Choose your language

Mostrando postagens com marcador blues. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador blues. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de junho de 2023

Roda de Blues completa sete anos de sucesso em BH

Foto: Marcela Polido

Edição especial de aniversário será neste sábado, no Clã Espaço e Cultura    

A popularização do blues, gênero musical originado nos Estados Unidos por afro-americanos no século XIX, ganhou força em Belo Horizonte. O fato se deve ao Roda de Blues, projeto musical que despontou na cidade em 2016 e que completa sete anos de pioneirismo e sucesso neste mês. Para celebrar a data, haverá uma edição especial de aniversário neste sábado (17), a partir das 16h30 no Clã Espaço e Cultura, local que acolheu o projeto desde o início.  

“É com alegria que a gente comemora sete anos do Roda de Blues, que surgiu com o objetivo de tornar o blues, ainda desconhecido por muitos, acessível a pessoas de todas as idades e classes sociais. Quem participa sempre traz outras pessoas e, assim, a casa vai ficando cheia a cada edição”, diz o idealizador do projeto, Auder Jr., também guitarrista, compositor e um dos propagadores do blues em Minas Gerais.

Para festejar os sete anos do projeto, haverá um show com Auder Jr. & Blues Friends. “A gente se apresenta desde a primeira edição, mas sempre com a participação de outros músicos, assim como acontece nas jam sessions de blues. É muita energia, sintonia e interação”, afirma.

Em relação ao repertório, o público vai conferir desde o blues tradicional do Delta do Mississippi suas variantes até o blues rock. No set list estão os nomes de grandes ícones do gênero, como B.B King, Wilie Dixon, Johnny Winter, Muddy Waters, Freddie King e muito mais.

Ao relembrar a trajetória do Roda de Blues, Auder Jr. diz que o balanço é positivo. “O Clã Espaço e Cultura tinha sua tradicional roda de samba. Até que os donos, Renato e Mariana, que curtiam blues e acompanhavam a minha carreira, decidiram inovar. Então, eles e eu criamos a roda de blues nos moldes das tradicionais rodas de samba do Brasil, o que tem dado muito certo. Inclusive já tivemos participações tanto de músicos brasileiros quanto estrangeiros de todos os estilos musicais”.

De acordo com Auder Jr., o projeto tem ganhado visibilidade a cada ano. Ele é realizado aos sábados, uma vez por mês. “O Roda de Blues é alto-astral. Há uma interatividade grande entre os músicos e o público, que gosta muito. Todos são muito bem-vindos, desde crianças a idosos. Espero que todos venham comemorar com a gente”. 

Roda de Blues completa sete anos com edição especial em BH

Data: 17/06/2023 - sábado

Local: Clã Espaço e Cultura - Rua Bernardo Cisneiros, 12, bairro Aparecida, Belo Horizonte

Horário: Abertura da casa – 15h – show com Auder Jr. & Blues Friends – 16h30

Entrada: R$ 20,00

Informações e reservas: (31) 99685-2441 e (31) 99934-9919.

 Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

quinta-feira, 16 de março de 2023

Álbum "Há um blues no fim do túnel" celebra paixão e transgressão

Lançamento da parceria entre o músico Marcoliva e o poeta Cláudio Schuster acontece no Dia Mundial da Poesia, 21 de março, nas plataformas digitais. O videoclipe da música Solidão também estreia no YouTube

A primeira frase do álbum Há um blues no fim do túnel já anuncia: a sanidade cansa. A primeira parceria entre o cantor e compositor Marcoliva e o poeta Cláudio Schuster chega às plataformas digitais no Dia Mundial da Poesia, terça-feira (21). Com diversidade de ritmos, a unidade percorre as oito faixas pela intensidade das interpretações, pelos delírios poéticos e pelos arranjos de Rafael Calegari, que criam o clima para paixões insanas, transgressão e inconformismo. Se o blues é o caminho, por essa estrada passeiam ainda a MPB, o pop e a milonga, que se cruzam para resultar essencialmente em música brasileira.

No mesmo dia, será lançado o novo videoclipe do álbum, com a música Solidão https://www.youtube.com/watch?v=L-yjzvEDHV4, que tem co-autoria de Rafael Meksenas. A direção é de Claudia Aguiyrre, que também dirigiu o videoclipe para Os elefantes tocam blues, escolhido como um dos melhores de Santa Catarina em 2022, de acordo com avaliação do site especializado Rifferama. A canção abre o álbum Há um blues no fim do túnel e pode ser vista aqui:


. “A criação de Marcoliva amplificou meus delírios poéticos. O álbum é um convite a uma experiência com emoções que remetem à liberdade, prazer, rupturas e, por isso mesmo, à utopia e à esperança”, aponta Cláudio Schuster. “É um projeto de vida. Conseguimos reunir artistas inspirados e inspiradores, numa ambiência de criação coletiva que resultou em um álbum surpreendente. No show de pré-estreia, realizado em novembro, percebemos que o resultado foi tão encantador para o público quanto tem sido para nós”, lembra Marcoliva. 

A parceria iniciou após se conhecerem no sarau PalavrAcanção, em Florianópolis (SC), em 2019. Em 2021, Marcoliva e Cláudio Schuster iniciaram as composições. O projeto é levar o show, que tem ainda participação de poetas convidados, com performances feitas da plateia, para turnês por Santa Catarina e outros estados. 

O ÁLBUM

Há um blues no fim do túnel pergunta, por exemplo, “como vive um vivente/ a beber como água/ a aguardente do amor”? Depois, já embriagados de poesia, os autores anunciam seu manifesto por um "blues de breque/ nesse mundo bundão”. Ao mesmo tempo que presta homenagem ao palavrão e aos desejos mais loucos, cria amantes que dizem "azar de quem/ não descarrilha", riem e dançam nus ao ritmo de um imaginário tango milonga blues. Em outros momentos, canta o pensamento solitário e existencial: “me perco de vista/ me visto de estrada/ sou um lugar/ que nunca vou alcançar”. Sobretudo, alegra-se ao ver que "gente não cabe/ gente não tem/ nenhum cabimento” e porque, afinal, "só amar nos poesia”.  

SOBRE MARCOLIVA

Gaúcho de Carazinho, radicado em Florianópolis (SC) desde 1994, tem cinco álbuns gravados com Tatiana Cobbett: Parceiros (2001), Bendita Companhia (2009), Sonora Parceria (2012), Corte Costura (2014) e Sawabona Shikoba (2016). É autor de três livros: Dupla Poesia (2018), De A a Z: Uma História Poética do Boi-de-mamão na Ilha de Santa Catarina (Ed. Bernúncia, 2012) e Paralelepípedo Poema (Editora Lesma, 2016). Lançou os singles Todos Os Santos, Pela Janela, Aeroplanos, Meu Senhor dos Desgraçados, Xote Para Ti e seu primeiro EP, Cara a Cara, ao final de 2021.

SOBRE CLÁUDIO SCHUSTER

Jornalista e escritor, é gaúcho de Pelotas e vive em Florianópolis desde 1986. Tem sete livros publicados: crime perfeito (publicação do autor - 1994), risco (publicação do autor - 1997), bluz (Blocos - 1999), beba poesia (Insular - 2016), beba poesia volume II (Mondrongo - 2019), Vai dar merda (crônicas - Editora Mondrongo - 2021) e beba poesia volume III (Editora Mondrongo - 2022). Este é seu primeiro trabalho como letrista.

OUÇA AS CANÇÕES ANTES DO LANÇAMENTO

Os elefantes tocam blues, Aguardente, Blues de breque, Leve, Foda, Tango milonga blues, Solidão e Sem cabimento.

FICHA TÉCNICA

Marcoliva (voz e violão)

Cláudio Schuster (poesias e letras)

Rafael Calegari (contrabaixo e direção musical)

Luciano Bilú (guitarra em Blues de Breque, Leve, Tango Milonga Blues e Sem Cabimento)

Cris Ferreira (composição de Tango milonga blues e guitarra em Os Elefantes tocam blues, Aguardente, Foda e Solidão)

Neto Fernandes (teclados)

Alexandre Damaria (percussão em Sem cabimento)

Felipe Neto (bateria)

Roger Corrêa (gaita ponto em Solidão) 

Angie Gastambide (voz - participação especial) 

Rafael Meksenas (co-autoria de Solidão)

Monica Kukulka (direção cênica)

Maurício Muniz (arte e cenografia)

Claudia Aguiyrre (direção de arte, cenografia, edição e direção dos videoclipes)

Rafael Motta (iluminação)

Davi Tekle (produção)

Guto Campos (vídeo)

Thiago Mangrich (fotografia)

Gravação: Jorge Lacerda Estúdio de Gravação

Mixagem: Felipe Neto - Red River Records

Capa: Eduardo Moreira Krziminski

Selo: Café Maestro

Crédito das fotos do show: Thiago Mangrich

Crédito da foto da capa: Guto Campos

terça-feira, 18 de outubro de 2022

Audergang faz show em celebração aos 15 anos de trajetória

Foto: Marcela Polido
Evento, com a participação de convidados especiais, acontece no dia 28 de outubro, sexta-feira, a partir das 21h, no Caverna Rock Pub

É com ousadia, personalidade e som vibrante que a Audergang se destaca na cena musical. A banda mineira, que traz um blues autoral diferenciado na bagagem, completa 15 anos de estrada.  E para celebrar a data, a banda mineira de blues fará show especial na sexta-feira (28), a partir das 21h, no Caverna Rock Pub (Rua Tupis, 1448 – Barro Preto, Belo Horizonte/ MG). Haverá a participação de convidados especiais. A abertura do evento ficará à cargo da banda Sorry We’re Late. E o encerramento se dará com uma jam session sob o comando da Seatle Blues. Haverá um sorteio de uma tela temática de blues do artista plástico Marcos Kaoy (Barracão de Antiguidades e Arte).

“Mais um ano de comemoração de nossa trajetória. Isso é muito gratificante, pois muitos foram os desafios e as conquistas. A nossa ideia sempre foi criar um som próprio, brasileiro, contemporâneo, diferenciado e que fosse a nossa cara. Então, nos sentimos honrados em contribuir no fortalecimento e propagação do blues no Brasil”, diz o fundador, vocalista e guitarrista da banda Auder Jr.

Show

Com sonoridade que mescla o blues norte-americano com pegada brasileira, a Audergang subirá ao palco com um repertório composto por clássicos que marcaram a carreira do grupo, como “Mineiro e blueseiro”, “When I met Johnny Winter” e “Soul to shuffle” e também de músicas que fazem parte do último álbum “No time 4 little troubles” (2019). Além de Auder Jr., integram o grupo os músicos: Osmar Souza (gaitista), Charles Rocha (contrabaixista) e Luiz Cláudio (baterista).

E para animar a noite, a Audergang receberá convidados especiais. Tratam-se de ex-integrantes e parceiros que fazem parte da história da banda, como os músicos que fizeram parte da “Easy Rider” (banda belo-horizontina de hard rock que se destacou nos anos 90), que tinha como membros Auder Jr., Brazza, Marcelo Álvares, Eduardo Schechtel. (Dudu Grafitte) e Rogério Vaz.

Ingressos – Os ingressos estão disponíveis no site Gofree. Informações e reservas pelo telefone: (31) 99238-7499.

Sobre a Audergang

Criada em 2007, a Audergang foi uma das bandas pioneiras de blues em Minas Gerais. Já dividiu palco com grandes ícones do blues e rock nacional e mundial, como o mestre Johnny Winter, Celso Blues Boy, Mark Farner do Grand Funk Railroad, Glenn Hughes do Deep Purple e Jason Ricci, eleito como um dos melhores gaitistas de blues do mundo. Já realizou inúmeros shows e participou de muitos festivais. Na discografia da banda estão o EP “Blues da Chuva” (2014) e os quatro CDs Music “Is The Only Way” (2007), “Soul To Shuffle” (2011) e “Blues for the Blues” (2015) e “No time 4 little troubles” (2018). Já o primeiro DVD da Audergang “Blues Sessions” foi lançado em 2017, inclusive em Portugal, na Europa. Acompanhe a Audergang nas redes sociais: Facebook, Instagram e YouTube.

Sobre a Sorry We’re Late

A banda belo-horizontina apresenta um projeto focado em punk rock e pop punk das décadas de 90, 2000, 2010 e 2020. No repertório sucessos de Rihanna, Amy Winehouse, Miley Cyrus, Madonna, entre outros. É formada por Luise Caldeira, filha de Auder Jr. (vocal), Ana Cecilia Ajeje (guitarra e backing vocals), Vinicius Oliveira (guitarra), Rafael Viana (baixo) e Guilherme Guerra (bateria). Instagram: @sorrywearelate_oficial

Sobre a Seattle Blues

É uma banda mineira de blues e dos seus frutos (rock, soul rockabilly). Fundada em 2015, em Belo Horizonte, é formada por: Fernanda Rocha (voz e violão), Jean Wilker (voz e guitarra solo), Breno Mello (contrabaixo) e Léo Dias (bateria e percussão). No repertório canções de Robert Johnson, Willie Dixon, Joss Stone e muito mais.

Sobre Marcos Kaoy

É artista plástico e gaitista. Em suas criações, ele transfere para as linguagens visuais aspectos relacionados aos grandes artistas do blues americano, criando telas com sentidos sonoros. Para o trabalho, ele usa técnica de pintura, colagens, papéis, objetos metálicos e outras matérias-primas. Suas peças podem ser conferidas em festivais, como o MDBF em Caxias do Sul em novembro, ou na sua loja Barracão de Antiguidades e Arte, em Brumadinho (MG). Instagram:@barracaoantiguidadesearte

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

terça-feira, 28 de maio de 2019

5º.Festival BBSeguros de Blues e Jazz

Jimmy Burns está nas atrações do evento que volta
a capital mineira  - Foto: Christophe Losberger
Um show clássico com o bluesman  da geração de ouro, Jimmy Burns, um encontro especial entre dois dos maiores guitarristas do Brasil, Sérgio Dias e Luiz Carlini, o bandolinista Hamilton de Holanda Quarteto, o guitarrista André Christovam, a banda Décadas Brass Band, O Bando, fazendo o repertório blues de Jimi Hendrix, compõe a programação para um dia de boa música e descontração em Belo Horizonte.Entrada franca!

Evento gratuito reúne importantes artistas de blues e jazz, atrai adultos, inclui ações para crianças e convida a todos para um picnic ao ar livre.  

Este ano, o Festival BB Seguros de Blues e Jazz celebra sua 5ª.edição e confirma o sucesso de público atingindo a marca de 324 mil pessoas em 132 shows realizados desde sua criação. O evento, que já acontecia em São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Recife, Curitiba e Belo Horizonte chega agora também a Manaus e Goiânia, totalizando 8 cidades, nas cinco regiões brasileiras. Com isso, se consolida como o maior festival de Blues e Jazz do Brasil em abrangência e público total. 

O evento foi criado com um conceito simples: um dia para curtir com a família e os amigos. Para que isso se concretize, os shows são sempre realizados em locais ao ar livre, com bons espaços para o convívio social, no melhor espírito “música no parque”. A programação mescla blues e jazz e conta com line up caprichada, além de atividades para as crianças. O projeto é realizado via Lei de Incentivo à Cultura com patrocínio da BB Seguros e realização da Marolo produções e Ministério da Cidadania, Governo Federal/ Pátria Amada.

Desde 2015, em sua edição inaugural, o Festival BB Seguros de Blues e Jazz apresentou grandes nomes, como Stanley Jordan, Al Di Meola, Hermeto Pascoal, Pepeu Gomes, Lil´Jimmy Reed, Louis Walker, Wallace Roney Quintet, Blues Etílicos, Hamilton de Holanda, Leo Gandelman, Steve Guyger, Toninho Horta, Renato Borghetti, entre outros, com ótima repercussão.
A programação musical do evento não é fixa. O line up muda a cada praça, o que traz diversidade e dá autenticidade ao festival. 

Sobre a BB Seguros

Marca que representa os negócios de seguros, previdência, capitalização e planos odontológicos do Banco do Brasil. A BB Seguros se orgulha de ser uma das empresas que mais investem no amanhã, tanto estimulando o planejamento financeiro do brasileiro quanto apoiando projetos culturais e esportivos. Seus patrocínios têm como princípio levar atrações a todas as regiões do país com eventos gratuitos em locais públicos ou a preços populares, essa estratégia já fez com que quase 2 milhões de brasileiros tivessem mais acesso à cultura somente nos últimos anos. 

Sobre a Marolo Produções

Nasceu do sonho de levar cultura para a pequena cidade de Três Pontas, ao sul de Minas, e realizou em 2009 seu primeiro projeto o Festival Música do Mundo, hoje na 7ª edição. Desde então, a Marolo leva cultura para todo o país, sem nunca perder as origens. Mantendo o escritório em Três Pontas e a sede em São Paulo, realiza eventos culturais nas 5 regiões brasileiras. 

Programação e horários dos shows em Belo Horizonte 

Décadas Brass Band, Banda de BH a ser divulgada, O Bando com o blues de Jimi Hendrix, André Christovam, Hamilton de Holanda Quarteto, Sérgio Dias convida Luiz Carlini, Jimmy Burns

11h00 Décadas Brass Band
12h00 Banda de BH a ser divulgada
13h10 O Bando com o blues de Jimi Hendrix
14h10 André Christovam
15h15 Hamilton de Holanda Quarteto
16h20 Sérgio Dias convida Luiz Carlini
17h40 Jimmy Burns

Fora as atrações artísticas, teremos atividades especialmente programadas para as crianças.

- Oficina de desenho e colagem 
- Oficina de malabares 
- Pintura artística facial
- Escultura de balão
As atividades infantis começam às 11h e vão até às 16h. 
São gratuitas e por ordem de chegada.

 Saiba mais sobre os artistas escalados:

Jimmy Burns

Um dos lendários bluesman da geração de ouro do blues nasceu em Dublin, uma pequena cidade nas margens do Mississippi, Jimmy foi o caçula de 11 irmãos, cresceu na fazenda Hilliard Cotton Plantation, colhendo algodão e foi ali que aprendeu a tocar violão e violão de doze cordas, enquanto aprendia a cantar e se inspirava nos corais das igrejas da região. Seu primeiro ídolo musical foi o irmão mais velho, Eddie Burns, que tocava guitarra com aquele que é considerado o pai do Blues, John Lee Hooker. Aos doze anos, Jimmy Burns se mudou com a família para Chicago e lá a guitarra elétrica entrou na sua vida, e não saiu mais. 

Ao logo de mais de 60 anos de carreira, Jimmy Burns levou seu blues para os mais diversos palcos do mundo, de pequenos bares e cafés a grandes teatros e festivais, conquistando plateias com seu som empolgante a verdadeira alma do blues. Seu álbum "Leaving Here Walking" conquistou o prêmio de Melhor Disco de Blues do Ano, pela Associação Nacional de Distribuidores Independentes de Disco, o prêmio Big Bill Broonzy, da Academie Du Jazz e nominação em Handy Award.

Hamilton de Holanda Quarteto

Virtuoso, brilhante e único são alguns dos adjetivos na vida deste músico, bandolinista, que contagia plateias em turnês por todo o mundo, construindo uma carreira de inúmeros prêmios. Passeia por diversos gêneros tendo o bandolim como aglutinador de ideias. 

Em sua trajetória consta o prêmio de melhor instrumentista por unanimidade, na única edição e nas duas categorias - erudito e popular, do Icatu Hartford de Artes 2001, permitindo-lhe viver em Paris por um período de um ano, dando asas internacionais ao seu trabalho. Com seu primeiro CD solo ‘01 byte 10 cordas’, que também foi o primeiro CD de bandolim 10 solo do mundo, recebeu o título CHOC de uma das mais importantes publicações europeias de música “Le Monde de la Musique”. 

Hamilton participou também de importantes solenidades, no Brasil e no Mundo, sendo convidado a tocar para presidentes e autoridades. Da imprensa francesa, recebeu carinhosamente o título de "Príncipe do Bandolim", e da Brasileira – Revista Bravo – “Rei”. 

O bandolinista foi diversas vezes nominado ao Latin Grammy, sendo premiado nas duas últimas edições: em 2016, na categoria Melhor Disco Instrumental com ‘Samba de Chico’ e, em 2015, na categoria Melhor Canção Brasileira com “Bossa Negra”, parceria com Diogo Nogueira e Marcos Portinari. Oito de seus discos configuram nas listas de indicações do prêmio: ‘Brasilianos’ (entre os melhores discos instrumentais no Latin Grammy 2007), ‘Brasilianos 2’ (entre os melhores discos de Jazz de 2008), ‘Luz da Aurora’, parceria com Yamandú Costa (indicado ao Melhor Disco Instrumental de 2010), ‘Brasilianos 3’(nominado nas categorias Melhor Disco Instrumental e Melhor Engenharia de Som de 2012), ‘Hamilton de Holanda Trio’ (indicado entre os melhores discos de música Instrumental na edição de 2013), ‘Caprichos’(nominado ao Grammy de 2014 como Melhor Disco Instrumental), ‘Bossa Negra’ (nominado Melhor Disco de Samba/Pagode de 2015 e nominado e premiado Melhor Canção Brasileira de 2015), ‘Baile do Almeidinha’ (nominado ao Latin Grammy 2015 como Melhor Engenharia de Som) e mais recentemente ‘Samba de Chico’ (nominado ao Latin Grammy 2016 como Melhor Disco de Música Instrumental e Melhor Engenharia de Som).

Já dividiu o palco com Wynton Marsalis, Hermeto Pascoal, John Paul Jones (Led Zepellin), Milton Nascimento, Chico Buarque, Chucho Valdes, Egberto Gismonti, Zeca Pagodinho, Stefano Bollani, Djavan, Richard Galliano, Marisa Monte, Alcione, Maria Bethania, Seu Jorge entre muitos outros além de uma noite singular com os músicos do Buena Vista Social Club, entre outros.

O repertório de sua apresentação no Festival BBSeguros de Blues e Jazz estará baseado no 38º. álbum de sua carreira “Harmonize”, recém lançado, mas também aparecem  músicas  do famoso  Baile do Almeidinha.

O Hamilton de Holanda Quarteto tem Daniel Santiago (violão), Thiago do Espirito Santo (baixo) e Edu Ribeiro (bateria) e Hamilton no bandolim.

Sérgio Dias convida Luiz Carlini

Em 1980, Sérgio Dias, um dos maiores guitarrista brasileiros e um dos criadores e líder dos Mutantes, à convite do produtor Eddie Offord (banda Yes), vai morar nos Estados Unidos para gravar seu primeiro disco solo, "Sérgio Dias". Por dez anos em Nova York convive com Gil Evans, John McLaughlin, Manolo Badrena, Michael Brecker, David Sanborn, Jeremy Steig e Jaco Pastorius, exatamente na fase "brasileira" do Weather Report, ao mesmo tempo que dividia apartamento com L. Shankar e Fernando Saunders. Com os parceiros e mais TM Stevens, forma a banda “Unit”, e passa a tocar em diversos locais de Manhattan. Após a Unit, Sérgio formou a “Steps Of Imagination”, ao lado de Danny Gotlieb, Marcos Silva e TM Stevens. Com a entrada de Airto Moreira e Flora Purim, o nome mudou para “Airto e Flora and The Steps Of Imagination”. 

Em 1985, se apresenta no Brasil com seu show instrumental no “Free Jazz Festival” do Rio e São Paulo, ao lado de estrelas como Chet Baker, Egberto Gismonti, Pat Metheny e Bob McFerrin. Em julho de 1986 faz uma temporada na extinta casa “Jazzmania”, localizada no Arpoador /RJ e grava ao vivo uma das apresentações. Em 2003 a gravação é resgatada e masterizada, 17 anos depois é lançado em CD e intitulado: Jazz Mania Live. 

Este show volta aos palcos em edição especial no Festival BB Seguros de Blues e Jazz passando por seis cidades: BH, Curitiba, São Paulo, Brasília, Porto Alegre e Recife. Em grande estilo o repertório é executado na formação quinteto (guitarra, bateria, teclados, baixo e sax). No set list musicas do álbum Jazz Mania, entre elas: "Janeth & Steve", feita em homenagem a Janeth e Steve Reynolds, dois amigos de Sérgio que apresentaram a NASA para o guitarrista quando ele excursionava por Houston. "Suíte Para Filemón Y La Gorda", uma introdução na linha do U. K. "Columbia", uma viagem em homenagem a NASA, com a guitarra relembra as canções de O A E O Z, ganhando o clima jazzístico com a entrada de sax. A sensual "Sabor Caballero" trazendo um clima todo tropical, "Brazilian New Wave", um samba-jazz, "Twilight In Tunisia" finalizando com mais algumas surpresas que prometem deixar o público nas nuvens. 

Com participação especial de Luiz Carlini, Sérgio Dias relembra sua fase jazzística que viveu nos anos 80.

Junto com Lee Marcucci e Emilson Colantonio formou a banda Tutti Frutti que, durante os anos 70 gravou e tocou com Rita Lee, compondo e participando das gravações de alguns dos maiores sucessos da cantora, como Esse Tal de Roque Enrow, Agora Só Falta Você, Corista de Rock e Ovelha Negra, que tem em seu final o mais popular solo da carreira do guitarrista. Carlini foi também o guitarrista solo do Camisa de Vênus na volta do grupo em meados da década de 90.

Considerado um dos maiores guitarristas brasileiros da história do rock, desde o fim oficial da banda no começo dos anos 80, Carlini é um dos guitarristas mais ativos e conceituados da história recente da música brasileira, tendo participado de mais de 400 discos de cantores e músicos diversos como Barão Vermelho, Titãs, Radio Taxi, Vanguart, Filipe Catto, Marcelo Nova, Supla, Erasmo Carlos e Lobão. No Festival BB Seguros de Blues e Jazz é convidado de Sérgio Dias para um encontro histórico entre dois dos maiores guitarristas do Brasil. 

André Christovam

Guitarrista, compositor e cantor paulista é considerado um dos principais artista de blues no cenário nacional. Já dividiu o placo com os grades nomes da música internacional, como John Lee Hooker, Coco Montoya, entre muitos outros. Hoje, o guitarrista declara que o que faz atualmente nem é mais apenas blues e sim um “hibrido” com muitas influências.
Nos anos 1980 André partiu rumo aos EUA para estudar música no renomado "Guitar Institute of Technology"-GIT, que atualmente é o Musicians Institute, em Los Angeles. Quando voltou ao Brasil trabalhou com diversos artistas brasileiros e internacionais, participando de bandas como Fickle Pickle, Kid Vinl & Os Heróis do Brasil, Rita Lee, Raul Seixas, Marcelo Nova. Na década de 1990, participou da turnê ddo gaitista Sugar Blue, da gravação do show de Taj Mahal para a série “Heineken Concerts”, entre muitos outros. André conta com cinco álbuns de sua autoria.

No Festival BBSeguros de Blues e Jazz deste ano, André faz uma releitura do álbum “Mandinga”, de 1989, marco em sua carreira.  O projeto, que usou tanto das vozes dos gênios do samba brasileiro em seu discurso poético, e que está inundado de sonoridades dos grandes guitarristas negros americanos, é um trabalho único, inédito na discografia nacional. Foi o primeiro disco inteiramente de Blues com letras em português gravado no Brasil e um dos maiores em número de vendas. 

“Trinta anos se passaram desde o lançamento do álbum “Mandinga”, lançado  pela Gravadora Eldorado e, ainda hoje, são muitas as pessoas que me procuram para falar onde estavam e o que faziam quando ouviram as músicas pela primeira vez. Mandinga fez parte da trilha sonora de tanta gente e me proporcionou tantas outras possibilidades durante esse período, que seria preciso o dobro das canções que compus para traduzir tudo o que esse projeto me trouxe.

“Quando o concebi, deixei de ser o guitarrista de aluguel para Kid Vinil, Rita Lee e Raul Seixas e escrevi minha própria versão dos fatos. E deu certo… Muito certo! Porém, como tudo na vida, tudo que tem um começo precisa ter um fim. Celebrando os 30 anos de sua existência junto aos meus 60 anos de idade, encerro esse ciclo da mesma forma que o iniciei, com toda a minha dedicação e amor pelo blues.” Relembra André.

“Após três anos fora do país, trago uma forte emoção de estar novamente ao lado de meu público e de músicos de um calibre sem igual, que tanto contribuem ao moldarem sua arte com talento e afeição. Uma demonstração de que música de qualidade sempre foi referência de grandeza em qualquer lugar do mundo. Ao resgatar meu disco mais emblemático, levo para este show somente o sentimento de alegria e gratidão.” Complementa o músico.

Para este show, o guitarrista estará acompanhando por Adriano Grineberg - piano e vocais, Alaor Neves - bateria, Fabio Zaganin - baixo e André Christovam - guitarras.  

O Bando com o blues de Jimi Hendrix

O grupo O Bando, faz parte da história do Festival BB Seguros, acompanhando o projeto desde o início, apresentando um novo e especial show a cada nova edição. O Bando mostra que Minas Gerais é berço de grandes talentos musicais, é o coração do Clube da Esquina, mas, entre as montanhas de Minas também pulsam fortes estilos como o blues e o rock and roll. Os mineiros já se apresentaram ao lado de nomes como Os Paralamas do Sucesso no Circuito Brasil Musical, em João Pessoa (PB), entre outros. 

O grupo, conterrâneo de Milton Nascimento, viajou pelo Brasil ao lado do ícone da MPB na turnê do disco “...E a Gente Sonhando”, entre outros projetos. Atualmente, os integrantes de O Bando também desenvolvem projetos paralelos, como o Ummagumma – The Brazilian Pink Floyd (principal cover do Pink Floyd do Brasil), idealizado e liderado pelo vocalista e guitarrista Bruno Morais.

Para a apresentação no 5o Festival BB Seguros de Blues e Jazz, O Bando preparou um repertório especial que dá destaque à face bluseira de um dos maiores ícones da guitarra, Jimi Hendrix. 

O Bando é formado por Felipe Duarte – guitarra, Bruno Morais – guitarra, Alessandro Brito – bateria, Dayvid Castro – contrabaixo. 

Décadas Brass Band

Fundada em março de 2000, a Banda Décadas traz uma formação tradicional brass band onde a base instrumental é de cinco sopros e duas percussões. Talentosos e bem humorados, tem na performance coletiva e individual a musicalidade como fator marcante e contagiante. Com muita irreverência, a Décadas atua como Banda Itinerante (andando) ou como Banda de Palco, possuindo um repertório eclético e seleto com músicas de grandes artista, compositores de bandas e orquestras nacionais e internacionais, tais como: Louis Armstrong, Glenn Miller, Henry Mancini, Earth Wind Fire, Elvis Presley, Beatles, James Brown, Michael Jackson, Perez Prado,Heitor Villa Lobos, Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha, Tom Jobim, Roberto Carlos, Tim Maia e muitos outros.
Do jazz tradicional em referência às Bandas de New Orleans dos anos 20, passando por todas as décadas, ou ainda, pela música popular brasileira, Banda Décadas Bass Band traz para o Festival BB Seguros de Blues e Jazz o clima das contagiantes steet jazz bands. 

BELO HORIZONTE

5ª. Edição do Festival BB Seguros de Blues e Jazz
Este ano o Festival passa por oito capitais e se torna o evento de blues e jazz de maior abrangência nacional: 9/6 – Belo Horizonte,  15/6 – Curitiba, 27/7 – São Paulo, 3/8 – Brasília, 10/8 - Porto Alegre, 14/9 – Goiânia, 21/9 – Manaus, 19/10 – Recife
https://business.facebook.com/festivalbbseguros/

Local: Praça JK
Endereço: Av. dos Bandeirantes, 240
Dia: 09 de junho
Horário: das 11h às 19h
Classificação Indicativa: livre
Gratuito
https://www.facebook.com/festivalbbseguros/
www.festivalbbseguros.com.br

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Audergang Retorna ao Brasil e Prepara Temporada de Shows

Auder Júnior e sua turma se apresentaram no exterior
Foto: Edward Felix
Após a incrível e inesquecível experiência artística no “velho mundo”, a Audergang acaba de retornar ao Brasil e prepara temporada de shows para 2018 no território nacional, como Rio de Janeiro e São Paulo.  A banda mineira de Blues fez apresentações em terras portuguesas, entre 8 e 16 de dezembro.

A turnê foi realizada por meio do Programa Música Minas da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), com produção de Krie + Manu Guimarães.

Se na bagagem de ida, o grupo levou um repertório diferenciado, com mistura de canções autorais e estilos clássicos da música brasileira, na da volta trouxe a satisfação pelo acolhimento e retorno do público português. “Essa viagem foi muito positiva. No set list da banda 80% eram músicas próprias que foram aprovadas pelos portugueses nos shows, que acompanhavam atentamente, nos aplaudiam e pediam bis”, diz Auder Júnior, fundador, vocalista e guitarrista da banda.

De acordo com Auder Júnior, a experiência fora do país serviu para evidenciar o Blues brasileiro, que não é tão divulgado no exterior. “Os estrangeiros curtiram o som produzido em nosso país, especialmente Minas Gerais. Trata-se de uma oportunidade que abre as portas para outros artistas do cenário musical, em especial os bluesmen”.  

Ele acrescentou que em todos os shows, em Leiria e Aveiro, a música de abertura foi “Forró Brasil” de Hermeto Paschoal, versão da Audergang que emendava na canção autoral da banda “Sunshine Blues”. “Essa pitada de outro estilo com o Blues foi um sucesso e nós pretendemos levar esse projeto adiante”. Auder Júnior também foi a Madrid (Espanha), onde tocou em alguns lugares e gravou vídeos.    

Para o gaitista Osmar Souza tocar em Portugal foi uma experiência valiosa para a Audergang. “O país é maravilhoso e o público europeu é diferente. Assistem ao show de forma mais contida que o brasileiro. Mas, fizemos esforços para agitar os portugueses durante apresentações e funcionou bem. O feedback foi muito positivo.”

O baterista e vocalista, Luis Claúdio, endossa a opinião de Souza e explica que a Audergang foi recebida com receptividade exemplar. “Além de conhecermos a cultura centenária de Portugal, ficamos impressionados com a forma que tratam os artistas, com muito respeito e educação. Eles valorizam a arte, em especial a música.”

Já o baixista Brazza espera que a Audergang retorne a Portugal. “A educação europeia chama atenção. Como eles entendem inglês e 90% de nosso repertório é nesse idioma, então eles interagiram com a banda. Os shows foram ótimos, com destaque para a organização dos eventos. Pretendemos voltar.”