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terça-feira, 14 de outubro de 2025

Orquestra Sesiminas leva Cine Concerto ao Minas Trend com trilhas de filmes icônicos

Concerto gratuito faz parte da programação oficial da 34ª edição do maior salão de negócios de moda da América Latina

A Orquestra Sesiminas participa da programação cultural do Minas Trend com uma apresentação especial do Cine Concerto, na quarta-feira (22), às 19h, no estacionamento do BH Shopping (3º piso). O concerto é gratuito e aberto ao público, oferecendo uma experiência imersiva que une música sinfônica e cenas de grandes clássicos do cinema. Retire seu ingresso no Sympla.

Sucesso em suas edições anteriores no Teatro Sesiminas, o Cine Concerto ganha uma nova montagem especialmente adaptada para o evento de moda e cultura, com trilhas marcantes executadas ao vivo enquanto cenas dos filmes são projetadas em tempo real. O repertório inclui obras como Harry Potter, Superman, O Poderoso Chefão, Amélie Poulain, Central do Brasil, Tieta, A Vida é Bela, Fringe e Cinema Paradiso.

Com arranjos inéditos e sincronização entre música e imagem, o projeto aposta em acessibilidade e encantamento, aproximando a música orquestral de novos públicos. A ação reforça o compromisso da Orquestra Sesiminas com a democratização da cultura, agora em sintonia com o universo da moda e da criatividade promovido pelo Minas Trend.

Cine Concerto – Orquestra SESIMINAS no Minas Trend

Data: 22 de outubro (Quarta-feira)

Horário: 19h Local: Estacionamento do BH Shopping (3º piso)

Entrada gratuita | Retire seu ingresso no Sympla

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Mateus Solano apresenta monólogo inédito a Belo Horizonte

Foto: Dalton Valerio 

A peça retrata o cotidiano de um figurante no audiovisual, que passa a questionar sua própria existência e enfrentar um intenso embate consigo mesmo. A direção é de Miguel Thiré, que volta a colaborar com Mateus Solano após o sucesso de Selfie — espetáculo que lotou teatros de 2014 a 2018 — em uma parceria inédita na dramaturgia com Isabel Teixeira.

Sinopse:

Mateus Solano estrela seu primeiro solo e se apresenta de uma forma completamente diferente do que o público se habituou a ver na TV.  “O Figurante" conta a história de Augusto, um profissional do áudio visual que em busca de seu "lugar ao sol", encontra dificuldades diversas que o fazem refletir sobre sua vida. Em formato de "dramédia", o espetáculo já foi visto por mais de 50 mil pessoas, sendo um sucesso de crítica e público.

A comédia dramática O Figurante, traz o ator Mateus Solano em seu primeiro monólogo, no papel de um figurante que passa a questionar sua própria existência e seu lugar em um mundo que parece mantê-lo em segundo plano. Com direção de Miguel Thiré que contou com a colaboração na dramaturgia de Mateus Solano e Isabel Teixeira, o espetáculo chega ao Teatro SESIMINAS para curta temporada, na sexta-feira (15), às 19h e 21h e no sábado (16), às 18h e 20h. Os ingressos a R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia-entrada), estão à venda na plataforma Sympla ou na bilheteria do teatro.

A trama mergulha na rotina de Augusto, um figurante que luta para encontrar a si próprio em meio a uma rotina pobre de sentido, que o mantém num lugar muito aquém da sua potência como ser humano.  O Figurante reflete sobre a dificuldade de se conectar com a própria essência e sobre os desafios de assumir o controle da própria narrativa. “Somos um animal que cria histórias para viver e um mundo para acreditar. Na ânsia em fazer parte desse mundo, acabamos por nos afastar de nós mesmos a ponto de não saber se somos protagonistas ou figurantes de nossa própria história”, reflete Mateus Solano.

A dramaturgia foi construída a partir do método Escrita na Cena, desenvolvido por Isabel Teixeira, que estimulou o ator a explorar sua própria criatividade por meio de improvisos. As cenas criadas por Mateus foram gravadas, transcritas e reelaboradas por Isabel para compor o texto final, preservando a autenticidade das reflexões do personagem.

“Atores e atrizes escrevem no ar da cena, onde vírgula é respiração e texto é palavra dita e depois encarnada no papel. Essa é a tinta de base usada para escrever ‘O Figurante’. Partimos de improvisos de Mateus Solano e posteriormente mergulhamos no árduo e delicioso trabalho de composição e estruturação dramatúrgica. ‘O Figurante’ coloca no centro o que normalmente é deixado de lado, ampliando o olhar para o que muitas vezes passa despercebido”, explica Isabel Teixeira.

A peça dá continuidade à pesquisa de linguagem desenvolvida há anos por Miguel Thiré e Mateus Solano: uma encenação essencial, que se vale basicamente do corpo e da voz como balizas do jogo cênico. No palco nu, Mateus dá vida ao Figurante e demais personagens através do trabalho mímico.

“Sempre acreditei em um teatro que debate direto com a sociedade, que toca o público. O que queremos dizer? Como vamos dizer? Neste quinto trabalho juntos, ao invés de dividirmos o palco, passo eu para esse lugar de ‘espectador profissional’ que é a direção. Acompanho o trabalho desse brilhante ator (Mateus Solano) que dá vida a um outro ator (o personagem) que, por sua vez, não consegue brilhar. “O Figurante busca colocar o foco onde normalmente não há. O trabalho é fazer este personagem quase desaparecer, estar fora de foco, ser parte do cenário”, explica Miguel Thiré, diretor.

Ficha Técnica:

Dramaturgia: Isabel Teixeira, Mateus Solano e Miguel Thiré. 

Atuação: Mateus Solano

Direção: Miguel Thiré

Direção de Produção: Carlos Grun

Direção de Movimento: Toni Rodrigues 

Desenho de Luz: Daniela Sanches

Direção Musical e Trilha Original: João Thiré

Design Gráfico: Rita Ariani

Desenho de Som: João Thiré. Fotos: Dalton Valerio. 

Equipe de Produção: Flavia Espírito Santo, Glauce Guima, Kakau Berredo e Cleidinaldo Alves

 Idealização e Realização: Mateus Solano, Miguel Thiré e Carlos Grun

Produção: Bem Legal Produções. 

Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli

Assessoria de Imprensa em BH: Polliane Eliziário – Personal Press.

Miguel Thiré – Diretor e Coautor

Nascido em 1982 no Rio de Janeiro, é filho do ator Cecil Thiré e da atriz Tônia Carrero. Desde os 10 anos, iniciou sua formação no teatro n’O Tablado e, desde então,  se destaca nas artes cênicas, com passagens por teatro, cinema e TV.

No teatro, trabalhou em peças como Tango, Bolero e Chá-chá-chá e A Babá, ambas sob direção de Bibi Ferreira, e em Otelo, dirigida e estrelada por Diogo Vilela. Também atuou em Série 21, dirigida por Jefferson Miranda, e em Macbeth, sob a direção de Aderbal Freire-Filho. Outros trabalhos notáveis incluem Os Altruístas e O Homem Travesseiro, pelo qual ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante no FITA 2013.

Na TV, esteve presente em novelas como Porto dos Milagres, Malhação, Em Família, Paixões Proibidas e Poder Paralelo, além da série Copa Hotel. Como diretor, sua carreira inclui peças como Doutor, minha filha não para de dançar ao lado de Mateus Solano, e a criação de Superiores, premiada no festival de Campos dos Goytacazes.

Isabel Teixeira – Coautora

É diretora, dramaturga e atriz, formada pela EAD. Fundadora da Cia. Livre de Teatro, se destacou em peças como Toda Nudez Será Castigada e Um Bonde Chamado Desejo, sendo indicada ao prêmio Shell de melhor atriz em 2002. Em 2005, coordenou o projeto Arena Conta Arena 50 Anos, premiado com o Shell e o APCA.

Ela também atuou em peças como Gaivota, Rainha[(S)] (prêmio Shell de melhor atriz em 2009), e O Livro de Itens do Paciente Estevão. Em 2013, dirigiu o monólogo Desarticulações, com Regina Braga, e o show Tudo Esclarecido, com Zélia Duncan.

Como diretora, seus projetos incluem Puzzle (a, b, c e d), Fim de Jogo, com Renato Borghi, e Lovlovlov, peça com texto de Teixeira, Diego Marchioro e Fernando de Proença. Entre 2014 e 2020, fez turnê com a peça E Se Elas Fossem para Moscou?, que foi exibida em diversos países. Em 2024, Teixeira dirigiu a Cia Munguzá no projeto Linhas e colaborou na dramaturgia de O Figurante.

Mateus Solano – Ator e Autor

É um dos mais premiados atores da televisão e teatro. Ele recebeu dois Troféus Imprensa, um Prêmio APCA e o Prêmio Bibi Ferreira. Formado em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, iniciou sua carreira no teatro com O Homem que Era Sábado, de Pedro Brício, em 2003.

Solano se tornou um nome conhecido ao interpretar Ronaldo Bôscoli na minissérie Maysa - Quando Fala o Coração (2009). No mesmo ano, iniciou sua trajetória nas novelas com os gêmeos Jorge e Miguel em Viver a Vida. Outros destaques na TV incluem Morde & Assopra, Gabriela, Amor à Vida (onde interpretou o vilão Félix, marcando a história da teledramaturgia) e Elas Por Elas.

Nos palcos, Mateus esteve em peças como Tudo é Permitido, O Perfeito Cozinheiro das Almas desse Mundo e 2 p/ Viagem (com Miguel Thiré), além de atuar em Hamlet e Selfie. No cinema, participou de Linha de Passe (2008), exibido em Cannes, e recebeu prêmios de Melhor Ator em festivais de cinema. Solano também estrelou filmes como Confia em Mim e Benzinho.

SESI EM CENA 2025 apresenta O FIGURANTE

Data: 15 e 16 de agosto de 2025

Horário: ssexta-feira às 19h e 21h e sábado, às 18h e às 20h

Local: Teatro SESIMINAS – Centro Cultural SESIMINAS BH

Endereço: R. Padre Marinho, 60 - Santa Efigênia, Belo Horizonte - MG

Ingressos: R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia)

Classificação: 12 anos 

Duração: 70 minutos

*Sessão com intérprete de Libras (dia 16/08, sessão 18h)

Os ingressos, a R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia-entrada), estão à venda na plataforma Sympla  ou na bilheteria do teatro

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

terça-feira, 15 de julho de 2025

Espetáculo "Das Ding", com atriz de"Ainda Estou Aqui", no Centro Cultural Sesiminas

Foto: Igor Cerqueira 

Peça investiga limiar entre teatro e cinema, na mostra Criações No Festival Sesi em Cena 2025, com sessão acessível e oficina gratuita

A Mostra Criações, novo eixo do Festival SESI em Cena 2025, apresenta, de 26 a 29 de julho, às 19h e 21h, no Teatro de Bolso do Centro Cultural Sesiminas BH, o espetáculo Das Ding — criação que atravessa os limites entre teatro e cinema, memória e ficção. A montagem marca a colaboração inédita entre Bárbara Luz e Eduardo Moreira, filha e pai, com direção de Marcelo Castro e Filipe Lampejo, e direção cinematográfica de Hugo Haddad. Os ingressos, a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), estão à venda na plataforma Sympla e na bilheteria do teatro. A apresentação do dia 26 de julho contará com interpretação em Libras.

No dia 23 de julho, das 19h às 22h, no auditório do 4º andar do Centro Cultural Sesiminas BH, os artistas ministram uma oficina gratuita sobre o processo criativo, intitulada “Das Ding: entre cena e câmera”. As inscrições às 20 vagas estão abertas no site e nas redes sociais do SESI Cultura.

Das Ding parte de um texto inédito da escritora e dramaturga Paloma Vidal e acompanha pai e filha — interpretados por Eduardo Moreira e Bárbara Luz, que também vivem essa relação fora da cena —, em um percurso aparentemente simples: o transporte de um colchão por cinco quarteirões. O gesto cotidiano se desdobra em camadas de silêncio, lembrança e reflexão. A proposta articula presença cênica e linguagem audiovisual, numa experiência que amplia os formatos tradicionais da cena. O que carregamos, de fato, quando movemos algo de um lugar a outro?

A atriz Bárbara Luz destaca que fazer uma peça com o pai é um sonho de muitos anos. “Desde pequena, admiro o trabalho dele, e, para mim, é uma honra aprender ao seu lado. Sinto que Das Ding tem nos permitido explorar diferentes relações entre um pai e uma filha, e, de certa forma, estreitar nossos laços familiares e profissionais. Nesse processo, aprendo muito sobre o ofício e o fazer teatral, e reafirmo meu desejo de trabalhar no teatro, e de ser atriz. Tudo isso muito bem acompanhado e amparado por pessoas que adoro e admiro”.

Para o ator Eduardo Moreira, o projeto de montagem de Das Ding lhe possibilita aprofundar a parceria com artistas como Marcelo Castro, Filipe Lampejo e Rodrigo Marçal. “Além disso, finalmente, concretizo a realização de uma peça sobre a relação entre pai e filha, com Bárbara Luz, minha filha na vida real. Esse ‘não lugar’ de Das Ding, entre o cinema e o teatro, a realidade e a ficção, o fenômeno e a coisa em si, traz, para mim, perguntas bastante desafiadoras”, completa.

Com a palavra, os diretores

“Tem coisas que nos escolhem. Das Ding veio assim: por caminhos mágicos, inesperados. O livro da Paloma Vidal caiu em minhas mãos por acaso, mas era como se já soubesse onde queria chegar. Na primeira leitura, na casa do Eduardo e da Bárbara, sentimos que havia algo ali muito íntimo e especial. Um texto sutil, cheio de pausas e silêncios, em que os personagens, pai e filha, tentam se comunicar — e, agora, ganha vida, justamente, com um pai e uma filha reais em cena. Em alguns ensaios, levei minha filha, de nove anos, comigo. Ela observava tudo, em silêncio, atenta. Em alguns momentos, ria, fazia perguntas difíceis. Ver Eduardo e Bárbara atuando juntos no palco me comove como artista e como pai. Essa peça abriu uma fresta entre o teatro e a vida, e foi por ela que resolvemos entrar”, destaca o diretor Marcelo Castro.

“Das Ding marca minha estreia como diretor, e tem sido uma experiência transformadora. O convite partiu de Marcelo Castro, amigo e parceiro de criação, com quem compartilho o desejo da criação e da experimentação de linguagens. O ponto de partida foi o texto inédito de Paloma Vidal, escrita potente e delicada, que nos propôs um desafio instigante: como dar forma e corpo ao que escapa à linguagem? A relação com os atores, Eduardo Moreira e Bárbara Luz, tem sido um dos pilares do processo, marcada por escuta, generosidade e troca contínua. Ao cruzarmos presença cênica e linguagem audiovisual, buscamos expandir a materialidade da cena e abrir espaço para o que se diz no silêncio, no gesto e na imagem”, ressalta o diretor Filipe Lampejo.

Sinopse do espetáculo

Em Das Ding, pai e filha atravessam a cidade carregando um colchão. Primeiro em filme, depois no palco, o espetáculo se constrói como uma travessia entre o visível e o indizível, entre o peso do objeto e o que ele carrega de memória, desejo e dor. O colchão torna-se centro e resto, abrigo e obstáculo. Inspirado em conceitos de Lacan e Kant, mas com linguagem sensível e acessível, Das Ding investiga o que há de mais íntimo e estranho entre duas pessoas que se amam, mas não sabem como se dizer. No palco, Eduardo Moreira e Bárbara Luz — pai e filha na vida real — percorrem esse território de afetos, silêncio e tentativas. A peça é dirigida por Marcelo Castro e Filipe Lampejo, com direção audiovisual de Hugo Haddad.

DAS DING

 “Das Ding” é uma expressão em alemão que significa ‘a Coisa’. O conceito é usado pelo psicanalista Jacques Lacan, para falar daquilo que é tão íntimo e tão profundo em nós, que não conseguimos expressar em palavras. É como uma ferida, uma ausência, ou uma lembrança muito forte que a gente sente, mas não sabe bem de onde vem — e muito menos consegue explicar. Está dentro da gente, mas é estranho. Está presente, mas escapa. Na peça, o colchão é uma imagem dessa Coisa: ele está entre os dois personagens (pai e filha), tem peso, tem memória, tem marcas — mas não é dito diretamente o que ele representa. Eles carregam esse colchão como quem carrega algo da vida que ainda não se conseguiu entender ou superar. A peça mostra dois personagens tentando fazer uma coisa simples: levar um colchão de uma casa a outra. Mas, enquanto fazem isso, conversam sobre suas vidas, suas dores, seus fracassos, sua história em comum. Aos poucos, percebe-se que eles estão tentando carregar não só um colchão, mas algo muito mais pesado: a tentativa de se entenderem, de dizer o que nunca foi dito, de lidar com coisas mal resolvidas. É isso que não consegue ser dito, mas está ali o tempo todo — essa é a Coisa.

Os artistas

Bárbara Luz

Jovem atriz brasileira, nascida em Belo Horizonte, Minas Gerais. Ela é filha dos atores Inês Peixoto e Eduardo Moreira, do renomado Grupo Galpão. Bárbara começou sua carreira ainda criança, com o filme “O Menino no Espelho”. No cinema, participou de filmes como “Unicórnio”, “A Primeira Perda da Minha Vida”, “Cinco da Tarde”, “O Silêncio de Eva”. Na televisão, participou da série “Santo Maldito”, do canal Disney+. Seu trabalho mais conhecido é a interpretação de Nalu no filme “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, vencedor do primeiro Oscar brasileiro. Pela personagem Nalu, ela recebeu uma indicação de Melhor Atriz Coadjuvante no Prêmio Grande Otelo. Atualmente, Bárbara estuda teatro em Paris, na França. 

Eduardo Moreira

Ator, diretor, dramaturgo e um dos fundadores do Grupo Galpão, onde atua, também, como diretor artístico. No próprio grupo, dirigiu o espetáculo “Um Molière imaginário” e atuou como assistente de direção em diversas montagens. No Galpão Cine Horto, assinou a direção de “Por toda a minha vida” e “Circo do lixo”. Ao longo dos anos, colaborou com importantes grupos teatrais do Brasil: dirigiu os espetáculos “Muito barulho por quase nada” e “O casamento do pequeno burguês”, com o grupo Clowns de Shakespeare (Natal-RN); “Um dia ouvi a lua” e “The bichos”, com os grupos Teatro da Cidade e Teatro d’Aldeia (São José dos Campos-SP); “Por de dentro” e “#preciosas”, com o Grupontapé (Uberlândia-MG); e, em Belo Horizonte, realizou as montagens “Como a gente gosta”, “Ópera do sabão” e “Engenho de dentro”, com o grupo Maria Cutia, além de parcerias com o grupo Malarrumada. No cinema, atuou em produções de destaque, como “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias”, de Cao Hamburger, “Batismo de Sangue” e “O Lodo”, de Helvécio Ratton, “Mutum”, de Sandra Kogut, “Antes que o Mundo Acabe, de Ana Luiza Azevedo, “Moscou”, de Eduardo Coutinho, “Joaquim”, de Marcelo Gomes, e “Ato”, de Bárbara Paz. Também participou de diversos curtas-metragens, como “O Crime da Atriz” (Elza Cataldo), “Rua da Amargura” (Rafael Conde), “Para Tchékhov” (Inês Peixoto) e “No Andar de Baixo” (Leonardo Catapreta), além de dirigir o curta “Tricoteios”. Na televisão, além de participações em novelas, minisséries e especiais, atuou na minissérie “A Menina sem Qualidades”, dirigida por Felipe Hirsch, e no especial “A Paixão Segundo Ouro Preto”. Como dramaturgo, escreveu os textos “Nós e Outros”, em parceria com Marcio Abreu, e “De Tempos Somos”, do Grupo Galpão. Também realizou diversas adaptações, entre elas “Iago, o Elogio da Vingança”, “Engenho de Dentro”, “Circo do Lixo” e “Carta ao Pai”. Tem, ainda, uma longa trajetória como locutor em filmes, programas culturais e peças publicitárias para rádio e TV.

Os diretores

Marcelo Castro

Artista transdisciplinar, Mestre em Práticas Cênicas e Cultura Visual pela UCLM/Museu Reina Sofia, em Madrid, na Espanha. Recentemente, concluiu o Programa Avançado de Criação em Artes Performativas, Fórum Dança, em Lisboa, Portugal. Realiza trabalhos em fotografia, audiovisual, peças radiofônicas e performance art. Em 2023, foi selecionado, em parceria com André Baumecker, com o projeto Núcleo Nômade de Fotografia, para receber o 4º Prêmio Décio Noviello de Artes Visuais e Fotografia.

Filipe Lampejo

Artista gráfico e diretor criativo, com atuação centrada na experimentação da linguagem visual e na criação de narrativas gráficas contemporâneas em múltiplos formatos — como cartazes, livros, bandeiras e suportes digitais. Sua obra tem forte diálogo com o universo das artes cênicas e da música, e seus cartazes já divulgaram festivais e trabalhos de artistas do teatro, do cinema e da música brasileira. Desde 2018, assina a identidade visual das peças do Grupo Galpão, sendo o cartaz do espetáculo “Quer ver escuta” premiado em primeiro lugar na categoria pôster no Brasil Design Award. Em 2012, foi indicado ao Grammy Latino, na categoria de Melhor Projeto Gráfico, pelo álbum “Abaporu”, da cantora Laura Lopes. Ao lado de João Marcelo Emediato, representou o design brasileiro no -ING Creative Festival, em Dubai, e teve o trabalho “Breves Bandeiras” exibido no festival BONDE.br, em Nova Iorque. Já participou, por cinco vezes, da Bienal Brasileira de Design Gráfico. Em 2019, lançou seu primeiro livro, “Jabuticaba”, pela editora Impressões de Minas, resultado de pesquisa entre palavra e imagem. Em 2022, concebeu e dirigiu com Vinícius de Souza a série de videorretratos “Muitos Anos de Vida”, com o Grupo Galpão, e atuou, como diretor criativo, do show Vício Inerente, da artista Marina Sena.

A autora

Paloma Vidal é escritora, dramaturga, tradutora e professora. Nascida na Argentina e radicada no Brasil, sua obra transita entre diferentes gêneros — da prosa à cena, do ensaio à performance —, explorando temas como memória, deslocamento e linguagem. É autora de romances, contos e peças teatrais, além de traduzir nomes como Clarice Lispector e Margo Glantz. Atualmente, é professora de Teoria Literária na UNIFESP.

Sobre a Mostra Criações

É uma iniciativa do SESI Cultura, que integra o Festival SESI em Cena 2025, com foco na produção artística original desenvolvida dentro da própria estrutura do festival. O projeto propõe um ambiente de residência, experimentação e estreia, reunindo diferentes linguagens e ampliando o papel do Centro Cultural SESIMINAS como espaço de criação ativa. O espetáculo Das Ding é a segunda atração da mostra, aberta, em maio, com Burburinho, criação da quasecia.

FICHA TÉCNICA

Direção: Marcelo Castro e Filipe Lampejo 

Elenco: Bárbara Luz e Eduardo Moreira 

Figurino: Inês Peixoto 

Iluminação: Rodrigo Marçal

Direção Cinematográfica: Hugo Haddad

Direção de Fotografia: Maria Navarro 

Assistente de Câmera: Leticia Ferreira

Técnico de Som: Daniel Ayer Quintela

Gaffer: Luciano Negro Drama

Assistente de Maquinária: Franklin Lara Magalhães

Making of: Luana Abreu

Assessoria de Imprensa: Polliane Eliziário – Personal Press

Fotografia: Igor Cerqueira

Gestão de Redes Sociais: Rizoma Comunicação

Das Ding – Bárbara Luz e Eduardo Moreira

Datas: 26 a 29 de julho (sábado a terça-feira)

Horário: 19h e 21h (duas sessões/dia)

Local: Teatro de Bolso – Centro Cultural SESIMINAS BH

Ingressos: R$ 20 (inteira) / R$ 10 (meia)

Sessão acessível com intérprete de Libras: 26/07

Oficina gratuita: 23/07 (quarta-feira), das 19h às 22h (inscrições em breve no site e redes sociais do SESI Cultura)

Classificação indicativa: 14 anos

Duração: 60 minutos

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

quinta-feira, 15 de maio de 2025

Juliana Silveira - Show – Um Espetáculo Inesquecível em BH

Foto: Divulgação 

Prepare-se para uma noite mágica e repleta de nostalgia! Neste sábado (17), o Teatro SESI Minas em Belo Horizonte será palco de uma apresentação especial: Juliana Silveira - Show . Um evento emocionante,  que vai reunir os maiores sucessos da novela que marcou gerações e continua no coração dos fãs.

Juliana, a intérprete de Maria Flor  e de outros grandes personagens, sobe ao palco com um repertório cheio de amor, alegria e sonhos – em um espetáculo pensado especialmente para os fãs que cresceram ao som dessas canções encantadoras.

Os ingressos estão disponíveis com lugares marcados, garantindo conforto e organização para todos os presentes. Confira as opções:

Pacote VIP (Limitado)

As primeiras fileiras do teatro são reservadas para o Pacote VIP, que garante uma experiência completa.

Este setor inclui o Meet & Greet, onde os fãs poderão conhecer Juliana Silveira pessoalmente, tirar fotos e guardar esse momento na memória para sempre.

Atenção: os lugares VIP são limitados – garanta o seu o quanto antes!

Setor Plateia

Para quem deseja curtir o show de pertinho, mas sem o Meet & Greet, o setor Plateia oferece excelente visibilidade e conforto.

Não perca essa oportunidade única de reviver os sonhos, cantar junto os sucessos de Floribella e viver uma noite cheia de emoção com Juliana Silveira!

- O Meet&Greet será realizado após o show.

Ingressos à venda no site Ultratickets.

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sexta-feira, 4 de abril de 2025

Espetáculo "Vivo [dentro da cabeça de alguém]" faz curta temporada no Sesiminas

Foto:Nana Moraes

Com texto original e direção geral de Marcio Abreu, que parte da pesquisa e questionamentos atuais da companhia relativos à memória, sonho e tempo, o espetáculo traz aos palcos os artistas Renata Sorrah, Rodrigo Bolzan, Rafael Bacelar, Bárbara Arakaki e Bixarte. A obra é, também, uma ficção sobre uma suposta biografia de alguém, de uma artista. A peça convida o público a entrar dentro da cabeça dessa pessoa e conhecer suas memórias, sonhos e imaginário, projeções de futuros, percorrendo imagens recentes da história do Brasil e do mundo com um olhar para as histórias singulares e coletivas da sociedade brasileira.

                                                                                      Ao Vivo [dentro da cabeça de alguém], que estreou no ano de 2024 - no mês de agosto - no Teatro do Sesi-SP, agora chega ao Teatro Sesiminas, no Centro Cultural Sesiminas, em Belo Horizonte (MG), no sábado (12), às 20h e domingo (13), às 19h, dentro do projeto Sesi em Cena. A peça foi criada pela Companhia Brasileira de Teatro num gesto coletivo com os artistas Renata Sorrah, Rodrigo Bolzan, Rafael Bacelar, Bárbara Arakaki e Bixarte. O texto e direção geral são de Marcio Abreu, e a pesquisa e criação é assinada por ele ao lado de seus parceiros e núcleo criativo da companhia, os artistas Nadja Naira, Cássia Damasceno e José Maria. Os ingressos, a R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia-entrada), estão à venda no site Sympla ou na bilheteria do teatro.

O espetáculo dialoga com a obra de Anton Tchekhov, especialmente com seu texto seminal A Gaivota, e dá sequência a uma das linhas de pesquisa da companhia brasileira de teatro, que reflete os tempos atuais a partir de diálogos inventivos com os clássicos. Durante o processo de criação, a partir da obra do autor russo, algumas indagações foram feitas para a constituição da dramaturgia, como: quais questões levantadas por Tchekhov atravessam o tempo e chegam até nós, hoje? E de que modo? Como expandir essas questões? E que formas são possíveis, hoje? Há formas novas, futuros possíveis?

Também foram tema de debate o valor da arte, para quem se produz e com quem, os tipos de espaços para se ocupar e construir, a forma como os jovens artistas encontram a própria voz na atualidade, e como se perceber artista na coletividade, com e para o público, em uma experiência viva, focada no agora.

O espetáculo

A narrativa de Ao Vivo [dentro da cabeça de alguém] é formada por diferentes elementos de diversos campos de memória dos artistas que o compõem. “O público é convidado a percorrer uma lógica de sonho ou de memória, não exatamente no sentido onírico, mas como a gente formula o pensamento, como a memória não tem só a ver com o passado, mas como é um campo ativo de produção de sentidos e também de projeção para possíveis futuros”, explica Marcio Abreu.

A cena que abre a peça, por exemplo, foi inspirada em uma experiência da atriz Renata Sorrah, na década de 70, quando estava indo para o ensaio da célebre montagem de A Gaivota, que participou no Rio de Janeiro. Em outro estado de consciência, ela revê personagens de sua vida e de sua arte, atravessando o tempo e ressignificando suas existências, ao vivo, hoje.

A própria peça de Tchekhov também está presente de várias maneiras, seja de forma conceitual e reflexiva sobre as temáticas abordadas nela, seja com os próprios trechos reescritos. Nesta conjunção de memórias, o espetáculo se passa dentro da cabeça de uma artista. Da Renata, da Nina, da Bianca, da Bárbara, do Bolzan, do Rafael, de todos que criaram esse trabalho. Como se pudessem perceber outras consciências, outras subjetividades, coisas que são, e de repente já não são mais. Coisas que se revelam e desaparecem, algo que se vê e, de repente, já não está mais ou já não o é.

“Quando entramos na cabeça de alguém, no campo dinâmico de produção de memória, percebemos que a vida de um único sujeito não é formada apenas por uma individualidade, mas por uma multidão de possibilidades de ser”, afirma o diretor. “É uma peça sobre estar vivo agora. É uma espécie de ensaio sobre vivências no tempo, sobre como colocar tempos múltiplos em relação, no presente. Os tempos - histórico, subjetivo, futuro e da memória - estão todos em convivência” 

Com uma equipe diversa de multiartistas e parceiros colaboradores da companhia em outros trabalhos, Ao Vivo [dentro da cabeça de alguém] conta com instalação cenográfica e vídeos criados pelo premiado cineasta, artista visual e diretor Batman Zavereze; figurinos do estilista e criador Luís Cláudio Silva e seu Apartamento 03; música original do multiinstrumentista e diretor musical Felipe Storino; direção de movimento e criação da diretora, coreógrafa e bailarina Cristina Moura; fotografias e documentação sensível do projeto da artista Nana Moraes; e a assistência de direção e colaboração criativa do ator, bailarino e pesquisador Fábio Osório Monteiro.

Ao Vivo [Dentro da Cabeça de alguém] traz duas alegrias: a companhia brasileira de teatro junto à atriz Renata Sorrah. A primeira destacamos pela trajetória de repertório brilhante e sua importância na construção da cena contemporânea brasileira atual. Com um histórico de espetáculos impecáveis, tanto na estética como na contundência dos temas tratados. Na segunda, saudamos, com honra, a presença de Renata neste elenco, uma artista emblemática desde o seu reconhecimento na teledramaturgia, como na sua potência em cena, algo que precisa ser visto e admirado.  Neste encontro de potência e excelência, o espetáculo se encontra com o texto de Anton Tchekhov para a criar uma realidade ficcional, sensível, que convida a uma imersão ao universo interno do ser e ao espaço coletivo social.

FICHA TÉCNICA

AO VIVO

[dentro da cabeça de alguém]

Texto e Direção geral: Marcio Abreu

Pesquisa e Criação: Marcio Abreu, Nadja Naira, Cássia Damasceno e José Maria

Elenco: Renata Sorrah, Rodrigo Bolzan, Rafael Bacelar, Bárbara Arakaki e Bixarte

Direção de produção e administração: José Maria e Cássia Damasceno

Iluminação e assistência de direção: Nadja Naira

Direção Musical e Trilha Sonora Original: Felipe Storino

Direção de Movimento e colaboração criativa: Cristina Moura

Assistência de direção e colaboração criativa: Fábio Osório Monteiro

Figurinos: Luís Cláudio Silva | Apartamento 03

Direção videográfica: Batman Zavareze

Cenografia: Batman Zavareze, João Boni, José Maria, Nadja Naira e Marcio Abreu

Assistente de Arte: Gabriel Silveira

Edição de vídeo: João Oliveira

Captação das imagens para vídeos: Cacá Bernardes | Bruta Flor Filmes

Design de som: Chico Santarosa

Assistência de Cenografia: Kauê Mar

Assistência e programação de luz: Denis Kageyama e Sibila Gomes

Técnica de vídeo, luz e programação videomapping: Michelle Bezerra, Ricardo Barbosa e Denis Kageyama

Técnica de luz e som: Dafne Rufino

Cenotécnica: Sasso Campanaro, Tinho Viana, Alexander Peixoto, Douglas Caldas

Maquinista: Sasso Campanaro, Alexander Peixoto

Fotos: Nana Moraes

Programação visual: Pablito Kucarz e Miriam Fontoura

Produção Original: Sesi SP

Criação e produção: companhia brasileira de teatro

SESI EM CENA 2025 apresenta AO VIVO [dentro da cabeça de alguém] 

DATA: 12 e 13 de abril de 2025 

HORÁRIO: 20h (sábado) e 19h (domingo) 

LOCAL: Teatro SESIMINAS – Centro Cultural SESIMINAS – Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia - Belo Horizonte/MG 

DURAÇÃO: 100 minutos

CLASSIFICAÇÃO: 16 anos 

INGRESSOS: R$ 100 (inteira) | R$ 50 (meia-entrada) | Industriários pagam meia-entrada

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Arlete Salles e Edwin Luisi divertem e emocionam o público no palco em BH

 

Foto: Guga Melgar

Peça é uma criação original dos produtores Rose Dalney, Túlio Rivadávia e Marcio Sam, com direção de Amir Haddad. Ingressos já estão à venda pelo site Sympla

Após protagonizar a novela da Globo “Família É Tudo”, Arlete Salles volta aos palcos em turnê com o espetáculo "Ninguém Dirá Que é Tarde Demais”. Sucesso de público, visto por mais de 300 mil pessoas nas temporadas presenciais e online, o espetáculo tem emocionado a plateia por onde passa. Na comédia, Luiza (Arlete Salles) e Felipe (Edwin Luisi) são vizinhos de prédio que se detestam. Sem conhecerem a identidade do outro, acabam se encontrando na rua e algo inusitado acontece. O espetáculo faz curta temporada no Teatro Sesiminas, em Belo Horizonte, na sexta-feira (31) e sábado (1°) às 20h e domingo (2), às 19h.

Depois de realizar temporadas de sucesso em São Paulo, Rio de Janeiro e tour por algumas cidades do país, o espetáculo retorna aos palcos para uma turnê por 10 cidades inéditas, chegando agora a Belo Horizonte para três apresentações. Arlete Salles vem junto de seu filho Alexandre Barbalho, seu neto Pedro Medina e em par romântico com o celebrado ator Edwin Luisi, sob a direção de Amir Haddad. 

O texto é do neto de Arlete, Pedro Medina, com quem também contracena na comédia. Além de Pedro, o filho de Arlete – Alexandre Barbalho – e o amigo e premiado Edwin Luisi também estarão em cena, que junto de Arlete forma o casal protagonista do espetáculo . 

Com uma temática sensível, a peça aborda o amor na terceira idade tendo como pano de fundo o isolamento social durante a pandemia de COVID-19. De forma leve e cômica o jogo cênico proposto na encenação de Amir Haddad reforça e abre espaço para atuações marcantes do casal protagonista composto pelo celebrado Edwin Luisi que acumula diversos prêmios em teatro durante seus mais de 50 anos de carreira: “O que me fez entrar nessa peça? A qualidade do texto; Amir Haddad, como diretor; e trabalhar com a família da Arlete. Estou contracenando com ela, o filho e o neto. Sou o intruso, rs. Mas fui lindamente acolhido”, conta Edwin. 

A direção é de Amir Haddad, outro grande parceiro de Arlete. Os dois trabalharam há 35 anos na peça ‘Felisberto e o Café’. “Estou navegando em sentimentos diversos e emoções fortes. Sinto muita felicidade e admiração em ver o meu neto se aproximando dessa profissão, crescendo de forma potente. Não apresentaria meu neto como dramaturgo, se não tivesse confiança no talento dele”, conta Arlete. 

“Gosto de fazer um teatro esclarecedor. O teatro tem a função de iluminar as pessoas. E digo para todos: ninguém dirá que é tarde demais para coisa alguma. Sempre é o momento de colocar em prática o desejo”, elucida, aos 87 anos, um dos diretores mais premiados e mais presentes na cena brasileira, Amir Haddad.

O título da comédia ‘Ninguém Dirá Que é Tarde Demais’, apresentada pelo Ministério da Cultura e Bradesco Seguros, foi inspirado na canção o Último Romance, da banda Los Hermanos. O autor Pedro Medina conta a história de Luiza (Arlete Salles) e de Felipe (Edwin Luisi). Por causa da pandemia, Luiza recebe, em casa, o neto Márcio (Pedro Medina). Paralelo a esta trama, Felipe, por problemas financeiros, vai morar com o filho Mauro (Alexandre Barbalho). Luiza e Felipe são vizinhos de prédios diferentes, com paredes grudadas, e estão muito sensíveis às questões da Covid-19, às questões financeiras, aos problemas domésticos e começam a implicar um com o outro sem saber a identidade de cada um. Até que um dia os dois, com máscara e álcool gel, vão rapidamente à rua, se encontram sem saber que são vizinhos. Com muita leveza, humor e dando a dimensão da solidão desses dois septuagenários, a comédia ratifica Ninguém Dirá Que é Tarde Demais. “Ainda não elaboramos todas as perdas que a pandemia provocou, mas entender o que já passou e o que ainda estamos vivendo, através da perspectiva do humor, da tolerância e do amor é a proposta da minha comédia”, detalha Pedro Medina.

“Eu e Arlete somos amigos há anos. Fizemos um trabalho há 35 anos e nunca mais nos separamos.  Pedro e Alexandre trabalharam muito comigo no Tá Na Rua”, revela Amir Haddad. “Apesar de 50 anos de carreira, nunca trabalhei com o Amir, nem o conhecia pessoalmente, mas sempre o admirei. Decidi participar deste espetáculo porque senti que estou fazendo parte da história de uma família, conta Edwin. Juntos, Amir, Arlete e Edwin somam mais de 160 anos de trajetória artística. 

Outro parente participa da peça. Enteado de Arlete, irmão de Alexandre e tio de Pedro, Lucio Mauro Filho assina a direção musical do espetáculo, junto com Máximo Cutrim. “Fiquei feliz demais com meu sobrinho me dando emprego, rs, e me trazendo para esse lugar quente e amoroso, que é trabalhar em família. Pedro inseriu a pandemia na dramaturgia, como pano de fundo para o momento que estávamos vivendo, foi um gol”, explica Lucinho. 

Completam a ficha criativa: José Dias no cenário, Aurélio de Simoni na luz e Carol Lobato nos figurinos. Carol Lobato, figurinista da peça diz que as roupas são leves e divertidas, como a direção do Amir e completa: “Como a peça se passa durante a pandemia, pensei num figurino único para cada ator. Afinal, mesmo com a passagem de tempo, durante o período de quarentena, todos os dias pareciam iguais”. 

Segundo o iluminador Aurélio de Simoni, a luz não terá excessos de movimentos, “tenho o objetivo de sublinhar as interpretações dos atores, sem que a percepção do nosso público seja estimulada de forma excessiva. Gosto sempre de frisar que iluminar não é sinônimo de clarear”. 

José Dias, que assina a cenografia, não poetiza as cenas, “a palavra tem potência grande, permitindo ao público uma leitura objetiva com visual simples, funcional e teatral”, esmiúça Dias.

“Eu queria muito a oportunidade de ter um trabalho no teatro com a minha avó, de ser colega de cena de Arlete Salles. Levei um texto para Rose, mas ela já tinha um outro projeto. Resolvemos juntar uma ideia com a outra e surgiu: Ninguém Dirá Que É Tarde Demais”, revela Pedro Medina. 

“Eu e meus sócios produtores e parceiros – Marcio Sam e Túlio Rivadávia – queríamos encenar um espetáculo que retratasse o amor na terceira idade. O Túlio, ouvindo a música ‘Último Romance’, encontrou um fio condutor para o projeto. Na mesma época, o Pedro me ligou dizendo que gostaria de fazer um espetáculo com a avó e o pai dele. Juntamos às vontades de Pedro trabalhar com a família, com a nossa de falar de amor na terceira idade.”, detalha RoseDalney, que em parceria com os produtores Márcio Sam e Túlio Rivadávia, assinam a realização e idealização de “Ninguém Dirá Que é Tarde Demais”.

“Minha avó é uma colega de cena fantástica. Uma atriz que admiro muito. Tem sido muito bom estar com ela. E meu pai é aquela segurança. Sempre troquei com ele minhas questões relacionadas ao texto. Um privilégio no meio de uma pandemia conseguir iniciar um projeto desse com minha avó e meu pai. Sou muito grato aos produtores pelo convite e estou muito feliz de poder mostrar meu trabalho como dramaturgo”, esclarece Medina. 

O teatro proporciona uma intimidade muito grande durante o processo criativo. Alexandre Barbalho diz que no caso dele: “tem a admiração e tem a crítica diferenciada que vem de duas pessoas muito amadas, meu filho e minha mãe. Viver isso tem sido muito saboroso e desafiador”.

“Acho normal que o filho queira seguir a carreira dos pais. Sabíamos que um dia aconteceria o encontro, mas não sabíamos quando nem como. Acabou que não partiu de mim esse movimento. Foi meu neto, com uma completude maravilhosa, porque ele não veio só ficar comigo no palco como ator, ele veio também como autor, com o texto. Vou interpretar o texto do meu neto”, finaliza, orgulhosa, Arlete.

FICHA TÉCNICA 

Texto: Pedro Medina

Diretor Artístico: Amir Haddad

Diretor Musical: Lúcio Mauro Filho e Máximo Cutrim

Elenco: Arlete Salles, Edwin Luisi, Alexandre Barbalho e Pedro Medina

Cenógrafo: José Dias

Figurinista: Carol Lobato

Iluminador: Aurélio De Simoni

Cinematografia: Chamon Audiovisual

Produtores Associados e Idealização: Rose Dalney, Túlio Rivadávia e Marcio Sam

Texto press release: Eduardo Barata

Produção Executiva: Sarah Alonso e Clayton Epfani

Realização: Rivadavia Comunicação, Miniatura 9 Produções e Religar Comunicações

Produção Local BH: Rubim Produções

Assessoria de imprensa: Luz Comunicação - Jozane Faleiro 

SOBRE O CIRCUITO CULTURAL BRADESCO SEGUROS

Manter uma política de incentivo à cultura faz parte do compromisso do Grupo Bradesco Seguros considerando a cultura como ativo para o desenvolvimento dos capitais do conhecimento e do convívio social. Nesse sentido, o Circuito Cultural Bradesco Seguros se orgulha de ter patrocinado e apoiado, nos últimos anos, em diversas regiões do Brasil, projetos nas áreas de música, dança, artes plásticas, teatro, literatura e exposições, além de outras manifestações artísticas. 

Dentre as atrações incentivadas destacam-se os musicais “Bibi – Uma vida em musical”, “Bem Sertanejo”, “LesMisérables”, “70 – Década do Divino Maravilhoso”, “Cinderella”, “O Fantasma da Ópera”, “A Cor Púrpura” e “Conserto para Dois”, além da “Série Dell'Arte Concertos Internacionais” e a exposição “Mickey 90 Anos”.

Ninguém Dirá Que é Tarde Demais, com Arlete Salles, Edwin Luisi e elenco

Data: 31 de janeiro a 2 de fevereiro - sexta e sábado, às 20h, domingo às 19h

Local: Teatro Sesiminas - Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, Belo Horizonte 

Ingressos: 

Setor 1 - R$ 160,00 inteira e R$80,00 meia-entrada

Setor 2 - R$140,00 inteira e R$ 70,00 meia-entrada 

Setor 3 - R$39,00 inteira e R$ 19h50 Meia-entrada (esgotada)

Informações: @ninguemdiraqueetardedemais

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

“Ninguém Dirá Que é Tarde Demais”, espetáculo com Arlete Salles e Edwin Luisi, chega a Belo Horizonte

Foto: Guga Melgar

Peça é uma criação original dos produtores Rose Dalney, Túlio Rivadávia e Marcio Sam, com direção de Amir Haddad. Ingressos já estão à venda pelo site Sympla

Após protagonizar a novela da Globo “Família É Tudo”, Arlete Salles volta aos palcos em turnê com o espetáculo "Ninguém Dirá Que é Tarde Demais”. Sucesso de público, visto por mais de 300 mil pessoas nas temporadas presenciais e online, o espetáculo tem emocionado a plateia por onde passa. Na comédia, Luiza (Arlete Salles) e Felipe (Edwin Luisi) são vizinhos de prédio que se detestam. Sem conhecerem a identidade do outro, acabam se encontrando na rua e algo inusitado acontece. O espetáculo faz curta temporada no Teatro Sesiminas, em Belo Horizonte, na sexta-feira (31) e sábado (1°) às 20h e domingo (2), às 19h.

Depois de realizar temporadas de sucesso em São Paulo, Rio de Janeiro e tour por algumas cidades do país, o espetáculo retorna aos palcos para uma turnê por 10 cidades inéditas, chegando agora a Belo Horizonte para três apresentações. Arlete Salles vem junto de seu filho Alexandre Barbalho, seu neto Pedro Medina e em par romântico com o celebrado ator Edwin Luisi, sob a direção de Amir Haddad. 

O texto é do neto de Arlete, Pedro Medina, com quem também contracena na comédia. Além de Pedro, o filho de Arlete – Alexandre Barbalho – e o amigo e premiado Edwin Luisi também estarão em cena, que junto de Arlete forma o casal protagonista do espetáculo . 

Com uma temática sensível, a peça aborda o amor na terceira idade tendo como pano de fundo o isolamento social durante a pandemia de COVID-19. De forma leve e cômica o jogo cênico proposto na encenação de Amir Haddad reforça e abre espaço para atuações marcantes do casal protagonista composto pelo celebrado Edwin Luisi que acumula diversos prêmios em teatro durante seus mais de 50 anos de carreira: “O que me fez entrar nessa peça? A qualidade do texto; Amir Haddad, como diretor; e trabalhar com a família da Arlete. Estou contracenando com ela, o filho e o neto. Sou o intruso, rs. Mas fui lindamente acolhido”, conta Edwin. 

A direção é de Amir Haddad, outro grande parceiro de Arlete. Os dois trabalharam há 35 anos na peça ‘Felisberto e o Café’. “Estou navegando em sentimentos diversos e emoções fortes. Sinto muita felicidade e admiração em ver o meu neto se aproximando dessa profissão, crescendo de forma potente. Não apresentaria meu neto como dramaturgo, se não tivesse confiança no talento dele”, conta Arlete. 

“Gosto de fazer um teatro esclarecedor. O teatro tem a função de iluminar as pessoas. E digo para todos: ninguém dirá que é tarde demais para coisa alguma. Sempre é o momento de colocar em prática o desejo”, elucida, aos 87 anos, um dos diretores mais premiados e mais presentes na cena brasileira, Amir Haddad.

O título da comédia ‘Ninguém Dirá Que é Tarde Demais’, apresentada pelo Ministério da Cultura e Bradesco Seguros, foi inspirado na canção o Último Romance, da banda Los Hermanos. O autor Pedro Medina conta a história de Luiza (Arlete Salles) e de Felipe (Edwin Luisi). Por causa da pandemia, Luiza recebe, em casa, o neto Márcio (Pedro Medina). Paralelo a esta trama, Felipe, por problemas financeiros, vai morar com o filho Mauro (Alexandre Barbalho). Luiza e Felipe são vizinhos de prédios diferentes, com paredes grudadas, e estão muito sensíveis às questões da Covid-19, às questões financeiras, aos problemas domésticos e começam a implicar um com o outro sem saber a identidade de cada um. Até que um dia os dois, com máscara e álcool gel, vão rapidamente à rua, se encontram sem saber que são vizinhos. Com muita leveza, humor e dando a dimensão da solidão desses dois septuagenários, a comédia ratifica Ninguém Dirá Que é Tarde Demais. “Ainda não elaboramos todas as perdas que a pandemia provocou, mas entender o que já passou e o que ainda estamos vivendo, através da perspectiva do humor, da tolerância e do amor é a proposta da minha comédia”, detalha Pedro Medina.

“Eu e Arlete somos amigos há anos. Fizemos um trabalho há 35 anos e nunca mais nos separamos.  Pedro e Alexandre trabalharam muito comigo no Tá Na Rua”, revela Amir Haddad. “Apesar de 50 anos de carreira, nunca trabalhei com o Amir, nem o conhecia pessoalmente, mas sempre o admirei. Decidi participar deste espetáculo porque senti que estou fazendo parte da história de uma família, conta Edwin. Juntos, Amir, Arlete e Edwin somam mais de 160 anos de trajetória artística. 

Outro parente participa da peça. Enteado de Arlete, irmão de Alexandre e tio de Pedro, Lucio Mauro Filho assina a direção musical do espetáculo, junto com Máximo Cutrim. “Fiquei feliz demais com meu sobrinho me dando emprego, rs, e me trazendo para esse lugar quente e amoroso, que é trabalhar em família. Pedro inseriu a pandemia na dramaturgia, como pano de fundo para o momento que estávamos vivendo, foi um gol”, explica Lucinho. 

Completam a ficha criativa: José Dias no cenário, Aurélio de Simoni na luz e Carol Lobato nos figurinos. Carol Lobato, figurinista da peça diz que as roupas são leves e divertidas, como a direção do Amir e completa: “Como a peça se passa durante a pandemia, pensei num figurino único para cada ator. Afinal, mesmo com a passagem de tempo, durante o período de quarentena, todos os dias pareciam iguais”. 

Segundo o iluminador Aurélio de Simoni, a luz não terá excessos de movimentos, “tenho o objetivo de sublinhar as interpretações dos atores, sem que a percepção do nosso público seja estimulada de forma excessiva. Gosto sempre de frisar que iluminar não é sinônimo de clarear”. 

José Dias, que assina a cenografia, não poetiza as cenas, “a palavra tem potência grande, permitindo ao público uma leitura objetiva com visual simples, funcional e teatral”, esmiúça Dias.

“Eu queria muito a oportunidade de ter um trabalho no teatro com a minha avó, de ser colega de cena de Arlete Salles. Levei um texto para Rose, mas ela já tinha um outro projeto. Resolvemos juntar uma ideia com a outra e surgiu: Ninguém Dirá Que É Tarde Demais”, revela Pedro Medina. 

“Eu e meus sócios produtores e parceiros – Marcio Sam e Túlio Rivadávia – queríamos encenar um espetáculo que retratasse o amor na terceira idade. O Túlio, ouvindo a música ‘Último Romance’, encontrou um fio condutor para o projeto. Na mesma época, o Pedro me ligou dizendo que gostaria de fazer um espetáculo com a avó e o pai dele. Juntamos às vontades de Pedro trabalhar com a família, com a nossa de falar de amor na terceira idade.”, detalha RoseDalney, que em parceria com os produtores Márcio Sam e Túlio Rivadávia, assinam a realização e idealização de “Ninguém Dirá Que é Tarde Demais”.

“Minha avó é uma colega de cena fantástica. Uma atriz que admiro muito. Tem sido muito bom estar com ela. E meu pai é aquela segurança. Sempre troquei com ele minhas questões relacionadas ao texto. Um privilégio no meio de uma pandemia conseguir iniciar um projeto desse com minha avó e meu pai. Sou muito grato aos produtores pelo convite e estou muito feliz de poder mostrar meu trabalho como dramaturgo”, esclarece Medina. 

O teatro proporciona uma intimidade muito grande durante o processo criativo. Alexandre Barbalho diz que no caso dele: “tem a admiração e tem a crítica diferenciada que vem de duas pessoas muito amadas, meu filho e minha mãe. Viver isso tem sido muito saboroso e desafiador”.

“Acho normal que o filho queira seguir a carreira dos pais. Sabíamos que um dia aconteceria o encontro, mas não sabíamos quando nem como. Acabou que não partiu de mim esse movimento. Foi meu neto, com uma completude maravilhosa, porque ele não veio só ficar comigo no palco como ator, ele veio também como autor, com o texto. Vou interpretar o texto do meu neto”, finaliza, orgulhosa, Arlete.

FICHA TÉCNICA 

Texto: Pedro Medina

Diretor Artístico: Amir Haddad

Diretor Musical: Lúcio Mauro Filho e Máximo Cutrim

Elenco: Arlete Salles, Edwin Luisi, Alexandre Barbalho e Pedro Medina

Cenógrafo: José Dias

Figurinista: Carol Lobato

Iluminador: Aurélio De Simoni

Cinematografia: Chamon Audiovisual

Produtores Associados e Idealização: Rose Dalney, Túlio Rivadávia e Marcio Sam

Texto press release: Eduardo Barata

Produção Executiva: Sarah Alonso e Clayton Epfani

Realização: Rivadavia Comunicação, Miniatura 9 Produções e Religar Comunicações

Produção Local BH: Rubim Produções

Assessoria de imprensa: Luz Comunicação - Jozane Faleiro 

SOBRE O CIRCUITO CULTURAL BRADESCO SEGUROS

Manter uma política de incentivo à cultura faz parte do compromisso do Grupo Bradesco Seguros considerando a cultura como ativo para o desenvolvimento dos capitais do conhecimento e do convívio social. Nesse sentido, o Circuito Cultural Bradesco Seguros se orgulha de ter patrocinado e apoiado, nos últimos anos, em diversas regiões do Brasil, projetos nas áreas de música, dança, artes plásticas, teatro, literatura e exposições, além de outras manifestações artísticas. 

Dentre as atrações incentivadas destacam-se os musicais “Bibi – Uma vida em musical”, “Bem Sertanejo”, “LesMisérables”, “70 – Década do Divino Maravilhoso”, “Cinderella”, “O Fantasma da Ópera”, “A Cor Púrpura” e “Conserto para Dois”, além da “Série Dell'Arte Concertos Internacionais” e a exposição “Mickey 90 Anos”.

Ninguém Dirá Que é Tarde Demais, com Arlete Salles, Edwin Luisi e elenco

Data: 31 de janeiro a 2 de fevereiro - sexta e sábado, às 20h, domingo às 19h

Local: Teatro Sesiminas - Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, Belo Horizonte 

Ingressos: 

Setor 1 - R$ 160,00 inteira e R$80,00 meia-entrada

Setor 2 - R$140,00 inteira e R$ 70,00 meia-entrada 

Setor 3 - R$39,00 inteira e R$ 19h50 Meia-entrada (esgotada)

Informações: @ninguemdiraqueetardedemais

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

terça-feira, 17 de setembro de 2024

Festival Plural Instrumental em Belo Horizonte

Ana Karina Sebastião - Foto: Divulgação 

Programação gratuita promove encontros de diferentes gerações e traz grandes nomes da música brasileira, como Amilton Godoy, Maurício Einhorn, Arismar do Espírito Santo e Lívia Mattos.

A 1ª edição do festival inclui São Luís, Parauapebas, Rio de Janeiro e Belo Horizonte

O Festival Plural Instrumental traz uma rica programação gratuita que une artistas consagrados e jovens talentos da música instrumental brasileira, com patrocínio do Instituto Cultural Vale por meio da lei federal de incentivo à cultura. Belo Horizonte recebe o festival nos dias 27 e 28 de setembro, com shows no Centro Cultural SESI Minas, e um workshop aberto ao público, no sábado.

Idealizado pelo músico Gabriel Grossi e produzido por Dani Godoy e Débora Ribeiro, a 1ª edição do Festival Plural Instrumental se desdobra por quatro cidades brasileiras: São Luís, Parauapebas, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Um festival, assim como o próprio nome sugere, apresenta a diversidade da música instrumental brasileira, destacando sua riqueza e pluralidade, que inspira gerações.

A programação oferece shows que promovem encontros de grandes talentos, de diferentes gerações, e de artistas que atuam e compartilham a paixão pelos mesmos instrumentos.

“O Festival Plural Instrumental é uma celebração importante para a preservação e futuro da música instrumental brasileira, traz artistas consagrados que moldaram nossa identidade e jovens talentos que tem a missão de dar continuidade a qualidade da nossa música. Além disso, o festival é um retrato da rica diversidade e pluralidade que são a essência do nosso Brasil.“, compartilha Gabriel Grossi, que além de idealizador e diretor artístico do festival, também se apresenta e ministra o workshop gratuito oferecido no evento.

Festival Plural Instrumental em Belo Horizonte

Na sexta-feira (27), a programação na capital mineira inicia com o encontro inédito entre dois pianistas: Amilton Godoy e Eduardo Farias. O mestre Amilton é fundador do celebrado Zimbo Trio, o pianista de 83 anos acumula uma notável carreira de 70 anos na música. O jovem pianista e multi-instrumentista, Eduardo Farias, é considerado uma revelação da nova safra da música e do piano brasileiro, músico bastante requisitado e arranjador do programa The Voice Brasil.

Na sequência, um encontro de acordeonistas: Bebê Kramer e Lívia Mattos. Kramer é um dos mais completos acordeonistas de sua geração, com mais de 20 anos de carreira internacional consolidada. Lívia desponta como uma das principais instrumentistas da atualidade, traz sua linguagem sonora própria cheia de personalidade e carreira internacional.

No sábado (28), estarão juntos os contrabaixos de Arismar do Espírito Santo  e Vanessa Ferreira. Não só um grande baixista, mas multi-instrumentista, Arismar acumula 40 anos de sólida carreira como músico, arranjador e compositor. Já a jovem baixista Vanessa, vem ganhando destaque, mostrando sua distinta e precisa abordagem nos baixos elétrico e  acústico.

Encerra a programação do Festival Plural Instrumental em BH, as harmônicas de Gabriel Grossi e Maurício Einhorn. Maurício é um dos maiores nomes da gaita mundial, que esbanja vitalidade aos 92 anos, um veterano de técnica apurada e rara sensibilidade, grande mestre de Gabriel, que figura como um dos grandes talentos da gaita na atualidade. Grossi diversifica o uso do instrumento em carreira solo bem estabelecida, dentro e fora do país.

Os artistas, salvo o duo de pianos, se apresentam com a banda formada especialmente para o festival, com Eduardo Farias no piano e teclado, e Cassius Theperson na bateria.

O workshop “Apreciação da Música Instrumental Brasileira” será no dia 27, na Universidade Federal de Minas Gerais. O encontro, ministrado por Gabriel Grossi, é aberto, direcionado a estudantes de música e ao público geral, apreciadores do gênero instrumental. Dividido em dois momentos, traz uma apresentação prática e dinâmica dos diferentes ritmos brasileiros, swings e estilos, e bate papo sobre os caminhos possíveis na música.

Confira a programação nas outras cidades:

Em São Luís (MA), aconteceu nos dias 17 e 18 de agosto, no Teatro João do Vale, com Amilton Godoy e Sidmar Vieira, Gabriel Grossi e Maurício Einhorn, Bebe Kramer e Lívia Mattos, Arismar do Espírito Santo e Vanessa Ferreira. Parauapebas (PA), aconteceu dias 30 e 31 de agosto, no Centro Cultural Parauapebas, com Amilton Godoy e Sidmar Vieira, Gabriel Grossi e Armando Marçal, Bebe Kramer e Lívia Mattos, Arismar do Espírito Santo e Ana Karina Sebastião.

Rio de Janeiro (RJ) nos dias 11 e 12 de setembro, no Dolores Club, com Amilton Godoy e Eduardo Farias, Gabriel Grossi e Maurício Einhorn, Bebe Kramer e Lívia Mattos, Arismar do Espírito Santo e Ana Karina Sebastião.

O Festival Plural Instrumental 2024 é viabilizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura - Lei Rouanet, com patrocínio master do Instituto Cultural Vale, produção Ninas Agência Cultural e GG Produções, realização DG Produções, Ministério da Cultura e Governo Federal  Brasil, União e Reconstrução.

1º Festival Plural Instrumental em Belo Horizonte

Datas: 27 e 28 de setembro

Horário: a partir das 19h30 (sexta-feira e sábado)

Local: Centro Cultural SESI Minas

Endereço: Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia - Belo Horizonte/MG

Capacidade: 648 lugares 

Ingressos: entrada gratuita, ingressos distribuídos no local 1 hora antes.

Workshop: Apreciação da Música Instrumental Brasileira

Dia 27/09 (sexta-feira), às 14h

Na Universidade Federal de Minas Gerais 

Av. Pres. Antônio Carlos, 6627 - Pampulha, Belo Horizonte

Duração: 75 min

Vagas: 140

Inscrições gratuitas no local, a partir das 13h

Programação de shows:

Dia 27/09 (sexta-feira)

Amilton Godoy e Eduardo Farias (pianos)

Bebê Kramer e Lívia Mattos (acordeons)

Dia 28/09 (sábado)

Arismar do Espírito Santo e Vanessa Ferreira (contrabaixos)

Gabriel Grossi e Maurício Einhorn (harmônicas)

Sobre o Instituto Cultural Vale

Acredita que a cultura transforma vidas. Por isso, patrocina e fomenta projetos em parcerias que promovem conexões entre pessoas, iniciativas e territórios. Seu compromisso é contribuir com uma cultura cada vez mais acessível e plural, ao mesmo tempo em que atua para o fortalecimento da economia criativa.

Desde a sua criação, em 2020, o Instituto Cultural Vale já esteve ao lado de mais de 800 projetos em 24 estados e no Distrito Federal, contemplando as cinco regiões do país. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios, patrocinados via Lei Federal de Incentivo à Cultura, com programação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Onde tem Cultura, a Vale está. 

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segunda-feira, 16 de setembro de 2024

SESI em Cena apresenta “Burburinho - a primeira festa”, no Teatro de Bolso do SESIMINAS

Foto: Poly Acerbi


Novo trabalho da companhia quasecia. traz dramaturgia autoral, escrita por Daniel Gama, e direção de Raquel Pedras (Grupo Armatrux).

No dia 26 de setembro, quinta-feira, estreia “Burburinho – a primeira festa”, novo espetáculo autoral da quasecia. de teatro, de Belo Horizonte, no Teatro de Bolso do SESIMINAS. Os ingressos custam R$40 e R$20 e estão à venda na plataforma Sympla ou na bilheteria do teatro. O espetáculo integra o 1º Festival SESI em Cena, que traz para a capital uma vasta programação cultural e preços populares até outubro. 

Com dramaturgia própria, assinada por Daniel Gama, artista e co-fundador da companhia, a peça tem direção da atriz do Grupo Armatrux e poeta, Raquel Pedras. Em cena, Letícia Leiva, Matheus Carvalho, Rodrigo Liberato, Daniel Gama e os artistas convidados Amanda Salvador e Leon Ramos, vivenciam uma festa de aniversário, sua poesia e o curso dos acontecimentos. O espetáculo fica em cartaz em curta temporada, até 29 de setembro, de quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 19h. Em todos os dias da temporada, haverá funcionamento de bar, no foyer do teatro, uma hora antes da apresentação. A sessão do dia 28/9 conta com interpretação em Libras. Mais informações no Instagram quasecia.

Burburinho: chiado, cochicho, interferência, ruído, comentários. “Burburinho” é também o novo espetáculo da quasecia., essa celebração de um grupo que sempre teve a festa como um importante lugar de encontro e existência, como fuga e inebrio. “Nosso ‘Burburinho’ faz com uma festa o que só o teatro pode fazer”, comenta a atriz e co-fundadora do coletivo mineiro Letícia Leiva.

No palco, personagens com trajes que beiram entre o chique e o decadente. Vemos algumas lantejoulas e roupas desfiadas. Há resquícios de um desabamento e a viscosidade do mel aparece nos cabelos molhados e empoeirados das personagens. Eles não sabem dizer se já cantaram os parabéns. Um garçom observa com a bandeja nas mãos. Uma senhorinha rouba casadinhos. Há um encontro no banheiro: tem um rombo no espelho, a imagem de um gigante de miniatura. Entre suposições e superstições, a pergunta: o que poderia interromper a festa?

“Nesta festa que parece um aniversário qualquer, com mesas, docinhos, salgadinhos, algo soa estranho. As pessoas não cantam parabéns. Existe um acontecimento em que tudo é deslocado, em que a imagem do mundo é deslocada, afinal, um rombo no espelho reflete muito mais do mundo do que o próprio espelho. O espetáculo (ou o teatro, por natureza) é então marcado por uma zona de interferência na realidade”, contextualiza o ator e dramaturgo Daniel Gama.

Em “Burburinho – a primeira festa”, ora a cena flerta com a realidade, ao situar a trama numa pista de dança, ora surpreende a plateia, com doses de absurdo e surrealismo, representadas, por exemplo, na figura de um gigante em miniatura. Segundo Daniel Gama, esse vai-e-vem do texto investiga em cena as relações sociais e os distúrbios psíquicos a partir de imagens que são construídas e destruídas, a todo tempo, aos olhos do espectador. “Como se a gente fosse chegar num ápice de alguma coisa. Mas quando a gente está chegando, esse ápice não existe mais, porque ele já está no que estamos fazendo agora. O que está estabelecido aqui é o que temos como real: um grupo de teatro que já está acontecendo no palco”, diz o dramaturgo que, teve como ponto de partida o texto “Rua Aribau”. Livro organizado por Alice Sant’anna, traz poesias de 15 autoras contemporâneas com temas que chamaram a atenção do artista e estão presentes no romance espanhol “Nada”, de Carmen Laforet, como adaptação, viagem, solidão, deslocamento, e, em especial, inadequação.

A força poética do texto de Daniel Gama, combinada a recursos da narrativa ficcional, performance e à metalinguagem, propõe ao público um jogo verbal que tonteia, cheio de pistas falsas, enigmas, desencontros, incômodos, características estas também presentes em outros trabalhos da companhia. “É um texto muito enigmático e os atores mergulharam nessa história com muita vontade. Por ser muito poético, sentimos necessidade de fazer uma dramaturgia paralela, com movimentos corporais, ruídos, gestuais que dialogassem com a poesia do texto e trouxessem outras camadas para o espectador. Me interessa esse lugar que a quase traz. Embora tudo na história do teatro seja sempre uma repetição, uma imitação, ou um fazer de novo, me interessa essa busca deles pelo que não existe ou pelo que não existia até então para quem faz, mesmo que já tenha existido em outro lugar, em outro tempo. Isso é muito bonito. Não é original, como tudo, mas autêntico, como poucos”, comenta a diretora Raquel Pedras.

Criada em 2018, desde então, a quasecia. investiga o teatro, a performance e experiências em espaços alternativos, enquanto escancara seus processos de criação em apresentações com formatos não-convencionais. Ao longo dos anos, se apresentou majoritariamente em cinemas, bares, centros culturais, cafés – numa forma de experimentar e pesquisar a linguagem e os desejos e potencialidades da companhia. “ ‘Burburinho – a primeira festa’ representa a nossa volta ao princípio e nasce do desejo de estar no palco, dentro de um teatro”, conta a atriz Letícia Leiva.

No repertório, o grupo traz a série de solos “chamarei de qualquer coisa”, “onde o mar começa” e “pedra/cabeça”, que integram o espetáculo “Trilogia do Susto”, o espetáculo “Borboleta de Mármore”, em parceria com a artista Larissa Cintra, de Brasília. Parte de seus trabalhos foram realizados em intercâmbio com outros artistas, como Eduardo Moreira (Grupo Galpão), Leonardo Rocha (Grupo Maria Cutia), Ludmilla Ramalho e, agora, o encontro com Raquel Pedras (Grupo Armatrux). “Fomos tomar um café. Me disseram que tinham um texto para me apresentar e fui surpreendida com o convite para dirigir. Pensar que é o primeiro espetáculo da quase, no ‘espaço teatro’ propriamente dito, e com esse cuidado na criação e produção, ocupando esse lugar de uma temporada num teatro conhecido e reconhecido na cidade. É muito do que o texto fala: ‘estamos acontecendo’. Tem uma camada de muita autoria em tudo isso. Um espetáculo que é uma festa para celebrar o encontro, o acontecimento teatral”, pontua Raquel Pedras.

Também integram a equipe de criação: Rafael Batista (direção de movimento), Tiago de Macedo (trilha sonora), Cristiano Araújo (iluminação), Marina Morena (figurino), Luiz Dias (cenografia) e Cíntia Marques, do Projeto Ande (identidade visual).

Ficha técnica

Coordenação geral: quasecia.

Direção: Raquel Pedras

Dramaturgia: Daniel Gama

Elenco: Daniel Gama, Letícia Leiva, Matheus Carvalho e Rodrigo Liberato (quasecia), Amanda Salvador e Leon Ramos (artistas convidados)

Direção corporal: Rafael Batista

Trilha sonora e operação de som: Tiago de Macedo

Iluminação e operação de luz: Cristiano Araújo

Figurino: Marina Morena

Cenário: Luiz Dias

Comunicação: Rizoma Comunicação & Arte

Assessoria de imprensa: Beatriz França

Identidade visual: Cíntia Marques

Fotos: Poly Acerbi

Vídeos e colaboração artística: Guilherme Villeto, Leonardo Alcantara e Bárbara Eliza

Assessoria Financeira: Jaime Gama

Produção executiva: Cia Dois em Um – Lucas Prado

Agradecimentos: SESI Cultura, Grupo Maria Cutia, Grupo Armatrux, Grupo Galpão e Espaço Cênico Rick Alves

Sobre quasecia. – A quasecia de teatro foi fundada em Belo Horizonte por Daniel Gama, Letícia Leiva, Matheus Carvalho e Rodrigo Liberato. O encontro dos artistas se deu no curso de teatro do Galpão Cine Horto, em oficinas de palhaçaria do Grupo Maria Cutia e no projeto Solo em Foco, coordenado pelos artistas Ludmilla Ramalho e Gui Augusto, destinado a fomento e criação de solos.

Sempre em diálogo e parceria com outros artistas e grupos de renomada trajetória na cena mineira, a companhia já trabalhou com Eduardo Moreira, do Grupo Galpão, Leonardo Rocha do Grupo Maria Cutia e com Raquel Pedras, do Grupo Armatrux, diretora do novo espetáculo “Burburinho – a primeira festa”. Mantendo suas conexões de trabalho também com artistas independentes de sua mesma geração, integram a nova montagem do grupo Amanda Salvador e Leon Ramos.

Reconhecido por criar experiências artísticas em espaços alternativos e por trabalhos com dramaturgia autoral, o grupo investe em 2024 na projeção de suas criações artísticas e na verticalização de sua pesquisa de linguagem.

Em repertório estão os experimentos de “Burburinho – a primeira festa”, a série de solos “chamarei de qualquer coisa”, “onde o mar começa” e “pedra/cabeça”, que integram o espetáculo “Trilogia do Susto”, e o espetáculo “Borboleta de Mármore”, em parceria com a artista Larissa Cintra, de Brasília.

FESTIVAL SESI EM CENA apresenta BURBURINHO – A PRIMEIRA FESTA

Data: 26, 27, 28 e 29 de Setembro

Horário: quinta, sexta e sábado 20h, domingo 19h

Local: Teatro de Bolso SESIMINAS – Centro Cultural SESIMINAS BH

Endereço: R. Padre Marinho, 60 – Santa Efigênia, Belo Horizonte – MG

Ingressos: R$ 40 (inteira), R$ 20 (meia) e R$ 20 (promocional industriário)

Classificação 12 anos – Lugares sem marcação

Duração: 70 minutos

Funcionamento do bar do Foyer 1 hora antes da sessão, todos os dias.

*A sessão do dia 28/09 contará com interpretação em LIBRAS.

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

O Que Só Sabemos Juntos, com Denise Fraga e Tony Ramos, chega ao Teatro Sesiminas

Foto: Cacá Bernardes 


Depois de uma temporada de sucesso em São Paulo e Rio de Janeiro, o espetáculo chega ao Teatro Sesiminas, em Belo Horizonte, nos dias 19, 20, 21 e 22 de setembro para realizar apenas 4 sessões no Festival SESI em cena, iniciando sua turnê pelo Brasil.

Primeiro encontro nos palcos do ator Tony Ramos e da atriz Denise Fraga, O Que Só Sabemos Juntos é um chamado urgente. Uma convocação para que cada pessoa saia de sua bolha de isolamento e seja capaz de, genuinamente, se colocar no lugar do outro, sentir suas dores e compreender suas angústias, mas também suas alegrias, transformações e conquistas. O espetáculo, apresentado pelo Ministério da Cultura, teve sua estreia no dia 26 de abril de 2024 no Teatro Tuca, em São Paulo.

Denise e Tony são mais do que dois dos mais célebres e reconhecidos atores do Brasil: ambos são conhecidos por sua consciência cidadã e sua necessidade de estarem sempre em diálogo artístico com temas urgentes da vida do país e do mundo.

Valendo-se de dispositivos de interação direta e delicada com a plateia (alguns dos quais já foram experimentados com sucesso em Eu de você), O Que Só Sabemos Juntos se pretende um espetáculo-festa-despertador, uma mola propulsora que tira o espectador da apatia, de sua tela e o convoca a experimentar no aqui e agora, emoções, ações e, principalmente, entender que todos dependemos uns dos outros nessa peça, como na vida. Imaginar mundos possíveis juntos, e construir com o público, daquele dia, o espetáculo.

Uma coisa é ler a notícia de que dezenas de milhares de pessoas abandonaram suas casas às pressas, que milhares foram massacradas em um único dia, que centenas buscam refúgio ou foram violentadas naquela tarde. Tudo isso são só números, abstratos, distantes. São? Mas, se ao contrário, ouvimos histórias das pessoas envolvidas, sabemos de suas circunstâncias íntimas, seus desejos e emoções, talvez possamos nos identificar com elas e saber que poderíamos ser nós que estaríamos em seu lugar. Ou ainda, que precisamos agir coletivamente, agora. Sair da frieza dos números e alcançar o calor das histórias. Sensibilizar, sem sentimentalismo, com uma linguagem refinada, muito humor e senso crítico.

O espetáculo também tem um inevitável caráter de celebração: o primeiro encontro de dois atores lendários nos palcos (Tony com 60 anos de carreira, Denise com 40, trajetórias que somam um século), celebração da continuidade da trajetória excepcional que Denise vem construindo no Teatro e também da volta de Tony aos palcos, depois de 20 anos se dedicando ao audiovisual. Celebração da força do teatro para, permanentemente, iluminar e socorrer à vida e aos viventes, para seguir embalando a vida com arte.

Neste contexto, em meio a cenas que dramatizam questões pungentes do mundo contemporâneo como o aquecimento global e a crise climática, a dominação dos seres humanos por telas e pelo capital, a condição feminina e o patriarcado nesse 2024, a possibilidade, a dificuldade e a reinvenção para criar filhos, amigos e vínculos diversos. Com essas cenas, juntam-se a memória desses dois atores e textos de peças clássicas da dramaturgia, como Tio Vânia, de Anton Tchekhov e Galileu Galilei, do alemão Bertolt Brecht, como que para demonstrar, sem explicações didáticas ou professorais, que o teatro atemporal é um instrumento poderoso para pensar qualquer tempo, através de sua força arquetípica e capacidade de condensar dramas humanos. Juntam-se ainda, ao texto da peça, o pensamento da autora, ativista e feminista bell hooks, os ensaios e crônicas da escritora polonesa Olga Tokarczuk, textos da jornalista e documentarista brasileira Dorrit Harazim, a prosa da francesa Annie Ernaux, e a poesia de Fernando Pessoa, Arnaldo Antunes, João Cabral de Melo Neto, entre outros.

O Que Só Sabemos Juntos é uma grande pergunta da função da arte e da função do artista no nosso tempo, idealizada e criada pela NIA Teatro e seu trio de sócios-artistas – o diretor Luiz Villaça, a atriz Denise Fraga e o produtor José Maria. Juntam-se a essa nova criação uma série de artistas convidados de diversas linguagens, entre eles: o escritor, dramaturgo, roteirista e músico Vinícius Calderoni, a professora, pesquisadora e multiartista Kenia Dias, a cenógrafa e arquiteta Duda Arruk, o diretor, artista visual e iluminador Wagner Antônio, a figurinista Verônica Julian, e uma banda de 5 mulheres, entre elas: a baterista e percussionista Priscila Brigante, a baixista Clara Bastos e a pianista Ana Rodrigues, sob direção musical e arranjos da compositora, escritora e criadora premiada, Fernanda Maia. Em cena o encontro de dois mestres – Denise e Tony - que preferem a dúvida e escolhem o ato de se questionar em detrimento da certeza fácil e esvaziada.

Sinopse:

Um encontro de dois atores, um homem e uma mulher, com uma multidão de pessoas na plateia. Suas memórias. Suas próprias histórias e outras tantas que ouviram por aí. E o que só saberão, juntos? Esses dois atores e esse público? Uma sala cheia de gente que escolheu estar ali na companhia umas das outras. Há algo a celebrar, juntos? “Eu gosto de contar as pessoas quando tem muita gente porque eu gosto sempre de imaginar que, sei lá, quando se trata de gente, cem não é cem, são cem unidades, cem uns, cem cada um, cem pessoas com vidas, histórias e experiências muito diferentes umas das outras”, diz a atriz numa cena inicial da peça.

Todos nós temos casas de infância, todos nós temos cheiros que lembramos, todos nós temos lugares da nossa casa que a gente prefere estar. A boca do fogão que a gente prefere acender. Sentar naquela cadeira daquele lado da mesa. Todos nós temos um alfabeto coletivo, em comum, e que a gente deixa de acessar e de perceber diante da falta de escuta e de percepção do outro. Num mundo onde a falta de escuta, ou da qualidade dela, virou o grande problema das relações.

É a busca por esse alfabeto comum, esse alfabeto de memórias, de gestos, de experiências, mais do que de opiniões, que estamos falando. Essa é a pergunta por onde começamos. “Do que me lembro e o que eu imaginava que fosse acontecer na minha vida quando eu ainda era uma criança?” O que só sabemos juntos? E o que vai acontecer, agora? Com muito humor e leveza, esses dois atores conduzem uma experiência de empatia e escuta com a plateia, a cada noite.

FESTIVAL SESI EM CENA apresenta O QUE SÓ SABEMOS JUNTOS

Dias 19, 20, 21 e 22 de setembro

Horário: quinta, sexta e sábado 20h, domingo 19h

Local: Teatro SESIMINAS – Centro Cultural SESIMINAS BH

Endereço: R. Padre Marinho, 60 – Santa Efigênia, Belo Horizonte – MG

Ingressos: R$ 200,00 (inteira), R$ 100,00 (meia)

Classificação 12 anos

Duração: 90 minutos

*A sessão do dia 21/09 contará com o serviço de tradução em LIBRAS.

 Ficha Técnica

O QUE SÓ SABEMOS JUNTOS

Idealização e Criação: Denise Fraga, José Maria e Luiz Villaça

Com Denise Fraga e Tony Ramos

Direção Geral: Luiz Villaça

Direção de Produção: José Maria

Texto: Denise Fraga, Luiz Villaça e Vinicius Calderoni

Dramaturgia: Kenia Dias, Denise Fraga, Luiz Villaça, Vinicius Calderoni, Tony Ramos e José Maria

Direção de Movimento: Kenia Dias

Assistência de Dramaturgia e do Diretor: Fluiz e Luiza Aron

Contrarregra e camareira: Cristiane Ferreira

Assistente de produção: Leonardo Shammah

Direção Musical, arranjos e preparação vocal: Fernanda Maia

Musicistas: Ana Rodrigues, Clara Bastos / Lua Bernardo, Priscila Brigante / Roberta Kelly, Grazi Pizani / Vanessa Larissa e Taís Cavalcanti / Beatriz Pacheco

Sound designer: João Baracho

Sound designer associado e operador de som: Carlos Henrique

Técnicos de som: Luca Moreli e Gabriel Fernandes da Silva

Luz: Wagner Antônio

Assistência de iluminação e Programação de Luz:

Dimitri Luppi e Ricardo Barbosa

Operador de luz: Ricardo Barbosa e Michelle Bezerra

Cenografia: Duda Arruk

Assistência de cenografia: Olívia Chimenti

Cenotécnicos: Alexander Peixoto, Douglas André Caldas, Diego Tadeu Caldas, Victor Santos Silva, Eduardo da Cruz Ferreira, Gonçalo Severino Neres

Técnico de Palco e Maquinaria: Alexander Peixoto e Gonçalo Severino Neres

Transporte: Edmilson Ferreira da Silva

Figurinos: Verônica Julian

Desenvolvimento e Modelagem: Edson Honda

Assistência de figurino: Alice Leão

Costureiras: Salete André e Judite Lima

Programação visual: Guime Davidson e Phillipe Marks

Fotos de cena: Cacá Bernardes | Bruta Flor

Redes sociais: DeniseFragaOficial

Roteiro e Audiodescrição: Márcia Caspary e Bell Machado

Consultoria Audiodescrição: Aline Borges

Intérpretes em Libras: Maísa Ferreira Buldrini, Alice Stephanie Ramos, Karoline Amparo Fernandes e Camila Ramos Milan | Libras sem fronteiras

Registro e teaser do espetáculo:

Produção executiva: Adriana Tavares e Juliana Borges

Diretora de fotografia: Elisa Mendes

Operadora de câmera: Giovanna Gil

Assistente de câmera: Gabriel Henrique

Técnico de som: Vicente Lacerda

Montador: Guili Minkovicius

Administração financeira: Evandro Fernandes

Apoio Institucional: Teatro Tuca – PUC SP

Coprodução: Café Royal

Realização: NIA Teatro

Este espetáculo foi criado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Ministério da Cultura e Governo Federal

 Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!