Choose your language

Mostrando postagens com marcador Biblioteca pública. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Biblioteca pública. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de março de 2019

Sempre um papo recebe Hugo Monteiro Ferreira

Professor assina sua obra e conversa
com a plateia - Foto:Priscila Adolfo
O neuropsicólogo Hugo Monteiro Ferreira, professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco, é o convidado para abrir a programação do Sempre Um Papo em Belo Horizonte na terça-feira (26), às 19h30, na Biblioteca Pública Luiz de Bessa, na Praça da Liberdade, com entrada gratuita. Ele falará sobre o tema “A Geração do Quarto e o Massacre de Suzano”, tendo como ponto de partida o acontecimento na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, São Paulo, quando dois jovens ex-alunos atiraram e mataram oito pessoas na escola, no dia 13 de março. Hugo é autor do livro “A Geração do Quarto: Quando Crianças e Adolescentes Nos Ensinam a Amar”, com lançamento previsto para o segundo semestre de 2019. 

Hugo Monteiro Ferreira criou, em 2015, o termo “geração do quarto”. A denominação foi dada a jovens e adolescentes que possuem uma relação intensa com a internet, são solitários e, ao mesmo tempo, enfrentam dificuldades na família. Hugo é doutor em Educação e escreveu os livros “Benedito” e “Emílio ou Quando se Nasce com um Vulcão ao Lado”, indicado para o Jabuti 2014 na categoria Juvenil. O termo “quarto” determina também o ambiente selado destes jovens de aparência doméstica e reclusa que, no seu íntimo, são capazes de planejar e executar os mais terríveis acontecimentos. Os dois jovens da tragédia em São Paulo viviam mergulhados na Deep Web, eram especializados em jogos de guerra, com armas e mortes. E se prepararam para o dia 14 de março. Vestiram fantasias – mais que isso, incorporaram os personagens. Como nos jogos, era matar ou morrer. Ou matar e morrer, como foi o caso, na vida real.

Mas seriam os jogos de games os culpados? Hugo pensa que não. Segundo ele, “há uma relação direta e indireta no que diz respeito a violência. Existem pesquisas nas áreas de psicologia, psiquiatria e neurociência que apontam interferência na formação, tanto emocional, mental ou cerebral que tem repercussões comportamentais. Crianças e adolescentes – continua –  que utilizam mais de 4 horas da sua rotina diária para experimentar jogos virtuais costumam substituir os seres humanos ou mesmo os animais domésticos pelo computador”. Ainda assim, ele relativiza o papel do game: “o problema é como o jogo é vivenciado. De maneira geral, independente disso, eles são solitários, tem problemas de diálogo com a família e se relacionam pouco com o mundo real”.

Sinopse  por Hugo Monteiro Ferreira: “O livro “A Geração do Quarto: Quando Crianças e Adolescentes Nos Ensinam a Amar” é o resultado de uma pesquisa de campo, feita em cinco capitais brasileiras, sobre a geração que nasce no final do Século XX e início do Século XXI e que apresenta adoecimento emocional e mental. No mundo, o suicídio é a segunda causa de morte entre pessoas entre 15 e 29 anos de idade; o fenômeno da automutilação sem intenção suicida é um dos maiores problemas não declarados das redes de ensino, tanto pública quanto privada; a depressão e a síndrome do pânico, além do uso abusivo de álcool, a gravidez na adolescência e a prática sexual sem uso de preservativo são elementos que estão presentes no cotidiano de meninos e meninas violentados/as e violentos. O livro tenta mostrar que não é mais possível fechar os olhos e silenciar diante do pedido de ajuda desse grupo social. O livro critica a ideia de que estamos diante de uma geração fracassada e termina com uma proposição: mais do que categorizar meninos e meninas, devemos ouvi-los/as, eles/elas tem muito a dizer.”

Sempre Um Papo com Hugo Monteiro Ferreira
Dia 26 de março, terça-feira, às 19h30, na Biblioteca Pública Luiz de Bessa, Praça da Liberdade, 21/BH. Entrada Gratuita - Informações: 31 32611501

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Áurea Camelo apresenta exposição Desmemórias na galeria de arte da Biblioteca Pública

Obras podem ser visitadas até o dia 26 de setembro em BH
Foto: Reprodução
Memória, passagem do tempo e esquecimento. Esse foi o caminho percorrido pela artista plástica Áurea Camelo ao criar as obras que compõem a exposição “Desmemórias”, em cartaz na Galeria de Arte Paulo Campos Guimarães da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais. A mostra conta com uma sequência de 14 pinturas, criadas em óleo ou acrílica sobre tela, em formatos variados.  A artista busca nos álbuns de família e em fotografias recolhidas de seu acervo pessoal as imagens que serão trabalhadas em suas pinturas, e passa para a tela, pictoricamente, o seu repertório de lembranças e a poética do esquecimento. A mostra, com entrada gratuita, fica aberta à visitação até 26 de setembro.
A exposição aborda o inevitável processo de apagamento da memória. Em suas telas, Áurea Camelo acentua a efemeridade das imagens e limpa das figuras os traços de representação naturalista que as personifiquem ou lhes confiram identidade: os rostos estão sem formato definido, como se estivessem sido desconstruídos pelo tempo. Segundo a artista, a intenção não é representar a memória apenas como uma tentativa de conservação da lembrança e de tudo que ela significa. “Meu trabalho traz para o plano da plasticidade da pintura a questão da impermanência, da transitoriedade, da escassez do tempo e da mistura entre o esquecimento e recordação. Dessa forma, o que de início seria chamado por ‘memória’ passou melhor a se identificar como des-memória”, explica.
A escolha do tema da série veio de maneira natural para a artista a partir de cenas do cotidiano, que provocaram o desejo de pintura e partiram de escolha feita em coleções de fotografias já existentes ou recentemente produzidas. A técnica utilizada propôs-se a ser aberta a experimentações, assim como os suportes. “O nome que encontrei para minha pesquisa de trabalho somou-se ao desvanecimento, à opacidade e à textura das tintas para representar aquilo que, acontecido, já se torna passado, e mas retorna em cor, camadas e movimentos, compondo o plano pictórico”, conta Áurea.
Áurea Camelo
Cursou Artes Plásticas na Escola Guignard da UEMG, habilitando-se em Pintura em 2016, e é também formada em Psicologia pela UFMG. Premiada nas XV e XVI Mostras Internas da Escola Guignard, participou, na Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais e em sua Passarela Cultural, das Mostras Coletivas Esper[ando] e Alter[ando]. Participou do 15º Salão de Arte Contemporânea de Guarulhos/2016 e recebeu menção honrosa com a obra Menina Lego. Em 2017, apresentou Desmemórias na Faop de Ouro Preto.
Desmemórias é sua primeira mostra individual em Belo Horizonte com a apresentação de novos trabalhos. Em outubro, Áurea participa do XXV Salão Curitibano de Artes Visuais.
Exposição “Desmemórias”, de Áurea Camelo, na Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais
Até 26 de setembro de 2018
De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h; Sábado, das 8h às 12h
Entrada gratuita
Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais – Galeria de Arte Paulo Campos Guimarães 
Praça da Liberdade, 21, Funcionários - Belo Horizonte/MG