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| Show tem única apresentação no Palácio das Artes Foto: Manuela Scarpa |
Gal Costa vive um momento ímpar em sua longeva e luminosa carreira. Reverenciada pelas gerações anteriores e cultuada pelas novas tribos, tornou-se presença indispensável no line-up dos grandes festivais que assolam o país, além de seguir em turnê Brasil afora, apresentando-se em teatros lotados. Sempre atenta e forte ela criou dois diferentes shows, dirigidos por Marcos Preto, para atender todas as demandas, ambos provocando catarses e delírios em um público cada vez mais jovem e diversificado. O então inédito show mostrado no Breve Festival, realizado dias atrás, traduz o ótimo momento da musa tropicalista. Um show tão certeiro e vigoroso quanto o já emblemático “As Várias Pontas de Uma Estrela” que vem arrebatando o público e a crítica por onde tem passado.
“Magnífico!” “Inesquecível!” “Histórico!” Estes foram alguns dos muitos adjetivos que se destacaram nos espontâneos posts que ocuparam as redes sociais, ao término do show “As Várias Pontas de Uma Estrela”, apresentado por Gal Costa no Palácio das Artes, na noite de 05 de dezembro. Para quem viu ou quer rever o merecidamente reverenciado show, a cantora aporta novamente em Belo Horizonte, para apresentação única no dia 3 de junho.
“Nunca havia assistido a Gal ao vivo e confesso que foi impossível conter as lágrimas diante da presença de quem já “cantou” muito minha história. A faca continua amolada e dá início aos delírios de uma eterna dançarina de melodias. A artista mostra que idade é algo mais ligado ao calendário do que à alma. Canta como uma menina com a voz límpida, sem medo de abusar dos agudos ou dos improvisos vocais que a transformam em um instrumento sofisticadíssimo. Em pouco mais de uma hora e meia de show, Gal mostrou aos seus admiradores que continua sendo uma constelação da MPB e ainda tem muito a desvendar diante um existente Brasil que precisa ser redescoberto urgentemente”. (Luã Diógenes – Diário do Nordeste, em 12/12/21).
OS MÚSICOS/ EXPERIMENTANDO OUTROS SONS
Com a inquietude que lhe é peculiar, Gal Costa durante a pandemia testou o formato de piano, baixo e bateria - trocando o acompanhamento de violão pelo piano. Esta é a formação do trio que divide o palco com a cantora: Fábio Sá (baixo elétrico e acústico), André Lima (teclados) e Victor Cabral (bateria e percussão).
REPERTÓRIO ATEMPORAL
Contradizendo a expectativa de muitos, a música que dá nome ao show, parceria luminosa de Caetano e Milton, não se faz presente no repertório. O fio condutor é o universo musical de Milton Nascimento, que se faz presente com alguns dos seus clássicos. No roteiro há também outros sucessos populares:
1. Ponta de areia (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1974) – citação /
2. Fé cega, faca amolada (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1974)
3. Hotel das estrelas (Jards Macalé e Duda Machado, 1970)
4. Estrela, estrela (Vitor Ramil, 1981)
5. Paula e Bebeto (Milton Nascimento e Caetano Veloso, 1975)
6. Quem perguntou por mim (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1985)
7. Minha voz, minha vida (Caetano Veloso, 1982)
8. Desafinado (Antonio Carlos Jobim e Newton Mendonça, 1959)
9. Estrada do sol (Antonio Carlos Jobim e Dolores Duran, 1958)
10. Solar (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1982)
11. Nua ideia (Leila XII) (João Donato e Caetano Veloso, 1990)
12. Dom de iludir (Caetano Veloso, 1977)
13. Último blues (Chico Buarque, 1985)
14. A história de Lily Braun (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983)
15. Baby (Caetano Veloso, 1968)
16. Gabriel (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1978)
17. Mãe (Caetano Veloso, 1978)
18. Cravo e canela (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, 1971)
19. Açaí (Djavan, 1981)
20. Lua de mel (Lulu Santos, 1984)
21. Sorte (Celso Fonseca e Ronaldo Bastos, 1985)
22. Nada mais (Lately, Stevie Wonder, 1980, em versão em português de Ronaldo Bastos, 1984)
23. Maria, Maria (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1976)
Bis:
24. Um dia de domingo (Michael Sullivan e Paulo Massadas, 1985)
25. Brasil (Cazuza, George Israel e Nilo Romero, 1988)
“Há um tempo que meus lançamentos e shows têm atraído um público mais jovem que se mistura com os fãs já de tempos. Percebi isso também nas redes sociais. Talvez o segredo seja o fato de eu ser uma cantora que não tem medo de seguir novos caminhos, gravar novas coisas, ousar e dar saltos na minha carreira (...). Tenho muitos projetos, quero fazer coisas ainda e não me sinto velha. Tenho a alma jovem, tenho energia para muita coisa ainda”. (Gal Costa – Folha de Pernambuco, em 18/03/22).
Assista o convite especial da cantora para a apresentação:
“GAL COSTA - AS VÁRIAS PONTAS DE UMA ESTRELA”
LOCAL = Grande Teatro CEMIG Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537 – Centro – Belo Horizonte/ MG Tel.: 31 3236-7400)
DATA = 03 de junho (sexta-feira)
HORÁRIO = 21h
Valores dos ingressos:
Plateia 1 = R$ 330,00 (inteira) / R$ 165,00 (meia)
Plateia 2 = R$ 280,00 (inteira) / R$ 140,00 (meia)
Plateia Superior A = R$ 230,00 (inteira) / R$ 115,00 (meia)
Plateia Superior B = R$ 200,00 (inteira) / R$ 100,00 (meia)
Compre na bilheteria do teatro ou pelo site www.eventim.com.br
Use máscara cobrindo a boca e o nariz. Se cuide!

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