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quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Podcast com 33 episódios comenta discografia de Rita Lee

Foto:Bob Wolfenson
Com 33 episódios, traz comentários e histórias sobre todos os álbuns da rainha do rock. Os episódios já estão disponíveis em https://linktr.ee/ritalee.discografiacomentada .

A discografia de Lee, além de rica e diversa, faz um panorama do crescimento do pop/rock brasileiro. Rita é personagem fundamental desde a Tropicália, passando pelo rock dos anos 70 e 80, pioneira no fenômeno dos Acústicos dos anos 2000 e se manteve relevante durante os 44 anos que compreendem seu primeiro álbum (“Os Mutantes”, 1968) e seu mais recente (“Reza”, 2012).

O jornalista niteroiense Beto Feitosa, que desde os três anos é fã e acompanha essa história, produziu, escreveu os roteiros e narra essa história. Além dele, outros dez nomes da imprensa e da pesquisa musical trazem suas visões para a obra de Rita: Silvio Essinger, Rodrigo Faour, Antonio Carlos Miguel, Leonardo Lichote, Mauro Ferreira, Patricia Palumbo, Jose Telles, Danilo Casaletti, Bernardo Araújo e Adriana de Barros.

A série também inclui depoimentos e histórias de pessoas que participaram dos álbuns. Produtores como Moogie Canazio, Guto Graça Mello e Max Pierre; músicos como Lee Marcucci, Ricardo Feghali, João Barone,  André Christóvam, Claudio Infante, Milton Guedes, Gel Fernandes entre outros; parceiros como Lúcia Turbull e Carlos Rennó.

Na história entram também depoimentos de artistas como: Caetano Veloso, Marina Lima, Paula Toller, Fernanda Takai, Ná Ozzetti, Angela Ro Ro, Dóris Monteiro, Fafy Siqueira entre outros.

O programa foi totalmente gravado, editado e co-produzido por Crikka Amorim no NaCaverna Estúdio. A produção é assinada pelo site Ziriguidum.com, que estreou em 1996 justamente com uma entrevista com a cantora.

O podcast “Rita Lee – Discografia comentada” está disponível nas principais plataformas de podcast .

BETO FEITOSA – apresentação, roteiro e produção

O jornalista niteroiense acompanha a carreira de Lee desde seus três anos. Em 1996 lançou a revista “Ziriguidum”, que fincou sua bandeira na internet como o primeiro site sobre música brasileira. Dois anos depois criou RadioAtivo, programa online que entrevistou nomes como Rita Lee, Moska, Zélia Duncan, Leila Pinheiro entre outros. Experiência pioneira no Brasil do formato que hoje é conhecido como podcast.

CRIKKA AMORIM – gravação, edição e co-produção

Cantora, compositora e produtora,  tem três álbuns lançados. A primeira vez que tocou em rádio foi justamente em uma demo apresentada por Rita em seu programa Rádio Amador, que foi ao ar em 1986 na Rádio Cidade. Entre seus trabalhos tem o álbum “Pirataria – Rita Lee por Crilkka Amorim”, lançado em 2007. Produz seus trabalhos e de outros artistas no NaCaverna Estúdio.

O projeto conta com incentivo da Prefeitura Municipal de Niterói e da Secretaria Municipal das Culturas (SMC), por meio do edital Fomentão.

domingo, 27 de junho de 2021

Marcelo Tas recebe Bob Wolfenson no #Provoca

Nesta terça-feira (29), Marcelo Tas conversa com Bob Wolfenson no #Provoca. O fotógrafo conta como é fotografar uma mulher nua, fala sobre as fotos com Maitê Proença na Itália e a máfia, a emoção de registrar Chico Buarque e sobre seu livro comemorativo de 50 anos de carreira, Desnorte. O programa vai ao ar na TV Cultura, a partir das 22h. 

Wolfenson comenta na edição como é fotografar uma mulher nua, se fica excitado. "Sinceramente, posso ficar, óbvio. Mas são tantas injunções, a expectativa é tão grande, tanto dinheiro envolvido que ainda que o coração mexesse, você tinha que se conter", diz. E Tas provoca: eu ainda tenho curiosidade, na hora do pênalti como é que você respira? "Conto até dez e pronto", confessa. 

Bob fala também das fotos que fez com a Maitê Proença para a Playboy na Itália. "Foi um marco divisor na minha vida de fotógrafo de mulheres nuas, porque foi um trabalho que incorporou pessoas. Foi uma transgressão louca em todos os sentidos. A Maitê sentou ao lado de uns velhinhos que estavam jogando cartas, ai quando ela tirou o roupão os velhinhos não olharam para ela. Eles estavam concentrados no jogo e ela, na boa mesmo, não estava nem aí. No interior da Sicília, pedimos autorização para o ‘capo’ da cidade, não era para a polícia", conta. 

Sobre seu livro comemorativo de 50 anos de carreira, Desnorte, Bob Wolfenson diz que olhou para o passado com integridade, que não o desintegrou. "Talvez a minha característica principal seja esse trânsito pelos vários gêneros da fotografia. a minha originalidade, se é que há, está nesse trânsito. Não tinha como não ter imagens aparentemente desconexas", explica. 

Por fim, Tas pergunta qual a foto mais difícil psicologicamente que ele fez. "Eu acho que quando eu estou diante de alguém que eu admiro muito ou diante de uma situação muito constrangedora, como são, às vezes, as fotos das mulheres nuas. Mas acho que um trabalho que eu fiz com Chico Buarque. Eu estava diante dele e pensei: meu Deus, o que eu faço agora? Estou na frente do Chico Buarque! Como eu dirijo? O que eu consigo? O que posso fazer? Aonde vou? Tudo isso vem na cabeça", comenta.

Realização: Fundação Padre Anchieta, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal - Lei de Incentivo à Cultura