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quinta-feira, 2 de abril de 2026

Exposição "MEME: no Br@sil da memeficação" agita o CCBB BH

Foto: Fernanda Lopes


Inaugurada no último sábado (28), com uma programação especial que contou com passeios na Carreta Furacão, intervenção artística, distribuição de brindes e kits de lanches na barraca do Sanduíche-íche, a exposição "MEME: no Br@sil da memeficação" vem atraindo um grande volume de visitantes ao CCBB BH desde os primeiros dias, confirmando o sucesso da atração.

Entre sábado e segunda, cerca de 17 mil pessoas visitaram a exposição, que reúne mais de 800 criações assinadas por 200 produtores de conteúdo e artistas. A mostra investiga os memes como forma de linguagem, crítica, afeto coletivo e produção estética. A exposição chega à capital mineira depois de temporadas de sucesso em São Paulo e Brasília.

Com curadoria de Clarissa Diniz e Ismael Monticelli, e colaboração do perfil de Instagram newmemeseum, a mostra convida o público a explorar a memeficação como um dos modos mais potentes – e irônicos – de narrar o Brasil contemporâneo.

“Memes não são só piadas. Eles são ferramentas políticas, culturais e afetivas. São como o Brasil elabora, disputa e contorna suas diferenças – sociais, raciais, de gênero, estéticas – em tempo real”, afirma Clarissa Diniz. “A exposição parte do humor para provocar: como estamos refazendo o país através de suas imagens mais debochadas?”.

“É impossível compreender o Brasil de hoje sem entender seus memes”, diz Ismael Monticelli. “Eles não apenas refletem a realidade, mas atuam sobre ela: produzem memória, disputam narrativa, geram pertencimento. Enquanto fazemos memes, os memes refazem o Brasil”.

A proposta curatorial rompe fronteiras entre o que é visto como “alta” e “baixa” cultura, reunindo nomes consagrados da arte contemporânea brasileira, como Anna Maria Maiolino, Gretta Sarfaty, Nelson Leirner e Claudio Tozzi, ao lado de criadores de conteúdo como Blogueirinha, Porta dos Fundos, Alessandra Araújo, Melted Vídeos, John Drops e Greengo Dictionary.

"A abertura da exposição fez valer a vocação pública, coletiva e espontânea dos memes. Ver o CCBB-BH preenchido pela diversidade dos corpos e existências do Brasil, convergindo para a memeficação, sublinhou a força social do humor: esse que é capaz de nos unir mesmo em tempos de guerra", destaca Clarissa Diniz, uma das curadoras da exposição.

A exposição “MEME: no Br@sil da memeficação” fica em cartaz até 22 de junho, no Centro Cultural Banco do Brasil, o CCBB-BH. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados na internet ou na bilheteria.

O meme antes do meme

Organizada em cinco núcleos temáticos – Ao pé da letra, A hora dos amadores, Da versão à inversão, O eu proliferado e Combater ficção com ficção – tendo como prólogo um espaço tátil intitulado Alisa meu pelo e epílogo Memes: o que são? Onde vivem? Do que se alimentam?, a mostra ocupa o pátio e o 3º andar do CCBB BH e possui cenografia imersiva e uma ampla diversidade de linguagens: vídeos, neons, esculturas, roupas, quadrinhos, pinturas, objetos, backlights, instalações sonoras e experiências interativas.

“A exposição não tem a ambição de ser um inventário do humor nacional, mas investigar os memes como uma linguagem viva, que transborda a internet e afeta diretamente nossas formas de pensar, sentir e agir”, afirma Ismael Monticelli. “Eles são dispositivos de memória, de disputa e de pertencimento, que operam em altíssima velocidade e atravessam todas as camadas da vida social”.

“Queremos provocar o público a pensar: será que essa vocação memética do Brasil começou mesmo com os memes digitais?”, questiona Clarissa Diniz. “Ou será que ela já se anunciava no carnaval, nos bordões da TV, nas pichações e nos outdoors? O que acontece quando política, publicidade e arte se dobram aos formatos da zoeira?”.

Ao receber este projeto, o Centro Cultural Banco do Brasil reafirma seu papel como um espaço vivo de diálogo com as linguagens contemporâneas, valorizando a potência crítica, afetiva e estética que surge tanto das redes quanto das ruas. A mostra também reforça o compromisso do CCBB com a valorização da cultura brasileira em toda a sua diversidade, incluindo as expressões que nascem, se desenvolvem e se reinventam no ambiente digital.

"MEME: no Br@sil da memeficação" é uma produção da Patuá Produções, com patrocínio do Banco do Brasi e da BB Asset. Depois de Belo Horizonte, a exposição será apresentada no Rio de Janeiro (agosto a novembro de 2026).

Sobre os curadores

Clarissa Diniz é curadora, escritora e professora em arte com 20 anos de carreira. Professora da Escola de Belas Artes da UFRJ. Foi uma das primeiras curadoras brasileiras a incluir memes em exposições. Realizou curadorias em importantes instituições como no Museu de Arte do Rio, na Pinacoteca de São Paulo e no Museu de Artes de São Paulo – MASP. Ao longo de sua carreira, já realizou curadorias de exposições como: Contrapensamento selvagem (cocuradoria com Cayo Honorato, Orlando Maneschy e Paulo Herkenhoff. Instituto Itaú Cultural, SP); O abrigo e o terreno (cocuradoria com Paulo Herkenhoff. Museu de Arte do Rio – MAR, 2013); Ambiguações (Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, 2013); Todo mundo é, exceto quem não é – 13ª Bienal Naifs do Brasil (SESC Piracicaba, 2016 e Sesc Belezinho,2017); Dja Guata Porã – Rio de Janeiro Indígena (cocuradoria com Sandra Benites, Pablo Lafuente e José Ribamar Bessa. MAR, 2017); Rio do samba: resistência e reinvenção (cocuradoria com Evandro Salles, Marcelo Campos e Nei Lopes. MAR, 2018); À Nordeste (cocuradoria com Bitu Cassundé e Marcelo Campos. Sesc 24 de Maio, São Paulo, 2019); Raio-que-o-parta: ficções do moderno no Brasil (cocuradoria com Raphael Fonseca, Fernanda Pitta, Aldrin Figueiredo, Marcelo Campos, Divino Sobral e Paula Ramos. Sesc 24 de Maio, 2022) e Histórias Brasileiras (cocuradoria com Adriano Pedrosa, Lilia Schwarcz, Sandra Benites, Isabella Rjeille, Amanda Carneiro, André Mesquita, Guilherme Guifrida, Glacea Britto, dentre outros, MASP, 2022). Entre 2006 e 2015, foi editora da revista Tatuí, principal revista de crítica de arte brasileira, de viés experimental. Publicou inúmeros catálogos e livros.

Ismael Monticelli é artista multimídia. Sua pesquisa de doutorado, concluída em 2022, enfocou a relação entre arte, internet e redes sociais. Foi contemplado pelo programa Retomada Artes Visuais (2023) da Fundação Nacional de Artes – Funarte. Recebeu o 7º Prêmio Indústria Nacional Marcantonio Vilaça (2019), o mais importante prêmio para artistas em atuação no Brasil. Também foi um dos três artistas selecionados para a Bolsa ProHelvetia de Residência para Artistas Sul-Americanos, realizada na La Becque Résidence d’Artistes, La Tour-de-Peilz, Suíça (2019). Realizou residência no Institute of Contemporary Arts de Singapura, desenvolvendo um trabalho com parte da coleção da instituição. Participou da 14ª e da 10ª Bienal do Mercosul (2025 e 2015). Entre 2022 e 2023, seu trabalho foi destacado pelo The Guardian, pela Apollo Magazine e pela Ocula Magazine, durante sua participação na exposição Horror in the Modernist Block (curadoria de Melanie Pocock, Ikon Gallery, Birmingham, Reino Unido). Realizou diversas exposições individuais, como O Teatro do Terror (Casa França-Brasil, Rio de Janeiro, 2025; Museu Nacional da República, Brasília, 2024); e O que sobrenada, sobrenada no caos (curadoria de Clarissa Diniz, Portas Vilaseca Galeria, Rio de Janeiro, 2022). Participou de diversas exposições coletivas no Brasil e em países como Reino Unido, Estados Unidos, Suíça e Singapura. Possui Doutorado em Arte e Cultura Contemporânea – Arte, Imagem e Escrita (UERJ, 2022), Mestrado em Artes Visuais – Processos de Criação e Poéticas do Cotidiano (UFPel, 2014) e Bacharelado em Artes Visuais (UFRGS, 2010).

Colaboração | Perfil de instagram New Memeseum

O newmemeseum foi criado no final de julho de 2020 e conta com quase meio milhão de seguidores. Uma das principais motivações de sua criação foi o desejo de refletir, com humor e ironia, sobre os mecanismos adotados para sobreviver no/ao mundo da arte e, também, sobre os mecanismos que o mundo da arte nos impinge. O perfil realizou a ocupação virtual Combater ficção com ficção no projeto ofício:web do Sesc Pompéia, São Paulo, que ficou em cartaz de julho a agosto de 2021. Participou da terceira edição do programa Pivô Satélite, São Paulo, intitulada Sexo, Mentiras e Videotape, com curadoria de Raphael Fonseca, com a proposta Panorama Botijão da Arte Brasileira. Além disso, o trabalho do perfil já foi destacado pelos Jornais Folha de São Paulo e O Globo.

Circuito Liberdade

O CCBB BH é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.

Exposição "MEME: no Br@sil da memeficação”

Período: Até 22 de junho de 2026

Horário: De quarta a segunda, das 10h às 22h

Local: Pátio e Galerias do 3º Andar – Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte (CCBB BH)

Endereço: Praça da Liberdade, 450 – Funcionários, Belo Horizonte – MG

Ingressos: Gratuitos, disponíveis pelo site oficial e na bilheteria do CCBB BH

Use máscara cobrindo a boca e o nariz.  Se cuide!

quinta-feira, 8 de maio de 2025

Mostra Ancestral: Afro-Américas encerra visitação neste final de semana

Foto: Marina Quintão
Em cartaz no CCBB BH até segunda-feira (12), a surpreendente exposição “Ancestral: Afro-Américas” vem impactando visitantes de várias faixas etárias e classes sociais. Reunindo mais de 130 obras de artistas afrodescendentes do Brasil e dos Estados Unidos, de grande relevância no cenário internacional, a mostra traz a assinatura de Marcello Dantas na direção artística, e curadoria de Ana Beatriz Almeida e Renato Araújo da Silva (Núcleo África Tradicional). Por um período de mais setenta dias, “Ancestral: Afro-Américas” atraiu um grande e diversificado público.

Gislane Tanaka, gerente geral do CCBB BH, ressalta a importância da mostra. “Além de sua força estética e simbólica, ‘Ancestral: Afro-Américas’ também se destacou pelo caráter educativo. A grande procura por visitas mediadas de escolas e instituições reforça o interesse em temas como identidade, território e imaginação, que atravessam toda a curadoria. A mostra ofereceu ao público, especialmente ao público jovem, uma vivência sensível que articula corpo, espaço e sonho como dimensões fundamentais da experiência humana e da arte afrodescendente. Nesta última semana, ainda é tempo de percorrer esse trajeto de aprendizado e escuta”.

“Nós nos deixamos guiar pelos grupos e comunidades da diáspora africana que reimaginaram o conceito de servidão nessas nações coloniais para as quais foram trazidas, contribuindo de maneira significativa para a construção da identidade nacional desses lugares. A partir da ideia de seres humanos que reinventam sua existência em um ambiente hostil, selecionamos artistas que evocam essa invenção, essa transformação, e esse processo de 'tornar-se' como uma poderosa ferramenta, poética e estética”, ressalta a curadora Ana Beatriz Almeida.

“A palavra ‘ancestral’ é comum tanto em inglês quanto em português. É essa origem compartilhada que buscamos evidenciar na arte contemporânea, algo que ultrapasse as barreiras geográficas, linguísticas e culturais. A exposição ‘Ancestral’ demonstra que, mesmo diante de tanta dor, sofrimento e com todo distanciamento de séculos de diáspora africana, sua arte persiste na capacidade de manter uma chama acesa ao longo do tempo”, completa o diretor artístico da mostra, Marcello Dantas.

Com expografia orgânica, a mostra, que ficará em cartaz até a próxima segunda-feira (12 de maio), oferece reflexões sobre a afirmação do corpo, a dimensão onírica dos sonhos e a reivindicação de espaço. Através desses três eixos – corpo, sonho e espaço – "Ancestral: Afro-Américas" promove um encontro que valoriza o conceito de identidade afro-americana no Brasil e nos EUA e também a arte decolonial. A exposição não apenas homenageia os artistas que desafiaram as brutalidades e o apagamento do colonialismo, mas também busca fomentar um diálogo aberto sobre o impacto e a relevância das raízes africanas ancestrais na sua formação e em seus contextos sociais.

Circuito Liberdade 

O CCBB BH é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas. 

 EXPOSIÇÃO “ANCESTRAL: AFRO-AMÉRICAS”

Até 12 de maio de 2025

Horário de visitação: de quarta a segunda, das 10h às 22h

Local: CCBB BH – Galerias do 3º Andar

Classificação indicativa: Livre

ENTRADA GRATUITA - ingressos pelo site e na bilheteria do CCBB BH

Patrocínio: BB Asset e Google

Apoio: Centro Cultural Banco do Brasil, Embaixada dos Estados Unidos e Bank of America

CCBB BH

Endereço: Praça da Liberdade, 450 - Funcionários - Belo Horizonte (MG)

Funcionamento: de quarta a segunda, das 10h às 22h

Telefone: (31) 3431-9400

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

Palestra reúne Ailton Krenak e residente do 9° Bolsa Pampulha no CCBB BH

Foto: Divulgação 

Ambientalista e líder indígena se une ao artista Rafael Prado para palestra que discute arte, memória e direitos humanos

Como parte da programação da exposição “Hiromi Nagakura até a Amazônia com Ailton Krenak”, em cartaz no CCBB BH até 30 de novembro, acontece no sábado (9), às 19h, a palestra “Confluir Mitos e Encantarias: Arte, Memória e Direitos Humanos”, com o líder indígena Ailton Krenak e o artista residente da 9ª edição do Programa Bolsa Pampulha, Rafael Prado. A proposta é dialogar sobre como a produção cultural amplia o acesso do público aos saberes ancestrais, direitos humanos e resgate das cosmovisões sustentáveis do passado. Para participar da palestra, os ingressos gratuitos poderão ser retirados no site ccbb e na bilheteria do CCBB BH, uma hora antes do evento.

O debate “Confluir Mitos e Encantarias: Arte, Memória e Direitos Humanos” trará uma reflexão profunda sobre a preservação da cultura e dos territórios, criando um diálogo entre arte, ativismo e espiritualidade. A mesa será composta por Ailton Krenak, que tem um papel ativo na defesa dos direitos dos povos indígenas no cenário nacional e que, a partir da curadoria da exposição, vai apresentar uma seleção única de registros realizados pelo fotógrafo japonês Hiromi Nagakura na década de 1990; e Rafael Prado, natural de Rondônia, que vai apresentar a pesquisa, ainda em desenvolvimento, focada nas encantarias amazônicas, em que evidencia o maior desafio na luta pela defesa da floresta. Completa o debate Claudelice Santos, ativista e liderança na luta pelas populações tradicionais e pela conservação da Amazônia, trabalho que assumiu em memória de seu irmão José Cláudio Silva e de sua cunhada Maria do Espírito Santo, assassinados em 2011. A mediação será da jornalista Mariana Cordeiro.

Para Krenak a arte é uma ferramenta de luta cotidiana. “Esta conversa com o trabalho do Rafael Prado cruza com a perspectiva interessante que é a arte, a floresta e a vida de lutadores históricos, que são estas pessoas que colocam suas vidas em defesa das árvores, bosques e florestas. Na constituição tem uma coisa chamada ‘florestania’ – um tipo de cidadania que não é urbana. É exercida a partir do território, do lugar onde você vive. Você precisa de peixe, senão vai morrer de fome, precisa de floresta para não morrer esturricado. Temos várias escolhas: uma delas é ficar vivo, defender nossa cultura e identidade".

Sobre a exposição em Belo Horizonte e a parceria, o curador acrescenta: "’Hiromi Nagakura até a Amazônia com Ailton Krenak’ circulou por São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Agora, encerra sua itinerância no CCBB Belo Horizonte e conta com a participação de Rafael Prado".

Para Gislane Tanaka, gerente geral do Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte, “promover diálogos entre inciativas como a exposição Amazônia e o projeto Bolsa Pampulha é vital para ampliar a conexão do público com a cultura. Ao reunir diferentes linguagens e expressões, criamos experiências que expandem horizontes, despertam a reflexão e fazem da arte um espaço de representação e transformação".

A Secretária Municipal de Cultura, Eliane Parreiras, destaca que a palestra está em consonância com as diretrizes do Programa Bolsa Pampulha, iniciativa do Museu de Arte da Pampulha – MAP, que reforça o museu como espaço de formação, pesquisa e experimentação. “É com grande satisfação que promovemos mais um momento de troca e aprendizado que reflete os valores e objetivos do Programa de Residência. É um privilégio para nós unir o líder ambientalista Ailton Krenak com o Bolsa Pampulha. O público terá acesso a um momento de reflexão profunda sobre as questões ambientais, mas, principalmente, sobre arte, cultura, direitos humanos e o direito à memória e identidade. Desejamos que todos saiam deste encontro inspirados e sintonizados com a urgência e responsabilidade individual e coletiva nos cuidados com o nosso planeta”.

Para o Presidente da Fundação Municipal de Cultura, Bernardo Correia, este evento é uma oportunidade singular para aprofundar questões relevantes sobre o papel da arte na preservação das tradições e do fortalecimento da consciência ambiental. “A presença de Ailton Krenak, traz uma perspectiva profunda sobre os saberes ancestrais e a necessidade de valorização e respeito pelos povos e territórios tradicionais. Esse encontro, além de expandir o acesso a conhecimentos valiosos, integra-se a uma série de atividades importantes do Bolsa Pampulha, possibilitando uma profunda reflexão sobre a história e as lutas dos povos indígenas da Amazônia”.

Para Rafael Prado, é importante instigar a reflexão sobre os desafios do presente e, ao mesmo tempo, pensar em futuros sustentáveis e mais conectados com a terra. “A destruição da Amazônia afeta diretamente as populações indígenas e tradicionais, cujos direitos são constantemente ameaçados. Essa palestra é uma oportunidade para dar visibilidade à cultura e aos direitos humanos dos povos que protegem a floresta”, afirma. O bolsista, que ainda integra o Programa de Residência do Bolsa Pampulha, tem em suas obras o reconhecimento e a conscientização sobre as realidades amazônicas, resgatando trajetórias e histórias de ativistas que foram assassinados em defesa da floresta.

“Hiromi Nagakura: até a Amazônia com Ailton Krenak"       

A exposição, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte – CCBB BH, apresenta fotos das viagens que o fotógrafo japonês Hiromi Nagakura fez na década de 1990, com a presença e condução de Ailton Krenak, por diversos territórios indígenas brasileiros. A curadoria é do próprio líder indígena, em um trabalho conjunto com Angela Pappiani, Eliza Otsuka e Priscyla Gomes. Segundo Ailton Krenak, a mostra traz algumas das belas imagens das viagens às aldeias e comunidades na Amazônia brasileira.

“Momentos de intimidade e contentamento entre amigos inspiraram esta mostra fotográfica mediada por encontros com algumas das pessoas queridas que nos receberam em suas cozinhas e canoas, suas praias de rios e nas aldeias Ashaninka, Xavante, Krikati, Gavião, Yawanawá, Huni Kuin, assim como nas comunidades ribeirinhas no Rio Juruá e região do lavrado em Roraima”, destaca o curador. As viagens passaram pelos estados do Acre, Roraima, Mato Grosso, Maranhão, São Paulo e Amazonas.

A mostra permanece em BH até 30/11, depois de temporadas no Instituto Tomie Ohtake em São Paulo (30 mil visitantes), no CCBB Rio de Janeiro (361 mil visitantes) e no CCBB Brasília (20 mil visitantes). O evento é patrocinado pelo Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e idealizado pelo Instituto Tomie Ohtake, de São Paulo.

Sobre o Bolsa Pampulha 

É um programa consolidado de arte contemporânea e se apresenta como uma das primeiras residências artísticas do Brasil. Sua origem remonta ao Salão Nacional de Arte da Prefeitura de Belo Horizonte, realizado desde 1937. A partir de 2003, passa por uma reformulação e ganha o formato atual, de forma a evidenciar e dialogar com as oportunidades da arte e da cultura contemporâneas.  Uma das principais iniciativas do Museu de Arte da Pampulha, instituição vinculada à Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte, o Bolsa Pampulha reforça o museu como espaço de formação, pesquisa e experimentação junto à comunidade artística local e nacional, algo testemunhado ao longo das edições anteriores. Enquanto política pública de cultura, o Bolsa Pampulha confere visibilidade à trajetória de relevantes nomes das artes visuais brasileiras que passaram pelas residências do programa, como Cinthia Marcelle, Paulo Nazareth, Marilá Dardot, Desali, Janaína Wagner, Rafael RG, Marcellvs L, Luana Vitra, Froiid, entre outros.

Descentralização e Território – Descentralizar o fomento à arte contemporânea é uma das propostas desta edição do Bolsa Pampulha. A parceria com a Organização da Sociedade Civil (OSC) Viaduto das Artes tem como objetivo ampliar esse caráter de democratização artística. O MAP, que se encontra em obras de restauro neste momento, segue atuante também por meio do Bolsa Pampulha – que está em sua 9ª edição. Dessa forma, o programa confirma sua expansão pela cidade e mantém o MAP como importante ponto de diálogo e convergência.

Museu de Arte da Pampulha 

Inaugurado em 1957, o Museu de Arte da Pampulha – MAP exerce um relevante papel na formação, no desenvolvimento e na consolidação do ambiente artístico e cultural de Belo Horizonte. Seu acervo conta com importantes obras e documentos que permitem revisitar a história da arte moderna e contemporânea brasileira, com especial destaque para o seu edifício-sede. O prédio, projetado por Oscar Niemeyer na década de 1940, é uma referência icônica para a arquitetura moderna brasileira e um dos mais representativos cartões-postais de Belo Horizonte. Desde 2016, o Conjunto Moderno da Pampulha é reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). 

Circuito Liberdade 

O CCBB BH é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.

Palestra “Confluir Mitos e Encantarias: Arte, Memória e Direitos Humanos”

Ailton Krenak e Rafael Prado – Hiromi Nagakura: até a Amazônia com Ailton Krenak e Bolsa Pampulha

Local: Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB BH – Teatro I          

Praça da Liberdade, 450 - Funcionários, Belo Horizonte - MG

Horário: 19h

Duração: 120 minutos           

Entrada gratuita, com retirada de ingressos pelo site ccbb.com.br/bh e na bilheteria do CCBB BH a partir do dia 06/11.

Haverá uma cota para retirada exclusivamente na bilheteria do CCBB BH, uma hora antes do evento.

Classificação indicativa: Livre

Com interpretação em Libras

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segunda-feira, 14 de outubro de 2024

"Gaslight - Uma Relação Tóxica" chega ao CCBBBH

 

Foto: Priscila Prade 


Elenco reúne Erica Montanheiro, Giovani Tozi, Kiko Pissolato, Mila Ribeiro e Maria Joana. Encenação mescla suspense e toques de humor e irreverência

Gaslight - Uma Relação Tóxica é o último trabalho de Jô Soares no teatro, e uma das peças de maior sucesso da história da Broadway. O texto, de 1938, ganhou versão no cinema em 1944, e o termo Gaslight, original da peça, é popular até hoje, sendo “gaslighting" eleita a palavra de 2022. A peça retrata um casal em crise. Jack desconfia que sua esposa Bella esteja louca. Ela teme pela própria saúde mental, pois reconhece que tem agido de forma estranha. Com a ajuda de um inspetor bem-humorado, Bella é provocada a desvendar os mistérios de sua loucura. A montagem fica em cartaz de 17 de outubro a 4 de novembro, de quinta a segunda, às 20h, no Teatro I do CCBB BH. No sábado (26), após a sessão, haverá bate-papo com o elenco e diretor do espetáculo até as 22h.

Com elenco formado por Erica Montanheiro, Giovani Tozi, Kiko Pissolato, Mila Ribeiro e Maria Joana, o espetáculo marcaria a volta de Jô aos palcos como diretor, quatro anos após dirigir e atuar em A Noite de 16 de Janeiro. Com cenário de Marco Lima, figurino de Karen Brusttolin, iluminação de César Pivetti, e trilha sonora original de Ricardo Severo, a montagem era cuidada de perto por Jô Soares, que trabalhou na concepção da encenação até os últimos dias.

Baseada no filme homônimo sobre abuso psicológico nos relacionamentos afetivos, a peça retrata um casal em conflito. No início do casamento Jack (Giovani Tozi) se mostrava doce e apaixonado. No entanto, sob a alegação de que sua mulher Bella (Erica Montanheiro) sofre de algum tipo de desequilíbrio mental, revela-se um homem impaciente e menos cordial. A esposa sente que está ficando louca mas, ao buscar o amparo do companheiro para lidar com a suposta doença, encontra apenas a resistência do homem, que justifica não ter mais forças para lidar com a situação.  A complicação do diagnóstico de Bella é acompanhada de perto pela fiel governanta Elizabeth (Mila Ribeiro) e pela jovem e extrovertida Nancy (Maria Joana), a nova arrumadeira do casarão. Ralf (Kiko Pissolato), um inspetor de polícia, possui uma ligação curiosa com a casa, agora habitada pelo casal. Essa relação pode despertar fantasmas do passado que ainda habitam os cômodos com seus segredos, e podem revelar grandes surpresas.

A versão brasileira começou a ser gestada em 2018. “Gaslight nasceu numa noite de cinema no apartamento do Jô, quando nós dois assistíamos à versão cinematográfica, de 1944, estrelada por Ingrid Bergman. Fiz o convite arriscado para levarmos a história aos palcos e ele topou”, conta o ator e idealizador do projeto Giovani Tozi, também produtor do projeto ao lado da produtora e fotógrafa Priscila Prade. Gaslight - Uma Relação Tóxica é uma homenagem a Jô Soares, um dos mais importantes homens que a cultura e a educação deste país já produziu. Jô brinda o público com uma história carregada de mistério e suspense, sem deixar de lado o humor, sentimento que sempre o guiou, em tudo o que fez na vida.

Ficha Técnica

Texto: Patrick Hamilton. Tradução e adaptação: Jô Soares e Matinas Suzuki Jr. Direção: Jô Soares e Mauricio Guilherme. Elenco: Erica Montanheiro, Giovani Tozi, Kiko Pissolato, Maria Joana e Mila Ribeiro. Direção de Produção: Priscila Prade e Giovani Tozi. Produção Executiva: Dani Agarelli. Figurinista: Karen Brusttolin. Cenógrafo: Marco Lima. Assessoria de Imprensa: Fernanda Teixeira e Mauricio Barreira / Arteplural.

Circuito Liberdade

O CCBB BH é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.

CCBB Belo Horizonte

Praça da Liberdade, 450 – Funcionários, Belo Horizonte – MG

Funcionamento – Quarta a segunda, das 10h às 22h.

Telefone: (31) 3431-9400

Instagram: ccbbbh

 Gaslight, uma Relação Tóxica

Local: Teatro I CCBB BH (Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte)

Temporada: 17 de outubro a 4 de novembro de 2024.  De quinta a segunda, às 20h. Classificação: 12 anos | Duração: 100 minutos.

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada) à venda na bilheteria ou pelo site ccbb.com.br/bh. *Clientes Ourocard têm 50% de desconto com pagamento utilizando o cartão.

Haverá bate-papo com elenco após a sessão de 26/10 (sábado), até 22h.

Não haverá sessões com recurso de acessibilidade.

Para informações e curiosidades acesse

Instagram: gaslightnoteatro

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quarta-feira, 21 de agosto de 2024

CCBB celebra 11 anos de história em Belo Horizonte

Foto: Filipi Costa
Para comemorar a data, o Centro Cultural traz novidades em sua programação, como a exposição inédita em BH “Arte Subdesenvolvida”, os espetáculos “Um Jardim para Tchekhov” e “Vienen por Mí”, atividades especiais do CCBB Educativo, a primeira apresentação com os vencedores do 23º Prêmio BDMG Instrumental, além de mostra de cinema sobre Ziraldo 

O Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte (CCBB BH) comemora, na terça-feira (27), 11 anos de história na capital mineira. Desde a sua inauguração, em 2013, o CCBB vem se consolidando como um dos mais importantes espaços culturais da cidade, sendo reconhecido por sua programação contínua e diversificada, que abraça diferentes formas de expressão artística, além de realizar um relevante trabalho de formação de plateia. Ao longo desses 11 anos, o CCBB BH já recebeu mais de 8,5 milhões de visitantes, tendo sido o museu mais visitado da América Latina em 2023, segundo a conceituada revista britânica de artes visuais “The Art Newspaper”.

Para celebrar esta data tão especial, o CCBB traz diversas novidades em sua programação deste mês, como a exposição “Arte Subdesenvolvida”, em cartaz de 28/08 a 18/11, os espetáculos “Um Jardim para Tchekhov”, com temporada de 23/08 a 16/09, e “Vienen por Mí”, com temporada de 30/08 a 23/09, além de atividades especiais do Programa Educativo. O CCBB BH também recebe no na quarta-feira (28) a primeira apresentação do 23º Prêmio BDMG Instrumental, com o violinista mineiro Guilherme Pimenta e seu convidado, o violinista francês Nicolas Krassik. 

O público também pode visitar a exposição “Mundo Zira – Ziraldo Interativo”, em cartaz até 09/09, assim como conferir uma mostra de cinema, que acontece de 21 a 26/08 e inclui sessões do documentário “Ziraldo - Era uma vez um menino” e exibição de episódios da série “O Menino Maluquinho”, da Netflix. Além das novidades, a mostra educativa “Projeto Memória Lélia Gonzalez: caminhos e reflexões antirracistas e antissexistas” segue até 02/09 e pode ser visitada gratuitamente. 

Confira abaixo a programação completa: 

Arte Subdesenvolvida 

Estreia em 28 de agosto a exposição “Arte Subdesenvolvida”, em cartaz no Pátio e Galerias do 3º Andar. A mostra propõe uma reflexão sobre a produção artística brasileira entre meados da década de 1930 e início de 1980, a partir de seu embate com a ideia de subdesenvolvimento, que seria tanto uma condição para aqueles que viviam no Brasil como algo a ser superado a partir de suas contradições.  

Articulando trabalhos de mais de 20 artistas, incluindo documentos históricos, fotografias e escritos, a exposição incorpora manifestações também nos campos da literatura, cinema, teatro e da educação, com obras que adensam a pluralidade artística brasileira, tensionando a relação entre a arte vibrante presente nas paredes e a escassez de recursos e de urbanidade, dos litorais ao interior. 

“Arte Subdesenvolvida” fica em cartaz no CCBB até 18 de novembro, de quarta a segunda, das 10h às 22h. Os ingressos são gratuitos, disponíveis a partir de 21/08 no site ccbb.com.br/bh e na bilheteria do CCBB BH.  

Um Jardim para Tchekhov 

Estreia em 23 de agosto o espetáculo “Um Jardim para Tchekhov”, em cartaz até 16 de setembro no Teatro I do CCBB BH. A montagem é uma comédia dramática sobre uma consagrada atriz de teatro que vai morar com sua filha, médica, e seu genro, um delegado de polícia, num condomínio em Botafogo.  

Desempregada há 3 anos, Alma Duran sonha em encenar “O Jardim das Cerejeiras”. Ao enfrentar dificuldades para montar o espetáculo, ela encontra um desconhecido no playground do prédio, que afirma ser Anton Tchekhov, e que passa a ajudá-la. Os limites entre realidade e ficção, comédia e drama, passado e presente, vão se misturando, numa trama que discute os tempos de intolerância. 

O espetáculo acontece de sexta a segunda, às 19h, e ingressos custam R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia), disponíveis no site e na bilheteria do CCBB BH.  Aos sábados, as sessões terão tradução em Libras. 

Vienen por Mí 

Entre os dias 30 de agosto e 23 de setembro, de sexta a segunda, às 21h, o Teatro II do CCBB BH recebe o espetáculo “Vienen por Mí”. Os ingressos custam R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia) e estarão disponíveis a partir de 21/08 no site e na bilheteria do CCBB.   

Com texto da dramaturga chilena Claudia Rodriguez e direção de Janaina Leite, a peça é um convite para contestar as autoridades de forma diversa e cênica, propondo metáforas que incluem o corpo travesti em diferentes linguagens, como poesia, performance, monólogo e stand-up. 

Questionando preconceitos e estereótipos, ao mesmo tempo em que enfrenta as contradições de ser um corpo travesti, a montagem transita com delicadeza em meio a um mundo barbaramente misógino. Acidez, humor e sensualidade são ingredientes que complementam a narrativa da trama. 

Todas as sessões terão tradução em Libras. 

CCBB Educativo 

O CCBB Educativo apresenta, a partir de agosto, uma nova programação, que convida o público à imersão em um universo cultural diverso e enriquecedor. Abrangendo uma ampla gama de experiências culturais, o programa oferece a oportunidade de explorar, aprender e se inspirar por meio de uma programação repleta de manifestações artísticas e culturais. 

Dentre as atividades inéditas estão ações inspiradas em Mundo Zira – Ziraldo Interativo, como “Roda de Leitura”, “História Contada”, “Ateliê Bebê Zira”, “Ateliê Criação: Minha Turma na Mata do Fundão” e “Ateliê Experimentação: Caricatura”; Sarau inspirado na peça “Um Jardim para Tchekhov”; e “Ateliê Memória: Bordado Livre”, focado no público adulto.  

Neste mês, o Educativo também preparou uma atividade especial para comemorar o aniversário de 11 anos do CCBB BH, intitulada “Meu Presente Revelado”, que acontece no final de semana dos dias 24 e 25/08. A ação se inicia com uma visita mediada patrimonial e, durante o percurso, os participantes recolhem peças fotográficas que contam a história dos 11 anos do Centro Cultural, deixadas anteriormente pelos educadores. 

Ao final do percurso, os visitantes realizam a oficina “Meu Presente Revelado”, na qual apresentam ao grupo seu lugar favorito do CCBB BH, compõem um cartão de aniversário personalizado, feito a partir de colagens das fotografias coletadas durante a visita mediada, e são convidados a tirar uma foto com uma máquina polaroide de impressão instantânea a ser colocada no painel de aniversário do CCBB BH, que ficará exposto durante um mês no Pátio. Após esse período, os visitantes podem voltar e resgatar as suas fotos. 

As ações do CCBB Educativo são gratuitas, mediante retirada de ingresso na bilheteria do CCBB a partir de 1 hora antes de cada atividade (sujeito a lotação). A programação completa pode ser conferida no site. 

23º Prêmio BDMG Instrumental – Guilherme Pimenta e Nicolas Krassik 

No dia 28 de agosto, às 20h, o Teatro I do CCBB BH recebe o violinista mineiro Guilherme Pimenta e o violinista francês Nicolas Krassik para a primeira noite da temporada de quatro shows com os vencedores do 23º Prêmio BDMG Instrumental.  

O repertório abrange composições autorais de Guilherme Pimenta e músicas compartilhadas com Nicolas Krassik, com misturas de gêneros como ijexá, forró, bolero e rock, além de muita improvisação. 

Os ingressos são gratuitos e estarão disponíveis a partir de 21/08 no site e na bilheteria do CCBB BH.  

Mundo Zira – Ziraldo Interativo 

Está em cartaz no CCBB BH até o dia 9 de setembro a exposição gratuita “Mundo Zira – Ziraldo Interativo”, que ocupa as Galerias do Térreo e Área Externa do Centro Cultural. A mostra homenageia a obra do cartunista, desenhista, jornalista, cronista, chargista, pintor e dramaturgo Ziraldo, um dos nomes mais importantes do universo cultural brasileiro.  

Com curadoria de Adriana Lins e Daniela Thomas, a mostra é uma experiência interativa e sensorial que convida crianças e adultos a mergulharem no mundo encantado dos personagens de Ziraldo através da criatividade e do espírito lúdico. A exposição fica aberta para visitação de quarta a segunda, das 10h às 22h, e os ingressos são gratuitos, com retirada pelo site ccbb.com.br/bh e na bilheteria do CCBB BH.  

Semanalmente, às quartas-feiras, novos ingressos são disponibilizados para a semana seguinte, tanto no site, quanto na bilheteria. Ao selecionar o ingresso, o visitante escolhe a data e o horário. Os ingressos são gratuitos e crianças menores de 5 anos não precisam apresentá-lo.  

O público também pode conferir a mostra de cinema sobre Ziraldo, que faz parte da programação paralela da exposição. Entre 21 e 26/08 será exibido no Teatro II, às 20h, o documentário “Ziraldo - Era uma vez um menino”. No final de semana de 23 a 25/08 também serão exibidos, no Teatro II, episódios da série “O Menino Maluquinho”, da Netflix, em cinco sessões diárias, das 14h às 18h. A entrada é gratuita, mediante retirada de ingresso a partir de uma hora antes de cada sessão, exclusivamente na bilheteria do CCBB BH.   

 Projeto Memória Lélia Gonzalez: caminhos e reflexões antirracistas e antissexistas 

Até 2 de setembro, o CCBB BH recebe o “Projeto Memória Lélia Gonzalez: caminhos e reflexões antirracistas e antissexistas”, em homenagem aos 90 anos de nascimento e 30 anos de falecimento da escritora e ativista Lélia Gonzalez. 

O projeto é uma iniciativa da FBB - Fundação Banco do Brasil, produzida pela Associação Amigos do Cinema e da Cultura (AACIC), e conta com uma mostra educativa, em cartaz no Foyer do Teatro II. A visitação ocorre de quarta a segunda, das 10h às 22h. A entrada é gratuita, mediante retirada de ingressos no site ccbb.com.br/bh e na bilheteria do CCBB BH. 

Circuito Liberdade      

O CCBB BH é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.     

 Arte Subdesenvolvida 

Local: Pátio e Galerias do 3º andar 

Período: de 28/08 a 18/11 

Horário de visitação: de quarta a segunda, das 10h às 22h 

Ingressos gratuitos, disponíveis a partir de 21/08 no site ccbb.com.br/bh e na bilheteria do CCBB BH.  

Um Jardim para Tchekhov 

Local: Teatro I 

Temporada: de 23/08 a 16/09 – Sexta a segunda, às 19h 

Classificação indicativa: 14 anos 

Duração: 110 minutos 

Ingressos: R$30 (inteira) e R$15 (meia), disponíveis no site ccbb.com.br/bh e na bilheteria do CCBB BH. 

Vienen por Mí 

Local: Teatro II  

Temporada: de 30/08 a 23/09 – Sexta a segunda, às 21h  

Classificação indicativa: 16 anos 

Duração: 50 minutos 

Ingressos: R$30 (inteira) e R$15 (meia), disponíveis a partir de 21/08 no site ccbb.com.br/bh e na bilheteria do CCBB BH.  

 23º Prêmio BDMG Instrumental – Guilherme Pimenta e Nicolas Krassik 

Local: Teatro I 

Data: 28/08 (quarta), às 20h 

Classificação indicativa: livre 

Duração: 60 minutos 

Ingressos gratuitos, disponíveis a partir de 21/08 no site e na bilheteria do CCBB BH. 

Mundo Zira – Ziraldo Interativo 

Local: Galerias do Térreo e Área Externa 

Período: até 9/09 

Horário de visitação: de quarta a segunda, das 10h às 22h 

Ingressos gratuitos, liberados sempre às quartas-feiras, para a semana seguinte, tanto no site, quanto na bilheteria do CCBB. Crianças menores de 5 anos não precisam de ingresso. 

Exibição do documentário “Ziraldo - Era uma vez um menino”: de 21 a 26 de agosto, às 20h, no Teatro II. Entrada gratuita, mediante retirada de ingresso a partir de uma hora antes de cada sessão, exclusivamente na bilheteria do CCBB BH (sujeito a lotação). 

Exibição da série “O Menino Maluquinho”: de 23 a 25 de agosto, em cinco sessões diárias, das 14h às 18h, no Teatro II do CCBB BH. Entrada gratuita, mediante retirada de ingresso a partir de uma hora antes de cada sessão, exclusivamente na bilheteria do CCBB BH (sujeito a lotação). 

Projeto Memória Lélia Gonzalez: caminhos e reflexões antirracistas e antissexistas 

Local: Foyer do Teatro II 

Período: até 2/09 

Horário de visitação: de quarta a segunda, das 10h às 22h 

Ingressos gratuitos, disponíveis no site e na bilheteria do CCBB BH.  

 CCBB EDUCATIVO 

Visita Mediada Agendada

Quando: segundas, quartas, quintas e sextas, às 10h, 14h, 15h e 19h.  

 Visita Mediada Agendada Especial para PCDs 

Quando: quartas e sextas, às 9h30. 

Visita Mediada Espontânea 

Quando: quarta a segunda, às 11h, 15h, 16h, 18h e 19h. 

Roda de Leitura | Mundo Zira – Ziraldo Interativo 

Quando: quarta a segunda, às 10h30 e 13h. 

História Contada | Uma Professora Muito Maluquinha 

Quando: sábados, domingos e feriados, às 11h e 15h. 

Ateliê Bebê Zira 

Quando: sábados, domingos e feriados, às 10h30 (bebês de 0 a 1 ano) e 14h (bebês de 2 e 3 anos). 

Ateliê Criação: Minha Turma na Mata do Fundão! 

Quando: sábados, domingos e feriados, às 16h. Indicado para crianças de 4 a 7 anos. 

Ateliê Experimentação: Caricaturas 

Quando: sábados, domingos e feriados, às 17h. Indicado para crianças de 8 a 12 anos. 

Ateliê Memória: Bordado Livre 

Quando: sextas, às 17h. Indicado para participantes acima de 40 anos. 

Sarau: O Jardim das Cerejeiras 

Quando: dia 31/08, sábado, às 17h.  

Meu Presente Revelado | Aniversário do CCBB BH 

Quando: dias 24 e 25/08, sábado e domingo, às 11h, 15h, 16h, 18h e 19h. 

CCBB Belo Horizonte  

Praça da Liberdade, 450 – Funcionários, Belo Horizonte – MG  

Funcionamento – de quarta a segunda, das 10h às 22h  

Telefone: (31) 3431-9400  

Redes sociais: facebook: ccbbbh | instagram: ccbbbh  

terça-feira, 16 de julho de 2024

"Makeda - A Rainha da Arábia Feliz" é uma das apostas do CCBB-BH para as férias escolares

Foto: Valmyr Ferreira 

Com direção e dramaturgia de Allex Miranda, musical que segue em cartaz até 29 de julho destaca a representatividade negra infantil feminina como símbolo de avivamento da autoestima. Ao visitar o CCBB-BH, o público ainda poderá conferir a exposição "Mundo Zira - Ziraldo Interativo", com entrada franca", que apresenta

“Makeda - A Rainha da Arábia Feliz” conta e canta a história de uma pequena princesa africana predestinada a se tornar a grande Rainha de Sabá. Educada por seu trisavô, dentro de uma tenda os dois tecem longos diálogos onde o sábio ancestral passa à pequena importantes lições. Em especial, como usar o poder da imaginação para viajar por universos imaginários, visitar seu passado e assim superar os seus medos.

Com direção e dramaturgia de Allex Miranda, o espetáculo segue em cartaz em Belo Horizonte até o dia 29 de julho, no Teatro I do CCBB BH, com sessões às sextas e segundas, às 19h, e aos sábados e domingos, às 17h. Os ingressos custam R$30 (inteira) e R$15 (meia), podendo ser adquiridos através do site e na bilheteria do CCBB BH.

Todas as sessões contarão com intérprete de Libras e recurso de audiodescrição. O espetáculo é apresentado pelo Ministério da Cultura, Banco do Brasil e BB Asset, com patrocínio do Banco do Brasil e BB Asset, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura - Lei Rouanet.

Denísio Liberato, CEO da BB Asset, enfatiza o compromisso da gestora com a cultura, visando uma sociedade mais inclusiva. “Apoiar 'Makeda – A Rainha da Arábia Feliz' vai além de um patrocínio; é um ato de celebração e reconhecimento da riqueza cultural que a diversidade traz. Nossa missão é impulsionar iniciativas que refletem e engrandecem nossa comunidade, mostrando que o valor vai além do financeiro. É assim que a BB Asset, maior gestora de recursos do Brasil, contribui para um legado de inclusão, respeito e apreciação pela arte e pela cultura em suas mais variadas formas”.

Os contos narrados pelo ancião, transcritos em um antigo pergaminho chamado “A Trilogia das Arábias”, têm como personagens centrais grandes rainhas do passado. Essas histórias levam a princesa criança a embarcar em aventuras por terras desconhecidas. E é nessa envolvente apresentação de realezas ancestrais que são transmitidos valores fundamentais para reinar com sabedoria toda a Arábia Feliz. No elenco estão Ella Fernandes, Graciana Valladares, Lucas da Purificação e Thiago Justino. A direção musical é de Maíra Freitas e a direção de produção é de Bruno Mariozz.

Com dramaturgia inspirada nas raízes das culturas africanas ancestrais, “Makeda – A Rainha da Arábia Feliz” traz como protagonista uma menina preta, em formação de sua personalidade, possibilitando a criação de novos arquétipos positivos no imaginário coletivo. Mais que levar ao público uma construção cênica bem elaborada, com texto e trilha sonora originais, a peça espelha um reflexo semelhante aos traços étnicos/raciais/ancestrais do povo preto.

“De forma poética e sensível, salientamos a representatividade negra infantil feminina como símbolo de avivamento da autoestima. No espetáculo, as crianças têm a oportunidade de se enxergarem como protagonistas de suas próprias representações históricas”, conta Allex Miranda, autor, diretor e idealizador do projeto.

“Isso faz com que que crianças negras desenvolvam uma identificação do seu ‘Eu’ enquanto indivíduo, uma aceitação das suas próprias características, desenvolvendo nelas um sentimento de pertencimento do lugar de ‘belo’ e, consequentemente, na valorização da sua própria estética. Afinal, somos fruto e reflexo das nossas referências”, justifica Allex, que é pai de uma menina. “A arte é uma ferramenta de auxílio na educação. Proporciona bons exemplos de como contribuir para um mundo melhor, sem preconceitos ou limitações, guiando a subjetividade, com dedicação, honestidade e amor, neste grande palco que chamamos de vida”, completa.

Ficha Técnica:

Texto e direção: Allex Miranda

Elenco: Ella Fernandes, Graciana Valladares, Lucas da Purificação e Thiago Justino

Direção musical: Maíra Freitas

Direção de produção: Bruno Mariozz

Direção de movimento: Tainara Cerqueira

Assistente de direção: Fernanda Dias

Cenário: Anderson Dias

Figurino: Wanderley Gomes

Iluminação: Daniela Sanchez

Preparação vocal: Pedro Lima

Identidade visual: Levi Cintra

Produção executiva: Angélica Lessa

Produção local:

Técnico de palco: Sandro Carvalho

Comunicação e marketing: Rafael Prevot e Natasha Arsenio

Assessoria de imprensa: Fábio Gomides - A Dupla Informação

Fotografia: Matheus Alves, Roberto Carneiro e Valmyr Ferreira

Idealização: Allex Miranda

Produção e realização: Palavra Z Produções Culturais.

Biografias

Allex Miranda – Autor e diretor

Nascido na cidade de Nazaré - BA, com dupla nacionalidade portuguesa, de ascendência nigeriana e indígena, iniciou a sua formação teatral no ano de 2000, na cidade de Vera Cruz - BA. Miranda é Mestre em Teatro, com Especialização em Direção/Encenação pela Escola Superior de Música e das Artes do Espetáculo – ESMAE (Porto - Portugal), e Licenciado em Interpretação pela mesma instituição. Realizou no Brasil diversas montagens teatrais como ator e diretor de teatro e, desde 2008, contribui em Portugal como ator de teatro, cinema, streaming e televisão, sendo atualmente o primeiro ator negro brasileiro a colaborar em novelas, filmes e séries, com os três maiores canais televisivos de Portugal (RTP, TVI e SIC). Em 2019, escreve o espetáculo “Makeda – A Rainha da Arábia Feliz” e, em 2021, o espetáculo é adaptado para um conto, sendo contemplado com o apoio do “Programa Garantir Cultura”. Tendo a grande Zezé Motta como protagonista, se torna o primeiro Conto Digital Interativo com protagonismo negro infantil feminino da história de Portugal e do Brasil. Miranda é também cocriador e roteirista da série cômica "Casa da Vó", série de cinco episódios, original WoloTv, que tem como protagonista a atriz, cantora e atual Ministra da Cultura, Margareth Menezes. Em 2021, a série é selecionada como um dos projetos finalistas do "Prêmio Abraço - Excelência em Roteiro", pela Associação Brasileira de Autores Roteiristas (ABRA). Em 2022, a série foi licenciada pelo grupo Rádio e Televisão de Portuguesa - RTP.

Ella Fernandes – Atriz

Cantora, compositora, atriz e poeta, é natural de São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro. Com cinco anos de carreira, cantou em palcos como Vivo Rio e Circo Voador e participou do “ArtCore”, “Flup” e “Prêmio Mulheres de Negócios - Sebrae”. Ella viralizou a sua poesia "80 Tiros" (versão de "Cálice", de Chico Buarque), alcançando milhares de pessoas com o questionamento do genocídio da população negra. Em sua carreira, interpretou personagens na TV, teatro e cinema. Em 2022, foi indicada ao prêmio CBTIJ por Rosália, no musical “A Menina do Meio do Mundo - Elza Soares para Crianças”. Em setembro de 2022, lançou “Deixa Brilhar” em parceria com o produtor musical JossDee de Angola e apresentou o show “A Vedete da Favela” no ‘Espaço Favela’ do Rock In Rio.

Graciana Valladares – Atriz

Atriz, arte-educadora e produtora. Mestra em Artes Cênicas com Licenciatura em Teatro, ambos pela Unirio. É também Técnica em Artes Dramáticas pela Escola de Teatro Martins Penna, e Pedagoga pela Estácio de Sá, com pós-graduação em Psicopedagogia pela Uerj. Recebeu os Prêmios: Melhor Atriz e Melhor Pesquisa em Dramaturgia Negra Voltada para Infância e Juventude, em 2022, Melhor Atriz Coadjuvante (APTR 2016), Melhor Espetáculo Infantil Borboletas, no Fest e Art 2017, Prêmio Melhor Espetáculo Júri Popular e Trilha Sonora, no Festival Universitário 2017, Melhor Atriz no Festival da Funarte, em 2018, dentre muitas indicações nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e outros. Valladares atuou no filme “Medida Provisória", dirigido por Lázaro Ramos, além de ter participações nas novelas "Nos Tempos do Imperador", "Quanto Mais Vida Melhor" e "Todas as Flores", da TV Globo.

Lucas da Purificação – Ator

Além de ator, Lucas, formado pela carioca Cia. de Teatro Contemporâneo, é também apresentador e locutor de campanhas publicitárias. Em 2022/23 foi indicado em todos os prêmios de teatro musical infantil. Tem no seu currículo espetáculos como: “Julius Caesar - Vidas Paralelas", "Pimentinha - Elis Regina para Crianças", "A Menina do Meio do Mundo, Elza Soares para Crianças", "A Vida Não É Um Musical", "A Hora do Blec", "Andança- Beth Carvalho, O Musical", "Favela 2 - A Gente Não Desiste" e "Calabar".

Thiago Justino – Ator

Radicado em Portugal desde 1993, criou método de preparação responsável pela integração de uma nova geração de jovens atores no mercado audiovisual português, onde também foi diretor de atores e preparador de novelas da TVI. Trabalhou em países como Argentina, Grécia, Moçambique, África do Sul, Itália e Marrocos, desenvolvendo atividades como ator e formador. Estudou performance com Jawole Zola, em Nova York, na residência Artística Cia. Urban Bush Women, composta por mulheres negras. Estudou dança com Débora Colker, Graciela Figueiroa, Rossela Terranova e Lourdes Bastos. Estudou multiculturalismo pelo Centro Cultural de Belém, em Lisboa. No audiovisual brasileiro, participou de projetos na TV Globo e em canais de streaming.

A produtora

Fundada em 2011, a Palavra Z Produções Culturais atua principalmente nas artes cênicas, com atuação também na música e no carnaval carioca. Com mais de 30 espetáculos no currículo, seus últimos tiveram como parceiros Banco do Brasil, Oi Futuro, Eletrobrás, Porto Seguro e Vale. Entre os mais recentes estão "Leci Brandão - Na Palma da Mão" (2023), idealizado e dirigido por Luiz Antonio Pilar, com três indicações ao Prêmio Shell; “Órfãos” (2022), adaptação de sucesso da Broadway dirigido por Fernando Philbert; e "Mãe de Santo", monólogo estrelado por Vilma Melo, com indicações aos principais prêmios do teatro. Vencedora dos prêmios APCA e do prêmio CBTIJ de Teatro Infantil com o espetáculo online "Vamos Comprar um Poeta", que contabiliza mais de 120 mil visualizações e mais de 50 espetáculos exibidos.

Circuito Liberdade

O CCBB BH é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.

Espetáculo “Makeda – A Rainha da Arábia Feliz”

Datas: Até  29 de julho, de sexta a segunda

Dias e Horários: sextas e segundas, às 19h/ sábados e domingos, às 17h

Local: Teatro I - Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte

Endereço: Praça da Liberdade, 450 - Funcionários - Belo Horizonte - MG

Ingressos: R$30 inteira e R$15 meia

Vendas: pelo site ccbb.com.br/bh e pela bilheteria do CCBB BH

Classificação indicativa: livre

Duração: 60 minutos

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

sábado, 8 de outubro de 2022

CCBB BH celebra Dia das Crianças com arte e diversão

Maestro Leonardo Cunha e a Orquestra
Opus se apresentam na quarta-feira
Foto: Naiara Napoli
Programação começa com oficinas do italiano Umberto Nigi, passando pelo Festival de Contação de Histórias do CCBB Educativo, shows e espetáculos gratuitos  

O Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte (CCBB BH) traz uma programação especial para celebrar o Dia das Crianças, com eventos que acontecem de 8 a 16 de outubro, com diversas opções de atividades gratuitas para o público infantil e suas famílias.   

Para dar início às comemorações, nos dias 8 e 10 de outubro, às 11h e às 15h, no Teatro II, ocorre a oficina “Despertando Cor e Forma”, ministrada pelo artista plástico Umberto Nigi. Nesses encontros, as crianças são convidadas a se expressar por meio da pintura, sendo, ainda, instigadas a refletir e repensar o sistema da arte atual sob o viés ambiental, pois a juta, material reciclado utilizado por Nigi em suas obras, também estará disponível para as crianças, juntamente com tintas, pinceis e telas. A atividade é destinada ao público de 5 a 13 anos e é realizada pelo CCBB em parceria com o Consulado da Itália em Belo Horizonte. Os ingressos são gratuitos, com retirada na bilheteria física 1h antes do evento.    

No dia 12 de outubro, o CCBB Educativo promove o Festival de Contação de Histórias com artistas convidados e com a própria equipe de educadores-atores. São dois encontros no Teatro II, com quatro contadores de histórias em cada um deles. O primeiro será às 11h30, e o segundo, às 14h. A atividade é gratuita, com retirada de senha 1h antes do evento na bilheteria física do CCBB.   

Além disso, todas as atividades do CCBB Educativo realizadas aos sábados e domingos estarão disponíveis na quarta-feir (12), dentre elas “Hora do Conto”, “Livro Vivo”, “Ateliê Aberto”, “Pequenas Mãos”, “Pequeníssimas Mãos” e visitas mediadas à exposição “Marc Chagall: Sonho de Amor”. Não é necessário retirada de ingresso, mas as atividades estão sujeitas à lotação.   

Ainda no dia 12 de outubro, o CCBB BH recebe a Orquestra OPUS com o espetáculo infantil “Pedro e o Lobo”. Uma história é contada a partir da composição de 1936 do russo Sergei Prokofiev. Com o objetivo pedagógico de mostrar às crianças as sonoridades dos diversos instrumentos musicais, a narrativa apresenta vários personagens, e cada um tem o seu instrumento, ou família de instrumentos representantes: Pedro é representado pelos instrumentos de corda; o Lobo, pelas trompas; o Avô, pelo fagote; o Pato, pelo oboé; o Gato, pela clarineta; o Passarinho, pela flauta; e os Caçadores pelos tímpanos. O enredo é a aventura de Pedro, que sai para nadar na lagoa e vai encontrando seus amigos, mas também alguns perigos pelo caminho.    

A apresentação ocorre no Teatro I, às 16h, e os ingressos custam $30,00 (inteira) e R$15,00 (meia), podendo ser adquiridos na bilheteria física do CCBB ou em bb.com.br/cultura.    

O musical de bonecos “Nhoque”, em cartaz de 7 a 24 de outubro, no Teatro I, também é uma opção de entretenimento para a criançada. A montagem, que é destinada a todas as idades, agrada muito o público infantil por ser recheada de música, dança, projeções e bonecos.   

As sessões ocorrem às sextas e segundas, às 19h, e aos sábados e domingos, às 17h. Os ingressos custam R$30 (inteira) e podem ser adquiridos na bilheteria física do CCBB ou pelo site bb.com.br/cultura.  

Ativações da exposição “Marc Chagall: Sonho de Amor” 

Nos dias 13 e 15 de outubro, o CCBB recebe o “Circo do Sufoco”, no Teatro II, às 16h. No espetáculo, Sufoco esforça-se para colocar em cena todas as atrações de um grande circo, mas ele conta apenas com um palhaço no elenco: ele mesmo! Em meio a confusões e tropeços, Sufoco revela-se um multiartista: é mágico, malabarista, acrobata, músico e equilibrista. As apresentações do “Circo do Sufoco” são ativações da exposição “Marc Chagall: Sonho de Amor”, que estreia no dia 12 de outubro no CCBB. Os ingressos para o espetáculo são gratuitos, com retirada na bilheteria física 1h antes de cada evento.    

Para fechar a programação da criançada, serão apresentados dois shows da banda Coração Palpita, intitulados “Meu coração é uma banda?”, nos dias 14 e 16 de outubro, às 16h, no Teatro II. Os shows também dialogam com “Marc Chagall: Sonho de Amor”, pela ludicidade, tão presente nas obras da exposição. Os ingressos são gratuitos, com retirada na bilheteria física 1h antes de cada evento.    

Além de todas estas atividades, o público que estiver no CCBB no dia 12 de outubro também poderá assistir à duas performances de dança na obra “Air Fountain”, de Daniel Wurtzel, às 11h e às 18h, no pátio.  A ação é gratuita e marca a abertura da exposição “Marc Chagall: Sonho de Amor” para o público belorizontino.  

Oficina Despertando Cor e Forma   

Local: Galerias do térreo e Teatro II    

Data: 08/10 e 10/10 – sábado e segunda, às 11h e 15h   

Duração: 120 minutos 

Classificação indicativa: 5 a 13 anos   

Lotação: 12 participantes 

Entrada gratuita, com retirada de ingresso na bilheteria física 1h antes de cada evento.   

Festival de Contação de Histórias – CCBB Educativo   

Local: Teatro II    

Data: 12/10 – quarta-feira, às 11h30 e 14h   

A atividade é gratuita, com retirada de senha 1 hora antes do evento na bilheteria física do CCBB.   

Orquestrando Brasil – Pedro e o Lobo  

Local: Teatro I CCBB BH    

Data: 12/10 – quarta-feira, às 16h   

Duração: 45 minutos    

Classificação indicativa: livre    

Ingressos: R$ 30,00 (inteira) - à venda pelo site bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB.   


Performance de Dança “Air Fountain”  

Local: Pátio CCBB BH    

Data: 12/10 – quarta-feira, às 11h e às 18h   

Classificação indicativa: livre    

Evento gratuito, sem retirada de ingresso. 


Circo do Sufoco   

Local: Teatro II    

Data: 13/10 e 15/10 – quinta e sábado, às 16h   

Duração: 50 minutos    

Entrada gratuita, com retirada de senha 1 hora antes do evento na bilheteria física do CCBB.   

Coração Palpita – Meu corpo é uma banda?   

Local: Teatro II    

Data: 14/10 e 16/10 – sexta e domingo, às 16h   

Duração: 50 minutos    

Entrada gratuita, com retirada de senha 1 hora antes do evento na bilheteria física do CCBB.   

Nhoque   

Local: Teatro I CCBB BH    

Data: 07/10 a 24/10 – sextas e segundas, às 19h, e sábados e domingos, às 17h   

Duração: 50 minutos    

Classificação indicativa: livre    

Ingressos: R$ 30 (inteira) - à venda pelo site bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB.   

CCBB Educativo   

Ateliê Aberto – Mobiliário Participativo: Gravura (de 12 a 31/10)   

Quando: dia 12 de outubro; sábados domingos, das 12h às 15h e das 16h às 18h.  

Atividade gratuita e não é necessário retirar ingressos para participação. Sujeito à lotação dos espaços e das atividades.    

Pequenas Mãos – Mobiliário Participativo: Recriando Paisagens (de 12 a 31/10)   

Quando: dia 12 de outubro; sábados e domingos, às 15h. Atividade destinada a crianças de 3 a 6 anos.     

Atividade gratuita e não é necessário retirar ingressos para participação. Sujeito à lotação dos espaços e das atividades.    

Hora do Conto – Marc Chagall: Sonho de Amor (de 12 a 31/10)    

Quando: dia 12 de outubro; sábados e domingos, às 14h e às 16h.   

Atividade gratuita e não é necessário retirar ingressos para participação. Sujeito à lotação dos espaços e das atividades.    

Livro Vivo – Marc Chagall: Sonho de Amor (de 12 a 31/10)    

Quando: dia 12 de outubro; sábados e domingos, às 13h e às 17h.   

Atividade gratuita e não é necessário retirar ingressos para participação. Sujeito à lotação dos espaços e das atividades.    

Pequeniníssimas Mãos – “Múltiplas sensações”    

Quando: dia 12 de outubro; sábados e domingos, às 11h. Atividade destinada a crianças de 0 a 3 anos.     

Atividade gratuita e não é necessário retirar ingressos para participação. Sujeito à lotação dos espaços e das atividades.    

Visitas mediadas    

Quando:segundas, quartas, sábados e domingos, às 12h e 18h; sextas, às 12h. Duração: 1 hora.    

Atividade gratuita e não é necessário retirar ingressos para participação. Sujeito à lotação dos espaços e das atividades.    

CCBB Belo Horizonte    

Praça da Liberdade, 450 – Funcionários, Belo Horizonte – MG    

Funcionamento – de quarta a segunda, das 10h às 22h    

Telefone: 31 3431-9400    

E-mail: ccbbbh@bb.com.br    

Site: bb.com.br/cultura     

Redes sociais: facebook.com/ccbb.bh | twitter.com/CCBB_bh |instagram.com/ccbbbh    

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

terça-feira, 26 de outubro de 2021

Maurício Tizumba é convidado do CCBB Educativo em atividade do "Múltiplo Ancestral"

Evento acontece neste sábado no site
Foto: Belisário Tonsich
Porta-voz de manifestações da cultura afro-brasileira e afro-mineira, Maurício Tizumba é convidado do CCBB Educativo para falar sobre um tema muito importante: A força da ancestralidade negra e indígena nas Minas Gerais. A atividade do projeto Múltiplo Ancestral estará disponível a partir do dia 30 de outubro, às 10h, no site www.ccbbeducativo.com. 

Trazendo a força da ancestralidade negra e indígena de Minas Gerais, Maurício Tizumba reúne elementos culturais da mitologia africana e dos povos originários do estado de Minas Gerais em um vídeo que destaca, de modo lúdico e bem-humorado, a importância do meio ambiente e da ecologia.

Maurício Tizumba é ator, compositor, cantor, multiinstrumentista, diretor musical e capitão de congado. Ele estabeleceu em sua trajetória artistísca – que começou quando ainda era criança, na extinta TV Itacolomi – diálogo entre diversas linguagens e entre a arte e as manifestações populares tradicionais da cultura afro-brasileira e afro-mineira.

Formado pelo Teatro Universitário da Universidade Federal de Minas Gerais e transitando pelo cinema, pela TV e pelo teatro, atuou em 28 espetáculos, sendo 25 musicais, entre eles, a trilogia de João das Neves: “Bituca”, com músicas de Milton Nascimento, e “Besouro Cordão de Ouro” e “Galanga Chico Rei”, com músicas de Paulo César Pinheiro (a experiência deste último se desdobrou em álbum homônimo, o sexto da carreira, criado em parceria com Sérgio Santos).

É também idealizador da Mostra Benjamin de Oliveira e do Espaço Cultural Tambor Mineiro. Já excursionou por Estados Unidos, Canadá e Europa, sendo um dos representantes de Minas Gerais no “Ano do Brasil na França”. Com o seu grupo de tambor mineiro participou do New Orleans Jazz Festival e por quatro edições do Landesmusikakademie Berlim.

Multiplicidade e riqueza de conteúdo no CCBB Educativo

Com o aumento de atividades online, o público do CCBB Educativo ganhou mais que praticidade e acessibilidade nos conteúdos disponíveis. A programação está ainda mais rica, uma vez que mais atrações foram incluídas e, com os participantes a distância, foi possível contar com especialistas de vários lugares do país, antes inviabilizados por questões de logística.

Programa CCBB Educativo – Múltiplo Ancestral

A força da ancestralidade negra e indígena nas Minas Gerais

Com Maurício Tizumba

Sábado, 30 de outubro, às 10h

Local: site do CCBB Educativo

Acesso: www.ccbbeducativo.com

Classificação indicativa Livre – indicado para pessoas acima de 6 anos

Evento gratuito

Informações: (31) 3431-9440/ (31) 3431-9441

www.ccbbeducativo.com

Sobre o Programa CCBB – Educativo

O Programa  desenvolve ações que estimulam experiências, criação, investigação e reflexão através de processos pedagógicos, artísticos e curatoriais. Essas partilhas acontecem por meio de trocas culturais e metodologias de educação que garantem acesso amplo e inclusivo ao patrimônio e sua diversidade.

sábado, 18 de setembro de 2021

"Transversalidades", do CCBB Educativo, apresenta atividade na programação da Primavera dos Museus

Evento acontece na quarta-feira e público
pode se inscrever on-line
Foto: Emílio Barriga
“Conhecimentos molhados, tramas de aprendizagem, pedagogias em público: imaginar é uma práxis” é o tema da próxima edição do “Transversalidades”, projeto do CCBB Educativo que integra a programação nacional da Primavera dos Museus. Quem fala sobre o assunto é a artista, curadora e pesquisadora Mônica Hoff, na quarta-feira (22), às 15h, pela plataforma Zoom. É necessário fazer inscrição prévia no site do Programa para participar do evento ao vivo, que também conta com tradução em Libras.

Neste encontro, ela abordará as ideias de conhecimentos molhados, tramas de aprendizagem e pedagogias em público a partir de investigações e projetos desenvolvidos nos últimos anos no entrecruzamento (ou na mediação) das práticas artísticas, curatoriais e educativas nos quais trata de pensar outras formas de organização como modo de construir outras formas de aprendizagem e de mundo.

Mônica é artista, curadora e pesquisadora. Doutora em Artes Visuais pela Universidade do Estado de Santa Catarina (2019), com pesquisa sobre artists-run art schools e como metodologias artísticas se convertem em pedagogias instituintes e estas em escolas; e Mestre em História, Teoria e Crítica de Arte, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2014), com pesquisa sobre o fenômeno educational turn e o contexto de arte brasileiro. De 2006 a 2014, coordenou o Programa Educativo da Bienal do Mercosul, atuando também como curadora adjunta na nona edição do evento, em 2013. 

Acessibilidade no CCBB Educativo

Acessibilidade e inclusão são princípios que pautam todas as ações do Programa CCBB Educativo – Arte & Educação, contribuindo para um ambiente propício à pesquisa, criação e fomento de ações voltadas à garantia de ampla democratização e acesso à cultura.

O Transversalidades traz cursos para professores e educadores, abordando temas transversais aos campos da educação e da arte, conectando questões presentes nas exposições a urgências e reflexões cotidianas. Tem entre seus temas as práticas artísticas e sociais, a memória, a produção de subjetividades, de territórios e de patrimônios.

O curso é ministrado por profissionais convidados de áreas diversas, e sempre conta com intérprete de Libras.   

Programa CCBB Educativo – Transversalidades

Conhecimentos molhados, tramas de aprendizagem, pedagogias em público: imaginar é uma práxis (primavera de museus)

Com Monica Hoff

Quarta-feira, 22 de setembro, às 15h

Transmissão: Plataforma Zoom

Inscrições:  ccbbeducativo.com/cursos 

Classificação indicativa Livre – indicado para pessoas acima de 16 anos

Acessível em Libras 

Evento gratuito

Informações:

(31) 3431-9440

(31) 3431-9441

www.ccbbeducativo.com

bb.com.br/cultura

Sobre o CCBB – Educativo

O Programa  desenvolve ações que estimulam experiências, criação, investigação e reflexão através de processos pedagógicos, artísticos e curatoriais. Essas partilhas acontecem por meio de trocas culturais e metodologias de educação que garantem acesso amplo e inclusivo ao patrimônio e sua diversidade.

Sobre Circuito Liberdade

O Centro Cultural Banco do Brasil é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) e que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.

segunda-feira, 12 de julho de 2021

Podcast Farol de Neblina online e gratuito

Em cena, Leonardo e Fafá fazem rir e 
emocionar - Foto: Guto Muniz
O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) lança o podcast “Farol de Neblina”, ação que visa compartilhar com o público diálogos com renomados profissionais do setor artístico sobre assuntos relacionados aos bastidores de uma produção teatral e de uma websérie, tendo como ponto de partida a transposição do espetáculo “Neblina” para o audiovisual, a websérie “Farol de Neblina”. Ao todo serão 10 episódios, com  um novo episódio a cada três dias, indo ao ar, gratuitamente, pela plataforma Spotify, de 12 de julho a 08 de agosto de 2021. A disponibilização dos podcasts acontece às 10h, nas datas indicadas.A estreia será com a participação da diretora Yara de Novaes e do criador da trilha sonora das montagens, Dr. Morris. A mediação de todos os encontros é do ator, diretor e dramaturgo Zé Walter Albinati. 

O endereço para acessar os podcast está na bio do Instagram @espetaculoneblina

Paralela à estreia do Podcast “Farol de Neblina”, no dia 12 de julho até 12 de setembro de 2021, a websérie migra para o canal do Youtube do CCBB como uma forma de garantir ao público mais uma oportunidade de assistir aos quatro episódios desse roteiro, que traz elementos de suspense e thriller psicológico. A trama mostra o misterioso encontro de um casal, Diego (Leonardo Fernandes) e Sofia (Fafá Rennó), em uma casa sem vizinhos ao longo de uma noite fria e encoberta pela neblina.

O link para as peças poderá ser acessado nas redes sociais do CCBB.

No dia 12 de agosto, o espetáculo “Neblina”, que deu origem à websérie, estreia em formato presencial no teatro do CCBB Rio de Janeiro, onde cumpre temporada.

Programação podcast “Farol de Neblina”

12 de julho - Episódio 1 - Yara de Novaes (diretora do espetáculo Neblina e da websérie Farol de Neblina) e Dr. Morris (criador da trilha sonora do espetáculo Neblina e da websérie Farol de Neblina) conversam sobre a websérie.

15 de julho - Episódio 2 - Fafá Rennó (atriz do espetáculo Neblina e da websérie Farol de Neblina) fala sobre o processo em Neblina e a transposição para a web.

18 de julho - Episódio 3 - Clarissa Campolina (diretora e roteirista da websérie Farol de Neblina) e Sérgio Roveri (autor do texto original Neblina e da adaptação para websérie Farol de Neblina) ) conversam sobre o processo de adaptação do texto.

21 de julho - Episódio 4 - Leonardo Fernandes (ator do espetáculo Neblina e da websérie Farol de Neblina) fala sobre seu processo em Neblina e Farol de Neblina.

24 de julho - Episódio 5 - Eliatrice Gischewski (preparadora corporal de Farol de Neblina) e Christina Fornaciari (professora no curso de graduação em dança da Universisade Federal de Viçosa) conversam sobre a perspectiva do corpo na websérie Farol de Neblina.

26 de julho - Episódio 6 -  Paula Santos (montadora e assistente de direção da websérie Farol de Neblina)) conversa sobre o processo de seu trabalho.

29 de julho - Episódio 7 - A experiência do espectador. Neste episódio, serão convidaremos três espectadores para falarem sobre suas impressões referente à peça Neblina e a nova versão para o audiovisual na websérie Farol de Neblina. 

2 de agosto - Episódio 8 - Felipe Cordeiro (ator e crítico) e Marcos Alexandre (ator, crítico e professor de artes cênicas da Universidade Federal de Minas Gerais) conversam sobre o fazer teatral em tempos pandêmicos.

5 de agosto - Episódio 9 - Tatyana Rubim (diretora de produção do espetáculo Neblina e da websérie Farol de Neblina ) conversa sobre os desafios da transposição para o audiovisual e transmissão online. 

8 de agosto - Episódio 10 -  Bel Cesar (psicóloga, autora de diversos livros, praticante da psicoterapia sob a perspectiva do budismo) fala sobre o Amanhecer que virá, tema presente no espetáculo Neblina e na websérie Farol de Neblina.

Sobre o mediador

Zé Walter Albinati  é cofundador da Cia. Luna Lunera [BH/MG]. Ator e codramaturgo de "Não Desperdice Sua Única Vida", direção de Cida Falabella (2005), indicado ao Prêmio Sesc Sated-MG de Melhor Ator Coadjuvante. Codiretor e codramaturgo de "Aqueles Dois", do conto de Caio Fernando Abreu (2007). Dramaturgo assistente de "Cortiços", direção de Tuca Pinheiro (2008). Participou da Residência Artística com Roberta Carreri, no ODIN Teatret, na Dinamarca (2011), parte das ações de criação de "Prazer", partindo de Clarice Lispector, do qual é codiretor e codramaturgo (2012). Ator e cocriador do espetáculo "Urgente", direção de Maria Silvia Siqueira Campos e Miwa Yanagizawa (2016). É Oficineiro, Preparador Vocal e de Atores, Coordenador Pedagógico e Professor do In Cena (Curso Livre de Teatro) da Cia. Luna Lunera. Foi indicado e recebeu diversos prêmios nacionais pela Cia., em várias categorias, destacando-se o Prêmio Shell de Teatro SP. Apresentou-se em mais de cem cidades brasileiras, entre festivais nacionais e internacionais, na Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, França, México, Panamá, Portugal, Uruguai e Venezuela. Em Outros Coletivos: diretor e dramaturgo de "O Jogo da Velha", da obra Luna Clara & Apolo Onze (Adriana Falcão), espetáculo de formatura do Curso Profissionalizante de Teatro do Palácio das Artes/Cefar (2009). Diretor e dramaturgo de "A Casa", concepção de Luciene Bernardes (2010). Codiretor e codramaturgo de "Retrato do Artista Quando Coisa", a partir de Manoel de Barros, Cia. Bololô (Natal/RN, 2012). Diretor residente de "Colorido ao Cinza", a partir da coletânea Contos Cruéis, Grupo Rumores de Teatro (Vitória/ES, 2014). Codiretor, junto de Tiago Gambogi, e codramaturgo de "Chão de Pequenos", concepção de Felipe Soares e Ramon Brant, Cia. Negra de Teatro (cena curta 2011 e espetáculo 2017). Diretor do espetáculo "O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto", concepção de Br una Chiaradia, e codramaturgo, junto de Raysner de Paula (2017).

Sobre a websérie Farol de Neblina

A peça “Neblina” estreou no janeiro de 2020 noCultural Banco do Brasil de Belo Horizonte - CCBB BH e ia circular por outras capitais brasileiras - CCBB São Paulo, CCBB Rio de Janeiro e CCBB Brasília - mas as temporadas foram adiadas devido à pandemia. Em fevereiro de 2021 foi lançada em novo formato, a websérie “Farol de Neblina”. O projeto original é idealizado por Leonardo Fernandes e Tatyana Rubim.  Yara de Novaes assina a direção da peça e, na websérie, junta-se a ela a Cineasta Clarissa Campolina. A direção de fotografia é da premiada diretora Wilssa Esser. O texto inédito escrito por Sérgio Roveri foi adaptado para a série, por ele e pela Cineasta Clarissa Campolina. André Cortez é o responsável pelo cenário original e novos elementos foram adicionados pelas diretoras. Dr Morris é o responsável pela trilha original e também assina nova trilha para a série. A atriz Fafá Rennó divide a cena com Leonardo Fernandes, como no espetáculo original. Cada episódio tem em média de 18 minutos. 

A websérie “Farol de Neblina” é apresentada pelo Ministério do Turismo, o Banco do Brasil apresenta e patrocina e a Livelo co-patrocina a websérie, com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo.