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quarta-feira, 8 de maio de 2024

Cine Humberto Mauro inaugura nova faixa de programação com filmes gratuitos em BH

Filmes são exibidos sempre às terças com
retirada de ingressos antes das sessões
Foto: Victor Erice


Sessões atravessam o mês de maio e vão até o início de junho, destacando tanto o trabalho do cineasta com curtas-metragens no início da carreira quanto seu último filme, “Fechar os Olhos”, lançado em 2023 e aclamado pela crítica especializada. Primeira sessão aconteceu na última terça

Na Espanha rural, em meio ao pós-Segunda Guerra e ao autoritarismo, uma pequena garota é profundamente impactada pelo filme “Frankenstein”, adentrando seu próprio mundo de fantasias. Já nos dias atuais, anos depois do desaparecimento de um famoso diretor de cinema espanhol, um programa de televisão revela as últimas cenas que ele gravou, adicionando novos contornos ao caso. Duas obras que estão separadas por cinco décadas, mas que consolidam o nome de Víctor Erice como um dos principais diretores de seu país. O cineasta e os diferentes momentos de sua carreira estão no centro da mais nova faixa de programação do Cine Humberto Mauro, na qual, em cada mês, haverá exibições semanais dedicadas à filmografia de grandes diretores. Ao longo dos meses de maio e junho, o público poderá assistir, sempre às terças-feiras, a partir das 20h, a um filme do “Ciclo Víctor Erice”. A programação começou na terça-feira (7), com “O Espírito da Colmeia”, de 1973 e termina em Junho, na terça-feira (11), exibindo o longa-metragem “Fechar os Olhos”, lançado em 2023. 

A mostra é uma parceria da Fundação Clóvis Salgado com o Instituto Cervantes de Belo Horizonte, e propõe apresentar o trabalho de Erice de forma ampla, desde os trabalhos para a Escola de Cinema e seus curtas até os longas mais conhecidos do realizador. Além da exibição dos filmes, haverá duas atividades formativas e uma entrevista exclusiva com o cineasta espanhol Jaime Chávarri, mediada por Victor Guimarães, crítico, programador e professor de cinema. A entrevista será publicada na plataforma CineHumbertoMauroMAIS. A entrada no Cine Humberto Mauro é gratuita, e os ingressos para as exibições podem ser retirados na bilheteria do cinema, a partir de 1 hora antes de cada sessão.

Mesmo com uma pequena filmografia, Erice é reconhecido mundialmente. Seu último longa, lançado 30 anos depois do anterior, foi um marco no mundo do cinema, com estreia mundial na sessão Cannes Première do 76º Festival de Cinema de Cannes. Ao longo da vida, o diretor recebeu homenagens em Locarno, foi membro do Júri de Cannes, além de ganhar os prêmios do Júri e da Crítica no Festival. Vitor Miranda, Gerente de Cinema da Fundação Clóvis Salgado e programador da mostra, explica que o trabalho de Víctor Erice segue uma tradição cinematográfica muito interessante do cinema espanhol, caracterizada pelo uso elaborado de simbolismos e tendo como os maiores exemplos mestres como Luis Buñuel e Carlos Saura. Rodrigo Azevedo, que integra a equipe de curadoria do Cine Humberto Mauro, complementa: “A estética de Erice é marcada por uma meticulosidade e um rigor visual que evocam as artes plásticas. Cada frame é como uma pintura, pensado desde a interação sutil de luz e sombra até a escolha cuidadosa de cores e texturas. Uma composição que não apenas enriquece a experiência visual, mas também ressoa com as camadas de significado subjacentes em cada sequência, convidando o espectador a mergulhar em um universo onde a poesia das imagens pode conter e contar muitas histórias", analisa. 

O Ministério da Cultura, o Governo de Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, a Fundação Clóvis Salgado e o Instituto Cervantes de Belo Horizonte apresentam o “Ciclo Víctor Erice”. As atividades da Fundação Clóvis Salgado têm Patrocínio Master da Cemig e Instituto Cultural Vale, Patrocínio Prime do Instituto Unimed-BH e da ArcelorMittal e Correalização da APPA – Cultura e Patrimônio. Governo Federal, Brasil. União e Reconstrução.

A arte no olhar – O primeiro filme da programação é “O Espírito da Colmeia” (1973), um de seus longas-metragens mais famosos, vencedor do prêmio de Melhor Filme no Festival de San Sebastián. A obra parte da atmosfera da Espanha pós-guerra, durante o governo de Francisco Franco, e acaba fazendo uma homenagem ao cinema, como forma de compreender o mundo. Para iniciar a mostra aliando reflexão e fruição, essa exibição será acompanhada de uma atividade formativa na forma de uma sessão comentada, com participação de João Dumans e Breno Henrique, cineastas e pesquisadores mineiros da área de cinema. No dia 14 de maio, será exibido “Os Desafios” (1969), que aborda como situações que parecem normais da vida podem acabar em surtos de violência. Em seguida, na próxima terça, o Cine Humberto Mauro projeta “O Sul” (1983): a obra desenvolve um retrato de uma família na Espanha dos anos 1950, sob o olhar da jovem Estrella, uma menina obcecada pelos segredos do sul do país. 

Na última sessão de maio, o público pode conferir o documentário “O Sol de Marmelo” (1992), ganhador dos prêmios do Júri e da Crítica no Festival de Cannes, além de figurar na lista dos 50 maiores documentários de todos os tempos pela revista britânica “Sight & Sound”. A obra acompanha o processo de composição de um quadro do pintor Antonio López (o passar dos dias e o cotidiano das pessoas e das coisas). O média-metragem “Os Dias Perdidos” (1963), realizado por Víctor Erice na Escola Oficial de Cinematografia da Espanha, como projeto de licenciatura, será exibida no dia 4 de junho. Esta é uma das primeiras obras dirigidas pelo cineasta. E neste penúltimo dia de exibição acontece mais uma atividade formativa: João Dumans apresentará uma palestra comentando o trabalho do espanhol. 

A mostra finaliza com o último longa-metragem realizado pelo diretor, “Fechar os Olhos” (2023), que percorre a história de Júlio Arenas, um famoso ator espanhol que desaparece durante as gravações de um filme. Lançado 30 anos após seu último longa, o filme conquistou a crítica mundial, e é constantemente comparado com a própria vida de seu criador. “A gente está muito feliz com esse ciclo, porque é uma parceria com o Instituto Cervantes, uma instituição com a qual já colaboramos várias vezes, então é muito interessante fazer essa celebração da cultura espanhola, em um novo modelo de programação. Normalmente planejamos as mostras para vários dias seguidos, mas para o Víctor Erice estamos apostando nas sessões semanais. Acredito que, assim, as pessoas vão ter mais oportunidade de se planejar e ter mais tempo para refletir e decantar cada filme”, reflete Vitor Miranda.

CINE HUMBERTO MAURO – Um dos mais tradicionais cinemas de Belo Horizonte, o Cine Humberto Mauro foi inaugurado em 1978. Seu nome homenageia um dos pioneiros do cinema brasileiro, o mineiro Humberto Mauro (1897-1983), grande realizador cinematográfico. Com 129 lugares, possui equipamentos de som Dolby Digital e para exibição de filmes em 3D e 4K. Nestes 45 anos de existência, a Fundação Clóvis Salgado tem investido na consolidação do espaço como um local de formação de novos públicos a partir de programação diversificada, bem como através da criação de mecanismos de estímulo à produção audiovisual, com a realização do tradicional FestCurtasBH – Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte, e o Prêmio Estímulo ao Curta-metragem de Baixo Orçamento. O Cine Humberto Mauro também é um importante difusor do conhecimento ao promover cursos, seminários, debates e palestras. Sessões permanentes e comentadas também têm espaço cativo a partir das mostras História Permanente do Cinema, Cinema e Psicanálise, Curta no Almoço, entre outros. Todas as atividades do Cine Humberto Mauro são gratuitas.

FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO – Com a missão de fomentar a criação, formação, produção e difusão da arte e da cultura no Estado, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Artes visuais, cinema, dança, música erudita e popular, ópera e teatro, constituem alguns dos campos onde se desenvolvem as inúmeras atividades oferecidas aos visitantes do Palácio das Artes, CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais – e Serraria Souza Pinto, espaços geridos pela FCS.  A instituição é responsável também pela gestão dos corpos artísticos – Cia. de Dança Palácio das Artes, Coral Lírico de Minas Gerais e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais –, do Cine Humberto Mauro, das galerias de arte e do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart). A Fundação Clóvis Salgado também é responsável pela gestão do Circuito Liberdade. Em 2020, quando celebrou 50 anos, a FCS ampliou sua atuação em plataformas virtuais, disponibilizando sua programação para público amplo e variado. O conjunto dessas atividades fortalece seu caráter público, sendo um espaço de todos e para todos.                                     Ciclo Víctor Erice

Data: Até 11/6 , sempre às terças-feiras

Horários: 20h

Local: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes

(Av. Afonso Pena, 1537, Centro, Belo Horizonte)

Classificações indicativas: Variáveis

Entrada gratuita

Os ingressos poderão ser retirados a partir de 1 hora antes de cada sessão, na bilheteria do cinema

Informações para o público: (31) 3236-7400

*Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

sábado, 17 de junho de 2023

Cine Humberto Mauro recebe a mostra Cinefantasy BH

Filmes tem exibições gratuitas
Foto: Divulgação
Com sessões comentadas e convidados internacionais, evento, que é gratuito e acontece de 21 a 25 de junho, exibe doze longas metragens de diversos países e realiza um panorama sobre a produção contemporânea do segmento

Cinema fantástico com temáticas sociais e realistas como construção narrativa e estética. A proposta é parte do que a mostra Cinefantasy BH traz para o Palácio das Artes de 21 a 25 de junho. O evento, que acontece no Cine Humberto Mauro e é gratuito, vai evidenciar o gênero fantástico e levar à população filmes carregados de fantasia, ficção científica e também horror. Os ingressos devem ser retirados na bilheteria do cinema uma hora antes de cada sessão.

Com quinze anos de estrada, o Cinefantasy desembarca em Belo Horizonte e exibe doze longas-metragens com o objetivo de democratizar o acesso e contribuir para a formação de público. “No universo do cinema fantástico muitas pessoas têm dúvidas e acham que as obras são basicamente filmes de horror trash. Nós trabalhamos com outro conceito, em que incluímos pautas sociais e  desconstruímos um pouco essa narrativa”, explica Mónica Trigo, diretora do Cinefantasy e presidente da Fantlatam - Alianza Latinoamericana de Festivales de Cine Fantastico.

De acordo com Mónica, o festival está comprometido em exibir não só o cinema brasileiro, mas o melhor do cinema mundial, derrubando muros e construindo pontes de integração das narrativas. Exemplo disso são os longas que estão na programação e que possuem realizadores do Brasil, Argentina, Colômbia, Estados Unidos e até da China. Dentre os filmes que fazem parte da mostra estão “O Olho e a Parede”, do guatemalteco Javier del Cid, “Zumbis no Canavial: O Documentário”, do argentino Pablo Schembri, “Tempo Com Gatos Nunca é Desperdício”, do sul-africano Clive Michael Will, “Mundo Proibido”, dos brasileiros Camila Carrossine e Alê Camargo, e Bipolar, da chinesa Queena Li. “Uma mostra de cinema é sempre uma vivência, uma experiência. Ter a projeção dessas obras em Belo Horizonte, especialmente para mim, que sou filha de mineiro e carrego esse sangue libertador nas veias, é transbordar a discussão sobre as distopias, sobre o que faz parte de uma não realidade. É uma narrativa importante, inclusive, para reflexão do que é o Brasil hoje”, comenta Mónica Trigo.

Com sessões comentadas e com a presença de convidados internacionais, a mostra Cinefantasy BH terá a presença do diretor guatemalteco Javier del Cid, do realizador Ivo Costa, de Yasmine Evaristo, crítica de cinema e pesquisa do gênero fantástico, do ator Caio Macedo, do produtor argentino Martín Aliaga, da professora de cinema, figurinista e realizadora Camila Duarte, do produtor Lucas Pelegrino, do professor de cinema de animação e diretor Sávio Leite e de Patrícia Niedermeier e Cavi Borges, diretores do filme “Não Sei Quantas Almas Tenho”, que será exibido no último dia do evento.  “Levar o Cinefantasy para Belo Horizonte é um marco no nosso trabalho curatorial, pois estamos exibindo filmes premiados nas edições anteriores do festival e filmes que tem inclusive premiações nos mais importantes festivais internacionais”, pontua Mónica.

Nos últimos anos, o cinema fantástico tem consagrado obras do gênero nos mais significativos festivais e prêmios do mundo. Exemplo disso são filmes “Tudo em todo lugar ao mesmo tempo” e “Parasita”, vencedores, respectivamente, do Oscar e Festival de Cannes. Grandes produções brasileiras fantásticas também estão conquistando sucesso de público, crítica e bilheterias, como “Bacurau”, de Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho; a distópica ficção científica “Medida Provisória”, de Lázaro Ramos, e a animação infanto-juvenil de fantasia “Chef Jack – O Cozinheiro Aventureiro”, de Guilherme Fiuza, recém lançada em 596 salas de cinema.  

PROGRAMAÇÃO

21/06 (QUA)

20h | O Olho e a Parede (The Eye and The Wall, Javier del Cid, Guatemala, 2021) | 14 anos | 1h18 | Sessão com a presença do Diretor.

22/06 (QUI)

15h | Sayo (Jeremy Rubier, Canadá, 2020) | 14 anos | 1h02

16h30 | Zumbis no Canavial: O Documentário (Zombies En El Cañaveral - El Documental, Pablo Schembri, Argentina, 2019) | 16 anos | 1h28 | Sessão comentada por Ivo Costa.

19h | Tempo Com Gatos Nunca é Desperdício (Time Spent with Cats Is Never Wasted, Clive Michael Will, África do Sul, 2021) | 14 anos | 2h51 | Sessão comentada por Yasmine Evaristo.

23/06 (SEX)

13h | CURTA NO ALMOÇO |

16h | Balada Para Ninõs Muertos (Jorge Navas, Colombia, 2020) | 14 anos | 1h20 | Sessão comentada por Caio Macedo.

18h | Scars (Nicolás Onetti, Argentina, 2022) | 16 anos | 1h25

20h | A Festa Silenciosa (La Fiesta Silenciosa, Diego Fried, Brasil-Argentina, 2019) | 12 anos | 1h27 | Sessão com a presença do Produtor Martín Aliaga.

24/06 (SAB)

15h | Mundo Proibido (Camila Carrossine e Alê Camargo, BRA, 2021) | 10 anos | 1h35 | Sessão comentada por Sávio Leite.

17h30 |Bipolar (Queena Li, China, 2021) | 12 anos | 1h50

20h | Ivan (Dani Manzini, Brasil-Colômbia, 2021) | 14 anos | 1h33 | Sessão comentada por Lucas Pelegrino.

25/06 (DOM)

17h30 | História do Metal e Horror (The History Of Metal And Horror, Mike Schiff, EUA, 2022) | 16 anos | 1h41 | Sessão comentada por Camila Duarte.

20h | Não Sei Quantas Almas Tenho (Patrícia Niedermeier e Cavi Borges, BRA, 2022) | 14 anos | 1h38 | Sessão com a presença dos Diretores.

CINE HUMBERTO MAURO – Um dos mais tradicionais cinemas de Belo Horizonte, o Cine Humberto Mauro foi inaugurado em 1978. Seu nome homenageia um dos pioneiros do cinema brasileiro, o mineiro Humberto Mauro (1897-1983), grande realizador cinematográfico. Com 129 lugares, possui equipamentos de som dolby digital e para exibição de filmes em 3D e 4K. Nestes 43 anos de existência, a Fundação Clóvis Salgado tem investido na consolidação do espaço como um local de formação de novos públicos a partir de programação diversificada, bem como à criação de mecanismos de estímulo à produção audiovisual com a realização do tradicional FestCurtasBH - Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte, e o Prêmio Estímulo ao Curta-metragem de Baixo Orçamento. O Cine Humberto Mauro também é um importante difusor do conhecimento ao promover cursos, seminários, debates e palestras. Sessões permanentes e comentadas também têm espaço cativo a partir das mostras História Permanente do Cinema, Cinema e Psicanálise e Curta a Tela, entre outros. Todas as atividades do Cine Humberto Mauro são gratuitas.

FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO – Com a missão de fomentar a criação, formação, produção e difusão da arte e da cultura no Estado, a Fundação Clóvis Salgado (FCS) é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). Artes visuais, cinema, dança, música erudita e popular, ópera e teatro, constituem alguns dos campos onde se desenvolvem as inúmeras atividades oferecidas aos visitantes do Palácio das Artes, CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais – e Serraria Souza Pinto, espaços geridos pela FCS.  A Instituição é responsável também pela gestão dos corpos artísticos – Cia. de Dança Palácio das Artes, Coral Lírico de Minas Gerais e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais –, do Cine Humberto Mauro, das Galerias de Arte e do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart). A Fundação Clóvis Salgado também é responsável pela gestão do Circuito Liberdade. Em 2020, quando celebrou 50 anos, a FCS ampliou sua atuação em plataformas virtuais, disponibilizando sua programação para público amplo e variado. O conjunto dessas atividades fortalece seu caráter público, sendo um espaço de todos e para todos.

MOSTRA CINEFANTASY BH

Local: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes

Endereço: Av. Afonso Pena, 1.537 – Centro Belo Horizonte/MG

Data: 21 a 25 de junho de 2023

Horário: verificar na programação

Classificação indicativa: verificar na programação

Acesso Gratuito – Ingressos distribuídos uma hora antes de cada sessão

Informações para o público: (31) 3236-7400

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

terça-feira, 15 de junho de 2021

Cine Humberto Mauro apresenta novo ciclo da mostra História Permanente do Cinema Especial: Clássicos

 Período de exibição dos filmes:

15 a 30 de junho de 2021

Datas e horário dos debates:

15,17,22,24 e 29 de junho de 2021

Sempre terças e quintas, às 19h

Transmissão:

Plataforma online do Cine Humberto Mauro (www.cinehumbertomauromais.com)

Canal da FCS no YouTube (www.youtube.com/palaciodasartesmg)

Atividade Gratuita

Informações para o público: (31) 3236-7400

O projeto História Permanente do Cinema Especial está de volta. Dessa vez, serão analisados cinco filmes norte-americanos de diferentes diretores fundamentais para a história do cinema. O público terá a oportunidade de assistir e acompanhar os debates sobre os filmes “Jejum de Amor”, de Howard Hawks; “Amor à Terra”, de Jean Renoir; “Almas Perversas”, de Fritz Lang; “O Mundo Odeia-Me”, de Ida Lupino; e, por fim, “Rebecca, a Mulher Inesquecível”, de Alfred Hitchcock.

As cinco obras estarão disponíveis na plataforma CineHumbertoMauroMais a partir do dia 15 de junho de 2021. Já os debates, com pesquisadores e pesquisadoras de cinema, serão ao vivo nos dias 15, 17, 22, 24 e 29 de junho de 2021, sempre às terças e quintas-feiras, às 19h, pelo canal da FCS no YouTube e pela plataformaCineHumbertoMauroMais. Durante os bate-papos, o público poderá interagir com comentários e perguntas, que serão respondidas pelos debatedores. Além disso, os bate-papos também ficarão disponíveis nas plataformas após as transmissões.

A primeira obra analisada será Jejum de Amor, de Howard Hawks, no dia 15/06. O autor, que já teve uma retrospectiva integral no Cine Humberto Mauro em 2014, é conhecido pela sua versatilidade em transitar por diversos gêneros cinematográficos, pela construção de seus heróis e também pelo desenvolvimento coletivo dos personagens. Jejum de Amor é uma das mais conhecidas screwball comedies de seu repertório, subgênero da comédia muito popular nos anos 30 e 40, com diálogos rápidos e espirituosos, estrelada por Cary Grant e Rosalind Russell.

O segundo debate, no dia 17/06, será sobre Amor à Terra, do diretor francês Jean Renoir. Essa obra é a mais bem sucedida das realizadas em Hollywood durante o seu exílio da França ocupada por Hitler, na Segunda Guerra Mundial, e rendeu a sua única indicação ao Oscar de ‘Melhor Diretor’ em sua carreira. Conhecido pela sua contribuição para a linguagem cinematográfica e por um trabalho impressionante de câmera, Renoir, em Amor à Terra, faz um filme realista em um contexto rural, abordando a grande ilusão do sonho norte-americano e a resiliência dos trabalhadores diante de um contexto social excludente.

O terceiro bate-papo, no dia 22/06, será sobre outro trabalho fundamental de um diretor europeu exilado em Hollywood:Almas Perversas, do austríaco Fritz Lang. Remetendo ao Expressionismo Alemão, movimento que Lang é um dos principais expoentes, os filmes noir foram uma constante no trabalho do diretor em solo norte-americano. Explorando a fotografia preta e branca e a iluminação dramática, com roteiros marcados por conflitos urbanos, gângsters, corrupção e anti-heróis, foi um dos gêneros mais populares dos anos 40 e 50.

O Mundo Odeia-me, de Ida Lupino, tema do quarto tema do bate-papo a ser realizado no dia 24/06, também faz parte dos filmes noir. Considerada uma das precursoras no cinema dirigido por mulheres, era atriz, produtora, roteirista e diretora inglesa. Foi a primeira mulher a dirigir um filme noir e a segunda a ser filiada ao Sindicato de Diretores de Hollywood.

O último comentário, no dia 29/06, será sobre o filme Rebecca, a Mulher Inesquecível, suspense psicológico e romance gótico dirigido por Alfred Hitchcock em seu primeiro projeto norte-americano. Estrelado por Joan Fontaine e Laurence Olivier, o filme é um conto gótico sobre as memórias persistentes da personagem-título, que, mesmo depois de sua morte, ainda afeta os personagens principais.

O Governo de Minas Gerais / Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, apresentam História Permanente do Cinema Especial: Clássicos, que tem a correalização da APPA – Arte e Cultura e patrocínio master da Cemig e Unimed-BH / Instituto Unimed-BH¹, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

¹ O patrocínio da Unimed-BH e do Instituto Unimed-BH é viabilizado pelo incentivo de mais de 5,2 mil médicos cooperados e colaboradores.

PROGRAMAÇÃO | DEBATES

Jejum de Amor, de Howard Hawks (His Girl Friday, EUA, 1940) | 12 anos | 92’

Sinopse: Rosalind Russel (Hildy Johnson) é uma repórter debochada e que não resiste a um bom furo jornalístico. Ela trabalha para o seu ex-marido que é editor do jornal, mas decide largar o trabalho para se casar com um corretor de seguros sem graça. Decidido a prender a ex-esposa por mais um tempo na redação, o cheio de ciúmes Walter Burns (Cary Grant) coloca nas mãos dela uma grande história jornalística, ao qual ele sabe que ela não resistirá. Assim ela acaba se estendendo no trabalho e os dois travam verdadeiros duelos verbais, sendo assistidos por figuras caricatas de redação de jornal: Mascadores de chicletes, fumantes inveterados e jogadores de pôquer.

Data: 15/06

Horário: 19h

Transmissão: Plataforma on-line do Cine Humberto Mauro e Canal da FCS no YouTube

Comentarista: curador, pesquisador, jornalista e crítico de cinema Diego Souza Silva. Em 2020, ele compôs o Júri Jovem da Mostra Olhos Livres da 23ª Mostra de Cinema de Tiradentes e atualmente faz parte da curadoria do 9° CineCipó – Festival de Filme Internacional de Filme Insurgente e da Comissão Julgadora da 2ª Mostra de Curtas Cinecubo.

Amor à Terra, de Jean Renoir (The Southerner, EUA, 1945) | 12 anos | 92’

Sinopse: Sam Tucker (Zachary Scott) trabalha na colheita de algodão e tenta buscar um futuro melhor para sua família. Assim, ele decide cultivar em seu próprio pedaço de terra, mas tem que enfrentar as condições adversas da natureza, uma doença e um vizinho invejoso.

Data: 17/06

Horário: 19h

Transmissão: Plataforma on-line do Cine Humberto Mauro e Canal da FCS no YouTube

Comentarista: Larissa Muniz atua nas áreas de montagem, realização, pesquisa, fotografia e crítica/curadoria. A curadora, crítica e cineasta dirigiu os curtas-metragens “ela viu aranhas” e “eu vi nos seus olhos, da janela, eu vi, que era o fim”, contemplado pelo 6º Prêmio BDMG Cultural/FCS. É mestranda em Comunicação Social pela UFMG, onde desenvolve um projeto sobre performance e ficção feminista no cinema. É co-fundadora do Coletivo Zanza, onde publica ensaios e críticas.

Almas Perversas, de Fritz Lang (Scarlet Street, EUA, 1945) | 14 anos | 103’

Sinopse: Um homem na crise da meia idade se aproxima de uma mulher mais nova, e o noivo dela a convence a enganá-lo de forma que ambos consigam um pouco da suposta fortuna dele.

Data: 22/06

Horário: 19h

Transmissão: Plataforma on-line do Cine Humberto Mauro e Canal da FCS no YouTube

Comentarista: crítico, pesquisador e programador de cinema João Campos. Estuda as aparições das cidades do DF nos filmes de Adirley Queirós na FFLCH-USP. Entre 2016 e 2020, foi redator da revista de cinema Rocinante (MG). Atualmente integra o grupo de programadores do cinecubo IAB-SP, cineclube do Instituto dos Arquitetos do Brasil – Departamento de São Paulo. É pesquisador associado ao Núcleo de Antropologia, Performance e Drama (NAPEDRA-USP) e faz parte do coletivo Zagaia (SP), colaborando na edição e redação da Zagaia em Revista – periódico dedicado a discussões sobre arte e política.

O Mundo Odeia-Me, de Ida Lupino (The Hitch-Hiker, EUA, 1953) | 14 anos | 71’

Sinopse: Roy Collins (Edmond O'Brien) e Gilbert Bowen (Frank Lovejoy) saem para pescar nas montanhas da Califórnia, mas acabam mudando de planos e decidem ir ao México. No caminho, oferecem carona para um estranho, sem imaginar tratar-se de Emmett Myers (William Talman), um perigoso facínora procurado nos EUA e conhecido como "o caronista assassino"

Data: 24/06

Horário: 19h

Transmissão: Plataforma on-line do Cine Humberto Mauro e Canal da FCS no YouTube

Comentarista: Duda Gambogi, cineasta, crítica e atriz graduada na Escola Livre de Cinema/BH e em Comunicação Social pela Universidade Federal Fluminense. Trabalha em produções audiovisuais independentes desde 2014 e também integra o coletivo Elviras de mulheres críticas, tendo colaborado com diversas revistas virtuais de cinema. Seus últimos dois curtas, Endless Love (2020) e Último Gás (2020) se encontram atualmente em distribuição, tendo recebido prêmios e circulado por mais de 40 festivais nacionais e internacionais.

Rebecca, a Mulher Inesquecível, de Alfred Hitchcock (Rebecca, EUA, 1940) | 14 anos | 130’

Sinopse: Uma jovem de origem humilde (Joan Fontaine) se casa com um riquíssimo nobre inglês (Laurence Olivier), que ainda vive atormentado por lembranças de sua falecida esposa. Após o casamento e já morando na mansão do marido, ela vai gradativamente descobrindo surpreendentes segredos sobre o passado dele.

Data: 29/06

Horário: 19h

Transmissão: Plataforma on-line do Cine Humberto Mauro e Canal da FCS no YouTube

Comentaristas: Bruno Hilário e Vitor Miranda. Bruno Hilário é graduado em Cinema e Audiovisual. É gerente curador do Cine Humberto Mauro, trabalhando na curadoria e produção de mostras de Cinema. Participa desde 2009 da equipe de produção do Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte (FESTCURTASBH), sendo coordenador geral do evento, que chega à sua 22ª edição em 2020. Já Vitor Miranda atua nas assistências de produção, curadoria e programação das mostras recorrentes do Cine Humberto Mauro desde novembro de 2014, assumindo a produção de diversas mostras de extrema relevância para a cidade, como: 16º, 17º, 18º e 19º e 20ºFESTCURTASBH; Tarkovski – Eterno Retorno; Retrospectiva Jean-Luc Cinema Godard; Ida Lupino; Joaquim Pedro de Andrade; Clássicos Franceses Restaurados, entre outras.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

'Zé do Pedal' – documentário sobre o mineiro que deu a volta ao mundo tem exibição única em Belo Horizonte

Zé do Pedal viajou o mundo
Foto: Divulgação
O documentário “Zé do Pedal – As Fronteiras do Mundo” marca sua estreia em Belo Horizonte. Uma sessão especial está programada para o sábado,dia 15 de novembro, no Cine Humberto Mauro, no Palácio das Artes. O curta-metragem dirigido por Bruno Lima e Fabricio Menicucci tem 24 minutos e já recebeu prêmios no circuito de festivais. O filme traz um registro sobre uma das viagens de Zé do Pedal – apelido que tornou o mineiro José Geraldo de Souza Castro mundialmente conhecido.

Em 33 anos de percurso, Zé do Pedal visitou mais de 78 países, em cinco continentes, e pedalou cerca de 145 mil quilômetros mundo afora. O mais impressionante é que tudo foi na base do improviso, na cara e na coragem, e com um objetivo muito claro: chamar a atenção para temas relevantes, como o meio ambiente e as questões humanitárias.

 Ele é um ciclista solitário, solidário e corajoso. Fotógrafo e ambientalista, mora em Viçosa, na Zona da Mata mineira, mas se tornou um cidadão do mundo pela defesa de questões nobres. Sua primeira aventura foi em 1981, quando saiu do Brasil de bicicleta para assistir à Copa do Mundo na Espanha. Lá ele divulgou a campanha de combate ao câncer. Depois disso, tomou mais fôlego e deu a volta ao mundo de bicicleta culminando na Copa do México, em 1986. Certa vez, ele atravessou o Japão e parte do Brasil em um velocípede buscando chamar a atenção dos políticos para as crianças da Etiópia e do Nordeste brasileiro. De pedalinho navegou pelo rio São Francisco e pela costa litorânea dos Estados Unidos e do México. De 2008 a 2010, foi a vez de fazer o percurso da França até a África do Sul. A distância? Mais de 17 mil quilômetros a bordo de um kart a pedal e fazendo campanha de combate ao glaucoma e à catarata em países pobres. E como sempre, aproveitou o final da jornada para assistir aos jogos da Copa do Mundo.

Ao longo de todas essas viagens, Zé do Pedal esteve diante de situações surpreendentes e de toda ordem. Assaltos, furacões, terremotos, guerras, mas nada impediu o ciclista de seguir em frente. Nem a falta de patrocínio para as suas jornadas foi capaz de fazê-lo declinar. Zé do Pedal contava apenas com pequenos apoios materiais que surgiam pelo caminho, mas com a inseparável bandeira das causas sociais – seu principal combustível. Cada viagem é um intenso aprendizado. São grandes aulas de geografia, história, cultura geral e, principalmente, ensinamentos de uma vida recebidos no movimento de cada pedalada.

 As aventuras de José Geraldo impressionaram os cineastas Bruno Lima e Fabricio Menicucci. Eles também viviam em Viçosa quando decidiram fazer o documentário “Zé do Pedal – As Fronteiras do Mundo”. Em 2010, a dupla registrou os últimos trechos da viagem feita por Zé do Pedal pelo continente africano. Relatos curiosos sobre a vida inusitada do personagem são uma atração à parte do curta. “O Zé é um aventureiro universal, e o filme comunica muito bem isso. Nós nos preparamos para uma carreira internacional, temos uma boa narrativa, legendas em inglês, espanhol e francês e um ótimo personagem. Podemos exibir esse documentário em todo o mundo”, afirma Bruno Lima.

Assim como as viagens de Zé do Pedal, a produção do filme careceu de recursos. Os diretores também foram produtores e fotógrafos do documentário. Eles conseguiram pequenos apoios e patrocínios para custear a viagem. Depois que retornaram ao Brasil, tiveram de recorrer a um financiamento coletivo (crowdfunding) para finalizar o filme. No total, foram mais de três anos de projeto. “Fala-se muito em cinema de baixo orçamento, mas o nosso foi menos ainda; foi na raça!”, brinca Bruno Lima ao comparar o projeto com as aventuras de seu personagem.

O filme dirigido pelos cineastas mineiros Bruno Lima e Fabricio Menicucci já participou de vários festivais nacionais e internacionais. Dentre eles, a Mostra Ibero-americana de Cine de Taxco, no México, e o Festival de Cine Lanzarote, na Espanha, foram os de maior expressão. O filme foi eleito como o melhor do II Festival de Cinema de Visconde do Rio Branco/MG e recebeu prêmio de público e júri na quinta edição do maior festival brasileiro de filmes ao ar livre – o Festival de Filmes Outdoor Rocky Spirit realizado em agosto, no Rio de Janeiro e em São Paulo, com um público total de mais de 10 mil pessoas.

Agora chegou a vez de exibir o filme na capital mineira. “Zé do Pedal – As Fronteiras do Mundo” terá única exibição às 14h do sábado, dia 15 de novembro, no Cine Humberto Mauro, no Palácio das Artes. A entrada é gratuita. Após a sessão, os diretores Bruno Lima e Fabricio Menicucci, ao lado do próprio Zé do Pedal, participam de um bate-papo com o público.

Documentário: “Zé do Pedal – As Fronteiras do Mundo”
Exibição única: 15/11/2014 - Sábado
Horário: 14h
Local: Cine Humberto Mauro, Palácio das Artes – BH/MG


Entrada franca

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Cineasta Marcos Cardinelli Lança o filme"Milagre Materno" em Belo Horizonte

Filme promete emocionar o público
Foto:Divulgação
Por: Ricardo Bello
Foto: Divulgação

Estréia no dia 11 de Outubro, no Cine Humberto Mauro, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, o filme  Milagre Materno. Obra do cineasta Marcos CardinelliÉ o primeiro trabalho deste gênero realizado pela Novo Horizonte Cinema, produtora sediada em Belo Horizonte. O filme, comandado por Cardinelli e estrelado pela atriz Mayara Dornas, retrata os simples sonhos de uma mulher em querer constituir a sua própria família, além das esperanças e medos enfrentados com o anúncio da primeira gravidez. A simplicidade da história é potencializada através de uma produção cinematográfica ousada em sua estética, visando difundir o trabalho para além da cidade onde a produtora está instalada e buscando criar mercado e visibilidade para o cinema produzido em Minas Gerais.

Conversamos com exclusividade com autor e diretor do filme, que fala um pouco de sua obra e dá dicas para os inciantes. Confira:  

Revista de Cultura: Como surgiu a ideia do filme?

Marcos Cardinelli: É um prazer estar em sua página falando sobre o Milagre Materno! O filme nasceu como um trabalho universitário, cumprindo uma obra que eu precisava realizar para conquistar o diploma de cineasta. A ideia principal do filme nasceu através de uma história real que sempre cativou os meus pensamentos. Essa história desencadeou uma série de pesquisas para a realização do filme, motivando a minha vontade em contar uma história que resgatasse alguns sentimentos humanos, como, por exemplo, a fé e o amor, através de um fio condutor principal que é a constituição de uma família.

Revista de Cultura:  Em quanto tempo ele foi rodado e quais os maiores desafios da produção?

Marcos Cardinelli: O roteiro foi filmado ao longo de aproximadamente trinta dias não sequenciais. A produção é complexa, pois envolve muitas cenas e crianças, realidade que fez o trabalho ser muito prazeroso, mas, também, trabalhoso. O maior desafio foi contar a linha principal de uma história real que ocorreu durante alguns anos em um trabalho de curta duração. Assim, um maior volume de cenas foi capaz de cumprir essa grande passagem do tempo. Então, cumprir essa demanda foi o maior desafio! Um desafio curioso, mas, também, muito gostoso, foi estudar como três crianças diferentes poderiam fazer um único personagem em questão de segundos. Realizar essa sequência de cenas e ver o resultado final é muito gratificante, afinal a montagem funcionou muito bem!

Revista de Cultura: Você pretende fazer novos filmes?

Marcos Cardinelli: Claro! Graciosamente, eu sou um cineasta inquieto e apaixonado!

Revista de Cultura: Que caminhos você indica a quem deseja seguir o seu exemplo e fazer um filme?

Marcos Cardinelli: Eu acredito que o melhor caminho para a realização de um filme, principalmente, é a vontade de realizar, pois as dificuldades são muitas e constantes, mas elas não podem ser maior que a vontade de cumprir um trabalho. Estudar. Estudar muito a história e realizar com muito carinho e vontade, cumprindo a ideia inicial!