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sexta-feira, 1 de novembro de 2024

Espetáculo "Proncovô" é selecionado para festivais na Colômbia

Foto: Guto Muniz

As cidades de Medellín e Santa Fé de Antioquia, na Colômbia, irão receber apresentações gratuitas da montagem, protagonizada por Laura de Castro e Zé Motta. Com direção e dramaturgia de Eduardo Moreira, direção musical de Sérgio Pererê, o espetáculo aborda o ato de caminhar para refletir sobre a vida e a arte.

“Proncovô” é um espetáculo poético musical que reúne música e teatro, celebrando a arte do caminhar, uma homenagem ao artista mambembe, ao andarilho e à vocação nômade do artista, que parte sempre em busca de seu público. Protagonizada por Laura de Castro e Zé Motta, a montagem com direção e dramaturgia de Eduardo Moreira e direção musical de Sérgio Pererê, traz os atores-músicos para a cena como trovadores populares e contemporâneos, tocando, cantando e recitando textos e poemas costurados em uma dramaturgia que festeja a cultura brincante brasileira.

Com composições autorais que se juntam a canções populares, o espetáculo convida o público para uma experiência em que a emoção do encontro fala mais alto. A montagem já passou por diversas cidades brasileiras e se prepara agora para a sua primeira agenda internacional. A programação na Colômbia inclui uma apresentação no Festival de Teatro Comfama San Ignacio, em Medellín, no dia 6 de novembro, e no dia 8 de novembro, no Festival de Artes de la Calle, em Santa Fé de Antioquia. A programação do Festival de Teatro Comfama San Ignacio recebe, além de produções locais, espetáculos de diversas partes do mundo, como Argentina, Chile, Peru, México, Itália, França, Venezuela e Irlanda. 

O espetáculo foi um dos agraciados pela 2ª edição do Projeto de Internacionalização da cultura fluminense, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, que premiou ao todo 21 projetos deverão ser apresentados em cidades da Colômbia, como Medellín, Cali, Bogotá, Santa Fé de Antioquia, San Juan Del Pasto ou Mocoa.

Sobre o espetáculo

A força do encontro ao longo da caminhada é uma metáfora do próprio processo do espetáculo, que marca a reaproximação artística de Eduardo Moreira e Laura de Castro, que viveram uma experiência teatral juntos anos atrás. “É um encontro artístico e afetivo. A Laura trabalhou comigo quando tinha quase 12 anos de idade. Quando ela me convidou para fazer a direção de um show dela com Zé, topei na hora porque deslumbrei a possibilidade de trabalhar o jogo e a relação da música com o teatro e, somado isso, tendo a liberdade de abordar um assunto que sempre me interessa muito que é o caminhar, o lugar do andarilho, do nômade, aquele que está sempre locomovendo-se em busca de alguma coisa”, conta Moreira.

“Acredito que a assinatura do Eduardo está bem impressa na peça, a leveza, a poesia, a comicidade, o movimento. E, ao mesmo tempo, ele nos dá liberdade e nos incentiva a colocarmos nossa marca”, acrescenta Laura.

A perspectiva de transmutar, estar sempre partindo e chegando é uma característica imanente a todo o artista. Para tecer a dramaturgia, Eduardo Moreira se inspirou nos livros “A História do Caminhar”, de Rebecca Solnit, e “Caminhar, Uma Filosofia”, de Fréderic Gros. O roteiro final faz uma colagem com escritos e poemas de diversos autores como Antônio Machado, Carlos Drummond de Andrade, Paulo Leminski, Fernando Pessoa, incluindo também composições musicais dos artistas-cantores, misturadas com clássicos da música popular, criando um caleidoscópio de sensações.

“Existe o encontro e um embate do encontro de uma forma ancestral de arte dita pela juventude dos seus intérpretes. Encontros da tradição com o contemporâneo, o erudito e o popular, a música e o teatro, o lírico e o épico, tudo isso numa linguagem que sempre busca a comunicação direta com o público”, garante o diretor.

Sérgio Pererê, diretor musical do espetáculo, foi de extrema importância para a costura entre música e cena. Trazendo sua grande experiência como multiartista e seu vasto conhecimento cênico, Pererê provocou os artistas a borrarem a divisão entre som e texto, e a trazerem texturas e timbres diferentes. “Está sendo um desafio maravilhoso aprender novos instrumentos. Pererê trouxe essa provocação, para que experimentássemos outras sonoridades harmônicas e percussivas, e nós entramos de cabeça”, comenta Zé.

“Proncovô”, espetáculo com Laura de Castro e Zé Motta é um projeto realizado pela Laura de Castro Produções Artísticas com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O projeto de circulação pelo Brasil tem o patrocínio master do Instituto Cultural Vale, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A produção é da Lazúli Cultura.

Espetáculo “Proncovô”, com Laura de Castro e Zé Motta

Medellín

Festival de Teatro de San Ignacio

Data: 6 de novembro - quarta-feira

Local: Patio do Teatro del Claustro(Calle 44 # 48-18 La Candelaria, Medellín)

Horário: 19h

Santa Fé de Antioquia

Festival de Artes de la Calle de Santa Fé de Antioquia

Data: 8 de novembro - sexta-feira

Local: Plaza Mayor de Bolívar(Cra. 9 con calle 9)

Horário: 20h

Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

domingo, 11 de setembro de 2022

Coldplay e plateia são os protagonistas de uma noite histórica na Cidade do Rock

Festival tem atrações que vão além do Palco Mundo e do Sunset. Shows do Espaço Favela, palco Supernova, New Dance Order e Rock District têm chamado a atenção do público na Cidade do Rock 

"Só houve um momento como o de hoje, o de Freddie Mercury em 1985. Foi incrível, foi memorável". Assim Roberto Medina, presidente do Rock in Rio, definiu o show do headliner Coldplay. Os fãs do festival viveram uma noite histórica hoje na Cidade do Rock e nem mesmo a chuva foi capaz de apagar a magia que ocupou cada canto dos seus de 385 mil m2. A banda britânica comandou uma grande festa, com um supershow não só em cima do Palco Mundo, mas que se estendeu por toda a plateia. Com as tradicionais e emblemáticas pulseiras luminosas que piscavam e mudavam de cor em sincronia com as músicas, além de chuvas de papel picado em diferentes canções, a banda britânica promoveu um verdadeiro espetáculo que emocionou quem acompanhava do gramado e de casa. No setlist, Coldplay tocou todos os seus maiores hits, como "Viva la Vida", "Paradise" e "Yellow", que eram acompanhados do início ao fim pelo público.

No Palco Mundo, o primeiro a se apresentar Djavan, um dos ícones da MPB, seguido dos britânicos do Bastille e do fenômeno cubano, Camila Cabello. O Sunset abriu os trabalhos com a banda Bala de Desejo e convidados. Em seguida, foi a vez do trio Gilsons embalarem o público que passou a tarde na Cidade do Rock. A terceira atração foi a voz poderosa de Maria Rita e, fechando a noite no palco, CeeLo Green com participação do fenômeno brasileiro Luisa Sonza, fez um tributo ao Padrinho do Soul, o mestre James Brown.

Muito além da programação do Palco Mundo e do Sunset, quem vem ao Rock in Rio encontra um universo inteiro de música com diversas atrações, dos mais variados gêneros, que se apresentam em palcos como o Espaço Favela, o Supernova e o New Dance Order. Na área reservada aos talentos das comunidades, artistas consagrados e expoentes que nasceram nas favelas e nos subúrbios do Rio de Janeiro mostram todo seu talento. Hoje, entre os nomes presentes esteve o embaixador do palco, o cantor Ferrugem, que faz sua estreia no maior festival de música e entretenimento do mundo.

O Supernova surgiu na Cidade do Rock pela primeira vez em 2019 e mostrou que veio para ficar -- trazendo artistas que estão dando os primeiros passos na música ou decidiram experimentar novos caminhos. Neste sábado, 10, os meninos do Jovem Dionísio, que explodiram nas redes sociais este ano com o hit “Acorda, Pedrinho”, cantaram seus sucessos por lá. O palco dedicado ao melhor da música eletrônica, o New Dance Order, tem colocado o público para dançar com DJs renomados e se consolida como atração para quem deseja curtir até o último segundo do festival. Já na Rock District, a grande atração foi a All Stars Rock Band, grupo inédito formado por veteranos do rock nacional especialmente para o Rock in Rio.

Djavan abre o Palco Mundo que tem noite histórica com headliner Coldplay 

Abrindo o Palco Mundo na noite de sábado (10), Djavan fez uma estreia emblemática no Rock in Rio. Com um setlist feito exclusivamente para o festival, o cantor fez questão de colocar canções já bastante famosas, como "Sina", "Samurai" e "Devorar" conquistando toda a plateia logo na primeira música. Segunda atração a subir no Palco Mundo, os britânicos do Bastille empolgaram o público ao cantar seus maiores sucessos "Happier", "Of The Night" e "Pompeii". O simpático vocalista da banda, Dan Smith, ganhou o público ao arranhar um português quando foi conversar e interagir com os fãs. 

A cubana Camila Cabello fez sua estreia na Cidade do Rock em grande estilo e encantou o público com canções que misturam pop e música latina, além de influências de hip hop e reggaton. A artista abriu a apresentação com um de seus maiores sucessos, “Senhorita”. Em outro momento marcante do show, ela recebeu L7nnon, MC Bianca e Biel do Furduncinho para cantar o hit “Ai, preto”. Cabello também colocou todo mundo para dançar com “Havana” e “Never be the same”.

Encerrando uma noite histórica no Rock in Rio, Coldplay, a atração mais aguardada do dia, coloriu e iluminou, em sincronia com o som, toda a Cidade do Rock com suas tradicionais pulseiras luminosas. Como um verdadeiro maestro, o vocalista Chris Martin ditou o ritmo do supershow e comandou a enorme plateia que aguardava ansiosamente os britânicos desde cedo. Do início ao fim da apresentação, a banda demonstrou muita simpatia, carisma e energia, com Chris arriscando algumas frases em português. O público vibrava a cada canção e fazia coro em todas as músicas, com destaque para "Viva la Vida", "Paradise", "Yellow", "Clocks" e "Fix You". As projeções no palco, o show de pirotecnia e a chuva de papel coroaram a performance de Coldplay na edição do reencontro como uma das maiores apresentações da história do Rock in Rio.

Espaço Favela recebe Ferrugem e Thiaguinho 

Na última edição do Rock in Rio, em 2019, o Espaço Favela encantou o público ao lançar luz para os talentos nascidos nas comunidades e subúrbio do Rio de Janeiro -- seja da música ou da gastronomia. Este ano, o palco chega ainda mais robusto e conta com telões em formato de outdoor e uma cenografia renovada. Desde o primeiro dia de festival, o espaço vem ficando lotado de pessoas que chegam para prestigiar os artistas ou que acabam parando por ali atraídas pela sonoridade das músicas.

“Eu estou achando o espaço favela maravilhoso, pois é algo inovador no evento. Traz o samba, o rap e o pagode, a parada da comunidade mesmo e que contagia. Hoje vai todo mundo cair no pagode”, acredita Cleyton Thiago, 31. Tanta expectativa é para o show do embaixador do Espaço Favela, o pagodeiro Ferrugem, que recebe como convidado especial o cantor Thiaguinho.

Para Ferrugem, a emoção de participar do festival foi tão grande, que ele pensou ser um trote quando recebeu o convite, não acreditou na hora. "É foi muito importante para mim. Estou trabalhando aqui agora para que as pessoas da favela tenham mais notoriedade. Eu podendo ter a minha voz como amplificadora dessa mensagem, de fazer a galera entender do que é feito a favela, é maravilhoso”, conta. Thiaguinho também estava animado com a apresentação. "É um prazer imenso participar do Rock in Rio junto com o Ferrugem. Esse convite me fez poder trazer a nossa música para cá, trazer o nosso samba para esse festival tão importante para o mundo inteiro e aqui no nosso país", disse.  

Quem também arrebatou uma multidão foi o trapper Orochi. Ele, que em 2019 tentou vir ao festival para assistir ao show de seu ídolo Drake, mas não conseguiu ingresso, retornou desta vez para se apresentar no Espaço Favela. “Eu fico feliz de ver o Rock in Rio se preocupando com a favela, fico feliz que os artistas grandes, os gringos, venham conhecer a favela. Assim, vão sair do Rio de Janeiro, do Brasil com a visão certa”, acredita. Elogiado pelo público e pela imprensa, o show contou com músicas como “Acende o isqueiro”, “Balão” e “Amor de fim de noite”. O primeiro a subir no palco neste sábado foi EL PAVUNA, revelado como nova potência musical em ascensão nas rodas cariocas pelo coletivo autoral intitulado Aos Novos Compositores.

Fenômeno Jovem Dionísio se apresenta no Supernova 

Impossível ter vivido no ano de 2022 sem escutar o refrão de “Acorda, Pedrinho”. A música viralizada nas redes sociais faz parte do repertório da banda paranaense, Jovem Dionísio. Os artistas se apresentaram na tarde de hoje no palco Supernova, espaço dedicado aos expoentes da música nacional e artistas consagrados que estejam experimentando novos caminhos.

“O show foi inesquecível. Emocionante, divertido, inenarrável. Acho que o nosso maior objetivo era fazer a galera sair suando e acho que conseguimos. A galera tem que pular e dançar muito. Entramos com essa missão e acho que fomos felizes nela. A gente sabe que no Rock in Rio estão rolando shows em todos os cantos e foi muito massa ver o pessoal escolhendo a gente para assistir. Estamos felizes até a ‘tampola’. Coração a mil”, afirmam os integrantes da Jovem Dionísio.

Inspirado em uma grande máquina que ganha vida com uma cenografia em movimento, luzes piscantes e efeitos visuais, o palco recebeu capixaba Macacko, ex-integrante da banda Símios que agora segue em carreira solo; o multi-instrumentista João Napoli, ex-participante do The Voice Kids; o grupo Daparte, uma reunião dos músicos Juliano Alvarenga, João Ferreira, Bernardo Cipriano, Túlio Lima e Daniel Crase.

Rock District reuniu veteranos do rock nacional 

No Rock District, o ator e cantor Thiago Fragoso agitou o público ao subir no palco. Em seguida, foi a vez da All Stars Rock Band, grupo inédito formado especialmente para o Rock in Rio, composto pelo vocalista Dinho Ouro Preto, o guitarrista Andreas Kisser (Sepultura), o baterista João Barone (Paralamas do Sucesso), o baixista PJ (Jota Quest) e o guitarrista Liminha.  

Para Dinho, que abriu o Palco Mundo com o Capital Inicial no sábado (9), se apresentar no Rock District teve um gosto diferente, mas muito especial. "Eu gosto de tocar em lugares pequenos. É uma experiência literalmente oposta, mas igualmente intensa pelo fato de você conseguir estender a mão e tocar nas pessoas, olhar nos olhos, é mais individual. E isso acaba criando um elo com o público. Em um show grande como o de ontem, você acaba se dirigindo a uma multidão. Aqui, você se dirige ao indivíduo. Eu gosto das duas experiências".  

Veterano no festival, Dinho já tocou no palco do Rock District homenageando o punk rock em 2019. Para esta apresentação, que contou com clássicos como “Come Together”, dos Beatles, “(I Can't Get No) Satisfaction”, de The Rolling Stones, e “Whole Lotta Love”, do Led Zeppelin, o tema escolhido reflete a cultura de uma década.  "A nossa escolha foi anos 1960, o que abre as portas para que, nas próximas edições, passe para a década seguinte. Ou podemos fazer anos 1960 parte II, já que muita coisa boa ficou de fora", conta.

New Dance Order reúne grandes nomes do cenário eletrônico  

As atrações do palco New Dance Order se iniciaram pontualmente às 16h, com Alexiz BcX e seu setlist repleto de brasilidades que eletrizou o público. A apresentação atraiu os fãs logo no primeiro horário, preenchendo mais da metade da pista. Em seguida, foi a vez do Back-to-Back entre Bruno Be e a dupla Fancy Inc, colocar toda a pista pular ao som do remix de hits atemporais como “Enjoy the Silence”, de Depeche Mode, “Losing my Religion”, de R.E.M, “SexyBack”, de Justin Timberlake, e “It’s Not Right but It’s Okay”, de Whitney Houston. Além disso, os DJs tocaram também sua collab “Say my Name”, referenciada como a “Evidências” da cena eletrônica. Os três se impressionaram com a energia que trocaram com o público. “É muito mais legal e mais interessante quando você espera uma coisa e recebe muito mais”, comentou Adriano Dub.

Tocando pela quarta vez no Rock in Rio, os irmãos do Chemical Surf comandaram o início da noite, com um setlist que refletiu seu propósito de “RIP Genre”, ou seja, que não se prendem a nenhum rótulo, se permitindo transitar entre todos os estilos musicais e misturar suas influências. Um dos momentos que mais levantou o público foi quando a dupla tocou o remix oficial de “Verdinha”, lançado em parceria com a cantora Ludmilla, que se apresentará como headliner do Palco Sunset neste domingo. Para Hugo Sanches, integrante do duo, “é muito perigoso perder o frio na barriga. É nossa quarta vez tocando no Rock in Rio, e sempre parece que é a primeira”, diz.  

O DJ Gabriel Boni emocionou o público ao pedir sua namorada Amanda Felícia em casamento. Durante o show, o DJ convidou Amanda para subir ao palco, ajoelhou e fez o pedido. Extremamente emocionado, a mais recente noiva do mundo da música eletrônica mal conseguia conter a emoção: “eu jamais poderia imaginar, ainda mais em um evento grande como o Rock in Rio, que você precisa estar superconcentrado”, disse ela, ainda sem conseguir acreditar direito.

Gabriel contou que mesmo com o hábito de realizar exercícios e técnicas de concentração, foi difícil segurar o nervosismo: eu penso em fazer esse pedido desde o dia que eu a conheci. Queria que fosse algo grandioso. Faço exercícios e técnicas de concentração para manter o foco durante os shows. Hoje estava nervoso como nunca. A boca está seca. Vou precisar beber litros de água, mas muito feliz que deu tudo certo.

Palco Sunset vai da MPB ao samba 

Bala Desejo foi a primeira banda a subir hoje no Palco Sunset. Formada por um poderoso quarteto de expoentes da música, Lucas Nunes, Zé Ibarra, Dora Morelembaum e Júlia Mestre, a banda conquistou o público que acompanhou a apresentação com seu estilo único e tropical. 

Em seguida, o trio do Gilsons convidou Jorge Aragão para um show emocionante. Em um clima descontraído, Fran, João e José, netos e filho de Gilberto Gil, envolveram a plateia em um show com um repertório formado por muito samba e músicas do álbum de estreia do trio, "Pra gente acordar", lançado em 2022. O público também vibrou muito quando Jorge Aragão se juntou aos Gilsons e, juntos, cantaram "Eu e você sempre", "Vou Festejar" e "Se eu quiser falar com Deus", música de Gilberto Gil. 

Logo depois foi a vez de Maria Rita, acompanhada de sua superbanda, trazer o samba para o Sunset. À vontade em cima do palco, a cantora fez o show inteiro de pés descalços e ficou encantada com os fãs efervescentes que a acompanharam durante toda a apresentação. Hits como “Cara Valente”, “O Bêbado e a Equilibrista” e "É", de Gonzaguinha, estavam presentes no repertório de Maria Rita. No fim da apresentação, que fez aniversário ontem, se emocionou quando a plateia contou parabéns.

O headliner da noite foi CeeLo Green. Com um figurino cheio de brilho e muita dança, ele fez um tributo ao mestre James Brown com direito a participação especial de Luísa Sonza em "It's a Man's Man's Man's World". Além dos sucessos de Brown como "Get Up (I Feel Like Being a) Sex Machine" e "I feel good, o artista apresentou músicas de seu repertório como "Crazy", do Gnarls Barkley, e "Fuck You".  

Gameplay arena tem final da Tribo Cup 

Na Gameplay Arena, a disputa do showmatch da Tribo Cup, torneio oficial do maior streamer de games do Brasil, Gaules. O time Meta Gaming se consagrou campeão de forma avassaladora pelo placar de 3 mapas 0 contra o Hype E-sports.

DIA DELAS: Público de despede desta edição com programação que exalta do feminino. Fafá de Belém se apresenta na arena da NAVE 

Amanhã o público começa a se despedir da Cidade do Rock, mas o dia ainda promete muita música e diversão em uma programação inteiro dedicado a elas. No Palco Mundo, o furacão Ivete Sangalo abre a noite às 18h. Em seguida, às 20h10, Rita Ora, uma das artistas mais tocadas do século 21 no Reino Unido, faz sua estreia no festival. O rap feminino estará muito bem representado pela norte-americana Megan The Stallion, que sobe ao palco às 22h20. Já Dua Lipa, que também se apresenta pela primeira vez no Rock in Rio, será a última headliner desta edição.

No Sunset, a programação começa às 15h30 com o encontro entre Liniker e Luedji Luna. Em seguida, às 16h55, uma homenagem à Elza Soares com participações de Majur, Agnes Nunes, Caio Prado, Mart’nália, Gaby Amaratos e Larissa Luz. A terceira atração do Sunset é uma das maiores vozes do soul na atualidade. A co-headliner Macy Gray sobe ao palco às 19h05. Quem fecha a noite, às 21h15, é a rainha da favela, Ludmilla.

A GamePlay Arena também contará com uma programação formada apenas por elas. A primeira atração será às 14h30 com um painel do Senac Rio e do MIBR, falando sobre a carreira das mulheres no universo gamer. Logo depois, às 15h15, o VALORANT GameChangers — torneio oficial da Riot Games para o cenário feminino — ocupa os palcos com o VALORANT GameChangers Showdown -- Rock in Rio Edition, um confronto entre as equipes femininas de MIBR e Gamelanders Purple, com narração e apresentação da equipe de mulheres do torneio na Riot Games: Barbara “Bah” Gutierrez, Flavia “Naoshii” Carvalho e Camila “Chun” Curci. As partidas também serão transmitidas em canais das principais streamers e influenciadoras da comunidade de VALORANT no Brasil. Às 19h15, as meninas que vão compor a equipe do Just Dance no palco da arena, comandarão e desafiarão o público para acompanharem as coreografias mais divertidas e dançantes do game. O encerramento fica por conta da DJ Bruna Strait, que já foi eleita uma das 20 melhores DJanes da América Latina pela revista norte-americana DjaneTop.

Na NAVE, o destaque fica por conta da apresentação de Fafá de Belém, que representa a Região Amazônica às 16h30 horas.

Sobre o Rock in Rio 

O Festival foi criado para dar voz a uma geração e promover experiências únicas e inovadoras. Em 1985, o evento foi responsável por colocar o Brasil na rota de shows internacionais. Batendo recordes de público a cada edição e gerando impactos positivos nos países onde é realizado, se consagrou como o maior festival de música e entretenimento do mundo. Consciente do poder disseminador da marca, hoje o Rock in Rio pauta-se por ser um evento com o propósito de construir um mundo melhor para pessoas mais felizes, confiantes e empáticas num planeta mais saudável. 

A internacionalização da marca começou por Portugal, Lisboa, em 2004, onde o evento acontece até hoje, seguido por Espanha (Madri) e pelos Estados Unidos (Las Vegas). No Rock in Rio, os números não param de crescer. Pelas Cidades do Rock já passaram mais de 10 milhões de visitantes nestas 21 edições. Em 37 anos, o festival ganhou o mundo e tornou-se um verdadeiro parque de experiências, mas muito além disso, cresceu e ampliou a sua atuação, sempre com o olhar no futuro. 

Adotando e incentivando práticas que apoiam o coletivo, o Rock in Rio preza pela construção de um mundo melhor e se une a empresas que possuem este mesmo olhar e diretriz. Em 2013, foi reconhecido por seu poder realizador ao receber a certificação da norma ISO 20121 - Eventos Sustentáveis. Desde a primeira edição, já gerou 237 mil empregos diretos e indiretos e investiu, junto com seus parceiros, mais de R$ 110 milhões em diferentes projetos, passando por temas como sustentabilidade, educação, música, florestas, entre outros. 

domingo, 21 de novembro de 2021

Reflexāo: "Pecadores sim, corruptos jamais!"

"Certamente todos somos pecadores", disse o Papa no Angelus dominical. "Mas quando vivemos sob o senhorio de Jesus, não nos tornamos corruptos, falsos, inclinados a encobrir a verdade. Não se leva uma vida dupla."

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

Após celebrar a missa na Basílica Vaticana por ocasião da Jornada Mundial da Juventude diocesana, o Papa Francisco se reuniu com fiéis e peregrinos na Praça São Pedro para o Angelus dominical.

Em sua alocução, acompanhado de dois jovens da diocese de Roma, o Pontífice comentou o Evangelho da Liturgia deste último Domingo do Tempo Comum, que culmina numa afirmação de Jesus: "Eu sou Rei".

Ele pronuncia estas palavras perante Pilatos, enquanto a multidão grita para o condenar à morte. Anteriormente, Jesus não queria que o povo o aclamasse como rei, mas o fato é que a realeza de Jesus é bastante diferente da mundana, como explicou o Papa:

“Ele não vem para dominar, mas para servir. Ele não vem com os sinais do poder, mas com o poder dos sinais. Não está vestido com insígnias preciosas, mas está despido na cruz.”

A sua realeza vai além dos parâmetros humanos, disse ainda Francisco. “Ele não é rei como os outros, mas que é rei para os outros.”

Aplausos ou serviço?

O Papa prosseguiu destacando que Cristo disse que é rei no momento em que a multidão está contra ele, mostra-se livre do desejo de fama e glória terrena.

“E nós - perguntemo-nos - sabemos como imitá-lo nisto? No que fazemos, em particular no nosso compromisso cristão, contam os aplausos ou o serviço?”

Jesus não só evita qualquer busca da grandeza terrena, como também torna livre e soberano o coração de quem o segue.

“O seu reino é libertador, não há nada de opressivo. Ele trata cada discípulo como um amigo, não como um súdito.”

Portanto, acrescentou o Papa, seguindo Jesus, não se perde, mas se ganha dignidade. Porque Cristo não quer ao seu redor servilismo, mas pessoas livres.

Pecadores sim, corruptos jamais!

O fundamento desta liberdade de Jesus vem da verdade. É a sua verdade que nos liberta:

“A vida do cristão não é uma recitação em que se possa usar a máscara que é mais conveniente. Porque quando Jesus reina no coração, ele liberta-o da hipocrisia, dos subterfúgios, das duplicidades.”

Certamente todos somos pecadores, reconheceu o Papa. Mas, quando vivemos sob o senhorio de Jesus, não nos tornamos corruptos, falsos, inclinados a encobrir a verdade. Não se leva uma vida dupla.

“Pecadores sim, corruptos jamais!”

O Pontífice concluiu pedindo a intercessão de Nossa Senhora para que nos ajude a procurar todos os dias a verdade de Jesus, que nos liberta das escravidões terrenas e nos ensina a governar os nossos vícios.

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Famoso carro de “Ghostbusters: Mais Além”, invade o Waze

Açāo inusitada fica
até o dia 25.
Foto: Divulgação
Para a estreia de “Ghostbusters: Mais Além”, a Sony Pictures criou uma ação em parceria com o Waze, em que é possível modificar o carro usado no mapa para que ele se torne o Ecto-1, o famoso carro da franquia, que está de volta no novo filme. 

Além da mudança do carro, o aplicativo também vai mostrar os cinemas mais próximos com sessão do filme, que estreia nesta quinta-feira (18). 

A ação fica no ar na plataforma até dia 25 de novembro. 

Sobre o filme 

Do diretor Jason Reitman e produtor Ivan Reitman, vem o próximo capítulo do universo original de Ghostbusters. 

Em Ghostbusters: Mais Além, quando uma mãe solteira e seus filhos se mudam para uma pequena cidade, eles começam a descobrir sua conexão com os caça fantasmas originais e o legado secreto que seu avô deixou para trás. O filme foi escrito por Jason Reitman & Gil Kenan. 

domingo, 10 de outubro de 2021

Para refletir: A fé sem dom e gratuidade é como um jogo sem gol

Uma fé sem dom e gratuidade é como um jogo bem jogado, mas sem gol. Uma fé sem obras de caridade nos torna tristes, disse Francisco ao comentar o Evangelho deste domingo (10).

Texto original do Vatican News

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

“Um teste sobre a nossa fé”: assim o Papa comentou o Evangelho deste 28° Domingo do Tempo Comum, ao rezar com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro o Angelus dominical.

 O Evangelista Marcos narra o encontro de Jesus com um homem rico, do qual não se sabe nem a idade nem o nome. Neste “alguém”, disse o Papa, todos podemos nos reconhecer e nos permite fazer um “teste sobre a fé”.

O homem começa com uma pergunta: “Que devo fazer para ganhar a vida eterna?”. Eis a sua religiosidade, observou Francisco: um dever, um fazer para obter. Mas esta é uma relação comercial com Deus. Ao invés, a fé não é um rito frio e mecânico. É questão de liberdade e de amor.

Então podemos fazer o primeiro teste: para mim, que é a fé? Se é principalmente um dever ou uma moeda de troca, estamos no caminho errado, porque a salvação é um dom e não um dever, é gratuita e não se pode comprar. O primeiro passo, portanto, é nos libertar de uma fé “comercial e mecânica”.

A vida cristã é um "sim" de amor

Na sequência, Jesus ajuda aquele “alguém” oferecendo-lhe a verdadeira face de Deus. O texto diz: “Jesus olhou para ele com amor”. Eis de onde nasce e renasce a fé: não de um dever ou de algo a fazer, mas de um olhar de amor a acolher. Não se baseia nas nossas capacidades e projetos. Se a sua fé está cansada e você quer rejuvenescê-la, o Papa indica:  

“Busque o olhar de Deus: coloque-se em adoração, deixe-se perdoar na Confissão, fique diante do Crucifixo. Enfim, deixe-se amar por Ele.”

Depois da pergunta e do olhar, há um convite de Jesus: “Vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres”.

“Talvez é isto que nos falte também a nós. Com frequência, fazemos o mínino indispensável, enquanto Jesus nos convida ao máximo possível. Não podemos nos contentar dos deveres, preceitos e algumas orações. A fé não pode se limitar aos “nãos”, porque a vida cristã é um “sim”; um “sim” de amor.

Uma fé sem dom e gratuidade é como um jogo bem jogado, mas sem gol. Uma fé sem obras de caridade nos torna tristes.

“Que Nossa Senhora, que disse a Deus um 'sim' total, um 'sim' sem 'mas' - não é fácil, mas a Virgem fez assim - nos faça saborear a beleza de fazer da vida um dom.”

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Somos Comunidade apresenta “Não há sol a sós”

Elza Soares é uma das atrações
Foto: Reprodução
Espetáculo-documentário coloca no palco a história do Morro das Pedras contada pelos seus moradores e por grandes nomes da música nacional, como Elza Soares, Carlinhos Brown, Fernanda Takai, Mônica Salmaso, Adriana Moreira e Mauricio Tizumba. Estreia acontece no dia 9 de outubro

“Não há sol a sós”, criação híbrida e coletiva que, entre relatos de vidas e montagens de dança e música, aborda a história do Morro das Pedras, é o produto da etapa final do Programa Somos Comunidade edição 2020/21, patrocinado pelo Instituto Unimed-BH e realizado em parceria pela Coreto Cultural. 

O espetáculo-documentário traz o Morro das Pedras, redescobrindo sua vocação e identidade, com apresentações das diversas manifestações culturais da comunidade e da Escola de Artes Instituto Unimed-BH. Protagonizado por artistas, empreendedores e moradores do Morro, o filme conta com participações especiais de nomes do cenário cultural brasileiro de renome internacional, como Elza Soares, Carlinhos Brown, Fernanda Takai, Mônica Salmaso, Adriana Moreira e Mauricio Tizumba. O espetáculo-documentário “Não há sol a sós” traz cenas gravadas em estúdio e áreas externas do Morro das Pedras e no palco do Palácio das Artes e será lançado no dia 9 de outubro, sábado, às 20h, no canal do Youtube e site do Somos Comunidade.

“O Instituto Unimed-BH tem uma sólida relação de cuidado e responsabilidade com o Morro das Pedras, que teve início com a criação da Escola de Artes, há quase 15 anos. Com a entrega do Somos Comunidade, o Instituto Unimed-BH também reforça a importância do Programa Sociocultural Unimed-BH, que é um dos principais impulsionadores da cadeia cultural e da economia criativa na capital mineira e região metropolitana. Em 2020, mesmo durante a pandemia da COVID-19, o programa contou com mais de 5,2 mil médicos cooperados e colaboradores da Unimed-BH como incentivadores e destinou mais de R$ 15,8 milhões de recursos captados para projetos socioculturais”, afirma a diretora Institucional do Instituto Unimed-BH, Mercês Fróes.

A equipe de criação do Somos Comunidade, formada pela Coreto Cultural e o Instituto Unimed-BH, entrou no ano de 2021 com o grande desafio de construir, pela primeira vez, um espetáculo musical de muitos palcos, talentos, histórias, cenários e locações. Durante os meses de maio, junho e julho, o Morro das Pedras assistiu o movimento intenso da produção de “Não há sol à sós”. O título é um trecho da letra da música “Inclassificáveis”, de Arnaldo Antunes, que está no repertório do espetáculo. 

“O Somos Comunidade é um projeto de grande afetividade para nós e esta edição trouxe grandes desafios e aprendizados. Escutar e envolver moradores, superar as dificuldades dos ensaios à distância, pensar soluções para o registro de um elenco imenso de forma segura, identificar histórias e locações representativas, tudo isso para traduzir de forma respeitosa e verdadeira a cultura de uma imensa comunidade. A cada obstáculo, trabalho, intensidade e a certeza de ser possível e necessário realizar esse sonho”, conta Lilian Nunes, diretora executiva da Coreto Cultural e que também assina a direção geral do espetáculo-documentário.

Dirigido pelo artista audiovisual, produtor e roteirista Chico de Paula em parceria com Lilian Nunes, o trabalho não abandonou o formato de festival, exibindo a criatividade e o talento local através de cada número criado, ampliando e reverberando a diversidade de vozes e talentos do Morro das Pedras. Transitando entre o empreendedorismo, o dia-a-dia de seus moradores e as artes cênicas, urbanas e visuais, o espetáculo-documentário amplia os sentidos e aproxima o público de uma das maiores comunidades da Grande Belo Horizonte. 

“Esse trabalho se configura a partir das particularidades que os personagens que estão envolvidos demonstram. Acho que o maior desafio é preservar a identidade e característica de cada participante. Para mim, as âncoras são os artistas do Morro das Pedras. É a comunidade. Essa comunidade é que foi se impondo cada vez mais com a sua personalidade e suas características dentro de uma diversidade muito grande de abordagens, de olhares, de formas de falar, de se comportar, de pensar. O desafio maior é conseguir preservar e respeitar o que é uma fala e postura da comunidade. Não importa o formato, o excesso de tecnicismo no tratamento do conteúdo. Isso não é o que me interessa em nenhum momento. O que me interessa é a melhor forma de preservar e respeitar a característica e identidade de cada pessoa envolvida nesse trabalho. Porque é esse conjunto de identidades que vai nos dar um pouco da dimensão do que é a comunidade do Morro das Pedras”, explica o diretor Chico de Paula.

Repertório musical 

Para criar o eixo narrativo, foram selecionadas canções da MPB com temas baseados nos valores, sonhos e expectativas indicados no levantamento do Mapa Afetivo, a primeira etapa da edição 2020/21 do Programa Somos Comunidade. A pesquisa selecionou canções consagradas de autores como Ary Barroso, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Beto Guedes, Gonzaguinha, Lenine, Arnaldo Antunes, além do compositor do Morro das Pedras U-Gueto. No total, 13 músicas compõem a grande crônica afetiva da realidade do Morro, comum às periferias das grandes cidades brasileiras.     

As gravações das canções e trechos do documentário-festival reuniram diferentes gerações no Estúdio Gunga, instalado no Centro Cultural Flor do Cascalho, localizado no Morro das Pedras. Ali, 18 artistas solistas encararam as sessões de estúdio com muita dedicação e profissionalismo e mostraram porque o Morro das Pedras é considerado um celeiro de talentos. Dos mais velhos, os irmãos sambistas Domingos do Cavaco e Raquel Seneias aos jovens valores como Menino Jazz e Rick Silva, somou-se a revelação das meninas cantoras Bárbara, Yasmin, Sofia e Raynara, o talento dos músicos Hélio Andrade, Wagner Morrone, Evandro Mello, U-Gueto, Dodó Silva, Cinara Ribeiro, Mano Coti, Vinição e Ryan Bernardo, e os versos marcantes do poeta Júlio Alvair. Já 12 representantes do Congado da Irmandade Nossa Senhora do Rosário e São Benedito da Vila São Jorge, também no Morro das Pedras, percorreram as ruas do aglomerado num cortejo de fé e tradição que “pede licença” à comunidade e inicia o documentário.

Na interpretação do repertório selecionado, os solistas foram acompanhados por estrelas da música popular brasileira como Elza Soares, Fernanda Takai, Mônica Salmaso, Carlinhos Brown, Adriana Moreira e Maurício Tizumba – sendo os dois últimos artistas também participantes de outras edições do projeto, além de grupos parceiros e patrocinados pelo Instituto Unimed-BH. 

O diretor musical Gilvan de Oliveira elaborou os novos arranjos de cada uma das canções que foram executadas pela banda formada pelo próprio Gilvan de Oliveira (violão e arranjos), Cléber Alves (sax), Christiano Caldas (Acordeon), Felipe Villas Boas (Guitarra), Gustavo Figueiredo (Teclados), Ivan Corrêa (Baixo), Lincoln Cheib (Bateria), Mauro Rodrigues (flautas, arranjos de orquestra e de sopros), Serginho Silva (percussão) e mixadas por Alessandro Tavares.

Para o espetáculo-documentário, percussões, vozes e instrumentos acústicos foram gravados pelos participantes do Batuques Salubre infantil e adulto, o Coral Unimed-BH e a Orquestra Sinfônica de Betim - regidos pelo maestro Márcio Pontes, integrantes do Bloco Saúde, grupo formado por médicos cooperados, colaboradores da Unimed-BH, e convidados, comandado por Maurício Tizumba. O resultado musical serviu de base para as gravações audiovisuais desses grupos realizadas no Morro das Pedras e no Palácio das Artes. 

“O fio condutor, o que harmoniza, é a entrega e o afeto.  É a certeza de que a arte salva, que arte é essencial, de que ela é tão essencial quanto o ar, a água, quanto o alimento, quanto o afeto. Ela faz parte desse belo pacote que todo ser humano precisa. Somos todos inclassificáveis, somos gente para brilhar e no sol não há sol a sós. Temos que estar juntos para cuidarmos uns dos outros. Nada fazemos sozinhos. A entrega das pessoas neste projeto, de todas as partes do projeto, foi muito grande. E rompeu uma grande dificuldade que é trabalhar à distância para montar um documentário musical e de experiências artística, cultural e social. O Somos Comunidade é uma das coisas mais fortes, mais belas que esse país pode ver dentro de exemplos e de força do ser humano e da nossa gente dentro dessa pandemia”, conta o diretor musical, Gilvan de Oliveira.

Figurino e cenário

Dentro e fora de cena, a entrega artística dos moradores foi intensa. As alunas mais novas da Escola de Artes fizeram desenhos de suas rotinas de aulas que foram utilizados em seus próprios figurinos. Da página #favelaumafotopordia, de Horacius de Jesus, saíram imagens projetadas nos cenários e estampadas em figurinos de grupos de balé clássico. O fotógrafo Edi Silva também cedeu imagens para os cenários e junto a Raisson Lucas e Mari Flor Canuto, oficineiros do Somos Comunidade, somaram o resultado de seus trabalhos em instalações de fotos e grafite produzidas por professores e alunos nos muros da Graminha, cenário do clipe de uma das canções. Mari Flor grafitou também os figurinos das danças urbanas e produziu ilustrações que marcam lembranças preciosas da comunidade durante o documentário. Camisas doadas por médicos cooperados da Unimed-BH foram customizadas para vestir os bailarinos de um dos grupos convidados.

Comunidade participativa

A participação de dezenas de organizações, lideranças, empreendedores, artistas e moradores do Morro das Pedras na construção do Somos Comunidade foi ativa e constante. Muitas vocações e expectativas contempladas durante as etapas do projeto foram identificadas no HackaCom, encontro que discutiu propostas de alavancagem e desenvolvimento de negócios, além de apontar as demandas por formação profissional percebidas pela comunidade.

Este potencial foi amplamente aproveitado também na produção do espetáculo-documentário “Não há sol a sós”. Mais de 30 pessoas do Morro das Pedras foram contratadas no apoio direto às demandas de produção, gravação, logística, transporte, segurança, limpeza, alimentação e preparação dos locais de gravação. Estes moradores também indicaram os becos, vielas, lajes, locais de gravação e, principalmente, personagens marcantes da comunidade para o adequado registro de imagens e depoimentos conforme as previsões de roteiro. 

Coreografia

Graças às atividades on-line, uma parte significativa das crianças e jovens vinculados à Escola de Artes Instituto Unimed BH puderam se preparar, em casa, para participar do documentário-festival. Assim, três turmas da Escola de Artes – Pré Clássicos 3 e 4 e Clássico 4, num total de 48 crianças e jovens, dançaram no palco do Palácio das Artes e as cenas integram o espetáculo-documentário “Não há sol a sós”. Em pequenos grupos de 3 ou 4 bailarinos de cada vez, observando todos os procedimentos preventivos ao coronavírus, os participantes fizeram, diante das câmeras, as coreografias com os novos arranjos e interpretações das canções “Trem Bala”, de Ana Vilela, “Amor de Índio”, de Beto Guedes e Ronaldo Bastos e “Ânima”, de Milton Nascimento. 

Já os alunos entre 6 e 8 anos das turmas Pré-Clássicos 1A e 1B da escola dançaram em locações ao ar livre, como o Mirante do Terrão, no Morro das Pedras, a canção “Redescobrir”, de Gonzaguinha. Em ruas e quadras das vilas, a turma de danças urbanas infantil apresentou “Girassol”, da banda Cidade Negra, e danças urbanas adulto, dançou “Inclassificáveis”, de Arnaldo Antunes.

Os números de dança também contaram com a participação dos bailarinos convidados dos grupos Mira, na canção “É o que me interessa”, de Lenine e da Companhia Masculina do Núcleo Artístico Camaleão, dançando “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso, nas lages das casas da comunidade. 

“Essa direção foi muito desafiadora. A Escola de Artes estava realizando suas atividades remotamente desde o ano passado, e assim, o trabalho de aprimoramento técnico e artístico com os alunos ficou muito limitado. Além disso, as gravações das coreografias poderiam ser no máximo de quatro em quatro alunos, além dos protocolos de distanciamento. Assim, a todo momento, tive que ajudar os professores à repensar as propostas originais de cada coreografia, e a reestruturar toda a concepção espacial, as movimentações, a interação entre os alunos, os deslocamentos entre eles para essa nova realidade. Apesar de tudo foi um processo muito prazeroso, e de grande aprendizado. Especialmente nas locações externas, ao ter que adaptar as coreografias de cada turma, subdividida em seus vários grupos, para os espaços urbanos, com o cuidado e respeito à ideia de cada professor em suas criações coreográficas.

E isso se estendeu também para os demais grupos, como o Bloco Saúde, o Arautos do Gueto, que durante esses anos tive o prazer de dirigi-los no palco, com todos os recursos técnicos que uma “caixa preta” nos permite. Essa experiência foi incrível e fiquei bem feliz com a atuação de cada artista e pela confiança de todos os envolvidos. Com o apoio de uma equipe maravilhosa, apesar das dificuldades do momento, foi possível realizar uma direção cuidadosa, com o olhar atento para potencializar a discussão de cada cena, diante das especificidades de cada contexto. Importante ressaltar que tudo isso foi algo que ainda não tínhamos experimentado em nossos Festivais”, conta a diretora de coreografia, Inês Amaral.

MÚSICAS POR ORDEM DE APARIÇÃO

Terra (Caetano Veloso) - Maurício Tizumba e Bloco Saúde

Girassol (Da Ghama, Toni Garrido, Lazão, Bino Farias, Pedro Luis) - Adriana Moreira, Hélio Andrade e Danças Urbanas Infantil

Tá escrito (Xande de Pilares, Gilson Benini e Carlinhos Madureira) - Domingos do cavaco, Raquel Seneias e Batuque Salubre Kids

É o que me interessa (Lenine) - Wagner Morrone e Grupo Mira

Um Índio (Caetano Veloso) - Coral Unimed-BH e Bárbara Morrone

Aquarela do Brasil (Ary Barroso) - Elza Soares, Mano Coti, Vinição e Cia Masculina Núcleo Artístico

Redescobrir (Gonzaguinha) - Cinara Ribeiro, Pré-Clássicos 1A e 1B

Trem Bala (Ana Vilela) - Ryan Bernardo, crianças Bárbara Morrone, Raynara Melissa da Silva, Sophia Alves Lopes e Yasmin Nicole Ferreira, e Balé Pré-Clássico 3

Na Batucada (U-Gueto) - Carlinhos Brown, U-Gueto e Batuque Salubre

Amor de Índio (Beto Guedes e Ronaldo Bastos) - Fernanda Takai, Rick Silva e Balé Pré Clássico 4

Anima (Milton Nascimento e Zé Renato) - Mônica Salmaso, Evandro Melo, Orquestra Sinfônica de Betim e Balé Clássico 4

Inclassificáveis (Arnaldo Antunes) - Jazz Orimauá, Danças Urbanas Adulto e vocal com todos os cantores solistas do MDP

Gente (Caetano Veloso) – Rick Silva, Mônica Horta, Chico de Paula e Lílian Nunes

O documentário espetáculo foi produzido respeitando todos os protocolos e medidas de combate ao COVID-19 e contou com parceria operacional do Laboratório Hermes Pardini. 

Somos Comunidade - Lançamento do espetáculo-documentário “Não há sol a sós”

Dia 09 de outubro - sábado - às 20h

Exibição: Youtube Somos Comunidade - https://bit.ly/3hHGpU2Site: www.somoscomunidade.com.br

HISTÓRICO SOMOS COMUNIDADE

O Somos Comunidade é a evolução do Festival Cultural Instituto Unimed-BH, realizado desde 2012, e que levou centenas de crianças e jovens do Morro das Pedras e grupos e artistas convidados para a apresentação de um espetáculo anual nos melhores palcos e teatros da cidade. Sua trajetória está intimamente ligada à identidade do Morro das Pedras, nascida a partir da Escola de Artes Instituto Unimed-BH, projeto realizado pelo Instituto, desde 2007, que conta com a parceria da Escola Municipal Hugo Werneck e a coordenação do Núcleo Artístico de Dança/Camaleão Cia de Dança e o Grupo Cultural Arautos do Gueto. 

Mais do que promover o bem-estar e formação para seus alunos, a Escola de Artes Instituto Unimed-BH  busca proporcionar uma vivência de valorização, estimular a melhoria da autoestima e o empoderamento das crianças e jovens beneficiados. O Festival conta ainda em seu elenco com outros grupos de projetos realizados ou patrocinados pelo Instituto Unimed-BH, como Coral Unimed-BH, Bloco Saúde, Orquestra Sinfônica de Betim, Sociedade do Riso e Dança a Dois.

Em 2014, o Festival Cultural Instituto Unimed-BH ganhou o reforço da Coreto Cultural, produtora que também abraça as iniciativas e os talentos do Morro das Pedras para além de suas fronteiras geográficas e sociais. Ano a ano, o Festival fortaleceu sua natureza de potência coletiva e, em 2017, ganhou as ruas para mostrar o talento e a identidade das sete vilas do Morro, realizando sua primeira apresentação em praça pública, na Praça da Estação. A partir de 2018, já como Festival Somos Comunidade, realizou apresentações na Praça Duque de Caxias, em Santa Teresa, e, em 2019, no Parque Lagoa do Nado, região norte de Belo Horizonte. Buscando uma relação cada vez mais próxima com a comunidade Morro das Pedras, o projeto foi transformado e chega, em 2020/2021, num formato contemporâneo e com maior impacto, sendo um programa de cultura e educação. Desde setembro de 2020, o Programa Somos Comunidade vem sendo desenvolvido em cinco etapas: Mapa Afetivo, HackaCom, Formação, Morro Talks e Espetáculo Documentário.

Instituto Unimed-BH 

Associação sem fins lucrativos, o Instituto Unimed-BH, desde 2003, desenvolve projetos socioculturais e ambientais.

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Marcela Jardim lança novo trabalho

Música já pode ser ouvida nas plataformas
Foto: Francisco Dumont
Compositora e cantora é novo sucesso no mundo teen e lança a música Recreio

A cantora e compositora Marcela Jardim de 9 anos, já é sucesso na internet, lançou seu novo single autoral e videoclipe Recreio, em todas as plataformas digitais, na quarta-feira (29). A música tem a participação do cantor Mc Bruninho, diversos bailarinos e figurantes, gravada em uma escola de Belo Horizonte, MG, mais um sucesso pop, com a cara de Marcela Jardim.

Confira em seu canal oficial: youtube.com/MarcelaJardimOficial

Sobre Marcela Jardim

Marcela começou sua carreira com apenas 4 aninhos, e aos 6, já se apresentava em grandes shows. Hoje, a mineira de Belo Horizonte produz clipes e músicas autorais e já possui mais de 12 músicas de sucesso entre o público infantil, teen e adulto de todo o Brasil, como o hit "Maquiadinha", com a cantora Lexa e "Filme de Amor", com MC Bruninho (lançada em março de 2021).

Marcela Jardim, sucesso meteórico das redes sociais, coma mais de 400 mil seguidores no Youtube, mais de 70 milhões de views em seus vídeos de música do canal, com seus 300 mil seguidores no Instagram, não cansa de bater novos recordes.

Em 2021 depois de gravar clipe de música autoral em seu canal do Youtube, com participação da cantora e apresentadora LEXA, gravou também mais 2 (dois) clipes com o cantor Mc Bruninho, dono dos HITS: "Figurinha", "Favela" e "Jogo do Amor", sucesso no funk romântico, todos com mais de 200 milhões de views no Youtube.

Nas plataformas digitais, Marcela Jardim passa de 100k streams.

Confira o novo clip Recreio, em seu canal oficial: youtube.com/MarcelaJardimOficial

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Comédia musical Silvio Santos Vem Aí! volta em cartaz no 033 Rooftop

Plateia pode assistir presencialmente a 
apresentação - Foto: Adriano Dória
A primeira produção teatral da Paris Cultural retoma as atividades para temporada presencial no dia 15 de outubro, no 033 Rooftop. A abertura das vendas será no dia 10 de setembro

Com texto de Marília Toledo e Emílio Boechat, direção de Fernanda Chamma (que também assina a coreografia) e Marília Toledo, além de direção musical de Marco França, a comédia musical Silvio Santos Vem Aí! volta para o 033 Rooftop (na cobertura do Teatro Santander), no complexo JK Iguatemi, em São Paulo, após temporada interrompida por conta da pandemia.

O espetáculo faz um recorte na vida do apresentador e empresário Senor Abravanel (vivido pelo ator Velson D’Souza) desde sua infância, quando era camelô no Rio de Janeiro, até a década de 90, logo após a consolidação do SBT. Com personagens icônicos como Gugu Liberato, Hebe, Elke Maravilha, Wagner Montes, Bozo, Pedro de Lara entre outros, a peça promete agradar todas as gerações.

O elenco é formado pelos atores Adriano Tunes (Velha da Praça, Nahim), Andreas Trotta (Leon), Bianca Rinaldi (Íris), Bruno Kimura (Anestesista, Bailarino Russo), Daniela Cury (Rebeca Abravanel e Hebe Camargo), Diego Montez (Wagner Montez, Sidney Magal, Boni), Gigi Debei (Mara Maravilha, Telemoça), Giselle Lima (Sônia Lima, Cidinha), Gustavo Daneluz (Silvio Jovem), Hellen De Castro (Gretchen, Telemoça), Ivan Parente (Pedro de Lara), Ju Romano (Rosana, Telemoça), Juliana Bógus (Aracy de Almeida), Léo Rommano (Atrasildo, Manoel de Nóbrega Alternante), Lucas Colombo (Bozo), Paula Flaibann (Elke Maravilha), Pedro Passari (Swing), Rafael Aragão (Alberto Abravanel e Silvio Alternante), Roquildes Junior (Roque), Thiago Garça (Pablo e Bailarino Russo), Velson D’Souza (Silvio Santos), Verônica Goeldi (Boneca, Bolinha de Sabão e Telemoça) e Vinícius Loyola (Gugu Liberato, Gilliard e Sérgio Mallandro).

Para Marília Toledo, fazer um musical 100% nacional é um dos principais desafios deste trabalho e também o seu maior orgulho. "Falar de uma figura tão emblemática da nossa cultura popular, usando a música como fio condutor da história, nos permite uma boa liberdade estética. Isso se dá porque conhecemos bem os personagens ligados ao Silvio Santos, além dos ritmos e canções que acompanharam a trajetória do apresentador e empresário desde sua ascensão profissional até a década de 90, que é a linha cronológica da dramaturgia, escrita por mim e pelo Emilio Boechat", comenta Marília.

Já Emilio Boechat conta que a peça foi escrita ao longo de um ano e meio. "Investimos um bom tempo levantando uma timeline de eventos importantes na vida do Silvio. Depois jogamos esses eventos dentro da estrutura clássica de um musical. Foi quando decidimos contar a história do Sílvio por meio de um devaneio, como em ‘All That Jazz’. A partir daí, escrevemos poucas cenas juntos. Como era difícil coincidir nossas agendas de trabalho, eu escrevia algumas cenas quando podia e ela também. Pouco antes do início dos ensaios escrevemos juntos as cenas que faltavam. Mas sabíamos que com a entrada do Marco França muitas cenas com diálogos seriam transformadas em música. Era um desejo dos dois que o espetáculo fosse conduzido pelas canções", comenta.

O ator Velson D’Souza, de 35 anos, foi o escolhido para interpretar Silvio Santos - ele trabalhou no SBT em novelas como ‘Cristal’, ‘Revelação’ e ‘Vende-se Um Véu de Noiva’, e com o próprio apresentador no Programa Sílvio Santos. Para se preparar para esse papel desafiador, ele conta que tem procurado fugir da caricatura do homenageado, que já foi imitado por tantas personalidades.

"Estou tentando partir da desconstrução. Minha abordagem é olhar as situações da vida dele com o máximo de verdade, da maneira mais próxima de mim, do que eu vivi e me colocar no lugar dele. Acho que a convivência com ele ajudou bastante, sobretudo para perceber que ele é daquela forma que conhecemos mesmo quando não está em cena. E trazer um pouco da voz do Silvio, sobretudo do timbre. Não para ficar aquela coisa carregada, mas para termos uma pequena diferenciação de quando é o showman e quando está conversando com outras pessoas fora de cena, como, por exemplo, com Manoel da Nóbrega. O grande lance é não ficar aquela caricatura do Silvio Santos que todo mundo faz. E isso também funciona para o gestual. Tem a questão da mão, que é muito presente, toda aquela postura altiva e elegante do Silvio. Eu acho que temos que entender isso e atravessar. Quando ele era jovem, provavelmente não era igual ao que é hoje. Mas temos que fazer algo que lembre como ele é hoje", revela o ator.

Antes do início do espetáculo, haverá um pré-show com diversas atrações do programa Silvio Santos ao longo de décadas no ar, como a "Porta da Esperança", o "Foguete do sim ou não" e o "Roletrando", além de um bar com comidas típicas do Domingo no Parque, como salgados, pipoca, refrigerante e algodão doce, entre outros.

É justamente a novidade e o ineditismo que pautam a direção de Fernanda Chamma. "O processo criativo do musical do Silvio está sendo bem bacana. Fechamos um elenco expressivo do teatro musical, então, estou trabalhando com uma liberdade de criação dos personagens de uma maneira bem inusitada e atemporal. Eu não quero rótulos - mesmo que estejamos trabalhando com personalidades bem conhecidas, acho que tudo o que não é previsível será bem aceito. E acho que estamos fazendo um espetáculo com muito ritmo, diversão e um formato diferente. Sempre quero ser diferente e não parar de criar nunca, pois é uma forma de respeito ao público e ao teatro musical. E o Silvio Santos é isto: uma persona única, jamais existiu e nem existirá outra similar. Acho que tem que ter esse ineditismo, humor, alegria e um estilo SBT de se fazer", explica a diretora.

A trilha sonora é composta por músicas que marcaram a trajetória de Silvio Santos até a década de 1990 e animaram os programas de auditório. "Fazer esse projeto é inevitavelmente olhar para o passado e revisitar minha infância, na qual esse universo não só do programa, mas das músicas - sobretudo da década de 1980 - esteve tão presente. A minha função primeira é ser fiel aos arranjos originais, tentando mudar minimamente, colocando um pouco da minha personalidade, mas sem ferir a identidade dessas canções que estão nesse imaginário e que fizeram parte dessa época. E a outra parte compor canções novas que tenham a ver com a necessidade da dramaturgia. Dentro desse repertório popular que estava presente nas vinhetas do programa do Silvio tem um pouco do jingle publicitário. Para reforçar esse caráter, resolvi trabalhar com o Fernando Suassuna, um grande músico e amigo de infância. Ele escreveu as letras e eu compus todas as canções originais. Acho que todos estão bem felizes com o resultado", acrescenta o diretor musical Marco França.

Para zelar pela segurança do público e funcionários, Silvio Santos Vem Aí está seguindo todas as regras determinadas pelas autoridades sanitárias para o retorno do espectador ao teatro. O público será limitado a 67% da capacidade e o 033 Rooftop trabalhará com um mapa de lugares que garante o distanciamento social de 1 metro, de acordo com os protocolos autorizados pelo poder público para o retorno das atividades presenciais.

O uso de máscara é obrigatório.

SINOPSE

A comédia musical Silvio Santos Vem Aí!, escrita por Marília Toledo e Emílio Boechat e dirigida por Fernanda Chamma e Marilia Toledo, faz um recorte na vida do apresentador e empresário Senor Abravanel de sua infância, quando era camelô no Rio de Janeiro, até a década de 90, logo após a consolidação do SBT. Com personagens icônicos como Gugu Liberato, Hebe, Elke Maravilha, Wagner Montes, Bozo, Pedro de Lara entre outros, e músicas que marcaram essas décadas e animaram os programas de auditório, o espetáculo promete agradar todas as gerações.

FICHA TÉCNICA

Texto: Marilia Toledo e Emílio Boechat

Direção: Fernanda Chamma e Marilia Toledo

Direção Musical: Marco França

Cenografia: Bruno Anselmo

Realização: Paris Cultural

Apresentado por: Santander

Patrocínio: EMS

Apoio: Trossesu, Esfera, Banco RCI, Getnet, Santander Seguros e Previdência

Produção Geral: Paris Cultural

Elenco por ordem alfabética:

Adriano Tunes - Velha da Praça, Nahim

Andreas Trotta - Leon

Bianca Rinaldi - Íris

Bruno Kimura - Anestesista, Bailarino Russo

Daniela Cury - Rebeca Abravanel, Hebe Camargo

Diego Montez - Wagner Montez, Sidney Magal, Boni

Gigi Debei - Mara Maravilha, Telemoça

Giselle Lima - Sônia Lima, Cidinha

Gustavo Daneluz - Silvio Jovem

Hellen De Castro - Gretchen, Telemoça

Ivan Parente - Pedro de Lara

Jú Romano - Rosana, Telemoça

Juliana Bógus - Aracy de Almeida

Léo Rommano - Atrasildo, Manoel de Nóbrega Alternante

Lucas Colombo - Bozo

Paula Flaibann - Elke Maravilha

Pedro Passari - Swing

Rafael Aragão - Alberto Abravanel, Silvio Alternante

Roquildes Junior - Roque

Thiago Garça - Pablo, Bailarino Russo

Velson D’souza - Silvio Santos

Verônica Goeldi - Boneca, Bolinha de Sabão, Telemoça

Vinícius Loyola - Gugu Liberato, Gilliard, Sérgio Mallandro

SOBRE A PARIS CULTURAL

Criada pelos sócios Marcio Fraccaroli, Sandi Adamiu e Marilia Toledo, a Paris Cultural é uma empresa cem por cento brasileira dedicada ao desenvolvimento e produção de espetáculos teatrais, musicais e exposições originais focadas em personalidades e temas nacionais. Com a intenção de valorizar dramaturgos, diretores, compositores e outros artistas brasileiros a primeira estreia foi o musical Silvio Santos Vem Aí, em março de 2019. Acreditando no potencial dos nossos talentos, a Paris Cultural afirma seu compromisso na criação de um legado para a cultura nacional.

SOBRE O 033 ROOFTOP

Site: https://033rooftop.com.br

Facebook: @033Rooftop

Instagram: @033rooftop

Inaugurado em 2018 e localizado no topo do Teatro Santander, apontado como um dos melhores espaços de eventos da capital, o 033 Rooftop oferece uma excelente infraestrutura para eventos de qualquer natureza, com modernidade e flexibilidade. Já passaram pelo palco do local os espetáculos Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812 e Zorro - Nasce uma Lenda.

Com o número 033, identificação do Santander em seu nome, o 033 Rooftop tem 1000m² de área total. O empreendimento possui pé direito alto e amplas janelas que exploram o conceito de industrial chic, mesclando obras de arte com um design em linhas retas e tons neutros.

O local conta com lounge, terraço, salão principal, bar, varanda privada, sala de reunião VIP, camarim, cozinha industrial e salas técnicas e de apoio.

SOBRE O TEATRO SANTANDER

Site: https://teatrosantander.com.br

Facebook: @teatrosantander

Instagram: @teatrosantander

O Teatro Santander abriu as cortinas em 2016, com a proposta de ser um espaço multifuncional, moderno, sofisticado e inovador. É o único espaço no Brasil que possui o sistema de recolhimento automático das poltronas e de varas cênicas automatizadas, que permitem a mudança de configuração do espaço em questão de minutos.

Pelo palco do Teatro Santander já passaram musicais como, "We will Rock You", "Se meu apartamento falasse", "Cantando na Chuva", "My Fair Lady", "Alegria, Alegria, Alegria", "A Pequena Sereia", "Annie", "Sunset Boulevard" e "Escola do Rock".

O Teatro Santander também já recebeu diversos eventos corporativos importantes, além de desfiles, jantares, premiações para empresas, seminários e workshops. Graças a sua versatilidade e tecnologia, o espaço está preparado para receber qualquer tipo de evento sem necessidades de mudanças na configuração. O Teatro Santander também dispõe de acessibilidade para comodidade e locomoção necessária.

SOBRE O JK IGUATEMI

Projetado sob novo conceito de shopping center, desde 2012, o Shopping JK Iguatemi reúne arte, moda, entretenimento, lazer, tecnologia, cultura, design, gastronomia e excelentes serviços em um único lugar. Faz parte do seu DNA os pilares de inovação e experiência, fazendo com que cada visita seja única e proporcionando oportunidades diferentes e inéditas para todos os públicos. Com a expertise e o diferencial em oferecer o mais completo e diversificado mix, o JK Iguatemi inova com qualidade e antecipa tendências para continuar sendo referência no setor.

SILVIO SANTOS VEM AÍ!

Temporada: 15 de outubro a 21 de novembro de 2021

Sessões: sextas-feiras às 20h30, sábados às 15h30 e às 20h30, domingos às 15h e às 20h

Duração do espetáculo: 2 horas e 15 minutos (com 15 minutos de intervalo)

Local: 033 Rooftop (cobertura do Teatro Santander)

Capacidade: 248 lugares / 67% do total

Abertura das vendas: 10 de setembro de 2021

Setores e preços: Setor VIP R$180,00 e Setor 2 R$75,00

Link de vendas on-line: www.sympla.com.br

Bilheteria física: das 12h às 20h

Formas de pagamento: Dinheiro, Cartão de débito e Cartão de crédito.

2º Reggae Horizonte acontece no domingo com live

O evento "Reggae Horizonte - Bob Marley Day, 40 Anos sem o Mestre", série de dois festivais, no formato online, busca valorizar a música reggae e os ideais difundidos por Bob Marley, em sua breve passagem entre nós.  Em todo mundo, no dia 11 de maio celebra-se o "Bob Marley Day", data de falecimento do mestre do reggae mundial. Neste ano serão comemorados os 40 anos de sua morte e em função da pandemia, vamos realizar o evento, no formato de Live.

Dando continuidade ao festival Reggae Horizonte, nessa semana, teremos mais um show, dia 3/outubro, domingo, às 15 horas, com os artistas: Keyroga & Banda Kalimba, Abou & Os Caras da Terra e Reijah.

Durante a Live teremos a participação do “Libertas Coletivo de Artes” com pintura ao vivo realizada pela artista plástica Maria Tereza Penna.

Paralelo ao festival, realizaremos a Live do "Seminário Liberdade, Paz e Igualdade", para discutir os preceitos e ideais difundidos por Bob Marley em sua obra.

LIVE REGGAE HORIZONTE – 3/OUTUBRO – DOMINGO – 15h

KEYROGA & BANDA KALIMBA - sempre acompanhado pela banda Kalimba, o cantor apresentou seu primeiro CD, Reggae, Keyroga e banda Kalimba, lançado de forma independente em primeira mão, e em seguida pela gravadora Zan Brasidisc, com distribuição nacional. Neste CD, Keyroga mostra dez faixas, nove composições inéditas entre próprias e parcerias, uma das quais com a participação do vocalista Samuel Rosa, do grupo também mineiro Skank. A inigualável “What Wonderful World”, de George David e Bob Thiele, imortalizada por Louis Armstrong, foi regravada em uma das faixas, em reggae, é claro!

ABOU & OS CARAS DA TERRA - Abou lançou de forma independente seu CD Abou e os Caras da Terra composto por canções autorais e vendeu mais de 50 mil cópias. Recebeu o título de Melhor Banda no Prêmio Mineiro da Música Independente. Abou faz a diferença nesse trabalho onde é visível a sua dimensão da vida, dos valores e da sua esperança. Vale a pena viver toda essa essência vendo e ouvindo Abou e os Caras da Terra!

REIJAH - a essência de sua música é o reggae raiz, com mensagens de resistência, preservação ambiental, amor, afeto e simplicidade, tudo que foi difundido na obra do Bob Marley. A banda está produzindo seu primeiro álbum em estúdio, denominado "Mensageiro".

TRANSMISSÃO

Canal da Sion Produções no YouTube

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PRODUÇÃO

Sion Produções e Eventos

31-9-9868-8300

ivanchagas1@gmail.com

EVENTO REALIZADO COM RECURSOS DA LEI ALDIR BLANC DE EMERGÊNCIA CULTURAL DE MG.

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Exposição reúne obras de Thelma Innecco na Funarte

Obras poderão ser vistas até Outubro na
capital mineira - Foto: Thelma Innecco
BH inaugura a mostra que depois segue para o Rio de Janeiro

Na exposição “Uns sobre os outros: História como corpo coletivo” o barro é usado para refletir a humanidade e também um ato de resistência. Com obras da artista plástica Thelma Innecco e curadoria de Ana Emília Lobo, a mostra fica em cartaz na Funarte MG entre os dias 24 de setembro e 23 de outubro e conta com entrada gratuita.

 “Uns sobre os outros: História como corpo coletivo” foi selecionada pelo Prêmio Funarte Artes Visuais 2020/2021- O Diálogo Entre O Patrimônio Histórico Da Cidade Do Rio De Janeiro E O Brasileiro Presente Nas Artes Visuais, Na Arquitetura E Nos Espaços Urbanos.

De acordo com a curadora, a exposição pressupõe uma dicotomia. “Dispara uma reflexão sobre a serialização de corpos e subjetividades, mas também mostra o que dos outros nos habita”, ressalta.  A exposição será inaugurada em Belo Horizonte e segue para o Rio de Janeiro, onde ficará em cartaz de 20 dezembro a 20 janeiro na Casa França Brasil.

Thelma Innecco conta que a primeira obra da série Uns Sobre os Outros foi “Empilhadinhos” e que seu significado representa bem a exposição como um todo. “A peça Empilhadinhos mostra múltiplos corpos, horizontais, empilhados uns sobre os outros e essa série reflete as desigualdades, fragilidades e desamparos humanos e expõem as nossas próprias faltas, num tema aberto às diversas interpretações, já que correlatos em qualquer cidade do mundo. Um ato de resistência e de preservação de memória representado pela delicadeza das esculturas que arrebatam nossos afetos”, explica.

A curadora organizou a mostra em três ambientes e explica que “a exposição da artista Thelma Innecco apresenta o ser humano em episódios da memória coletiva, tecendo comentários estéticos sobre as relações humanas, através de movimentos transversais ao tempo histórico”.

Ao ser introduzido à exposição, o público encontra uma série de esculturas em cerâmica de corpos múltiplos, os quais instalam manobras de questionamento sobre as relações humanas a partir das dessemelhanças. “Afetos calorosos – coletivos e individuais – comungam do espaço com corpos serializados, eximidos de particularidades. Tal associação nos aproxima uns dos outros, nos faz recordar memórias íntimas, resgatando em nós o sentido de uma humanidade em curso”, revela a curadora.

Em uma das salas, é apresentado um curta-metragem realizado em colaboração entre Thelma Innecco e a cineasta Caren Moy. O filme propõe um diálogo de esculturas com vários documentos e arquivos históricos, fazendo uma escavação das memórias de resistência.

Em um terceiro espaço, o público é convidado à participação. Conduzidos por monitores, os visitantes poderão criar  suas próprias esculturas humanas para integrar a mostra.

A exposição é uma realização da Funarte, Ministério do Turismo e Secretaria Especial da Cultura e produção de 8 Cultural e Galeria Modernistas. O projeto foi contemplado pelo Edital Prêmio Funarte Artes Visuais 2020/2021.

Sobre a artista Thelma Innecco

A artista descobriu em 1992 suas potencialidades criativas no Centro de

Artes Maria Teresa Vieira, no Rio de Janeiro, onde nasceu. Em um celeiro interessante e efervescente das artes, sua escolha foi o barro e, a partir dele, criou inúmeras obras e fez diversas exposições, uma individual e várias coletivas. 

Sobre a curadora Ana Emília Lobo

Crítica e curadora, cofundadora da coletiva de pesquisa curatorial Napupila e idealizadora do programa de acompanhamento crítico Projeto Piloto. É doutora em Arte e Cultura Contemporânea pela UERJ, mestre pelo mesmo programa, especialista em Arte e Arquitetura no Brasil pela PUC-Rio e graduada em Ciências Sociais pela UFJF. Desde 2010, tem desenvolvido projetos, cursos e pesquisas em Artes Visuais para instituições como: EAV Parque Lage, no Rio de Janeiro/RJ; Instituto Moreira Salles, em São Paulo/SP; Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro/RJ; Museu de Arte do Rio, no Rio de Janeiro/RJ; dentre outras. Foi avaliadora de projetos do Ministério da Cultura e do Programas Culturais Caixa, da Caixa Econômica Federal; e também publicou as críticas reunidas no livro “Terra Incógnita”, organizado por Nina Zamapi, e premiado pela Lei de Incentivo à Cultura Murilo Mendes, em Juiz de Fora/MG.

Exposição “Uns sobre os outros: história como corpo coletivo”

De 24 de setembro a 23 de outubro

Funarte MG (Rua Januária, nº 68 – Belo Horizonte/MG)

Horário de visitação: quarta a domingo, das 14h às 20h

Entrada gratuita

Informações:

www.funarte.gov.br

terça-feira, 24 de agosto de 2021

Bruno & Lucas lançam o EP "Beija ou Passa" e anunciam gravação de DVD

Novo trabalho agrada o público
Foto: Amós Rodrigues
A mescla de sertanejo raiz e universitário dos jovens mineiros será gravada durante um show exclusivo, que terá como resultado o primeiro registro audiovisual ao vivo da carreira dos artistas, intitulado Na Pegada D'us Brutos

Que a música sertaneja conquista cada vez mais fãs e conta com um grande número de cantores, não é novidade, principalmente no segmento universitário. Porém, uma dupla de jovens músicos, Bruno & Lucas, não quer ser apenas mais uma e por isso aposta na produção de novas canções, que mesclam a tradição do sertanejo raiz com a inovação dos acordes atuais. E o resultado disso é que os amigos param de trabalhar e se preparam para lançar o EP Beija ou Passa durante um show ao vivo, no dia 07 de setembro, terça-feira (feriado), às 13h, em evento intimista no Hotel Fazenda Pouso Real (Rua Juscelino Kubitsheck, 1000 - Jaboticatubas, MG), que será registrado e lançado em breve como o DVD Na Pegada D’us Brutos.

Bruno destaca a importância deste momento para a dupla. “Já estamos batalhando há algum tempo para levar o nosso trabalho para o maior número de pessoas possível. E agora chegou o momento de darmos mais um grande passo. Lançar um EP em um evento de gravação de DVD é uma responsabilidade muito grande, mas estamos muito felizes pela forma com que a nossa música está chegando e conquistando admiradores do nosso sertanejo”, se orgulha o artista.

Se depender de Lucas, este é apenas o começo. “Aproveitamos este período desafiador para toda a humanidade para produzirmos. Montamos um EP com seis faixas autorais, estruturamos a nossa equipe e nos desenvolvemos ainda mais como artistas. Eu tenho certeze que, para quem acompanha o trabalho de Bruno & Lucas, o nosso crescimento é nítido. O show vai ser intimista, em um local maravilhoso e que remete bem à nossa raiz”, conta o artista.

EP “Beija ou Passa”

Uma reunião de hits.  Assim pode ser resumida a compilação das seis faixas escolhidas para entrar no EP “Beija ou Passa”, que, além da música que dá nome ao trabalho, traz ainda outras canções que prometem conquistar quem gosta do sertanejo raiz, mas não abre mão da badalação do universitário.  

Confira as faixas

Beija ou Passa  (Ana Ney, Nando Vinicius, Ani Constancio)

Chave dividida (Bruno Bahia)

Stalkeando (Bruno Bahia)

Volta Aê (Bruno Bahia)

Vizinha de Frente (Bruno Bahia)

Dia da Maldade (Bruno Bahia)

Na Pegada D’us Brutos

E para brindar o lançamento do EP Beija ou Passa”, Bruno & Lucas já marcaram a data, horário e local para o show que vai apresentar ao público, em primeira mão e ao vivo, as faixas do novo trabalho. O Hotel Fazenda Pouso Alto, em Jaboticatubas, foi a locação escolhida para receber a festa, que respeita todos os protocolos e determinações municipais para o combate da pandemia.

Este será o primeiro DVD ao vivo da dupla, que, além das composições autorais,   Stalkeando, Chave Dividida, Vizinha de Frente e Beija ou Passa apresentará também outros sucessos do cenário nacional, claro, sem perder o estilo Bruno & Lucas. “Vamos mostrar as nossas, mas não podemos deixar de lado os hits que abriram caminho para nós. Então, o público pode esperar novidades musicais e canções já bem conhecidas, para todo mundo cantar junto”, revela Bruno.

A escolha do repertório foi criteriosamente pensada pela dupla, conforme aponta Lucas. “Nós temos uma lista imensa de músicas que realmente amamos. Foi difícil escolher diante das centenas de opções que tínhamos, além das nossas autorais. Mas eu tenho certeza de que os variados gostos dentro do sertanejo se sentirão representados pelo set list que montamos”, finaliza o artista.

Sobre Bruno & Lucas

Para os amantes da boa música sertaneja Bruno & Lucas chegam com um trabalho inovador, trazendo referências do sertanejo raiz juntamente com o sertanejo universitário de uma forma muito especial. A dupla segue conquistando o público sertanejo de Minas Gerais,  mostrando que isso tudo é só o começo. Uma dupla em perfeita sintonia na vida e também na música que espalham alegria, ousadia e paixão por onde passam.

Belorizontino, com 33 anos, Bruno teve seu primeiro contato com a viola caipira aos 17 e bastou um simples ponteado para se apaixonar profundamente pela música.  De Lajinha, Lucas, com 32 anos, sempre teve uma grande referência musical em casa, já que seu pai era sanfoneiro e ele sempre o acompanhava nos forrós da sua cidade. E foi bem nessa época, com apenas 8 anos de idade, que começou sua jornada no mundo musical.

Bruno & Lucas se conheceram através de amigos em comum do mundo musical e bastou tocarem juntos uma vez para nascer essa bela parceria que está estabelecida até hoje. A antiga duplam Bruno Bahia e Rock Sanfoneiro, que futuramente se tornariam Bruno & Lucas, ficou muito conhecida no interior de Minas Gerais passando por várias cidades e deixando fãs por onde passavam.

Em 2017 a dupla lançou suas primeiras músicas autorais: “Dia da Maldade” e “Volta Aê” tocou em várias rádios de Minas Gerais e Goiás. No final de 2019 houveram algumas mudanças na dupla, que assumiu a forma atual e passou a se chamar Bruno & Lucas, iniciando mais alguns trabalhos autorais e conquistando o público por onde passam.

Acompanhe Bruno & Lucas nas redes sociais:

YouTube: https://www.youtube.com/c/BrunoeLucas

Instagram: https://www.instagram.com/brunoelucasofc/

Facebook: https://www.facebook.com/brunoelucasofc/

Show de lançamento do EP “Beija ou Passa” e gravação do DVD “Na Pegada D’us Brutos”

Data: 07 de setembro, terça-feira, às 13h

Local: Hotel Fazenda Pouso Real - Rua Juscelino Kubitsheck, 1000 - Jaboticatubas, MG

Ingressos limitados: R$ 150 (open bar e open food)

Classificação etária: 18 anos

Vendas: https://www.centraldoseventos.com.br/napegadadusbrutus

Amigos incentivadores: Daniel Festas, Hotel Fazenda Pouso Real, SOS dos Elevadores, Laut, Mercadinho By Yourself, Harvus, Lamp e WD Drinks