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quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Metrópolis apresenta Matheus Nachtergaele e Ney Matogrosso

Programa está recheado de atrações
Foto: Narriman Romeiro
O Metrópolis desta sexta-feira (6) entrevista Ney Matogrosso, para uma conversa sobre seus 80 anos de vida e sua trajetória artística, e Matheus Nachtergaele, que conta sobre sua atuação no longa-metragem brasileiro Piedade. A edição, apresentada por Adriana Couto e Cunha Jr., também tem a participação de Julio Maria, autor da biografia de Ney. O programa inédito vai ao ar às 19h20, na TV Cultura.

Com a hashtag #Ney80, o dossiê do programa recorta a biografia de Ney Matogrosso e reflete quanto à imagem dele para o futuro. Em comemoração ao seu aniversário de 80 anos, Ney confessa que gravar um novo álbum foi a saída que ele encontrou para não entrar em depressão com o isolamento. "Resolvi dar um basta nos pensamentos ruins e me concentrar no que melhor sei fazer", declara.

Para entender melhor sobre o artista, Adriana conversa com Julio Maria em relação a biografia definitiva de Ney, que será lançada no mês de agosto. No meio dos resgates de documentos para a produção de sua biografia, Ney, ao ser relembrado de momentos da época da ditadura militar, reflete por qual razão ele era perseguido pelo regime. "Eu não falava de política. Nunca abri (...) eu mexia em outras coisas. Mexia no comportamento. Eu exigia a liberdade de expressão", provoca.

Com a atenção voltada para o arquivo histórico levantado por Julio Maria, a conversa trata do Ney do presente e do futuro, do indivíduo que ainda vai enfrentar o sistema nos próximos anos, dos sonhos que ele ainda possui com 80 anos de idade. "Agora eu também aceito todos os acontecimentos da vida, eu aceito tudo. Eu aceito a idade, a velhice, embora eu não me sinta velho, caquético, impossibilitado de nada. Mas sei que estou com 80 anos e que tenho menos tempo de vida do que tive até agora", finaliza.

No telão, Matheus Nachtergaele fala sobre o novo longa-metragem Piedade, do cineasta pernambucano Cláudio Assis, que tem sua data de estreia no começo deste mês. Ele também relata curiosidades de seu personagem no filme e conta sobre as cenas de sexo que fez com Cauã Reymmond, explicando a dificuldade e como o trabalho mágico do ator em cena se consolida.

Para finalizar, o Metrópolis destaca o Festival Todos os Gêneros: Mostra de Arte e Diversidade, projeto que o Itaú Cultural realiza entre os dias 4 e 13 de agosto, em que são propostas reflexões sobre corpos divergentes, gênero e sexualidade. Por meio de plataformas virtuais, os temas serão abordados através de shows, performances, filmes e oficinas com convidados que possuem trabalhos e trajetórias de destaque e que podem render uma ótima pauta.

quarta-feira, 28 de julho de 2021

Metrópolis atravessa ano de pandemia dando visibilidade para a indústria cultural

Programa desta sexta-feira está imperdível
Foto: Narriman Romeiro
O Metrópolis desta sexta-feira (30) atravessou o último ano de pandemia dando visibilidade para a indústria cultural e, agora, projeta o olhar para o futuro. Para pensar sobre os reflexos da pandemia no cenário cultural e como o setor artístico projeta o retorno das atividades, o programa conversa com Márcio Black, filósofo cultural e cientista político, e Rebeca Brandão, produtora, gestora cultural e pesquisadora de cultura independente do Rio de Janeiro. A edição ainda apresenta novas obras de Berna Reale e Manuela Eichner, que irão compor o cenário da atração. Apresentado por Adriana Couto e Cunha Jr., vai ao ar inédito, a partir das 19h20, na TV Cultura.

Na edição, Márcio Black reflete acerca da periferia e os coletivos, que atuam no mundo a partir da cultura e do território, reivindicando, buscando visibilidade e incidência política. O filósofo cultural também coloca em pauta o possível crescimento de iniciativas periféricas que podem gerar um retorno de renda local em tempos onde as pessoas podem deixar de frequentar ambientes fechados por medo.

Rebeca Brandão conta sobre seu projeto {Esquema}, uma espécie de Tinder da Cultura, plataforma virtual que intermedia a oferta e a demanda de profissionais e serviços da indústria criativa. A produtora também comenta sobre iniciativas que vêm dando certo desde o início da pandemia, como ações do coletivo carioca Baixada System.

Novos cenários

Atento aos movimentos culturais, o programa estreia novo cenário com obras de Berna Reale e Manuela Eichner. Reconhecida como uma das principais expoentes da prática de performance do país, Berna, por meio da fotografia, reside suas obras na contraposição entre o desejo de aproximação e o sentimento de repulsa, ressaltando a ironia que resulta da combinação entre o fascínio e a aversão da sociedade pela violência. A colagista e artista plástica Manuela, por sua vez, estampa a empena do Metrópolis - um espaço novo no cenário dedicado à arte urbana, onde artistas de graffiti, colagistas e muralistas assinarão a parede com obras específicas - com a colagem A vida é mais antiga que nosso corpo. Em suas obras, a artista, que também assina a vinheta atual do programa, recorre sistematicamente a princípios de colagem, ruptura e embaralhamento da unidade espacial, contextual e semântica de imagens de procedências distintas.

Um ano na pandemia

Neste ano, o Metrópolis se reinventou, criou uma linguagem multitelas, soltando o formato e conectando as pautas do programa através de uma hashtag-guia, que orienta o telespectador por um tema com duas histórias geralmente bem diferentes uma da outra. As ações remotas tornaram o programa mais diverso, dando ainda mais espaço aos artistas emergentes, pautas identitárias e abrangência nacional. Com isso, o público também confere um making of dos erros, acertos, risadas e emoções que os apresentadores do programa, Adriana Couto e Cunha Jr., e os repórteres Renata Simões e Rodrigo Leitão viveram ao transformar suas casas em estúdio de gravação neste período de pandemia.