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| Foto: Divulgação |
Dezesseis obras da programação do forumdoc.bh – Festival do Filme Documentário e Etnográfico, Fórum de Antropologia e Cinema estão disponíveis para serem vistas on-line gratuitamente. O prazo para assistir aos filmes hospedados no Cine Humberto Mauro Mais é até domingo (3), já os da plataforma Itaú Cultural Play é sexta-feira (8).
As obras tratam de gênero, questões raciais, temáticas indígenas, arte, diversidade e cultura. Entre as disponíveis no Cine Humberto Mauro Mais, estão Grandes Senhoras (Milena Manfredini, Rio de Janeiro, 2023, 14’) e Mãri Hi - A Árvore do Sonho (Morzaniel Ɨramari, Roraima, 2023, 17’).
Em Grandes Senhoras, Milena Manfredini desenvolve a narrativa a partir dos ensinamentos difundidos pelos saberes tradicionais, metafísicos e poéticos de duas grandes pensadoras do candomblé chamadas Ebomi Cici de Oxalá e Mãe Celina de Xangô. Em Mãri Hi - A Árvore do Sonho, Morzaniel Ɨramari se inspira nas palavras de um grande xamã para construir uma experiência onírica através da sinergia entre cinema e sonho yanomami, apresentando poéticas e ensinamentos dos povos da floresta.
Entre os filmes disponíveis no Itaú Cultural Play, estão As divas negras no cinema brasileiro (Vik Birkbeck e Ras Adauto, Brasil, 1989) e Ãjaí: o jogo de cabeça dos Myky e Manoki (Roney Freitas e Isael Maxakali, Brasil, 2019).
Vik Birkbeck e Ras Adauto, em As divas negras no cinema brasileiro, reúnem atrizes negras do cinema, do teatro e da televisão, em entrevistas e performances. Zezé Motta, Ruth de Souza, Léa Garcia, Zenaide Zen e Adele Fátima narram histórias de vida e de carreira, histórias atravessadas pelo racismo e por luta. O filme conta ainda com uma entrevista com a antropóloga Lélia González.
Já em Ãjaí: o jogo de cabeça dos Myky e Manoki, Roney Freitas e Isael Maxakali Lopes apresentam o Ãjãí, um jogo em que apenas a cabeça dos jogadores pode encostar na bola. A prática compartilhada por poucos povos indígenas no mundo, está presente nas populações Myky e Manoki de Mato Grosso, falantes de um idioma de família linguística isolada. Na obra, jovens indígenas decidem filmar e editar pela primeira vez o seu jogo, para divulgá-lo fora das aldeias.
“É uma oportunidade para aqueles que não puderam acompanhar a programação do festival no Cine Humberto Mauro e no Cine Santa Tereza, em Belo Horizonte, ou querem rever algum dos filmes”, explica a organizadora e curadora do forumdoc.bh, Júnia Torres.
O forumdoc.bh foi criado em 1997 com o objetivo de compartilhar filmes de difícil acesso nas salas de cinema convencionais, além de promover reflexão e formação crítica de público, fomentar a pesquisa e a qualificação da produção audiovisual em torno ao filme documentário e ao cinema mais inventivo que com ele dialoga.
Nos últimos anos, o festival tem apresentado uma produção potente para renovação e diversificação do filme documentário como forma expressiva de coletivos e segmentos sociais e étnico-raciais marginalizados, tais como: realizadores e realizadoras indígenas; os cinemas negros, cinemas queer, e os coletivos e autores e autoras de regiões de periferia.
O festival conta com incentivo da Lei Federal de Incentivo à Cultura, patrocínio do Itaú e da Lei Municipal de Incentivo à Cultura / Prefeitura de Belo Horizonte, por meio do patrocínio do UNI-BH. Conta ainda, com o apoio da Fundação Clóvis Salgado, por meio do Cine Humberto Mauro. A curadoria e a produção são assinadas por pesquisadores e integrantes do coletivo Filmes de Quintal e convidados.
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