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| Sessão é comentada pelo crítico e professor Ataídes Braga - Foto: Reprodução internet |
Em 1953, um filme brasileiro, adotando a dinâmica narrativa do faroeste norte-americano, ganhou os prêmios de filme de aventura e de trilha sonora em Cannes e foi exibido em todo o mundo. "O Cangaceiro", escrito e dirigido por Lima Barreto, com diálogos de Rachel de Queiroz, com Marisa Prado, Alberto Ruschel, Milton Ribeiro, Vanja Orico e Adoniran Barbosa é o programa do Cinema Falado desta terça-feira(17) às 19h30, na Sala Geraldo Veloso do MIS Cine Santa Tereza (praça Duque de Caxias, bairro Santa Tereza).
Oportunidade para um encontro com críticos e cineastas para ver este filme e conversar sobre cinema, poesia, política e outros assuntos da cultura brasileira. O filme será apresentado pelo crítico e professor Ataídes Braga.
Cinema Falado é um projeto do Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais (CEC-MG) e do Instituto Humberto Mauro, em memória do crítico e cineasta Geraldo Veloso, com o apoio do Museu da Imagem e do Som (MIS), do jornal O TEMPO, da rádio SUPER FM e da Contorno Áudio & Vídeo. CEC-MG 68 Anos - Ajude a manter o CEC!
Trecho do filme:
(Memorial da Democracia)
Mais sobre o filme:
O cangaceiro "Capitão" Galdino aterroriza vilarejos pobres da Região Nordeste do Brasil, saqueando e matando com frequência com seu bando armado. Num de seus ataques ele rapta a professora Olívia e pede 20 contos de resgate por ela. Mas ele e o seu braço direito, o valente Teodoro, ficam atraídos pela bonita cativa e a discórdia se instaura no bando.
É um filme brasileiro de 1953 escrito e dirigido por Lima Barreto, com diálogos criados por Rachel de Queiroz. Foi o primeiro filme brasileiro a conquistar as telas do mundo e considerado o melhor filme da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, sua história se inspirava na lendária figura de Lampião.
Ganhou o prêmio de melhor filme de aventura e de melhor trilha sonora no Festival Internacional de Cannes. A música Mulher Rendeira é interpretada pela também atriz Vanja Orico acompanhada pelo coro dos Demônios da Garoa. O sucesso em Cannes levou o filme para mais de 80 países e ele foi vendido para a Columbia Pictures. Só na França, ficou cinco anos em cartaz. Durante as gravações, os Demônios da Garoa conheceram o compositor Adoniran Barbosa.
O longa foi rodado em Vargem Grande do Sul, interior do estado de São Paulo. Segundo o diretor, a paisagem da cidade se parecia muito com a nordestina.
Após o sucesso, semelhante ao que acontecia com os atores de filmes de faroeste americanos, o ator Milton Ribeiro virou personagem de histórias em quadrinhos criadas por Gedeone Malagola para Editora Jupiter na década de 1950. A diferença do Milton Ribeiro dos quadrinhos para o Galdino do filme, era que nos quadrinhos Milton era um herói do Sertão. Em novembro de 2015 o filme entrou na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.
Foi listado por Jeanne O Santos, do Cinema em Cena, como "clássicos nacionais".

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