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terça-feira, 17 de março de 2020

Sempre Um Papo emite comunicado sobre o Coronavírus

O “Sempre Um Papo”, em consonância com os esforços de toda a sociedade para a contenção do Coronavírus, comunica a suspensão de toda a sua programação de março, a partir desta quarta-feira, em Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Araxá. 

No entanto, o “Sempre um Papo” com Fred Melo Paiva vai acontecer nesta quarta-feira, dia 18/03, às 19h30, em Belo Horizonte, com portões fechados, no Mercure Accór Lourdes (Av. do Contorno, 7.315, Lourdes/BH). 

O bate-papo sobre “Futebol, Literatura e Jornalismo” vai ter a participação de Afonso Borges, com transmissão ao vivo pelo Facebook do “Sempre Um Papo”, replicado em todas as demais redes sociais e de informação: Youtube, Twitter e Instagram dos associados ao Projeto. As pessoas vão poder participar fazendo perguntas ao convidado pelo email info@sempreumpapo.com.br ou  através dos canais de comunicação oferecidos pelas plataformas. 

Além disso, quem quiser adquirir os livros autografados, basta entrar em contato pelo email acima que o mesmo será entregue na porta do Mercure ou em casa. Os livros são “Bandido Raça Pura” e os poucos exemplares que restam da edição “O Atleticano Vai ao Paraíso”. O autor vai fazer um vídeo exclusivo no momento dos autógrafos do livro que seguirá pelo Whatsapp do comprador/leitor. 

Ao tomar esta iniciativa, o “Sempre um Papo” acredita estar abrindo uma nova alternativa de comunicação e realização de eventos no mundo da Cultura, utilizando os enormes recursos de interatividade que a tecnologia oferece. 

O projeto é uma realização da Associação Cultural Sempre um Papo com o patrocínio da Cemig e Rede Mater Dei de Saúde, via Lei Federal de Incentivo à Cultura.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Forever Young: Rede Minas exibe programa Sempre Um Papo com Fernanda Young

Bate-papo com a escritora pode ser visto neste final de
semana para matar a saudade - Foto: Daniel Bianchini
O programa Sempre Um Papo que vai ao ar pela TV Rede Minas apresenta uma conversa com Fernanda Young, escritora que faleceu em agosto de 2019, aos 49 anos. O programa foi gravado em junho de 2018, em Belo Horizonte, quando a autora participou do projeto pela última vez, lançando seu derradeiro livro “Pós-F: Para além do masculino e do feminino” (Ed. Leya). O programa vai ao ar neste sábado (28/12), às 21h, com reprise no domingo (29/12), às 6h30, pelos canais: 20 da Net, 520 Net HD, 9 Oi TV _UHF, Digital - canal 9,1. 

Essa foi a única obra de não ficção de Young, na qual ela traz um acalorado debate sobre o que significa ser homem e ser mulher hoje. Em textos autobiográficos, ela se revela como uma das tantas personagens femininas às quais deu voz, sempre independentes e a quem a inadequação é um sentimento intrínseco. No programa Sempre Um Papo, Fernanda Young aborda também sobre a língua portuguesa, dentre outros temas. 

Fernanda Young escreveu 12 livros, sendo 10 romances, entre eles: “Vergonha dos Pés”, “A Sombra das Vossas Asas”, “Cartas para Alguém Bem Perto”, “As Pessoas dos Livros”, “A Mão Esquerda de Vênus e “Estragos”. Sucesso de crítica e público, Os normais, escrita com seu marido, Alexandre Machado, foi exibida durante dois anos na Rede Globo. Apresentou por quatro anos no canal a cabo GNT o programa “Irritando Fernanda Young.

Programa Sempre Um Papo na Rede Minas, com Fernanda Young
Dias 28 de dezembro, sábado às 21h / 29 de dezembro, domingo, às 6h30. 
Canais: 20 da Net, 520 Net HD, 9 Oi TV _UHF, Digital - canal 9,1. 

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Jotabê Medeiros lança biografia de Raul Seixas

Autor conversa com a plateia e autografa sua obra
Foto: Daniel Bianchini
O repórter e crítico musical Jotabê Medeiros participa de uma edição especial do “Sempre Um Papo” no debate e lançamento do livro “Raul Seixas – Não diga que a Canção Está Perdida” (Todavia), seguido de festa com o bloco “Toca Raul”. Jotabê que é, também, autor do livro “Belchior – Apenas um Rapaz Latino-Americano” vai conversar com o público no dia 28 de novembro, quinta-feira, das 19h30 às 20h30. Depois, festa na Casa do Jornalista, à Av. Álvares Cabral, 400, Centro.

Como Raulzito, o garoto classe média de Salvador e fã de Elvis Presley, se transformou em Raul Seixas, um dos maiores ícones da cultura pop brasileira? Como o jovem sonhador, depois de “passar fome por dois anos na cidade maravilhosa”, conquistou as gravadoras e o grande público? E como o responsável por versos que se confundem com a contracultura dos anos 1970, foi derrotado pelas drogas e pelo alcoolismo na década seguinte, mas sem deixar de produzir hits inesquecíveis? Jotabê Medeiros é crítico musical de larga experiência, responde a essas perguntas e apresenta a primeira biografia de Raul à altura de sua importância.

Jotabê Medeiros já atuou na CNT/Gazeta, na Veja São Paulo e nos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo. Em 2004, Jotabê foi finalista do Prêmio Comunique-se de Jornalismo.

Serviço:
Sempre Um Papo com Jotabê Medeiros, seguido de show do bloco “Toca Raul” 
Dia 28 de novembro, quinta-feira, às 19h30, na Casa do Jornalista - Av. Álvares Cabral, 400, Centro. Entrada gratuita. 
Informações: 31 32611501 


TOCA RAUL AGREMIAÇÃO PSICODÉLICA 
Em 2010, um grupo de amigos viu surgindo de trás das montanhas azuis um trem fumegando, apitando, chamando os que sabem do trem. Era o carnaval de BH. Esse grupo não se contentava em ficar sentado num trono de apartamento com a boca escancarada cheia de dentes e disse: Eu vou entrar nesta bagunça, não me leve a mal. Sem instrumentos, sem saber tocar nada, levantaram a mão sedenta e, movidos a álcool, começaram a andar. Embalados na certeza de que você ainda pode sonhar, se apropriaram do mote do expectador de espetáculos e gritaram: Toca Raul! E, como o maluco é beleza, abençoados por Dr. Pacheco, batizaram o grupo de Toca Raul Agremiação Psicodélica. Assim, em 2011, empinaram sua bandeira, adquiriram um carrinho de supermercado, o corcel 73, calibrado com garrafas de bebidas nada enrustidas e não pararam na pista, saindo todos os dias daquele eterno carnaval. Como mosca na sopa de outros blocos, entoavam os cânticos carnavalescos, fazendo, fuçando e forçando um Toca Raul em suas letras. E, nos anos seguintes, como se pedia mais, se pedia bis, cada vez mais forte e mais lindo, seguiram gritando ao mundo que estavam certos. 
O carnaval cresceu, ninguém tocou Raul e os membros da agremiação sentiram a necessidade de mudar de estação, era hora de girar o botão. Com a ajuda de moços de discos voadores, suçuaranas, pardais e sábios chineses, montaram uma banda, pois sabiam que Toca Raul é muito bom, é natural. No sábado seguinte ao carnaval que passou, em 2016, botaram pra ferver pelas avenidas. Sem medo da chuva, o Toca Raul Agremiação Psicodélica, levando consigo quem vai ficar e quem vai partir, sem paranoia, segue sempre avante no nada infinito, flamejando seu rock, seu grito, acreditando na luz que brilha lá no céu, tentando outra vez construir uma sociedade alternativa.  

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Dogville no CCBBBH com Mel Lisboa e elenco de estrelas

Peça fica em cartaz até o dia 23 de dezembro
Foto: Ale Catan
O diretor paulistano Zé Henrique de Paula (vencedor dos prêmios Shell, APCA, Reverência, Aplauso Brasil e Arte Qualidade Brasil) dirige a primeira adaptação teatral brasileira para Dogville, obra-prima do cineasta dinamarquês Lars Von Trier. O elenco é formado por Mel Lisboa,  Ana Andreatta, Andre Satuf, Alexia Dechamps, Blota Filho, Eric Lenate, Fernanda Couto, Fernanda Thurann, Gustavo Trestini, Lucas Romano, Marcia de Oliveira, Marcelo Villas Boas, Munir Pedrosa, Otto Jr., Rodrigo Caetano e Rosana Penna. A peça estreia no dia 28 de novembro e faz temporada até 23 de dezembro, de quinta a segunda, às 20h, no Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte (CCBBBH). No dia 29 de novembro (sexta-feira), às 15h, o diretor Zé Henrique de Paula fará um workshop para atores. As inscrições devem ser feitas pelo e-mail contato@dialogodaarte.com.br; no dia 14 de dezembro (sábado), às 16h, haverá um bate-papo com o elenco e com o diretor. A sessão do dia 14 terá tradução de libras. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada) e os clientes do Banco do Brasil têm 50% de desconto.

A trama se passa na fictícia cidade de Dogville, uma pequena e obscura cidade situada no topo de uma cadeia montanhosa, ao fim de uma estrada sem saída, onde residem poucas famílias formadas por pessoas aparentemente bondosas e acolhedoras, embora vivam em precárias condições de vida. A pacata rotina dos moradores daquele vilarejo é abalada pela chegada inesperada de Grace (Mel Lisboa) uma forasteira misteriosa que procura abrigo para se esconder de um bando de gangsteres.

Recebida por Tom Edison Jr. que, comovido pela sua situação, convence os outros moradores a acolhe-la na cidade, Grace, apesar de afirmar nunca ter trabalhado na vida, decide oferecer seus serviços para as famílias da Dogville em agradecimento pela sua generosidade. Porém, no decorrer da trama, um jogo perverso se instaura entre os moradores da cidade e a bela forasteira: quanto mais ela se doa e expõe a sua fragilidade e a sua bondade, mais os cidadãos de bem exigem e abusam dela, levando a situação a extremos inimagináveis.

A obra faz uma crítica mordaz ao mundo contemporâneo e à sociedade de consumo por meio de uma radiografia precisa da alma humana. “São situações reais e muito próximas de nós, que colocam uma lente de aumento na alma do ser humano. É como se não acreditássemos que aquelas pessoas fossem capazes de explorar essa mulher de forma tão cruel. O filme discute questões muito atuais como a xenofobia, a intolerância, e põe em cheque a máxima do sistema capitalista onde, para se obter lucros exorbitantes, é preciso explorar ao máximo o outro, por vezes de formas desumanas”, revela o produtor e idealizador da peça Felipe Lima.

Ainda segundo ele, o filme fala sobre os limites humanos: “Em tempos de intolerância, de exploração é necessário mostrar que, embora o ser humano tenha uma tendência a agir de modo abusivo em determinadas situações, é preciso impor limites. Nem tudo é aceitável, muito menos tolerável. É preciso exercitar a empatia, olhar com atenção para o outro. E que até a bondade excessiva e a resignação podem ser manifestações de arrogância, de paternalismo. Até que ponto você tem que perdoar no outro atitudes e comportamentos pelos quais se puniria?”,  explica.

Para o diretor Zé Henrique de Paula, é desafiador transformar o filme de Lars Von Trier em uma peça porque a obra já evoca essa estrutura teatral. “Acho que o filme é uma referência muito forte, é icônico e sinônimo de Lars Von Trier e daquela linguagem mais teatral. Adotamos o caminho inverso: na peça flertamos com a linguagem cinematográfica, utilizando não somente projeções e videomapping, mas também projetando cenas filmadas ao vivo durante o espetáculo. Como se não bastasse, ainda há os desafios da própria narrativa - o caminho rumo à nossa sombra, nosso lado escuro, nossos sentimentos mais negativos e mesquinhos. Trabalhar isso com os atores envolve muita energia e desprendimento por parte de todo o elenco e equipe”, revela.

Além da linguagem cinematográfica, a montagem flerta com estéticas importantes do teatro e do teatro físico, como de Tadeusz Kantor, Pina Bausch e Dimitris Papaioannou. “A ideia é explorar a secura do texto, a aridez da cidade e a precariedade dos personagens de forma a trazer isso também para o corpo dos atores e os elementos de encenação”, diz o diretor.

“O cenário de Bruno Anselmo (indicado ao Shell por 1984) é uma sucessão de telas, algumas mais translúcidas, outras mais sólidas, algumas verticais e outras colocadas na horizontal (como piso propriamente). Nelas, há projeção (a cargo de Laerte Késsimos) de elementos simbólicos, de texto propriamente dito, de cenas gravadas e de cenas filmadas ao vivo durante a peça. A paleta de cores no geral é acinzentada, com utilização de poucos elementos - há 14 cadeiras que representam cada morador de Dogville. Os figurinos de João Pimenta são atemporais e anacrônicos, em diferentes tonalidades, como se houvesse uma intenção do cinza em se tornar outra cor mais vibrante, mas frustrada essa tentativa”, acrescenta Zé Henrique.

Considerado pela BBC um dos melhores filmes do século 21, o longa-metragem de Lars Von Trier, lançado em 2003, foi estrelado por Nicole Kidman, Paul Bettany, Patricia Clarkson, Udo Kier, James Caan, Philip Baker Hall, John Hurt, entre outros. O título ganhou o Prêmio do Cinema Europeu e o Robert Award e foi indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes.

“Lembro-me de ter assistido à Dogville no cinema e de ter me encantado com a sua estética, era totalmente inovadora; uma obra cinematográfica gravada como peça de teatro em um galpão, onde não havia cenário, só algumas mobílias; e as casas eram feitas com riscos de giz no chão. A encenação era totalmente focada no trabalho dos atores”, comenta Lima. 

Sobre Zé Henrique de Paula
Ganhador dos prêmios Shell, APCA, Reverência, Aplauso Brasil e Arte Qualidade Brasil, é Zé Henrique de Paula é mestre em direção teatral pela University of Essex, em Londres, na Inglaterra. Ele também é bacharel em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Mackenzie e pós-graduado em Artes Cênicas pela Escola de Comunicação e Artes da USP. Fez curso de Costume Design For Theatre and Screen, na Central Saint Martins/College of Art and Design – London, com Gary Thorne. Alguns dos espetáculos que dirigiu são “1984”, “Cândida”, “Senhora dos Afogados”, “As Troianas – Vozes da Guerra”, “Bichado”, “No Coração do Mundo”, “Mormaço”, “Nossa Classe”, “Ou Você Poderia me Beijar”, “Preto no Branco”, “Sideman”, “Urinal, o Musical”, “Ao Pé do Ouvido”, “Lembro Todo Dia de Você” e “Carrossel, o Musical”.

Na sexta-feira, 29 novembro, às 15h, Zé Henrique fará um workshop para atores. As inscrições devem ser feitas pelo e-mail contato@dialogodaarte.com.br. No sábado, 14 de dezembro, haverá uma sessão de acessibilidade com tradução em libras.

Ficha técnica:
Título Original: Dogville  / Autor: Lars Von Trier / Direção: Zé Henrique de Paula / Elenco: Mel Lisboa,  Ana Andreatta, Andre Satuf, Alexia Dechamps, Blota Filho, Eric Lenate, Fernanda Couto, Fernanda Thurann, Gustavo Trestini, Lucas Romano, Marcia de Oliveira, Marcelo Villas Boas, Munir Pedrosa, Otto Jr., Rodrigo Caetano e Rosana Penna / Idealização: Felipe Lima / Assessoria de imprensa local: Luz Comunicação - Jozane Faleiro  / Realização: Sevenx Produções Artísticas/ Produção Nacional: Diálogo da Arte Produções Culturais / Produção Local: Rubim Produções

“Dogville”
Duração: 120 minutos.Classificação: 16 anos
Datas e horários: 28 de novembro a 23 de dezembro de 2019, quinta a segunda, às 20h.
Local: Teatro I – CCBB BH - Praça da Liberdade, 450 - Funcionários – Belo Horizonte (MG)  - Lotação: 264 lugares 
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia entrada)  / Venda de ingressos: bilheteria do teatro ou www.eventim.com.br / Clientes Banco do Brasil pagam meia-entrada e tem pré-venda exclusiva de 15 a 18/11. A partir do dia 20/11 a bilheteria está aberta para o público. 
Mais informações: (31) 3431-9400 I (31) 3431-9503
Ouvidoria BB 0800 729 5678
Deficiente auditivo ou de fala 0800 729 0088
Obs: O CCBB BH não tem estacionamento.

Redes sociais CCBB: (Instagram) /@ccbbbh (twitter)/@ccbb_bh . (facebook)/ccbb.bh . Site: bb.com.br/cultura

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Guilherme Arantes com Orquestra OPUS no Sesc Palladium

Concerto emociona o público com hits que marcaram
época - Foto: Naiara Nápoli
Um show para cantar junto do início ao fim, com os deliciosos hits e temas de novelas que atravessam gerações, com muito sucesso. Assim será o reencontro da Orquestra de Câmara Opus com Guilherme Arantes, dentro do programa “Orquestrando o Brasil”, no dia 22 de novembro (sexta), às 21 horas, no palco do Sesc Palladium. O cantor paulista se une aos 22 músicos mineiros da orquestra, com a regência e arranjos do maestro, diretor musical e fundador da OPUS, Leonardo Cunha, para cantar algumas de suas famosas canções: Brincar de Viver, Planeta Água, Deixa Chover, Meu mundo e nada mais, Um dia um adeus, Cheia de charme, Êxtase, Amanhã, Lindo Balão Azul, Coisas do Brasil, Pedacinhos, Muito diferente, Aprendendo a jogar, Trilhas, Na Lágrima de uma mulher e Sob o efeito de um olhar.

Guilherme Arantes é um dos mais importantes compositores da música brasileira e começou a carreira como tecladista e vocalista da banda Moto Perpétuo, grupo de rock progressivo dos anos 1970. Seus sucessos são conhecidos pelas interpretações, mas principalmente pelas composições eternizadas nas vozes de artistas de renome nacional. “Planeta Água”, “Meu Mundo e Nada Mais”, “Cheia de Charme”, “Todo Azul do Mar”, “Deixa Chover”, “Na linha do Horizonte” e “Lindo Balão Azul” são alguns de seus hits cantados em todo o país e que ganham arranjos orquestrais da Opus. Segundo o próprio Guilherme Arantes, seu disco mais recente Condição Humana “...é um CD de um artista vintage, que busca resgatar a velha sonoridade vintage, com músicos vintages, sem muito medo de parecer superado”.

As orquestras de câmara são, por conceito, compostas por um número menor de músicos e instrumentos em relação às orquestras sinfônicas e filarmônicas. As orquestras de câmara foram criadas, tradicionalmente, para apresentações em locais menores e públicos reduzidos, mas não menos exemplares.

A Orquestra Opus conta com o patrocínio da Tracbel via Lei Federal de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura.


ORQUESTRA DE CÂMARA OPUS
Desde 2006, a Orquestra de Câmara Opus apresenta o projeto “Orquestrando Brasil” realizando apresentações em mais de cem cidades de oito estados brasileiros. Em 2007, este projeto resultou na gravação de um CD cujo repertório foi escolhido a partir das músicas de maior identificação do público nas apresentações da orquestra.

A partir do lançamento do CD “Orquestrando Brasil”, a Orquestra de Câmara OPUS foi convidada a apresentar-se fora do país, alcançando projeção internacional. Em 2011, a OPUS realizou quatro concertos no Peru – Lima e Cuzco – e também na Europa, em 2012, com quatro concertos na Alemanha – Munique, Potsdam e Berlim – e França – Paris. As apresentações levaram um pouco do trabalho da Orquestra para outros países e culturas representando com orgulho a beleza e riqueza da cultura brasileira.

Também em 2011, a OPUS registrou peças de compositores britânicos em seu segundo CD. Neste álbum, a Orquestra gravou obras tradicionais do repertório camerístico escrito para orquestra de cordas, pelos compositores E. Elgar, G. Holst e B. Britten.

Entre os artistas convidados que se apresentaram com a Orquestra OPUS estão: Leo Jaime, Maria Gadú, Fafá de Belém, Milton Nascimento, Flávio Venturini, Daniela Mercury, Ana Carolina, Nando Reis, Sandra de Sá, Derico Sciotti (Saxofonista do Programa do Jô), Ulla Benz (violino/Alemanha), Jasmin Gottstein (flauta/Alemanha), Márcio Carneiro (Violoncelo/Suíça), Knut Andreas (maestro/Alemanha) e Jitka Hosprová (viola/República Tcheca).

Guilherme Arantes e Orquestra de Câmara OPUS juntos no Sesc Palladium
Classificação: Livre
Data/horário: 22 de novembro (sexta-feira), às 21h
Local: Sesc Palladium - Av. Augusto de Lima, 420 - Centro - Belo Horizonte/MG
Ingressos:
Plateia I - R$ 120,00 (inteira) / Plateia II - R$ 90,00 (inteira)
Plateia I - R$ 60,00 (meia) / Plateia II – R$ 45,00 (meia)
Para servidores e associados do Sesc:
Plateia I - R$48,00
Plateia II - R$ 36,00

Venda: www.ingresso.com e bilheteria do teatro
Informações: (31) 3270-8100

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Em BH, o encontro dos bambas: Joca Reiners Terron e Paulo Scott

O Sempre Um Papo promove o encontro da dupla mais talentosa da nova literatura brasileira, Joca Reiners Terron e Paulo Scott para o debate e o lançamento de seus mais recentes livros. Terrons "A Morte e o Meteoro” (Todavia, 2019) e Scott lança “Marrom e Amarelo” (Cia das Letras. O evento será no dia 18 de novembro, segunda-feira, às 19h30, na Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes/BH, com entrada gratuita. 

"A morte e o meteoro", Joca Reiners Terron (Todavia, 2019)
Restam apenas cinquenta índios kaajapukugi no mundo. Com o fim da Amazônia, a tribo perdeu sua terra e sua subsistência, e agora caminha cega rumo ao desaparecimento. Cabe ao enigmático Boaventura, misto de indigenista e aventureiro, conduzir os últimos kaajapukugi, na condição de refugiados políticos, a um santuário no México. Mas Boaventura morre subitamente, e o funcionário responsável por concluir o plano se verá em meio a uma conspiração macabra e a um mistério cujos tentáculos se expandem para o passado e o futuro.

Joca Reiners Terron 

Nasceu em Cuiabá, em 1968, e vive em São Paulo. Poeta, prosador e designer gráfico, foi editor da Ciência do Acidente, pela qual publicou o romance Não há nada lá e o livro de poemas Animal anônimo. É autor também dos volumes de contos Hotel Hell, Curva de rio sujo e Sonho interrompido por guilhotina. Dele, a Companhia das Letras publicou Do fundo do poço se vê a lua, vencedor do prêmio Machado de Assis na categoria melhor romance.

“Marrom e Amarelo”

Scott conversa com a plateia e assina obra em BH
Foto: Renato Parada
Os irmãos Federico e Lourenço são muito diferentes. Federico, um ano mais velho, é grande, calado e carrega uma raiva latente. Lourenço é bonito, joga basquete e é “muito gente boa”. Federico é claro, “de cabelo lambido”. Lourenço é preto. Filhos de pai preto, célebre diretor-geral do instituto de perícia do Rio Grande do Sul, eles crescem sob a pressão da discriminação racial. Lourenço tenta enfrentá-la com naturalidade, e Federico se torna um incansável ativista das questões raciais. Federico, o narrador desta história, foi moldado na violência dos subúrbios de Porto Alegre. Carrega uma dor que vem da incompletude nas relações amorosas e, sobretudo, dos enfrentamentos raciais em que não conseguiu se posicionar como achava que deveria.

Agora, com 49 anos, é chamado para uma comissão em Brasília, instituída pelo novo governo, para discutir o preenchimento das cotas raciais nas universidades. Em meio a debates tensos e burocracias absurdas, ele se recorda de eventos traumáticos da infância e da juventude. E as lembranças, agora, voltam para acossá-lo.  “Marrom e Amarelo” é um livro que retrata diferentes aspectos de um Brasil distópico, conflagrado, da inércia do comando político à crônica tensão racial de toda a sociedade. É um romance preciso, que nos faz mergulhar nos abismos expostos do país.

Paulo Scott 

Nasceu em Porto Alegre em 1966. Escritor e professor universitário, publicou dez livros: quatro romances, um livro de contos e cinco de poesias. Recebeu os prêmios Machado de Assis da Fundação Biblioteca Nacional, APCA, Açorianos de Literatura, entre outros, e foi finalista de prêmios como Jabuti, Prêmio São Paulo de Literatura, Prémio Literário Casa da América Latina (Portugal). Vive atualmente em Garopaba, Santa Catarina.

Sempre Um Papo Joca Reiners Terron e Paulo Scott
Dia 18 de novembro, segunda-feira, às 19h30, na Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes/Belo Horizonte-MG, com entrada gratuita. 
Informações: 31 32611501 - www.sempreumpapo.com.br

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Corgi: Top Dog garante diversão e uma bela lição de vida

Aventura do cãozinho Rex vai divertir e emocionar o público
Foto: Divulgação/Paris Filmes
Por: Ricardo Bello

Quem gosta de diversão e uma boa história não pode perder o filme "Corgi:Top Dog". A animação de origem belga é um lançamento da Paris Filmes e garante boas risadas a pais e filhos.

Na história, a Rainha Elizabeth tem uma criação de cães da raça Corgi no palácio e Rex é seu favorito. Ao receber a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ele é cogitado para se tornar no novo par da cachorrinha do chefe de estado. O animalzinho não gosta muito da ideia e tenta de toda forma escapar das investidas amorosas. Na correria ele acidentalmente dá uma mordida em Trump. A Rainha,que não gostou nada da atitude, lhe chamou atenção e um outro cão do Palácio,que já invejava seu posto, aproveitou para armar uma cilada e tentar ser o novo favorito do reino. Rex vai parar num canil da cidade e começa aí uma grande luta para retornar ao seu lar.

A animação retrata a importância das verdadeiras amizades para superarmos os desafios da vida e darmos a volta por cima. Mostra o sentido da frase famosa: a união faz a força.

No Brasil, Rex é dublado pelo cantor e ator João Guilherme. Vale a pena conferir este desenho, que vai prender a atenção do público do começo ao fim.
 "Corgi:Top Dog" está em cartaz na rede Cineart em todo o país. Consulte os locais e horários no site www.cineart.com.br 

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

João Cândido Portinari fala do pai e lança livro póstumo


Filho do renomado pintor assina obra
e conversa com a plateia
Foto: Fernando Rabelo
O Sempre Um Papo recebe João Cândido Portinari criador do Projeto Portinari  e Presidente da Associação Cultural Candido Portinari, para o debate e o lançamento do livro póstumo do pai,   “Poemas de Portinari”, reeditado pela Fundação Nacional de Artes – Funarte, em nova edição ilustrada.  A obra é comemorativa  dos 40 anos do Projeto Portinari. Nos últimos anos de sua vida, já consagrado como o grande pintor brasileiro, Candido Portinari passou a escrever poesia, sem a pretensão de publicar. Foi por insistência do amigo Antonio Callado que decidiu aprovar a publicação de uma coletânea, que saiu em 1964, dois anos após a morte do autor, pela José Olympio Editora. O evento será no dia 10 de setembro, terça-feira, às 19h30, na sala Juvenal Dias do Palácio das Artes, com entrada gratuita. 

A primeira edição saiu sem ilustrações, conforme determinara Candinho, que não queria se aproveitar da boa fama de pintor para vender o livro. Nesta reedição da Funarte, porém, uma vasta pesquisa foi empreendida pelo Projeto Portinari para encontrar as pinturas mais apropriadas para ilustrar os poemas. O resultado é um belíssimo livro ilustrado, com poesia e pintura inspiradas nas memórias da infância do artista em Brodowski (SP). Preservada a seleção dos poemas preparada por Antonio Callado, o Projeto Portinari alterou levemente a disposição dos textos e fez alguns acréscimos, a partir de minuciosa comparação com os manuscritos originais de Candinho. A organização original dividiu os poemas em três grandes partes: a primeira sobre a alegria do menino no interior paulista; a segunda sobre os medos da infância; e a terceira, de cunho social, sobre a revolta que o homem feito sentiu ao se dar conta dos horrores da fome e da miséria. A nova edição vem acrescida de uma quarta parte, Odes, em que Portinari tece homenagens poéticas. Os textos de abertura históricos de Manuel Bandeira e Antonio Callado foram mantidos e a nova edição traz ainda uma nova apresentação de Marco Lucchesi, presidente da Academia Brasileira de Letras. Com a reedição, o Projeto Portinari comemora 40 anos de empenho na preservação e difusão da obra do grande pintor brasileiro Candido Portinari.

Candido Portinari nasceu em 30 de dezembro de 1903, numa fazenda de café perto do povoado de Brodowski (SP). Filho de imigrantes italianos de origem humilde, recebe apenas a instrução primária e começa a pintar aos nove anos. Seis anos mais tarde, muda-se para o Rio de Janeiro e se matricula na Escola Nacional de Belas-Artes. Em 1928, conquista o Prêmio de Viagem à Europa, com o Retrato de Olegário Mariano. Permanece em Paris durante todo o ano de 1930, de onde, à distância, vê melhor a sua terra. Ao retornar, põe em prática a decisão de retratar nas suas telas o Brasil. Preocupado, também, com aqueles que sofrem, Portinari mostra em cores fortes a pobreza, as dificuldades, a dor. Participa da elite intelectual brasileira numa época em que se verifica uma notável mudança na atitude estética e na cultura do País. Torna-se um dos maiores pintores do seu tempo. Por seu envolvimento político, foi perseguido e chegou a se exilar por certo tempo no Uruguai. Na última década de sua existência cria, para a sede da Organização das Nações Unidas, os painéis Guerra e Paz. Candido Portinari  faleceu no dia 6 de fevereiro de 1962, vítima de intoxicação pelas tintas.

Trecho do livro Poemas de Portinari

Viajante Solitário
Não me quiseram, enjeitaram
Minhas palavras…
Serei um dos meus espantalhos?
Afugento os caminhantes?
Não, eles se afugentam. Não
Entendem a lua
Não sabem da poesia
Só não estou, mesmo não estando
Comigo. Converso com o vento e a
Tempestade.
De noite ou dia – verei as sombras
E dormirei em paz. Tenho uma
Camisa. Meu leito é embaixo das
Árvores. Tranquilo ouço o rumorejar
Das folhas secas…

João Candido Portinari é Ph.D. pelo Massachusetts Institute of Technology – MIT. Fundador do Departamento de Matemática da PUC-Rio em 1967. Filho do pintor Candido Portinari, em 1979, criou o Projeto Portinari, trabalho universitário de equipe multi-disciplinar, empenhado no levantamento, catalogação, pesquisa e disponibilização de um vasto acervo documental sobre a obra, vida e época do pintor Candido Portinari (1903-1962). É também Presidente da Associação Cultural Candido Portinari, sucedendo ao seu primeiro Presidente, o Professor Afonso Arinos de Mello Franco.

João Candido Portinari no Sempre Um Papo 
Dia 10 de setembro, terça-feira, às 19h30, na Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes - Avenida Afonso Pena, 1537, Centro/BH.
Informações: 31 32611501 - www.sempreumpapo.com.br 

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Helvécio Ratton, Erasmo Carlos estão na programação do Mês de Aleijadinho no Museu de Congonhas

O Museu de Congonhas preparou um mês especial de atividades em homenagem ao nascimento, em 29 de agosto de 1730, do gênio, escultor e maior artista brasileiro de todos os tempos, Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Na programação tem cinema, exposições, música e troca de experiências. 

“Congonhas, cidade onde Aleijadinho deixou sua obra-prima, celebra com muita arte e cultura o legado do grande mestre. A programação, eclética e variada, foi pensada para atrair a todos os públicos e movimentar a sede do Museu de Congonhas”, explica Sérgio Rodrigo Reis, diretor do Museu de Congonhas. 

Um dos destaques é o encontro entre o cineasta Helvécio Ratton e o escritor Carlos Herculano Lopes que, sob a mediação do jornalista João Paulo Cunha, falarão sobre o tema “Imagem e Palavra: Literatura Feita de Luz”, no dia 14 de agosto, às 16h. A ideia é promover um debate, mostrando como uma arte pode ser fecundada pela outra. Muitos filmes brasileiros baseados em livros não apenas fizeram história como foram importantes para incentivar a leitura. No evento, uma conversa sobre livro e adaptação para o cinema e TV, podendo problematizar a conhecida afirmação que defende que o livro é melhor que o filme, mostrando que não competem, mas se somam. A proposta é seguir também com uma conversa informal, abordando temas dessa relação e mostrando trechos de filmes. O bate-papo integra o projeto Museu de Congonhas - Programa Educativo Todas as Letras, que tem o patrocínio da Gerdau e apoio das secretarias de Educação de Congonhas e de Ouro Preto.

Duas exposições estão na agenda do "Mês do Aleijadinho". A primeira é uma individual de esculturas do artista Ricardo Carvão Levy, que marca os 40 anos de carreira do artista. Será aberta dia 20 de agosto, com amplo programa educativo e segue até final de outubro. A outra mostra é inédita e idealizada para celebrar a geminação entre Congonhas (Brasil) e Matosinhos (Portugal), cidades que cultuam a mesma devoção ao Senhor Bom Jesus. Durante as festividades portuguesas ao Bom Jesus, no último mês de junho, o fotógrafo lusitano Sérgio Jacques registrou os rituais, sobretudo o de ornamentação de flores naturais da Igreja em homenagem ao Santo no Norte de Portugal. As imagens serão exibidas pela primeira vez no Museu de Congonhas, instituição feita exatamente para difundir a fé e devoção por trás da construção do Santuário de Bom Jesus em Congonhas. 

Outro destaque é o bate-papo musical com o renomado cantor Erasmo Carlos, no dia 21 de agosto, às 20h, dentro do projeto “Poesia e Música no Museu de Congonhas”, ação que conta com patrocínio da CSN. Na ocasião, o fundador da Jovem Guarda vai contar curiosidades da carreira e cantar e reviver alguns de seus maiores sucessos. E o encerramento será no 28 de agosto, às 20h, com o show da cantora congonhense, Deise Lucci, cantando Vander Lee. 

Antônio Francisco Lisboa 

Viveu em Congonhas no período de 1796 a 1805. Seu acervo na cidade é composto pelas 64 imagens esculpidas em cedro expostas nas capelas dos Passos da Paixão, seis relicários no interior da Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos e os 12 profetas talhados em pedra sabão, no adro da basílica. O artista também criou no município a portada da Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Esse legado proporcionou a Congonhas o título de Patrimônio Mundial, reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) em 1985.

Programação Mês de Aleijadinho - Agosto de 2019

14 de agosto, às 16h: Museu de Congonhas - Programa Educativo Todas as Letras - Convidados: Helvécio Ratón e Carlos Herculano Lopes. Mediação: João Paulo Cunha. Tema: “Imagem e Palavra: Literatura Feita de Luz”. Entrada gratuita.
16,17 e 18 de agosto - Etapa final da 24ª Copa Internacional de Mountain Bike (CIMTB) Michelin
20 de agosto, às 14h - Abertura da exposição individual de Ricardo Carvão Levy. Entrada gratuita. 
21 de agosto, às 20h - Bate-papo musical com Erasmo Carlos - “Poesia e Música no Museu de Congonhas. Entrada: R$2,00.
28 de agosto, às 19h - Exposição Fotográfica "Senhor de Matosinhos em Portugal". Entrada gratuita. 
28 de agosto, às 20h - Deise Lucci canta Vander Lee (20h). Ingressos: R$2,00.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Maria Flor em BH com “Tudo o que você sempre quis dizer sobre casamento”

Casal divide com o público as aventuras vividas antes e
depois do casamento - Foto:Ismael Moticelli
O Festival Teatro em Movimento traz a Belo Horizonte o espetáculo “Tudo o que você sempre quis dizer sobre casamento”. Casados na vida real, Maria Flor e Emanuel Aragão recontam sua relação, desde o primeiro encontro até o casamento. Nada fica de fora! Tudo aquilo que a gente não tem coragem de falar na frente do outro, eles dividem com o público, sempre convidado a participar da conversa, até porque, quem nunca enfrentou as dificuldades, maluquices e delícias do relacionamento amoroso, que atire a primeira pedra. O espetáculo terá duas apresentações no Teatro Dom Silvério, dias 27 e 28 de Abril, sábado, às 20h e domingo, às 19h. Ingressos a 25 reais a inteira.

O Festival Teatro em Movimento é viabilizado via Lei Estadual de Incentivo á Cultura e tem o patrocínio da CEMIG.

Uma comédia romântica, uma espécie de stand-up de dois, em dupla, uma daquelas peças de casal, só que não. Um stand-up de casal! Só que é tudo verdade. Os nomes, as histórias, os dois, a vida. Eles contam suas histórias para a plateia, que pode responder e interromper quando quiser, afinal, não são sempre as mesmas histórias com todos nós? Uma peça feita por um casal para casais de todas as idades.

“Na verdade, o que a gente fez foi sentar e listar todas as coisas que nunca deveriam ser contadas pra ninguém sobre a nossa vida conjugal, e a partir daí, a gente construiu a dramaturgia do espetáculo”, conta Emanuel, que além de ator é roteirista. “Eu nunca imaginei que eu fosse ter coragem de me expor tanto, mas no final das contas, eu acho que é exatamente isso que gera tanta identificação com o público”, revela Maria Flor. “A peça é uma espécie de livro aberto da nossa relação, está tudo lá…”, arremata a atriz.

Cada apresentação é única. Como numa conversa, contando sempre com a abertura para a participação espontânea do público. Maria Flor e Emanuel passam por todos os assuntos possíveis no que se refere ao relacionamento amoroso e à vida de um casal. Nada fica de fora, nada é íntimo demais que não possa ser jogado ali: sexo, saudade, ciúmes, traição, filhos, as brigas pelo espaço na cama e pelo uso do controle remoto. Os dois juntos desenvolveram o texto a partir das próprias experiências e transformaram a sua vida de casal em uma peça absolutamente pessoal, íntima, intransferível e hilária. O resultado é uma comédia rápida, espontânea e absurdamente sincera. Com passagens mais tensas e outras totalmente descontraídas e leves, os dois vivem em cena, literalmente, a sua relação, em seus altos e baixos, como em todas as dinâmicas de casal. 

SOBRE OS ATORES

Maria Flor conta uma carreira na televisão e no cinema, com várias novelas e séries no currículo como: Malhação, Cabocla, Aline, As Brasileiras, Belíssima, O Rebu, A lei do Amor e filmes como Cazuza, Dois Filhos de Francisco, Pode Crer, O Bem Amado, o longa Albatroz de Bráulio Mantovani, além de estar na segunda temporada da série 3% da NETFLIX. Maria Flor não pára e por isso se juntou ao marido, o ator e roteirista Emanuel Aragão, para escrever e protagonizar este espetáculo. 

Emanuel Aragão é ator e roteirista Transita por todos os gêneros da escrita, assim como encara o palco e a criação de roteiros e textos teatrais. Autor do filme “Os Homens são de Marte e é pra lá que eu vou - 2" além de três temporadas da série com o mesmo título, Emanuel ainda tem no currículo peças como “Nãotemnemnome”, 24por1, “Meu avesso é mais visível que um poste” e “Hamlet – processo de criação”, trabalhos muito elogiados pela crítica. 

FICHA TÉCNICA: 
Texto e Atuação Maria Flor e Emanuel Aragão / Direção Adriano Guimarães / Produção Maria Clara Horta - Free Lancer Producções / Iluminação e Sonoplastia Guiga Ensa  / Fotos Ismael Monticcelli  / Projeto Gráfico Marcos Pavão / Realização em Belo Horizonte: Lei Estadual de Incentivo á Cultura e Festival Teatro em Movimento / Patrocínio Local: CEMIG

 “Tudo o que você sempre quis dizer sobre casamento”
Dias: 27 e 28 de Abril – sábado, às 20h e domingo, às 19h
Local: Teatro Dom Silvério - Av. Nossa Sra. do Carmo, 230 - São Pedro
Duração: 70 minutos / Classificação: 16 anos
Ingressos: R$25,00 (inteira) e R$12,50 (meia entrada)
Informações: www.teatroemmovimento.com.br ou (31) 3282-5420


SOBRE O FESTIVAL TEATRO EM MOVIMENTO

O Festival Teatro em Movimento, coordenado pela Rubim Produções, de Tatyana Rubim, completa 18 anos, em 2019. Já passaram por sua programação mais de  277 montagens, em 738 apresentações, que envolveram cerca de 800 artistas, em 14 cidades, 27 teatros e público superior a 340 mil pessoas. Há 18 anos, o Festival possui como foco principal a circulação de espetáculos e atividades de formação ligadas às Artes Cênicas, valorizando, sobretudo, a produção teatral brasileira. Marcado pelo movimento constante de transformação, o Teatro em Movimento se destaca, entre os festivais nacionais, como o único festival com duração contínua, durante todo o ano e não apenas em um curto período. Desta forma buscamos estimular a regularidade de uma programação teatral dentro do calendário anual de Belo Horizonte, com temporadas freqüentes entre janeiro a dezembro. Além da capital mineira, o Festival acessa outros municípios e estados do Brasil, levando sempre em consideração a riqueza cultural brasileira, valorizando o que é produzido no país e primando pela excelência técnica e artística das produções. Para somar a isso, há 3 anos incluímos a tradução em libras em todos os espetáculos do Festival. Esta foi umas das grandes conquistas do projeto, sempre com o desejo de incluir cada vez mais pessoas em nossos espetáculos, tornando-os cada vez mais democráticos e acessíveis. Em 2018 incluímos também sessões de bate-papo com os artistas após as sessões, ampliando assim a experiência do público.

Inicialmente, atuando em Minas Gerais e seu entorno, o projeto trouxe à capital mineira e algumas cidades do interior, espetáculos com peso nacional, tendo no elenco atores como Bibi Ferreira, Lázaro Ramos, Tais Araújo, Selton Mello, Renata Sorrah, Thiago Lacerda, Grace Passô, Débora Falabela, Yara de Novais, Mateus Solano, Glória Menezes, Antônio Fagundes, Nicete Bruno, Paulo Goulart, Marco Nanini, Luana Piovani, Lilia Cabral, Rodrigo Lombardi, Cláudia Raia, Marisa Orth, Paulo Gustavo, Julia Lemmertz e muitos outros. Dentre os espetáculos que o projeto deslocou para a capital mineira estão “Hamlet”, “Incêndios”, “Esta Criança”, “Gonzagão –a Lenda”, “Bibi Ferreira – Histórias e Canções”, “Quem Tem Medo de Virgínia Woolf”, “O Grande Circo Místico”,  “New York, New York”, “Bem-vindo, Estranho”, “Milton Nascimento –Nada Será Como Antes”, “Cassia Eller –o Musical”, “Azul Resplendor”, “Poema Bar”e muitos outros.