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terça-feira, 9 de setembro de 2025

Filarmônica de Minas Gerais recebe a pianista brasileira Erika Ribeiro

Foto: Aline Muller
Na quinta-feira (11) e sexta-feira (12), às 20h30, na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, a Filarmônica de Minas Gerais apresenta um programa dançante, ao destacar quatro compositores emblemáticos da música do século XX, e recebe a pianista Erika Ribeiro para interpretar o Concerto para piano nº 1, de Guarnieri, e Variações sobre “I Got Rhythm”, de Gershwin. Os brasileiros, Guarnieri e Villa-Lobos, e os norte-americanos, Gershwin e Copland, utilizam a riqueza da música de inspiração popular de seus países para manifestar uma linguagem universal da mais alta expressão. Destaque para as Bachianas Brasileiras nº 4 de Villa-Lobos, com suas referências às culturas sertaneja e nordestina. A regência é do maestro associado da Filarmônica de Minas Gerais, José Soares. Os ingressos estão à venda no site da filarmonica e na bilheteria da Sala Minas Gerais, a partir de R$ 39,60 (inteira) e R$ 19,80 (meia).

Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Governo de Minas Gerais por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Mantenedor: Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais. Apoio Cultural: Inter. Apoio: Circuito Liberdade e Programa Amigos da Filarmônica. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Governo de Minas Gerais, Funarte, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Maestro José Soares, Regente Associado da Filarmônica de Minas Gerais

Natural de São Paulo, é Regente Associado da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde 2022, tendo atuado como Regente Assistente nas duas temporadas anteriores. 

Venceu o 19º Concurso Internacional de Regência de Tóquio (2021), recebendo os prêmios do júri e do público. No Brasil, regeu a Osesp, a Sinfônica do Paraná, em colaboração com o Balé do Teatro Guaíra, a Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo, a Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro, a Orquestra de Câmara de Curitiba e a Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina. No Japão, esteve à frente das orquestras NHK Symphony de Tóquio, New Japan Philharmonic, Sinfônica de Hiroshima e Filarmônica de Nagoya. Também conduziu a MÁV Symphony Orchestra de Budapeste.   

José Soares é Bacharel em Composição pela Universidade de São Paulo. Iniciou-se na música com sua mãe, Ana Yara Campos, e estudou Regência Orquestral com o maestro Claudio Cruz, em um programa regular de masterclasses promovido em parceria com a Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Participou, como bolsista, das edições 2016 e 2017 do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, onde foi orientado por Marin Alsop, Arvo Volmer, Giancarlo Guerrero e Alexander Liebreich. Recebeu, em 2017, o Prêmio de Regência, que lhe rendeu o convite para atuar como Regente Assistente da Osesp durante parte da temporada 2018, incluindo apresentação em um Concerto Matinal sob convite de Marin Alsop.

Foi também aluno do Laboratório de Regência da Filarmônica de Minas Gerais, sendo convidado por Fabio Mechetti a reger um dos Concertos para a Juventude da temporada 2019. Ainda em 2019, participou do Festival de Música de Pärnu, na Estônia, onde teve aulas com Paavo Järvi, Neëme Järvi, Kristjan Järvi e Leonid Grin. Ao final de 2021, foi laureado com o Prêmio da Crítica da Revista Concerto, na categoria “Jovem Talento”.

 Erika Ribeiro, piano

É uma pianista de grande destaque no cenário musical brasileiro. Vencedora de diversos concursos nacionais de piano, entre eles o III Concurso Nelson Freire, tem se apresentado como solista e camerista nas principais salas de concerto do país. Apresentou-se também na Alemanha, Áustria e Estados Unidos, entre outros países. Seu primeiro disco solo, Erika Ribeiro: Igor Stravinsky, Hermeto Pascoal, Sofia Gubaidulina (2021), foi indicado ao Grammy Latino na categoria "Melhor disco de música clássica". Possui ainda outros três álbuns no catálogo: Images of Brazil (2018) e Navigator of Silences (2024), ambos em parceria com a violinista Francesca Anderegg; e Entre Luas (2023), com a cantora Tatiana Parra. Paulistana radicada no Rio de Janeiro, Erika é doutora em Música pela UNIRIO e mestre em Musicologia pela USP. Desde 2013, atua como professora de Piano e Música de Câmera na UNIRIO.

Repertório

Camargo Guarnieri (Tietê, Brasil, 1907 – São Paulo, Brasil, 1993) e a obra Concerto para piano nº 1 (1931)

Em 1928, Mozart Camargo Guarnieri era um jovem professor de piano e acompanhamento no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo quando conheceu o escritor Mário de Andrade. A paixão tanto pela música de concerto como pela música de expressão popular fez com que ambos desenvolvessem de imediato uma relação de amizade e admiração mútua. Com 21 anos à época, Guarnieri apresentou ao poeta algumas de suas primeiras composições, incluindo a Dança Brasileira e a Canção Sertaneja, e Andrade logo percebeu que aquele rapaz era alguém com potencial para levar adiante seu projeto de defesa de uma música clássica com caráter tipicamente brasileiro.

Para Guarnieri, Mário de Andrade acabou se tornando não apenas um amigo, mas um verdadeiro mentor intelectual. Frequentando o círculo próximo do escritor, recebeu o incentivo para continuar o trabalho de aproximação das sonoridades orquestrais e camerísticas da rica tradição popular do nosso país, mote que levou adiante em toda a carreira. Dos seis concertos para piano que escreveu, o Primeiro, datado desse período de formação, é o que exibe sua brasilidade intrínseca com maior nitidez. 

Composto em 1931, o Concerto para piano nº 1 é a primeira incursão sinfônica de Guarnieri. Seu material temático e rítmico faz referências diretas a gêneros populares do Brasil, especialmente da região Nordeste, como a embolada no terceiro movimento. O uso de instrumentos de percussão como a cuíca, o reco-reco e o chocalho também conferem à obra uma sonoridade orgulhosamente carnavalesca, que encontra espaço ao lado das melodias de inspiração clássica. Em clara verve nacionalista, o Primeiro Concerto de Guarnieri anuncia o talento e a originalidade deste grande compositor brasileiro.

George Gershwin (Brooklyn, Estados Unidos, 1898 – Hollywood, Estados Unidos, 1937) e a obra Variações sobre “I Got Rhythm” (1934). Orquestrada por William C. Schoenfeld em 1953.

Com talento para combinar influências distintas e excepcional sensibilidade melódica, George Gershwin foi uma figura central na música estadunidense durante as primeiras décadas do século XX. Ainda adolescente, começou a trabalhar como pianista e compositor nas editoras do Tin Pan Alley e, antes de completar 20 anos, já estava escrevendo canções para musicais da Broadway. Em 1924, criou aquela que se tornaria sua obra mais célebre: concebida como um “concerto de jazz”, Rhapsody in Blue logo se tornaria um marco da fusão entre a música popular e a música orquestral, alavancando ainda mais a carreira do jovem compositor.

Dez anos mais tarde, a fim de celebrar a primeira década de seu maior sucesso, Gershwin decidiu realizar uma turnê comemorativa pelos Estados Unidos. O repertório incluía a Rhapsody in Blue, obviamente, e uma nova peça para piano e orquestra, composta especialmente para a ocasião. Essa nova obra tomava como base outro grande sucesso seu, I Got Rhythm, canção escrita em parceria com o irmão e letrista Ira Gershwin para o musical Girl Crazy, estreado em 1930, na Broadway. 

As Variações sobre “I Got Rhythm” são mais um exemplo de como Gershwin era capaz de aproximar as sonoridades modernas do teatro musical e a escrita concertante de seu tempo. Partindo do tema principal, piano e orquestra exploram variações inspiradas em estilos clássicos e contemporâneos, como a valsa e o jazz, arriscando-se também por influências chinesas e acenos ao atonalismo da música de vanguarda do início do século XX. O resultado é uma música dançante, envolvente, que combina o pleno domínio de Gershwin das suas origens com os aprendizados recentes de suas incursões sinfônicas. 

Aaron Copland (Nova York, Estados Unidos, 1900 – 1990) e a obra An Outdoor Overture (1938)

Em 1938, Aaron Copland trabalhava na partitura daquele que seria o primeiro de seus três grandes balés inspirados pelo folclore norte-americano, Billy the Kid, quando recebeu uma comissão do diretor musical da High School of Music and Art de Nova York, Alexander Richter. O pedido envolvia a criação de uma peça alegre e otimista, capaz de representar o espírito entusiástico de seus jovens estudantes. Copland aceitou a comissão de imediato e finalizou a obra em poucas semanas. A estreia aconteceu em 18 de dezembro do mesmo ano, com a orquestra da escola sob a batuta do próprio Richter.

An Outdoor Overture (“Uma abertura ao ar livre”) pode ser vista como uma espécie de marco inaugural de uma das fases mais criativas da carreira de Copland. Sua linguagem acessível e descomplicada demonstra o interesse do compositor em estreitar relações com o público, investindo em trabalhos que guardam certo teor formativo, sem permitir que haja penalizações ao valor artístico. Nesse sentido, a obra é representativa também de uma nova visão assumida por Copland em relação ao próprio ofício ao longo da década de 1930, na qual defendia uma participação mais atenta e ativa do compositor na sociedade.

Ainda que de forma concisa, as mesmas influências da música folclórica estadunidense que marcam os trabalhos mais aclamados de Copland podem ser percebidas em An Outdoor Overture. Sua vivacidade parece capturar algo do ímpeto desbravador que define o sentimento aventureiro das histórias de conquista do Oeste, realizando ao pé da letra os desejos de otimismo da comissão que lhe deu origem.

Heitor Villa-Lobos (Rio de Janeiro, Brasil, 1887- 1959) e a obra Bachianas Brasileiras nº 4 (1930-1941)

O fascínio de Villa-Lobos pela música de Johann Sebastian Bach vem desde a infância, quando sentava para ouvir a sua Tia Zizinha tocar trechos de O Cravo Bem Temperado ao piano. Suas Bachianas Brasileiras são, como o nome indica, uma expressão transparente – e também muito original – dessa admiração que lhe foi tão formativa. Ao todo, constituem um conjunto de nove suítes, escritas entre os anos de 1930 e 1945, que combinam o exercício dos procedimentos composicionais típicos do Barroco ao desejo de experimentar com os ritmos folclóricos do Brasil.

Nesse projeto pessoal de colocar em diálogo a música de Bach com a música brasileira, Villa-Lobos se deu bastante liberdade para compor usando o instrumento ou a formação que lhe fosse mais conveniente. As Bachianas Brasileiras nº 4 foram escritas primeiro para piano solo, e de maneira intervalar: o último movimento veio primeiro, em 1930; o terceiro é de 1935; e os dois primeiros foram finalizados apenas em 1941, mesmo ano em que o próprio Villa-Lobos preparou a versão orquestrada da obra.

As Bachianas nº 4 abrem de forma meditativa, apenas nas cordas, com o “Prelúdio (Introdução)”. O “Coral (Canto do Sertão)” marca a entrada das influências brasileiras, aludindo ao canto estridente da araponga, para depois se encerrar como um dos corais luteranos de Bach. Em “Ária (Cantiga)”, Villa-Lobos celebra a cultura nordestina com uma linda melodia popular, que dá um tom nostálgico ao movimento. A obra se encerra em clima de samba com “Dança (Miudinho)”, na qual o andamento rápido e as repetições insistentes, ao estilo de um moto perpetuo, asseguram um fechamento repleto de energia e dinamismo.

Filarmônica de Minas Gerais

 Série Allegro

11 de setembro – 20h30

Sala Minas Gerais

Série Vivace

12 de setembro – 20h30

Sala Minas Gerais

José Soares, regente

Erika Ribeiro, piano

GUARNIERI                              Concerto para piano nº 1

GERSHWIN/Schoenfeld           Variações sobre “I Got Rhythm”           

COPLAND                                  An Outdoor Overture

VILLA-LOBOS                           Bachianas Brasileiras nº 4          

INGRESSOS:

R$ 39,60 (Mezanino), R$ 54 (Coro), R$ 54 (Terraço), R$ 78 (Balcão Palco), R$ 98 (Balcão Lateral), R$ 133 (Plateia Central), R$ 172 (Balcão Principal) e R$ 193 (Camarote).

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 

Bilheteria da Sala Minas Gerais

Horário de funcionamento

Dias sem concerto:

3ª a 6ª — 12h a 20h

Sábado — 12h a 18h 

Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:

12h a 22h — quando o concerto é durante a semana 

12h a 20h — quando o concerto é no sábado 

9h a 13h — quando o concerto é no domingo

São aceitos:

Cartões das bandeiras Elo, Mastercard e Visa

Pix

ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação.

Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas.

O grupo recebeu numerosos prêmios e menções, sendo o mais recente o Prêmio Concerto 2024 na categoria CD/DVD/Livros, com o álbum com obras de Lorenzo Fernandez. A Orquestra já havia recebido Prêmio Concerto 2023 na categoria Música Orquestral, por duas apresentações realizadas no Festival de Inverno de Campos do Jordão, SP. o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano.

Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, Filarmônica na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto.

A Orquestra possui 18 álbuns gravados, entre eles quatro que integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty. O álbum Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, foi indicado ao Grammy Latino 2020.

Ainda em 2020, a Filarmônica inaugurou seu próprio estúdio de TV para a realização de transmissões ao vivo de seus concertos, totalizando hoje mais de 100 concertos transmitidos em seu canal no YouTube, onde se podem encontrar diversos outros conteúdos sobre a orquestra e a música de concerto.

Realiza também diversas apresentações por cidades do interior mineiro e capitais do Brasil, tendo se apresentado também na Argentina e Uruguai. Em celebração ao bicentenário da Independência do Brasil, em 2022, realizou uma turnê a Portugal, apresentando-se nas principais salas de concertos do país nas cidades do Porto, Lisboa e Coimbra, além de um concerto a céu aberto, no Jardim da Torre de Belém, como parte da programação do Festival Lisboa na Rua, promovido pela Prefeitura de Lisboa.

A sede da Filarmônica, a Sala Minas Gerais, foi inaugurada em 2015, sendo uma referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico. Considerada uma das principais salas de concertos da América Latina, recebe anualmente um público médio de 100 mil pessoas.

A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Filarmônica vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.

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sábado, 2 de agosto de 2025

"Filarmônica em Câmara" na Sala Minas Gerais nesta terça-feira

Foto: Eugênio Sávio

Na terça-feira (5), às 20h30, na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, será realizada mais uma edição da série Filarmônica em Câmara. Os músicos Rodrigo de Oliveira e Gabriel Mira, nos violinos, João Carlos Ferreira, na viola, e Lucas Barros, no violoncelo, interpretam Quarteto de cordas nº 3, de Claudio Santoro. De Samuel Barber, os musicistas Rodrigo Bustamante e Joanna Bello, nos violinos, Daniel Mendes, na viola, e Isaac Andrade, no violoncelo, executam o Quarteto de cordas em si menor, op. 11. Roberta Arruda, no violino, Mikhail Bugaev, na viola, Lina Radovanovic, no violoncelo, e Ayumi Shigeta, no piano, encerram o concerto com o Quarteto para piano e cordas, op. 67, de Joaquin Turina. Ingressos a R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia) no site da filarmonica e na bilheteria da Sala Minas Gerais. Este concerto terá interpretação em libras.

Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Governo de Minas Gerais por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Mantenedor: Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais. Apoio: Circuito Liberdade e Programa Amigos da Filarmônica. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Governo de Minas Gerais, Funarte, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Filarmônica em Câmara

5 de agosto – 20h30

Sala Minas Gerais

SANTORO        Quarteto de cordas nº 3

Rodrigo de Oliveira, violino

Gabriel Mira, violino

João Carlos Ferreira, viola

Lucas Barros, violoncelo

BARBER           Quarteto e cordas em si menor, op. 11

Rodrigo Bustamante, violino

Joanna Bello, violino

Daniel Mendes, viola

Isaac Andrade, violoncelo

TURINA            Quarteto para piano e cordas, op. 67

Roberta Arruda, violino

Mikhail Bugaev, viola

Lina Radovanovic, violoncelo

Ayumi Shigeta, piano

INGRESSOS:

R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 

Bilheteria da Sala Minas Gerais

Horário de funcionamento

Dias sem concerto:

3ª a 6ª — 12h a 20h

Sábado — 12h a 18h 

Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:

— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana 

— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado 

— 9h a 13h — quando o concerto é no domingo

São aceitos:

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segunda-feira, 9 de junho de 2025

Filarmônica de Minas Gerais apresenta a Orquestra na Dança com destaque para o balé russo

Foto: Rafael Motta
Apresentação integra a série “Fora de Série”, realizada aos sábados e destaca o balé russo na música de concerto

O balé russo define de forma marcante as grandes obras-primas do século XX. Neste concerto da série “Fora de Série”, que, neste ano, destaca “A Orquestra na Dança”, o público terá a oportunidade de vivenciar a fantasia contida em uma obra de Stravinsky que é inspirada pelo senso melódico inconfundível de Tchaikovsky, compositor que também está no programa, além da vibração enérgica da música nacionalista de Khachaturian. A apresentação será no sábado (14), às 18h, na Sala Minas Gerais, sob a regência do maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala, a partir de R$ 39,60 (inteira) e R$ 19,80 (meia).

Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Governo de Minas Gerais por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Mantenedor: Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais. Patrocínio: Pottencial Seguradora. Apoio: Circuito Liberdade e Programa Amigos da Filarmônica. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Governo de Minas Gerais, Funarte, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais

Desde 2008, é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo responsável pela implementação de um dos projetos mais bem-sucedidos no cenário musical brasileiro. 

Ao ser convidado, em 2014, para o cargo de Regente Principal da Orquestra Filarmônica da Malásia, Fabio Mechetti tornou-se o primeiro maestro brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática. Depois de quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville, Estados Unidos, atualmente é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular da Sinfônica de Syracuse e da Sinfônica de Spokane, da qual é Regente Laureado.

 Foi regente associado de Mstislav Rostropovich, na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, e com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio norte-americano. Da Orquestra Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente.

Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Orquestra Sinfônica de Nova Jersey e tem dirigido inúmeras orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É convidado frequente dos festivais de verão nos Estados Unidos, entre eles, os de Grant Park, em Chicago, e Chautauqua, em Nova York.

Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, na Dinamarca, Mechetti dirige, regularmente, várias orquestras na Escandinávia, na Itália, na Espanha, na Escócia, e várias orquestras latino-americanas, destacando-se a Filarmônica do Teatro Colón, e as Filarmônicas e Nacional da Colômbia.

No Brasil, foi convidado a dirigir a Estadual de São Paulo, a Sinfônica Brasileira, as municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro, a Petrobrás Sinfônica, entre outras. Trabalhou com artistas como Alicia de Larrocha, Thomas Hampson, Frederica von Stade, Arnaldo Cohen, Nelson Freire, Antonio Meneses, Emanuel Ax, Gil Shaham, Midori, Evelyn Glennie e Kathleen Battle, entre outros. Fabio Mechetti é Mestre em Composição e em Regência pela Juilliard School de Nova York.

Repertório

Piotr Ilitch Tchaikovsky (Votkinsk, Rússia, 1840 – São Petersburgo, Rússia, 1893) e a obra O quebra-nozes: Excertos (1892)

Igor Stravinsky (São Petersburgo, Rússia, 1882 – Nova York, Estados Unidos, 1971) e a obra O beijo da fada: Divertimento (1892)

Ara Khachaturian (Tbilisi, Geórgia, 1903 – Moscou, Rússia 1978) e a obra Gayane: Suíte nº 2 (1943)

O balé chegou à Rússia poucos anos depois de ganhar popularidade nas cortes suntuosas de Luís XIV, monarca da França, ainda no século XVII. Estima-se que a primeira apresentação em solo russo tenha acontecido em 1673. Naquele tempo, o balé era um entretenimento praticamente exclusivo da nobreza e fortemente vinculado à ópera. Seu sucesso entre a aristocracia francesa logo chamou a atenção do czar Pedro, o Grande, que andava interessado em reexaminar o isolamento histórico de seu país e permitir maior abertura para os costumes dos vizinhos considerados mais “modernos” e “desenvolvidos”.

Outro marco fundamental foi a criação, em 1738, da Escola de Balé Imperial, uma das mais importantes instituições do balé russo. Com o processo de ocidentalização em curso, vários artistas estrangeiros renomados foram convidados a atuar em Moscou e na nova capital do recém-instituído Império Russo, São Petersburgo. A presença desses coreógrafos e dançarinos aprimorou o ensino de dança entre a elite russa e ajudou a estabelecer a tradição local de formação de jovens bailarinos e bailarinas. Essa tradição é tão forte que a Escola de Balé Imperial existe até os dias de hoje, com o nome Academia de Balé Russo Vaganova, em homenagem à professora que estabeleceu um dos métodos de ensino de dança mais conhecidos e utilizados em todo o mundo.

Conhecida pela sua ênfase na precisão técnica e pela expressividade corporal, a escola russa foi se estabelecendo ao longo do século XIX até se tornar uma referência incontornável no campo da dança a partir do início do século XX. Nesse mesmo período, o balé começa a adquirir uma autonomia cada vez mais significativa da ópera – não só na Rússia, mas em toda a Europa – e se consolida, enfim, como uma forma canônica no campo da música de concerto. Já na segunda metade dos Oitocentos, o balé passa a ser compreendido de vez como um espetáculo de dança independente, no qual uma história é contada sem texto cantado, apenas com acompanhamento instrumental.

Uma grande parcela dos créditos por esse processo de emancipação do balé deve ser dada a compositores como Adolphe Adam, autor de Giselle (1841), e Leo Delibes, criador de Coppélia (1870) e Sylvia (1876). Mas o principal responsável por elevar o gênero a um novo patamar de sofisticação musical e popularidade foi um homem chamado Piotr Ilitch Tchaikovsky.

Tchaikovsky escreveu apenas três balés, mas são provavelmente os três balés mais famosos e executados de todo o repertório: O Lago dos Cisnes (1876), A Bela Adormecida (1888) e O Quebra-Nozes (1892). Inspirados em contos de fada e histórias populares, esses três trabalhos conseguem transmitir musicalmente, com eficácia e sensibilidade exemplares, todo o encantamento mágico que permeia suas tramas e personagens. Com eles, Tchaikovsky redefiniu a centralidade da música no balé, oferecendo-lhe um acompanhamento rítmico e melódico vívido, imaginativo e extremamente refinado, algo, até então, raramente encontrado nesse tipo de espetáculo.

Em O Quebra-Nozes, finalizado um ano antes da morte do compositor, encontramos algumas das melodias mais conhecidas de toda a música ocidental, trechos que se tornaram tão presentes na cultura popular que é difícil encontrar alguém que nunca os tenha ouvido ao menos uma vez. Entre os excertos selecionados para o concerto de hoje, estão alguns deles: a “Dança da fada açucarada”, com sua atmosfera de magia invocada pela celesta; a empolgante “Dança russa”; e a inesquecível “Valsa das flores”, uma das demonstrações definitivas da genialidade de Tchaikovsky para as formas dançantes.

Juntamente às brilhantes partituras, há outro elemento fundamental para a consolidação das obras de Tchaikovsky no cânone do balé clássico: as coreografias de Marius Petipa. Nascido na França e naturalizado na Rússia, Petipa foi, por mais de três décadas, o diretor e principal coreógrafo do Balé Imperial Russo – fundado juntamente com a Escola de Balé Imperial no século XVIII e, ainda hoje, uma das principais companhias de dança do mundo, com o nome Ballet Mariinsky. Além de ter comissionado O Quebra-Nozes a Tchaikovsky, Petipa criou versões imensamente populares de A Bela Adormecida e O Lago dos Cisnes, além de cerca de cinquenta outros trabalhos, tornando-se uma das figuras mais influentes na história do balé.

Ao longo do século XX, o legado do balé russo foi sedimentado e expandido por artistas que mantiveram vivos os clássicos dos mestres que os precederam, ao mesmo tempo em que criavam novas obras que rapidamente conquistaram os palcos. Dentre os compositores, talvez nenhum tenha causado um impacto tão duradouro quanto Igor Stravinsky e os seus três balés criados para a lendária companhia Ballets Russes, de Sergei Diaghilev: O Pássaro de Fogo (1910), Petrushka (1911) e a incendiária A Sagração da Primavera (1915), cuja famosa estreia em Paris escandalizou os ouvintes da época.

Desde as primeiras obras, algo que chamava a atenção em Stravinsky era a sua impressionante capacidade de absorver influências e reimaginá-las em uma roupagem própria, ao mesmo tempo distinta e curiosamente familiar. Dentre os balés, essa habilidade aparece de forma mais marcada em Pulcinella (1920), inspirada em peças para piano de Pergolesi, e em O Beijo da Fada, inspirada justamente em Tchaikovsky, seu compositor conterrâneo favorito. Para esse balé encantador e menos conhecido, Stravinsky selecionou melodias de canções e obras pianísticas escritas por Tchaikovsky na juventude, retrabalhando-as com tamanho cuidado que a sensação, por vezes, é de que O Beijo da Fada foi escrita pelo próprio Tchaikovsky. Seguindo a tradição do mestre, o balé se inspira em um conto de fadas sobre um rapaz que, quando bebê, foi marcado com um beijo por uma donzela das terras de gelo, para que pertencesse a ela por toda a eternidade.

Por fim, deixamos a fantasia um pouco de lado para explorar uma outra faceta do balé russo. Gayane é uma das obras mais célebres de Aram Khachaturian, compositor de origem armênia que, ao lado de Prokofiev e Shostakovich, tornou-se um dos principais nomes da música sinfônica produzida na União Soviética. Composto em 1942, o balé se passa em um colcoz na região sul da Armênia durante um período de guerra. Sua música é um caleidoscópio vibrante do folclore russo e caucasiano, com temas que favorecem o talento de Khachaturian para a execução de ritmos dançantes.

Filarmônica de Minas Gerais

Fora de Série – A Orquestra na Dança

14 de junho – 18h

Sala Minas Gerais

Fabio Mechetti, regente

TCHAIKOVSKY             O Quebra-nozes: Excertos

STRAVINSKY               O beijo da fada: Divertimento

KHACHATURIAN         Gayane: Suíte nº 2

INGRESSOS:

R$ 39,60 (Mezanino), R$ 54 (Coro), R$ 54 (Terraço), R$ 78 (Balcão Palco), R$ 98 (Balcão Lateral), R$ 133 (Plateia Central), R$ 172 (Balcão Principal) e R$ 193 (Camarote).

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 

Bilheteria da Sala Minas Gerais

Horário de funcionamento

Dias sem concerto:

3ª a 6ª — 12h a 20h

Sábado — 12h a 18h 

Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:

— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana 

— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado 

— 9h a 13h — quando o concerto é no domingo

São aceitos:

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 ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS

Foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação.

Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas.

O grupo recebeu numerosos menções e prêmios, sendo o mais recente o Prêmio Concerto 2024 na categoria CD/DVD/Livros, com o álbum com obras de Lorenzo Fernandez. A Orquestra já havia recebido Prêmio Concerto 2023 na categoria Música Orquestral, por duas apresentações realizadas no Festival de Inverno de Campos do Jordão, SP. o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano.

Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, Filarmônica na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto.

 A Orquestra possui 18 álbuns gravados, entre eles quatro que integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty. O álbum Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, foi indicado ao Grammy Latino 2020.

Ainda em 2020, a Filarmônica inaugurou seu próprio estúdio de TV para a realização de transmissões ao vivo de seus concertos, totalizando hoje mais de 100 concertos transmitidos em seu canal no YouTube, onde se podem encontrar diversos outros conteúdos sobre a orquestra e a música de concerto.

A Filarmônica realiza também diversas apresentações por cidades do interior mineiro e capitais do Brasil, tendo se apresentado também na Argentina e Uruguai. Em celebração ao bicentenário da Independência do Brasil, em 2022, realizou uma turnê a Portugal, apresentando-se nas principais salas de concertos do país nas cidades do Porto, Lisboa e Coimbra, além de um concerto a céu aberto, no Jardim da Torre de Belém, como parte da programação do Festival Lisboa na Rua, promovido pela Prefeitura de Lisboa.

Sua sede, a Sala Minas Gerais, foi inaugurada em 2015, sendo uma referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico. Considerada uma das principais salas de concertos da América Latina, recebe anualmente um público médio de 100 mil pessoas.

A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Filarmônica vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

segunda-feira, 15 de julho de 2024

Filarmônica de Minas Gerais apresenta a sétima sinfonia de Mahler na Sala Minas Gerais

Foto:Rafael Motta


Na oportunidade, lança nas principais plataformas de streaming sinfonias do compositor já gravadas pela Orquestra

Um dos grandes símbolos da força expressiva do Romantismo tardio na música sinfônica, Mahler é sempre um grande desafio e uma grande realização para orquestras em todo o mundo. Na quinta-feira (18) e sexta-feira (19), às 20h30, na Sala Minas Gerais, a Filarmônica de Minas Gerais mostra toda a sua potencialidade, talento e energia ao embarcar nessa empolgante aventura que é a execução da Sétima Sinfonia do compositor, obra de grande verve dramática e declarado otimismo na superação humana. Com mais de cem músicos no palco, este promete ser um dos momentos mais marcantes de toda a temporada. A regência é do maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais. Os ingressos estão à venda no site e na bilheteria da Sala, a partir de R$ 39,60 (inteira).

A Filarmônica tem se dedicado nos últimos anos a gravações de álbuns com obras de compositores de diferentes períodos, entre eles o ciclo completo das Sinfonias de Mahler. No concerto do dia de quinta-feira (18), serão lançadas nas principais plataformas de streaming as sinfonias do compositor já gravadas pela Orquestra: as de número 1, 2, 3, 5 e 6. E na semana de 20 a 25 de julho, na Sala Minas Gerais, a Filarmônica dá continuidade ao projeto e grava a Sétima Sinfonia, para lançamento ainda em 2024. Um projeto inédito da Orquestra para o registro e difusão deste compositor que, de forma visceral, alcançou a alma humana com a sua música.

Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura e Governo de Minas Gerais, conta com o patrocínio do Itaú, da Rede e da Gasmig, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Apoio: Circuito Liberdade e Programa Amigos da Filarmônica. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo de Minas Gerais, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente titular

Desde 2008, Fabio é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo responsável pela implementação de um dos projetos mais bem-sucedidos no cenário musical brasileiro.

Ao ser convidado, em 2014, para o cargo de Regente Principal da Orquestra Filarmônica da Malásia, Fabio Mechetti tornou-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática. Depois de quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville, Estados Unidos, atualmente é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular da Sinfônica de Syracuse e da Sinfônica de Spokane.

Foi regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington e com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio norte-americano. Da Orquestra Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente.

Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Orquestra Sinfônica de Nova Jersey e tem dirigido inúmeras orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É convidado frequente dos festivais de verão nos Estados Unidos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, na Dinamarca, Mechetti dirige regularmente na Escandinávia, particularmente a Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a de Helsingborg, Suécia. Na Finlândia, dirigiu a Filarmônica de Tampere; na Itália, a Orquestra Sinfônica de Roma e a Orquestra do Ateneo em Milão; na Dinamarca, a Filarmônica de Odense; dirigiu a Sinfônica Nacional da Colômbia e estreou no Festival Casals com a Sinfônica de Porto Rico. Na Argentina, conduziu a Filarmônica do Teatro Colón, com a qual se apresentará novamente em 2024.

No Brasil, foi convidado a dirigir a Sinfônica Brasileira, a Estadual de São Paulo, as orquestras de Porto Alegre e Brasília e as municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro. Trabalhou com artistas como Alicia de Larrocha, Thomas Hampson, Frederica von Stade, Arnaldo Cohen, Nelson Freire, Emanuel Ax, Gil Shaham, Midori, Evelyn Glennie, Kathleen Battle, entre outros. Fabio Mechetti é Mestre em Composição e em Regência pela Juilliard School de Nova York.

Repertório

Gustav Mahler (Kaliste, Boêmia, hoje República Tcheca, 1860 – Viena, Áustria, 1911) e a obra Sinfonia nº 7 em mi menor  (1904/1905)

Em sua Sétima Sinfonia, Mahler administra com maestria uma rica paleta orquestral: explora o potencial expressivo de cada instrumento e estabelece contrastes que articulam fortemente as diversas seções de sua vasta arquitetura formal. Esse conjunto de procedimentos pode ser constatado logo no primeiro movimento, quando encontramos dois temas – um deles estruturado a partir do ritmo de marcha, um dos arquétipos da música de Mahler – mergulhados em densa trama contrapontística, produzindo diferenças marcantes entre andamentos e atmosferas. Na sequência, a primeira “Nachtmusik” parece evocar um caminhar pelo mistério da noite. A ambientação noturna reaparece no “Scherzo”, mas agora por meio das lembranças algo fantasmagóricas da valsa vienense. Chegamos ao quarto movimento, “Nachtmusik II”, no qual a orquestra opera reduzida, mas com acréscimo do violão e do bandolim para uma verdadeira serenata noturna. No “Rondo-Finale”, a explosão de luz e a energia do tema inicial chegam com efeito arrebatador, conduzindo a sinfonia a um final luminoso. Se atentarmos para a diversidade temática da Sétima, estaremos diante de uma riqueza de expressões da alma humana em que não faltam os acentos da dor, da nostalgia, da desesperança, mas também da ironia, da raiva ou ainda do amor e do maravilhamento diante da natureza e da Criação.

Filarmônica de Minas Gerais

Série Presto

18 de julho – 20h30

Sala Minas Gerais

Série Veloce

19 de julho – 20h30

Sala Minas Gerais

Fabio Mechetti, regente

MAHLER                     Sinfonia nº 7 em mi menor

INGRESSOS:

R$ 39,60 (Mezanino), R$ 50 (Coro), R$ 50 (Terraço), R$ 72 (Balcão Palco), R$ 92 (Balcão Lateral), R$ 124 (Plateia Central), R$ 160 (Balcão Principal) e R$ 180 (Camarote).

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 

Bilheteria da Sala Minas Gerais

Horário de funcionamento

Dias sem concerto:

3ª a 6ª — 12h a 20h

Sábado — 12h a 18h 

Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:

— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana 

— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado 

— 9h a 13h — quando o concerto é no domingo

São aceitos:

Cartões das bandeiras Elo, Mastercard e Visa

Pix

ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS

Foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação.

Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas.

O grupo recebeu numerosos menções e prêmios, sendo o mais recente o Prêmio Concerto 2023 na categoria Música Orquestral, por duas apresentações realizadas no Festival de Inverno de Campos do Jordão, SP. A Orquestra já havia recebido o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano.

Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, Filarmônica na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto.

A Orquestra possui 13 álbuns gravados, entre eles quatro que integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty. O álbum Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, foi indicado ao Grammy Latino 2020.

Ainda em 2020, a Filarmônica inaugurou seu próprio estúdio de TV para a realização de transmissões ao vivo de seus concertos, totalizando hoje mais de 80 concertos transmitidos em seu canal no YouTube, onde se podem encontrar diversos outros conteúdos sobre a orquestra e a música de concerto.

Realiza também diversas apresentações por cidades do interior mineiro e capitais do Brasil, tendo se apresentado também na Argentina e Uruguai. Em celebração ao bicentenário da Independência do Brasil, em 2022, realizou uma turnê a Portugal, apresentando-se nas principais salas de concertos do país nas cidades do Porto, Lisboa e Coimbra, além de um concerto a céu aberto, no Jardim da Torre de Belém, como parte da programação do Festival Lisboa na Rua, promovido pela Prefeitura de Lisboa.

Sua sede, a Sala Minas Gerais, foi inaugurada em 2015, sendo uma referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico. Considerada uma das principais salas de concertos da América Latina, recebe anualmente um público médio de 100 mil pessoas.

É uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Filarmônica vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.

Os números da Filarmônica (2008 a dezembro/2023)

1.543.738 espectadores

1.231 concertos realizados

1.360 obras interpretadas

126 concertos em turnês estaduais

42 concertos em turnês nacionais

9 concertos em turnê internacional

94 concertos transmitidos ao vivo

606 notas de programa publicadas no site

231 webfilmes publicados

1 coleção com 3 livros e 1 DVD sobre o universo orquestral

4 exposições itinerantes e multimeios sobre música clássica

13 CDs lançados

1 Indicação ao Grammy Latino 2020 (CD Almeida Prado - Obras para piano e orquestra – Categoria de Melhor Álbum Clássico)

Use máscara cobrindo a boca  e o nariz. Se cuide!

domingo, 16 de junho de 2024

Filarmônica de Minas Gerais recebe o pianista Arnaldo Cohen

Foto: Yupeng Gu


 O aclamado pianista brasileiro Arnaldo Cohen se apresenta com a Filarmônica de Minas Gerais, na quinta-feira (20) e sexta-feira (21), às 20h30, na Sala Minas Gerais, para interpretar duas peças – o Concerto em fá menor, BWV 1056 de Bach e uma das obras mais instigantes de Richard Strauss, a Burlesca, na celebração dos 75 anos de sua morte. Do compositor alemão, a Orquestra executa ainda o célebre e autobiográfico poema sinfônico Uma vida de herói e Três Prelúdios Corais de Bach. A regência é do maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais. Os ingressos estão à venda no site da filarmônica e na bilheteria da Sala, a partir de R$ 39,60 (inteira).

Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais e Grupo Aterpa, conta com o patrocínio do Itaú, da Rede e da Gasmig, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Apoio: Circuito Liberdade e Programa Amigos da Filarmônica. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo de Minas Gerais, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente titular

Desde 2008, Fabio é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo responsável pela implementação de um dos projetos mais bem-sucedidos no cenário musical brasileiro.

Ao ser convidado, em 2014, para o cargo de Regente Principal da Orquestra Filarmônica da Malásia, Fabio Mechetti tornou-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática. Depois de quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville, Estados Unidos, atualmente é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular da Sinfônica de Syracuse e da Sinfônica de Spokane.

Foi regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington e com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio norte-americano. Da Orquestra Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente.

Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Orquestra Sinfônica de Nova Jersey e tem dirigido inúmeras orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É convidado frequente dos festivais de verão nos Estados Unidos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, na Dinamarca, Mechetti dirige regularmente na Escandinávia, particularmente a Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a de Helsingborg, Suécia. Na Finlândia, dirigiu a Filarmônica de Tampere; na Itália, a Orquestra Sinfônica de Roma e a Orquestra do Ateneo em Milão; na Dinamarca, a Filarmônica de Odense; dirigiu a Sinfônica Nacional da Colômbia e estreou no Festival Casals com a Sinfônica de Porto Rico. Na Argentina, conduziu a Filarmônica do Teatro Colón, com a qual se apresentará novamente em 2024.

No Brasil, foi convidado a dirigir a Sinfônica Brasileira, a Estadual de São Paulo, as orquestras de Porto Alegre e Brasília e as municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro. Trabalhou com artistas como Alicia de Larrocha, Thomas Hampson, Frederica von Stade, Arnaldo Cohen, Nelson Freire, Emanuel Ax, Gil Shaham, Midori, Evelyn Glennie, Kathleen Battle, entre outros. Fabio Mechetti é Mestre em Composição e em Regência pela Juilliard School de Nova York.

Arnaldo Cohen, piano

É um dos mais consagrados pianistas do Brasil. Em cinquenta anos de carreira, apresentou-se como solista em mais de 4 mil concertos, acompanhando orquestras como as filarmônicas de Londres e de Los Angeles, a Royal Philharmonic, a Philharmonia, a Orquestra de Cleveland e muitas outras. Colaborou com regentes do calibre de Yehudi Menuhin, Kurt Masur e Wolfgang Sawallisch, e tocou em alguns dos maiores teatros do planeta, incluindo o Scala de Milão, Concertgebouw (Amsterdã), Symphony Hall (Chicago), Teatro de Champs-Elysées (Paris), Barbican Center e Royal Albert Hall (ambos em Londres). Formado em Piano e em Violino pela Escola de Música da UFRJ, Cohen conquistou por unanimidade o Primeiro Prêmio no Concurso Internacional Busoni, na Itália, em 1972. No início da década de 1980, mudou-se para Londres, onde consolidou sua carreira como músico e atuou como professor na Royal Academy of Music e no Royal Northern College of Music. Em 2004, decidiu viver nos Estados Unidos, tornando-se o primeiro brasileiro a assumir uma cátedra vitalícia na Escola de Música da Universidade de Indiana. Entre suas gravações, destaque para as elogiadas interpretações de Liszt e uma abrangente coletânea de música brasileira para o selo BIS. Admirado por sua técnica exemplar, Cohen é colaborador de longa data da Filarmônica e do maestro Fabio Mechetti. Foi um de nossos primeiros pianistas convidados, acompanhou-nos em turnês pelo Brasil e apresentou-se diversas vezes na Sala Minas Gerais. Em 2018, Cohen celebrou conosco os seus 70 anos de vida e os 10 anos da Orquestra em uma apresentação memorável no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Repertório

Johann Sebastian Bach (Eisenach, Alemanha, 1685 – Leipzig, Alemanha, 1750) e a obra Três Prelúdios Corais: Despertai, há uma voz que vos aclama (1747/1748)

Os prelúdios corais são peças para órgão criadas para serem executadas antes de alguns cânticos em cerimônias religiosas. Foram populares no final do século XVII e início do XVIII, especialmente nas igrejas protestantes da Alemanha. O grande mestre da forma é Johann Sebastian Bach, que compôs dezenas de prelúdios corais, sendo os mais célebres os 45 que integram o seu Orgel-Büchlein. O conjunto conhecido como Três Prelúdios Corais foi elaborado pelo italiano Ottorino Respighi, que selecionou e transcreveu com maestria as composições vocais de Bach para orquestra. “Despertai, há uma voz que vos aclama” (Wachet auf, ruft uns die Stimme) é a terceira e última seção das releituras de Respighi. O prelúdio original é uma transcrição feita pelo próprio Bach do quinto movimento de sua Cantata nº 140, cujo texto se baseia em um louvor do pastor luterano Philipp Nicolai sobre a Parábola das Dez Virgens. A Cantata nº 140 foi composta em 1731 para a liturgia do 27º domingo após o Domingo da Santíssima Trindade, que, por sua vez, é o primeiro domingo após a celebração de Pentecostes no calendário cristão ocidental. Já os Três Prelúdios Corais arranjados por Respighi datam de 1930, e foram estreados no mesmo ano, em Nova York, sob a batuta de Arturo Toscanini.

Johann Sebastian Bach (Eisenach, Alemanha, 1685 – Leipzig, Alemanha, 1750) e a obra Concerto para piano nº 5 em fá menor, BWV 1056  (1729/1736)

Quando Johann Sebastian Bach faleceu, em 28 de julho de 1750, sua fama de organista virtuoso já encontrava eco em toda a Alemanha da época. Entretanto, boa parte de suas composições não foi preservada para a posteridade, por razões ainda debatidas entre os especialistas. Felizmente, seu conjunto de sete concertos para piano e orquestra – escritos originalmente para cravo – sobreviveu em uma cópia feita à mão pelo próprio Bach. Tratam-se, na verdade, de transcrições de obras que o compositor criou primeiramente para outros instrumentos, muitas delas perdidas no curso do tempo. É difícil precisar exatamente quando os concertos foram concebidos, mas estima-se que datem do período entre 1729 e 1738, quando Bach ocupava o posto de diretor do collegium musicum de Leipzig. O conciso Concerto nº 5 em fá menor possui três movimentos. O primeiro e o terceiro nasceram provavelmente de trechos retrabalhados de um concerto anterior em sol maior. Já o intermediário lento tem origem em um possível concerto perdido para oboé, que também serviu de inspiração para a bela introdução da Cantata nº 156. Popularmente conhecido como “Arioso”, esse trecho pode soar familiar aos fãs de MPB, uma vez que sua melodia foi usada na canção “Céu de Santo Amaro”, composta por Flávio Venturini e Caetano Veloso.

Richard Strauss (Munique, Alemanha, 1864 – Garmisch-Partenkirchen, Alemanha , 1949) e a obra Burlesca (1885/1886)

A primeira versão finalizada de Burlesca data dos 1885 e 1886, período em que o jovem Richard Strauss estudava com o pianista e regente de orquestras Hans von Bülow, ao qual a partitura foi originalmente dedicada com o título de Scherzo em ré menor. Refletindo a severa orientação musical de Bülow, pode-se notar no Scherzo forte inspiração brahmsiana. Entretanto, em 1890, Strauss a submeteria a ampla revisão. Renomeada Burlesca, foi dedicada ao célebre pianista Eugen d’Albert e apresentada em Eisenach (Alemanha) sob a direção do próprio compositor, tendo como solista o novo destinatário. A peça possui caráter concertante e significou uma etapa importante para o jovem Strauss na busca de um estilo próprio. Apesar do título, não se trata de uma obra cômica: o humor aqui se restringe ao caráter de scherzo, reminiscente do propósito inicial. A partitura concilia a forma de um primeiro movimento de sonata com a liberdade estilística das rapsódias de Liszt e o espírito das fantasias barrocas. O tema principal tem ritmo dançante e um pouco sincopado, enquanto um segundo tema, desenvolvido pelo solista, soa como uma valsa langorosa, contrastando vivamente com o terceiro motivo, de poesia quase épica.

Richard Strauss (Munique, Alemanha, 1864 – Garmisch-Partenkirchen, Alemanha , 1949) e a obra Uma vida de herói, op. 40  (1897/1898)

Composta em 1898, Uma vida de herói é a última obra de um período de grande fertilidade para poemas sinfônicos demonstrada por Richard Strauss, quando explorou ao limite as potencialidades e a complexidade do gênero. Se, em trabalhos anteriores, o motivo literário podia ser percebido em certas evocações musicais – seja em aspectos narrativos, seja em aspectos psicológicos das personagens –, em Uma vida de herói isso é significativamente menos evidente e menos importante. Aqui Strauss parece levar a termo e a cabo o papel de mero pretexto do motivo literário, em razão de colocar soberanamente em primeiro plano a realidade sonora da construção musical. Isso revela uma posição particular sua, interessada em dar ao mundo apenas a realidade sonora da música, sem a interferência de sugestões extramusicais. Estreada em 1899, a peça marca definitivamente a entrada de Strauss na aurora do século XX, já ensaiada por investidas anteriores, genialmente bem-sucedidas. Se com Don Quixote e, principalmente, Till Eulenspiegel, Strauss demonstra amadurecimento e maestria na consolidação de sua linguagem, enraizada no Romantismo, mas prodigamente ramificada pelo século XX, em Uma vida de herói ele afirma e endossa um posicionamento musical que extrapola suas fontes românticas e abre caminho para novas possibilidades, que culminarão em obras como as óperas Salomé e O cavaleiro da rosa.

Programa

Filarmônica de Minas Gerais

Série Presto

20 de junho – 20h30

Sala Minas Gerais

Série Veloce

21 de junho – 20h30

Sala Minas Gerais

Fabio Mechetti, regente

Arnaldo Cohen, piano

BACH/Respighi    Três Prelúdios Corais: Despertai, há uma voz que vos aclama                  

BACH                     Concerto para piano nº 5 em fá menor, BWV 1056

R. STRAUSS          Burlesca                    

R. STRAUSS          Uma vida de herói, op. 40                       

INGRESSOS:

R$ 39,60 (Mezanino), R$ 50 (Coro), R$ 50 (Terraço), R$ 72 (Balcão Palco), R$ 92 (Balcão Lateral), R$ 124 (Plateia Central), R$ 160 (Balcão Principal) e R$ 180 (Camarote).

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 

Bilheteria da Sala Minas Gerais

Horário de funcionamento

Dias sem concerto:

3ª a 6ª — 12h a 20h

Sábado — 12h a 18h 

Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:

— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana 

— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado 

— 9h a 13h — quando o concerto é no domingo

São aceitos:

Cartões das bandeiras Elo, Mastercard e Visa

Pix

ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS

Foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação.

Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas.

O grupo recebeu numerosos menções e prêmios, sendo o mais recente o Prêmio Concerto 2023 na categoria Música Orquestral, por duas apresentações realizadas no Festival de Inverno de Campos do Jordão, SP. A Orquestra já havia recebido o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano.

Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, Filarmônica na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto.

A Orquestra possui 13 álbuns gravados, entre eles quatro que integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty. O álbum Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, foi indicado ao Grammy Latino 2020.

Ainda em 2020, a Filarmônica inaugurou seu próprio estúdio de TV para a realização de transmissões ao vivo de seus concertos, totalizando hoje mais de 80 concertos transmitidos em seu canal no YouTube, onde se podem encontrar diversos outros conteúdos sobre a orquestra e a música de concerto.

Realiza também diversas apresentações por cidades do interior mineiro e capitais do Brasil, tendo se apresentado também na Argentina e Uruguai. Em celebração ao bicentenário da Independência do Brasil, em 2022, realizou uma turnê a Portugal, apresentando-se nas principais salas de concertos do país nas cidades do Porto, Lisboa e Coimbra, além de um concerto a céu aberto, no Jardim da Torre de Belém, como parte da programação do Festival Lisboa na Rua, promovido pela Prefeitura de Lisboa.

A sede, a Sala Minas Gerais, foi inaugurada em 2015, sendo uma referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico. Considerada uma das principais salas de concertos da América Latina, recebe anualmente um público médio de 100 mil pessoas.

A Filarmônica uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Filarmônica vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.

Os números da Filarmônica (2008 a dezembro/2023)

1.543.738 espectadores

1.231 concertos realizados

1.360 obras interpretadas

126 concertos em turnês estaduais

42 concertos em turnês nacionais

9 concertos em turnê internacional

94 concertos transmitidos ao vivo

606 notas de programa publicadas no site

231 webfilmes publicados

1 coleção com 3 livros e 1 DVD sobre o universo orquestral

4 exposições itinerantes e multimeios sobre música clássica

13 CDs lançados

1 Indicação ao Grammy Latino 2020 (CD Almeida Prado - Obras para piano e orquestra – Categoria de Melhor Álbum Clássico)

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

quarta-feira, 13 de março de 2024

Filarmônica de Minas Gerais recebe o violinista Vadim Gluzman

Foto: Marco Borggreve


Com regência do maestro Fabio Mechetti, Orquestra interpreta ainda Smetana, para celebrar os 200 anos de nascimento do compositor tcheco e Brahms

Para o concerto inaugural das séries Allegro e Vivace 2024, a Filarmônica recebe um dos maiores violinistas da atualidade e frequentador constante do palco da Sala Minas Gerais, o israelense Vadim Gluzman, para interpretar o célebre Concerto para violino de Beethoven. Os 200 anos de nascimento de Smetana serão comemorados com seu famoso poema sinfônico O Moldávia. O programa se completa com uma das obras-primas do romantismo sinfônico alemão,  a Sinfonia nº 3 de Brahms. A regência é do maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais. As apresentações serão na quinta (14) e sexta (15), às 20h30, na Sala Minas Gerais. Os ingressos estão à venda no site da Filarmônica e na bilheteria da Sala, a partir de R$ 39,60.

Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais e Inter, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Apoio: Circuito Liberdade e Programa Amigos da Filarmônica. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo de Minas Gerais, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente titular

Desde 2008, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo responsável pela implementação de um dos projetos mais bem-sucedidos no cenário musical brasileiro.

Ao ser convidado, em 2014, para o cargo de Regente Principal da Orquestra Filarmônica da Malásia, Fabio Mechetti tornou-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática. Depois de quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville, Estados Unidos, atualmente é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular da Sinfônica de Syracuse e da Sinfônica de Spokane.

Foi regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington e com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio norte-americano. Da Orquestra Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente.

Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Orquestra Sinfônica de Nova Jersey e tem dirigido inúmeras orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É convidado frequente dos festivais de verão nos Estados Unidos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, na Dinamarca, Mechetti dirige regularmente na Escandinávia, particularmente a Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a de Helsingborg, Suécia. Na Finlândia, dirigiu a Filarmônica de Tampere; na Itália, a Orquestra Sinfônica de Roma e a Orquestra do Ateneo em Milão; na Dinamarca, a Filarmônica de Odense; dirigiu a Sinfônica Nacional da Colômbia e estreou no Festival Casals com a Sinfônica de Porto Rico. Na Argentina, conduziu a Filarmônica do Teatro Colón, com a qual se apresentará novamente em 2024.

No Brasil, foi convidado a dirigir a Sinfônica Brasileira, a Estadual de São Paulo, as orquestras de Porto Alegre e Brasília e as municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro. Trabalhou com artistas como Alicia de Larrocha, Thomas Hampson, Frederica von Stade, Arnaldo Cohen, Nelson Freire, Emanuel Ax, Gil Shaham, Midori, Evelyn Glennie, Kathleen Battle, entre outros. Fabio Mechetti é Mestre em Composição e em Regência pela Juilliard School de Nova York.

Vadim Gluzman, violino

Reconhecido como um dos violinistas mais talentosos da atualidade, o israelense Vadim Gluzman se destaca pela técnica impecável e por álbuns lançados pelo selo BIS, com os quais recebeu prêmios e indicações de grandes publicações especializadas – Diapason, Gramophone, Classica e The Strad. Apresenta-se regularmente com algumas das orquestras mais importantes do mundo, como a Filarmônica de Berlim, as sinfônicas de Boston e de Chicago, a Orquestra de Cleveland, a Royal Concertgebouw, a Orchestre de Paris, entre outras. Nos Estados Unidos, é artista residente e membro do corpo docente do Conservatório de Peabody, em Baltimore, e parceiro criativo e principal solista convidado da Orquestra de Câmara ProMusica, em Columbus. Ao longo da carreira, estreou obras de Sofia Gubaidulina, Giya Kancheli, Peteris Vasks, Lera Auerbach e outros compositores. Gluzman se apresentou pela primeira vez com a Filarmônica de Minas Gerais em 2011, e, desde então, tornou-se um convidado frequente. Em 2024, retorna para executar uma obra que tocou conosco pela primeira vez dez anos atrás: o inesquecível Concerto para violino de Beethoven.

Repertório

Bedrich Smetana (Litomys, República Tcheca, 1824 – Praga, República Tcheca, 1884) e a obra O Moldávia(1874)

Smetana deixou um legado tão significativo que fez da escola tcheca continuamente fecunda, ao contrário de outras correntes nacionais (como a húngara), que sofreram um eclipse, até se renovarem pelos ares do século XX. De sua música sinfônica, sua obra-prima é sem dúvida o ciclo de seis poemas sinfônicos intitulado MaVlast (Minha Pátria), dentre os quais destaca-se o segundo: Vltava, mais conhecido pelo seu nome em alemão: Die Moldau (O Moldávia). Em O Moldávia, o próprio rio de mesmo nome é o mote do compositor, que o pinta desde suas nascentes, passando por suas corredeiras até o seu desaguar no rio Elba. A obra é, sem dúvida, uma das obras mais conhecidas e executadas de Smetana. Com razão! Ele é uma bela amostra das origens dessa Escola Nacional que ainda hoje mantém frescor e fecundidade.

Johannes Brahms (Hamburgo, Alemanha, 1833 – Viena, Áustria, 1897) e a obra Sinfonia nº 3 em Fá maior, op. 90 (1883)

As sinfonias de Brahms foram concebidas sob o signo do paradoxo. Nelas, o compositor verte a alma romântica que perpassa sua extensa produção de canções, sem deixar de lado a missão que se impôs de dar seguimento à longa tradição sinfônica, representada por Schumann, Schubert e, em seu caso particular, por Beethoven. Por isso, suas quatro obras do gênero não representam números a mais: são criações individuais, fruto de uma elaboração longa e cuidada. Sua orquestra explora uma técnica instrumental em desenvolvimento, como podemos observar nesta Terceira, levando os violinos ao registro extremo-agudo, ou dando relevo, como no terceiro movimento, a melodias entregues às trompas. Além disso, em diversas passagens, a orquestração de Brahms mostra uma rara habilidade na transposição de uma escritura pianística. Há ainda outras particularidades que chamam atenção, como o fato de que todos os movimentos terminam em dinâmicas suaves. Por outro lado, impossível não apreciar a cantilena singela que abre o segundo movimento, ou mesmo não reter melodias como a abertura do terceiro. Melodias que, diga-se de passagem, exemplificam um dos aspectos mais ricos e pregnantes das obras de Brahms. A forma fica apenas como referência. O todo da composição fica como um testemunho do rigor que, paradoxalmente, não impediu o exercício da liberdade.

Ludwig van Beethoven (Bonn, Alemanha, 1770 – Viena, Áustria, 1827) e a obra Concerto para violino em Ré maior, op. 61 (1806)

O período de 1804 a 1808 foi um dos mais fecundos na vida de Beethoven, com uma série impressionante de obras-primas: as sonatas para piano Appassionata e Aurora, os três quartetos de cordas Razumovsky, a ópera Fidelio, as sinfonias nº 4, nº 5 e nº 6, o Concerto para piano nº 4 e seu único Concerto para violino. Quando o Concerto estreou a 23 de dezembro de 1806, a crítica se surpreendeu com sua inusitada concepção – um tecido sinfônico em que o violino e a orquestra se associam e dividem igualmente as tarefas. A obra não visa à exibição do virtuosismo do solista. Ao contrário, confia-lhe a nobre missão de vencer consideráveis dificuldades técnicas e musicais sem a necessidade de brilhar individualmente. Os atributos virtuosísticos do violino são usados para iluminar a expressividade do discurso orquestral. Talvez por isso, o atual sucesso do Concerto só viesse a se consolidar quarenta anos após sua estreia, principalmente pelo empenho do violinista Joseph Joachim. Prestes a se tornar um dos maiores nomes do instrumento no século XIX, o músico escolheu para a sua primeira apresentação em Londres, em 1844, com condução de seu amigo Felix Mendelssohn, justamente o Concerto de Beethoven, visto na época como antiquado e pouco interessante para um solista. Ao longo da carreira, Joachim executou a obra a ponto de seu nome se tornar imediatamente associado a ela, reposicionando devidamente o Concerto como um estandarte do repertório.

Programa

Filarmônica de Minas Gerais

Série Allegro

14 de março – 20h30

Sala Minas Gerais

Série Vivace

15 de março – 20h30

Sala Minas Gerais

Fabio Mechetti, regente

Vadim Gluzman, piano

SMETANA             O Moldávia

BRAHMS                Sinfonia nº 3 em Fá maior, op. 90

BEETHOVEN          Concerto para violino em Ré maior, op. 61

INGRESSOS:

R$ 39,60 (Mezanino), R$ 50 (Coro), R$ 50 (Terraço), R$ 72 (Balcão Palco), R$ 92 (Balcão Lateral), R$ 124 (Plateia Central), R$ 160 (Balcão Principal) e R$ 180 (Camarote).

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 

Bilheteria da Sala Minas Gerais

Horário de funcionamento

Dias sem concerto:

3ª a 6ª — 12h às 20h

Sábado — 12h às 18h 

Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:

— 12h às 22h — quando o concerto é durante a semana 

— 12h às 20h — quando o concerto é no sábado 

— 9h às 13h — quando o concerto é no domingo

São aceitos:

Cartões das bandeiras Elo, Mastercard e Visa

Pix

ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS

Foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação.

Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas.

O grupo recebeu numerosos menções e prêmios, sendo o mais recente o Prêmio Concerto 2023 na categoria Música Orquestral, por duas apresentações realizadas no Festival de Inverno de Campos do Jordão, SP. A Orquestra já havia recebido o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano.

Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, Filarmônica na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto.

A Orquestra possui 12 álbuns gravados, entre eles quatro que integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty. O álbum Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, foi indicado ao Grammy Latino 2020.

Ainda em 2020, a Filarmônica inaugurou seu próprio estúdio de TV para a realização de transmissões ao vivo de seus concertos, totalizando hoje mais de 80 concertos transmitidos em seu canal no YouTube, onde se podem encontrar diversos outros conteúdos sobre a orquestra e a música de concerto.

A Filarmônica realiza também diversas apresentações por cidades do interior mineiro e capitais do Brasil, tendo se apresentado também na Argentina e Uruguai. Em celebração ao bicentenário da Independência do Brasil, em 2022, realizou uma turnê a Portugal, apresentando-se nas principais salas de concertos do país nas cidades do Porto, Lisboa e Coimbra, além de um concerto a céu aberto, no Jardim da Torre de Belém, como parte da programação do Festival Lisboa na Rua, promovido pela Prefeitura de Lisboa.

A sede da Filarmônica, a Sala Minas Gerais, foi inaugurada em 2015, sendo uma referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico. Considerada uma das principais salas de concertos da América Latina, recebe anualmente um público médio de 100 mil pessoas.

A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Filarmônica vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.

Os números da Filarmônica (2008 a dezembro/2023)

1.543.738 espectadores

1.231 concertos realizados

1.360 obras interpretadas

126 concertos em turnês estaduais

42 concertos em turnês nacionais

9 concertos em turnê internacional

94 concertos transmitidos ao vivo

606 notas de programa publicadas no site

231 webfilmes publicados

1 coleção com 3 livros e 1 DVD sobre o universo orquestral

4 exposições itinerantes e multimeios sobre música clássica

12 CDs lançados

1 Indicação ao Grammy Latino 2020 (CD Almeida Prado - Obras para piano e orquestra – Categoria de Melhor Álbum Clássico)

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

Filarmônica de Minas Gerais faz concerto especial de Natal em Mariana

Foto: Vinicius Correia
Com patrocínio do Instituto Cultural Vale, Orquestra faz concerto de graça na Igreja São Francisco de Assis

A Filarmônica de Minas Gerais, uma das mais importantes orquestras da América Latina, se apresenta na cidade de Mariana (MG), no sábado (16) , às 20h, na Igreja São Francisco de Assis. O Concerto especial de Natal marca, dentre outras atividades realizadas ao longo do ano, os 15 anos da Orquestra, celebrados em 2023. Sob a batuta do maestro José Soares, Regente Associado da Filarmônica, e participação como solista da Flautista Principal Assistente da Filarmônica, Renata Xavier, serão apresentados ao público diferentes temas natalinos, dos brasileiros aos de terras distantes. A apresentação, que conta com o patrocínio do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, é gratuita. Haverá transmissão para a área externa da igreja, já que a lotação é limitada.

Para o maestro José Soares, Regente Associado da Filarmônica de Minas Gerais, “no diverso e dinâmico mundo em que vivemos, há poucos momentos em que uma celebração é 'uníssona' e capaz de criar uma ponte entre diferentes culturas. O Natal é certamente um desses momentos; partindo de uma tradição festiva religiosa, são muitos os elementos que compõem esse espírito natalino que nos preenche de alegria e irmandade. E, dentro dos principais alicerces que trazem vida a essa época do ano, está a música – como não se envolver ao escutar um Noite Feliz? Pois é a partir desse desejo de compartilhar através da música que a nossa Filarmônica realiza este concerto com um cardápio mais do que especial”. 

Segundo ele, “Nada mais apropriado que começar o concerto com duas obras de um certo alemão que muito contribuiu para a música litúrgica – Johann Sebastian Bach, com dois trechos de suas Cantatas: seu insubstituível coral Jesus Alegria dos Homens e o belo Arioso (melodia utilizada posteriormente por Flávio Venturini no Céu de Santo Amaro). Também vamos propor um diálogo com o passado pela leveza melódica da Suíte Antiga, composta pelo inglês John Rutter, obra que contará com o solo da Principal Flautista Assistente da Orquestra, Renata Xavier. Em um bom contraste, entramos na sequência com o vigor de um festival de Natal do norte-americano Leroy Anderson e, a partir daí, nosso público vai reconhecer os temas cada vez mais (e, também, chamado a participar!). Para a última parte do concerto, vamos tocar orquestrações feitas especialmente por dois membros da Filarmônica – Jônatas Reis, nosso assistente de Arquivo, e Marlon Humphreys-Lima, nosso trompetista principal – de diferentes temas natalinos, dos brasileiros aos de terras distantes. E vamos concluir com muita energia e júbilo”, ressalta José Soares.

“Para nós do Instituto Cultural Vale é uma alegria trazer a paz da música de concerto para a Igreja de São Francisco, ao lado do Museu de Mariana, duas entregas para a população das quais fizemos parte este ano. Que seja uma bela celebração”, comenta Marize Mattos, coordenadora de Patrocínios e Projetos do Instituto Cultural Vale.

Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais e Instituto Cultural Vale, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Apoio: Prefeitura de Mariana. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo de Minas Gerais, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Maestro José Soares, Regente Associado da Filarmônica de Minas Gerais

Natural de São Paulo,  é Regente Associado da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde 2022, tendo sido seu Regente Assistente nas duas temporadas anteriores. Venceu o 19º Concurso Internacional de Regência de Tóquio (Tokyo International Music Competition for Conducting 2021), recebendo também o prêmio do público. Bacharel em Composição pela Universidade de São Paulo, iniciou-se na música com sua mãe, Ana Yara Campos. Estudou com o maestro Claudio Cruz e teve aulas com Paavo Järvi, Neëme Järvi, Kristjan Järvi e Leonid Grin. Foi orientado por Marin Alsop, Arvo Volmer, Giancarlo Guerrero e Alexander Libreich no Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão. Pelo Prêmio de Regência recebido no festival, atuou como regente assistente da Osesp na temporada 2018. José Soares foi aluno do Laboratório de Regência da Filarmônica e convidado pelo maestro Fabio Mechetti a reger um dos Concertos para a Juventude da temporada 2019. Em 2023, estreou como convidado da Osesp e de orquestras no Japão. 

Renata Xavier, flauta

Integrante da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, Renata Xavier começou a estudar música aos sete anos no Conservatório Estadual Juscelino Kubitschek de Oliveira, em Pouso Alegre (MG), cidade onde nasceu. Concluiu seu bacharelado em 2002 na Universidade Estadual Paulista, sob orientação de Jean Noel Saghaard, tendo também sido aluna de Rogério Wolf. Renata participou dos principais festivais de música do país, dentre eles o de Campos do Jordão, a Oficina de Música de Curitiba e o Música nas Montanhas, em Poços de Caldas. Como convidada, apresentou-se junto às sinfônicas de São José dos Campos, de Rio Claro e de Santos. A flautista também integrou outros grupos brasileiros, como as bandas sinfônicas Jovem do Estado de São Paulo e de Cubatão e as orquestras Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo, a Jovem de Guarulhos, a Sinfônica Heliópolis e a Sinfônica da USP.

Filarmônica de Minas Gerais

Concerto especial de Natal

16 de dezembro – 20h30

Mariana – Minas Gerais

Igreja São Francisco de Assis

Gratuito

Com transmissão em telões na área externa da igreja - Praça Minas Gerais

José Soares, regente

Renata Xavier, flauta

Programa:

BACH/A. Brasolim                            Cantata nº 147, “Jesus Alegria dos Homens”

BACH                                             Cantata nº 156: Arioso

RUTTER                                         Suíte Antiga

ANDERSON                                    Festival de Natal

COOTS / M. Humphreys-Lima       Santa Claus is coming to town

CALDAS / CAVALCANTI / J. Reis   Noite Azul

PIERPONT / M. Humphreys-Lima  Bate o sino pequenino

ANDERSON / M. Humphreys-Lima Sleigh Ride 

Folclore brasileiro / J. Reis            Borboleta Pequenina (Tema Pastoril)

ADAM / J. Reis                               Noite Feliz

VALENTE / J. Reis                                 Boas Festas

Mais informações: www.filarmonica.art.br

ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS

Ao completar 15 anos em 2023, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais reafirma a sua vocação pela excelência artística e vigorosa programação, que a tornou referência no Brasil e no mundo desde a sua fundação, em 2008. 

Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra recebeu numerosos menções e prêmios, entre eles o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010.

Suas apresentações regulares acontecem em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário nacional e internacional da música orquestral. A Orquestra mantém também uma programação gratuita e de formação de público, em Belo Horizonte e outras cidades do estado. 

A Sala Minas Gerais, sede da Orquestra, foi inaugurada em 2015, em Belo Horizonte, tornando-se referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico e uma das principais salas de concertos da América Latina. Juntas, Sala Minas Gerais e Orquestra vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional.

A Orquestra possui 12 álbuns gravados, entre eles quatro que integram o projeto “A música do Brasil”, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty. Um deles, com obras de Almeida Prado, foi indicado ao Grammy Latino 2020.

Ainda em 2020, a Filarmônica inaugurou seu próprio estúdio de TV para a realização de transmissões ao vivo de seus concertos, totalizando hoje mais de 80 concertos transmitidos em seu canal no YouTube, onde se podem encontrar diversos outros conteúdos sobre a orquestra e a música de concerto.

A Filarmônica realiza também diversas apresentações por cidades do interior mineiro e capitais do Brasil, tendo se apresentado também na Argentina e Uruguai. Em celebração ao bicentenário da Independência do Brasil, em 2022, realizou uma turnê a Portugal, apresentando-se nas principais salas de concertos do país nas cidades do Porto, Lisboa e Coimbra, além de um concerto a céu aberto, no Jardim da Torre de Belém, como parte da programação do Festival Lisboa na Rua, promovido pela Prefeitura de Lisboa.

É uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Filarmônica vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.

Instituto Cultural Vale

Parte do princípio de que viver a cultura possibilita às pessoas ampliarem sua visão de mundo e criarem novas perspectivas de futuro. Tem um importante papel na transformação social e busca democratizar o acesso, fomentar a arte, a cultura, o conhecimento e a difusão de diversas expressões artísticas do nosso país, ao mesmo tempo em que contribui para o fortalecimento da economia criativa. Nos anos 2020-2022, o Instituto Cultural Vale patrocinou mais de 600 projetos em mais de 24 estados e no Distrito Federal. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios, patrocinados via Lei Federal de Incentivo à Cultura, com visitação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA). Onde tem Cultura, a Vale está. Visite o site do Instituto Cultural Vale: institutoculturalvale.org

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!