casa de Jorge Amado, em Salvador, e sobre vários de seus livros, entre os quais os que dedicou à obra do pai, como "A comida baiana de Jorge Amado" e "As frutas de Jorge Amado", ambos resultantes de minuciosa pesquisa realizada pela autora nos romances de Jorge. 

Paloma também comenta o livro que ela, a mãe e o irmão João escreveram logo depois do falecimento de Jorge, em 2001, "Jorge Amado - um baiano romântico e sensual", além de revelar o processo de produção de outro volume valioso, o das cartas trocadas entre Jorge e o escritor português José Saramago, "Jorge Amado José Saramago com o mar por meio uma amizade em cartas", lançado pela Companhia das Letras.

No vídeo, a entrevistada ainda fala de sua atividade como cronista, que gerou o livro "Bom domingo a todos", lançado pela editora "Casa de Palavras", e em que ela reúne os textos publicados ao longo dos anos em suas redes sociais. Finalmente, Paloma relembra a trajetória do pai, ressaltando a falta que ele faz, sobretudo para ajudá-la a entender o Brasil em que vivemos hoje.

Além das palestras on-line inéditas que integram a programação 2021, a Academia Mineira de Letras disponibiliza mais de 200 palestras já realizadas para que o público possa ver e rever. Durante o isolamento social, as redes sociais da instituição também estão repletas de poesias, crônicas e dicas de leitura.

Sobre a entrevistada:

Paloma Amado é formada em Psicologia Clínica, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, no ano de 1976, e Membro do Conselho Diretor da Fundação Casa de Jorge Amado.

Trabalhou com assuntos culturais, iniciando na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), passando para o então Ministério da Educação e Cultura (gestão de Eduardo Portella), onde foi Subsecretária de Assuntos Culturais. É membro do Conselho da Fundação Casa de Jorge Amado desde sua criação em 1986, onde foi Presidente por dois anos, de 2001 a 2003. Na Unesco, em Paris, coordenou a Coleção Unesco de Obras Representativas, no Setor do Livro, por 4 anos. 

Trabalhou na Presidência da República, quando foi assessora internacional e assessora parlamentar, durante o governo do Presidente José Sarney. De 1990 a 1996 trabalhou na Fixação de texto da obra de Jorge Amado (sob sua supervisão) de forma a eliminar todos os erros acumulados em edições sucessivas sem revisão. Toda a obra romanesca foi fixada, assim como as biografias.

Pesquisadora de gastronomia, em especial da relação gastronomia e literatura, desde 1986, publicou três livros, sendo dois deles a partir de pesquisa sobre a obra de Jorge Amado. Tem participado de congressos e feiras gastronômicas, tendo dado aula de Culinária Brasileira,  na  Escola Técnica de Gastronomia, de Cartagena de Índias, na Colômbia, em 2005; e de Culinária Baiana, Universidad El Claustro, na cidade do México, em 2006.

Já publicou diversos livros, com temáticas e estilos variados, e vários estão aguardando publicação, com ilustrações da própria autora.

Entrevista on-line “Nos 20 anos da morte de Jorge Amado”, com Paloma Amado 

 Data: a partir de 16 de dezembro, às 19h

Acesso: Youtube.com/c/AcademiaMineiraDeLetras 

Instituto Unimed-BH

Associação sem fins lucrativos, o Instituto Unimed-BH, desde 2003, desenvolve projetos socioculturais e ambientais visando à formação da cidadania, estimular o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, ampliar o acesso à cultura, valorizar espaços públicos e o meio ambiente. Ao longo de sua história, o Instituto destinou cerca de R$140 milhões por meio das Leis municipal e federal de Incentivo à Cultura, viabilizado pelo patrocínio de mais de 5,2 mil médicos cooperados e colaboradores. No último ano, mais de 7 mil postos de trabalho foram gerados e 3,9 milhões pessoas foram alcançadas por meio de projetos em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. Neste ano, todas as iniciativas do Instituto celebram os 50 anos da Unimed-BH. Clique aqui e conheça mais sobre os resultados do Instituto Unimed-BH.

Cemig

De onde vem a nossa força?

A Cemig, maior patrocinadora cultural de Minas Gerais, acredita na importância e na valorização da arte e da cultura para o desenvolvimento humano, econômico e social de uma população como possibilidade do alcance de um futuro melhor para as novas gerações.

A preocupação da empresa em promover a socialização e a democratização do acesso aos bens culturais do estado se baseia principalmente no compromisso da Cemig com a transformação social e inclusão, uma oportunidade de dialogar e trazer melhorias para a comunidade.

 Nossa força também vem da cultura. Saiba mais em www.cemig.com.br

terça-feira, 22 de junho de 2021

Mulheres de Mar, pesquisa e criaçāo em dança

Documentário tem exibição gratuita
Foto: Renato Santos
Mulheres de Mar é uma pesquisa sobre os aspectos do universo feminino e da cultura afro-brasileira do Vale do Jequitinhonha em Minas e Recôncavo Baiano. O estudo será base para o processo de criação do espetáculo de dança inédito “Mulheres de Mar”, inspirado nas personagens da obra Mar Morto de Jorge Amado.

Os registros serão compartilhados em formato de uma exposição fotográfica e documentário, que serão exibidos gratuitamente na plataforma do Youtube Regina Perocini e no Canal Universitário de BH.

Sobre o projeto

 A pesquisa realizada com apoio da Lei Aldir Blanc tem como foco a compreensão desse universo feminino nas regiões ribeirinhas de Minas e litoral baiano, suas influências, raízes iniciais e o intercâmbio cultural. O registro originou uma mostra de diversas manifestações de afro-brasilidades somadas às experimentações artísticas vivenciadas durante o processo criativo inspirado nesse estudo. Os vídeos e fotografias serão exibidos gratuitamente, em formato de exposição fotográfica virtual e documentário, com o intuito de divulgar parte do rico patrimônio cultural brasileiro conjugado com conceitos e questionamentos acerca dos valores sociais creditados à mulher e à cultura negra.

“O aspecto que mais despertou pela escolha da obra de Jorge Amado para inspiração de Mulheres de Mar, foi a força das figuras femininas do romance, mulheres que vão da mítica Iemanjá à Lívia, Rosa, Dulce, Rita e Esmeralda, donas de seu destino, que reagem diante da dura realidade que lhes era imposta, conta Regina Perocini”

A água é representada pelo mar, que recebe os rios de Minas e que por sua vez é governado pela divindade Iemanjá, orixá símbolo de poder feminino. Na cultura Iorubá, as mulheres são ligadas a orixás femininos associados à água (omi), que representa indispensabilidade e fonte da vida.

Para compreensão desse universo feminino, o projeto contou com as participações: Maria José Lima, bacharel em Filosofia pela UFMG, especializada em História da África e pesquisadora da cultura Iorubá, como orientadora do estudo. Como arcabouço teórico, o estudo já conta uma pesquisa prévia de autoras(es) como Conceição Evaristo, Maria das Dores Pimentel, Ruth Landes, Pierre Verger e Luís Cláudio Nascimento, além de documentários e registros audiovisuais. Como conteúdo histórico de oralidade, tendo em vista culturas populares mineiras que dialogam com a cultura do Recôncavo Baiano, fez-se necessário o contato com grupos e representantes dessas culturas.

As regiões elencadas para estudo estão no Vale do Jequitinhonha: Diamantina, Chapada do Norte, Almenara e Jequitinhonha. No Recôncavo Baiano: Salvador, Santo Amaro, São Francisco do Conde, Bom Jesus dos Pobres, Acupe, São Braz, Cachoeira e Maragogipe. Grupos de dança, música, centros de cultura e artistas regionais foram acionados, para vivências corporais, entrevistas e consultoria. Entre eles, em Minas Gerais estão:  As Lavadeiras de Almenara, Elza Có e o Boi Janeiro de Jequitinhonha, a rainha do congado Geni Carvalho e Rosa do Vale de Diamantina. No Recôncavo Baiano e Salvador: Samba de Nicinha, Casa do Samba Dona Cadú, Casa do Samba Dona Dalva Damiana, Rita da Barquinha, Dulce do Prato, Zélia do Prato, Santinha, Ebomi Cici e Vera Passos. Além disso, o contato com o matriarcado nos terreiros de candomblé, considerados patrimônio cultural, possibilitaram ainda um maior entendimento desse universo. No processo de investigação e gravação foram respeitadas as normas sanitárias de prevenção ao COVID-19.

A coleta de dados da pesquisa transformada em exposição virtual e vídeos aborda a força e o saber dessas mulheres, como também as diversas linguagens e manifestações culturais, bem como as conexões entre ritmo, movimento, simbolismo e inspiração na dança. O congado, o samba de roda, matriarcado no candomblé representam parte dessas manifestações.

Escrito por Jorge Amado em 1936, Mar Morto já apresentava personagens femininos de caráter transgressor antes mesmo que viesse à tona o movimento feminista no Brasil. A obra, em seu tempo, atribui voz à figura da mulher antes mesmo da mulher ganhar voz na própria realidade. E esta é uma das mensagens que o projeto Mulheres de Mar quer repercutir ao seu público quando apresenta mulheres mestras que são sinônimo de saber e representatividade em suas comunidades.

Regina Perocini

Neta e filha de moradores do Vale do Jequitinhonha, Regina Perocini vem desenvolvendo há mais de 20 anos um trabalho de pesquisa acerca das várias formas de linguagens culturais.

Graduada em terapia ocupacional pela Universidade Federal de Minas Gerais, busca em seus trabalhos artísticos favorecer à construção da cidadania, às questões relacionadas ao coletivo, o respeito às diversidades, através da vivência por meio da dança e outras linguagens culturais.

Ficha técnica

Regina Perocini (Artista/pesquisadora), Emanuel Kaaura (Documentarista e Videomaker) e Renato Santos (Fotógrafo).

APOIO: Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Governo do Estado de Minas Gerais, Governo Federal do Brasil.

PARCEIROS: Trevo Digital @atrevodigital, Sion Produções @Sionproducoes, Naza Music @nazamusicgroup, Bernardo Espinhaço @bernardoespinhaco, Emanuel Kaauara Filmes @emanuelkaauara, Renato Santos @calvo_viril Aventu Filmes @aventufilmes, Grupo Samba Chula Poder do Samba @samba.chula.poder.do.samba, Grupo No Caminho da Chula@nocaminhodachula, Mestre Jaime do Eco @jaime.do.cavaco, Zé Maria Produtor Cultural @ze.maria

Datas

27 de junho, domingo, estreia o Minidoc e Exposição Virtual -  18h

29 de junho, terça, estreia o documentário - 20h

03 de julho, sábado, 20h no Canal Universitário - 12 da NET

Acompanhe a programação:

Link: www.youtube.com/channel/UC6A2aR_guiRDuJBlg54_Nzw

Canal Universitário de BH, no 12 da Net:

Link: www.youtube.com/channel/UC3HNOZ9zOHgTvpy30p6kH4w