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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Sempre um Papo doa livros para o História em Construção

Leonardo mostra os exemplares
recebidos
Foto: Divulgação
Mais de 200 obras de literatura adulta e infantil foram doadas

O Sempre Um Papo acaba de doar 223 livros para a Associação Artística e Cultural História em Construção, localizada na Vila Antena, no Aglomerado Morro das Pedras, em Belo Horizonte. Os títulos doados incluem ficção literária, não-ficção, poesia, fantasia e romance. Os autores vão desde clássicos da literatura brasileira, como Machado de Assis e Monteiro Lobato, passando por autores contemporâneos como Marina Colasanti, Ana Miranda e Laurentino Gomes, até grandes expoentes internacionais, como Virginia Woolf, Arthur Conan Doyle e Bernhard Schlink. 

“A doação de livros literários é uma das premissas que acompanham a missão do Sempre Um Papo, há muitos anos. Somos captadores de obras que chegam por meio de editoras e ou do público, que nos procuram, espontaneamente, para doarem seus acervos, e também realizamos ações de incentivo à doação de livros em nossos eventos. O objetivo de entregar os livros a uma biblioteca em formação é democratizar o acesso à literatura e incentivar a leitura e o conhecimento”, explica Afonso Borges, criador do Sempre Um Papo. 

Entre os livros doados para o projeto História em Construção, estão: “O Encontro Marcado”, de Fernando Sabino, “Dom Quixote de La Mancha”, de Miguel de Cervantes, “Nova Reunião: 23 livros de poesia - Volume 1”, de Carlos Drummond de Andrade, “Clara dos Anjos e outras histórias”, de Lima Barreto, “Nunca subestime uma mulherzinha”, de Fernanda Takai, e “Escravidão - Volume 1”, de Laurentino Gomes.

“Para nós é muito importante a existência de uma, duas, três ou mais bibliotecas no morro. E que os nossos possam criar o hábito e desfrutar dos benefícios da leitura. Os livros são uma grande ferramenta para mudança da realidade e construção. O História em Construção agradece ao projeto Sempre Um Papo por contribuir para a existência/resistência e manutenção desse espaço de leitura, conhecimento e arte dentro da favela”, diz Leonardo os Reis Lago, conselheiro fiscal e responsável pela biblioteca da Associação Artística e Cultural História em Construção.

A biblioteca da associação História em Construção está aberta ao público da comunidade, que tem acesso ao acervo de forma gratuita. 

Sobre a História em Construção

A associação História em Construção administra coletivamente um espaço cultural na Vila Antena, localizada no Morro das Pedras, em BH. Com o intuito de valorizar a identidade, a memória e o território da comunidade, o grupo promove atividades artísticas e culturais para os moradores e disponibiliza um espaço aos interessados em fazer oficinas, apresentações ou exposições.

Por exemplo, a associação criou, em 2009, o Cine Parede, projeto que oferece sessões de cinema gratuitas e ao ar livre na Vila Antena. Conheça mais sobre a História em Construção acessando suas redes sociais: Instagram e Facebook.

Sobre o Sempre um Papo – 36 anos

Criado em 1986, pelo jornalista Afonso Borges, o “Sempre Um Papo” é reconhecido como um dos programas culturais de maior credibilidade do país. O projeto realiza encontros entre grandes nomes da literatura e personalidades nacionais e internacionais com o público, ao vivo, em auditórios e teatros. Durante a pandemia, os encontros têm acontecido em formato virtual, com transmissão pelo YouTube do projeto.

Em sua história, já ultrapassou os limites de Belo Horizonte e chegou a 30 cidades, em oito estados do país, tendo sido realizado também em Madri, na Espanha. Em 35 anos de trabalho, aconteceram mais de 7 mil eventos, que reuniram um público superior a 2 milhões de pessoas.

Redes Sociais: @sempreumpapo 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Afonso Borges Lança Livro em Belo Horizonte


Idealizador do Sempre Um Papo participa hoje do projeto
autografando seu livro - Foto: Gabriel Araújo
O mineiro Afonso Borges lança seu primeiro livro de contos “Olhos de Carvão”, pela editora Record. Criador do projeto Sempre Um Papo, que há 31 anos promove o encontro de escritores com o público para falar de suas obras, em 112 páginas, ele lança mão dessa larga experiência na literatura para trazer à tona pequenos contos fictícios, que trazem situações e lugares variados. 

Autor de três livros de poesia e um infantil, a linguagem poética é que dá unidade aos textos. Como se pode ler nos depoimentos de Alberto Mussa, Lya Luft, Ruy Castro, Mary Del Priore e Sérgio Abranches, Afonso Borges descobriu um estilo próprio, mesmo dedicando-se uma vida toda a livros e histórias de amigos escritores. 

O lançamento, com a presença do autor será nas seguintes cidades e datas:

19/6 - 19h - BH - Mercado Distrital do Cruzeiro - rua Opala S/N, Cruzeiro

20/6 - 19h - SP - Blooks SP - Shopping Frei Caneca, 569, 3 piso, Consolação

21/6 - 19h - RJ - Blooks RJ - Espaço Itaú de Cinema, Praia de Botafogo,  Botafogo

22/6 - DF - Restaurante Carpe Diem - SCLS 104, bloco D, loja 01, Asa Sul, Brasília


Sobre o autor

Afonso Borges é escritor, produtor cultural, nascido em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 1962. É o responsável pela criação e curadoria do Festival Literário de Araxá - Fliaraxá - realizado, anualmente, desde 2012, no município mineiro. Desde 1986, dirige os trabalhos da AB Comunicação e Cultura, sendo o responsável pela criação, coordenação e desenvolvimento do “Sempre Um Papo. Trata-se de um dos projetos mais respeitados de incentivo ao hábito da leitura do Brasil, que promove a difusão do livro e seu autor. Já atuou em mais de trinta cidades de oito estados brasileiros, além de ter sido realizado durante um ano na Casa de América, em Madri, Espanha. Sob o comando de Afonso Borges, são mais de 6.000 eventos, com um público presente estimado em 1,7 milhão de pessoas. 

Afonso Borges faz colunas diárias de rádio há 11 anos, no programa “Mondolivro”, no ar, atualmente, pela Rádio Bandnews Fm. É colunista do portal “O Globo”. Em 2012, foi curador da Bienal do Livro de Minas Gerais. Escreve em jornais desde os 16 anos e já trabalhou, alternando  funções de colaborador, repórter e editor, em diversos jornais e  revistas. Colaborou, como jornalista e pesquisador, nos livros “Chatô – O Rei do Brasil” (Companhia das Letras), de Fernando Morais,  “O Desatino da Rapaziada – Jornalistas e Escritores em Minas Gerais” (Companhia das Letras), de Humberto Werneck.

Afonso Borges possui cinco livros publicados: o infantil “O Menino, o Assovio e a Encruzilhada”  (SESC Editora, 2016); “Retrato de Época” (poemas, 1980), “Bandeiras no Varal” (poema-plaquete, 1983), “Sinal de Contradição – Conversas com Frei Betto” (Ed. Espaço & Tempo, Rio de Janeiro, 1988), publicado também na Suíça (”Zeichen des Widespruchs”/Edition Exodus, Fribourg/1989) e na Argentina, e “Profecia das Minas” (poemas, 1993).

Orelha - “Olhos de Carvão”  - Por Alberto Mussa

É célebre o verso de Noel Rosa que diz “ninguém aprende samba no colégio”. E eu me arrisco a acrescentar: nem samba, nem literatura. 

Literatura é sobretudo vivência. Só depois de um profundo mergulho em livros é que se pode esperar a emersão de um autor, em poesia ou prosa. Escritor é apenas o leitor que escreve.
Afirmo isso a propósito da grata surpresa que foi ler os originais deste Olhos de carvão, de Afonso Borges, este grande amigo das letras brasileiras.

Poeta, com três volumes publicados, Afonso estreia pronto na ficção, demonstrando raro domínio do ofício de prosador. A construção ou depuração desse talento não se deve a nenhum colégio; não há nele nenhum ranço de academismos e modismos teóricos; não se encontra nada que sugira a preocupação de acompanhar a corrente.
O que se percebe em Afonso Borges é, primeiro, uma amplíssima bagagem literária; um convívio longo, íntimo e intenso com a arte narrativa. Seus pequenos contos passam por muitos lugares e exploram situações variadas. Não há um tema comum: o que lhes dá unidade é a persistência de um mesmo tom, e um mesmo ritmo. Posso dizer numa só frase: há um estilo aqui — que me parece único na literatura brasileira.

A linguagem, sempre poética, resvalando do plano real para o simbólico, dá aura singular à abordagem do assunto, que muitas vezes não passa de um flagrante, mais próximo da crônica que do conto tradicional. Outro trunfo de Afonso é saber mesclar linhas narrativas, alternando tempo ou espaço — técnica muito difícil de executar em dimensão tão curta, que se assemelha aos dribles do futebol de salão.

O leitor certamente encontrará outros méritos neste Olhos de carvão, porque se trata de algo muito original, obra de um autor que — por sua vasta cultura — soube encontrar a sua própria voz.

Depoimentos sobre “Olhos de Carvão”: 

“De onde Afonso Borges tirou essas histórias? 
Em que camadas invisíveis da realidade, secretas quartas dimensões ou sei lá o quê, elas se escondiam? Será que estavam acontecendo sob as nossas barbas, numa espécie de zona fantasma, sem que as percebêssemos?
Seja como for, só Afonso Borges poderia contá-las. Só ele tem a chave desse universo paralelo, em que homens e mulheres vivem histórias que parecem  acontecer numa suspensão química.
Mas, agora, solucionadas e reunidas em Olhos de carvão, todos nós poderemos palmilhar esse universo e, ao fim dele, descobrir um escritor.”  (Ruy Castro)

Um gênero tão difícil, tão ingrato. Mas não para Afonso Borges, que os abraçou com paixão e conseguiu criar algo novo: um estilo. E estilo marcado por um ritmo - quase cardíaco - que vai dos títulos à formulação das frases e dos parágrafos. Ritmo cuja repetição revela o domínio técnico do autor, reage a impessoalidade dos congêneres e faz da pontuação uma marca. Leem-se seus contos numa batida que é caminhada e música.  (Mary delPriore)

Como tantas vezes, com seu livro "Olhos de Carvão" Afonso Borges me surpreendeu. Como me surpreendeu trinta anos ou mais atrás ao apresentar seu projeto de reunir escritores e leitores. Lygia Fagundes, Nélida e eu e mais alguns nos comovemos e colaboramos apostando sem muito acreditar naquele menino mineiro idealista: resultou no belíssimo "Sempre Um Papo" que hoje nos prestigia.
Assim me surpreende com os excelentes contos de "Olhos de Carvão", bem escritos, bem tramados, encantadores e instigantes.  (Lya Luft)

Afonso Borges vive na literatura. Não sei se vive da literatura. Coleciona escritores e livros e transforma, ambos, em amigos íntimos. Afonso tem um papo manso, de mineiro, que transferiu para a mais aconchegante das for- mas de entrevistar autores, desde os desinibidos e confiantes aos tímidos e ensimesmados. Era apenas natural que Afonso escrevesse e que, na escrita, fosse breve como suas frases, mas com a densidade de sua vivência literária. Seus contos abrigam poesia, como breves epifanias: “aura índigo”, “misto de calma e pânico”, “os olhos de carvão”, “um nó, absoluto e impossível”, “túneis escuros de esperança e ódio”, “o olhar triste do mundo”. Tem linguagem própria, autêntica, inclusive nas referências a outros autores. Os contos começam cotidianos, como um caso mineiro, desses que se con-ta ao pé do fogo, com uma pinga boa rodando a roda. Mas não terminam cotidianamente. Como em todo bom conto, irrompe ora o inesperado, ora o apenas insinuado, um toque de mistério ou uma pitada de absurdo. Não raro o puro absurdo do cotidiano de nossos tempos. Afonso Borges é da linhagem dos contistas econômicos nas palavras. Autor de contos curtos e densos, que começam pequenos e terminam metafísicos. 

O conto é um gênero nobre da literatura, tratado com desprezo pela maioria dos editores no Brasil. Praticamente todos os grandes autores, em todos os tempos e lugares, foram exímios contistas: Machado, Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Joyce, Hemingway, Tolstoi, Dostoyevski, DorisLessing, Virginia Woolf e cada um pode adicionar os autores de sua predileção. O Brasil, e Minas Gerais em particular, têm uma preciosa tradição no conto, basta lembrar Murilo Rubião, que só escreveu contos, Rubens Fonseca, SérgioSant’anna, Luiz Vilela, Lúcio Cardoso, Ivan Ângelo. Era natural que Afonso, colecionador de amigos escritores e livros, entrasse para a confraria dos contos. (Sergio Abranches)

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Sempre Um Papo Lança Oitava Edição de DVDs Educativos

Cortella está na série de Dvds - Foto: Infinito Fotografia
A Associação Cultural Sempre Um Papo lança a oitava edição da caixa de DVDs intitulada “Sempre um Papo 2016 – Cultura para a Educação VIII” a ser distribuída para as escolas públicas estaduais de Minas Gerais, sob a coordenação da Secretaria de Educação de Minas Gerais.  

Trata-se de 1 mil caixas, contendo cinco discos cada - com 15 palestras de escritores que lançaram seus livros e conversam com o público do projeto no ano de 2016. No CD 1 estão os autores Frei Betto, Mário Sérgio Cortella e Leonardo Boff; Eduardo Giannetti; e Vladimir Safatle. No CD 2, estão Stella Florence; Luiz Ruffato; e João Paulo Cuenca. No CD 3, estão Adélia Prado; Marina Colasanti; e Marcia Tiburi. O CD 4 traz Rodrigo Feres; José Santos; e Leila Ferreira e Cris Guerra. E, no CD 5, estão o casal Ruy Castro e Heloísa Seixas; Aloy Jupiara e Chico Otávio; e Miguel Nicolelis.

O evento de entrega será no dia 5 de maio, sexta-feira, às 10h, na Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais - Campus Gameleira ( Av. Amazonas, 5855 - Bloco B - Gameleira - BH)

“O objetivo dessa edição é levar aos estudantes pensamentos e reflexões atualizadas de intelectuais acerca do universo literário e também no que tange a ciência, tecnologia, história, arte, filosofia e tantos outros temas que poderão ser encontrados neste rico acervo que apresentamos.  Esperamos contribuir de forma ativa para que esse material sirva de inspiração para uma aula criativa e que instigue alunos e professores a pesquisar novas formas de estudo”, destaca o fundador do Sempre Um Papo, Afonso Borges. 

No evento Sempre um Papo, a conversa com o escritor tem cerca de uma hora de duração, seguida de autógrafos no livro de lançamento. Para os DVDs, os conteúdos foram editados, chegando a no máximo 15 minutos, sempre com foco na sala de aula. Para cada fala de um autor que compõe a caixa, foi criada uma instrução pedagógica para auxiliar o professor com as atividades.  Trata-se de um guia com sugestões de dinâmicas e leituras de complemento dos estudos para um melhor aproveitamento. 

O Sempre Um Papo é viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura, com o patrocínio da Cemig, CBMM, Itaú, Hospital Mater Dei e CNH Industrial.

Sempre Um Papo

Criado pelo gestor cultural e idealizador do Fliaraxá, Afonso Borges, há 31 anos, o Sempre Um Papo” promove a difusão do livro e seu autor através de lançamentos de livros antecedidos por debates informais. Já atuou em mais de 30 cidades brasileiras, tendo realizado mais de 5 mil eventos com um público presente estimado em 1,6 milhão de pessoas. O encontro presencial desdobra-se para os DVDs educativos “Cultura Para a Educação”, em sua oitava edição, distribuído para escolas públicas, gratuitamente. E no site www.sempreumpapo.com.br e no canal do projeto no Youtube estão disponíveis mais de 300 programas com escritores, além de diversos seminários. Com o programa “Ler Convivendo”, em vigor há 8 anos, adota bibliotecas comunitárias em Minas Gerais ao promover 3 atividades: doação de livros, palestras com escritores e capacitação de voluntários.

Lançamento DVD`s “Sempre um Papo – Cultura para a Educação VIII”
Dia/Horário: 5 de maio,  sexta-feira, às 10h, com entrada gratuita
Local: Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais - Campus Gameleira ( Av. Amazonas, 5855 - Bloco B - Gameleira - BH)

Informações:  www.sempreumpapo.com.br

Sempre Um Papo Lota o Palácio das Artes com Participação de Tas e Cortella

O jornalista Marcelo Tas falou sobre temas de seu livro e
 outros assuntos - Foto: Ricardo Bello
Por: Ricardo Bello

O projeto Sempre Um Papo recebeu na última quarta-feira(3) o apresentador Marcelo Tas e o filósofo  Mário Sérgio Cortella no Grande Teatro do Palácio das Artes para o lançamento do livro "Basta de Cidadania Obscena", uma publicação da editora Papirus 7 Mares.

Na plateia, nomes como o humorista e apresentador do programa Arrumação, Saulo Laranjeira, o empresário Léo Dias e até Garcia Jr, repórter da Rede Record assistiram ao bate-papo descontraído, que foi mediado pelo jornalista Rafael Araújo. Tas e Cortella falaram não só do livro,mas também de assuntos da atualidade. O público aplaudiu várias vezes os comentários.

O idealizador do Sempre Um Papo, Afonso Borges, não pôde comparecer por um motivo especial: o recebimento do Prêmio Bom Exemplo de Cultura, por divulgar a literatura em Minas e em outras localidades há mais de 30 anos.

Ao final do debate no Palácio das Artes, os autores autografaram livros e interagiram com os fãs. Foi um verdadeiro sucesso. 

O Revista de Cultura parabeniza Afonso Borges pelo prêmio e claro, pelos 30 anos do Sempre Um Papo, projeto que acompanhamos há um bom tempo e que é de grande importância para a cultura brasileira.

O descontraído bate-papo foi aplaudido de pé pelo público

Este repórter posa com Cortella e Tas ao final do evento