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segunda-feira, 9 de março de 2020

Espetáculo de Denise Fraga, solo com texto inédito escrito a partir de histórias reais e direção de Luiz Villaça chega ao CCBB BH

Atriz mostra toda a sua versatilidade em cena no palco
do CCBB - Foto: Cacá Bernardes
Não há melhor espelho do que o outro. Sabemos quem somos a partir do que reverberamos. É́ urgente ver o outro, olhar pelo olhar do outro, ser eu de você. O que seria de nós se pudéssemos ser eu de você e você de mim, deixando-nos ambos atravessar por nossas experiências? Esta é a temática do meu novo espetáculo, Eu de Você, que estreou em setembro no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, cumpriu temporada em São Paulo e Campinas, e, agora, chega a Belo Horizonte, no Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil, de 6 a 22 de março de 2020, de sexta a segunda, às 20h. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia) e começam a ser vendidos a partir do dia 27/02, pelo site Eventin ou na bilheteria do CCBB BH. 

Sou do tipo de pessoa que vai ao mercado e volta com uma história. Sempre me encantei pelo cotidiano, sempre me fascinaram as diversas formas de vida e a criatividade de cada um para resolver nossos eternos problemas. O que nos difere? O que nos iguala? O que é capaz de tornar cada um de nós especial?

Também sou do tipo de pessoa que ama os escritores, os poetas, os músicos, os artistas. São eles que nos salvam da mediocridade, que embelezam nossos dias comuns, que dão voz à nossa angústia e palavras para o que nos fica na garganta.

Que seria de nós sem os poetas? E o que seria deles sem a vida comum?

É dessa mistura que surge a ideia de nosso Eu de Você. O que tem em comum a Cris, o Paulo Leminski e o Zezé di Camargo? Tchekhov, eu e Francisco? Pelo que a avó do Felipe estava chorando enquanto os Beatles compunham mais uma canção? O que fará o Wagner quando ouvir o que Chico Buarque fez com o seu também coração partido? 

Costumo dizer que a arte ajuda a gente a viver, que quem lê Dostoiévski e Fernando Pessoa, no mínimo, vai sofrer mais bonito. Porque sofrerá com companhia, sofrerá com a cumplicidade dos poetas. Entenderá que fazemos parte de algo maior, que pertencemos à roda da humanidade, seus dilemas eternos e sua fatídica imperfeição. 

Podemos, assim, rir de nós mesmos. Porque rimos do que entendemos. Rimos quando conseguimos assistir a própria vida enquanto ela passa. Acredito no humor como uma arma poderosa para a ampliar nossa consciência e sabedoria. Acredito no Teatro como um ritual de reflexão. E acredito que há́ uma fronteira preciosa no ofício de representar, um fino fio entre o humor e o drama que é um terreno fértil de comunicação, meu lugar favorito. É aí que mais uma vez quero estar. 

Resolvi subir no palco para um solo, mas jamais estarei sozinha. Estarei com a Fátima, com o Bruno, com a Clarice, com a Dona Maria. E, como não poderia deixar de ser, com os poetas. Convidamos artistas de extremo talento, criadores cujos trabalhos admiramos há muito tempo, para juntos, em parceria, tecermos este bordado da vida com a arte. 

Luiz Villaça, premiado cineasta, roteirista, criador e diretor de teatro de reconhecimento internacional, que tem nos tocado sempre com seu humor delicado, sua compreensão humana e sua inquietude, criando pequenas pérolas de nossa cena no cinema e no teatro. A diretora de arte Simone Mina, multiartista, professora, figurinista, artista plástica, cenógrafa, premiada por importantes parcerias na cena teatral. Rafael Gomes, criador, roteirista, dramaturgo e diretor de teatro e de cinema, responsável por montagens teatrais de reconhecimento nacional. Kenia Dias, pesquisadora, encenadora e pedagoga no campo da dança e do teatro, desenvolve trabalhos que tem a corporalidade, teatralidade e composição como diretrizes, com o foco nas dinâmicas do movimento e suas relações com a improvisação. E Fernanda Maia, musicista, diretora musical, maga extraordinária da composição de vozes para diversos espetáculos. Pessoas que admiro muito e que tenho a imensa honra de estar na companhia para este trabalho. 

Temos a alegria de contar, desta vez, com o patrocínio de um novo parceiro, uma empresa que acredita no valor da Arte, da Cultura, do Teatro e, principalmente, dos Artistas para o contínuo enriquecimento subjetivo e cultural de um povo, imprescindíveis para o crescimento de um país: BB Seguros, que através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, tornou a criação deste trabalho uma realidade.

Nosso Eu de Você̂ foi construído na sala de ensaio. Nossa matéria prima são as histórias reais costuradas com pérolas da literatura, música, imagens e poesia. Recolhemos as histórias. Anunciamos no jornal, nas redes sociais e fizemos uma delicada seleção de todo o material que recebemos. 

Vivemos tempos estranhos que nos convidam diariamente ao isolamento, ao medo do convívio e ao individualismo. Uma espécie de epidemia que nos tem aprisionado atrás de nossas telas geniais, que nos conectam e distanciam em alternância estroboscópica num abismo de encantamento e retórica. Um tempo que tem confundido e abalado a nossa esperança. Tenho a impressão de que cada dia nos distanciamos mais da potência que poderíamos ser se estivéssemos realmente conectados e acredito que o Teatro ainda é capaz de promover este milagre. 

Muitas vezes, estou em cena e me comovo com o próprio evento teatral. Penso naquele pacto oculto entre nós, atores e público, quinhentas, seiscentas pessoas, celulares desligados, o silêncio coletivo, as risadas, todos concentrados no mesmo ponto, conectados de verdade, num milagre de presença. Recebemos sempre o público na porta para fazê-los perceber ainda mais, que estamos, sim, inacreditavelmente, verdadeiramente, todos ali. 

Acredito no que esta percepção de presença é capaz de provocar, na potência desse poderoso ritual de reflexão chamado Teatro. Acredito porque vi ele acontecer. Rodamos o Brasil há mais
de dez anos com as produções de nossa NIA TEATRO e já colecionamos cerca de 700.000 espectadores, sempre fazendo espetáculos das periferias aos grandes centros, de pequenas a grandes cidades. O retorno que tivemos deste público tão diverso, a maneira com que vimos eles saírem do teatro, me enchem de esperança.

Agora vamos para EU DE VOCÊ. Contando histórias reais, rompendo a fronteira entre palco e plateia, fato e ficção, pedaços de vida embalados pela arte, pretendendo ampliar o nosso Teatro para uma real experiência de empatia. 

Denise Fraga

São Paulo, setembro de 2019

“Eu de Você” com Denise Fraga

Temporada: 06 a 16 de março, de sexta a segunda

e de 20 a 22 de março, de sexta a domingo, sempre às 20h.

No dia 8 de março, dia Internacional da Mulher, a atriz Denise Fraga fará um bate-papo com o público no Teatro 1 do CCBB às 15h. Entrada gratuita, mediante retirada de senha 1 hora antes do início do bate-papo.

Local: CCBB Belo Horizonte – Teatro I (Praça da Liberdade, 450 – Funcionários)

Informações:

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).

Clientes BB e BB Seguros tem 50% de desconto em até 4 ingressos

Os ingressos começam a ser vendidos em 27/02, quarta-feira

Capacidade: 264 pessoas

Duração: 80 minutos

Gênero: Comédia Dramática

Classificação indicativa: 12 anos

bb.com.br/cultura | twitter.com/ccbb_BH | facebook.com/ccbb.belo horizonte

instagram.com/bancodobrasil

Horário da bilheteria do CCBB BH: de quarta a segunda, das 10h às 22h

Evite filas! Baixe do App da Eventim para Android ou IOS na App Store ou Google Play e adquira seu ingresso pelo celular

Informações CCBB BH: Tel: (31) 3431-9400

SAC 0800 729 0722 – Ouvidoria BB 0800 729 5678

Deficientes Auditivos ou de Fala 0800 729 0088 

 Ficha Técnica 

Idealização e Criação: Denise Fraga, José Maria e Luiz Villaça

Com Denise Fraga

Direção Luiz Villaça

Produção José Maria 

Obra inspirada livremente nas narrativas de Akio Alex Missaka, Anas Obaid, Barbara Heckler, Bruno Favaro Martins, Clarice F. Vasconcelos, Cristiane Aparecida dos Santos Ferreira, Deise de Assis, Denise Miranda , Eliana Cristina dos Santos, Enzo Rodrigues, Érico Medeiros Jacobina Aires, Fátima Jinnyat, Felipe Aquino, Fernanda Pittelkow, Francisco Thiago Cavalcanti, Gláucia Faria, José Luiz Tavares, Julio Hernandes, Karina Cárdenas, Liliana Patrícia Pataquiva Barriga, Luis Gustavo Rocha, Maira Paola de Salvo, Marcia Angela Faga, Marcia Yukie Ikemoto, Marlene Simões de Paula, Nanci Bonani, Nathália da Silva de Oliveira, Raquel Nogueira Paulino, Ruth Maria Ferreiro Botelho, Sonia Manski, Sylvie Mutiene Ngkang, Thereza Brown, Vinicius Gabriel Araújo Portela, Wagner Júnior 

Texto Final: Rafael Gomes, Denise Fraga e Luiz Villaça

Dramaturgia: Cassia Conti, André Dib, Denise Fraga, Fernanda Maia, Luiz Villaça e Rafael Gomes.

Colaboração dramatúrgica: Geraldo Carneiro, Kenia Dias, José Maria

Colaboração artística (residência no RJ): Artur Luanda e André Curti

Direção Musical: Fernanda Maia

Musicistas: Ana Rodrigues, Clara Bastos e Priscila Brigante

 Direção de imagens em vídeo: André Dib

Direção de Movimento: Kenia Dias

Direção de Arte: Simone Mina 

Iluminação: Wagner Antônio

Programação de Vídeo Mapping: Bruna Lessa

Design e operador de som: Carlos Henrique

Assistente e operador de de luz e vídeo mapping: Ricardo Barbosa

Assistente de produção: Leonardo Shammah

Técnico de Palco: Alexander Peixoto

Contrarregra: Cristiane Ferreira

Camareira: Maria da Guia

Costureira: Judite de Lima

Produção das imagens em video: Café Royal

Produtora executiva: Adriana Tavares

Fotógrafo: Thiago “Beck”de Vicentiis

Primeiro assistente de camera: Diego José Marinho

Som direto: Fernando Akira

Eletricista: Alberto Ferreira

Logger: Hugo Dourado

Administração financeira: Evandro Fernandes 

Fotos para arte: Willy Biondani

Fotos de cena: Cacá Bernardes

Programação visual: Guime Davidson, Phillipe Marks

Redes Sociais: Pedro Lins

Assessoria de imprensa Belo Horizonte: Personal Press

Assessoria de Imprensa SP: Morente Forte Comunicações


Roteiro de Audiodescrição: Letícia Schwartz

Consultoria: Luís D. Medeiros 

A montagem deste espetáculo foi realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. 

Co-produção: Café Royal

Produção: NIA Teatro

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Filarmônica de Minas Gerais chega à Praça da Savassi para concerto gratuito

Apresentação é para toda as idades - Foto: Bruna Brandão
No dia 8 de setembro, às 11h, a Filarmônica de Minas Gerais realiza concerto gratuito e ao ar livre na Praça da Savassi, coração de Belo Horizonte. É a primeira vez que a Orquestra se apresenta no local. Sob a direção do regente associado da Orquestra, Marcos Arakaki, o público ouvirá um repertório variado que tem os ritmos da marcha e da valsa, músicas que povoam a nossa memória, composições inspiradas em histórias reais ou imaginárias, a música que se ouve no cinema. 

O Brasil estará presente com os ritmos e melodias que nos falam da nossa origem como povo, da força da cultura brasileira e da diversidade que nos une.

No repertórioA marcha do príncipe da Dinamarca (Trompete Voluntário), de ClarkeSinfonia nº 40 em sol menor, K. 550: Molto allegro, de MozartEgmont, op. 84: Abertura, de BeethovenPoeta e Camponês: Abertura, de SuppéContos dos bosques de Viena, op. 325, de J. Strauss Jr.Batuque, de FernandezSuíte Nordestina, de DudaET: Aventuras na Terra, de J. Williams.

Para o presidente do Instituto Cultural Filarmônica, Diomar Silveira, “desde a sua criação, em 2008, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais tem cumprido com sua missão de democratizar o acesso das pessoas à música de concerto. Com o projeto Clássicos na Praça, já realizou inúmeras apresentações em diversas praças e parques da Região Metropolitana de Belo Horizonte, encantando as pessoas, nas manhãs de domingo, com a música que é considerada de todos os povos, por transcenderas barreiras étnicas, culturais e socioeconômicas. Mas, a Filarmônica não havia, ainda, chegado à região que já foi conhecida pela Padaria Savassi, pela Turma da Savassi, pela Praça da Savassi, e, agora, como a região da Savassi. É, então, com enorme alegria, que convidamos a todos para este concerto, que será oferecido gratuitamente, com a certeza de que todos se beneficiarão da beleza e da força unificadora e emancipadora que a música sinfônica proporciona. Será um momento de muita alegria, encantamento, neste bairro vanguarda da cultura de Belo Horizonte."


Maestro Marcos Arakaki

Marcos Arakaki teve seu talento reconhecido a partir de 2001, quando venceu o I Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Regentes, promovido pela Orquestra Petrobras Sinfônica. Desde então, tem dirigido as principais orquestras brasileiras, além da Filarmônica de Buenos Aires, de Karkhiv na Ucrânia, a Boshlav Martinu na República Tcheca, a Sinfônica de Xalapa e da Universidade Autônoma do México. Concluiu bacharelado em Música pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e mestrado em Regência Orquestral pela University of Massachusetts. No Aspen Music Festival and School, Estados Unidos, recebeu orientações de David Zinman, Kurt Masur, Charles Dutoit e Sir Neville Marriner. Atuou como regente titular da Orquestra Sinfônica da Paraíba e assistente da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB). Como regente titular, promoveu uma elogiada reestruturação na Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem. Recebeu o Prêmio Camargo Guarnieri, concedido pelo Festival Internacional de Campos do Jordão, e gravou com a OSB a trilha do filme Nosso Lar, composta por Philip Glass.

Arakaki tem acompanhado importantes artistas, tais como Gabriela Montero, Sergio Tiempo, Anna Vinnitiskaya, Sofya Gulyak, Ricardo Castro, Pinchas Zukerman, Rachel Barton Pine, Chloë Hanslip, Luíz Fílip, Victor Julien-Laferrière, Günter Klaus, Eddie Daniels, David Gérrier e Yamandu Costa.

Desenvolve atividades como coordenador pedagógico, professor e palestrante em projetos culturais, universidades e conservatórios. Professor visitante da Universidade Federal da Paraíba por dois anos, contribuiu para a consolidação da recém-criada Orquestra Sinfônica da UFPB.

Marcos Arakaki é regente associado da Filarmônica de Minas Gerais e colabora com a Orquestra desde 2011, com destacada atuação nos concertos para formação de público. É autor do livro A História da Música Clássica Através da Linha do Tempo, lançado em 2019.

Sobre a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Criada em 2008, desde então a Filarmônica de Minas Gerais se apresenta regularmente em Belo Horizonte. Em sua sede, a Sala Minas Gerais, realiza 57 concertos de assinatura e 12 projetos especiais. Apresentações em locais abertos acontecem nas turnês estaduais e nas praças da região metropolitana da capital. Em viagens para fora do estado, a Filarmônica leva o nome de Minas ao circuito da música sinfônica. Através do seu site, oferece ao público diversos conteúdos gratuitos sobre o universo orquestral. O impacto desse projeto artístico, não só no meio cultural, mas também no comércio e na prestação de serviços, gera em torno de 5 mil oportunidades de trabalho direto e indireto a cada ano. Sob a direção artística e regência titular do maestro Fabio Mechetti, a Orquestra conta, atualmente, com 90 músicos provenientes de todo o Brasil, Europa, Ásia, Américas do Sul e do Norte e Oceania, selecionados por um rigoroso processo de audição. Reconhecida com diversos prêmios culturais e de desenvolvimento econômico, ao encerrar seus 10 primeiros anos de história, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais recebeu a principal condecoração pública nacional da área da cultura. Trata-se da Ordem do Mérito Cultural 2018, concedida pelo Ministério da Cultura, a partir de indicações de diversos setores, a realizadores de trabalhos culturais importantes nas áreas de inclusão social, artes, audiovisual e educação. A Orquestra foi agraciada, ainda, com a Ordem de Rio Branco, insígnia diplomática brasileira cujo objetivo é distinguir aqueles cujas ações contribuam para o engrandecimento do país.

O corpo artístico Orquestra Filarmônica de Minas Gerais é oriundo de política pública formulada pelo Governo do Estado de Minas Gerais. Com a finalidade de criar a nova orquestra para o Estado, o Governo optou pela execução dessa política por meio de parceria com o Instituto Cultural Filarmônica, uma entidade privada sem fins lucrativos qualificada com os títulos de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) e de Organização Social (OS), um modelo de gestão flexível e dinâmico, baseado no acompanhamento e avaliação de resultados.

Os números da Filarmônica de Minas Gerais (dados até 30/06/2019)
1,12 milhão de espectadores
857 concertos realizados
1.092 obras interpretadas 
105 concertos em turnês estaduais
39 concertos em turnês nacionais
5 concertos em turnê internacional
90 músicos
606 notas de programa publicadas no site
219 webfilmes publicados (20 com audiodescrição)
1 coleção com 3 livros e 1 DVD sobre o universo orquestral
4 exposições itinerantes e multimeios sobre música clássica
4 CDs pelo selo internacional Naxos (Villa-Lobos e Nepomuceno)
1 CD pelo selo nacional Sesc (Guarnieri e Nepomuceno)


Filarmônica de Minas Gerais – Clássicos na Praça
8 de setembro – 11h
Praça da Savassi

Marcos Arakaki, regente

CLARKE/Westermann   A marcha do príncipe da Dinamarca (Trompete Voluntário)
MOZART                        Sinfonia nº 40 em sol menor, K. 550: Molto allegro
BEETHOVEN                  Egmont, op. 84: Abertura
SUPPÉ                            Poeta e Camponês: Abertura
J. STRAUSS JR.             Contos dos bosques de Viena, op. 325
FERNANDEZ                 Batuque
DUDA                            Suíte Nordestina
J. WILLIAMS                      ET: Aventuras na Terra

Concerto gratuito

Informações:
(31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Casa Fiat de Cultura inaugura exposição "Beleza em Movimento - Ícones do Design Italiano"


Mostra pode ser vista até 3 de novembro em Belo Horizonte
Foto:Studio Cerri
Há mais de um século, a Itália encanta e provoca o mundo pela originalidade e pela elegância visionária de seu design. Esta ousadia na criação de formas, a busca da perfeição e a adaptação à funcionalidade, com reverberações no presente e inspirações para o futuro, será apresentada ao público de 13 de agosto a 3 de novembro de 2019, em Belo Horizonte, na exposição “Beleza em Movimento – Ícones do Design Italiano na Casa Fiat de Cultura”, que, pela primeira vez, ocupará todas as galerias do espaço. Inédita, a mostra reúne impressionante acervo, composto por mais de 100 peças, entre obras de arte, automóveis, objetos, miniaturas e instalações multimídia. Com curadoria de Peter Fassbender, Head do Design Center LATAM da Fiat Chrysler Automobiles, e colaboração da arquiteta e historiadora italiana Maddalena D’Alfonso, a exposição abordará os contextos cultural e social da Itália no século XX, traçando diálogos entre arte e design. Entre os temas abordados estão o futurismo, a tecnologia, o cinema e o neorrealismo, e o movimento e a beleza que percorrem as formas que se tornam substância do pensamento. A entrada é gratuita.

A narrativa da mostra se desenvolve a partir de cinco importantes ícones do design de automóveis, responsáveis por pautar novas estéticas entre as décadas de 1910 e 1960: casas Bertone, Touring Superleggera, Pininfarina, GFG Style e Zagato – a qual, este ano, celebra seu centenário. O público terá acesso a verdadeiras obras de arte sobre rodas, que emocionam pelas formas perfeitamente esculpidas, fruto da genialidade e dos traços arrojados e precisos das grandes casas de carrozzeria. Fassbender pontua que a Itália criou parâmetros fundamentais à evolução dos carros, além de inspirar, até hoje, o entendimento e a produção de futuros modelos. “A liberdade com que criavam os automóveis permitiu a experimentação de formas ousadas, provocatórias e com um olhar sempre para o horizonte”, ressalta.

A imersão pelo universo do design italiano se dará, também, por meio de obras de arte e objetos. Obra-prima do artista italiano Umberto Boccioni, a escultura Formas Únicas de Continuidade no Espaço, de 1913, contextualiza com propriedade o movimento futurista. Destaque, ainda, aos trabalhos dos artistas Emilio Vedova, Giulio Turcato, Pietro Consagra e Lucio Fontana, assim como às imagens ampliadas que retratam projetos icônicos de Gio Ponti, Cini Boeri, Gae Aulenti e Nanda Vigo, dentre outros designers consagrados.

Em outras seções, os visitantes poderão apreciar peças de ousados projetos, que ilustram a busca incessante do design italiano por transformar “o comum” em algo fantástico. Que o digam a chaise longue “Pratone”, em formato de grama, concebida por Giorgio Ceretti, Pietro Derossi e Riccardo Rosso para a Gufram, considerada um híbrido entre design e obra de arte decorativa; a poltrona “UP 5”, de Gaetano Pesce, com forma inspirada pela morfologia feminina; e o sofá “Bocca”, desenvolvido pela equipe de design italiana Studio 65, para Gufram, em forma de lábios. Conforme lembra a historiadora Maddalena D’Alfonso, “a Itália ocupa, até hoje, um lugar proeminente, conjugando tecnologia de vanguarda e design rigoroso, concentrado em formas sinuosas e aerodinâmicas”.

A tecnologia estará presente não somente nos projetos de design, mas na composição da exposição, que também contará com ambientes imersivos e multimídia. Uma das salas será dedicada ao cinema italiano e apresentará passagens de importantes filmes produzidos entre os anos 1940 a 1970 – em referência à atmosfera artística e de costumes do século XX. Outro ambiente trará cenas memoráveis do automobilismo, ao relembrar duelos vibrantes protagonizados ícones como Alain Prost, Michael Schumacher, Nelson Piquet e Ayrton Senna. Haverá, ainda, espaço voltado ao design de som, dedicado à beleza do ronco dos motores de automóveis clássicos. A memória afetiva e a lembrança da infância também serão despertadas na sala de colecionismo, onde será possível apreciar miniaturas que revelam a evolução das formas dos carros de cada época.

Para o presidente da Casa Fiat de Cultura, Fernão Silveira, a mostra reforça o compromisso da instituição em promover e difundir expressões artísticas e culturais, além de sua vocação à construção de diálogos contemporâneos entre a cultura italiana e brasileira. “Esta exposição nasce com o objetivo de exaltar e homenagear a pluralidade das criações italianas, por meio de uma coletânea de peças icônicas que influenciaram a nossa vida cotidiana e continuam a povoar os nossos maiores sonhos. É uma exposição de muita sensibilidade, à altura da Casa Fiat de Cultura e do que a Fiat representa dentro da indústria automotiva, sempre trabalhando a ousadia, a inovação e o pioneirismo.”

A exposição “Beleza em Movimento – Ícones do Design Italiano na Casa Fiat de Cultura” é uma realização da Casa Fiat de Cultura, da Secretaria Especial da Cultura e do Ministério da Cidadania, com apoio institucional da Embaixada da Itália no Brasil, do Consulado da Itália em Belo Horizonte, do Circuito Liberdade, do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha) e do Governo de Minas Gerais. O patrocínio é da Fiat Chrysler Automóveis (FCA), da FCA Fiat Chrysler Participações e do Banco Safra. A mostra conta, ainda, com a parceria do Instituto Cultural Veteran Car MG e apoio do Grupo Sada. A produção executiva é da Expomus.

A história do design
O percurso da exposição começa com uma introdução à história do design. Instalação criada pelos arquitetos Paulo Waisberg e Clarissa Neves permitirá ao público compartilhar sua trajetória, do começo do século XX aos dias de hoje. O design italiano nasce amparado ao movimento Futurista, com a reorganização do senso de realidade por meio da produção de objetos segundo a escolha de novos materiais, funcionalidades e estéticas. A proposta era ressignificar as propriedades dos objetos do dia a dia, a partir de nova forma de produzir, mais criativa e apaixonada.

Após a Segunda Guerra Mundial, o design italiano ganha modos dramatizados de ver e reproduzir a realidade, com características únicas em relação ao resto do mundo. Ele ganha força e destaque com as pioneiras Casas de Design de Automóveis, mas é reconhecido, também, nas formas e nos estilos de objetos do cotidiano – cadeiras, mesas, sofás, luminárias, utensílios etc. –, assim como no design gráfico e na moda. Tais originalidade e criatividade diferenciaram a estética de outras tantas partes do mundo.

Desenvolvimento do design
A mostra contará com espaço dedicado ao desenvolvimento do design, que permitirá que o público participe de imersão nos processos de elaboração de carros, da pesquisa à criação de um novo modelo. Em tal ambiente, serão evidenciadas as formas, a aerodinâmica, o processo criativo e a aplicação da tecnologia inovadora nos automóveis. O visitante poderá conhecer melhor o Fiat Fastback, projetado no FCA Design Center Latam, que apresenta a essência do design italiano feito no Brasil; e o Fiat Toro, que também traz, em seu DNA, a singularidade do design italiano, cujas formas, dinâmicas e sensuais, estabelecem novo patamar de picapes, tendo conquistado vários prêmios no Brasil e no exterior.

Colecionismo
Existem, no mundo, milhões de colecionadores de carrinhos em miniatura. Para além da ideia de simples brinquedo, muitas empresas se especializaram na construção precisa de réplicas de automóveis, que respeitam, meticulosamente, detalhes, e, sobretudo, proporções. Em função disso, a exposição contará com sala voltada ao colecionismo, com carros ícones de sua era: Fiat 24CV (1906); “Ferrari” Auto Avio Construzioni 815 (1940); Alfa Romeo Giulia Sprint GTA (1965); Lamborghini Miura SV (1971); Lamborghini Countach (1973); Maserati Levante (2017); DMC Delorean (1980); LaFerrari (2013); Fiat 500 (2008); Alfa Romeo 8C 2300 (1933); Ferrari 250 GTO (1962) e Ferrari F40 (1987). As miniaturas hão de despertar o encantamento e a paixão pelo colecionismo, além de estimular visões sobre a evolução do design de automóveis, de 1906 a 2017.

Casas de Design de Automóveis
A exposição Beleza em Movimento narra a parábola dos cinco principais escritórios de design de automóveis: Bertone (1912), Zagato (1919), Touring Superleggera (1926), Pininfarina (1930) e GFG Style (1960), que ilustram a perfeita união entre forma e tecnologia. A trajetória dessas casas de carrozzeria e suas criações serão apresentadas em linhas do tempo, desde 1910 aos dias atuais.

Carrozzeria Bertone 
A pedra fundamental do design italiano de automóveis foi lançada com a criação da Carrozzeria Bertone, em 1912, feita por Giovanni Bertone, em Turim, na Itália. A casa começou com a produção de moldes simples, com veículos de tração animal, para depois se dedicar às formas mais radicais, quando os modelos passaram a ser apresentados nos Salões de Turim. Com vasta quantidade e variedade de modelos, a Bertone, até hoje, influencia o design automobilístico.

O acervo da Bertone na exposição inclui o Alfa Romeo Giulia Sprint Speciale (1964), um dos mais significativos automóveis do pós-guerra, com formas arredondadas, além de beleza, harmonia e elegância impressionantes. Já o Alfa Romeo Montreal(1971), projetado por Marcello Gandini, foi criado para ser exposto como carro-conceito na Feira Mundial de Montreal, em 1967, e, devido ao sucesso que alcançou, foi fabricado entre 1970 e 1976. Assinado por Marcello Gandini, o Lamborghini Miura(1969) é um típico carro esportivo. Cheio de detalhes, como faróis que entram na carroceria, é uma obra-prima do car design mundial.

Carrozzeria Zagato
Mais antiga casa italiana de design automobilístico em atuação, a Zagato completa, em 2019, um século de realizações extraordinárias. Ela lançou uma sequência admirável de modelos até os anos 1930, quando se especializou no estudo e no desenvolvimento de conceitos aerodinâmicos para carrocerias baixas e afiladas, de formas lineares e atraentes. Ao longo dos anos, o estilo Zagato renovou-se diversas vezes, com sofisticação tal que lhe garantiu a execução de exemplares únicos ou de produção limitada de carros de alto luxo para uma clientela restrita. Também criou modelos de grande impacto, com mecânicas de excelência, e reeditou modelos clássicos, como a Ferrari 166 Panoramica, de 1949.

Carrozzeria Touring Superleggera
Felice Bianchi Anderloni criou mais do que uma fábrica. Ele inaugurou uma verdadeira tradição de design sob medida, que, desde 1926, assina alguns dos mais engenhosos carros da história. De 1940 a 1960, marcaram a trajetória do estúdio realizações fascinantes como a Ferrari 166 MM e o Disco Volante. Em 1966, a casa encerrou as atividades, mas, em 2006, uma sociedade ítalo-belga-holandesa adquiriu os direitos da marca.

Atualmente, suas atividades ocorrem em Milão, onde são criados modelos automotivos especiais e personalizados – do planejamento ao estilo e à produção industrial –, para empresas automotivas. Investe-se, também, em design industrial, restauração e reparos de veículos históricos, assim como na homologação para produções em séries limitadas.

Na mostra, a Touring Superleggera será representada pelo Lamborghini 400 GT (1969). O carro tem design muito particular, com detalhes que encantam, como um painel repleto de mostradores. Tinha carroceria toda de alumínio e é conhecido pelo desempenho macio e silencioso. Ele criou a base para futuros Lamborghinis.

Carrozzeria Pininfarina
Devido à originalidade, à elegância e ao equilíbrio das linhas, a casa é considerada, por muitos, como símbolo mundial do design italiano. Battista Farina, conhecido como “Pinin”, fundou, em maio de 1930, a Società Anonima Carrozzeria Pinin Farina (Sociedade Anônima Carroceria Pinin Farina), em Turim, na Itália. Os carros desenvolvidos pelo jovem talentoso são caracterizados pela sobriedade, pela discrição e pela elegância. Nos últimos 30 anos, a casa manteve a relação com a Ferrari, ao lado da criação sempre prolífica de carros conceito.

Na exposição, a Pininfarina apresentará o Alfa Romeo Giulia Spider (1964), um dos carros mais bonitos de toda a produção italiana. Desenhado por Pininfarina, sua linha seduziu o mundo, por ser um modelo simples, leve e prático; a Ferrari Dino GT 246(1974), carro foi criado para homenagear Alfredo Ferrari, filho de Enzo Ferrari, e considerado um mito, símbolo de velocidade e potência; e a Ferrari Testarossa (1988), ícone dos anos 1980, automóvel com componentes de grande presença visual.

Carrozzeria GFG Style

Giorgetto Giugiaro, após fundar a Italdesign em 1968, desenhou alguns dos carros mais difundidos no mundo, como o Fiat Panda e o primeiro Golf da Volkswagen. Sua marca registrada é a propensão para formas nítidas e angulares, além da pluralidade e do ecletismo, tendo criado as linhas notáveis de muitos carros grã-turismo, de luxo e alto desempenho. Ele criou o prestigiado Alfa Romeo Alfasud e modelos esportivos icônicos, como a Maserati Bora, além de modelos para produção em grande escala, como o Volkswagen Passat (1973) e o Fiat Uno (1983). Outra célebre criação, eternizada pelo cinema, é o DeLorean DMC-12, usado para viagens no tempo na trilogia “De volta para o futuro”. Em 2015, cede as últimas cotas da Italdesign a Volkswagen e cria a GFG Style.

O acervo da GFG Style na exposição conta com DeLorean (1982), o modelo eternizado pelo cinema. Trata-se de carro esportivo, com forma pura e visual icônico. Destaque, por fim, ao Maserati Ghibli (1971), que, apesar da simplicidade de suas linhas, é considerado um dos mais belos carros Trident esportivos de todos os tempos.

Pressupostos Artísticos

A exposição terá também espaço dedicado a evidenciar referências do universo e do movimento Futurista. Diferentemente de outros movimentos artísticos que sintetizavam as formas, o Futurismo Italiano se projetou a partir das linhas em movimento, que geram fenômenos de alongamento, torção e distorção. O movimento inaugura verdadeira revolução do pensamento visual, ao dar origem a uma sensibilidade pautada pela forma ativa.

O mestre de tais pesquisas é o escultor italiano Umberto Boccioni, cuja ideia de representar visualmente o movimento, ao investigar as relações entre objeto e espaço, influenciou os destinos da pintura e da escultura do século XX. Dele, o público poderá conhecer a extraordinária escultura Formas Únicas de Continuidade no Espaço (1913), e sua magnífica obra plástica Desenvolvimento de uma Garrafa no Espaço (1912), provindas da coleção do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC-USP.

Além das obras de Boccioni, vêm do MAC-USP o Colóquio (1955), escultura em bronze de Pietro Consagra, um dos mestres da arte abstrata italiana, e as telas Protesto por Condenados de Sevilha (1952), de Emilio Vedova; Paisagem com Fábrica (1954), de Giulio Turcato; e Sem Título (1945), Manoel Martins. De coleção particular, completa este núcleo a pintura Conceito Espacial (1967), de Lucio Fontana. Suas obras refletem o diálogo entre produções da Itália e do Brasil, quando Ciccillo Matarazzo, ao fundar a Bienal de São Paulo, inscreveu o Brasil no circuito internacional.

Design de ambientes

Os cenários da exposição foram criados com imagens de ambientações de consagrados designers, que refletem a atmosfera da época e apresentam a forma do design também como sinônimo de bem-estar e qualidade de vida. Mais que experimentação estética, o design rompe barreiras físicas e criativas, e assume o compromisso de contribuir para as necessidades humanas e do ambiente.

Gio Ponti, por exemplo, mestre do design e da arquitetura de interiores, era referência do padrão made in Italy. Seu estilo conjugava essencialidade e decoração, graças a uma interpretação artística do elemento funcional. Dele, serão apresentadas duas imagens de ambientação, que apresentam, inclusive, a integração entre arquitetura e design. Outra ilustração deste reflexo da época foi o projeto feito, em 1969, por Joe Colombo, considerado o mestre do design futurista, que faz referência à chegada do homem a lua.

Destaque também para a representação da cenografia do design projetada por três mulheres: Cini Boeri, Gae Aulenti e Nanda Vigo. Aluna de Gio Ponti e Marco Zanuso, Cini Boeri é uma das maiores representantes do design milanês feminino. Seus projetos de interiores, assim como os objetos de design assinados por ela, mesmo criando uma linguagem contemporânea e inovadora, integram-se bem nos contextos suntuosos das casas históricas italianas. Gae Aulenti, arquiteta e designer, escreveu com sua obra uma parte importante da história do design em Milão, tornando-se famosa em todo o mundo depois do projeto de reforma do Musée d’Orsay, em Paris. Nanda Vigo, com magistral capacidade de criar interação entre arte e arquitetura, explorou materiais inovadores e técnicas mistas, devido ao seu diálogo ativo com vários expoentes da cena cultural de Milão, entre eles Gio Ponti e Piero Manzoni.

Objetos de Design

A exposição hospeda e apresenta objetos criados por renomados designers, que ilustram a ousadia e a inovação de suas formas. São exemplos sobre quando uma peça transcende os limites da própria arte e se transforma em peças de desejo. São peças que falam, comunicam e apresentam significados. Dentre os destaques:

Ducati Simplex 35mm camera, Ducati, 1950: câmera de filme ergonomicamente perfeita, graças à estrutura de metal e couro, com produção de apenas 2000 modelos. Após o experimento de produzir câmeras em 1952, a Ducati concentrou-se na produção de suas famosas motocicletas.

Toio, Achille e Pier Giacomo Castiglioni para Flos, 1962: nascida da montagem de objetos industriais – o farol de um carro Fiat 500, uma vara de pesca e uma haste de metal –, a lâmpada ajustável explora novas formas e possibilidades de iluminação interior.

Arco, Achille e Pier Giacomo Castiglioni para Flos, 1962: a síntese magistral de três elementos – um paralelepípedo de mármore na base, três perfis de aço e um difusor luminoso de metal cromado – fez desta lâmpada uma das peças mais emblemáticas do design italiano.

Radiofonografo RR126, Achille e Pier Giacomo Castiglioni para Brionvega, 1965: o equipamento de rádio modular projetado é uma das obras-primas do design italiano. A definição perfeita de som atende a um design extraordinário, graças ao qual os alto-falantes podem ser organizados em duas configurações diferentes, enriquecendo a experiência de audição.

Poltrona Amanta, Mario Bellini para B & B, 1966: a poltrona Amanta é um confortável assento de dois lugares. Ela foi projetada para a B & B, empresa de design de vanguarda, que usava poliuretano para criar móveis estofados. O objeto alia conforto e suavidade às linhas clássicas e quadradas. O corpo estrutural do assento é bastante visível e não oculto no acolchoamento, tornando-se o elemento expressivo e característico de um objeto simplesmente belo.

Sassi, Piero Gilardi para Gufram, 1968: os assentos foram projetados com o contraste entre a natureza e o artifício em mente. A leveza do poliuretano cria uma segunda contradição em relação à ideia de peso sugerida pela aparência da cadeira e dos pufes.

Olivetti Valentine, Ettore Sottsass para Olivetti, 1968: a máquina de escrever, conhecida como “portátil vermelho”, nasceu da colaboração entre o designer e a indústria Olivetti. Econômica e leve, ela incorpora o contêiner de transporte e um dispositivo ABS para protegê-lo dos impactos.

UP5 e UP6, Gaetano Pesce para Cassina & Businelli, 1969: a grande poltrona UP5 e o puff UP6 são feitos em espuma de poliuretano e tecido. Os dois elementos representam a figura de uma mulher prisioneira na dimensão doméstica. A seção representa uma contribuição crítica do design para as questões e a revolução das mulheres.

Talheres de Campeggio, Sambonet, 1970: o conjunto é formado por uma colher, um garfo e uma faca de aço inoxidável. Fruto da criatividade do designer Roberto Sambonet, cada um deles pode ser empilhado, para reduzir o espaço de armazenamento.

Pescera RST, Roberto Sambonet, 1970: a premiada marca italiana Sambonet, especializada na modelagem de objetos de aço inoxidável, combina essencialidade e praticidade. O Pescera RST, com sua forma oval alongada, que lembra um peixe, foi criado pelo designer Roberto Sambonet e recebeu o Compasso d'Oro em 1970.

Bocca, Studio 65 para Gufram, 1970: o sofá, feito em poliuretano expandido coberto por tecido macio, segue a forma de uma boca feminina, inspirada nos lábios da diva Marylin Monroe. O objeto se refere à instalação concebida na década de 1930 por Salvador Dalì, dedicada à sinuosa atriz hollywoodiana Mae West.

Pratone, Giorgio Ceretti, Pietro Derossi, Riccardo Rosso para Gufram, 1971: símbolo de liberdade de expressão criativa, o assento de poliuretano projetado pelo trio excêntrico vem de uma mistura pop de design e arte, permitindo assento confortável, mas incomum.

Cactus, Guido Drocco e Franco Mello para Gufram, 1972: o cabide irônico, em poliuretano expandido, projetado pelos designers italianos, revoluciona o conceito de paisagem doméstica, ao quebrar as fronteiras entre o ambiente interno e o espaço aberto.

543 Broadway, Gaetano Pesce para Bernini, 1993: a cadeira revolucionária, em resina e metal coloridos, é projetada para se adaptar ao comportamento de quem está sentado sobre ela. Os pés, equipados com molas, acompanham os movimentos e as oscilações do corpo, combinando estática e movimento em um único objeto.

Sala dos espelhos
O percurso expositivo é finalizado em um ambiente refletido, como um caleidoscópio, que cria formas geométricas graças aos espelhos que há dentro dele. O objeto serve como metáfora para aquilo que é proposto como reflexão na exposição Beleza em Movimento: a partir de cada fragmento das formas e dos traços, o visitante pode construir sua percepção sobre o design italiano, compreender mais de sua essência, sua história e sua capacidade atemporal de se fortalecer, como referência global, ao traduzir o belo e o movimento.

AMBIENTES MULTIMÍDIA E IMERSIVOS

Cinema italiano
A mostra evidenciará, também, a potência estética dos automóveis italianos no imaginário cinematográfico neorrealista, bem como seu papel na renovação da linguagem artística e nas temáticas de produções consagradas. Foi no pós-Segunda Guerra que a Itália, em plena crise econômica, produziu o movimento cinematográfico que estabeleceu um marco mundial: o Neorrealismo Italiano. Com cenas realísticas, locações fora do estúdio, e, principalmente, temáticas sociais, o movimento mudou a estética e a técnica em vigor, e influenciou o cinema moderno mundial. Filmes de comédia, drama, política e demais gêneros mostravam os novos costumes italianos, a moda, o design – e o automóvel aparecia como companheiro de estilo.

A seleção apresentada reúne passagens de filmes primordiais à época mais prolífica do cinema italiano – o período entre os anos 1940 e 1970: o drama social de Ladrões de Bicicleta (Vittorio de Sica, 1948); o simbólico A doce vida (Federico Fellini, 1960), que retrata a Roma pós-guerra; o road movie Il Sorpasso (Dino Risi, 1962); Blow Up (Michelangelo Antonioni, 1966); e Duas Mulheres (Vittorio de Sica, 1960), com a exuberante Sophia Loren, dentre outros.

Design da velocidade

O automóvel é um objeto no qual todas as funções e inovações são interdependentes e interdisciplinares, visando à beleza e ao desempenho. Porém, quando se fala em corridas, há outro objetivo: a vitória. Na história das competições, grandes nomes do automobilismo protagonizaram momentos inesquecíveis. Aliada ao alto desempenho dos carros, a técnica desses profissionais deu origem a verdadeiros espetáculos de celebração da aerodinâmica, do design e da velocidade, que poderão ser revistos durante a exposição. São eles:

- 1982, San Marino Imola: Gilles Villeneuve e Didier Pironi.
- 1986, GP Ungaro: Ayrton Senna e Nelson Piquet.
- 1987, GP Espanha: Gerhard Berger, Alain Prost e Michele Alboreto.
- 1987, GP Inglaterra: Nigel Mansell e Nelson Piquet.
- 1988, França GP: Ayrton Senna e Alain Prost.
- 1992, Monaco: Nigel Mansell e Ayrton Senna.
- 2000, Belgian GP: Mika Hakkinen e Michael Schumacher.
- 2007, GP Europa: Fernando Aloson e Felipe Massa.
- 2008, Brasilien Interlagos: Felipe Massa.
- 2010, Ungarian GP: Rubens Barrichello e Michael Schumacher.

Ronco dos motores

O som produzido pelos motores é uma das características mais marcantes nos automóveis. Para os apaixonados por carros, a sonoridade das máquinas soa como música, e é cuidadosamente projetada para provocar sensações únicas. A exposição permitirá ao visitante ter uma experiência sensorial na qual será possível sentir a beleza do ronco dos motores. Para isso, uma instalação multimídia reproduzirá os sons das Ferrari 355, F40, F12tdf, 360 Challenge Stradale, e F50; e das Alfa Romeo 8C, 155 V6, 4C, Montreal V8 e Tipo 33 Stradale.

CURADORIA

Peter Fassbender
Estudou Design Industrial com especialização em Design Automotivo na Fachhochschule Pforzheim, na Alemanha. Em 1989, em Turim (IT), trabalhou por 12 anos no Centro Stile Fiat, assumindo a posição de Chief Designer Exterior para a Fiat. A partir de 2002, na Fiat Automóveis S. A., no Brasil, comandou o Centro de Estilo da América Latina em Betim, parte do Centro de Desenvolvimento de Engenharia Giovanni Agnelli. Hoje é diretor do FCA Design Center Latam e junto com o seu time são responsáveis pelo design das marcas presentes no mercado da América Latina.

Maddalena D’Alfonso
A italiana Maddalena d'Alfonso é arquiteta, ensaísta e pesquisadora. Habilitada como professora licenciada em 2017, depois do doutorado cum laude, em 2004, realizou cursos no IADE em Portugal e no Politecnico di Milano. Sua capacidade de combinar pesquisa com cultura museográfica tem sido aplicada à concepção e desenho de exposições e projetos culturais. Em 2019 ela se tornou membro do ICAMT (Comitê Internacional para Arquitetura e Técnicas de Museus) e ICOM (Conselho Internacional de Museus).

Seu método inovador de investigação interdisciplinar decorre do interesse na análise teórica e visual da arquitetura, arte, fotografia e paisagem, ligadas à história e atualidade da disciplina arquitetônica. Concebeu projetos culturais para Fundação Gulbenkian (Portugal), Fundação Iberê Camargo e Casa Fiat de Cultura como curadora da exposição De Chirico – O sentimento da arquitetura (Camargo 2011); MIT Museum em Cambridge (MA, EUA), Triennale di Milano e Politecnico di Milano. Suas publicações incluem Two Museums by Àlvaro Siza (Electa 2009); e Como o espaço transforma a arte / Como a arte transforma o espaço (Silvana 2016, Milão).

PROGRAMAÇÃO PARALELA

Palestras

"Escultura em Movimento: ícones do design italiano para a eternidade"
O curador da exposição “Beleza em Movimento” e Head Design Center Latam FCA, Peter Fassbender, vai revelar histórias das cinco casas consagradas do design italiano de automóveis, que, desde o início de suas atividades, no século XX, se destacam pela busca da perfeição e da beleza das formas. A palestra será realizada no dia 13 de agosto, das 19h30 às 21h. Entrada gratuita e espaço sujeito à lotação (200 lugares).

Boccioni – O artista e seu impacto no Futurismo
Presente na exposição, a escultura “Formas únicas da continuidade no espaço” (1913), de Boccioni, marca o início do Futurismo e influencia o percurso da arte moderna. Contudo, o que levou o Brasil a ser o responsável por preservar essa obra? A pergunta será respondida pela historiadora e curadora do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP), Ana Magalhães, durante palestra no dia 21 de agosto, das 19h30 às 21h. Ela irá mostrar o caminho percorrido pela escultura, além de sua relação com o ambiente artístico brasileiro. Entrada gratuita e espaço sujeito à lotação (200 lugares).

Programa Educativo
O Programa Educativo da Casa Fiat de Cultura preparou programação diversificada, com ações paralelas à exposição. Com eixos conceituais focados na linguagem do design enquanto fronteira entre elementos estéticos e utilitários, do design de automóveis, e do movimento e da velocidade, serão propostos percursos temáticos e atividades que abordam as influências do design italiano na história, na economia e na cultura de vários países ao redor do mundo.

Neste sentido, a programação inclui visitas mediadas, com atividades para diferentes faixas etárias, cursos, ateliês abertos e ações de acessibilidade, para que todos os públicos possam conhecer a importância histórica do design italiano com profundidade.

Visitas mediadas
Durante toda a exposição, o público poderá fazer visitas mediadas pela equipe do Programa Educativo, formada por historiadores e artistas visuais. As visitas serão realizadas de terça a sexta-feira, em dez horários diários, com 50 vagas cada, e duração média de 1h30. As visitas mediadas devem ser previamente agendadas pelo telefone: (31) 3289-8910.

A mostra será abordada em três eixos temáticos: “História do automóvel: do objeto de transporte ao objeto de desejo”; “História do design: do conceito ao objeto: mediando a fruição do mundo” e “GFG Style, Pininfarina, Bertone, Touring Superleggera e Zagato: o protagonismo no diálogo com o mundo”. Durante a visita, também haverá atividade especial para cada tipo de público:

        Ateliê 1 (para crianças da pré-escola e Fundamental I): personalização de modelos para criação do carro ideal, a partir da colorização de modelos impressos em 2D.
        Ateliê 2 (crianças do Fundamental II): construção e personalização de modelos 3D a partir de moldes impressos.
        Ateliê 3 (adolescentes, jovens e adultos): os participantes farão intervenções em um modelo 3D propondo novos conceitos e ideias para o carro do futuro.

Percursos temáticos
Nos fins de semana e feriados, a atividade será diferente. As famílias e grupos de amigos poderão participar, juntos, de “Percursos temáticos” pela exposição, que abordarão a história do automóvel e do design, além das casas de design italiano, em visitas de aproximadamente 40 minutos. São oferecidos três horários por dia (10h30, 14h, 16h), com 25 vagas cada. As inscrições podem ser feitas na Casa Fiat de Cultura, 15 minutos antes de cada atividade.

Minicurso História do Automóvel”
Os 100 anos do automóvel serão contados em 10 histórias de carros ícones que estão expostos na Casa Fiat de Cultura. O minicurso apresentará a história do automóvel, e, por meio de uma imersão nas galerias, mostrará como o brasileiro absorveu essa cultura automobilística, fruto de paixão com grande influência do design italiano. O minicurso será realizado nos dias 27, 28 e 29 de agosto, das 19h às 21h. As inscrições devem ser feitas pelo Sympla (30 vagas).

Formação de Professores: Inventando Moda – o Design Italiano como referência de mediação nos diálogos entre passado, presente e futuro.
A influência atemporal do design italiano será abordada a partir da vida cotidiana e, principalmente, da sua presença na arquitetura original de Belo Horizonte. Durante a Formação, os professores deverão desenvolver propostas de ações pedagógicas que provoquem uma fruição mais consciente do espaço urbano e da cultura da visualidade que permeia o mundo contemporâneo.

Ateliê Aberto
Aos sábados, domingos e feriados, o público poderá participar das atividades do Ateliê Aberto. Os participantes terão a oportunidade de criar objetos a partir da ideia de ilusão de ótica, tridimensionalidade e desenho com papel, sempre explorando a sensação de dinamismo e movimento. O papel será apresentado como matéria plástica e estética, a partir das técnicas de quilling, desenho, recorte e colagem, assumindo novas formas e contornos, ao extrapolar o espaço e ganhar velocidade. As atividades do ateliê serão realizadas às 10h30, às 12h, às 14h e às 17h30, com 15 vagas por horário, dispensando a necessidade de inscrição prévia.  Em agosto, o tema do Ateliê será “Papel em Movimento – objetos ópticos e ilusão de ótica”, já em setembro, “Esculturas em Papel – dobras, recortes e volumetria”, por fim, em outubro e novembro, “Desenhando com Papel – linhas, formas e cores”.

ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO

        Mediação em libras.
        Mediação em inglês.
        Audiodescrição ao vivo: descrição das obras com acompanhamento de mediador.
        Audioguia: por meio de um aparelho mp3, descrição de obras e dos espaços.
        Apreciação tátil: liberação de alguns exemplares para toque, com uso de luvas e mediação do Programa Educativo.
        Apreciação sinestésica: experimentação de espumas, forrações, ligas metálicas, borrachas e outros elementos envolvidos na composição do corpo do automóvel, enquanto objeto multissensorial.
        Superfície tátil: linha do tempo da evolução do automóvel com informações em Braille e imagens em relevo para apreciação tátil.

  
Exposição “Beleza em Movimento – Ícones do Design Italiano na Casa Fiat de Cultura”
De 13 de agosto a 3 de novembro de 2019
Curadoria: Peter Fassbender e Maddalena D’Alfonso
Terça a sexta, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
Entrada gratuita

Casa Fiat de Cultura 
Circuito Liberdade
Horário de funcionamento: terça a sexta, das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h 

Informações
(31) 3289-8900
Instagram:@casafiatdecultura
Twitter: @casafiat