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quinta-feira, 18 de abril de 2019

Sempre Um Papo recebe Luis Nassif

Jornalista autografa obras e conversa
com o público - Foto: Divulgação
O jornalista Luis Nassif é o convido do Sempre Um Papo para debate e lançamento da biografia “Walther Moreira Salles – O Banqueiro-Embaixador e a Construção do Brasil” (Companhia Editora Nacional). Em 445 páginas, ele conta a história do banqueiro e embaixador, considerado o mais expressivo financista brasileiro do século passado, uma espécie de Barão de Mauá do século XX. O livro conta sua história a partir de uma convivência privilegiada de três anos com o biografado, além de entrevistas com os principais personagens da história brasileira dos anos 1940 a 1980. 

O encontro com o autor será em Araxá, no dia 24 de abril, quarta-feira,às 19h30 no Teatro Municipal; e em Belo Horizonte, no dia 25 de abril, quinta-feira, às 19h30, no auditório da Cemig, ambos com entrada gratuita. 

Nestes tempos de perda de rumo nacional, “Walther Moreira Salles – O Banqueiro-Embaixador e a Construção do Brasil” descreve os principais capítulos da saga brasileira no século XX, um país que era pequeno, mas pensava grande, e se tornou a economia de maior crescimento do planeta até os anos 1980, em que pese a sucessão de crises políticas do período. Walther participou dos episódios mais relevantes do século e os narrou ao Nassif com riqueza de detalhes e olhar contemporâneo.
Através dos olhos de Moreira Salles e seus sócios, o livro descreve a passagem do Brasil do café para as primeiras sociedades informais de capitalistas, a criação do sistema bancário nos anos 1930, a saga do petróleo nos anos 1940, o rodoviarismo nos anos 1950, o mercado de capitais nos anos 1960, o nióbio, o papel e celulose.
Essas histórias são descritas nos ambientes sociais da época, da pequena Poços de Caldas dos anos 1930, que durante alguns meses por ano recebia a nata política, econômica e artística nacional, ao Rio de Janeiro dos anos 1940, que, de capital de um país quase provinciano, se tornaria uma das cidades mais admiradas internacionalmente. E, finalmente, no ambiente internacional, no qual o casal Walter e Elisinha se tornariam anfitriões festejados nas principais capitais do mundo.
O livro descreve a sociedade quase provinciana do Rio de Janeiro dos anos 1940, na qual os principais expoentes se reuniam no fim da noite para jogar biriba. E, depois, o Rio que se abre para o mundo, quando passa a receber refugiados políticos europeus, expulsos pela guerra e pelo nazismo.
É com esses imigrantes que Walther se aproxima do novo mundo financeiro que se forma no pós-guerra. O livro relata quem foram essas figuras-chave que abriram os olhos do jovem banqueiro para o mercado financeiro internacional.
O livro é entremeado de passagens pessoais do jovem Moreira Salles, suas aventuras com Ary Barroso, Aurora Miranda, Alzirinha Camargo, seus primeiros contatos com os grandes da república que se implantava.
Relata as primeiras viagens aos Estados Unidos e o início da consolidação de uma rede de amizades internacionais que lhe permitiria frequentar a cúpula do poder mundial, o exclusivo clube de políticos, empresários e financistas daquela que foi a última etapa do capitalismo de família, tornando-o o mais internacional dos brasileiros do seu tempo, com relações próximas aos Rockefeler e aos Rotschild, com os proprietários dos principais jornais e redes de televisão dos Estados Unidos e Europa. No Brasil, virou anfitrião de John Ford, dos Rollings Stones, de François Cevert e outros nomes ilustres. Paralelamente a isso, tornou-se o homem público que acompanhou os primeiros passos da integração do país com a economia global, a partir do Acordo de Bretton Woods. 
O livro traz informações inéditas, como o episódio no qual Walther impediu que o jovem Edmond Rotschild fracassasse em uma de suas primeiras experiências empresariais. Décadas depois, Edmond se tornaria o mais reputado gestor de fortunas do mundo.
Conta também episódios inéditos da grande operação de compra da Brazil Warrant pelos Moreira Salles. Na época, a Brazil Warrant era um grande conglomerado inglês, com exportadoras de café, a maior fazenda de produção de café do mundo. Foi colocada a venda para que a Inglaterra pudesse pagar suas dívidas de guerra. 
Graças aos seus contatos com financistas europeus, expulsos pela guerra, Moreira Salles aprendeu os segredos do mercado de títulos de Zurique. Seu banqueiro, para a operação, era Sigmund Warburg que, com o tempo, aprendeu os segredos dos mercados de títulos. Do banco de Warburg nasceu a poderosa União de Bancos Suíços.
O livro  também descreve como, antes de 1964, Walther adquiriu o Banco Safra e como o devolveu à família, aconselhado pelo próprio Edmond Rotschild.
O embaixador
No campo diplomático, Moreira Salles foi figura central para a industrialização brasileira do Segundo Governo Vargas e de JK. O crescimento econômico criou estrangulamento nas contas externas. Seu trabalhado como negociador da dívida externa, nos governos Vargas, JK e Jânio, foi fundamental para garantir o ritmo de crescimento. Todos esses episódios são descritos com riqueza de detalhes pelo próprio Moreira Salles.
 No plano político, há informações inéditas sobre as razões para a renúncia de Jânio, sobre as relações de Walther com San Tiago Dantas, as rixas com Carlos Lacerda, além as disputas com Roberto Marinho. Relata a grande operação de guerra que garantiu a posse de Jango, com a implantação do parlamentarismo.
No plano pessoal, há histórias saborosas de seu relacionamento com políticos, empresários e artistas. Como a grande farra com Ary Barroso na adolescência, os namoros com Alzirinha Camargo, Alzira Vargas e Aurora Miranda, antes do primeiro casamento; e com Greta Garbo, a mulher mais admirada do seu tempo, logo após o final do primeiro casamento.
Há avaliações pessoais sobre os principais políticos de seu tempo, Getúlio, Juscelino, Jânio, Jango. E as grandes operações financeiras que ajudaram a consolidar uma das maiores fortunas do país e, ao mesmo tempo.
Para escrever o livro, além do depoimento pessoal de Walther Moreira Salles e de seus primeiros sócios, como Homero Souza e Silva, Aloisio Salles, Plinio Salles Souto, Nassif entrevistou as principais figuras do período, como Eliezer Baptista, José Luiz Bulhões Pedreira, Rafael de Almeida Magalhães, Roberto Campos e Lucas Lopes.

Livro: Walther Moreira Salles – O banqueiro-embaixador e a construção do Brasil
Autor: Luís Nassif / Editora: Companhia Editora Nacional / Páginas: 448 / Preço: R$ 74,90

Sobre a autor 

LUIS NASSIF introduziu o jornalismo de finanças pessoais e o eletrônico no país. Ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo em 1986. Nos anos 1990, foi considerado o mais influente formador de opinião do país pela FPJ Pesquisa. Nos anos 2000, foi premiado pela Fundação Nacional de Qualidade como um dos disseminadores dos conceitos de qualidade. Finalista do Prêmio Jabuti de 2002.

Sempre um Papo com Luis Nassif 
24 de abril, quarta-feira, às 19h30, no Teatro Municipal de Araxá - Av. Antônio Carlos, s/n - Centro, Araxá

25 de abril, quinta-feira, às 19h30, no auditório da Cemig em Belo Horizonte - rua Alvarenga Peixoto, 1200, Santo Agostinho.

Entrada Gratuita - Informações - 31 32611501 - www.sempreumpapo.com.br 

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Valter Hugo Mãe no Sempre Um Papo

Autor participa de debate e autografa sua obra em BH
Foto: Daniel Bianchini
O “Sempre Um Papo” receberá o escritor Valter Hugo Mãe para o debate sobre o tema "Estudar é Mudar o Mundo - A Escola Como Redenção”, no dia em que o Brasil comemora o Dia do Professor, em 15 de outubro, segunda-feira, às 19h30, no auditório da Cemig, em Belo Horizonte (Rua Alvarenga Peixoto, 1200, Santo Agostinho). O auditório possui 240 lugares e o acesso, gratuito, será por ordem de chegada. 

No evento, o aclamado autor português, que está entre os escritores contemporâneos mais importantes do mundo, também falará sobre sua carreira literária, sua atuação nas artes plásticas, na música e as influências artísticas em suas obras, além de lançar seu livro mais recente, "O Paraíso São os Outros" (Globolivros) e autografar toda a coleção repaginada pela Editora. A mediação do debate será de Afonso Borges, gestor do projeto “Sempre Um Papo”. 

A entrada é franca, num patrocínio da Cemig, com o apoio do Itaú, Rede Mater Dei de Saúde, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura.

Alguns livros de Valter Hugo Mãe: 

Em “O Paraíso São os Outros”, dois artistas, um das palavras e outro das imagens, se uniram para afirmar que o paraíso pode ser único, mas ele só existe quando estamos acompanhados. O livro investiga e desmente o pensamento de Sartre, de que o inferno são os outros.

“Homens Imprudentemente Poéticos” narra a história dos personagens Itaro e Saburo, vizinhos, mas inimigos. Ambientado no Japão antigo e onde a morte e a ausência de amor imperam, o autor explora a sua linguagem única, que tornou-se um característica forte de sua obra. “A Máquina de Fazer Espanhóis” alçou Valter Hugo Mãe ao segundo lugar de vendas na categoria livro de ficção em Portugal. O livro narra a história de Antônio Jorge da Silva, um barbeiro que acaba de completar 84 anos e, depois de perder a esposa, acaba indo para um asilo. Sozinho, Antônio se vê obrigado a encontrar novas razões de viver. “O Filho de Mil Homens” é inspirado nos questionamentos do escritor sobre paternidade. Narra a história de Crisóstomo, um pescador que ao chegar aos 40 anos sente-se triste e incompleto por não ter tido um filho. 

Um dia ele conhece Camilo, um jovem órfão à procura de trabalho e o acolhe, assumindo o papel de seu pai. A eles, se juntará Isaura, uma mulher deprimida e desiludida em relação a vida, mas que encontra na nova família uma possibilidade de ser feliz. “A Desumanização”, quarto romance de Valter Hugo Mãe se passa na paisagem imutável das montanhas islandeses. Narrado por uma menina de 11 anos que conta o que lhe resta depois da morte da irmã gêmea, o livro inspira uma delicada melancolia e extrema beleza plástica. “O Nosso Reino”, romance de estreia de  Valter Hugo Mãe, conta a história de um menino de oito anos e sua vida em uma pequena aldeia portuguesa nos anos 1970. Narrado em primeira pessoa pelo pequeno Benjamim, o texto descreve a sua busca para distinguir o bem e o mal em meio à repressão da igreja e aos trágicos acontecimentos que ocorrem a seu redor. “O Remorso de Baltazar Serapião”, obra que venceu o Prêmio Literário José Saramago em 2007, Valter Hugo Mãe relata a desastrada existência dos sargas e as desventuras de seu primogênito, Baltazar Serapião, o narrador da história e tragicamente enamorado por Ermesinda.

Sempre Um Papo com Valter Hugo Mãe
Dia 15 de outubro, segunda-feira, às 19h30, no auditório da Cemig (Rua Alvarenga Peixoto, 1200, Santo Agostinho- Belo Horizonte-MG). Gratuito. 
Informações: 31 32611501 - www.sempreumpapo.com.br

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Mílton Jung no Sempre Um Papo em Belo Horizonte

Autor assina sua obra e conversa com
o público - Foto: Divulgação/ Record
O Sempre Um Papo recebe o escritor e ancora da CBN Mílton Jung, para o debate e o lançamento do livro “É proibido calar – Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos” (Editora BestSeller). A base para esse primeiro de seus livros a não tratar de jornalismo ou de comunicação veio de duas missões pessoais: ser pai de dois filhos e ser cidadão. 
A preocupação com o crescimento de intenções de anulação de votos pelo desalento dos eleitores, que buscam se distanciar da política, o motivou a propor que se desenvolvam ações para a construção de uma sociedade justa e generosa. A principal dessas ações se fundamenta no diálogo – e no exemplo – entre os membros da família, defende o autor. 
O evento será na terça-feira (25), às 19h30, no auditório da Cemig, em Belo Horizonte, com entrada gratuita. 
Partindo de sua experiência como pai e também como filho, Jung propõe uma profunda reflexão, para que os pais percebam que, se o desejo que têm é o de que os filhos vivam em um país justo e generoso — com igualdade social, respeito ao próximo e honestidade —, é preciso iniciar esse trabalho dentro de casa e assumir a responsabilidade por sua criação com base na ética. É preciso educar os filhos para a vida pública, transformando-os em cidadãos, com direito à felicidade — deles, de suas famílias e de seu país.
Milton é autor da rede “Adote um vereador”, criada em 2008 com um grupo de moradores de São Paulo que assumiram o compromisso de fiscalizar, monitorar e controlar os vereadores na Câmara Municipal. 
É PROIBIDO CALAR- Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos
Mílton Jung - Editora BestSeller - 192 páginas - R$ 29,90
Mílton Jung é jornalista, âncora do Jornal da CBN e do programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, coautor do livro “Comunicar para liderar” e autor de “Jornalismo de rádio” e “Conte sua história de São Paulo”.  Recebeu os prêmios Comunique-se de Melhor Âncora de Rádio do Brasil (2009 e 2014) e de Melhor Jornalista de Empreendedorismo (2017); Prêmio Especial do júri APCA 2014 na categoria Rádio; e prêmio Aberje 2016 na categoria Trajetória do Ano.
Sempre Um Papo com Mílton Jung
Dia 25 de setembro, terça-feira, às 19h30, no auditório da Cemig (Rua Alvarenga Peixoto, 1200, Santo Agostinho, Belo Horizonte - MG). 
Informações: 31 32611501 - www.sempreumpapo.com.br

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Sempre Um Papo recebe José Maria Rabelo

Jornalista conversa com a plateia em
BH -  Foto: Fernando Rabelo
O Sempre Um Papo realiza uma edição especial do projeto para homenagear o jornalista e escritor José Maria Rabelo pelos seus 90 anos e para o lançamento de seu livro “"Os Caminhos do Exílio" (Ed. Geração),  no dia 16 de agosto, quinta-feira, às 19h30, no auditório da Cemig - BH. O evento contará com a participação do jornalista Guy de Almeida e mediação de Afonso Borges. 
José Maria Rabêlo é jornalista, escritor e editor, tendo exercido as funções de diretor e redator nos mais destacados veículos da mídia mineira e brasileira. Fundou e criou o semanário Binômio, considerado um dos precursores da imprensa alternativa no Brasil. Por sua atividade jornalística e política, teve de exilar-se durante a ditadura militar, sucessivamente na Bolívia, no Chile e na França. No primeiro país, desenvolveu atividades jornalísticas, atuando nos principais jornais de La Paz. No segundo, abriu e dirigiu La Librería de las Ciencias Sociales, que, com seus seis endereços, se tornou a mais prestigiosa de Santiago. Na França, em Paris, ao lado de Mário Soares, também exilado e depois presidente de Portugal, organizou e dirigiu La Librairie Portugaise et Brésilienne, transformada posteriormente em La Librairie-Centre de Pays de Langue Espagnole et Portugaise, polo de referência e divulgação cultural daqueles países, no coração da capital francesa. Passou quase 16 anos no exterior.

Em seu retorno, em fins de 1979, assumiu no Rio a direção do semanário Pasquim e da revista Cadernos do Terceiro Mundo. Presidiu o PDT, Partido Democrático Trabalhista, em Minas, durante 18 anos e integrou sua direção nacional. Foi vice-presidente do Banerj – Banco do Estado do Rio de Janeiro, nos dois governos de Leonel Brizola. Em Belo Horizonte, criou as editoras Passado & Presente e Barlavento Grupo Editorial. Colabora nos principais órgãos de comunicação do Estado e tem uma coluna no jornal alternativo carioca Bafafá.
                       
É autor dos livros “Binômio – O jornal que virou Minas de cabeça para baixoDiáspora – Os longos caminho do exílioResidência Provisória (poemas),Belo Horizonte – Do arraial à metrópole. 300 anos de história. Prepara neste momento História Geral de Minas, juntamente com outros autores, a ser lançado ainda este ano, e Passagem pela Terra, livro de memórias.

Sempre Um Papo com José Maria Rabelo, participação de Guy de Almeida
Dia 16 de agosto, quinta-feira, às 19h30 
Informações: 31 32611501 - www.sempreumpapo.com.br 

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Sempre Um Papo recebe Leonardo Boff

Teólogo assina sua obra e conversa com
a plateia - Foto: Daniel Bianchini
O Sempre Um Papo recebe o teólogo Leonardo Boff para o debate o lançamento do livro “Brasil - Concluir a Refundação ou Prolongar a Dependência?” (Ed. Vozes). 
O autor, há cinquenta anos, acompanha o curso político-social do Brasil assessorando movimentos sociais e vários tipos de comunidades de base cristas, unindo a tudo isso um estudo acurado dos principais intérpretes de nossa história. Reúne, neste livro, suas reflexões provocadas pela atual crise que atinge os fundamentos de nossa sociedade. O evento será no dia 12 de julho, quinta-feira, às 19h30, com entrada gratuita, no auditório da Cemig (Rua Alvarenga Peixoto, 1200, Santo Agostinho/Belo Horizonte/MG).

Em “Brasil - Concluir a Refundação ou Prolongar a Dependência?” Leonardo Boff levanta os principais nós górdios que travam a construção de uma democracia sólida e de cunho social, visando incluir os milhões que vieram da grande tribulação seja do tempo da Colônia, seja dos 300 anos de escravidão e que ainda padecem nas grandes periferias de nossas cidades. Coloca-se a questão: como impedir o prolongamento de nossa dependência histórica e reforçar a refundação de uma nação autônoma e soberana que pode contribuir para o devenir da nova fase da humanidade, a planetária. 

Em função disso valoriza a nossa riqueza ecológica, a cultura original brasileira e o povo ainda em fazimento, criativo, alegre, hospitaleiro e aberto às dimensões do mundo.

Leonardo Boff (1938) foi por mais de 20 anos professor de Teologia Sistemática no Instituto Franciscano de Petrópolis e posteriormente professor de Ética, Filosofia da Religião e de Ecologia Filosófica na Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Foi também professor visitante em várias universidadesestrangeiras. Por muitos anos , coordenou as publicações da Editora Vozes, especialmente a obra completa de C.G. Jung. É membro da Iniciativa Internacional da Carta da Terra, da qual é um dos co-redatores. Em 2002, foi galardoado pelo Parlamento sueco com o Prêmio Nobel Alternativo da Paz por associar ecologia com justiça social e espiritualidade. É autor de quase 100 livros, na sua maioria publicados pela Editora Vozes. Para ele, os momentos de crise político-social que estamos vivendo nos oferecem a ocasião de repensarmos o país. Primeiramente, ver os fundamentos históricos que o sustentaram até o presente (a colonização e a escravidão) cujas consequências se fazem sentir até aos tempos atuais. A colonização e a escravidão criaram estruturas mentais que estão submersas em nossas instituições e no imaginário, especialmente das classes dominantes, herdeiras da Casa Grande. O que triunfou sempre, mesmo na República e na democracia posterior, foi a conciliação entre as classe opulentas, de costas para o povo, para o qual não havia nenhum projeto de humanização e integração. Nossa democracia sempre foi de baixa intensidade e controlada pelas classes financeiramente detentoras do poder. Historiadores mostraram que sempre que as classes populares erguiam a cabeça e conseguiam algum avanço, ocorria um golpe, com medo de que os direitos chegassem a prevalecer sobre os privilégios históricos. 

A deposição da Presidenta Dilma Rousseff em 2016 deve ser lida dentro desta ótica. As classes dominantes voltaram com todo o vigor, desmantelando políticas sociais, duramente conquistadas e impondo medidas de austeridade que implicaram a perda de direitos e o aumento da desigualdade e da pobreza. Seguramente o resultado final da crise atual é um novo pensamento sobre o Brasil e a definição de um projeto nacional, soberano, autônomo e aberto à nova fase planetária da Humanidade. 

Sempre Um Papo com Leonardo Boff
Dia 12 de julho, quinta-feira, às 19h30
Local: Auditório da Cemig - Rua Alvarenga Peixoto, 1200, Santo Agostinho - Belo Horizonte - MG
Entrada Gratuita
Informações: (31) 3261-1501/ www.sempreumpapo.com.br

terça-feira, 5 de junho de 2018

Sempre Um Papo recebe Fernanda Young

Autora conversa com o público e autografa
seu novo trabalho - Foto: Bob Wolfenson
O Sempre Um Papo recebe Fernanda Young para o debate e o lançamento do livro “Pós-F: Para além do masculino e do feminino” (Ed. Leya). Nesta primeira obra de não ficção, a autora se insere no acalorado debate sobre o que significa ser homem e ser mulher hoje. Em textos autobiográficos, ela se revela como uma das tantas personagens femininas às quais deu voz, sempre independentes e a quem a inadequação é um sentimento intrínseco. E esse constante deslocamento faz com que Fernanda seja capaz de observar o feminino e o masculino em todas as suas potencialidades. É daí que surge o Pós-F, pós-feminismo e pós-Fernanda, um relato sincero sobre uma existência livre de estigmas calcada na sobrevivência definitiva do amor, no respeito inquestionável ao outro e na sustentação do próprio desejo. O evento será no dia 14 de junho, quinta-feira, as 19h30, no auditório da Cemig, em Belo Horizonte, com entrada gratuita. 

“Não sou especialista em nada. Melhor, não sou especialista de coisa pronta. Procuro me aprimorar em mim, entendendo sobre mim – usando, é claro, tudo o que observo nos outros”, escreve. Assim, em “Pós-F: Para além do masculino e do feminino”, que é ilustrado com desenhos da autora, Fernanda Young vasculha internamente vivências e sentimentos para oferecer aos leitores sua visão de mundo.

Fernanda se dirige a qualquer ser humano que habite nosso planeta neste século XXI, seja homem ou mulher. Como alguém que reúne diferentes perfis e concilia papéis aparentemente opostos, ela fala abertamente sobre a própria vida com o intuito de se posicionar sobre liberdades e responsabilidades – sem jamais deixar de combater o machismo em nossa sociedade. Sua preocupação central, no entanto, é superar polarizações para construir algo maior, em que caibam todos os gêneros.

O objetivo de Fernanda Young não é ter a palavra final, mas contribuir com o debate – defendendo não a sua opinião, mas o direito de tê-la. Pois ela insiste que o ponto central de toda essa discussão deveria ser o respeito ao outro, algo que continua sendo desmerecido em nome de uma bipolaridade. É por isso que no mundo Pós-F não há mais a necessidade de discursos e atitudes radicais: masculino e feminino se dissolveram num universo de encontros de desejos, sem interdições ou medos.

Fernanda Young é autora de mais de doze livros, sendo 10 romances, e, como roteirista, 15 séries para a televisão. Sucesso de crítica e público, Os normais, escrita com seu marido, Alexandre Machado, foi exibida durante dois anos na Rede Globo. Ela vive em São Paulo, com Alexandre e seus quatro filhos.

Pós-F: Para além do masculino e do feminino / Autora: Fernanda Young / LeYa | 128 páginas| R$ 34,90

Sempre Um Papo com Fernanda Young
Dia 14 de junho, quinta-feira, às 19h30, no auditório da Cemig - Rua Alvarenga Peixoto, 1200, Santo Agostinho/BH - Entrada Gratuita

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Sempre Um Papo recebe Carpinejar

Autor e radialista conversa com a plateia e autografa
sua obra - Foto: Daniel Bianchini
O Sempre Um Papo recebe o escritor Fabrício Carpinejar para o debate e o lançamento de “Cuide dos Seus Pais Antes que Seja Tarde” (Bertrand Brasil), obra que traz textos comoventes e inspirados sobre o tempo, a perda, o amor, o carinho e o cuidado que os filhos devem ter. Prestes a completar 46 anos de vida e 20 de literatura, tempo em que publicou crônicas, poesias, livros infantis e ganhou diversos prêmios, Carpinejar decidiu fazer uma homenagem ao seu pai e à sua mãe em forma de livro.
“Acreditamos que os pais são eternos, imutáveis, que estarão próximos quando surgir a necessidade. Mas eles adoecem e morrem. É uma fatalidade inevitável, não há como parar a idade, recuar o fim. Se é certo que os pais um dia vão adoecer e partir, por que não organizamos a nossa vida para acolhê-los? Por que não assumimos sua gestação? Por que não reduzimos o ritmo da carreira para darmos sentido para os seus últimos dias?”, escreve o autor. 
O evento será no dia 22 de maio de maio, terça-feira, às 19h30, no auditório da Cemig/BH, com entrada gratuita. 
Ao falar dos pais, Carpinejar dedica também alguns textos aos avós, dizendo que o respeito e a amizade pelos mais velhos é o primeiro passo para nos tornarmos bons filhos. Como sempre, o poeta traz para o livro suas experiências pessoais e pílulas de pensamentos inspiradas em algumas metáforas, como quando compara a história dos mais velhos aos objetos retrô que tanto valorizamos. “Não há livro antigo que reproduza a sabedoria de minha mãe. Em vez de comprar uma edição rara em um sebo, basta convidá-la a almoçar que já desfruto de uma biblioteca inteira de primeiras edições”, filosofa.  Na orelha, o ator Paulo Betti, que perdeu o pai e a mãe num período de três anos, lamenta não ter lido o livro de Carpinejar antes: “É um grito de alerta. Deveria ser leitura obrigatória”, aconselha o ator.  
“Cuide dos seus pais antes que seja tarde” (Bertrand Brasil - Grupo Editorial Record) - Páginas: 112 / Preço: R$ 29,90
Fabrício Carpinejar nasceu em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Filho dos poetas Carlos Nejar e Maria Carpi, mudou-se para Porto Alegre onde estudou jornalismo na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, se graduando em 1995.  Estreou na literatura com o livro de poesias “As Solas do Sol” (1998), que foi finalista do Prêmio Açorianos de Literatura 1999, Secretaria Municipal de Porto Alegre (RS), categoria poesia, e recebeu o Prêmio Nacional Fernando Pessoa, da União Brasileira de Escritores (RJ), na categoria Revelação e Estreia, em 2000. Entre outros livros do autor destacam-se: “Cinco Marias” (2004), “O Amor Esquece de Começar” (2006), “Meu Filho, Minha Filha” (2007), “Ai Meu Deus, Ai Meu Jesus” (2012), “Espero Alguém” (2013), “Para Onde Vai o Amor?” (2014) e “Felicidade Incurável” (2016).
Sempre Um Papo com Fabrício Carpinejar 
Dia 22 de maio de maio, terça-feira, às 19h30, 
Entrada gratuita.
Informações: 31 32611501 - www.sempreumpapo.com.br 

terça-feira, 3 de abril de 2018

Sempre Um Papo recebe Jacques Fux

Autor conversa com o público e autografa sua obra em BH
Foto: Maria Eduarda Carvalho
O Sempre Um Papo recebe o escritor mineiro Jacques Fux para o debate e o lançamento do livro “Nobel” (Ed. Record). Em seu novo romance, Fux realiza o sonho de todo escritor: ser laureado com um Nobel de Literatura.

Com uma escrita divertida, ele narra o discurso de aceitação do prêmio, enquanto destila toda sua inveja sobre antigos laureados. Com muitas referências e comentários perspicazes, o autor se delicia com o momento e reflete a história de uma das maiores premiações existentes no meio literário. O evento acontece no dia 10 de abril, terça-feira, às 19h30, com entrada gratuita, no auditório da Cemig (Rua Alvarenga Peixoto, 1200, Santo Agostinho/BH).

Jacques Fux é doutor em Literatura Comparada pela UFMG e pela Université de Lille 3 e pós-doutor em Teoria Literária. Foi pesquisador visitante na Universidade de Harvard. Publicou: Literatura e Matemática: Jorge Luis Borges, Georges Perec e o Oulipo, vencedor do Prêmio Capes pela melhor tese do Brasil e finalista do Prêmio APCA; Antiterapias, vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura 2013; Brochadas: Confissões Sexuais de um Jovem Escritor (ROCCO, 2015); e Meshugá: um Romance Sobre a Loucura (José Olympio, 2016), vencedor do Prêmio Manaus de Literatura 2016. Foi escritor residente na Ledig House em Nova York. 

Sempre Um Papo com Jacques Fux
Dia 10 de abril, terça-feira, às 19h30
Local: Auditório da Cemig - Rua Alvarenga Peixoto, 1200, Santo Agostinho - BH
Entrada Gratuita
Informações: 31 32611501/ www.sempreumpapo.com.br 

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Pedro Muriel é o convidado do Sempre Um Papo

Debate e lançamento da obra de Pedro acontece em Fevereiro
Foto: Roberta Muriel
O escritor Pedro Muriel é o convidado do Sempre Um Papo para o debate e o lançamento do livro “Proesia”. A obra fala de solidão, mas também fala de encontros. Fala de oceanos, naufrágios e de navegadores que rodam por meses em busca de um abraço em terra firme. Fala da luz dos olhos e da luz da lua. Fala das estrelas do mar e das estrelas bailarinas que cortam o céu. 

Também fala dos sonhos de padaria e dos sonhos que só poderiam sair do peito dos mortais usando chinelo de dedo. Para o autor,  “talvez, escrever seja deixar sempre a porta aberta, estar sempre esperando alguma surpresa maravilhosa; uma nova palavra para enfeitar a vida, um novo amor para beijar o canto das orelhas”.

Pedro Muriel nasceu em Belo Horizonte, em 1987. Mineiro, escritor, palestrante e bacharel em Relações Internacionais pela PUC Minas. Participou do Fliaraxá 2017 e tem dado palestras sobre autonomia e acessibilidade pelo Brasil. Acredita na poesia, no sonho e nas gentilezas cotidianas.

Sempre Um Papo com Pedro Muriel 
Dia 27 de fevereiro, terça-feira, às 19h30
Local: auditório da Cemig - Rua Alvarenga Peixoto, 1200, Santo Agostinho, Belo Horizonte - MG. 
Entrada gratuita
Informações: (31) 3261-1501 - www.sempreumpapo.com.br 

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Sempre um Papo Recebe Regina Navarro Lins na Capital Mineira

Autora conversa com o público e assina sua obra em BH
Foto: Planeta/ Divulgação
O Sempre Um Papo recebe a psicanalista Regina Navarro Lins, para o debate e o lançamento do livro "Novas formas de amar – nada vai ser como era antes: grandes transformações nos relacionamentos amorosos" (Planeta). 

Todo mundo quer amar alguém – ou alguéns. Ama-se o amor, canta-se o amor, vive-se em busca do amor. Mas amar exige muito aprendizado e este é o maior desafio dos casais. 

Nos tempos atuais, os desafios são ainda maiores porque surgiram novas formas de amar – e é sobre isso que a autora, que também é consultora e participante do programa Amor&Sexo, da TV Globo, e colunista semanal do programa Em Pauta, da Globonews. discorre na obra. O evento será no dia 28 de novembro, terça-feira, às 19h30, no auditório da Cemig, com entrada gratuita. 

Depois da revolução sexual, do divórcio, da pílula, do movimento LGBT  e de tantas outras mudanças de costume, amar virou um verbo plural. A ideia de que todo mundo tem uma alma gêmea, que um dia irá encontrar a pessoa certa era a base do amor romântico.  Mas este tipo de amor vem sendo substituído pelo desejo. E o desejo é capaz de produzir um sem-número de formas de amar e de fazer sexo.
Com o fim da exclusividade, ama-se a dois, a três; ama-se aos 20, aos 60 e aos 80 anos; ama-se pessoas de outro sexo ou do mesmo sexo. A monogamia, o sentimento de posse deu lugar à liberdade para experimentar o novo. Mesmo em sociedades mais conservadoras, o “padrão de comportamento aceito” vem cedendo espaço para o diferente. Surgiram o poliamor, as relações livres, o transexual. 

Na era da internet, busca-se o amor através do celular. As festas, os bares, mesmo os encontros armados por amigos perderam espaço para os aplicativos. O Tinder, o happn, o wechat e muitos outros ajudam as pessoas a se encontrarem baseados nos seus interesses, perfil etc. Mas será que está ficando cada vez mais fácil amar? Com a experiência de quem atende em consultório há 45 anos, Regina tem muito sobre o que falar. Ela discute nesse livro todas essas novas  formas de amar. Relata inúmeros casos reais, faz reflexões importantes e até apresenta o que há de mais novo nessa procura pelo prazer.
 
Regina Navarro Lins nasceu e vive no Rio de Janeiro. Psicanalista, trabalha em seu consultório particular em terapia individual e de casais. Ex-professora de psicologia do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio, foi colunista de diversos jornais e apresentou programas de rádio. Tem um blog no portal Uol. Realiza palestras sobre relacionamento amoroso em várias cidades do país. É consultora e participante do programa Amor&Sexo, da TV Globo, e colunista semanal do programa Em Pauta, da Globonews. É autora de doze livros, entre eles o best seller A Cama na Varanda e O Livro do Amor

Valor do livro “Novas formas de amar”: R$44,90 - 272 páginas

Sempre Um Papo com Regina Navarro Lins
Dia 28 de novembro, terça-feira, às 19h30, no auditório da Cemig - Rua Alvarenga Peixoto, 1200, Santo Agostinho, BH. Informações: 31 32611501

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Sempre Um Papo Recebe Fernando Molica na Capital Mineira


Jornalista debate com a plateia e assina
sua obra - Foto: Divulgação
O Sempre Um Papo recebe o jornalista e escritor Fernando Molica para o debate o lançamento do livro “Uma Selfie com Lenin” (Record). O romance pode ser lido como um carta de despedida, de amor ou de desculpas. Mas é preciso ir até o final para que se descubra por que o protagonista escreve para a ex-namorada. Molica conta a trajetória conflitante de um jornalista que vê seus ideais de juventude serem corroídos pelo galopante avanço de uma estrutura política baseada na corrupção. 

Diante da ruína de suas convicções, o personagem narra com humor, e certa dose de melancolia, a história de sua vida profissional e dos rumos que trilhou. O livro faz, assim, um balanço das experiências compartilhadas pelo casal, que se misturam à história política recente do nosso país, marcada por escândalos de corrupção e pelas grandes manifestações que, nos meses anteriores à Copa do Mundo de 2014, levaram milhões de pessoas às ruas. O evento será no dia 19 de setembro, terça-feira, às 19h30, no auditório da Cemig, com entrada gratuita.

“Uma Selfie com Lenin”

Sozinho em pleno voo, enquanto viaja entre dois continentes, um jornalista carioca se ocupa de escrever uma carta. A destinatária é Eloísa, ex-namorada e ex-chefe, poderosa assessora política. Enquanto desbrava a personalidade e a trajetória da mulher, o protagonista de “Uma Selfie com Lenin” passa em revista a própria jornada, desde que era um repórter mal remunerado até se converter em redator a serviço de políticos de caráter duvidoso. 

Na missiva, há espaço ainda para ecos de notícias do Brasil, como as manifestações de 2013 e 2014 e o desencanto com o projeto de esquerda para o país. Com um viés ao mesmo tempo melancólico e irônico, Fernando Molica desvela conflitos éticos e dilemas que marcam a rotina contemporânea, elaborando uma crítica perturbadora de nossa sociedade — da política ao amor. Redige uma trama ágil e original, que tem como ponto de partida a história de um romance turbulento e de uma decisão inusitada: desaparecer. Com isso, também apresenta um saboroso tratado sobre poder e injustiça, memória e esquecimento, desejo e perplexidade.

Fernando Molica é autor dos romances “Notícias do Mirandão”, “O Ponto da Partida” e “O Inventário de Julio Reis”, “Bandeira Negra, Amor” e o infanto-juvenil “O Misterioso Craque da Vila Belmira”. Tem livros publicados na Alemanha. Lançou também o livro-reportagem “O Homem que Morreu Três Vezes”, que recebeu menção honrosa do Prêmio Vladimir Herzog. Jornalista, assina uma coluna diária no jornal O Dia.

Sempre Um Papo com Fernando Molica 
Dia 19 de setembro, terça-feira, às 19h30, com entrada gratuita
Local: Auditorio da Cemig - Rua Alvarenga Peixoto, 1200, Santo Agostinho - BH/MG
Informações: www.sempreumpapo.com.br / 31 32611501 

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Sempre Um Papo Recebe Raphael Montes em BH


Autor conversa com a plateia e assina sua obra na capital
mineira - Foto: Infinito Fotografia
O Sempre Um Papo recebe o escritor Raphael Montes para o debate e o lançamento do livro "Jantar Secreto" (Cia das Letras). No romance, deste que é a maior revelação da literatura de suspense no Brasil, um grupo de amigos organiza jantares misteriosos. 
São jovens que deixam uma pequena cidade no Paraná para viver no Rio de Janeiro. Eles alugam um apartamento em Copacabana e fazem o possível para pagar a faculdade e manter vivos seus sonhos de sucesso na capital fluminense. Mas o dinheiro está curto e o aluguel está vencido. Para sair do buraco e manter o apartamento, os amigos adotam uma estratégia heterodoxa: arrecadar fundos por meio de jantares secretos, divulgados pela internet para uma clientela exclusiva da elite carioca .
A partir daí, eles se envolvem em uma espiral de crimes, descobrem uma rede de contrabando de corpos, matadouros clandestinos e grã-finos excêntricos, e levam ao limite uma índole perversa que jamais imaginaram existir em cada um deles.
O evento será no dia 12 de setembro, terça-feira, às 19h30, no auditório da Cemig, com entrada gratuita.
Raphael Montes nasceu em 1990, no Rio de Janeiro. Além de “Suicidas”, escreveu os romances “Dias Perfeitos” e “O Vilarejo”, todos sucesso de público e de crítica. “Dias Perfeitos” foi traduzido para diversos países e escolhido como Livro do Mês na Amazon norte-americana. Atualmente, Raphael assina uma coluna semanal em O Globo e escreve roteiros para cinema e TV.
Serviço: Sempre Um Papo com Raphael Montes 
Dia 12 de setembro -  terça-feira, às 19h30, com entrada gratuita
Local: Auditório da Cemig - Rua Alvarenga Peixoto, 1200, Santo Agostinho - BH/MG
Informações: www.sempreumpapo.com.br / 31 32611501 

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Sempre Um Papo Recebe Heloisa Seixas e Ruy Castro

Escritores autografam suas obras em BH - Foto: Divulgação
O Sempre Um Papo recebe o casal de escritores Heloisa Seixas e Ruy Castro para o debate  e lançamento de seus livros editados pela Cia das Letras, “Agora e na Hora”, de Heloisa, que narra a história de um escritor fracassado que decide fazer um livro de contos sobre a morte e, em seguida, se matar. Uma obra que constrói um poderoso embate de vida e morte entre um escritor e seu personagem. Já Ruy relança “A Onda Que Se Ergueu No Mar - Novos Mergulhos Na Bossa Nova” e também vem ao Sempre Um Papo para comemorar seus 50 anos de trabalho na imprensa.  

Nesse período, Ruy passou por todos os grandes órgãos da imprensa brasileira e, nos últimos 30 anos, tem se dedicado também aos livros. Como escritor, seu principal assunto é o Brasil do século XX, com as biografias de Nelson Rodrigues, Garrincha e Carmen Miranda, além da história da bossa nova e do samba-canção. Atualmente, é cronista d “Folha de S.Paulo”. O evento será no dia 28 de agosto, às 19h30, no auditório da Cemig, com entrada gratuita. 

Heloisa Seixas

Em “Agora e na Hora”, Heloisa Seixas constrói um poderoso embate de vida e morte entre um escritor e seu personagem. Um trabalho original que é, sobretudo, uma celebração da literatura e do ofício de escritor. 

Seria essa sua vingança contra aqueles que sempre o ignoraram: fazer da própria morte o ponto final do livro, tombando sem vida sobre os originais. Para ele, um desfecho insuperável, inédito na literatura. Seus planos, porém, caem por terra ao descobrir que tem um tumor e que seus dias estão contados. Não poderá mais ser o senhor da própria morte. Correndo contra o tempo, o autor, ao longo de uma madrugada, revê sua trajetória, misturando-a com seus contos terminais, na certeza de que, antes de o sol nascer, usará um revólver para se matar. No entanto, algo inesperado acontece, e ele perde o controle do livro — e da própria vida.

Heloisa Seixas nasceu em 1952 no Rio de Janeiro, onde vive até hoje. Formada em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense, trabalhou muitos anos na imprensa carioca e escreveu crônicas, contos, romances, obras infantojuvenis e peças de teatro. Foi quatro vezes finalista do prêmio Jabuti, com os livros Pente de Vênus, A porta, Pérolas absolutas e Oitavo selo — Quase romance, este último também finalista do Prêmio São Paulo de Literatura e semifinalista do Prêmio Oceanos.
Ruy Castro

As andanças de Tom Jobim pelo mundo; o longo verão de Brigitte Bardot em Búzios; a trágica história de Orlando Silva; as vidas paralelas de Dick Farney e Lucio Alves; céus e mares de Johnny Alf e João Donato; samba e swing no Beco das Garrafas; com Nara Leão em Copacabana; ao redor do pijama de João Gilberto - em A onda que se ergueu no mar, Ruy Castro conta novas histórias da música que voltou para conquistar uma nova geração. Hoje ela talvez seja mais ouvida do que em 1961, em salas de concerto, teatros, boates, bares, clubes, escolas, estádios, sem esquecer os elevadores e as salas de espera, os comerciais e as trilhas de filmes e novelas. Em discos também: nunca se ouviu tanta Bossa Nova em São Paulo, Nova York, Paris, Sydney, Tóquio. E quem se dispuser a entrar em todos os sites brasileiros e internacionais dedicados à Bossa Nova, arrisca-se a morrer de velhice antes de sequer arranhar a superfície.

Com Chega de saudade, de 1990, Ruy Castro foi um dos responsáveis por essa volta. Mas ali a história se encerrava por volta de 1970, quando a Bossa Nova foi dada como morta. Ruy mergulhou de novo no assunto - mas agora para falar da volta de uma música que, como as ondas, só esperava o momento de dar de novo à praia.

RUY CASTRO nasceu em 27 de fevereiro de 1948, em Caratinga, Minas Gerais. Jornalista, conhecido principalmente como biógrafo, reconstituiu histórias de personagens e ídolos brasileiros como Garrincha, Carmen Miranda e o escritor Nelson Rodrigues. Como biógrafo também contou em livros a história da Bossa Nova e do Bairro de Ipanema, do Rio de Janeiro. Como tradutor, transpôs clássicos da literatura estrangeira como Frankstein, de Mary Shelley e Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll. Como jornalista, Ruy Castro teve passagens pelos principais veículos de comunicação do país: O Pasquim, Jornal do Brasil, Folha de São Paulo, Veja São Paulo, Isto É, Playboy, Status e Manchete. Entre as suas principais obras estão: Estrela Solitária – Um Brasileiro Chamado Garrincha – 1995 (prêmio Jabuti em 1996), Saudades do Século XX – 1994, O Anjo Pornográfico: A Vida de Nelson Rodrigues – 1992, entre outros. 

Sempre Um Papo com Heloisa Seixas e Ruy Castro
Dia 28 de agosto, segunda-feira, às 19h30, no auditório da Cemig - Rua Alvarenga Peixoto 1200, Santo Agostinho - BH

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Sempre Um Papo Recebe Marcia Tiburi em BH

Autora conversa com o público e autografa livros
Foto: Daniel Bianchini
O Sempre Um Papo recebe a filósofa e escritora, Marcia Tiburi para o debate e o lançamento do livro de ensaios “Ridículo Político - Uma Investigação Sobre o Risível, a Manipulação da Imagem e o Esteticamente Correto” (Record), obra que faz uma reflexão sobre a manipulação da imagem em tempos de esvaziamento da política. 

O evento será no dia 17 de agosto, quinta-feira, às 19h30, no auditório da Cemig, com entrada gratuita.

Depois do sucesso de “Como conversar com um fascista”, já na décima edição e com 35 mil exemplares vendidos, Marcia Tiburi se lança em mais uma investigação em total consonância com o tempo presente. Como se deixasse o leitor defronte ao espelho de sua época, e lhe mostrasse pela primeira vez aquilo que ele sempre viu, Tiburi descortina detalhes do cenário onde reside hoje todo o nosso mal-estar estético e ético. Os ensaios de “Ridículo político” mostram, acima de tudo, como deveria ser tratada com mais seriedade a relação entre política e estética.

TRECHO: 

“O termo ridículo é usado tanto para falar de algo insignificante, daquilo que não faria diferença, quanto para dar sinal de uma cena escandalosa. Neste livro, quer-se compreender seu potencial intimamente ligado, em nosso tempo, ao que podemos denominar o momento publicitário da política, que muito tem contribuído para a aniquilação de sua própria ideia como algo positivo. O problema é que política não é algo que se destrói, mas algo que se transforma, e, nesse caso, podemos dizer que o ridículo político é a sua deturpação. O que vem a ser política na era da racionalidade publicitária é a nossa questão. O ridículo político é um efeito da deturpação da política na era do espetáculo; é a deturpação do direito a aparecer, bem como do direito à expressão, do direito de representar e de ser representado. Ridículo político seria, portanto, a forma visível da crise do político enquanto o poder o utiliza justamente para acobertar essa crise.”

Marcia Tiburi estudou artes e filosofia. É autora de ensaios filosóficos, entre eles Filosofia em comumFilosofia prática e Como conversar com um fascista, além dos romances MagnóliaEra meu esse rosto e Uma fuga perfeita é sem volta, todos publicados pelo Grupo Editorial Record. 

Sempre Um Papo com Marcia Tiburi
Dia 17 de agosto -  quinta-feira, às 19h30, com entrada gratuita
Local: Auditório da Cemig - Rua Alvarenga Peixoto, 1200, Santo Agostinho - BH/MG
Informações: www.sempreumpapo.com.br / 31 32611501