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quarta-feira, 26 de novembro de 2025

“Parabelo” e “Gira” na Temporada Popular do Grupo Corpo em Belo Horizonte

Foto: José Luiz Pederneiras
De 3 a 7 de dezembro, o Grupo Corpo realiza sua tradicional temporada popular em Belo Horizonte, no Cine Theatro Brasil, apresentando dois marcos de seu repertório: Parabelo e Gira.

Celebrando 50 anos de trajetória, a companhia retorna à cidade com duas criações que revelam, em diferentes registros, a força e a amplitude de sua linguagem coreográfica. Em Parabelo (1997), Rodrigo Pederneiras dá forma a um Brasil de cores, ritmos e devoções; em Gira (2017), mergulha no universo simbólico das religiões afro-brasileiras. O resultado é um programa que espelha a identidade do Corpo: contemporâneo, popular e profundamente enraizado na cultura do país.

O espetáculo abre com Parabelo, balé que Rodrigo Pederneiras define como a mais brasileira e regional de suas obras. Inspirado na trilha luminosa de Tom Zé e José Miguel Wisnik, a coreografia de 42 minutos combina musicalidade, ritmo e invenção. De cantos de trabalho e devoção, de memórias sertanejas e gestos populares, surge uma dança vibrante, marcada pela precisão dos pés e pela espontaneidade do corpo. A cenografia de Fernando Velloso e Paulo Pederneiras evoca os ex-votos das igrejas interioranas, enquanto os figurinos de Freusa Zechmeister revelam, com luz e cor, a exuberância do sertão.

Após um intervalo de 20 minutos, o palco se transforma para Gira, criação inspirada nos ritos da umbanda e na figura de Exu, o mais humano dos orixás. Com música original do trio paulistano Metá Metá, o espetáculo de 40 minutos é uma celebração da energia e da espiritualidade que atravessam a cultura afro-brasileira. Rodrigo Pederneiras recria, a partir da pesquisa de campo e da experiência em rituais, um vocabulário de gestos que une tradição e contemporaneidade. O cenário concebido por Paulo Pederneiras envolve os bailarinos em um espaço quase etéreo, enquanto Freusa Zechmeister adota figurinos de corte primitivo, unindo todos os corpos.

PARABELO

[Estreia: 1997]

Coreografia: Rodrigo Pederneiras

Música: Tom Zé e Zé Miguel wisnik

Cenografia: Fernando Velloso e Paulo Pederneiras

Figurino: Freusa Zechmeister

Iluminação: Paulo Pederneiras

[Duração: 42 minutos]

GIRA

[Estreia: 2017]

Coreografia: Rodrigo Pederneiras

Música: Metá Metá

Cenografia: Paulo Pederneiras

Figurino: Freusa Zechmeister

Iluminação: Paulo Pederneiras e Gabriel Pederneiras

[Duração: 40 minutos]

O Grupo Corpo conta com o apoio de parceiros que investem de forma consistente na cultura brasileira.O projeto de circulação comemorativa do Grupo Corpo integra o Programa Petrobras Cultural, por meio de seleção pública que direcionou 250 milhões de reais à cultura brasileira, em projetos de todos os estados do país.

A Cemig acredita que o desenvolvimento de Minas Gerais vai muito além da geração e distribuição de energia.

Por este motivo, atua como a maior incentivadora de cultura do estado de Minas Gerais, investindo em iniciativas que promovem cidadania, inclusão social e qualidade de vida para a população mineira.

O Instituto Unimed-BH investe de forma contínua em projetos culturais que ampliam o acesso à arte evalorizam a produção local.

GRUPO CORPO

LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA

Apresentação: CEMIG e PETROBRAS

Patrocínio: INSTITUTO UNIMED-BH

Realização: INSTITUTO CULTURAL CORPO, MINISTÉRIO DA CULTURA e GOVERNO FEDERAL

PARABELO E GIRA

Cine Theatro Brasil

Av. Amazonas, 315, Belo Horizonte

3 a 7 de dezembro

[quarta a sábado, 20h • domingo, 18h]

Ingressos: R$ 39,80 [inteira]; R$19,90 [meia]


Vendas: Eventim e bilheteria Cine Theatro Brasil

Classificação indicativa: 14 anos

Duração: 1h42 (com intervalo de 20 minutos)

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

domingo, 24 de agosto de 2025

Grupo Corpo estreia balé no Palácio das Artes

 

Foto: José Luiz Pederneiras 

O Grupo Corpo, a companhia mineira que completa 50 anos de atividades em 2025, estreia o novo balé em Belo Horizonte (27 a 31/8) e, em setembro, estará em Florianópolis (9 e 10/9), Porto Alegre (13 e 14/9) e no Rio de Janeiro (18 a 21/9). A turnê ainda se estende a Fortaleza, Mossoró, Natal, Recife e João Pessoa.

O programa da noite ainda traz Parabelo (1997), com música de Tom Zé e Zé Miguel Wisnik 

O peixe sobe a correnteza do rio, numa dura jornada, para chegar ao local da desova. Contra a força da corrente, contra os obstáculos, vence a urgência de criar e recomeçar o ciclo da vida. No ano de seu cinquentenário, o Grupo Corpo escolheu o fenômeno da piracema como símbolo de sua trajetória – uma viagem movida pelo irresistível desejo de criar, recriar e resistir, em sua brasilidade profunda e incontestável que deságua na linguagem universal da grande arte.

O balé que fez sua estreia em São Paulo dia 13 de agosto sinaliza continuidade e renovação, resiliência e ousadia do mais importante grupo de dança contemporânea do país. Com trilha inédita composta por Clarice Assad, Piracema inaugura a parceria coreográfica de Rodrigo Pederneiras com Cassi Abranches, que passa a ser também coreógrafa residente. 

Completando o programa, o Corpo traz de volta Parabelo, de 1997, a peça de inspiração sertaneja com música de Tom Zé e Zé Miguel Wisnik. O Grupo Corpo é apresentado pela Cemig e pela Petrobras e conta com o patrocínio do Instituto Cultural Vale, da Vivo e do Itaú Unibanco, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

A retrospectiva destes 50 anos também será feita em forma de documentário (direção de Janaína Patrocínio) e livro (elaborado pelo Estúdio Campo e publicado pela editora BEI, que vai reunir as extraordinárias fotos de José Luiz Pederneiras produzidas ao longo de décadas para os espetáculos da companhia). A agência Africa Creative também se integrou às celebrações do cinquentenário.

CRIAÇÃO DIVIDIDA E MULTIPLICADA

Uma inovação radical no método de trabalho dos dois criadores – Rodrigo e Cassi – neste PIRACEMA. Um desafio e tanto, a partir da proposta do diretor artístico Paulo Pederneiras. Com a companhia dividida em dois grupos de 11 bailarinos, cada um dos coreógrafos criou e ensaiou independentemente todo o balé, para depois reunir e combinar as duas versões. “Nossas duas visões se completam. Foi uma experiência riquíssima”, é o que Rodrigo Pederneiras considera sobre o processo de criação. “Cassi é nossa cria, domina a linguagem e, ao mesmo tempo, traz novos elementos, sua bagagem internacional, os dez anos em que evoluiu em outros cenários”. Limites rígidos foram estabelecidos. “Não podíamos nem circular na área em que o outro grupo estava ensaiando”, revela Cassi Abranches. “Deu um frio na barriga, mas topamos a proposta do Paulo e a dança cumpriu seu papel integrador”.

E foi exatamente dois meses antes da estreia, em 13 de junho, que os dois grupos finalmente assistiram o trabalho um do outro e os coreógrafos passaram a reunir as concepções. “Nesse momento, foi uma emoção, choro, alegria”, lembra Paulo Pederneiras. A obra combinada resulta inteira, desafiadora, “uma terceira via”, define Rodrigo. “Nossas visões têm características próprias, claro – sou mais intimista na movimentação, Cassi é mais explosiva e aberta”.

NA MÚSICA, UTOPIAS E DISTOPIAS 

O balé Piracema traduz a música de Clarice Assad que, dividida em três grandes movimentos, traça um arco que se inicia no tribal, no ambiente natural intocado, passa pela polifonia sinfônica do clássico e termina no eletrônico, urbano, contemporâneo. 

Primeira mulher a compor uma trilha para a companhia, Assad encarou, em suas palavras, “uma maratona”. “Foi minha primeira trilha, e logo com o gigantesco Grupo Corpo, de quem sou absolutamente fã”, conta a compositora direto de Chicago, onde mora. “Honrada e lisonjeada. Encaramos juntos um processo maravilhoso, que me ensinou muito”. 

Ela trabalhou com o percussionista Keita Ogawa, a orquestra de cordas New Century Chamber, de São Francisco, e com participações especiais como a de seu pai, o grande violonista e compositor Sérgio Assad. “Usei bastante minha voz em harmonias vocais e até lancei mão, na terceira parte, de ruídos e sons criados por inteligência artificial. No final das contas, foi um quebra-cabeças que o Corpo e eu montamos lado a lado, criando um panorama de evolução, mudança e revolução do mundo. E ainda não sabemos se caminhamos para uma utopia ou uma distopia. Mas o poder regenerativo da arte é real”.

ESCAMAS

O diretor artístico Paulo Pederneiras foi buscar, para a cenografia, um material inusitado – e que se alinha à ideia dos cardumes da piracema.  Recobriu o fundo (de 16m x 7m) e as pernas (laterais do cenário) com nada menos que 82 mil tampas de latas de sardinha. “Montamos numa rede as tampas metálicas e a imagem de escamas se projeta”. Paulo assina também a iluminação ao lado de Gabriel Pederneiras, diretor técnico do grupo.

A criação dos figurinos ficou a cargo da dupla de designers Alva, os irmãos Susana Bastos, artista e estilista, e Marcelo Alvarenga, arquiteto. É a primeira vez que os dois criam para a dança. “De acordo com a atmosfera da música e o desenvolvimento do balé, trabalhamos com os conceitos de natureza e tecnologia, ora em conflito, ora em harmonia”, explica Marcelo, que trabalhou como arquiteto com Freusa Zechmeister, falecida em 2024 - ela assinou os figurinos do grupo de 1981 a 2022. “Partimos da pesquisa sensorial e emocional e do léxico construído por Paulo e Freusa ao longo de tantos anos, que sempre acompanhamos”, completa Susana. 

Partindo de uma cartela de cores terrosas, com detalhes em prata e em cores fortes, a dupla usa malhas justas como base, com detalhes sutis nos cortes e um leve enchimento nos quadris e nos ombros, tornando mais indistintas as figuras masculinas e femininas. “Vamos avançando nas transições do balé com uso de cores frias e de tecidos leves e transparentes como o tule e o crepe georgette, com acréscimos eventuais como uma meia diferente para fazer contrapontos fugazes”, continua Susana. 

PARABELO

Sertanejo e contemporâneo, como a trilha composta por Tom Zé e José Miguel Wisnik, o balé Parabelo, de 1997, leva do coreógrafo Rodrigo Pederneiras a definição de “a mais brasileira e regional” de suas criações.Dos cantos de trabalho e devoção, o baião cadenciado e contrapontos rítmicos emerge uma escritura coreográfica de grande força expressiva, repleta de jogo de cintura e marcação de pé.

O cenário de Fernando Velloso e Paulo Pederneiras exibe ex-votos de igrejas interioranas em dois painéis, de 15m X 8m, que dão sustentação cenográfica ao espetáculo. Os figurinos de Freusa Zechmeister têm, na primeira parte, a intensidade das cores velada por um tule negro, à exceção das sapatilhas. Na explosiva reta final do balé, as malhas coloridas se libertam do véu. 

50 ANOS DE EXCELÊNCIA, EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO, PARTICIPAÇÃO

Fundado em 1975, ocupando num primeiro momento a casa onde os irmãos Pederneiras – Paulo, Zé Luiz, Miriam, Rodrigo, Pedro e Marisa – foram criados, o Grupo Corpo chega aos 50 anos de atividades como o mais importante grupo de dança contemporânea do país. “Éramos presunçosos. Quando nossos pais cederam a casa em que morávamos, em Belo Horizonte, para que se tornasse a sede da companhia, achávamos que ia dar certo”, graceja Paulo Pederneiras, diretor artístico.

O Corpo, em sua constante produção no nível da excelência, ampliou e consolidou o público de dança no Brasil. É o resultado da originalidade e da poesia do vocabulário coreográfico construído por Rodrigo Pederneiras, com um elenco impecável, e da extrema qualidade, cuidado e ousadia da direção de arte – cenografia, figurinos, iluminação. Sua brasilidade profunda e incontestável deságua na linguagem universal da grande arte.

Nas cinco décadas da companhia., alinham-se 43 obras criadas e montadas, com apresentações em 261 cidades de 41 países, além do Brasil.  Ao longo da sua trajetória, encomendaram música original a duas dezenas de compositores, e dançaram obras do popular e do clássico. E não há dúvidas de que o Grupo Corpo mudou o panorama da dança no Brasil e tornou-se um embaixador cultural do país nos quatro cantos do planeta, da Tailândia aos EUA, da Rússia ao Canadá.

Indubitável patrimônio cultural do Brasil, o Grupo Corpo sempre trabalhou pela formação de jovens e de público através de seu Corpo Cidadão, organização sem fins lucrativos que funciona desde o ano 2000, e da Corpo Escola de Dança, criada também há 50 anos. Em outro viés de formação e participação, dois programas estão ativos. Há 10 anos, funciona um bem-sucedido programa de doação incentivada para pessoas físicas (Amigos do Corpo, que oferece abatimento no imposto de renda) e inaugurou, em 2022, os Patronos do Corpo, que reúne figuras de destaque na vida nacional, com doações diretas e mais robustas. São formas de aproximação do público e maneiras de mobilizar a sociedade, trazendo um aporte financeiro importante. 

TODAS AS OBRAS DO GRUPO CORPO: » Companhia

PARABELO [1997]

Duração: 42 min

coreografia: Rodrigo Pederneiras

música: Tom Zé e Zé Miguel Wisnik

cenografia: Fernando Velloso e Paulo Pederneiras

figurino: Freusa Zechmeister • iluminação: Paulo Pederneiras

PIRACEMA [estreia]

Duração: 37 min

coreografia: Rodrigo Pederneiras e Cassi Abranches

música: Clarice Assad

cenografia:  Paulo Pederneiras

figurino: Marcelo Alvarenga e Susana Bastos (Alva Design)

iluminação: Paulo Pederneiras e Gabriel Pederneiras 

Belo Horizonte

27 a 31 de agosto [qua a sáb, 20h • dom, 18h]

Palácio das Artes • Av. Afonso Pena, 1537 tel: (31) 3236-7400

Ingressos: Eventim –

R$ 39,80 a R$ 280,00

classificação indicativa: livre

Em setembro: Florianópolis (Teatro Ademir Rosa, dias 9 e 10), Porto Alegre (Teatro do Sesi, dias 13 e 14) e Rio de Janeiro (de 18 a 21, Theatro Municipal)

Em outubro: Fortaleza, Mossoró, Natal, Recife e João Pessoa

LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA

apresentado por: CEMIG E PETROBRAS

patrocínio: INSTITITO CULTURAL VALE, VIVO, ITAÚ UNIBANCO

realização: INSTITUTO CULTURAL CORPO, MINISTÉRIO DA CULTURA e GOVERNO FEDERAL

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

terça-feira, 12 de agosto de 2025

Grupo Corpo celebra cinco décadas com balé inédito

Foto: José Luiz Pederneiras 

O Grupo Corpo, a companhia mineira, que completa 50 anos de atividades em 2025, estreia o novo balé, Piracema, em São Paulo, dia 13 de agosto, com temporada até dia 24; segue para Belo Horizonte (27 a 31/8) e, em setembro, estará em Florianópolis (9 e 10/9), Porto Alegre (13 e 14/9) e no Rio de Janeiro (18 a 21/9). A turnê ainda se estende a Fortaleza, Mossoró, Natal, Recife e João Pessoa.

O programa da noite ainda traz Parabelo (1997), com música de Tom Zé e Zé Miguel Wisnik 

O peixe sobe a correnteza do rio, numa dura jornada, para chegar ao local da desova. Contra a força da corrente, contra os obstáculos, vence a urgência de criar e recomeçar o ciclo da vida. No ano de seu cinquentenário, o Grupo Corpo escolheu o fenômeno da piracema como símbolo de sua trajetória – uma viagem movida pelo irresistível desejo de criar, recriar e resistir, em sua brasilidade profunda e incontestável que deságua na linguagem universal da grande arte.

O balé que faz sua estreia em São Paulo dia 13 de agosto sinaliza continuidade e renovação, resiliência e ousadia do mais importante grupo de dança contemporânea do país. Com trilha inédita composta por Clarice Assad, Piracema inaugura a parceria coreográfica de Rodrigo Pederneiras com Cassi Abranches, que passa a ser também coreógrafa residente. 

Completando o programa, o Corpo traz de volta Parabelo, de 1997, a peça de inspiração sertaneja com música de Tom Zé e Zé Miguel Wisnik. O Grupo Corpo é apresentado pela Cemig e pela Petrobras e conta com o patrocínio do Instituto Cultural Vale, da Vivo e do Itaú Unibanco, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

A retrospectiva destes 50 anos também será feita em forma de documentário (direção de Janaína Patrocínio) e livro (elaborado pelo Estúdio Campo e publicado pela editora BEI, que vai reunir as extraordinárias fotos de José Luiz Pederneiras produzidas ao longo de décadas para os espetáculos da companhia). A agência Africa Creative também se integrou às celebrações do cinquentenário.

CRIAÇÃO DIVIDIDA E MULTIPLICADA

Uma inovação radical no método de trabalho dos dois criadores – Rodrigo e Cassi – neste PIRACEMA. Um desafio e tanto, a partir da proposta do diretor artístico Paulo Pederneiras. Com a companhia dividida em dois grupos de 11 bailarinos, cada um dos coreógrafos criou e ensaiou independentemente todo o balé, para depois reunir e combinar as duas versões. “Nossas duas visões se completam. Foi uma experiência riquíssima”, é o que Rodrigo Pederneiras considera sobre o processo de criação. “Cassi é nossa cria, domina a linguagem e, ao mesmo tempo, traz novos elementos, sua bagagem internacional, os dez anos em que evoluiu em outros cenários”. Limites rígidos foram estabelecidos. “Não podíamos nem circular na área em que o outro grupo estava ensaiando”, revela Cassi Abranches. “Deu um frio na barriga, mas topamos a proposta do Paulo e a dança cumpriu seu papel integrador”.

E foi exatamente dois meses antes da estreia, em 13 de junho, que os dois grupos finalmente assistiram o trabalho um do outro e os coreógrafos passaram a reunir as concepções. “Nesse momento, foi uma emoção, choro, alegria”, lembra Paulo Pederneiras. A obra combinada resulta inteira, desafiadora, “uma terceira via”, define Rodrigo. “Nossas visões têm características próprias, claro – sou mais intimista na movimentação, Cassi é mais explosiva e aberta”.

NA MÚSICA, UTOPIAS E DISTOPIAS 

O balé Piracema traduz a música de Clarice Assad que, dividida em três grandes movimentos, traça um arco que se inicia no tribal, no ambiente natural intocado, passa pela polifonia sinfônica do clássico e termina no eletrônico, urbano, contemporâneo. 

Primeira mulher a compor uma trilha para a companhia, Assad encarou, em suas palavras, “uma maratona”. “Foi minha primeira trilha, e logo com o gigantesco Grupo Corpo, de quem sou absolutamente fã”, conta a compositora direto de Chicago, onde mora. “Honrada e lisonjeada. Encaramos juntos um processo maravilhoso, que me ensinou muito”. 

Ela trabalhou com o percussionista Keita Ogawa, a orquestra de cordas New Century Chamber, de São Francisco, e com participações especiais como a de seu pai, o grande violonista e compositor Sérgio Assad. “Usei bastante minha voz em harmonias vocais e até lancei mão, na terceira parte, de ruídos e sons criados por inteligência artificial. No final das contas, foi um quebra-cabeças que o Corpo e eu montamos lado a lado, criando um panorama de evolução, mudança e revolução do mundo. E ainda não sabemos se caminhamos para uma utopia ou uma distopia. Mas o poder regenerativo da arte é real”.

ESCAMAS

O diretor artístico Paulo Pederneiras foi buscar, para a cenografia, um material inusitado – e que se alinha à ideia dos cardumes da piracema.  Recobriu o fundo (de 16m x 7m) e as pernas (laterais do cenário) com nada menos que 82 mil tampas de latas de sardinha. “Montamos numa rede as tampas metálicas e a imagem de escamas se projeta”. Paulo assina também a iluminação ao lado de Gabriel Pederneiras, diretor técnico do grupo.

A criação dos figurinos ficou a cargo da dupla de designers Alva, os irmãos Susana Bastos, artista e estilista, e Marcelo Alvarenga, arquiteto. É a primeira vez que os dois criam para a dança. “De acordo com a atmosfera da música e o desenvolvimento do balé, trabalhamos com os conceitos de natureza e tecnologia, ora em conflito, ora em harmonia”, explica Marcelo, que trabalhou como arquiteto com Freusa Zechmeister, falecida em 2024 - ela assinou os figurinos do grupo de 1981 a 2022. “Partimos da pesquisa sensorial e emocional e do léxico construído por Paulo e Freusa ao longo de tantos anos, que sempre acompanhamos”, completa Susana. 

Partindo de uma cartela de cores terrosas, com detalhes em prata e em cores fortes, a dupla usa malhas justas como base, com detalhes sutis nos cortes e um leve enchimento nos quadris e nos ombros, tornando mais indistintas as figuras masculinas e femininas. “Vamos avançando nas transições do balé com uso de cores frias e de tecidos leves e transparentes como o tule e o crepe georgette, com acréscimos eventuais como uma meia diferente para fazer contrapontos fugazes”, continua Susana. 

PARABELO

Sertanejo e contemporâneo, como a trilha composta por Tom Zé e José Miguel Wisnik, o balé Parabelo, de 1997, leva do coreógrafo Rodrigo Pederneiras a definição de “a mais brasileira e regional” de suas criações.Dos cantos de trabalho e devoção, o baião cadenciado e contrapontos rítmicos emerge uma escritura coreográfica de grande força expressiva, repleta de jogo de cintura e marcação de pé.

O cenário de Fernando Velloso e Paulo Pederneiras exibe ex-votos de igrejas interioranas em dois painéis, de 15m X 8m, que dão sustentação cenográfica ao espetáculo. Os figurinos de Freusa Zechmeister têm, na primeira parte, a intensidade das cores velada por um tule negro, à exceção das sapatilhas. Na explosiva reta final do balé, as malhas coloridas se libertam do véu. 

50 ANOS DE EXCELÊNCIA, EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO, PARTICIPAÇÃO

Fundado em 1975, ocupando num primeiro momento a casa onde os irmãos Pederneiras – Paulo, Zé Luiz, Miriam, Rodrigo, Pedro e Marisa – foram criados, o Grupo Corpo chega aos 50 anos de atividades como o mais importante grupo de dança contemporânea do país. “Éramos presunçosos. Quando nossos pais cederam a casa em que morávamos, em Belo Horizonte, para que se tornasse a sede da companhia, achávamos que ia dar certo”, graceja Paulo Pederneiras, diretor artístico.

O Corpo, em sua constante produção no nível da excelência, ampliou e consolidou o público de dança no Brasil. É o resultado da originalidade e da poesia do vocabulário coreográfico construído por Rodrigo Pederneiras, com um elenco impecável, e da extrema qualidade, cuidado e ousadia da direção de arte – cenografia, figurinos, iluminação. Sua brasilidade profunda e incontestável deságua na linguagem universal da grande arte.

Nas cinco décadas da companhia., alinham-se 43 obras criadas e montadas, com apresentações em 261 cidades de 41 países, além do Brasil.  Ao longo da sua trajetória, encomendaram música original a duas dezenas de compositores, e dançaram obras do popular e do clássico. E não há dúvidas de que o Grupo Corpo mudou o panorama da dança no Brasil e tornou-se um embaixador cultural do país nos quatro cantos do planeta, da Tailândia aos EUA, da Rússia ao Canadá.

Indubitável patrimônio cultural do Brasil, o Grupo Corpo sempre trabalhou pela formação de jovens e de público através de seu Corpo Cidadão, organização sem fins lucrativos que funciona desde o ano 2000, e da Corpo Escola de Dança, criada também há 50 anos. Em outro viés de formação e participação, dois programas estão ativos. Há 10 anos, funciona um bem-sucedido programa de doação incentivada para pessoas físicas (Amigos do Corpo, que oferece abatimento no imposto de renda) e inaugurou, em 2022, os Patronos do Corpo, que reúne figuras de destaque na vida nacional, com doações diretas e mais robustas. São formas de aproximação do público e maneiras de mobilizar a sociedade, trazendo um aporte financeiro importante. 

TODAS AS OBRAS DO GRUPO CORPO: » Companhia

PARABELO [1997]

Duração: 42 min

coreografia: Rodrigo Pederneiras

música: Tom Zé e Zé Miguel Wisnik

cenografia: Fernando Velloso e Paulo Pederneiras

figurino: Freusa Zechmeister • iluminação: Paulo Pederneiras

PIRACEMA [estreia]

Duração: 37 min

coreografia: Rodrigo Pederneiras e Cassi Abranches

música: Clarice Assad

cenografia:  Paulo Pederneiras

figurino: Marcelo Alvarenga e Susana Bastos (Alva Design)

iluminação: Paulo Pederneiras e Gabriel Pederneiras 

São Paulo

13 a 24 de agosto [qua a sáb, 20h • dom, 16h]

Teatro Sérgio Cardoso • R. Rui Barbosa, 153 - Bela Vista - Tel: (11) 3882-8080

Ingressos: Sympla • R$ 39,80 a R$ 240,00

classificação indicativa: livre

Belo Horizonte

27 a 31 de agosto [qua a sáb, 20h • dom, 18h]

Palácio das Artes • Av. Afonso Pena, 1537 tel: (31) 3236-7400

Ingressos: Eventim – abertura da bilheteria 1 de agosto –(sexta-feira) a partir de 12h •   

R$ 39,80 a R$ 280,00

classificação indicativa: livre

Em setembro: Florianópolis (Teatro Ademir Rosa, dias 9 e 10), Porto Alegre (Teatro do Sesi, dias 13 e 14) e Rio de Janeiro (de 18 a 21, Theatro Municipal)

Em outubro: Fortaleza, Mossoró, Natal, Recife e João Pessoa

LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA

apresentado por: CEMIG E PETROBRAS

patrocínio: INSTITITO CULTURAL VALE, VIVO, ITAÚ UNIBANCO

realização: INSTITUTO CULTURAL CORPO, MINISTÉRIO DA CULTURA e GOVERNO FEDERAL

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Primavera, novo espetáculo do Grupo Corpo, garante emoções

Plateia pode assistir presencialmente 
Foto: José Luiz Pederneiras
Ministério do Turismo e Governo de Minas Gerais apresentam

do latim primo vere - primeiro verão 

ʘ TEATRO ALFA, SÃO PAULO - 27 a 31 de outubro

ʘ PALÁCIO DAS ARTES, BELO HORIZONTE - 10 a 14 de novembro

ʘ RIO DE JANEIRO – A confirmar data e local

De volta aos palcos após o isolamento da pandemia, o Grupo Corpo apresenta primavera, espetáculo inédito criado sobre uma sequência de peças musicais de Paulo Tatit e Sandra Peres – a dupla Palavra Cantada – especialmente selecionadas e adaptadas para a companhia

Na dobradinha, o impactante Gira (2017), com trilha do Metá Metá

Tempos extraordinários pedem novos olhares. O Grupo Corpo volta à cena no diapasão da renovação e da delicadeza com primavera, coreografia inédita de Rodrigo Pederneiras sobre música da dupla Palavra Cantada, com 14 de suas canções adaptadas para uma trilha instrumental. É tempo, assim, de recomeçar, com a ideia da estação das semeaduras, em que um novo ciclo se apresenta.

O reencontro da companhia com o público presencial se inicia no Teatro Alfa de São Paulo, em temporada de 27 a 31 de outubro; continua no Palácio das Artes de Belo Horizonte (10 a 14 de novembro) e no Rio de Janeiro (ainda sem data). Alinhado à percepção de recomeço associada à estação do ano, o regresso do Corpo está envolto em cor e leveza.

“Estávamos presos nas nossas casas”, conta Rodrigo Pederneiras, “sem poder ensaiar, reunir o grupo, programar um espetáculo, projetar uma temporada, com os bailarinos fazendo aulas remotas”. Havia, claro, o horizonte das lives pelas plataformas digitais; e, nos últimos 18 meses, o grupo veio liberando gravações de balés e fazendo diversos eventos nas plataformas digitais, para o público. Nesse viés, em dezembro de 2020, começou a nascer a ideia de criar peças curtas, montar novas coreografias para a internet. E foi bem nesse ponto que uma conversa casual pelo whatsapp alinhou, num tedioso domingo à noite, o coreógrafo mineiro e o compositor Paulo Tatit, conhecidos de longa data.

“Foram quatro horas de mensagens pra cá e pra lá”, lembra, rindo, Tatit. “E surgiu a ideia de selecionarmos e adaptarmos os playbacks da Palavra Cantada. Enviamos, Sandra e eu, dezenas de playbacks dos nossos 27 anos de carreira. Rodrigo selecionou 14 deles e começamos a trabalhar”, diz o compositor.

O conjunto foi se ajustando, se complementando, ganhando uma feição, traduzida em módulos que fluíam. Florescendo, por assim dizer; e deixando de remeter ao universo infantil. Saíram as vozes, as melodias praticamente desapareceram, entraram novos instrumentos. O projeto que nascera em forma de peças curtas e independentes para a internet ganhou unidade – foi virando um conjunto. Emergiu uma continuidade. “Prelúdios, de 1985, parte de uma ideia assim: são peças soltas unidas pela coreografia”, complementa Rodrigo. Dessa vez, o romântico Chopin deu lugar ao sofisticado som do trabalho de Tatit e Peres para as crianças.  “Eu diria que são divertissements”, avança o diretor artístico Paulo Pederneiras, referindo-se ao gênero que define pequenas peças de música ou dança abordado por grandes criadores. De novo, a necessária leveza em tempos tão difíceis.

Com as adaptações, a remixagem e alguns acréscimos, a trilha emergiu – e seu conjunto encadeia uma gama de estilos musicais às vezes bem contrastantes, indo de um jazz light à percussão afro, em seus 36 minutos de duração. “Construímos um balé completamente diferente, singular, com a música de alta qualidade da Palavra Cantada”, define Rodrigo. “Diferente também porque é, como uma Primavera, uma antecipação de dias melhores. Conjuramos assim um futuro mais ameno e, por que não?, mais feliz”.

Três pas-de-deux e distanciamento

Assim, nascido na pandemia, o balé incorpora – e, de certo modo, abraça – as interdições do momento. “Há somente três pas-de-deux”, comenta Rodrigo Pederneiras. “Só se tocam os bailarinos que são casais, vivem juntos” - Agatha e Lucas, Mariana e Elias, Karen e Rafael. “O restante do espetáculo se desenvolve em duos, trios, quartetos e todos mantêm distância entre si; há somente uma cena com oito bailarinos”.

Apesar do distanciamento físico entre os bailarinos, curiosamente a sensação de proximidade é forte – e os destaques individuais, mais constantes. “Em primavera, temos a chance de ver cada elemento da companhia de maneira mais focada, mais íntima”, ressalta Rodrigo.

Trilhando

“É simplesmente um grande privilégio, é comovente ver o nosso trabalho vibrando, fisicamente, no balé do Grupo Corpo. onde passamos a enxergar a música; ela se materializa”, diz Sandra Peres. “Levar a nossa música para o universo adulto, com outro recorte, tem sido uma experiência fabulosa”. Há 27 anos, a Palavra Cantada – Sandra Peres e Paulo Tatit – vem trazendo ao público infantil música de qualidade indiscutível (“pensamos nessa qualidade como a melhor nutrição artística possível, da mesma forma que um alimento para as crianças precisa ser muito nutritivo”, ela completa) e propostas artísticas instigantes. 

Aqui, o caráter infantil das canções originais como que se dissolve na adaptação que chega perto de uma recriação. “Com a supressão da letra, da voz cantada e de boa parte das linhas melódicas, fomos inserindo linhas de piano, violão, contrabaixo e alguns vocalises”, explica Paulo Tatit. “A base instrumental é bem aberta e o resultado ficou muito sofisticado”, completa.

Na trilha de primavera, portanto, surgem 14 das canções de Paulo Tatit e Sandra Peres – compostas e gravadas entre 1999 e 2017 (relação completa no final do texto) -, remixadas e retrabalhadas. Papel fundamental foi o do produtor, músico e engenheiro de som Ricardo Mosca,  que tratou de equilibrar e uniformizar o som de cozinhas instrumentais gravadas em estúdios diferentes, com recursos variados. “Muita coisa foi repensada para deixar a música mais pulsante”, conta Mosca, “com excelência na sonoridade”.

Projeções e cor

Na construção da linguagem cenográfica de primavera, a ideia inicial – de criar peças menores para a internet – ficou no fundo da cabeça de Paulo Pederneiras, diretor artístico e cenógrafo do Corpo. “Quando vimos que havia ali um arco, um conceito, um espetáculo inteiro, eu já estava testando o uso de câmeras e decidi tirar partido dessa ideia”, explica. “No espetáculo, posicionamos duas câmeras minúsculas à frente do palco, operadas da coxia, trabalhamos as projeções dos bailarinos em tempo real, projetadas numa tela de tule preto, atrás da cena”.  É a primeira vez que a companhia usa o recurso em seus espetáculos.

No contraste com a caixa cênica negra, os figurinos criados por Freusa Zechmeister para as bailarinas são monocromáticos, em cores fortes - tons de amarelo, laranja, vermelho e verde -, com saias de musseline amassada que voejam, bordando o ar, sobre collants. Já os homens envergam figurino mais clássico, calças pretas de neoprene, com corte social mais despojado, com camisetas justas, off-white, em malha de algodão.

Gira

A noite começa com Gira, de 2017, de movimentos inspirados na umbanda, com a trilha poderosa do Metá Metá.  A logística da cena sofreu adaptações: como os bailarinos não deixam nunca o palco – quando não estão no ‘terreiro’, o retângulo iluminado, se colocam nas cadeiras em torno, sob véus negros – as movimentações foram recalculadas para evitar ao máximo o contato e a proximidade.

[2017] Coreografia: Rodrigo Pederneiras / Música: Metá Metá

Cenografia: Paulo Pederneiras / Figurino: Freusa Zechmeister

Iluminação: Paulo Pederneiras e Gabriel Pederneiras

Os ritos da umbanda – a mais cultuada das religiões nascidas no Brasil, resultado da fusão do candomblé com o catolicismo e o kardecismo – são a grande fonte de inspiração da estética cênica de Gira. Exu, o mais humano dos orixás – sem o qual, nas religiões de matriz africana, o culto simplesmente não funciona – é o motivo poético que guia os onze temas musicais criados pelo Metá Metá para Gira.

Mergulhar no universo das religiões afro-brasileiras para se alinhar ao tema proposto pelo Metá Metá foram as primeiras providências dos criadores do Grupo Corpo. Mas engana-se quem pensa que vai assistir a uma representação mimética dos cultos afro-brasileiros. Alimentado pela experiência em ritos de celebração tanto do candomblé quanto da umbanda (em especial as giras de Exu), Rodrigo Pederneiras (re)constrói o poderoso glossário de gestos e movimentos a que teve acesso.

Concebido como uma instalação, o não-cenário assinado por Paulo Pederneiras cobre com o mesmo tule negro os corpos dos bailarinos sempre que estão fora da cena, transformando-os em éter, e as três paredes da caixa-preta, criando uma ilusão quase espectral de infinito.

Nos figurinos, Freusa Zechmeister adota a mesma linguagem para todo o elenco, independente do gênero: torso nu, com a outra metade do corpo coberta por saias brancas de corte primitivo e tecido cru.

Gira (2017)

Coreografia Rodrigo Pederneiras ʘ Música Metá Metá

Cenografia Paulo Pederneiras ʘ Figurinos Freusa Zechmeister .

Iluminação Paulo Pederneiras e Gabriel Pederneiras

Duração: 40 minutos

Intervalo

P R I M A V E R A [estreia]

Coreografias Rodrigo Pederneiras ʘ Música Palavra Cantada

Cenografia Paulo Pederneiras ʘ Figurinos Freusa Zechmeister

Iluminação Paulo Pederneiras

Duração: 36 minutos

Classificação indicativa: 14 anos

TRILHA DO ESPETÁCULO PRIMAVERA

De Sandra Peres e Paulo Tatit - Palavra Cantada / Produção e remixagem: Ricardo Mosca

1)    Pé com pé (Sandra Peres e Paulo Tatit) Do álbum Pé com Pé (2006)

2)    O Explorador (Sandra Peres/ Zé Tatit) Versão para Youtube

3)    Oiá (Sandra Peres / Arnaldo Antunes) Do álbum Pé com Pé (2006)

4)    Bolinha de sabão (Paulo Tatit) Do álbum Um Minutiiinho! (2012)

5)    O camaleão (Paulo Tatit/ Zé Tatit) Do álbum Mil Pássaros (1999)

6)    Bruxa feia (Paulo Tatit/ Zé Tatit) Do álbum Um Minutiiinho! (2012)

7)    Olha o nenê (Paulo Tatit) Do álbum Um Minutiiinho! (2012)

8)    Passeio do bebê (Paulo Tatit/ Zé Tatit) Do álbum Bafafá (2017)

9)    Então tá combinado (Paulo Tatit/ Zé Tatit) Do álbum Um Minutiiinho! (2012)

10) África (Sandra Peres, Paulo Tatit / Arnaldo Antunes) Do álbum Pé com Pé (2006)

11) Bolacha de água e sal (Sandra Peres e Paulo Tatit) Do álbum Pé com Pé (2006)

12) Menina moleca (Paulo Tatit/ Zé Tatit) Do álbum Pé com Pé (2006)

13) Canção dos alienígenas (Sandra Peres/ Zé Tatit) Do álbum Bafafá (2017)

14) Meu lugar (Sandra Peres / Luiz Tatit) Versão para Youtube

Sobre a Palavra Cantada

Música, brincadeira e educação andam juntas desde 1994, quando a Palavra Cantada foi fundada pelos músicos Sandra Peres (composição, piano, teclados e voz) e Paulo Tatit (composição, baixo, violão, guitarra e voz), com melodias, letras e arranjos originais, sempre de olho numa poética que respeite a inteligência e a sensibilidade das crianças. Entre muitos reconhecimentos, o Prêmio da Música Brasileira (antes conhecido como Prêmio Sharp, Prêmio TIM e Prêmio CARAS) foi recebido seis vezes. São 16 CDs, 13 DVDs e 9 livros lançados, valorizando a cultura, os ritmos e os instrumentos brasileiros.

Projeto viabilizado pela LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA e pela LEI DE INCENTIVO À CULTURA DE MINAS GERAIS.

Patrocínio master: INSTITUTO CULTURAL VALE

Patrocínio: ITAÚ, ARCELORMITTAL e CEMIG

Realização: SECRETARIA ESTADUAL DE CULTURA DE MG, GOVERNO DE MINAS GERAIS, SECRETARIA ESPECIAL DA CULTURA, MINISTÉRIO DO TURISMO, GOVERNO FEDERAL

SÃO PAULO

27 a 31 de outubro – Quarta a domingo

Quarta, quinta e sexta 20h30 ʘ Sábado 20h ʘ Domingo 18h

Teatro Alfa (Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro (11 5693-4000

Plateia R$ 200 ʘ Plateia superior R$ 50

Venda de ingressos online: www.sympla.com.br

Na bilheteria do Teatro Alfa [sem taxa de serviço]: pessoalmente ou pelo ( 11 5693-4000

Atendimento de segunda a sábado das 11h às 19h e domingos e feriados das 11h até 18h. Protocolo de combate à Covid-19: www.teatroalfa.com.br/protocolos-para-o-combate-da-covid-19

BELO HORIZONTE

10 a 14 de novembro - Quarta a domingo

Palácio das Artes (Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro ( 31 3236-7400)

Terça a sábado 20h30 ʘ Domingo 19h

RIO DE JANEIRO

Datas e local a serem confirmados

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Grupo Corpo oferece ao público on-line quatro espetáculos e bate-papo

Bach é um dos balés transmitidos
Foto: José Luiz Pederneiras
Depois das séries de aulas e workshops que propuseram um exercício lúdico e relaxante com base nos balés da companhia mineira, o Grupo Corpo está programando novos encontros on-line com o público – uma minitemporada comentada. Nas sextas-feiras 16/7, 13/8, 17/9 e 8/10, a partir de 19h30, a companhia mineira transmite pelo seu canal do Youtube, gratuitamente, quatro dos balés mais aclamados:Parabelo, Gira, Bach e Suíte Branca.  Cada um dos balés ficará aberto para o público, gratuitamente, na semana seguinte ao encontro.

 Na sequência, os coreógrafos Rodrigo Pederneiras (em julho, agosto e setembro) e Cassi Abranches (em outubro) entram ao vivo para conversar sobre os balés, os processos de criação e a companhia em si. Na verdade, quem entrevista Rodrigo e Cassi é o público, através de perguntas enviadas pelas redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter) com a hashtag#grupocorporesponde - e na hora da conversa, pelo chat. A mediação é da bailarina Karen Rangel.

 As transmissões e conversas são de acesso livre e gratuito, pelo oferecimento da ArcelorMittal (através de sua Fundação), empresa internacional de aço e mineração, que completa 100 anos em 2021.

    “O mais gostoso vai ser o contato, falar com as pessoas, ao vivo”, conta Rodrigo Pederneiras. “Essa pandemia que impede o contato com o público é muito difícil para todos. As quatro peças que vamos mostrar são uma bela maneira de recordar e contar histórias, curiosidades, vivências.Parabelo é um balé sobre o sertão nordestino; Gira se baseia na religiosidade afro-brasileira; Baché a cultura universal e o barroco mineiro; e Suite Branca, criação da fantástica Cassi Abranches, agrega uma outra linguagem contemporânea. É um belo apanhado”, completa o coreógrafo, que lembra ter sido Gira e Bach os balés da última temporada antes da pandemia, na turnê pelos Estados Unidos e Canadá. 

16 de julho – Parabelo - [1997] - coreografia: Rodrigo Pederneiras´/música: Tom Zé e Zé Miguel Wisnik /cenografia: Fernando Velloso e Paulo Pederneiras /figurino: Freusa Zechmeister /iluminação: Paulo Pederneiras

Com inspiração sertaneja, Parabelo, de 1997, é para Rodrigo Pederneiras a “a mais brasileira e regional” de suas criações, sobre uma trilha inspirada que relê cantos de trabalho e devoção, o baião cadenciado baião e uma miríade de ritmos do Nordeste. No cenário, a estética dos ex-votos de igrejas interioranas que inspira Fernando Velloso e Paulo Pederneiras na composição dos dois painéis, de 15m X 8m. Cores intensas – na primeira parte, veladas por um tule negro - estão no figurino de Freusa Zechmeister.

13 de agosto – Gira [2017] - coreografia: Rodrigo Pederneiras /música: Metá Metá / cenografia: Paulo Pederneiras / figurino: Freusa Zechmeister / iluminação: Paulo Pederneiras e Gabriel Pederneiras

Os ritos da umbanda – a mais cultuada das religiões nascidas no Brasil, resultado da fusão do candomblé com o catolicismo e o kardecismo – são a grande fonte de inspiração de Gira, cujos onze temas musicais, criados pelo Metá Metá, são guiados por Exu, o mais humano dos orixás. 

Mas engana-se quem pensa que vai assistir a uma representação mimética dos cultos afro-brasileiros. Rodrigo Pederneiras (re)constrói o poderoso glossário de gestos e movimentos que pesquisou e observou. Os bailarinos vestem saias brancas de corte primitivo e tecido cru e têm o torso descoberto, na criação de Freusa Zechmeister; o palco é uma caixa preta que os intérpretes nunca deixam (quando não dançam, estão às margens do quadrado iluminado palco/terreiro), na concepção de Paulo Pederneiras – quase uma instalação cênica de negro e luz.

17 de setembro – Bach [1996] - coreografia: Rodrigo Pederneiras / música: Marco Antônio Guimarães (sobre a obra de J. S. Bach) / cenografia: Fernando Velloso e Paulo Pederneiras / figurino: Freusa Zechmeister / iluminação: Paulo Pederneiras

Um jogo entre o barroco de Bach e o barroco de Minas Gerais, no Brasil, se realizam como dança. A coreografia aspira ao que está acima, e a música, ao que está dentro das partituras de Bach e que Marco Antônio Guimarães, o compositor, ajuda a descobrir. Entre azuis, dourados e negros, Bachcelebra a arquitetura da vida: fluxo contínuo de onde emergem construções cinéticas surpreendentes.

especificado.

8 de outubro – Suíte Branca[2015] - coreografia: Cassi Abranches /música: Samuel Rosa /cenografia: Paulo Pederneiras /figurino: Freusa Zechmeister /iluminação: Paulo Pederneiras e Gabriel Pederneiras

Vestidos de branco do princípio ao fim do balé, movimentando-se sobre o linóleo também branco e tendo ao fundo um painel cujas saliências e reentrâncias sugerem uma gigantesca geleira, os bailarinos do Grupo Corpo percorrem o instigante emaranhado de temas composto por Samuel Rosa para a trilha de Suíte Branca.  Suíte Branca marca a primeira colaboração da jovem coreógrafa paulista Cassi Abranches com a companhia mineira de dança. Entre ondulações de braço e quadril, movimentos pendulares, suspensões e quedas, a partitura de movimentos propõe um diálogo com a lei da gravidade.

Essa temporada comentada é oferecimento da ARCELORMITTAL

O Grupo Corpo tem patrocínio master do INSTITUTO CULTURAL VALE; patrocínio do ITAÚ e da CEMIG, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Lei de Incentivo à Cultura de Minas Gerais

Grupo Corpo

Temporada Comentada

Exibição na íntegra de balés gravados

e conversa com os coreógrafos

 ACESSO GRATUITO

Os balés ficam disponíveis uma semana após o encontro

João

Às sextas-feiras, 19h30– 16 de julho (Parabelo), 13 de agosto (Gira), 17 de setembro (Bach) e 8 de outubro (Suite Branca)  

no Youtube - www.youtube.com/grupocorpooficial   

As perguntas poderão ser enviadas com antecedência, com a hashtag  #grupocorporesponde, pelo Facebook (www.facebook.com/GrupoCorpo), pelo Instagram (@grupo_corpo) e pelo Twitter (@grupocorpo)

ou durante a conversa pelo chat

ArcelorMittal: criando aços inteligentes para um mundo melhor

Líder mundial na produção de aço e um dos maiores em mineração, o Grupo ArcelorMittal tem clientes em 160 países e conta com mais de 190 mil empregados. Em seus 11 centros de pesquisa, cerca de 1.300 pesquisadores desenvolvem produtos e processos mais eficientes voltados a gerar valor para os clientes e assegurar o crescimento futuro.

A ArcelorMittal Brasil opera na produção de aços no país, com capacidade instalada superior a 12,5 milhões de toneladas/ano. Com plantas industriais em seis estados, emprega cerca de 17 mil pessoas. Produz aços longos e planos de alta qualidade para indústrias automobilística, de eletrodomésticos, embalagens, construção civil e naval. Também atua em mineração, geração de energia, produção de biorredutor renovável e tecnologia da informação. Sua ampla rede de distribuição e serviços atende às demandas dos mercados doméstico e internacional.

Com operações industriais em cinco estados brasileiros (Bahia, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo) e comerciais em todo o país, por meio da Rede de Distribuição, oferecemos ao mercado produtos e soluções para Construção Civil, Indústria e Agronegócio. Em parceria com o Grupo Bekaert, também somos líderes no Brasil no fornecimento de arames para a Indústria e o Agronegócio e estamos entre os três maiores produtores de cordonéis de aço para reforço de pneus.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

‘Grupo Corpo’ se apresenta pela primeira vez no Sesc Palladium a preços populares

Serão duas únicas apresentações no Grande Teatro
Foto: José Luiz Pedeneiras
O Sesc em Minas promove uma ação única em favor da promoção da cultura e da dança para os trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo no mês de abril. Nos dias 21 (sábado), às 20h30; e 22 (domingo), às 19h; o Sesc Palladium abre as portas do Grande Teatro e traz exclusivamente para esse público uma apresentação do Grupo Corpo, com o espetáculo Grupo Corpo - Dança Sinfônica e Benguelê, que reúne duas obras renomadas da companhia mineira. Ingressos a R$20 (inteira) e R$10 (meia). A classificação etária é livre.

A venda dos ingressos será realizada apenas nas bilheterias do Sesc Palladium, conforme horário de funcionamento: das 12h às 21h, de terça a sábado, e das 12h às 20h, aos domingos. Para a compra, é necessário estar habilitado no Sesc e apresentar o cartão do cliente. Cada trabalhador do comércio poderá comprar até quatro bilhetes. Para a meia entrada, é obrigatória a apresentação, no ato da compra e no dia do espetáculo, do comprovante estudantil do solicitante e do documento de identidade, assim como para o público acima de 60 anos.

‘DANÇA SINFÔNICA E BENGUELÊ’

Dança Sinfônica se construiu sobre a memória e celebrou, em 2015, passagem das quatro décadas de existência do Grupo Corpo. O mote, proposto pelo atual diretor artístico Paulo Pederneiras, traduziu-se num retorno de Rodrigo Pederneiras às melhores notações de todo um vocabulário de movimentos construído ao longo de mais de 30 anos de residência como coreógrafo da companhia.  Benguelê, de 1998, é uma exaltação ao passado africano e às suas marcantes e profundas raízes na cultura brasileira, evocando do início ao fim ritmos afro-brasileiros como o maracatu, o candomblé e o congado.

GRUPO CORPO

Fundado em 1975, em Belo Horizonte, o Grupo Corpo possui uma trajetória de mais de 40 anos, que desde o início tem sido marcada por uma identidade artística própria, empatia com o público e sucesso de crítica. Atualmente, conta com 35 coreografias e mais de 2.200 apresentações. A companhia mineira de dança contemporânea mantém 10 balés em repertório e faz uma média de 70 espetáculos anualmente, apresentando-se em lugares diversos como Islândia, Estados Unidos, Líbano, Cingapura, Holanda, Israel, França, Canadá e México.

Grupo Corpo - Dança Sinfônica e Benguelê
Datas: 21 e 22/4/18
Horário: às 20h30, no sábado (21/4), e às 19h, no domingo (22/4)
Local: Grande Teatro do Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1046, Centro, Belo Horizonte-MG)
Ingressos: Plateias I, II e III: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Compra apenas para comerciários habilitados com cartão do cliente Sesc.
Funcionamento da bilheteria: das 12h às 21h, de terça a sábado, e das 12h às 20h, aos domingos. 
Classificação etária: livre