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segunda-feira, 15 de julho de 2019

Museu Inimá de Paula inaugura exposição Séries de Inimá

Mostra pode ser visitada até dia 26 de agosto em BH
Foto: Divulgação
O Museu Inimá de Paula apresenta, até o dia 26 de agosto, a exposição Séries de Inimá: Natureza Morta e Composição. A mostra conta com 24 peças e tem como objetivo retratar uma parte do acervo produzido por Inimá de Paula, por olhares e construções simbólicas. O pintor, desenhista, retocador de fotografias e também professor, exibe nesta série a natureza morta.
        
A escolha pelo gênero da natureza morta e sua composição “traz uma sensibilidade específica a partir da representação de objetos ligados a uma ideia de vida privada ou de lugar. Cajus, peixes e lagostas, por exemplo, estão representados neste trabalho e aludem ao litoral”, comenta André Cavióla, curador responsável pela montagem. Entre os quadros dispostos, estão 23 identificados com o tema em questão e uma palheta emoldurada – uma ferramenta utilizada por de Paula para a construção das peças que retratam esse universo.

Suas obras trazem elementos como o uso do branco como cor e o azul em tonalidades mais abertas. Observa-se também, a conexão desses objetos citados com o que está lá fora: o mar, a paisagem além da janela aberta e a abertura para outro espaço ou dimensão. Os tons mais quentes também ganham vez em outros quadros. A preferência pelas cores contribui para a construção de uma ideia de tropicalidade, que é reforçada pelos próprios elementos escolhidos, como bananas, maracujás, mangas e da natureza verdejante.

Em outra série de quadros, é possível observar elementos ligados ao cotidiano do artista como o ateliê, jarras, bules e utensílios domésticos simples que comprovam a imagem de uma pessoa humilde e discreta, sem muita vaidade ou sofisticação para além do trabalho artístico. 
Para completar, o Setor Educativo do museu preparou uma atividade interativa para os visitantes. Em um espaço de criação reservado, o público poderá relacionar-se com certos objetos, além de um cavalete, que podem ser alterados, modificados e até mesmo transformados. As obras produzidas nesse ambiente ficarão para acesso ao público, tornando-se mais um elemento expositivo no espaço. A “Séries de Inimá: Natureza Morta e Composição” conta com o patrocínio do Ministério da Cidadania e do Banco Santander.

Séries de Inimá: Natureza Morta e Composição
Data: 12 de julho a 26 de agosto
Horário de Funcionamento: terça, quarta, sexta, sábado, das 10h às 18h30; quinta, das 12h às 20h30; domingos e feriados, de 10h às 16h30.
Endereço: Rua da Bahia, 1201, Centro, Belo Horizonte/MG.
Entrada gratuita.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Museu Inimá teve visita de 10 mil estudantes em 2018

Oferecer uma atividade extraclasse que ensina e desperta nas crianças a consciência e a necessidade de preservação e valorização do patrimônio histórico. Esse é o principal objetivo do projeto Criança no Museu, que, em 2018, levou aproximadamente 10 mil estudantes para visitações no Museu Inimá de Paula. Desde 2010, apoiado pela Lei Estadual e Federal de Incentivo à Cultura, o projeto contempla milhares de alunos, principalmente de escolas públicas, possibilitando a visitação às espaço expositivo com o intuito de compreender como as manifestações artísticas podem influenciar no dia a dia da sociedade.

Ao todo, mais de 132 instituições visitaram o museu no último ano, sendo que 90% delas foram da rede municipal ou estadual de ensino. Para viabilizar a ida dos estudantes, o Inimá de Paula disponibiliza o transporte escolar, mediação dos alunos com arte, educadores capacitados e kit com material didático, contendo livreto sobre o pintor Inimá de Paula, suas obras e arquitetura do prédio, além de lápis HB, borracha, apontador, caixa de lápis de cor, régua e lanche.

Em 2018, as escolas visitaram as seguintes exposições itinerantes: Arte e Favela - Memórias Urbanas; Palimpsesto: A Poesia das Cores - Arterial: - Comemoração 60 anos Laboratórios Lustosa e Tridimensionalidades.

Os participantes vão desde estudantes regulares, com idade mínima de quatro anos, até adolescentes ou alunos do Ensino de Jovens Adultos (EJA), de 15 a 70 anos, sendo que a dinâmica da visitação é adaptada para atender melhor cada faixa etária.

Os Roteiros
As visitas podem ser guiadas por quatro tipos de temas diferentes e atividades ludicas, de acordo com a necessidade de ensino de cada instituição.

O “Projeto Poético de Inimá de Paula” tem o objetivo de apresentar os princípios do processo criativo do artista, discutir suas características, problematizar  e valorizar  sua  visão,  relacionando os objetos encontrados em seu ateliê, com suas pinturas.
Já o “Mundo Visto por Inimá” proporciona os mais de 60 anos de produção artística e sua vivência, no quesito cultural e social.  O foco é despertar nos visitantes o amor pela arte, ampliar a percepção visual, atenção, memória, imaginação e outros fatores.

A arquitetura e história do museu também podem ser trabalhadas junto aos alunos para despertar o interesse na construção e urbanização de Belo Horizonte. A fase é Arte Decó e caracterizada como protomoderna.  Marca o início do século XX, na segunda era de construção da capital mineira. 

Desenvolver gosto pela arte por meio da apreciação de obras é a principal meta do último roteiro educativo desenvolvido pela equipe do museu. As exposições temporárias, desenvolvidas ao longo do ano, são a quarta opção para as instituições, que acompanha agora a “Paisagens que aprendi de cor – comemorativa cem anos de Inimá de Paula” e  toma o eixo da paisagem e da cor e mostra 10 trabalhos diferentes do pintor e as compara com obras de diferentes artistas.

Museu Inimá de Paula
Endereço: Rua da Bahia, 1201, Centro, Belo Horizonte-MG.
Entrada gratuita.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Exposição Tridimensionalidades segue até o dia 31 de janeiro no Museu Inimá de Paula

Público pode visitar as obras até o final de
janeiro - Foto: Luiz Gonçalves
A escultura é uma vertente da arte visual que permite o uso de incontáveis tipos de materiais e técnicas para a elaboração das peças. E é visando homenagear grandes artistas que se consagraram dentro dessa temática que o Museu Inimá de Paula recebe até o dia 31 de janeiro, a mostra “Tridimensionalidades”. Reunindo 24 nomes e 39 obras, a exposição coletiva visa mostrar ao visitante como cada artista usa propostas distintas para a criação de peças exóticas e exuberantes.
 “Tridimensionalidades” reúne nomes de diferentes nacionalidades. Os contornos de uma obra tridimensional, também conhecida por escultura ou objeto, invadem as três dimensões do espaço, provocando a imaginação de quem a aprecia. As peças foram cedidas por colecionadores para a temporada no espaço cultural.
Durante a visita, será possível conferir de perto o trabalho de nomes como Alfredo Ceschiatti, Agustín Alfaro, Amilcar de Castro, Ascânio MMM, Antônio Poteiro, Arcangelo Ianelli, Bruno Giorgi, Carlos Cruz Diez, Cildo Meireles, Damián Ortega, Evandro Carneiro, Frans Krajcberg, Franz Weissmann, Jesús Rafael Soto, Joaquim Tenreiro, José Bento, Marcos Coelho Benjamin, Maurino Araújo, Olafur Eliasson, Rubem Valentim, Sonia Ebling, Tunga, Ubi Bava e Waltercio Caldas.
Visando tornar a experiência do visitante ainda mais interessante, o Museu Inimá de Paula está apostando em tecnologias, como o uso de QR Code posicionado ao lado da etiqueta de identificação de cada obra que, quando detectado pelo celular, traz informações adicionais sobre o artista, sua carreira e obras.
A exposição Tridimensionalidades faz parte dos eventos de comemoração dos dez anos do Museu Inimá de Paula, celebrados em 2018.

SOBRE O MUSEU INIMÁ DE PAULA

Localizado em um prédio histórico na Rua da Bahia, nº 1201, onde já funcionou o Clube Belo Horizonte e o Cine Guarani, o Museu Inimá de Paula é gerido pela Fundação Inimá de Paula e é referência para a história da capital mineira. Inaugurado em 2008, o espaço reúne em Belo Horizonte um acervo permanente dedicado ao pintor mineiro Inimá de Paula, traçando um panorama completo de sua vida e obra, iniciado após o registro de quase duas mil obras em seis anos e da edição histórica de dois volumes de obras catalogadas em 2008. Todo esse material está à disposição da população, estudantes, pesquisadores, curiosos e demais interessados em conhecer um pouco mais sobre este importante artista mineiro. São expostas cerca de 80 obras do artista em constante rodízio, acompanhadas da remontagem de seu Atelier, Sala de Autorretratos e Galeria Virtual. O Museu Inimá de Paula tem sua manutenção patrocinada pelo Banco Santader através de incentivos da Lei Rouanet.

Exposição Tridimensionalidades
De 31 de agosto a 31 de janeiro
Horário: Terça, quarta, sexta e sábado, de 10h às 18h30; Quinta, de 12h às 20h30; Domingo e feriados, de 10h às 16h30
Museu Inimá de Paula (R. da Bahia, 1201 – Centro)
Entrada gratuita

terça-feira, 17 de julho de 2018

Museu Inimá de Paula recebe exposição Arterial

Obras de artistas como Conrado Almada ficam
 expostas até 17 de agosto - Foto: Divulgação
Obras de 12 artistas plásticos, fotografias e instalações audiovisuais compõem mostra no Museu Inimá de Paula, de 18 de julho a 17 de agosto 

O Museu Inimá de Paula recebe, a parir do dia 18 de julho, exposição ARTErial, que visa revelar a beleza da medicina laboratorial, vista através das lentes do microscópio. A mostra reunirá obras de 12 artistas plásticos, além de um acervo fotográfico e instalações audiovisuais, que permitirão ao visitante vivenciar um pouco dessa temática  de uma forma lúdica, sensorial e educativa. 

A mostra ARTErial faz parte das comemorações dos 60 anos do Laboratório Lustosa e busca aproximar as pessoas de elementos invisíveis e fascinantes, além de alertar sobre a importância de se manter uma atenção constante à saúde. “Queremos reforçar o nosso compromisso com a sociedade e o bem estar das pessoas, além de aproveitar a oportunidade para trazer conhecimento sobre o tema de forma lúdica e artístisca”, destaca a presidente da empresa, a médica Eliane Lustosa. 

A mostra traz um recorte sobre o principal material usado na análise clínica: o sangue. Os 12 artistas selecionados por um edital, tiveram como desafio criar algo a partir de um olhar diferenciado sobre a patologia clínica. “O sangue, as células e as suas estruturas geram, a partir de um olhar microscópico, padrões estéticos muito ricos e de interesse científico. Mais do que uma exposição, será uma experiência positiva e interativa”, destaca a coordenadora de marketing do laboratório, Fernanda Januzzi. 

Conrado Almada, Christiana Quady, Danilo Araújo Nogueira, Fernando Fonseca, Gud Assis e Fernando Medeiros são os artistas profissionais selecionados. Além deles, participarão da mostra os artistas livres Ana Carolina Andreazzi, Daniela Angelo, Lohuama Lisboa, Marcelo Miranda e Silva, Mariana Laranjo e Stanley Mendes. Em todas as obras, foi realizada uma abordagem que permeia o universo da medicina laboratorial, da saúde e da qualidade de vida. 

Na instalação audiovisual, será feita uma imersão no sistema circulatório, como acontece dentro do corpo, para mostrar artisticamente os elementos e suas funções, como por exemplo o sistema de defesa. A VJ Dani Fahur produziu um vídeo que será reproduzido em um dos ambientes, que mostra o fluxo sanguíneo e sua atuação com agentes causadores de doenças em cenas sincronizadas com a música, para fazer um espetáculo único.

Já a mostra fotográfica contemplará 10 imagens da coleção “O Fascinante Mundo Microscópico", produzida sob a coordenação da professora Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Dra. Rossana Melo em 25 anos de estudos sobre os mecanismos celulares envolvidos em inflamações e em doenças infecciosas. As fotos foram obtidas com microscópio eletrônico, e as imagens são baseadas em pesquisas realizadas no Laboratório de Biologia Celular do Instituto de Ciências Biológicas da UFJF.

Este universo microscópico também poderá ser visto ao vivo em lâminas do acervo laminotécnico do Laboratório Lustosa. 

Após a exposição, as obras selecionadas em edital percorrerão as unidades do Lustosa durante os anos de 2018 e 2019. O Museu Inimá de Paula tem sua manutenção patrocinada pelo Banco Santader através de incentivos da Lei Rouanet 

Confira abaixo os resumos de cada obra:


ARTISTAS PROFISSIONAIS: 

Conrado Almada (Micro-world): Pretende tornar visível o que existe, mas não se pode ver a olho nu. Neto de químico, teve acesso desde cedo ao microscópio, que era capaz de o transportar para uma uma dimensão mágica. Essa experiência desde a infância o fez pensar que existe muito mais no mundo e nas pessoas do que aquilo que é visto, ouvido ou sentido.

Técnica: Caneta posca sobre tela. 

Christiana Quady (Nise Visceral):  A obra ressalta as qualidades de imagens de cortes histológicos do córtex cerebral, invisíveis ao olho nu, trabalhadas junto à imagem de uma personagem da história médica brasileira, responsável por estabelecer laços profundos entre a ciência e a arte, Nise da Silveira.

Técnica:  Acrílica sobre tela 

Danilo de Araújo Nogueira (Ontologia dadaísta dos fluxos do corpo: o rito em nós): A obra se refere a uma tentativa de estabelecer uma fenda em nossos vasos sanguíneos mais capilares acerca dos discursos hegemônicos que buscam definir o sentido de existência. 

Técnica: Mista (Colagem, crayon sobre papel, bordado sobre tela) 

Fernando Fonseca (Canção interna): Propõe revelar o que normalmente passa despercebido ao olhar, da mesma forma como um laboratório atua trazendo à luz aquilo que está em desacordo, em busca de uma de uma melhor qualidade de vida. Sua inspiração foi ver o que há dentro das pessoas e achar, além tantos micro-organismos, elementos também determinantes para o processo de cura, como: o amor, os cuidados com a saúde, a confiança nos profissionais, entre outros.

Técnica: acrílico sobre tela 

Fernando Medeiros de Moraes (Gênesis): A obra mergulha no gênesis bíblico e mitológico, Adão , Eva e Lilith, mas dentro de uma ótica científica, do evolucionismo e dos passos iniciais da investigação do corpo humano, feitas por Leonardo da Vinci, na Renascença. A tela é uma exaltação do poder visceral da vida através da evolução do conhecimento dos seus mistérios e engrenagens biológicas.

Técnica: Grafite, caneta nanquim e Posca, pintura acrílica, spray ou são usados na finalização da obra em tela tipo pai. 

Gud Assis (Estrutura de todas as coisas): Sua maior e mais intensa relação com os elementos científicos foi por meio da vontade de ser pai. Na tentativa da gravidez, ele e sua esposa passaram por muitos exames e tratamentos. Neste trabalho, procura retratar a importância da ciência e que as pessoas são totalmente fruto de milhões e milhões de pequeninas partículas, assim como tudo que existe.

Técnica: Aerografia com tinta esmalte a base de água, acrílica, canetas Posca. Realismo, abstração e pontilhismo. 

ARTISTAS LIVRES: 

Carol Andreazzi (Coração raiz):  A longevidade e os vasos sanguíneos ampliados pelas lentes do microscópio a inspiraram a inserir elementos como raízes, através da técnica de colagem e costura, em uma proposta em que a ciência, a botânica e a arte se encontram, numa espécie de mimetismo científico e estético. O coração é construído, assim, utilizando-se de raízes de plantas desidratadas, pintadas com tinta esmalte, costurada sobre tela, que recebem pinceladas aguadas de acrílica, produzindo luz e sombra, o que confere um efeito tridimensional.

Técnica: Colagem/costura

Daniela Angelo Jorge (Essencial):  Autora de joias, a arte sempre esteve presente em sua vida. A obra “Essencial” visa expressar o coração não apenas como um órgão que é o símbolo máximo do amor, mas imprimir o sistema arterial por meio de materiais típicos de joalheria, em tela recoberta em folha de ouro.

Técnica: Mista, modelagem de escultura em arame com tule fixada sob tela revestida de folha de ouro. 

Lohuama Lisboa (Proflobac): Proflobac busca passar a vida de uma flora bacteriana. Mostrar sua delicadeza, mas também seu poder. O termo bactéria as compelem uma visão mórbida, quando na verdade são vitais para existirmos. São realmente uma flora magnífica que, como tal, deve ser representada de forma rica em cores e formas, a fim de garantir sua importância.

Técnica:  Pintura. 

Mariana Laranjo (Madalena): O objetivo foi representar a dualidade existente entre arte e medicina de forma multidisciplinar, sensível e personalizada. A obra retrata Madalena, uma senhora portadora de anemia falciforme e os aspectos determinantes da doença.

Técnica: Acrílica. 

Stanley Faustino (Pulsação): A obra foi inspirada na importância da doação e da transfusão de sangue, representada pelo punho em riste. O gesto remete à resistência, simbolizando a vontade de viver. Também se refere a estrutura genética, o DNA, que é exclusivo de cada indivíduo.

Técnica: Mista 

Marcelo Miranda e Silva (Mulher): A mulher, representada pela “Gioconda”, de Da Vinci, é retratada sem cabelo em referência ao efeito comum no tratamento do câncer de mama. A pele é preenchida por imagem de células em exame histológico, reforçando o impacto do diagnóstico na auto imagem da mulher.

Técnica: Colagem e  tinta acrílica sobre plástico, papel e tela

Exposição ARTErial

18 de julho a 17 de agosto

Horário: Terça, quarta, sexta e sábado, de 10h às 18h30; Quinta, de 12h às 20h30; Domingo e feriados, de 10h às 16h30

Museu Inimá de Paula (R. da Bahia, 1201 – Centro - Belo Horizonte - MG)

Entrada gratuita

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Marcus Amaral Expõe Obras no Museu Inimá de Paula

Peças ficam expostas até dezembro na capital mineira
Foto: Divulgação
O Museu Inimá de Paula recebe a partir de 5 de outubro, a exposição “Destilado a Seco – quando o preto é luz, quando a luz é fogo, quando o queimado é vivo”, do artista plástico mineiro Marcus Amaral. Com influência da estética construtivista, a mostra traz obras que tencionam a relação entre o universo da razão e dos sentidos. Nela, o fogo é utilizado como ferramenta de transformação das peças e o resultado é uma serie de arranjos tridimensionais com texturas e impressões sensoriais que desafiam o visitante a repensar os usos dos objetos, a infinitude de suas formas e um mergulho nas possibilidades.

A exposição ficará até o dia 3 de dezembro e pode ser vista nas terças, quartas e sextas-feiras e sábados das 10h às 18h30, nas quintas de 12h às 20h30 e aos domingos e feriados de 10h às 16h30.O Museu Inimá de Paula tem sua manutenção patrocinada pelo Banco Santader através de incentivos da Lei Rouanet. O espaço se localiza na R. da Bahia, 1201, Centro, Belo Horizonte- MG.

REALIDADE VIRTUAL

A exposição contará com uma experiência de realidade virtual desenvolvida pela ReVirtua,  que preparou um ambiente digital com alguns dos quadros do artista, onde o público poderá andar livremente. Para desenvolver os espaços em realidade virtual foi necessário digitalizar os quadros do artista, que originalmente possuem menos de um metro quadrado, e transformá-los em um ambiente de mais de quinhentos metros quadrados. Além disso, foi desenvolvido um breve documentário em 360°, o qual Marcus fala sobre seu processo criativo em seu ateliê.

SOBRE O ARTISTA
Nascido em Divinópolis-MG, em 1963, no ano de 1980 Marcus Amaral mudou para Belo Horizonte, para cursar as Faculdades de Engenharia Civil e Belas Artes simultaneamente. Aparentemente distantes, as áreas da lógica e da criatividade se uniram para formar uma trajetória artística muito particular e coerente. Utilizando maçarico, soprador de calor, serras, furadeiras para transformar os materiais do nosso cotidiano (linhas, acetato, madeira, jornal, papel de revistas, prego, parafusos, embalagens longa vida, fio de nylon, fios de aço, lamina de alumínio), que deslocados do seu habitat natural criam elementos inusitados que são ordenados de forma ritmada e dão vida as telas-esculturas.

O fogo, e a fumaça são uma constante em suas obras, a madeira, o papel e o plástico queimados, de uma forma conduzida pelo artista, transformam em elementos curiosos ao olhar. A obra tem objetivo de instigar e gerar questionamento sobre a técnica e o tipo de materiais usados, deixando a cargo do público a dúvida do que é realmente descartável. O artista acredita que existe possibilidade em quase tudo, nada é essencialmente perdido, demonstrando que somos imersos num mundo de possibilidades.

O seu trabalho definitivamente quer se mostrar abraçado na terceira dimensão, ele adquire volume deixando de ser apenas um quadro, ganhando status de tela-escultura. Acreditando que os sonhos, fantasias e os sentimentos são mais fáceis de serem expostos quando colocados em caixas, o artista busca um cenário real do imaginário já que vivemos na tridimensionalidade. Para isso, trabalha os objetos do nosso dia a dia, dando-lhes novos sentidos e uma nova estética e assim cria uma relação intima e permanente com a criação. O artista quer buscar através da arte o que transcende dos materiais. A sua referência vem do cotidiano e a principal fonte de pesquisa são os seus sentimentos.

Marcus Amaral foi diagnosticado com Mal de Parkinson em 2010, quando possuía 47 anos, sendo um catalisador para o retorno do artista, de forma definitiva, para o universo da arte. O processo de criação tornou-se um aliado no tratamento e controle da doença. e para dar mais sentido ao seu trabalho, Marcus reverte todo lucro da venda de sua obra para instituições de caridade.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Coral ARS Nova - UFMG Faz Concerto Gratuito em Belo Horizonte


Apresentação acontece no museu Inimá de Paula no dia
29 - Foto: Gualter Naves
No dia 29 de junho, o Ars Nova – Coral da UFMG retorna a sala de exposições do Museu Inimá de Paula para mais um concerto. Desta vez, além de algumas composições inéditas no repertório do coral, serão interpretadas outras obras já apresentadas neste primeiro semestre de 2017.

O Ars Nova abre a apresentação com uma obra que tornou-se célebre no repertório do grupo: a Ave Maria de Franz Biebl (1906-2001). Após essa introdução, o coro interpretará três obras de compositores brasileiros que mostram a diversidade de nossa cultura, são elas: Duas Lendas Ameríndias em Nheengatu, de Heitor Villa-Lobos, Ponto de Oxum Iemanjá, de Carlos Alberto Pinto da Fonseca e, para concluir esse segundo momento, Sabiá Coração de uma Viola, de Aylton Escobar.

Para encerrar o concerto o Ars Nova – Coral da UFMG convidou o violonista Celso Faria para, juntos, interpretarem sete poemas de Federico García Lorca musicados magistralmente por Mario Castelnuovo-Tedesco, em 1951, e organizados como Romancero Gitano, para coro e violão, opus 152.

Ars Nova – Coral da UFMG

Fundado em 1959, o Ars Nova é referência na área de canto coral no Brasil e no exterior. Sob a regência do maestro Carlos Alberto Pinto Fonseca – de 1962 a 2004 – o coro conquistou inúmeros prêmios e condecorações em importantes festivais nacionais e internacionais e realizou mais de 1400 apresentações no Brasil e em outros 17 países. Desde a sua retomada, em 2013, sob a regência da maestrina Iara Fricke Matte o Ars Nova realizou 91 concertos no Brasil e exterior, alcançando um público de mais de dezoito mil pessoas. Destacam-se, ainda, dois prêmios recebidos em 2016: o Troféu JK de Cultura e Desenvolvimento e a conquista do terceiro lugar, na categoria coro misto, no 34º Festival Internacional de Música de Cantonigròs, realizado em Vic, Catalunha, Espanha. O Ars Nova - Coral da UFMG tem como regente atual o maestro Lincoln Andrade.

2º CONCERTO DA TEMPORADA 2017 DO CORAL ARS NOVA - UFMG
Federico García Lorca e Amigos
Salão de Exposições do Museu Inimá de Paula
R. da Bahia, 1201 - Centro, Belo Horizonte, telefone: (31) 3213-4320
29 de Junho de 2017, às 19h30
Entrada Franca

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Obras de Inimá de Paula em Exposição Gratuita

Obras de Inimá encantam os visitantes
Foto: Divulgação
Conhecido como "fauve brasileiro", o artista mineiro Inimá de Paula explorou as possibilidades das cores em suas composições, tendo o seu trabalho algumas vezes comparado ao de Matisse, criador do fauvismo no início do século passado na França. Sua produção transitou entre paisagens – sua marca registrada –, retratos, naturezas mortas e trabalhos abstratos. A partir de hoje os visitantes do Museu Inimá de Paula podem conferir algumas dessas obras na exposição "Presença de Inimá”.

De acordo com a curadora do museu, Guiomar Lobato, os 26 quadros estão agrupados de forma a evocar o estado de espírito do artista ao produzi-los.  "Deixando a imaginação voar, é possível pensá-los como grupos de pessoas que num salão, se aproximam por suas similitudes", afirma.

Abrindo a exposição, à esquerda, estão dispostas duas paisagens instigantes, conversando com uma pequena e suave marinha. Estão como convidados recém-chegados, procurando por conhecidos para formarem grupos. Prosseguindo pelo salão, a reunião de três paisagens de temperamentos discretos.

No fundo do salão, ao longo da parede principal, encontra-se o grupo gárrulo das frutas e flores, alegres e festivas entre si. Virando à direita, reúnem-se três paisagens buliçosas, de colorido exuberante e difuso. A seguir, paisagens mais comportadas e estáveis, que ponderam entre si assuntos de interesse geral.

E por último, saindo do salão pela esquerda, duas paisagens e um casario claros relacionam-se amigavelmente enquanto o “trem de ferro paulista” se isola, sem dividir seu assunto. A exposição segue em cartaz até o dia 28 de fevereiro. Vale a pena uma visita!

A PRESENÇA DE INIMÁ 
 09 de janeiro a 28 de fevereiro
HORÁRIO: terça - quarta - sexta - sábado 10h às 19h / quinta: 12h às 21h / domingos: 12h às 19h 
ENTRADA: gratuita 
ENDEREÇO: Rua da Bahia, 1.201 - Centro - Belo Horizonte
INFORMAÇÕES: (31) 3213-4320

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

300 Anos de Ouro Preto Ganham Edição em Livro


Foto: Divulgação

No dia 14 de dezembro (quarta-feira), será lançado, no Museu Inimá de Paula (Rua Bahia, 1201 – Centro – 31 3212 4320), o livro “300 Anos de Ouro Preto em Imagem”, organizado pelo editor Paulo Lemos.

A obra foi lançada primeiramente em Ouro Preto, na abertura do Fórum das Letras, festival literário anual da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), realizado no mês de outubro de 2011.

O livro foi criado por um grupo de intelectuais, dentre autoridades políticas e religiosas, estudiosos, professores e artistas, os quais se uniram para homenagear os três séculos de elevação de Vila Rica à categoria de Vila, ocorrida em 1711.

“Ouro Preto 300 anos de imagem” é uma rica coletânea com mais de duas centenas de fotos de várias épocas da cidade, do seu casario, monumentos e conjuntos urbanísticos que, aliados a um texto informativo e variado, proporcionam ao leitor uma imagem esplêndida da cidade.

A obra traz apresentações e comentários do jornalista Ângelo Oswaldo, prefeito de Ouro Preto, do jornalista Mauro Werkema, do escritor Rui Mourão, diretor do Museu da Inconfidência, do bispo Francisco Barroso, da historiadora Suely Perucci e do professor Victor Godoy. A ilustração da capa feita pelo pintor Carlos Bracher e a edição, organização e pesquisa iconográfica são de Paulo Lemos e colaboradores para a jovem editora Graphar de Ouro Preto.

Em edição artística, a obra conta ainda com o trabalho fotográfico de Germano Neto, que vem há muitos anos registrando imagens de Ouro Preto. O profissional não só fotografa os monumentos e o conjunto arquitetônico, mas também os aspectos do cotidiano da cidade histórica.

A publicação tem o incentivo do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, patrocínio da empresa Thyssenkrupp, apoio do Museu Inimá de Paula e realização da Fundação Universa, em parceria com a C2A.

Lançamento do Livro: 300 Anos de Ouro Preto em Imagem

Organizador: Paulo Lemos

Dia 14 de dezembro – quarta-feira

Horário – 19 horas

Local: Museu Inimá de Paula (Rua Bahia, 1201 – Centro – 3212 4320)