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segunda-feira, 15 de abril de 2024

Despedida do Buteco BH acontece em novo horário

Foto: Augusto Albuquerque

Última edição do maior Buteco do mundo acontece no Mineirão a partir das 15h, com atrações inéditas

A contagem regressiva para um dos mais importantes eventos de música na atualidade chega ao fim. A última edição do maior Buteco do mundo acontece neste sábado (20) no Mineirão, em Belo Horizonte. Este ano o evento começa mais cedo, com abertura dos portões às 15 horas e início dos shows às 15:30h.

Além da apresentação do anfitrião Gusttavo Lima, o Buteco terá shows da dupla Bruno & Denner e a atração inédita, o cantor Leonardo. Para completar a festa, participações especiais de Matogrosso & Mathias, Rick & Renner, Paula Fernandes e Trio Parada Dura. Serão vários momentos emocionantes e que irão marcar para sempre essa edição histórica.

O Buteco que sempre é sucesso absoluto por onde passa, promete uma despedida histórica para encerrar com chave de ouro essa trajetória. 

Chegue cedo e aproveite cada minuto desse grande evento. 

Buteco Despedida – Belo Horizonte

Atrações: Gusttavo Lima e convidados

Data: 20 de abril – Sábado

Horário: a partir das 15 horas

Onde: Estádio Mineirão

Endereço: Av. Antônio Abrahão Caram, 1001 - São José, Belo Horizonte.

Vendas:  site baladapp

Realização: Trio Produtora, Tim Soier Promoções, Balada Music

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

Reflexão do dia


 

domingo, 31 de março de 2024

Papa: A paz nunca é construída com armas, mas estendendo nossas mãos

Foto: Vatican Media


"Jesus de Nazaré, o crucificado, ressuscitou!" Com essas palavras o Papa Francisco abriu sua mensagem e concedeu aos fiéis a Bênção Urbi et Orbi da sacada central da Basílica de São Pedro, neste Domingo de Páscoa na Ressurreição do Senhor. Recordou os povos martirizados por conflitos e violência e pediu a paz para o mundo.

Mariangela Jaguraba - Vatican News

Queridos irmãos e irmãs, Feliz Páscoa! Hoje ressoa em todo o mundo o anúncio que partiu de Jerusalém há dois mil anos: "Jesus de Nazaré, o crucificado, ressuscitou!"

Assim, o Papa Francisco saudou os milhares de fiéis presentes, na Praça São Pedro, tapeçada de flores e plantas coloridas, e também todas as pessoas no mundo, através dos meios de comunicação, que acompanharam a missa neste Domingo de Páscoa na Ressurreição do Senhor (31), ouviram sua mensagem pascal e receberam a Benção Urbi et Orbi (à cidade de Roma e ao mundo inteiro).

Remover as pedras que fecham as esperanças da humanidade

“A Igreja revive o espanto das mulheres que foram ao sepulcro na madrugada do primeiro dia da semana. O túmulo de Jesus tinha sido fechado com uma grande pedra; e assim, ainda hoje, pedras pesadas, demasiadamente pesadas, fecham as esperanças da humanidade: a pedra da guerra, a pedra das crises humanitárias, a pedra das violações dos direitos humanos, a pedra do tráfico de pessoas e outras".

"O túmulo de Jesus está aberto e vazio! É aqui que tudo começa. Através desse túmulo vazio passa o novo caminho, o caminho que nenhum de nós, mas somente Deus, poderia abrir: o caminho da vida em meio à morte, o caminho da paz em meio à guerra, o caminho da reconciliação em meio ao ódio, o caminho da fraternidade em meio à inimizade", frisou o Papa.

Irmãos e irmãs, Jesus Cristo ressuscitou, e somente Ele é capaz de remover as pedras que fecham o caminho para a vida. De fato, Ele mesmo, o Vivente, é o Caminho: o Caminho da vida, da paz, da reconciliação, da fraternidade. Ele nos abre a passagem, algo humanamente impossível, porque somente Ele tira o pecado do mundo e perdoa os nossos pecados. E sem o perdão de Deus, essa pedra não pode ser removida.

"Sem o perdão dos pecados", disse ainda Francisco, "não se consegue sair dos fechamentos, dos preconceitos, das suspeitas mútuas e das presunções, que sempre levam a absolver a si mesmo e acusar os outros. Somente o Cristo Ressuscitado, ao dar-nos o perdão dos pecados, abre o caminho para um mundo renovado".

Paz para as populações atormentadas pela guerra

"Somente ele nos abre as portas da vida, aquelas portas que fechamos continuamente com as guerras que se alastram pelo mundo", disse o Papa, nos convidando a voltar o "nosso olhar, em primeiro lugar, para a Cidade Santa de Jerusalém, testemunha do mistério da paixão, morte e ressurreição de Jesus, e para todas as comunidades cristãs da Terra Santa".

Meu pensamento se dirige, sobretudo, às vítimas dos muitos conflitos em andamento no mundo, a começar pelos que ocorrem em Israel, na Palestina e na Ucrânia. Que o Cristo Ressuscitado abra um caminho de paz para as populações atormentadas dessas regiões. Ao mesmo tempo que convido a que sejam respeitados os princípios do direito internacional, espero que haja uma troca geral de todos os prisioneiros entre a Rússia e a Ucrânia: todos por todos!

“Além disso, faço novamente um apelo para que seja garantido o acesso da ajuda humanitária a Gaza e insisto, uma vez mais, na pronta libertação dos reféns sequestrados em 7 de outubro e em um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza”.

Diálogo entre os povos

"Não permitamos que as hostilidades em andamento continuem afetando seriamente a população civil, já exausta, especialmente as crianças. Não permitamos que ventos de guerra cada vez mais fortes soprem sobre a Europa e o Mediterrâneo. Não nos rendamos à lógica das armas e do rearmamento. A paz nunca é construída com armas, mas estendendo nossas mãos e abrindo nossos corações", sublinhou o Pontífice.

A seguir, o Papa convidou a não nos esquecer da "Síria, que vem sofrendo as consequências de uma guerra longa e devastadora há quatorze anos. Tantos mortos, pessoas desaparecidas, tanta pobreza e destruição estão esperando por respostas de todos, inclusive da Comunidade internacional".

Voltou o seu olhar para "o Líbano, que há muito tempo vem sendo afetado por um bloqueio institucional e por uma profunda crise econômica e social, agora agravada pelas hostilidades na fronteira com Israel", "para a região dos Bálcãs Ocidentais, onde estão sendo dados passos significativos para a integração no projeto europeu", encorajou "o diálogo entre a Armênia e o Azerbaijão, para que, com o apoio da Comunidade internacional, se possa continuar o diálogo, ajudar os deslocados, respeitar os locais de culto das diferentes denominações religiosas e chegar a um acordo de paz definitivo o mais rápido possível".

Haiti e Continente africano

Francisco espera que "o Cristo Ressuscitado abra um caminho de esperança às pessoas que, em outras partes do mundo, sofrem com a violência, os conflitos, a insegurança alimentar e os efeitos das mudanças climáticas". Que Ele "conceda conforto às vítimas de todas as formas de terrorismo". O Pontífice convidou "a rezar pelos que perderam suas vidas" e implorou "arrependimento e conversão para os autores de tais crimes". O Papa pediu ao Senhor Ressuscitado para que "ajude o povo haitiano, a fim de que a violência, que derrama sangue e dilacera o País, possa cessar o mais rápido possível e que se possa progredir no caminho da democracia e da fraternidade", "dê conforto aos Roingas, afligidos por uma grave crise humanitária, e abra o caminho da reconciliação em Mianmar, dilacerado por anos de conflito interno, a fim de que toda lógica de violência seja definitivamente abandonada".

“Que Ele abra caminhos de paz no continente africano, especialmente para as populações provadas no Sudão e em toda a região do Sahel, no Chifre da África, na região de Kivu, na República Democrática do Congo, e na província de Cabo Delgado, em Moçambique, e ponha fim à prolongada situação de seca que afeta vastas áreas e causa fome e carestia”.

Em sua Na mensagem Urbi et Orbi, o Papa recordou também "os migrantes e aqueles que estão passando por dificuldades econômicas". Pediu ao Senhor para que "guie todas as pessoas de boa vontade a se unirem em solidariedade, para enfrentarem juntas os muitos desafios que as famílias mais pobres enfrentam em sua busca por uma vida melhor e pela felicidade".

Que a luz da ressurreição converta nossos corações

Neste dia em que celebramos a vida que nos foi dada na ressurreição de Cristo, Francisco recordou que "a preciosa dádiva da vida é desprezada! Quantas crianças não conseguem sequer ver a luz? Quantas morrem de fome, ou são privadas de cuidados essenciais, ou são vítimas de abuso e violência? Quantas vidas são mercantilizadas pelo crescente comércio de seres humanos?"

No dia em que Cristo nos libertou da escravidão da morte, exorto aqueles com responsabilidade política a não pouparem esforços no combate ao flagelo do tráfico humano, trabalhando incansavelmente para desmantelar suas redes de exploração e trazer liberdade àqueles que são suas vítimas. Que o Senhor console suas famílias, especialmente aquelas que aguardam ansiosamente notícias de seus entes queridos, assegurando-lhes conforto e esperança.

Francisco concluiu, pedindo "que a luz da ressurreição ilumine nossas mentes e converta nossos corações, conscientizando-nos do valor de toda vida humana, que deve ser acolhida, protegida e amada".

domingo, 10 de março de 2024

Papa Francisco no Angelus: não devemos julgar os outros, mas ajudá-los

Foto: Vatican Media


Aquele que conhece Jesus carrega a luz da salvação de Deus, não o machado de seus próprios julgamentos. Portanto, o conhecimento e a compreensão que temos dos outros não são para julgá-los, mas para ajudá-los: disse o Papa no Angelus, ao meio-dia deste IV Domingo da Quaresma em preparação para a Páscoa do Senhor

Raimundo de Lima - Vatican News

O olhar do Senhor sobre nós não é um farol ofuscante que nos ofusca e nos coloca em dificuldade, mas o brilho suave de uma lâmpada amiga, que nos ajuda a ver o bem em nós e a perceber o mal, para que possamos nos converter e ser curados com o apoio de sua graça. Foi o que disse o Papa no Angelus, ao meio-dia deste domingo (10), IV Domingo da Quaresma em preparação para a Páscoa do Senhor.

Jesus não veio para condenar, mas para salvar o mundo

Na alocução que precedeu a oração mariana diante de milhares de fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro para rezar com o Pontífice, Francisco deteve-se sobre a página do Evangelho do dia (Jo 3,14-21), que nos apresenta a figura de Nicodemos, um fariseu, "um dos chefes dos Judeus". Ele viu os sinais que Jesus realizou, reconheceu n’Ele um mestre enviado por Deus e foi encontrá-lo à noite, para não ser visto.

O Senhor o recebeu, dialogou com ele e lhe revelou que não tinha vindo para condenar, mas para salvar o mundo, ressaltou Francisco, convidando a refletir sobre isso: Jesus não veio para condenar, mas para salvar o mundo.

Com frequência, no Evangelho, vemos Cristo revelar as intenções das pessoas que encontra, às vezes desmascarando suas atitudes falsas, como no caso dos fariseus, observou o Santo Padre, ou fazendo-as refletir sobre a desordem de suas vidas, como no caso da Samaritana.

Jesus não quer que nenhum de nós se perca

Diante d’Ele não há segredos: Ele lê os corações. Essa capacidade pode ser inquietadora porque, se mal utilizada, prejudica as pessoas, expondo-as a julgamentos impiedosos. Pois ninguém é perfeito, todos somos pecadores, todos erramos, e se o Senhor usasse o conhecimento de nossas fraquezas para nos condenar, ninguém poderia ser salvo.

Mas não é assim, continuou o Papa. Pois Ele não a usa para apontar o dedo para nós, mas para abraçar nossas vidas, para nos libertar do pecado e nos salvar. Jesus não está interessado em nos colocar em julgamento e nos submeter a sentenças; Ele não quer que nenhum de nós se perca. Jesus não veio para condenar, mas para salvar o mundo. 

Que o Senhor nos dê um olhar de misericórdia

Antes de concluir, o Santo Padre solicitou-nos a pedir ao Senhor que nos dê um olhar de misericórdia, para não julgar os outros, mas ajudá-los, que olhemos para os outros como Ele olha para todos nós.

Pensemos em nós, que tantas vezes condenamos os outros; tantas vezes gostamos de fazer fofoca, de procurar fazer fofoca contra os outros. Peçamos ao Senhor que nos dê esse olhar de misericórdia, que olhe para os outros como Ele olha para todos nós. Que Maria nos ajude a desejar o bem uns dos outros.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Exposição" Arte Brasileira: a coleção do MAP" é prorrogada

Foto: Leo Lara


Mostra já foi visitada por mais de 80 mil pessoas e reúne coleção rara com cerca de 200 obras. 

A exposição “Arte Brasileira: a coleção do MAP na Casa Fiat de Cultura” que apresenta uma coleção rara de cerca de 200 obras, nunca expostas em conjunto, terá seu período de visitação ampliado até 3 de março. As obras da mostra passam pelos mais importantes movimentos artísticos do país nos séculos 20 e 21, com pinturas, fotografias, gravuras, instalações, vídeos, esculturas e desenhos. Realizada através da parceria entre a Casa Fiat de Cultura e a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Municipal de Cultura, a mostra reúne a relevante coleção do Museu de Arte da Pampulha (MAP). Essa é a  maior montagem já feita fora do MAP e reafirma  a importância do  acervo, com artistas e ações que reverberam para além do país. Toda a programação da Casa Fiat de Cultura é gratuita. 

A curadoria é de Marcelo Campos, curador do Museu de Arte do Rio (MAR) e um dos mais atuantes na cena nacional, e de Priscila Freire, ex-diretora do MAP, cuja atuação é pioneira à frente dos museus do Brasil. A exposição revela uma dimensão singular do acervo do MAP, alinhada à trajetória da Casa Fiat de Cultura de apresentar montagens inéditas, promovendo o diálogo entre arte popular, contemporânea e importantes nomes do modernismo brasileiro. Segundo o presidente da Casa Fiat de Cultura, Massimo Cavallo, a união destas duas instituições resultou em um projeto ousado em grandiosidade e inovador no recorte. “Novas vozes emergem desse encontro e convidam o visitante a um novo percurso conceitual e artístico. Celebrando os 80 anos do Conjunto Moderno da Pampulha em todos os seus significados, a mostra desvela novos ângulos que habitam esse Patrimônio Cultural da Humanidade, nutrindo vínculos de pertencimento e identidades”, reflete. 

Inaugurado em 1957, o Museu de Arte da Pampulha sempre esteve atento às vanguardas dos movimentos artísticos locais, nacionais e internacionais. Nesta exposição, as mais de 1400 obras que compõem o acervo, formado ao longo de seis décadas, ganham uma seleção especial, com uma perspectiva estimulante e novas abordagens. Para a Secretária Municipal de Cultura de Belo Horizonte, Eliane Parreiras, “o MAP sempre esteve no presente, unindo o antes e o depois”. Segundo ela, a parceria da Casa Fiat de Cultura com a Prefeitura para realizar a exposição, com um acervo desse porte, reforça o compromisso das duas instituições em “manter acessível ao público a valiosa coleção do Museu de Arte da Pampulha, nesse momento de renovação, fazendo-a circular, encontrando novos públicos e parcerias”. 

A exposição “Arte Brasileira: a coleção do MAP na Casa Fiat de Cultura” é uma realização da Casa Fiat de Cultura, da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Conta com o patrocínio da Fiat e do Banco Safra, copatrocínio do Banco Stellantis e da Brose, apoio institucional do Circuito Liberdade e apoio do Governo de Minas e do Programa Amigos da Casa. 

Sucesso de público

Mais de 80 mil pessoas já visitaram a exposição. O público também participou de atividades como "Diálogos MAP na Casa Fiat de Cultura", que promoveu encontros com duas homenageadas da mostra: a escritora Conceição Evaristo, em dezembro, e a pesquisadora, ensaísta e rainha de reinado Leda Maria Marques, em janeiro. Durante sua visita à mostra, Conceição Evaristo se surpreendeu ao encontrar na exposição uma das obras de autoria do tio, Osvaldo Catarino Evaristo. A descoberta foi feita durante a visita de Conceição e seus familiares e emocionou a todos. A obra "Paisagem", de 1977, que integra o acervo do MAP, foi identificada pela escritora e por Macaé Evaristo, filha do artista. Atualmente, a história de Osvaldo é resgatada pelas suas netas que estão pesquisando sobre a vida e obra do artista. Já Leda Maria Martins ficou feliz ao ver seu filho em um dos documentários exibidos na mostra, "A coroação de uma rainha", de Arthur Omar. O filme retrata a cerimônia de coroação da rainha Alzira, mãe de Leda, na comunidade negra matriarcal de Jatobá, nos arredores de Belo Horizonte.

Os núcleos da exposição

A exposição apresenta núcleos que se interrelacionam: Conjunto Moderno da Pampulha, Os modernos, Pampulha espiralar: um lar, um altar, Nossos parentes: água, terra, fogo e ar, O menino que vê o presépio, Novos bustos.

O curador Marcelo Campos destaca que para contar essa história tão diversa, recorreu aos itãs iorubás (relatos míticos e lendas), que se relacionam à presença da montanha (Òkè) na criação cosmogônica do mundo. “Das histórias da montanha, retiramos os quatro elementos: terra, água, fogo e ar. Assim, propomos uma proximidade entre tais elementos e as criações artísticas instalativas, ressaltando a presença da natureza como mote de muitas obras existentes no acervo do MAP”, explica.

CONJUNTO MODERNO DA PAMPULHA

Logo na entrada da mostra, o visitante será recebido por registros do histórico Conjunto Moderno da Pampulha. Pensado a partir do moderno e da modernidade na arquitetura, com referências de Le Corbusier, o projeto respeitava as características geográficas tropicais incluindo os edifícios e jardins do Museu de Arte da Pampulha (antigo Cassino), da Casa do Baile (atual Centro de Referência da Arquitetura, Urbanismo e Design de Belo Horizonte), do Santuário Arquidiocesano São Francisco de Assis da Pampulha (Igrejinha da Pampulha) e do Iate Tênis Clube (antigo Iate Golfe Clube). 

As curvas de Niemeyer frente aos ângulos retos da arquitetura europeia criam um diálogo constante entre interior e exterior, com desenhos sinuosos. As construções datam do início dos anos 40 e promovem um raro encontro entre arte, arquitetura e paisagismo. 

O núcleo apresenta o Conjunto Moderno da Pampulha com um olhar atual, repensando seus usos, afetos e interesse social, justificando o título de Patrimônio Mundial, como paisagem cultural, título que recebeu em 2016. Destaque para as fotografias de Marcel Gautherot, que percorre a Pampulha na fase inicial, até as exposições mais recentes, como a do artista Paulo Nazareth, que mostram uma Pampulha diversa. 

OS MODERNOS

Os artistas que contribuíram para arregimentar um pensamento utópico nas artes, na arquitetura e no urbanismo se encontram neste núcleo. Os termos modernismo e modernidade se aproximam e se distanciam, ao mesmo tempo, nesse contexto. Enquanto as vanguardas modernistas nomeavam o pensamento artístico, a modernidade social colocava frente a frente os desejos estéticos e as questões da sociedade.

Destaque para a serigrafia “Croisement de Directions”(1975), de Mary Vieira; a fotografia “Alegres Bons Companheiros” (1999), da série Imagens de Chocolate, de Vik Muniz; e o quadro “Os acrobatas” (1958), de Candido Portinari.

PAMPULHA ESPIRALAR: UM LAR, UM ALTAR

O Conjunto da Pampulha foi apropriado pela população, que passou a eternizar datas importantes em registros fotográficos no local. Esse espiral da casa, da alegria das celebrações e da religiosidade destacam a função social da arquitetura moderna de horizontalizar a sociedade. Neste núcleo, a fundamental teoria de Leda Maria Martins sobre o tempo espiralar conduz as reflexões sobre os gestos do corpo e os mecanismos identitários entre a África e o Brasil. Aqui, ganha, luz as obras que, em vez de destacar o corpo do júbilo, apresentam o corpo das coroações, reisados e grinaldas. Peças icônicas de arte popular e artistas como GTO e Maurino Araújo poderão ser contemplados pelo público.

NOSSOS PARENTES: ÁGUA, TERRA, FOGO E AR

Há uma intensa conexão entre os artistas e os elementos primordiais. Água, terra, fogo e o ar estão bastante presentes nas obras desse acervo. Com base em uma afirmação de Ailton Krenak, que aponta a tradição humana financiada em uma memória de antiguidade do mundo, a curadoria apresenta os elementos como possíveis ancestrais e desperta a nossa atenção para a natureza.

Trabalhos de Rivane Neuenschwander, Sérgio Neuenschwander, Cildo Meireles, Iole de Freitas, Wilma Martins, Rosângela Renó e Froiid são apresentados nesse núcleo, que exibe, ainda, a obra “Pulmo” (2000-2004), de Nydia Negromonte, uma instalação de baixa densidade, que representa a presença do ar no espaço, e “Noite de São João” (1961), de Alberto da Veiga Guignard. 

A terra é representada pela montanha (Òkè), com uma série de serigrafias de Vera Chaves Barcellos, datadas de 1974, e a intervenção “Territórios”, de Dilton Araújo, Lotus Lobo e Luciano Gusmão, uma obra processo icônica, que foi premiada no I Salão de Arte Contemporânea de Belo Horizonte, de 1969. Destaque, ainda, para a escultura “Reafirmar a natureza” (2022), de Luana Vitra. 

NOVOS BUSTOS

Este núcleo repensa os protagonistas e lideranças artísticas, culturais e políticas. Em um país composto por uma população majoritariamente negra, precisamos entender as questões colocadas por pensadores e pensadoras negros e indígenas.

Os maiores pensadores decoloniais brasileiros são homenageados pela exposição em diferentes núcleos. Aílton Krenak, Conceição Evaristo e Leda Maria Martins instigam reflexões sobre o passado, o presente e o futuro e nos convidam a ouvir as experiências dos aquilombados e aldeados e de quem tem o conhecimento sobre as plantas e ervas, sobre a medicina e a ciência, sobre a natureza e as florestas, para que o futuro possa ser ancestral.

O MENINO QUE VÊ O PRESÉPIO

Em consonância a um gesto inédito, a exposição termina com a montagem de um presépio com cerca de 300 peças, ação inspirada em um conto de Conceição Evaristo, onde um menino que não se atrai pelos signos do Natal, se encanta ao olhar os presépios. 

Essa é a primeira vez que o presépio será exibido ao público. A obra é composta por esculturas em cerâmica originárias do Vale do Jequitinhonha, com autoria de Cléria Eneida Ferraz Santos e Mira Botelho do Vale.

No conto, Lumbiá é uma criança que vivia nas ruas de uma cidade grande, fazendo vendas de produtos como chicletes e flores no sinal. Passava os dias vendo a chegada das mudanças e o momento de maior encantamento era o Natal, quando “a cidade se enfeitava com luzes que brotavam de todos os cantos”. Ele se irritava com os pinheiros e imagens de Papai Noel, sendo atraído pelos presépios que via em vitrines, nos casarões e até na TV.

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL DE FEVEREIRO

Em fevereiro, o público poderá participar de visitas temáticas que destacam diferentes eixos da exposição. As iniciativas são desenvolvidas em conjunto pelos programas educativos do Museu de Arte da Pampulha e da Casa Fiat de Cultura. As visitas são presenciais e as inscrições podem ser feitas gratuitamente na entrada da galeria até 10 minutos antes do horário de início da atividade. Sujeito à lotação.   

Mulheres gravadoras 

No sábado (3), às 11h, a visita temática “Mulheres gravadoras” apresentará a evolução da gravura ao longo da história, as mudanças a partir de inovações tecnológicas, diversas técnicas e o processo criativo das artistas gravadoras presentes na exposição “ARTE BRASILEIRA: a coleção do MAP na Casa Fiat de Cultura”. Será realizado um percurso que explora o trabalho das mulheres gravadoras presentes na mostra. A seleção de obras inclui as artistas Misabel Pedrosa, Yara Tupynambá, Vera Chaves Barcellos, Mary Vieira e Lotus Lobo.  

Feito de chão

A exposição “ARTE BRASILEIRA: a coleção do MAP na Casa Fiat de Cultura” apresenta várias obras realizadas em cerâmica, técnica milenar utilizada em diversas criações artísticas. No sábado (17), às 14h, a visita temática “Feito de chão” apresenta obras em exibição e explora as técnicas presentes do manejo do barro, focando nas escolhas artísticas adotadas por cada artista. Serão destacados os artistas Antônio Poteiro e Ana Quirino, além da obra “Pelos Presépios de Minas, cerâmicas do Vale do Jequitinhonha”.  

Quando o museu encontra as ruas

A exposição proporciona o encontro de artistas contemporâneos a nomes renomados no meio das artes. Na visita temática “Quando o museu encontra as ruas” as obras desses artistas serão exploradas em um percurso que apresenta suas técnicas, que usualmente focam na madeira e na pintura, e em sua riqueza artística. Durante a atividade, que será realizada no sábado (24), às 11h, serão destacados artistas como Rodelnégio, que na mostra aparece ao lado de Guignard, e o escultor mineiro Geraldo Teles de Oliveira, conhecido como GTO. 

A Casa Fiat de Cultura 

Cumpre importante papel na transformação do cenário cultural brasileiro, ao realizar prestigiadas exposições. A programação estimula a reflexão e interação do público com várias linguagens e movimentos artísticos, desde a arte clássica até a arte digital e contemporânea. Por meio do Programa Educativo, a instituição articula ações para ampliar a acessibilidade às exposições, desenvolvendo réplicas de obras de arte em 3D, materiais em braille e atendimento em libras. Mais de 80 mostras, de consagrados artistas brasileiros e internacionais, já foram expostas na Casa Fiat de Cultura, entre os quais Caravaggio, Rodin, Chagall, Tarsila, Portinari entre outros. Há 18 anos, o espaço apresenta uma programação diversificada, com música, palestras, residência artística, além do Ateliê Aberto – espaço de experimentação artística – e de programas de visitas com abordagem voltada para a valorização do patrimônio cultural e artístico. A Casa Fiat de Cultura é situada no histórico edifício do Palácio dos Despachos e apresenta, em caráter permanente, o painel de Portinari, Civilização Mineira, de 1959. O espaço integra um dos mais expressivos corredores culturais do país, o Circuito Liberdade, em Belo Horizonte. Mais de 4 milhões de pessoas já visitaram suas exposições e 700 mil participaram de suas atividades educativas.  

Exposição “ARTE BRASILEIRA: a coleção do MAP na Casa Fiat de Cultura”

Até 3 de março de 2024

Curadoria: Marcelo Campos e Priscila Freire

Terça a sexta, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h

Entrada gratuita

Casa Fiat de Cultura

Praça da Liberdade, 10 – Funcionários – Belo Horizonte/MG

Horário de Funcionamento

Terça-feira a sexta-feira, das 10h às 21h

Sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h  

Informações

Instagram: @casafiatdecultura

YouTube: Casa Fiat de Cultura  

Use mascara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

Os Rejeitados faz mais de R$ 500 mil em seu primeiro fim de semana de exibição no Brasil

Foto: Divulgação


Sob a direção de Alexander Payne, filme é um dos destaques da temporada de premiações 

Lançado no Brasil na última quinta-feira (11), Os Rejeitados, novo filme de Alexander Payne, estreou entre os filmes mais vistos no país neste fim de semana, levando até o momento cerca de 20 mil pessoas às salas de cinema, com mais de R$ 500 mil arrecadados. Aclamado pela crítica e público, o longa, que já havia conquistado dois Globos de Ouro (Atriz Coadjuvante e Melhor Ator em Filme de Comédia) levou no domingo (14) três categorias no Critics Choice Awards, nos Estados Unidos: Melhor Ator para Paul Giamatti, Melhor Atriz Coadjuvante para Da'Vine Joy Randolph enquanto o estreante Dominic Sessa se consagrou na categoria Melhor Ator/Atriz Jovem. 

Elogiado por sua performance como Professor Paul Hunham, para Paul Giamatti o personagem é uma revisita ao passado, já que sua família era formada por professores: “Fui para uma escola preparatória como a do filme. Meu pai e minha mãe eram professores, bem como meus avós. Todos na minha família são professores ou acadêmicos, então é um ambiente que eu conheço e no qual me movimento bem. Li também alguns dos textos citados pelo personagem no roteiro. Pensei muito no meu passado e nas pessoas que conheciMuito da minha preparação foi baseada nisso. Meu personagem é um cara tenso, mas tem senso de humor, embora seja às custas de outras pessoas na maior parte do tempo. Acho ele engraçado”, comenta o ator.

Os Rejeitados segue em cartaz nas telonas de todo Brasil, também em versões acessíveis. Para mais informações, consulte os cinemas da sua cidade. Em Minas Gerais, assista nas salas da Cineart.

Sobre o filme

Do premiado diretor Alexander Payne, Os Rejeitados acompanha a desventura de um professor mal-humorado (Paul Giamatti) de uma prestigiada escola americana, forçado a permanecer no campus para cuidar do grupo de alunos que não tem para onde ir durante as férias de Natal. Ele acaba criando um vínculo improvável com um deles - um encrenqueiro magoado e muito inteligente (o estreante Dominic Sessa) - e com a cozinheira-chefe da escola, que acaba de perder um filho no Vietnã (Da'Vine Joy Randolph).

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Feira do Mineirinho com apresentações especiais

Bruno César e Luciano agitam o público
Foto: Daniel Azevedo
Apresentações acontecem quinta-feira, a partir das 19h e no domingo a partir das 12h. Entrada e estacionamento são gratuitos

Em comemoração ao aniversário de 18 anos em setembro, a Feira de Artesanato do Mineirinho preparou uma programação musical especial durante todo o mês. As atividades são realizadas em conformidade com os protocolos e os decretos sanitários estabelecidos pela Secretaria Municipal de Saúde. E o festejo começa nesta quinta-feira (2), com o melhor do sertanejo a partir das 19h. A atração será a dupla mineira Bruno César e Luciano. No repertório músicas autorais, como “Cama de solteiro”, além de sucessos do universo sertanejo universitário e clássicos do gênero com pegadas de pagode, pop e MPB.

E a celebração prossegue com música ao vivo no domingo (5), a partir de meio-dia!  Um dos destaques é o Diga Lá. O grupo, que se destaca no cenário musical, tocará samba, axé, pagode e vários ritmos. Outra atração é o cantor Dirceu Marinho, o Chocolate, que apresentará pagode, axé e músicas da atualidade. Destaque para a canção autoral "Ao som do cavaquinho."

Sobre a feira

A Feira de Artesanato do Mineirinho é ponto de encontro da família mineira e atração turística aos visitantes que chegam à capital mineira. É realizada às quintas-feiras, das 17h às 23h, e aos domingos, das 8h às 18h.

O público conta com grande variedade de produtos, como artesanato, decoração, bijuterias, calçados, vestuários, produtos para o lar e muito mais.

Com excelente localização, ao lado do Estádio Mineirão, na Pampulha, é considerada um ótimo centro de compras e entretenimento, que tem atraído, cada vez mais, o público com perfil eclético. 

Fique por dentro das novidades da feira  nas redes sociais:  YouTube, Facebook e Instagram.

Setembro é mês de aniversário da Feira do Mineirinho! Para celebrar os 18 anos haverá programação musical especial!

Dia: 02/09 – (quinta-feira) – a partir das 19h – Bruno César e Luciano

Dia: 05/09 - (domingo) – a partir das 12h – Diga Lá e Chocolate

Local: Mineirinho (avenida Antônio Abrahão Caram, 1000, São José, Pampulha, Belo Horizonte/MG)

Entrada (com capacidade de público limitada) e estacionamento: gratuitos

Informações: (31) 3017-0573

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Especialista explica mitos e verdades da Cerveja

Como todo mundo sabe, a cerveja é uma bebida que carrega muita história. Talvez por isso tantos mitos tenham sido criados a seu respeito ao longo dos anos. Ingredientes, estilos, sabores e até as maneiras de melhor armazená-la viraram assunto da mesa de bar - ou, por ora, da mesa de casa. Confira abaixo os principais mitos e verdades explicados pela especialista da Ambev, Paula Guedes.

1. Toda cerveja é bastante amarga

MITO!

A cerveja é a bebida mais variada que existe quando o assunto é sabor. Pode até ter um certo amargor, mas nem sempre é assim e a escala de IBU pode te ajudar a entender a intensidade de cada rótulo. O gosto amargo geralmente vem do lúpulo e pode ser medido pelo IBU (International Biterness Unit, ou Medida Internacional de Amargor), a escala que dimensiona a intensidade, variando de 0 a 120. Quanto maior a sua posição na escala de amargor, mais intensa é a bebida. Em alguns estilos, no entanto, ele fica imperceptível, como no caso das cervejas doces, ácidas e até mesmo as ligeiramente salgadas.

2. A água é muito importante para a qualidade da cerveja

VERDADE, MAS...

...Hoje em dia, todas as cervejarias modernas tratam a água que será utilizada nas receitas para obter sempre o mesmo perfil mineral e padrão de qualidade. Isso permite a reprodução da fórmula em qualquer parte do mundo.

3. O sol estraga a cerveja

VERDADE!

A exposição à luz e ao calor prejudicam a qualidade da bebida. A cerveja deve ser armazenada corretamente em lugar fresco.

4. Cerveja congelada deve ir para o lixo

MITO!

Se você esquecer a cerveja no congelador (e ela não explodir), devolva-a para a geladeira e espere um ou dois dias antes de abri-la. O sabor e a carbonatação devem estar como antes. Claro que não devemos fazer esse processo muitas vezes, mas se aconteceu um dia, não tem problema.

5. Gelar muito a cerveja destrói o sabor

MITO!

A regra é clara: quanto mais forte e encorpada a cerveja, menos fria ela deve ser degustada. O que não significa que você deva carregar um termômetro para conferir se o bar serve a bebida na temperatura correta. Por ser leve e delicada, a pilsen merece ser servida gelada. Quantos graus? O brasileiro costuma beber cerveja no limite do congelamento e não há nada errado nisso. Se você não gosta assim, faça do seu jeito.

6. Quanto mais escura, mais forte é a cerveja

MITO!

Não se deixe enganar pelos sentidos. A cores marrom ou preta realmente causam a expectativa de uma bebida mais forte ou densa, mas isso não acontece. A tonalidade da cerveja depende da matéria-prima. Maltes de trigo são quase brancos, malte de cevada tipo pilsen dá um tom amarelado e as variedades tostadas e carameladas completam a paleta com cervejas que vão do avermelhado ao negro intenso. Existem cervejas claras que são fortes como é o caso das tripels ou das Imperial IPA, e cervejas escuras que podem ser mais leves, como as Dry Stouts, por exemplo.

7. Ser puro malte torna a cerveja melhor

MITO!

A lista dos ingredientes da cerveja depende do que o mestre-cervejeiro espera obter com a receita. Se a intenção é que ela seja mais encorpada, pode-se optar por trabalhar apenas com malte de cevada ou adicionar um pouco de trigo, mas se o objetivo é deixá-la ainda mais cremosa, é preferível utilizar aveia. Para quem busca uma cerveja leve e refrescante, prefira consumir aquelas que levam um pouco de milho ou arroz junto com o malte de cevada.

8. O colarinho protege a bebida

VERDADE!

A camada de espuma não deixa que a cerveja tenha contato direto com o ar, o que reduz a oxidação e a perda de gás. Além disso, o colarinho ajuda a preservar os aromas da cerveja e a sua temperatura.

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Mayck & Lyan lançam o single “Made in Sertão”

Novo trabalho da dupla agrada fās
Foto: Divulgação
Referências do sertanejo tradicional e da viola caipira, irmãos apresentam nova canção no YouTube e nas plataformas digitais 

Sempre levantando a bandeira da música sertaneja e da viola caipira, Mayck & Lyan é uma dupla que traz no seu DNA a tradição associada à inovação.

Os irmãos apresentam a sua nova canção, intitulada “Made in Sertão”, que fala de tradição com uma linguagem moderna, destacando a força do interior. O lançamento do single, acontece no dia 16 de julho nas principais plataformas de streaming (Spotify, Deezer, Apple Music e Tidal).

Escute: https://onerpm.ffm.to/madeinsertao

Os irmãos Mayck & Lyan, que atraíram mais de 3 milhões de internautas com a #LiveDosMió, estão disponibilizando também o videoclipe da canção “Made in Sertão” que pode ser conferido no canal oficial deles no YouTube.

Com cenas registradas nas cidades de Guairaçá (PR) e Pereiras (SP), a produção conta com duas participações pra lá de especiais: a de Izzy Manuella (filha do Mayck) e sr. Wilson (pai da dupla) e promete, mais uma vez e a exemplo dos videoclipes anteriores apresentados por Mayck & Lyan, conquistar o público que ama e respeita a tradição vinda do sertão.

A direção do vídeo é de Jacques Jr.

Letra: Made in Sertão

Compositores: Léo Souzza/ Luan Pereira/ Mateus Felix/ Eduardo Godoy

SENTE ESSE SOM

QUE VEM DO SERTÃO

ARREBENTANDO AS PORTEIRAS COM OS FALANTE

RESPEITA OS PEÃO

FAZER O QUE

NOSSO SISTEMA FAZ ACONTECER

NOSSA CHEGADA É FÁCIL DE PREVER

POEIRA LEVANTA E PORTEIRA COMEÇA A TREMER

TEM QUE RESPEITAR

NOSSA TRADIÇÃO

QUEIMA CARNE, TOCA MODA

E LAÇA CORAÇÃO

TEM QUE RESPEITAR

NOSSA TRADIÇÃO

OS BUTINA SUJA

MADE IN SERTÃO

Sobre Mayck e Lyan

Possuem a verdadeira alma sertaneja e uma história traçada no interior brasileiro, palco de talentos natos que fizeram e fazem até hoje muito sucesso, como por exemplo, Tião Carreiro e Pardinho e Ronaldo Viola.

Considerados os representantes do sertanejo tradicional, os irmãos também compõem, produzem e interpretam grandes sucessos que marcaram época, sempre acompanhados da tradicional viola de dez cordas.

A viola caipira repercutiu em solo americano. Em 2019, a dupla realizou a sua primeira turnê internacional, passando pelas cidades de Orlando e Fort Lauderdale (Flórida), Newark (Nova Jersey) e Boston (Massachusetts).

Mayck é dono de uma voz marcante, grave e aveludada, que se destaca entre os outros cantores sertanejos. Já Lyan mostra outro diferencial e muita versatilidade ao adaptar sucessos de artistas internacionais como Michael Jackson, Bee Gees, além de trilhas de grandes séries como Game Of Thrones, na viola caipira.

Ao longo da carreira de mais de 20 anos, Mayck e Lyan atingiram marcas significativas como Disco de Ouro, Disco de Platina e DVDs de Ouro, além de indicações a diversos prêmios. 

Outra curiosidade que surpreende: Em paralelo com a música, a dupla não deixou de estudar. Mayck é formado em Rádio e TV (Comunicação Social) e Lyan é formado em Música. Atualmente também cursa o 4º ano de Medicina Veterinária.

Durante a pandemia, Mayck & Lyan também se adaptaram aos shows virtuais. A #LiveDosMió chegou a bater mais de 3 milhões de acessos no YouTube, conquistando a sétima colocação entre os vídeos mais vistos da plataforma na semana em que foi realizada.

Site: www.mayckelyan.com.br

Instagram: @mayckelyanoficial

Facebook: www.facebook.com/mayckelyanoficial

YouTube: www.youtube.com/mayckelyanoficial

quarta-feira, 30 de junho de 2021

A hora e a vez do entretenimento híbrido

Por Ricardo Kurtz, fundador e CEO do ZoOme.TV 

As lives foram a salvação de um público entediado durante o primeiro ano da pandemia. Números recordes foram colecionados por alguns dos maiores artistas brasileiros como Marília Mendonça e Gusttavo Lima que superaram a marca de 40 milhões de usuários em apenas uma de suas lives. 

No entanto, como a quarentena durou bem mais do que podíamos imaginar, esse formato acabou saturando e perdendo o fôlego a partir do segundo semestre de 2020. As audiências foram caindo e isso pode ser justificado por dois principais motivos: cansaço do público e pouca remuneração aos artistas. 

Isso porque, embora as lives tenham conquistado diferentes patrocinadores enquanto a audiência atingia o seu ápice, elas estavam longe de remunerar os artistas como nos tempos tradicionais. Pense que antes da pandemia, era comum que um músico renomado chegasse a fazer em média 20 shows por mês. Já no formato online, as apresentações não passaram de uma a cada dois meses. Ou seja, não tem como a conta fechar, sobretudo para as equipes técnicas, bandas e todo stakeholder que sobrevive do entretenimento. 

Por outro lado, o cansaço do público pelo formato, que em três meses após o pico já apresentava uma queda de interesse quatro vezes menor, fez também com que os patrocínios fossem reduzidos. Logo, diminuindo ainda mais a remuneração no setor musical. 

O que o segundo ano da pandemia nos traz? 

Enquanto amargamos ainda a convivência com o vírus, todos tivemos que nos adaptar para continuar escalando nossos negócios. Inovar durante uma crise é quase dar um cavalo de pau em transatlântico, mas o esforço sempre vale a pena. Olhando para o setor musical, no primeiro mês da pandemia, o ramo já apontava um prejuízo de R$ 480 milhões, segundo o Data Sim, núcleo de pesquisa da Semana Internacional de Música de São Paulo. Imagina em quanto está esse número atualmente? 

Um novo formato de entretenimento, portanto, começa a surgir: o de espetáculos híbridos. Esses eventos surgem respeitando os padrões de segurança contra a proliferação da Covid-19, mas inovando o formato e trazendo benefícios ao público e, claro, aos músicos. Os shows online são mais atraentes que as lives tradicionais, eles são realizados com mais qualidade acústica, sem interrupções e, principalmente, sem aquele estilo "improvisado" comum das lives, que no começo até era um dos atrativos. 

Dessa maneira, eles suprem a necessidade do público que ainda se encontra em casa nos tradicionais dias de lazer, e ainda garantem aos artistas o retorno da monetização através dos ingressos. Entretanto, por ser online, o preço acaba sendo muito menor que um show presencial - ponto para o público. Já para os artistas, esse preço não é prejudicial, já que a tecnologia faz com que o show tenha um alcance de público bem maior que o famoso eixo Rio-São Paulo. A ideia é que isso permaneça mesmo quando tudo voltar ao normal. Assim, os espetáculos poderão ser acessados por fãs que estão bem distantes de onde o show está acontecendo. 

O Spotify, por exemplo, anunciou essa novidade há algumas semanas. O projeto da plataforma tem cinco atrações confirmadas, que vão se apresentar nos próximos meses com um preço de ingresso muito inferior ao que seria em um evento presencial. Aqui no Brasil, também demos o primeiro passo com o ZoOme.TV em relação ao retorno dos shows, com transmissão de dois espetáculos no primeiro final de semana de junho. 

Os resultados nos mostram a força que o entretenimento tem, mesmo após 15 meses de pandemia. Apresentando shows com Gusttavo Lima e Wesley Safadão, com todo um aparato tecnológico e uma experiência de áudio inovadora, reunimos mais de 160 mil espectadores e 1,7 milhão de visualizações. Todos em suas casas, em qualquer canto do mundo. A plataforma, recém-lançada, conquistou um crescimento na base de usuários de 736%, um número muito positivo para uma estreia. 

Outros grandes eventos também começaram a aderir à transmissão híbrida, o que não é nenhuma surpresa, visto que pesquisas mostram que o setor de eventos online cresceu 300% desde março do último ano, segundo a startup Even3. E pelo jeito, isso não vai retroceder mesmo quando voltarmos ao normal. Outra pesquisa realizada com 270 profissionais do segmento mostra que quase 80% das companhias pretendem manter esse formato de interação no futuro. 

Ou seja, fomos forçados a adotar o digital para seguirmos durante a pandemia. E ele nos apresentou um novo formato de consumir entretenimento. A tecnologia está permitindo a retomada do setor de eventos, de forma livre, benéfica e sem fronteiras. E isso tem tudo para continuar. Será possível assistir uma peça teatral do sofá, em realidade aumentada? Ter um holograma do artista favorito da sala? Poder de casa acessar a melhor poltrona de um teatro? Bom, isso só o tempo irá dizer, o que é possível afirmar agora é que nesse momento a hora e a vez é da transmissão híbrida.