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quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Edifício JK recebe tombamento provisório como patrimônio cultural de BH

Conjunto de prédios é referência  na
 capital mineira -
Foto: Arquivo DPAM - FMC
O Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte (CDPCM-BH) aprovou na tarde desta quarta-feira, dia 15, o tombamento provisório do Conjunto Habitacional Governador Juscelino Kubitschek, mais conhecido como Edifício JK ou Conjunto JK - situado na rua dos Timbiras, 2.500, e na rua dos Guajajaras, 1.268. A decisão foi tomada durante reunião pública realizada por videoconferência, após análise do dossiê de tombamento. A medida foi aprovada no dia do aniversário de Oscar Niemeyer, arquiteto responsável pelo projeto do Edifício, data em que também se celebra o Dia Nacional do Arquiteto e Urbanista.

A reunião foi presidida pelo secretário municipal adjunto de Cultura, Gabriel Portela, que destaca a relevância do tombamento do Conjunto JK, referência arquitetônica em Belo Horizonte. “O tombamento assegurará a proteção definitiva desse patrimônio, que é um marco no desenvolvimento da cidade, tem consigo uma grande bagagem histórica e faz parte do cotidiano da população que vive e passa diariamente pelo hipercentro da cidade”, destaca.

Conselheiro relator, Flávio Carsalade reforçou no parecer do Conselho Deliberativo do Patrimônio, favorável ao tombamento, que o Condomínio é “um bem cultural da mais alta importância para a cidade, que reúne matéria e significado de maneira coesa, bela e sempre presente. (...) A força da obra é maior que os problemas que vive e viveu. Que este tombamento seja o prenúncio de novos tempos e de retomada de um curso virtuoso e de uma presença ainda mais qualificada”, afirmou. O parecer completo está disponível no Portal da PBH.

A publicação da deliberação referente ao tombamento provisório do bem cultural será realizada nos próximos dias no Diário Oficial do Município (DOM). A partir da publicação, será expedida uma notificação ao condomínio, que tem até 15 dias após o recebimento da notificação para apresentar impugnação, caso seja de vontade dos interessados. Não havendo impugnação, na reunião ordinária do Conselho subsequente ao tombamento provisório, o CDPCM-BH delibera pelo tombamento definitivo do imóvel. No caso de impugnação, o CDPCM-BH avalia o recurso e delibera pelo tombamento definitivo ou pelo não tombamento.

Processo de tombamento

O bem cultural foi listado pelo CDPCM-BH, em 2008, como possuidor de interesse para proteção por tombamento no inventário do Conjunto Urbano Praça Raul Soares – avenida Olegário Maciel, protegido pelo município, do qual a edificação faz parte. Desde a abertura do processo de tombamento, todos os pedidos de intervenções, tanto em unidades habitacionais que compõem o Conjunto Governador Kubitschek, quanto nas áreas comuns e nas lojas localizadas no Terminal Rodoviário, são previamente aprovadas pela Diretoria de Patrimônio Cultural e Arquivo Público (DPAM) da Fundação Municipal de Cultura.

Ao longo de 2021, uma série de iniciativas conjuntas do poder público deram celeridade à construção do dossiê de tombamento do edifício, documento que explicita o valor cultural e urbanístico específicos do referido bem cultural, e estabelece seu grau de proteção e diretrizes fundamentais de proteção. Dentre elas, a criação de grupo de trabalho composto por moradores do Conjunto interessados em acompanhar e auxiliar na construção do dossiê de tombamento, além do trabalho e de pesquisas desenvolvidas por técnicos da Diretoria de Patrimônio Cultural da Fundação Municipal de Cultura, incluindo visitas técnicas ao local, com o acompanhamento do Ministério Público de Minas Gerais.

Sobre o Conjunto Governador Kubitschek

O Conjunto Governador Kubitschek integra a paisagem urbana de Belo Horizonte desde os anos de 1950, sendo projetado por Oscar Niemeyer (1907-2012), por encomenda do então governador mineiro Juscelino Kubitschek (1902-1976). Seguindo os preceitos modernistas, o Conjunto ficaria famoso na capital mineira não somente por sua grandiosidade volumétrica, mas também por ter tido uma construção tumultuada que se arrastou por décadas.

A edificação, junto de outros imóveis do entorno, é considerada um importante registro da história da arquitetura belo-horizontina, uma vez que integra um conjunto de imóveis que marcaram o início de um processo específico de verticalização da cidade, caracterizado pelo uso residencial. 

terça-feira, 31 de agosto de 2021

AML convida filha de JK para falar dos 45 anos de falecimento do pai

Bate-papo com Maria
Estela fica disponível online
Foto: Divulgação
Vida e obra de Juscelino Kubitschek, antigo ocupante da cadeira de número 34 da AML, serão tema de palestra especial da Academia Mineira de Letras. Maria Estela Kubitschek Lopes, filha de JK, será entrevistada pelo presidente da AML, Rogério Faria Tavares na sessão virtual sobre os “45 anos sem o acadêmico Juscelino Kubitschek”. O vídeo ficará disponível no YouTube da AML a partir desta quinta-feira(2) , às 11h.

O evento acontece no âmbito do Plano Anual de Manutenção AML (PRONAC 203709), realizado mediante a Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Instituto Unimed-BH por meio do incentivo fiscal de mais de cinco mil e duzentos médicos cooperados e colaboradores – e da CEMIG. Copatrocínio da Tambasa.

Em entrevista ao presidente da Academia Mineira de Letras, Rogério Faria Tavares, a arquiteta Maria Estela Kubitschek Lopes relembra a trajetória biográfica e política do pai, o acadêmico Juscelino Kubitschek.

A filha de JK rememora os tempos de Juscelino no Palácio da Liberdade, sua campanha para presidente e os seus anos no Palácio do Catete, com destaque para a inauguração de Brasília, em 1960, e para a relação entre Juscelino, os artistas e os intelectuais.

Maria Estela enfatiza a importância que o pai conferia à Educação, à Cultura, às Artes e aos Livros e ainda relembra os momentos difíceis enfrentados pela família, como a cassação dos direitos políticos de Juscelino, em 1964, sua prisão domiciliar no Rio de Janeiro e a partida para o exílio na França. O falecimento de JK, em 1976, também é comentado por Maria Estela.

Na entrevista, Maria Estela Kubitschek Lopes fala também sobre as mulheres que influenciaram a sua formação, como as avós Júlia e Luisinha, as mães Sarah e Judith e a irmã Márcia Kubitschek. Também conta em detalhes como foi o seu processo de adoção e como chegou a Belo Horizonte e ao convívio da família Kubitschek.

Além das palestras on-line inéditas que integram a programação 2021, a Academia Mineira de Letras disponibiliza mais de 200 palestras já realizadas para que o público possa ver e rever.

Sobre a palestrante:

Maria Estela Kubitschek Lopes atuou em diversas áreas durante a sua vida, com um foco especial nas áreas de filantropia, educação e cultura. A começar, pelo envolvimento no projeto inicial do Memorial JK, no qual atua como Fundadora e Membro do Conselho até hoje, atuou também como conselheira na ABBR, na Fundação Cesgranrio, na Light Serviços de Eletricidade.

Suas atividades profissionais também incluem sua participação como apoiadora e fundadora na ONG educacional Vagalume (vagalume.org.br), como assessora de arte na Associação dos Amigos do Teatro Municipal e por fim seu trabalho de muitos anos como voluntária e conselheira na Fundação Casa Santa Ignez. É graduada em arquitetura pela Faculdade Santa Úrsula e autora do livro Simples e Princesa.

Palestras online “45 anos sem o acadêmico Juscelino Kubitscheck” – com Maria Estela Kubitscheck Lopes

 Data: a partir de 2 de setembro, às 11h

Acesso: Youtube.com/c/AcademiaMineiraDeLetras

Instituto Unimed-BH

Associação sem fins lucrativos, o Instituto Unimed-BH, desde 2003, desenvolve projetos socioculturais e ambientais visando a formação da cidadania, estimular o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, ampliar o acesso à cultura, valorizar espaços públicos e o meio ambiente. Ao longo de sua história, o Instituto destinou cerca de R$140 milhões por meio das Leis municipal e federal de Incentivo à Cultura, viabilizado pelo patrocínio de mais de 5,2 mil médicos cooperados e colaboradores. No último ano, mais de 7 mil postos de trabalho foram gerados e 3,9 milhões pessoas foram alcançadas por meio de projetos em cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura, que estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. Neste ano, todas as iniciativas do Instituto celebram os 50 anos da Unimed-BH. Clique aqui e conheça mais sobre os resultados do Instituto Unimed-BH.

Cemig

De onde vem a nossa força?

 A Cemig, maior patrocinadora cultural de Minas Gerais, acredita na importância e na valorização da arte e da cultura para o desenvolvimento humano, econômico e social de uma população como possibilidade do alcance de um futuro melhor para as novas gerações.

 A preocupação da empresa em promover a socialização e a democratização do acesso aos bens culturais do estado se baseia principalmente no compromisso da Cemig com a transformação social e inclusão, uma oportunidade de dialogar e trazer melhorias para a comunidade.

 Nossa força também vem da cultura. Saiba mais em www.cemig.com.br