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sábado, 28 de agosto de 2021

Thelmo Lins e Serginho Barbosa lançam o vídeo do show “Palco Iluminado”

Espetáculo pode ser visto gratuitamente
na Internet - Foto: Wagner Cosse
Espetáculo fica à disposição do público, gratuitamente, no YouTube

“Desesperados pra ter esse amor

Desesperados de tanto cansaço

Desesperados pra nos ver de novo

E nos dar um abraço (*)”

(Thelmo Lins)

Os cantores Thelmo Lins e Serginho Barbosa se reúnem aos músicos Daniel Rodrigues e Júlia Carvalho o lançamento do vídeo do show “Palco Iluminado”, com estreia marcada para o dia 11 de setembro de 2021, no Canal Universitário (canal 12 da NET) e, no dia seguinte, no YouTube/Canal Thelmo Lins. Esta é a terceira produção da TW Cultural nos quase 18 meses de pandemia e isolamento social. A filmagem foi realizada no Teatro Santo Agostinho, em Belo Horizonte (MG), no início de agosto deste ano.

O roteiro de “Palco Iluminado” é composto por 15 canções brasileiras, sendo a maioria delas do período que vai de 1930 a 1960. Clássicos como “Chão de Estrelas”, “Carinhoso”, “As rosas não falam”, “Mensagem”, “A noite do meu bem” e “Eu sei que vou te amar” estão no roteiro, ao lado do choro “Tremendinho”, de autoria de Júlia Carvalho (lançado recentemente), e “Não quero cantar tão só” (*), canção que Thelmo Lins compôs especialmente para este projeto.

Conterrâneos de Itabirito, Thelmo e Serginho já têm mais de 35 anos de carreira, mas nunca haviam pisado juntos no palco, exceto para participações especiais ou encontros esporádicos. Desta vez, eles dividem o show, cantando quatro músicas juntos. Cada um também gravou um set de canções separadamente.

A escolha do repertório foi proposta por Thelmo, para dar uma unidade temática ao espetáculo. “Apesar de algumas canções serem muito conhecidas, nós nunca tivemos a oportunidade de fazer um registro em áudio ou vídeo.”, conta Lins.

A edição final do show é entremeada por pequenas inserções de falas dos dois cantores, que emitem sua opinião sobre sua carreira musical, o encontro artístico e como estão enfrentando o momento tão complicado para a classe, que é a ausência de público nos shows. “Um pouco desta situação está narrada na música inédita que fiz para este espetáculo. A letra repete a palavra ‘desesperados’ várias vezes, para enfatizar o nosso drama. E, ao mesmo tempo, pede o retorno dos abraços e dos encontros.”, diz Thelmo.

A apresentação é dedicada a Ivo Gonçalves Martins, grande incentivador da música itabiritense, por meio da Corporação Musical Santa Cecília e do seu grupo de sopros. Ele faleceu no dia da gravação, aos 87 anos, vítima de um infarto.

Confira um breve currículo dos artistas e a ficha técnica.

Thelmo Lins é cantor, ator, compositor, escritor, gestor cultural e criador audiovisual. Nasceu em Itabirito, mas reside em Belo Horizonte. Iniciou sua carreira profissional no teatro, em 1984. Lançou-se na música em show solo, em 1992. De lá para cá, realizou inúmeras apresentações em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Distrito Federal. Gravou nove discos, a maioria dedicada à poesia musicada de Drummond, Cecília Meireles, Henriqueta Lisboa, Marina Colasanti, Affonso Romano de Sant´Anna e outros ícones da literatura brasileira. Ganhou o Troféu Pró-Música de Melhor Disco do Ano em Minas Gerais (2003) e o Troféu SESC-SATED de Melhor Trilha Sonora de espetáculo infantil da capital mineira (2011). Em sua terra natal, recebeu a Medalha Francisco Homem Del Rey, a maior honraria outorgada pela Câmara Municipal de Itabirito. Foi a mais jovem personalidade a receber este prêmio. Maria Bethânia, Elza Soares, Fatima Guedes, Sueli Costa, Nana Caymmi, Belchior, José Miguel Wisnik, Francis Hime, Joyce, Belchior e Milton Nascimento, dentre outros, participaram em seus projetos como cantores ou compositores convidados. Atualmente administra o Teatro Santo Agostinho, em Belo Horizonte.

Serginho Barbosa é cantor, ator e compositor. Nasceu em Itabirito (MG), mas reside em Contagem desde 1993. Iniciou suas atividades artísticas na infância no coral Canarinhos de Itabirito. A partir de 1982, participou de vários festivais da canção, sendo premiado em várias categorias. Foi puxador do samba de várias escolas de samba do carnaval itabiritense nos anos 980 a 1990. De 1997 a 2003, formou uma   dupla com o irmão, o violonista Daniel Barbosa, que excursionou para várias cidades mineiras. Gravou o disco “Trajetória” em 2005. Nos anos seguintes, lançou novos trabalhos fonográficos: “Serginho Barbosa Canta e Hinos de Itabirito” (2008), “Serginho Barbosa Canta Sambas” (2009), uma coletânea (2010) e o autoral “Voz Companheira”. Foi agraciado com vários prêmios, dentre eles o título de “Talento Itabiritense” (2005), outorgado pela Câmara Municipal de Itabirito. Nos últimos anos atua, paralelamente, no projeto “Carnaval é Aqui”, com destaque em suas participações na festa momesca na sua cidade natal e em Ouro Preto. Seu mais recente projeto é um disco e show cantando alguns dos mais famosos boleros latinos.

Daniel Rodrigues da Silveira é natural do Rio de Janeiro, mas vive atualmente em Itabirito. Iniciou seus estudos aos 14 anos. No ano seguinte, ingressou no curso básico da Escola de Música Villa Lobos (RJ). Começou tocando e arranjando em eventos religiosos. Em 2006, ajudou a fundar o grupo Rio de Choro, onde atuou como violonista 7 cordas. Lecionou e coordenou o Curso Elite Musical - Unidade Barra da Tijuca e no Colégio e Curso PENSI em diversas unidades. Mudou-se para Itabirito em 2016, ingressando na Associação Cultural de Serestas Descendo a Ladeira. Participou, ainda do grupo Bem Bolado Samba e Choro como cavaquinista. Ao lado da esposa, a cantora Letícia Garcia, realizou os espetáculos “Os Inconfidentes no Choro", "Elis, Minas e eu", dentre outros. Em 2020, iniciou uma parceria com o cantor Thelmo Lins nos shows “Vai levando” e “Nossa chama outra vez tão acesa”. “Palco Iluminado” é o terceiro trabalho dos artistas.

Júlia Carvalho é pianista, arranjadora, compositora, percussionista, cantora e professora de música. É graduanda do curso de Música, com ênfase em piano pelo Instituto de Filosofia, Artes e Cultura da Universidade Federal de Ouro Preto (IFAC/UFOP). Formou-se em piano/teclado do Curso Livre de Música Popular da escola Bituca. Em 2017, fundou o grupo percussivo Minabloco, em Itabirito, sua terra natal, formado somente por mulheres. Participa também das bandas Chevette Véio, Soul e da cantora Letícia Garcia. É instrumentista convidada em vários shows e espetáculos. Em 2019 foi uma das atrações do VI Jazz & Blues, apresentando-se como Júlia Carvalho Quarteto. Como pianista participou na gravação dos CDs “Acordes” (Coral da APAC, de Nova Lima), “Raízes” (Coral Libre Cantare); e também dos EP’s “The Kurts Advice” (Brendow Zinato) e “Raiz” (Letícia Garcia). Ultimamente tem desenvolvido um trabalho autoral e participado de festivais em Moeda, Mariana e Itabirito. Sua música “Velejá” foi lançada em todas as plataformas digitais.

PALCO ILUMINADO

Lançamentos:

11 de setembro, sábado, às 20h, no Canal Universitário (Canal 12 da NET Belo Horizonte)

12 de setembro, domingo, no YouTube/Canal Thelmo Lins (www.youtube.com/c/ThelmoLins

Espetáculo dedicado a Ivo Gonçalves Martins

FICHA TÉCNICA

Idealização do show e edição de vídeo: THELMO LINS

Intérpretes: THELMO LINS e SERGINHO BARBOSA

Músicos: DANIEL RODRIGUES (violão e direção musical) e JÚLIA CARVALHO (piano)

Filmagem: BRUNO REZENDE e ALLISON DIOGO BARRA GOMES

Gravação de áudio e mixagem ROGÉRIO DELAYON

Iluminação: JUNIOR DA MATA

Cenário: KALLUH ARAÚJO

Fotografia: WAGNER COSSE

Assessoria de Imprensa: LUCIANA BRAGA (NAZA MUSIC)

Produção: TW CULTURAL e VOZ COMPANHEIRA PRODUÇÕES

Gravado no Teatro Santo Agostinho - Belo Horizonte – Minas Gerais – Brasil

Agosto de 2021

Projeto de entrevistas online resgata memórias e histórias de grupos e artistas mineiros

Foto: Divulgação
“Belo Horizonte não era uma tolice como as outras. Era uma provinciana saudável, de carnes leves e pesseguíneas. Era um remanso, era um remanso para fugir às partes agitadas do Brasil, sorrindo do Rio de Janeiro e de São Paulo: tão prafrentex, as duas! e nós lá: macio- amesendados na calma e na verde brisa irônica.” Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) havia há muito deixado BH quando escreveu, em 1976, o poema “Triste horizonte”.

Personagem de livros, filmes, shows, discos, músicas, Belo Horizonte tem diferentes leituras nas artes. “Envelheço na cidade – Belo Horizonte como personagem” é um projeto que nasce para recuperação da memória cultural da capital mineira como também para mostrar como ela se relaciona com as artes e o turismo de hoje.

Criado para o ambiente digital, o projeto pretende contar a história da cidade por meio de vozes de artistas e/ou realizadores que, ao contrário da geração de Drummond, permaneceram em BH e a partir dela ganharam o Brasil e o mundo.

O evento é patrocinado pela Prefeitura de Belo Horizonte por meio da Belotur.

Entre os dias 02 e 10 de setembro serão transmitidos no YouTube cinco programas. Na abertura, Toninho Horta fala de sua trajetória e das histórias do Clube de Esquina. No dia 4 será a vez do coreógrafo do Grupo Corpo Rodrigo Pederneiras. Ele vai contar sobre a relação da companhia, que nasceu na casa de sua própria família no bairro da Serra, e também do novo espetáculo do grupo, concebido durante a pandemia.

Beatriz Apocalypse, do Grupo Giramundo, vai contar, entre outras histórias, a apresentação que a companhia de teatro de bonecos fez no lago do Parque Municipal de Belo Horizonte. A entrevista está marcada para 6 de setembro.

Cineasta mineiro, Helvécio Ratton é o convidado do dia 8 de setembro. No bate-papo, ele revela detalhes de “O lodo”, seu mais novo filme, que tem o centro de Belo Horizonte como cenário. Eduardo Moreira, ator e diretor do Grupo Galpão, encerra a série em 10 de setembro, mostrando a relação da companhia com a capital mineira.

A ideia, para além das respectivas trajetórias artísticas dos convidados, é relacionar o caminhar de cada um com Belo Horizonte, já que os grupos e artistas se fixaram em regiões diferentes da cidade.

O projeto pretende também recuperar a memória de uma Belo Horizonte que nem sempre está sob os holofotes. Como são os bairros/regiões onde os artistas estão inseridos? Como os respectivos espaços mudaram ao longo do tempo? O projeto online pretende mostrar Belo Horizonte como uma cidade não só de forte tradição cultural, mas também com forte atuação na área no tempo presente.

Complementando as entrevistas haverá também a participação dos guias de turismo Alexandre Martins, Egberto Nelson Fernandes Lacerda, Tércia Harry, Luciana Teixeira Nascimento e Horácio Nelson Lacerda Neto, mostrando as curiosidades de cada região e o que elas oferecem ao belo-horizontino e ao turista que vem à capital mineira.

A jornalista Mariana Peixoto, repórter de Cultura do jornal “Estado de Minas”, comanda as entrevistas que serão apresentadas no Youtube, sempre às 20h, nos dias 2, 4, 6, 8 e 10 de setembro.

ENVELHEÇO NA CIDADE

Datas: 02/09 (Toninho Horta), 04/09 (Rodrigo Pederneiras), 06/09 (Beatriz Apocalypse), 08/09

(Helvécio Raton) e 10/09 (Eduardo Moreira)

Transmissões sempre às 20h, pelo canal no YOUTUBE

Link: https://bit.ly/3ASuQ3o

Instagram: @duocultural