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sexta-feira, 14 de março de 2025

Músicos da Filarmônica de Minas Gerais fazem seu primeiro concerto da série "Filarmônica em Câmara"

Foto: Luciano Viana
Na terça-feira (18), às 20h30, na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte,músicos e musicistas da Orquestra apresentam o primeiro concerto do ano da série Filarmônica em Câmara. O clarinetista Jonatas Bueno e o percussionista Sérgio Aluotto abrem a noite com a obra Imagens, do compositor brasileiro Ronaldo Miranda. As musicistas Renata Xavier, na flauta, Maria Fernanda Gonçalves, no oboé, e os músicos Alexandre Silva, no clarinete, Mateus Almeida, no fagote, e José Francisco dos Santos, na trompa, interpretam a obra de Ravel, Le Tombeau de Couperin para quinteto de sopros. O octeto para cordas em Mi bemol Maior, op. 20, de Mendelssohn, encerra o concerto da noite com os músicos Rommel Fernandes, Ara Harutyunyan, Gabriel Almeida e a musicista Hyu-Kyung Jung, nos violinos, Mikhail Bugaev e Valentina Shmyreva, nas violas, Isaac Andrade e Eduardo Swerts, nos violoncelos. Ingressos a R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia) no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais. Este concerto terá interpretação em libras.

Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Governo de Minas Gerais por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Mantenedor: Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais. Apoio: Circuito Liberdade e Programa Amigos da Filarmônica. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Governo de Minas Gerais, Funarte, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Filarmônica em Câmara

18 de março – 20h30

Sala Minas Gerais

 R. MIRANDA                 Imagens

 Jonas Bueno, clarinete

Sérgio Aluotto, percussão

RAVEL/M. Jones          Le Tombeau de Couperin para quinteto de sopros

Renata Xavier, flauta

Maria Fernanda Gonçalves, oboé

Alexandre Silva, clarinete

Mateus Almeida, fagote

José Francisco dos Santos, trompa

 MENDELSSOHN            Octeto para cordas em mi bemol maior, op. 20

Rommel Fernandes, violino

Ara Harutyunyan, violino

Hyu-Kyung Jung, violino

Gabriel Almeida, violino

Mikhail Bugaev, viola

Valentina Shmyreva, viola

Isaac Andrade, violoncelo

Eduardo Swerts, violoncelo

 INGRESSOS:

R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 

Bilheteria da Sala Minas Gerais

Horário de funcionamento

Dias sem concerto:

3ª a 6ª — 12h a 20h

Sábado — 12h a 18h 

 Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:

— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana 

— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado 

— 9h a 13h — quando o concerto é no domingo

 São aceitos:

Cartões das bandeiras Elo, Mastercard e Visa

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 Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

terça-feira, 7 de novembro de 2023

Filarmônica de Minas Gerais recebe o saxofonista norte-americano Steven Banks

Foto: Chris Lee


Com regência do maestro convidado Roberto Tibiriçá, Orquestra interpreta obras do japonês Takashi Yoshimatsu, de Villa-Lobos e de Tchaikovsky

Um dos jovens solistas de maior evidência no cenário musical norte-americano, Steven Banks, faz sua estreia no Brasil com a Filarmônica de Minas Gerais executando duas importantes obras para saxofone. Com o melódico Albireo Mode do japonês Takashi Yoshimatsu e a célebre Fantasia de Villa-Lobos, o saxofonista apresenta diferentes possibilidades do instrumento. O regente convidado Roberto Tibiriçá finaliza este concerto com a vigorosa Quarta Sinfonia de Tchaikovsky. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais.

Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais, Instituto Cultural Vale e Banco Inter, com patrocínio da Cemig, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Apoio: Circuito Liberdade. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo de Minas Gerais, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Roberto Tibiriçá, regente convidado

Recebeu orientações de Guiomar Novaes, Magda Tagliaferro, Dinorah de Carvalho, Nelson Freire, Gilberto Tinetti e Peter Feuchwanger. Foi discípulo do maestro Eleazar de Carvalho. Já atuou como regente assistente no Teatro Nacional de São Carlos, em Portugal, e diretor artístico da Orquestra Sinfônica Brasileira. Também foi diretor artístico e regente titular da Petrobras Sinfônica, Sinfônica de Campinas e da Filarmônica de São Bernardo do Campo. Atuou como diretor artístico da Sinfônica Heliópolis/Instituto Baccarelli e regente titular da Sinfônica de Minas Gerais e da Orquesta Sinfónica del Sodre, no Uruguai. Na Petrobras Sinfônica, teve iniciativas elogiadas para divulgação e estímulo à música brasileira, como concertos com repertório de compositores nacionais contemporâneos e concursos para jovens solistas, regentes e compositores. Há alguns anos é convidado para o Festival Villa-Lobos, na Venezuela, regendo concertos com a Orquestra Simón Bolívar.

Steven Banks, saxofone

Uma das vozes emergentes no cenário da música norte-americana, Steven foi o primeiro saxofonista a conquistar o prêmio principal da Young Concert Artists, em 2019. Formado pela Universidade de Indiana, possui especialização em estudos de jazz pela mesma instituição e é Mestre em Música pela Northwestern University. Como solista, esteve em diversos festivais nos Estados Unidos, além de acumular performances com as orquestras de Cleveland e do Colorado. Reconhecido por ser um artista empenhado em repensar e expandir os limites da música clássica, Banks defende mais diversidade e inclusão como forma de superar o preconceito institucionalizado contra mulheres e pessoas não brancas no meio artístico. Em 2022, foi agraciado com o Avery Fisher Career Grant, iniciativa vinculada ao Lincoln Center for the Performing Arts que busca assistir artistas com grande potencial para carreira solo.

Repertório

Takashi Yoshimatsu (Tokyo, Japão, 1953) e a obra Concerto para saxofone soprano, op. 93, “Albireo Mode” (2005)

Considerado um dos mais importantes compositores japoneses vivos, Takashi Yoshimatsu destaca-se pelo seu apreço à estética do neorromantismo, que ele combina de maneira singular com influências da música tradicional de seu país, do jazz e do rock progressivo. Em 1994, Yoshimatsu escreveu seu primeiro concerto para saxofone, intitulado Cyber-bird, e o dedicou ao conterrâneo Nobuya Sugawa. Anos mais tarde, Sugawa o procurou novamente para que considerasse a ideia de um novo concerto, desta vez para sax soprano. Yoshimatsu embarcou, então, na composição de uma peça que fizesse contraponto ao “movimentado” Cyber-bird, ressaltando uma faceta mais “calma” do instrumento. Assim nasceu Albireo Mode, cujo nome é inspirado em uma estrela binária da constelação de Cygnus (Cisne). Segundo Yoshimatsu, seu objetivo era acentuar dois pares de características opostas e complementares do saxofone soprano. Por isso, cada estrela representa um movimento do concerto: o primeiro, “Topaz”, remete ao brilho amarelado da primeira estrela, simbolizando a tranquilidade e a beleza; o segundo, “Sapphire”, remete ao brilho azul-esverdeado da segunda, simbolizando o calor e a profundidade.

Heitor Villa-Lobos (Rio de Janeiro, 1887-1959) e a obra Fantasia para saxofone soprano e orquestra (1948)

A primeira vez que Villa-Lobos utilizou o saxofone em uma de suas composições foi no ano de 1912, na marcha Pro-pax. Desde então, o instrumento virou presença recorrente nas suas criações, aparecendo, por exemplo, em seis números da sua série de Choros e também na Bachianas Brasileiras nº 2 (inclusive, a primeira obra de câmara brasileira que traz o saxofone é o Sexteto místico, escrita por Villa-Lobos em 1927). A Fantasia para saxofone é de 1948, mas só foi estreada três anos depois, com a Orquestra de Câmara do MEC, sob regência do próprio Villa-Lobos, e com Waldemar Szpilman como solista. O sax é acompanhado pelas cordas e por três trompas. A peça se tornou a mais popular de todo o mundo para o saxofone soprano e, através dela, é possível conhecer um pouco da riqueza e originalidade características do universo sonoro de Villa-Lobos.

Piotr Ilitch Tchaikovsky (Votkinsk, Rússia, 1840 – São Petersburgo, Rússia, 1893) e a obra  Sinfonia nº 4 em fá menor, op. 36 (1877/1878)

A composição da Sinfonia nº 4 está intimamente ligada ao aparecimento de Nadezhda von Meck na vida de Tchaikovsky. Musicista amadora e excelente administradora, mantinha um grupo de artistas à sua disposição. Em 1876, encomendou a Tchaikovsky uma peça para violino e piano. Nascia aí um amor platônico e obsessivo e um caso duradouro de mecenato. Madame von Meck depositava mensalmente uma soma considerável de rublos para o compositor, destinada a liberá-lo de dar aulas para sobreviver, dedicando-se inteiramente à composição e às viagens. Os dois trocaram mais de mil cartas e a única imposição feita por von Meck foi a de que nunca se encontrassem pessoalmente. Os primeiros esboços da Quarta Sinfonia datam de fevereiro de 1877. Na época, além de ocupado com a composição da ópera Eugene Onegin, Tchaikovsky embarcara em um casamento desastrado com sua antiga aluna Antonina Miliukova. A orquestração dos três primeiros movimentos foi concluída em Veneza, no mesmo ano. A conclusão de seu amado opus 36 viria no dia 7 de janeiro de 1878, em San Remo. Considerada pelo compositor como uma de suas melhores obras, a Sinfonia nº 4 foi, naturalmente, dedicada a Mme. von Meck.

Filarmônica de Minas Gerais

Série Allegro

9 de novembro – 20h30

Sala Minas Gerais

Série Vivace

10 de novembro – 20h30

Sala Minas Gerais

Roberto Tibiriçá, regente convidado

Steven Banks, saxofone

T. YOSHIMATSU         Concerto para saxofone soprano, op. 93, “Albireo Mode”

VILLA-LOBOS             Fantasia para saxofone soprano e orquestra

TCHAIKOVSKY           Sinfonia nº 4 em fá menor, op. 36      

INGRESSOS:

R$ 50 (Coro), R$ 50 (Terraço), R$ 50 (Mezanino), R$ 70 (Balcão Palco), R$ 90 (Balcão Lateral), R$ 120 (Plateia Central), R$ 155 (Balcão Principal) e R$ 175 (Camarote).

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Bilheteria da Sala Minas Gerais

Horário de funcionamento

Dias sem concerto:

3ª a 6ª — 12h a 20h

Sábado — 12h a 18h 

Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:

— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana 

— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado 

— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo

São aceitos:

Cartões das bandeiras Elo, Mastercard e Visa

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SOBRE A ORQUESTRA

A Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação.

Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas.

O grupo recebeu numerosos menções e prêmios, entre eles o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano.

Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, os Clássicos na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto.

A Orquestra possui 11 álbuns gravados, entre eles três que integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty. O álbum Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, foi indicado ao Grammy Latino 2020.

Ainda em 2020, inaugurou seu próprio estúdio de TV para a realização de transmissões ao vivo de seus concertos, totalizando hoje mais de 80 concertos transmitidos em seu canal no YouTube, onde se podem encontrar diversos outros conteúdos sobre a orquestra e a música de concerto.

Realiza também diversas apresentações por cidades do interior mineiro e capitais do Brasil, tendo se apresentado também na Argentina e Uruguai. Em celebração ao bicentenário da Independência do Brasil, em 2022, realizou uma turnê a Portugal, apresentando-se nas principais salas de concertos do país nas cidades do Porto, Lisboa e Coimbra, além de um concerto a céu aberto, no Jardim da Torre de Belém, como parte da programação do Festival Lisboa na Rua, promovido pela Prefeitura de Lisboa.

A sede da Filarmônica, a Sala Minas Gerais, foi inaugurada em 2015, sendo uma referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico. Considerada uma das principais salas de concertos da América Latina, recebe anualmente um público médio de 100 mil pessoas.

A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Filarmônica vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.

Os números da Filarmônica (2008 a junho/2023)

1.467.778 espectadores

1.161 concertos realizados

1.278 obras interpretadas

119 concertos em turnês estaduais

39 concertos em turnês nacionais

9 concertos em turnê internacional

606 notas de programa publicadas no site

225 webfilmes publicados (20 com audiodescrição)

1 coleção com 3 livros e 1 DVD sobre o universo orquestral

4 exposições itinerantes e multimeios sobre música clássica

11 CDs lançados

1 Indicação ao Grammy Latino 2020 (CD Almeida Prado - Obras para piano e orquestra – Categoria de Melhor Álbum Clássico)

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Filarmônica de Minas Gerais convida Eduardo Monteiro

Dois concertos presenciais animam a
semana - Foto: Eugênio Sávio
Com regência do maestro Fabio Mechetti, Orquestra ainda interpreta Edino Krieger e Carlos Gomes

Nesta temporada 2022, a Filarmônica de Minas Gerais lembra os 175 anos da morte de Mendelssohn. Seu belo Segundo Concerto será apresentado pelo pianista brasileiro Eduardo Monteiro na quinta-feira (17)e sexta-feira (18), às 20h30, na Sala Minas Gerais. Abertura Brasileira, do compositor Edino Krieger, e quatro aberturas de Carlos Gomes, representando fases distintas da música sinfônica brasileira, completam o programa. A regência é do Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais, maestro Fabio Mechetti. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais. A capacidade da Sala é de 1.493 lugares.

Em decorrência da nova portaria da Prefeitura de Belo Horizonte, publicada no dia 9 de fevereiro de 2022, com orientações sobre a prevenção da Covid-19 em casas de espetáculo, torna-se obrigatória a apresentação do comprovante de vacinação com duas doses da vacina contra a Covid-19 (é possível apresentar o documento original em papel ou na sua versão digital, que pode ser obtida na plataforma Conecte SUS) ou o teste negativo para Covid-19. O uso permanente de máscara segue obrigatório e o Café da Sala estará provisoriamente fechado. Veja mais orientações no “Guia de acesso à Sala”, no site da Orquestra.

Este projeto é apresentado pelo Ministério do Turismo e Governo de Minas Gerais e conta com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura.  Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo de Minas Gerais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

No mês fevereiro, a Filarmônica de Minas Gerais gravará nove aberturas e trechos de ópera do compositor Carlos Gomes (Campinas, 1836 – Belém, 1896), dando continuidade à parceria com o Itamaraty e o selo internacional Naxos no projeto Brasil em concerto, que tem como objetivo a divulgação de compositores e orquestras brasileiras no exterior.

Maestro Fabio Mechetti, diretor artístico e regente titular

Desde 2008, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo responsável pela implementação de um dos projetos mais bem-sucedidos no cenário musical brasileiro.

Ao ser convidado, em 2014, para o cargo de Regente Principal da Orquestra Filarmônica da Malásia, Fabio Mechetti tornou-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática. Depois de quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville, Estados Unidos, atualmente é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular da Sinfônica de Syracuse e da Sinfônica de Spokane. Desta última é, agora, Regente Emérito.

Foi regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington e com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio norte-americano. Da Orquestra Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente.

Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Orquestra Sinfônica de Nova Jersey e tem dirigido inúmeras orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É convidado frequente dos festivais de verão nos Estados Unidos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, na Dinamarca, Mechetti dirige regularmente na Escandinávia, particularmente a Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a de Helsingborg, Suécia. Na Finlândia, dirigiu a Filarmônica de Tampere; na Itália, a Orquestra Sinfônica de Roma e a Orquestra do Ateneo em Milão; e na Dinamarca, a Filarmônica de Odense.

No Brasil, foi convidado a dirigir a Sinfônica Brasileira, a Estadual de São Paulo, as orquestras de Porto Alegre e Brasília e as municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro. Trabalhou com artistas como Alicia de Larrocha, Thomas Hampson, Frederica von Stade, Arnaldo Cohen, Nelson Freire, Emanuel Ax, Gil Shaham, Midori, Evelyn Glennie, Kathleen Battle, entre outros.

Em 2022 fará sua estreia com as orquestras Filarmônica do Teatro Colón, em Buenos Aires, e a Orquestra Sinfônica da Colômbia, em Bogotá.

Eduardo Monteiro, piano

O carioca Eduardo Monteiro é considerado um dos expoentes do piano no Brasil. Estudou no Rio de Janeiro, França, Itália e Estados Unidos. Conquistou o 1º lugar no III Concurso Internacional de Colônia (1989), além do prêmio Melhor Intérprete de Beethoven e o 3º lugar nos Concursos Internacionais de Dublin (Irlanda, 1991) e Santander (Espanha, 1992). Foi solista das filarmônicas de São Petersburgo, Moscou, Munique e Bremen. Também se apresentou com a Sinfônica de Novosibirsky, Nacional da Irlanda, Orquestra de Câmara de Viena, da RTV Espanhola, Osesp, OSB, entre outras. Dentre os maestros com os quais já atuou, destacam-se Yuri Temirkanov, Mariss Jansons, Dimitri Kitayenko, Philippe Entremont e Arnold Katz. Desde 2002 é Professor Titular de Piano do Departamento de Música da ECA-USP. Em 2007, lançou álbum de música brasileira pela Meridian Records no Wigmore Hall de Londres. Foi diretor da Orquestra Sinfônica da USP. Atualmente é vice-diretor da Escola de Comunicações e Artes da USP.

Repertório

Edino Krieger (Brusque, Brasil, 1928) e a obra Abertura Brasileira (1955)

Nascido em Brusque (Santa Catarina) em 1928, Edino Krieger aprendeu o violino com seu pai, o também violinista Aldo Krieger. Permaneceu em sua região natal até os 14 anos, quando ganhou uma bolsa para estudar no Conservatório Brasileiro de Música, no Rio de Janeiro. Paralelamente aos estudos de violino, Krieger iniciou sua trajetória na composição por meio do contato com Hans-Joachim Koellreutter, com quem estudou harmonia, contraponto e fuga na mesma turma de Claudio Santoro e César Guerra-Peixe. Suas primeiras obras são marcadas pela dodecafonia e o serialismo, mas, segundo o compositor, de uma maneira livre. Em 1948, tornou-se aluno de orquestração de Aaron Copland nos Estados Unidos, onde também foi aluno de Darius Milhaud. Esta aproximação com outros pontos de vista, em especial a expressão neoclássica de Aaron Copland, deu o tom a toda a segunda fase de sua criação, entre 1953 e 1965. É desta época a Abertura Brasileira, composta em 1955 em Londres, em homenagem a Luiz Gonzaga. Neste período há constantes referências a elementos de caráter nacionalista, que também podem ser observadas na Brasiliana para viola e cordas, de 1960. A primeira audição da Abertura Brasileira se deu na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, em 9 de abril de 1981, com a Orquestra Sinfônica Brasileira sob a regência de Isaac Karabtchevsky.

Felix Mendelssohn (Hamburgo, Alemanha, 1809 – Leipzig, Alemanha, 1847) e a obra Concerto para piano nº 2 em ré menor, op. 40 (1837)

O ano de 1835 marcou o início de uma fase próspera para Félix Mendelssohn. Ele fora convidado a dirigir a Sociedade dos Concertos da Gewandhaus, de Leipzig, obtendo êxito extraordinário. O sucesso naquela cidade carregava um significado especial: lá, um século antes, vivera seu ídolo, Johann Sebastian Bach. O ambiente de Leipzig inspirou Mendelssohn a compor uma grande obra de estilo bachiano, o Oratório São Paulo, concluído em 1836. A peça foi executada durante o Festival de Birmingham de 1837, na Inglaterra. Nessa ocasião Mendelssohn também estreou seu Concerto para piano nº 2. A essa altura de sua vida, ele já possuía reputação internacional tanto como pianista quanto como compositor. Embora o período de Leipzig representasse prestígio profissional para Mendelssohn, foi marcado pela morte de seu pai, fato que o abateu profundamente. O alento foi trazido pelo amor de Cécile Charlotte Sophie Jeanrenaud, com quem Mendelssohn se casou em 1837. No Concerto nº 2, iniciado durante a lua-de-mel, podem ser percebidos elementos exteriores como a tragicidade da morte, representada pela tonalidade de ré menor, e momentos calorosamente românticos e suaves, pintados em tonalidades maiores.

Antônio Carlos Gomes (Campinas, Brasil, 1836 – Belém, Brasil, 1896) e a obra Joana de Flandres: Prelúdio (1862)

“Fim de um triunfiasco”! Essa foi a nota deixada por Carlos Gomes na última página de Joana de Flandres, a ópera escrita em 1863, antes de o compositor partir para e Europa. Dada como perdida, a versão integral da partitura foi compilada no século XXI. Escrita sobre libreto de Salvador de Mendonça, que tentava incentivar o gênero em língua portuguesa, foi estreada em 15 de setembro de 1863, no Teatro Lírico Nacional, com a presença do imperador. A sua segunda ópera foi, de certa forma, o passaporte para sua ida para a Europa. A cada cinco anos, o Conservatório de Música do Rio de Janeiro, onde Carlos Gomes estudava, indicava o nome de algum aluno ou artista para obter uma pensão imperial para estudar na Europa. Sorte do compositor de Campinas e sorte nossa!

Antônio Carlos Gomes (Campinas, Brasil, 1836 – Belém, Brasil, 1896) e a obra Maria Tudor: Prelúdio (1878)

Inspirada no drama homônimo de Victor Hugo e com libreto de Emílio Praga, Maria Tudor foi encenada pela primeira vez no teatro Alla Scala de Milão em 27 de março de 1879. Na época, Gomes já era figura de destaque no cenário operístico internacional, tendo estreado com sucesso óperas como O Guarani (1870) e Fosca (1873). Em Maria Tudor, o enredo se baseia na história da rainha Maria I da Inglaterra, conhecida como “a sanguinária”. Diferentemente dos prelúdios convencionais, que condensam em um pot-pourri os principais temas da ópera, essa peça concilia o tema da vingança, extraído do final do ato III, com os momentos líricos da marcha dos condenados do ato IV, através de um trabalho de desenvolvimento melódico. Carlos Gomes realiza, dessa maneira, uma obra sinfônica em que a ânsia de vingança inicial se transforma numa seção lírica, marcada pela compaixão e pelo amor. Segundo Victor Hugo, o drama pretende retratar “uma rainha que seja uma mulher. Grande como rainha. Verdadeira como mulher”.

Antônio Carlos Gomes (Campinas, Brasil, 1836 – Belém, Brasil, 1896) e a obra Condor: Prelúdio e Noturno (1891)

Condor foi a última obra lírica escrita por Carlos Gomes – estreou no dia 21 de fevereiro de 1891 no Teatro Scala de Milão. A obra dá a ver a predileção do compositor pelo verismo, corrente operística pós-Romântica que busca seus temas não em entidades divinas ou nobres, mas sim em questões contemporâneas de homens e mulheres ordinários. O drama de desenrola na Samarcanda, a segunda maior cidade do Uzbequistão. O Condor do título não se refere ao pássaro nativo dos Andes. Ele é um aventureiro, filho de um sultão, que se apaixona pela rainha Odalea e por ela se sacrifica. A música é cheia de elementos exóticos atribuídos pela tradição italiana ao Oriente Médio daquela época. O Noturno, a peça que abre o último ato da ópera, nada mais é do que um prelúdio que prepara o ato conclusivo, neste caso antecedendo uma cena lírica noturna. Segundo crítica publicada no dia seguinte à estreia, Gomes fora “verdadeiramente inspirado” na composição do Noturno. De fato, é grande o número de óperas escritas na Itália na segunda metade do século XIX que contêm uma peça orquestral que cria o ambiente adequado para a cena dramática (o que é chamado pelos veristas de ambientismo). E os prelúdios a se firmarem como referências foram La Traviata, de Verdi, e Lohengrin, de Wagner. No entanto, o prelúdio de Gomes oferece uma diferença: embora também prepare e anteceda tematicamente a cena seguinte, seu Noturno é dono de estrutura temática que lhe permite autonomia como peça sinfônica.

Antônio Carlos Gomes (Campinas, Brasil, 1836 – Belém, Brasil, 1896) e a obra O Escravo: Prelúdio e Alvorada (1889)

André Rebouças, amigo de Carlos Gomes, escreveu que o compositor certa vez revelara: “se me dessem agora a escolher entre ir para o céu e ir para a Itália, eu preferiria ir para a Itália”. O entusiasmo de Carlos Gomes está diretamente relacionado à sua admiração incondicional por Verdi. Rebouças também conta que o amigo “apreciava principalmente o amanhecer na floresta; o coro irreproduzível de um milhar de pássaros tinha para ele o maior encanto”. Nessas palavras, Rebouças antevê a composição de Alvorada, interlúdio orquestral da ópera O Escravo, escrita na mesma época em que Verdi estava completando a composição de Otello. Por falar nesse ícone da música italiana, geralmente tão comedido em julgar seus contemporâneos, ele havia profetizado, após ouvir O Guarani: “este jovem começa de onde eu termino!”.

Programa

Série Presto

17 de fevereiro – 20h30

Sala Minas Gerais

Série Veloce

18 de fevereiro – 20h30

Sala Minas Gerais

Fabio Mechetti, regente

Eduardo Monteiro, piano

E. KRIEGER                         Abertura Brasileira

MENDELSSOHN                Concerto para piano nº 2 em ré menor, op. 40

GOMES                              Joana de Flandres: Prelúdio

GOMES                              Maria Tudor: Prelúdio

GOMES                              Condor: Prelúdio e Noturno

GOMES                              O Escravo: Prelúdio e Alvorada

INGRESSOS:

R$ 50 (Coro), R$ 50 (Terraço), R$ 50 (Mezanino), R$ 65 (Balcão Palco), R$ 86 (Balcão Lateral), R$ 113 (Plateia Central), R$ 146 (Balcão Principal) e R$ 167 (Camarote).

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Funcionamento da bilheteria:

Bilheteria da Sala Minas Gerais

Sem concerto

Terça a sexta – 12h às 20h

Sábado – 12h às 18h

Com concerto

Terça a sexta – 12h às 22h

Sábado – 12h às 20h

Domingo – 9h às 13h

Cartões e vale aceitos:

Cartões das bandeiras American Express, Elo, Hipercard, Mastercard e Visa.

Vale-cultura das bandeiras Ticket e Sodexo.

Sobre a Orquestra

Foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação. Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas. O grupo recebeu numerosos menções e prêmios, entre eles o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano. O CD Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, lançado em 2020 pelo selo internacional Naxos em parceria com o Itamaraty, foi indicado ao Grammy Latino 2020. A premiação dada pela Revista Concerto teve como tema “Reinvenção na Pandemia” e destacou as transmissões ao vivo de concertos realizadas pela Filarmônica em 2020, em sua Maratona Beethoven, e ações educacionais como a Academia Virtual.

Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, os Clássicos na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto. Além disso, desde 2008, várias cidades receberam a Orquestra, de Norte a Sul, passando também pelas regiões Leste, Alto Paranaíba, Central e Triângulo.

A Orquestra possui 9 álbuns gravados, entre eles dois que integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty, com obras dos compositores brasileiros Alberto Nepomuceno e Almeida Prado. O álbum de Almeida Prado, lançado em 2020, foi indicado ao Grammy Latino de melhor gravação de música erudita. A Sala Minas Gerais, sede da Orquestra, foi inaugurada em 2015, em Belo Horizonte, tornando-se referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico e uma das principais salas de concertos da América Latina. A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Orquestra vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.

* Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide

sábado, 5 de fevereiro de 2022

Filarmônica de Minas Gerais abre a Temporada 2022

Concerto tem transmissão on-line 
no YouTube - Foto: Eugênio Sávio
Com regência do maestro Fabio Mechetti, Orquestra recebe o violonista Fabio Zanon, faz homenagem a Villa-Lobos e Francisco Mignone e interpreta aberturas de Carlos Gomes

A Temporada 2022 da Filarmônica de Minas Gerais se inicia nos dias 10 e 11 de fevereiro, às 20h30, na Sala Minas Gerais, com a celebração dos 100 anos da Semana de Arte Moderna, quando novos paradigmas artísticos se revelaram. Villa-Lobos, um dos “influenciadores” daquele importante evento, está no primeiro programa do ano, com uma de suas mais belas obras para um instrumento que lhe era muito querido: o violão. Além de ser solista na obra de Villa-Lobos, o violonista brasileiro Fabio Zanon também nos auxilia na homenagem aos 125 anos de nascimento de Francisco Mignone ao interpretar o Concerto para violão do compositor. Este repertório totalmente brasileiro se encerra com várias das mais importantes aberturas de Carlos Gomes. A regência é do maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais.

Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais, a partir do dia 7/02. O concerto de quinta-feira(10) terá transmissão ao vivo aberta a todo o público pelo canal da Filarmônica no YouTube.

“A comemoração dos 100 anos da Semana de Arte Moderna, com obras de Villa-Lobos, Mignone e Carlos Gomes, marca o início de nossa temporada. Construímos uma programação que valoriza a troca de experiências entre a geração de jovens solistas e nomes consagrados nacionais e internacionais, além de nossos talentosos músicos e musicistas. Vários projetos artísticos, incluindo gravações, serão retomados ao longo de 2022, dentre eles, obras de Lorenzo Fernandez, na celebração de seus 125 anos de nascimento, e Carlos Gomes, assim como registro de algumas obras de D. Pedro I, em celebração dos 200 anos de nossa Independência”, destaca o maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais.

Em decorrência do nova portaria da Prefeitura de Belo Horizonte, publicada no dia 1º de fevereiro de 2022, com orientações sobre a prevenção da covid-19 em casas de espetáculo, torna-se obrigatória a apresentação do comprovante de vacinação com duas doses da vacina contra a covid-19 para o acesso à Sala Minas Gerais. É possível apresentar o documento original em papel ou na sua versão digital, que pode ser obtida na plataforma Conecte SUS. A medida passa a valer no primeiro concerto da Temporada 2022, dia 10 de fevereiro. O uso permanente de máscara no espaço segue obrigatório e o Café da Sala estará provisoriamente fechado no período de vigência da determinação.

Ainda segundo o novo decreto, a Sala Minas Gerais passa a receber público de até 500 pessoas em suas apresentações (a capacidade total da Sala é de 1.493 lugares). O acesso à sala de concertos será encerrado cinco minutos antes do horário da apresentação; assim, as portas serão fechadas às 20h25.

Este projeto é apresentado pelo Ministério do Turismo, Governo de Minas Gerais e Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo do Estado de Minas Gerais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

Maestro Fabio Mechetti, diretor artístico e regente titular

Desde 2008, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo responsável pela implementação de um dos projetos mais bem-sucedidos no cenário musical brasileiro.

Ao ser convidado, em 2014, para o cargo de Regente Principal da Orquestra Filarmônica da Malásia, Fabio Mechetti tornou-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática. Depois de quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville, Estados Unidos, atualmente é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular da Sinfônica de Syracuse e da Sinfônica de Spokane. Desta última é, agora, Regente Emérito.

Foi regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington e com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio norte-americano. Da Orquestra Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente.

Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Orquestra Sinfônica de Nova Jersey e tem dirigido inúmeras orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É convidado frequente dos festivais de verão nos Estados Unidos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, na Dinamarca, Mechetti dirige regularmente na Escandinávia, particularmente a Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a de Helsingborg, Suécia. Na Finlândia, dirigiu a Filarmônica de Tampere; na Itália, a Orquestra Sinfônica de Roma e a Orquestra do Ateneo em Milão; e na Dinamarca, a Filarmônica de Odense.

No Brasil, foi convidado a dirigir a Sinfônica Brasileira, a Estadual de São Paulo, as orquestras de Porto Alegre e Brasília e as municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro. Trabalhou com artistas como Alicia de Larrocha, Thomas Hampson, Frederica von Stade, Arnaldo Cohen, Nelson Freire, Emanuel Ax, Gil Shaham, Midori, Evelyn Glennie, Kathleen Battle, entre outros.

Em 2022 fará sua estreia com as orquestras Filarmônica do Teatro Colón, em Buenos Aires, e a Orquestra Sinfônica da Colômbia, em Bogotá.

Fabio Zanon, violão

Uma das figuras centrais no cenário internacional de violão clássico, como solista ou camerista, Fabio Zanon tem se apresentado por toda a Europa, Américas, Austrália e Oriente Médio. É também convidado regular de teatros como o Royal Festival Hall, Wigmore Hall, Philharmonie (Berlim), Carnegie Hall, Tchaikovsky Hall (Moscou) e Sala Filarmônica de São Petersburgo, Beux Arts Centre (Bruxelas), Les Invalides (Paris), Concertgebouw (Amsterdã), Sala Verdi (Milão), Sala da Filarmônica de Varsóvia, Musikhalle de Hamburgo, Ateneu de Madri, KKR em Lucerna e todas as mais importantes casas do Brasil. Venceu por unanimidade o 30° Concurso Francisco Tarrega (1996), na Espanha, e o 14° Concurso da Fundação Americana de Violão (GFA), nos Estados Unidos. A essas vitórias seguiu-se uma turnê de 56 concertos nos EUA e Canadá e o lançamento de seus primeiros álbuns. Sua gravação da obra completa de Villa-Lobos, pelo selo Music Masters, é considerada uma referência, e o álbum Guitar Recital (Naxos) foi escolhido pela revista Gramophone como o melhor de 1998. Desde 2009, Zanon é professor visitante da Royal Academy of Music de Londres. Em 2014, assumiu a coordenação artística e pedagógica do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão.

Repertório

Heitor Villa-Lobos (Rio de Janeiro, Brasil, 1887 – 1959) e a obra Introdução aos Choros (1929)

Se os anos 1930 foram os anos das Bachianas, a década de 1920 foi a dos Choros para Heitor Villa-Lobos. Enquanto as Bachianas evidenciavam a intenção de redescoberta da forma clássica, os Choros apertam o laço do compositor brasileiro com a Europa. Em uma inventividade absoluta, a inclusão de instrumentos considerados populares ou exóticos não se expressa somente com uma intenção pitoresca, mas como um reino de ideias livres onde, em cada obra, amplia-se a exploração de timbres. Ao ciclo, foi introduzido em 1929 uma entrada monumental para violão e orquestra. Imaginada como uma abertura para a performance do ciclo completo, a Introdução aos Choros é, nas palavras do próprio compositor, “uma espécie de abertura sinfônica, orquestrada para todos os instrumentos envolvidos no restante dos trabalhos da série Choros”. De fato, demonstrando a função clássica da abertura sinfônica, inúmeras referências às outras peças do ciclo podem ser ouvidas. Desde a abertura Forte, uma transfiguração da melodia da flauta ouvida no início dos Choros nº 6, até o solo de corne inglês no finale que antecipa as primeiras notas dos Choros nº 1, a Introdução demonstra ao ouvinte a importância da série como uma entidade única. Nas palavras de Pierre Vidal: “Os Choros criam sua própria lógica. Com sua diversidade de conteúdos, sua originalidade harmônica, sua variedade de ritmos e virtuosidade instrumental, eles são representativos de um Villa-Lobos no auge de seu arrojo nos anos 1920, e têm sido considerados a mais importante contribuição brasileira para a música do século XX”.

Francisco Mignone (São Paulo, Brasil, 1897 – Rio de Janeiro, Brasil, 1986) e a obra Concerto para violão (1975)

É inegável a contribuição de Francisco Mignone para o amadurecimento do repertório brasileiro do violão. Sua rica produção musical, de destacada importância para a música brasileira do século XX, passeou por diversos instrumentos, estilos e gêneros. Graças ao incentivo de violonistas e seu próprio interesse em criar para o instrumento, que pouco dominava, sua colaboração para o repertório para violão tem nos Doze estudos para violão solo e nas Doze valsas para violão solo, ambos de 1970, importantes emblemas. Criado em 1975, o Concerto para violão foi dedicado a Antônio Carlos Barbosa Lima, amigo e violonista que o estreou dois anos depois em Washington (EUA). Ponto alto de seu amadurecimento com o violão, é possível ouvir no Concerto sua criatividade e experiência transcritas em uma obra de grande relevo.

Antônio Carlos Gomes (Campinas, Brasil, 1836 – Belém, Brasil, 1896) e a obra Salvator Rosa: Sinfonia (1874)

Depois de O Guarani (1870) e Fosca (1873), Carlos Gomes deixou de lado a amizade e os laços com a Casa Lucca e entregou seu próximo trabalho aos cuidados de Giulio Ricordi. Aplaudida pela crítica milanesa, a Fosca não foi sucesso de público nas poucas récitas que recebeu em Milão e Modena. Logo após sua criação, em 1873, o compositor percebeu que se fazia necessária uma guinada em direção à ópera italiana, abandonando os esquemas franceses ou alemães. O resultado desta guinada é Salvator Rosa, estreada em Gênova em 1874, seu segundo maior sucesso na Itália e a ópera que mais lhe rendeu dinheiro. A partir de então, Carlos Gomes estaria estreitamente ligado à Casa Ricordi. O contrato firmado com os Ricordi para Salvator Rosa era muito mais vantajoso para Carlos Gomes, o que se refletiu em mais liberdade e uma leveza elaborada, o que não se nota em seus trabalhos anteriores.

Antônio Carlos Gomes (Campinas, Brasil, 1836 – Belém, Brasil, 1896) e a obra A noite do castelo: Prelúdio (1861)

Em 20 de junho de 1859, Carlos Gomes tomou o navio em Santos que o levaria à Corte. Já no Rio de Janeiro, matriculou-se no Conservatório de Música, onde frequentaria aulas de contraponto com Gioacchino Giannini e despertaria o entusiasmo do diretor e professor Francisco Manuel da Silva. Em 1860, torna-se ensaiador no Teatro Lírico Nacional, cargo que lhe permite conviver com musicistas, produtores e cantores de companhias de ópera italianas. O contato diário com a obra de Rossini, Bellini, Donizetti e Verdi exerceu profunda influência sobre o compositor. Em 4 de setembro do ano seguinte, Francisco Manuel da Silva regeu a estreia de sua primeira ópera, A noite do castelo. A partir daí, recebeu de D. Pedro II o título de cavaleiro da Ordem da Rosa, marcando a admiração mútua entre imperador e compositor. Dois anos depois, em 15 de setembro de 1863, Gomes estreou no Teatro Lírico Nacional sua segunda ópera, Joana de Flandres, e logo depois partiu para a Europa por ter sido o aluno medalha de ouro de 1863 do Conservatório, com bolsa que a escola concedia uma vez a cada cinco anos.

Antônio Carlos Gomes (Campinas, Brasil, 1836 – Belém, Brasil, 1896) e a obra Fosca: Sinfonia (1873)

Depois de uma temporada no Rio de Janeiro, onde foi recebido como herói e apresentou a estreia brasileira de O Guarani, Carlos Gomes retornou a Milão e casou-se com a pianista italiana Adelina Peri, de quem havia sido colega no conservatório. No mesmo ano, em 1871, começou a compor Fosca, ópera com libreto de Antonio Ghilarzoni. Estreada em 16 de fevereiro de 1873 no Teatro Scala de Milão, a obra foi inicialmente mal recebida, muito em razão de uma disputa entre reformadores wagnerianos e os defensores do bel canto italiano. Anos mais tarde, novas montagens dariam à ópera um considerável sucesso. A mais italiana de suas óperas, Fosca é considerada por Mário de Andrade o maior feito musical de Carlos Gomes. No Sul global, a Fosca foi bem recebida em Buenos Aires e no Rio de Janeiro, onde estreou em 25 de julho de 1877, no Teatro Dom Pedro II.

Antônio Carlos Gomes (Campinas, Brasil, 1836 – Belém, Brasil, 1896) e a obra O Guarani: Protofonia (1871)

Carlos Gomes se inspirou no romance indianista O Guarani, de José de Alencar, para compor sua ópera de mesmo nome. A obra em quatro atos, com libreto em italiano de Antônio Sclavini e Carlo D’Orneville, trata da história de amor de Ceci e Peri. A montagem estreou com grande sucesso em 19 de março de 1870 no Teatro Scala de Milão – a estreia brasileira só veio em dezembro do mesmo ano, no Rio de Janeiro. A Protofonia, ou Abertura, é sem dúvida o tema mais conhecido dessa criação de Carlos Gomes.

PROGRAMA

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Série Allegro

10 de fevereiro – 20h30

Sala Minas Gerais

Série Vivace

11 de fevereiro – 20h30

Sala Minas Gerais

Fabio Mechetti, regente

Fabio Zanon, violão

VILLA-LOBOS        Introdução aos Choros

MIGNONE            Concerto para violão

GOMES                 Salvator Rosa: Sinfonia

GOMES                 A noite do castelo: Prelúdio

GOMES                 Fosca: Sinfonia

GOMES                 O Guarani: Protofonia

INGRESSOS:

R$ 50 (Coro), R$ 50 (Terraço), R$ 50 (Mezanino), R$ 65 (Balcão Palco), R$ 86 (Balcão Lateral), R$ 113 (Plateia Central), R$ 146 (Balcão Principal) e R$ 167 (Camarote).

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Funcionamento da bilheteria:

Bilheteria da Sala Minas Gerais

Sem concerto

Terça a sexta – 12h às 20h

Sábado – 12h às 18h

Com concerto

Terça a sexta – 12h às 22h

Sábado – 12h às 20h

Domingo – 9h às 13h

Cartões e vale aceitos:

Cartões das bandeiras American Express, Elo, Hipercard, Mastercard e Visa.

Vale-cultura das bandeiras Ticket e Sodexo.   

Sobre a Orquestra

Foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação. Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas. O grupo recebeu numerosos menções e prêmios, entre eles o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano. O CD Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, lançado em 2020 pelo selo internacional Naxos em parceria com o Itamaraty, foi indicado ao Grammy Latino 2020. A premiação dada pela Revista Concerto teve como tema “Reinvenção na Pandemia” e destacou as transmissões ao vivo de concertos realizadas pela Filarmônica em 2020, em sua Maratona Beethoven, e ações educacionais como a Academia Virtual.

Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, os Clássicos na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto. Além disso, desde 2008, várias cidades receberam a Orquestra, de Norte a Sul, passando também pelas regiões Leste, Alto Paranaíba, Central e Triângulo.

A Orquestra possui 9 álbuns gravados, entre eles dois que integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty, com obras dos compositores brasileiros Alberto Nepomuceno e Almeida Prado. O álbum de Almeida Prado, lançado em 2020, foi indicado ao Grammy Latino de melhor gravação de música erudita. A Sala Minas Gerais, sede da Orquestra, foi inaugurada em 2015, em Belo Horizonte, tornando-se referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico e uma das principais salas de concertos da América Latina. A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Orquestra vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Patrimar patrocina Filarmônica de Minas Gerais em concerto gratuito da série “Clássicos na Praça”

Evento pode ser visto por toda família em Belo Horizonte
Foto: Bruna Brandão
No domingo (8), às 11h, a Filarmônica de Minas Gerais, com patrocínio da Patrimar Engenharia, convida o público a reunir a família e os amigos para apreciar a música orquestral em concerto da série “Clássicos na Praça”. A apresentação será ao ar livre e gratuita, no coração de Belo Horizonte, na Praça da Savassi (Praça Diogo Vasconcelos).

É a primeira vez que a Orquestra se apresenta no local. Sob a direção do regente associado da Orquestra, Marcos Arakaki, o público ouvirá um repertório variado que tem os ritmos da marcha e da valsa, músicas que povoam a nossa memória, composições inspiradas em histórias reais ou imaginárias, a música que se ouve no cinema. O Brasil estará presente com os ritmos e melodias que nos falam da nossa origem como povo, da força da cultura brasileira e da diversidade que nos une.

“A Patrimar se preocupa com o bem-estar e com o crescimento da cidade de Belo Horizonte e sua população. O patrocínio reafirma esse compromisso e a importância que a empresa dá à cultura local e sua disseminação. Acreditamos que uma sociedade é desenvolvida e transformada através da cultura, entre outros fatores”, comenta Larissa Castro, Gerente de marketing do Grupo Patrimar.

Para o público, a Patrimar preparou um espaço para integração das pessoas presentes com o mundo da arte e ainda distribuirá pipoca. O evento contará também com espaço infantil.

No repertório, A marcha do príncipe da Dinamarca (Trompete Voluntário), de Clarke; Sinfonia nº 40 em sol menor, K. 550: Molto allegro, de Mozart; Egmont, op. 84: Abertura, de Beethoven; Poeta e Camponês: Abertura, de Suppé; Contos dos bosques de Viena, op. 325, de J. Strauss Jr.; Batuque, de Fernandez; Suíte Nordestina, de Duda; ET: Aventuras na Terra, de J. Williams.

Este concerto é apresentado pelo Ministério da Cidadania e Governo de Minas Gerais por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e da Lei Federal de Incentivo à Cultura, tem patrocínio da Patrimar e do BDMG e apoio da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, com o programa “BH é da Gente”.

“Clássicos na Praça”

Data: 8 de setembro (domingo)
Horário: 11h
Local: Praça da Savassi (Praça Diogo Vasconcelos)
Concerto gratuito
Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

sexta-feira, 22 de março de 2019

Músicos da Filarmônica de Minas Gerais realizam Concerto de Câmara

Evento promete emocionar o público na capital mineira
Foto: Rafael Motta
Nos Concertos de Câmara, os músicos da Filarmônica, que, habitualmente, tocam com toda a orquestra, têm a oportunidade de explorar novas possibilidades e sonoridades em formações menores. No dia 26 de março, às 20h30, integrantes da Filarmônica de Minas Gerais se reúnem em trio, quarteto e quinteto, ocupando o palco da Sala Minas Gerais com um repertório variado que acolhe a música de diferentes períodos e estilos, incluindo uma composição do violista principal da Orquestra, João Carlos Ferreira. Ingressos a R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).

O programa terá a Suíte para violino, clarinete e piano, op. 157b, de Milhaud, interpretada pela violinista Radmila Bocev, pelo clarinetista Marcus Julius Lander e pela pianista Ayumi Shigeta; Poética, de J. C. Ferreira, com a flautista Cássia Lima, o clarinetista Marcus Julius Lander, a violinista Jovana Trufanovic, o violista João Carlos Ferreira e o violoncelista Eduardo Swerts; Trio para flauta, clarinete e fagote, op. 32, de Kummer, que será executado pela flautista Cássia Lima, pelo clarinetista Marcus Julius Lander e pela fagotista Catherine Carignan; Terceira Construção, de Cage, com os percussionistas Rafael Alberto, Daniel Lemos, Sérgio Aluotto e Werner Silveira; Musique de Tables, de Mey, que será interpretada por Rafael Alberto, Sérgio Aluotto e Catherine Carignan; e Marimba Spiritual, de Miki, com os percussionistas Rafael Alberto, Sérgio Aluotto, Werner Silveira e Patricio Hernández Pradenas.

Este concerto é apresentado pelo Ministério da Cidadania e Governo de Minas Gerais e conta com o incentivo da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Sobre a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Criada em 2008, desde então a Filarmônica de Minas Gerais se apresenta regularmente em Belo Horizonte. Em sua sede, a Sala Minas Gerais, realiza 57 concertos de assinatura e 12 projetos especiais. Apresentações em locais abertos acontecem nas turnês estaduais e nas praças da região metropolitana da capital. Em viagens para fora do estado, a Filarmônica leva o nome de Minas ao circuito da música sinfônica. Através do seu site, oferece ao público diversos conteúdos gratuitos sobre o universo orquestral. O impacto desse projeto artístico, não só no meio cultural, mas também no comércio e na prestação de serviços, gera em torno de 5 mil oportunidades de trabalho direto e indireto a cada ano. Sob a direção artística e regência titular do maestro Fabio Mechetti, a Orquestra conta, atualmente, com 90 músicos provenientes de todo o Brasil, Europa, Ásia, Américas Central e do Norte e Oceania, selecionados por um rigoroso processo de audição. Reconhecida com diversos prêmios culturais e de desenvolvimento econômico, ao encerrar seus 10 primeiros anos de história, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais recebeu a principal condecoração pública nacional da área da cultura. Trata-se da Ordem do Mérito Cultural 2018, concedida pelo Ministério da Cultura, a partir de indicações de diversos setores, a realizadores de trabalhos culturais importantes nas áreas de inclusão social, artes, audiovisual e educação. A Orquestra foi agraciada, ainda, com a Ordem de Rio Branco, insígnia diplomática brasileira cujo objetivo é distinguir aqueles cujas ações contribuam para o engrandecimento do país.

O corpo artístico Orquestra Filarmônica de Minas Gerais é oriundo de política pública formulada pelo Governo do Estado de Minas Gerais. Com a finalidade de criar a nova orquestra para o Estado, o Governo optou pela execução dessa política por meio de parceria com o Instituto Cultural Filarmônica, uma entidade privada sem fins lucrativos qualificada com os títulos de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) e de Organização Social (OS), um modelo de gestão flexível e dinâmico, baseado no acompanhamento e avaliação de resultados.

Os números da Filarmônica de Minas Gerais (dados até 14/12/2018, último concerto de 2018)

1.061 milhão espectadores
818 concertos realizados
1.051 obras interpretadas
104 concertos em turnês estaduais
39 concertos em turnês nacionais
concertos em turnê internacional
90 músicos
589 notas de programa publicadas no site
188 webfilmes publicados (20 com audiodescrição)
1 coleção com 3 livros e 1 DVD sobre o universo orquestral
4 exposições itinerantes e multimeios sobre música clássica
4 CDs pelo selo internacional Naxos (Villa-Lobos e Nepomuceno)
1 CD pelo selo nacional Sesc (Guarnieri e Nepomuceno)

Concertos de Câmara
26 de março – 20h30
Sala Minas Gerais

1
Radmila Bocev, violino
Marcus Julius Lander, clarinete
Ayumi Shigeta, piano

MILHAUD                         Suíte para violino, clarinete e piano, op. 157b

2
Cássia Lima, flauta
Marcus Julius Lander, clarinete
Jovana Trufanovic, violino
João Carlos Ferreira, viola
Eduardo Swerts, violoncelo

J. C. FERREIRA                              Poética


3
Cássia Lima, flauta
Marcus Julius Lander, clarinete
Catherine Carignan, fagote

KUMMER                         Trio para flauta, clarinete e fagote, op. 32


4
Rafael Alberto, percussão
Daniel Lemos, percussão
Sérgio Aluotto, percussão
Werner Silveira, percussão

CAGE                                  Terceira Construção


5
Rafael Alberto, mãos
Sérgio Aluotto, mãos
Catherine Carignan, mãos

MEY                                   Musique de Tables

6
Rafael Alberto, marimba
Sérgio Aluotto, percussão
Werner Silveira, percussão
Patricio Hernández Pradenas, percussão

MIKI                                   Marimba Spiritual

Ingressos:  R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Funcionamento da bilheteria:
Sala Minas Gerais – Rua Tenente Brito Melo, 1090 – Bairro Barro Preto - Belo Horizonte/MG
De terça-feira a sexta-feira, das 12h às 20h.
Aos sábados, das 12h às 18h.
Em quintas e sextas de concerto, das 12h às 22h
Em sábados de concerto, das 12h às 21h.
Em domingos de concerto, das 9h às 13h.

São aceitos cartões com as bandeiras Amex, Aura, Redecard, Diners, Elo, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Filarmônica de Minas Gerais realiza concerto gratuito em Betim

Evento acontece na Praça Milton Campos e promete
emocionar - Foto: Mariana Garcia
Orquestra Filarmônica de Minas Gerais considerada uma das melhores do país, volta a Betim, dentro da série Clássicos na Praça. A apresentação, gratuita e ao ar livre, será no dia 29 de julho, às 11h, na Praça Milton Campos

O grande público irá ouvir um repertório diversificado e descontraído, com obras de compositores exponenciais da música clássica. São elas a Música Aquática: Suíte nº 2 em Ré maior, HWV 349 – II. Alla Hornpipe, de Haendel; O rapto do serralho, K. 384: Abertura, de MozartaQuinta Sinfonia de Beethoven (primeiro movimento); a Abertura Carnaval Romano, de Berlioz; Dança Eslava, op. 46, nº 8, de Dvorák; Dança Húngara nº 1, de Brahms; Trovão e Relâmpago, op. 324, de J. Strauss Jr., e o Bolero de Ravel. Completam o repertório obras de dois importantes compositores brasileiros: O Guarani: Protofonia, deCarlos Gomes; e Série Brasileira: IV. Batuque, de Nepomuceno.

Com esse repertório, o público passará por uma breve história da música orquestral. Haendel é um dos mais importantes compositores do Barroco; com Mozart, será ouvida a música do período Clássico; em Beethoven, a transição do Classicismo para o Romantismo; Berlioz, Brahms e J. Strauss Jr. representam a música do período romântico; Dvorák traz os encantos do nacionalismo; na música brasileira, Carlos Gomes e Alberto Nepomuceno também se filiam à estética romântica; por fim, a era moderna chega com o sempre encantador Bolero de Ravel.

Quem contará essa história junto aos músicos será o maestro Marcos Arakaki, com uma longa trajetória artística tanto na Filarmônica como em outras orquestras de destaque no Brasil e no exterior. O maestro ressalta que levar a música clássica a um número cada vez maior de pessoas é um dos objetivos da Orquestra. “Para nós, é um prazer contribuir para a formação de público e a disseminação da música orquestral de excelência”. Lembrando que a própria cidade conta com três orquestras, a Sinfônica, a Orquestra Jovem e uma formação infantil, Arakaki afirma ser “muito importante estimular os jovens que participam dessas formações e colaborar para manter em Betim um ambiente propício à apreciação musical. Sabemos quanto o público anseia por boa música”, conclui o maestro.

Formada por 90 músicos, a Filarmônica de Minas Gerais, em 10 anos de existência, conta com amplo reconhecimento de público e da crítica especializada e já foi aplaudida por 1 milhão de pessoas.

Este concerto é apresentado pelo Ministério da Cultura e Instituto Unimed-BH, viabilizado pelo incentivo dos médicos cooperados e colaboradores da Cooperativa, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Conta ainda com o incentivo da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e apoio da Prefeitura de Betim através da Funarbe.

Maestro Marcos Arakaki

Regente Associado da Filarmônica, Marcos Arakaki colabora com a Orquestra desde 2011. Sua trajetória artística é marcada por prêmios como o primeiro lugar no Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Regentes (2001) e no Prêmio Camargo Guarnieri (2009). Foi semifinalista no Concurso Internacional Eduardo Mata (2007).

O maestro foi regente assistente da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), bem como titular da OSB Jovem e da Sinfônica da Paraíba. Dirigiu as sinfônicas do Estado de São Paulo (Osesp), do Teatro Nacional Claudio Santoro, do Paraná, de Campinas, do Espírito Santo, da Paraíba, da Universidade de São Paulo, Filarmônica de Goiás, Petrobras Sinfônica e Orquestra Experimental de Repertório. No exterior, regeu as filarmônicas de Buenos Aires e da Universidade Autônoma do México, Sinfônica de Xalapa, Kharkiv Philharmonic da Ucrânia e BoshlavMartinuPhilharmonic da República Tcheca.

Arakaki tem acompanhado importantes artistas do cenário erudito, como Pinchas Zukerman, Gabriela Montero, Sergio Tiempo, Anna Vinnitskaya, SofyaGulyak, Ricardo Castro, Rachel Barton Pine, ChloëHanslip, LuízFilíp, Günter Klauss, Eddie Daniels, David Gerrier, Yamandu Costa.

Natural de São Paulo, é Bacharel em Música pela Universidade Estadual Paulista, na classe de Violino de Ayrton Pinto, e Mestre em Regência Orquestral pela Universidade de Massachusetts. Participou do Aspen Music Festival and School, recebendo orientações de David Zinmanna American Academy of Conducting at Aspen. Esteve emmasterclasses com Kurt Masur, Charles Dutoit e Neville Marriner.

Seu trabalho contribui para a formação de novas plateias, em apresentações didáticas, bem como para a difusão da música de concerto em turnês a mais de setenta cidades brasileiras. Atua como coordenador pedagógico, professor e palestrante em projetos culturais, instituições musicais e universidades.

Sobre a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Criada pelo Governo do Estado e gerida pela sociedade civil, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais fez seu primeiro concerto em 2008, há dez anos. Diante de seu compromisso de ser uma orquestra de excelência, cujo planejamento envolve concertos de série, programas educacionais, circulação e produção de conteúdos para a disseminação do repertório sinfônico brasileiro e universal, a Filarmônica chega a 2018 como um dos mais bem-sucedidos programas continuados no campo da música erudita, tanto em Minas Gerais como no Brasil. Reconhecida com prêmios culturais e de desenvolvimento econômico, a nossa Orquestra, como é carinhosamente chamada pelo público, inicia sua segunda década com a mesma capacidade inaugural de sonhar, de projetar e executar programas valiosos para a comunidade e sua conexão com o mundo.

Números da Filarmônica de Minas Gerais em 10 anos (até último concerto de junho de 2018)
milhão de espectadores 
769 concertos realizados
1000 obras interpretadas
104 concertos em turnês estaduais   
38 concertos em turnês nacionais
5 concertos em turnê internacional
90 músicos
550 notas de programa publicadas no site
179 webfilmes (19 com audiodescrição)
1 coleção com 3 livros e 1 DVD sobre o universo orquestral
4 exposições itinerantes e multimeios sobre música clássica
3 CDs pelo selo internacional Naxos (Villa-Lobos)
1 CD pelo selo nacional Sesc (Guarnieri e Nepomuceno) 
3 CDs independentes (Brahms&List, Villa-lobos e Schubert)
1 trilha para balé com o Grupo Corpo
1 adaptação de Pedro e o Lobo, de Prokofiev, para orquestra e bonecos com o Grupo Giramundo
  
Sobre o Instituto Unimed-BH

Associação sem fins lucrativos, o Instituto Unimed-BH, há 15 anos, contribui com o desenvolvimento social em localidades de atuação da Unimed-BH. Para isso, desenvolve cinco grandes programas: Comunidade, Meio ambiente, Voluntariado, Adoção de espaços públicos e Cultura. Por meio do Programa Cultural fomenta projetos em Belo Horizonte e na região metropolitana, contribuindo com o acesso à arte, cultura e lazer e com a geração de emprego e renda. Em 2017, mais de 1,3 milhão de pessoas foram beneficiadas pelo Programa, graças ao incentivo fiscal de mais de 4,7 mil médicos cooperados e colaboradores, via Lei Federal de Incentivo à Cultura. Saiba mais em www.institutounimedbh.com.br.

  
Clássicos na Praça – Orquestra Filarmônica de Minas Gerais em Betim
29 de julho, domingo – 11h
Praça Milton Campos

Marcos Arakaki, regente

HAENDEL                     Música Aquática: Suíte nº 2 em Ré maior, HWV 349 – II. Alla Hornpipe
MOZART                      O rapto do serralho, K. 384: Abertura
BEETHOVEN                Sinfonia nº 5 em dó menor, op. 67 – I. Allegro con brio
BERLIOZ                      Abertura Carnaval Romano
DVORÁK                      Dança Eslava, op. 46, nº 8
BRAHMS                      Dança Húngara nº 1
J. STRAUSS JR.              Trovão e Relâmpago, op. 324
GOMES                       O Guarani: Protofonia
NEPOMUCENO            Série Brasileira: IV. Batuque
RAVEL                         Bolero

Concerto gratuito

Mais informações no site www.filarmonica.com.br ou (31) 3219-9000
Informações em Betim pelo telefone (31) 3532-2530 (Funarbe)