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quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Escola de Valparaíso recebe projeto cultural alimentar

Foto: Divulgação
Atividades vão utilizar a fotografia como ferramenta de reflexão e conscientização sobre o consumo consciente e a alimentação

 Com o objetivo de saber consumir, se alimentar e compreender o caminho que o alimento faz para chegar em nossas mesas, o Ministério da Cultura e a ONG ImageMagica, por meio da Lei Rouanet, apresentam o projeto 'Circuito Cultura e Inclusão’. Com patrocínio da Ajinomoto do Brasil, empresa referência em aminoácidos, a iniciativa promove oficinas culturais entre os dias 04 e 08 de novembro, na Escola Estadual Prof. David Golia, localizada em Valparaíso (SP).

Cultura alimentar consciente

As oficinas têm como objetivo despertar a consciência e a autorresponsabilidade dos participantes em relação ao futuro, abordando temas alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. A proposta busca fomentar o pensamento crítico entre os alunos e resgatar a sua cultura alimentar.

Produção cultural

A fotografia é uma ferramenta essencial para a compreensão do mundo, capturando a beleza da natureza, a diversidade dos alimentos e os desafios do consumo sustentável. Nesta etapa do projeto, os estudantes serão incentivados a criar produtos culturais, ampliando sua criatividade e senso de responsabilidade sustentável por meio de “saídas fotográficas”. Eles poderão aplicar o conhecimento adquirido em educação alimentar, através do uso de um aplicativo de celular para registrarem imagens na escola. Além das fotos, os participantes criarão legendas que enriquecem a mensagem transmitida.

“Este projeto não apenas capacita os jovens a refletirem sobre suas escolhas alimentares, mas também os conecta à cultura e ao meio ambiente. Estamos entusiasmados em patrocinar o 'Circuito Cultura e Inclusão', uma iniciativa alinhada ao nosso compromisso de contribuir para o bem-estar da sociedade, das pessoas e do planeta com um sistema alimentar sustentável”, afirma Alessandra Tapi, gerente de Responsabilidade Social Corporativa da Ajinomoto do Brasil.

Conexão com a comunidade

Todas as fotografias resultantes das oficinas serão expostas na escola, aberta ao público e aos alunos interessados, ampliando o alcance do projeto. A inauguração da exposição contará com uma palestra sobre as histórias por trás das imagens e os aprendizados vivenciados pelos participantes.

Datas: Até 8 de novembro – segunda a sexta-feira

Local: E.E. Prof. David Golia

Endereço: Rua Gáspar Vaz, 700 – Miguel Vilar, Valparaíso/SP, 16880-000

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

A Ajinomoto do Brasil desenvolve projetos e ações alinhados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), que visam alcançar um mundo mais igualitário e sustentável até 2030. Clique aqui para conhecer mais sobre esses projetos.

Sobre a ImageMagica

Fundada pelo fotógrafo e empreendedor social André François, a ImageMagica tem como missão promover o desenvolvimento humano por meio da fotografia. Com a convicção de que a transformação começa pelo olhar, a ONG desenvolve ações nas áreas de educação, saúde e cultura estimulando as pessoas a refletirem sobre o seu entorno e, assim, transformarem a si próprias e o ambiente onde vivem. Desde 1995, já foram mais de 400 mil olhares transformados com projetos realizados em 19 países. 

Sobre a Ajinomoto do Brasil

Presente no país desde 1956, a Ajinomoto do Brasil é referência em aminoácidos e amplamente conhecida por seus produtos de varejo, como Tempero SAZÓN®, Refrescos MID®, Sopas VONO® e o próprio AJI-NO-MOTO®, além de atuar no segmento de food service (alimentação fora do lar). A empresa oferece produtos de alta qualidade tanto para o consumidor como insumos para as indústrias alimentícia, cosmética, esportiva, farmacêutica, de nutrição animal e agronegócios. Tem como propósito contribuir para o bem-estar da sociedade, das pessoas e do planeta utilizando sua expertise em “AminoScience”, a ciência dos aminoácidos, da produção à aplicação, por meio de um sistema alimentar sustentável. Para isso, trabalha com produtos desenvolvidos a partir do Biociclo - processo circular de produção sustentável -, com menor impacto no meio ambiente. Com quatro fábricas no interior de São Paulo e sede na capital, emprega cerca de 3 mil pessoas e atende mercados internos e externos. Globalmente, o Grupo Ajinomoto emprega mais de 34 mil pessoas, conta com 116 fábricas e produtos vendidos em mais de 130 países. Em 2023, teve um faturamento global de US$9,9 bilhões e nacional de R$3,3 bilhões.

terça-feira, 29 de junho de 2021

Projeto Música nas Escolas transforma crianças e adolescentes em músicos profissionais

Incentivar e investir na formação musical de crianças e adolescentes das escolas públicas da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Esse é o principal objetivo do Projeto Música nas Escolas, que chega a 15ª edição com muitos motivos para comemorar. Com a primeira turma iniciada em 2005, a iniciativa só teve uma breve pausa, no início da pandemia, para a adaptação ao formato on-line, executado no decorrer de 2020, continuando firme no trabalho neste ano de 2021, com a marca de mais de 1000 alunos atendidos, o que mudou a história de vida  de  muitos  deles. 

Dentre os muitos profissionais da música que passaram pela iniciativa, há  várias  histórias  que merecem  ser  contadas,  como  a  da  Joice Coutinho (25), que é formada em Música pela UFMG, iniciou a sua jornada na área musical aos 10 anos de idade por meio do Projeto Música nas Escolas. “Meu pai era funcionário da Vallourec e, após ver um anúncio no jornal interno da empresa, minha mãe se interessou em matricular meu irmão e eu. Passamos pelo processo de seleção e, no dia em que nos apresentaram os instrumentos, foi amor à primeira vista. Levaram uma orquestra, e quando vi a apresentação da viola, fiquei apaixonada. Por ser diferente, me instigou e eu fiquei encantada com o som. Naquele instante, eu decidi o que queria para a minha vida”, conta a jovem.

Muito grata por tudo o que o Música nas Escolas proporcionou a ela, Joice Coutinho credita à iniciativa grande parte do seu crescimento pessoal. “O projeto foi importante em várias áreas. A mais notável foi a escolha da profissão que escolhi para a minha vida, mas vai muito além disso, pois ajudou a me formar como pessoa. Se não fosse a iniciativa, eu não teria conhecido a viola e não teria ingressado no meio musical”, explica a profissional da música, que hoje integra a Orquestra Ouro Preto, se apresenta em eventos diversos, ministra aulas e, inclusive, namora com um músico que conheceu durante a sua graduação e, por coincidência, hoje é professor do Música nas Escolas.

A jovem Joice Coutinho, que integrou a primeira edição do Música nas Escolas, é apenas um dos muitos casos de sucesso que passam pela iniciativa. De acordo com José Roberto Lages, um dos coordenadores do projeto, os mais de 15 anos de atuação podem ser resumidos em uma palavra: satisfação. “Promovemos gratuitamente a formação musical, a socialização, o crescimento pessoal e formação profissional de inúmeras crianças e adolescentes, que acabam se tornando profissionais na música e referências para os novos alunos. Ao vermos os vários exemplos inspiradores, ficamos muito orgulhosos e motivados para trabalhar na continuidade do projeto”, diz.

O outro coordenador do Projeto Música nas Escolas, José Roberto Alvarenga, destaca uma consequência positiva do trabalho de toda a equipe: a minimização do risco social. “Com as crianças e adolescentes engajados e empenhados em aprender música e a tocar instrumentos, é perceptível a evolução dos participantes em diversos aspectos, como a disciplina, melhora no rendimento escolar, a valorização da educação, da escola e do trabalho em equipe. E vários integrantes do projeto acabam decidindo seguir a trajetória na área da música e se tornam profissionais atuantes em orquestras, casamentos e outras apresentações diversas e que hoje são inspiração para as novas turmas”, explica o profissional.

A geração de emprego e renda são as maiores contribuições do Projeto Música nas Escolas para a sociedade. “O nosso trabalho vai além do ensinar a tocar algum instrumento. Com uma base teórica bem construída e uma equipe formada por profissionais que são atuantes na área cultural, mostramos aos nossos alunos que a área musical oferece múltiplas oportunidades que podem ser aproveitadas por eles, como o segmento de casamentos, formaturas e orquestras”, salienta José Roberto Lages, que ainda menciona o fato de diversos participantes poderem ter uma formação orquestral, o que é uma espécie de estágio numa orquestra, o que proporciona experiência e favorece o currículo. 

Sobre o Projeto Música nas Escolas

Inspirado no maestro Heitor Villa Lobos, um dos primeiros a introduzir a música nas escolas, o Projeto teve início em 2005, numa iniciativa da Imago Mundi Cultural. O Música nas Escolas incentiva e investe na formação musical de crianças e adolescentes, de escolas públicas, moradores da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Por meio de concertos didáticos e cursos de formação musical, eles têm acesso à história de grandes compositores da música erudita e popular, têm aulas de teoria musical, história da música e apreciação musical.

O Projeto Música nas Escolas foi idealizado e é produzido pela Imago Mundi Cultural, que tem a frente José Roberto Alvarenga e José Roberto Lages. A Orquestra Jovem Vallourec, a Orquestra Jovem da Escola Estadual Padre João Botelho e a Camerata fazem parte do projeto, que já realizou mais de 350 apresentações para cerca de 100 mil espectadores em eventos culturais, escolas, creches, hospitais, metrôs e praças da capital e do interior de Minas Gerais.

Ao ingressarem no projeto, os alunos participam de aulas diárias e gratuitas de instrumentos musicais à sua escolha, como: violino, viola, violoncelo, contrabaixo, flauta transversal e doce, trompete, fagote, oboé e percussão. As aulas são ministradas por 15 professores contratados da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, que os aproximam do universo da música erudita e popular.

Depois de anos estudando e respirando música, muitos jovens continuam no projeto aperfeiçoando-se e atuando como multiplicadores do conhecimento adquirido. A qualidade do planejamento pedagógico e da formação musical também favorece a atuação de vários integrantes das orquestras em grupos profissionais, fora do âmbito do projeto, propiciando a geração de emprego e renda para os jovens músicos, assim como o ingresso de vários deles em conceituadas universidades.

A 15ª edição do Projeto Música nas Escolas é patrocinada pela Vallourec através das Leis Estadual e Federal de Incentivo à Cultura.