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| Cantora é fotografada durante as gravações Foto: Tomada Produções |
O disco foi gravado ao longo do ano de 2019 e início de 2020. Jorge Salomão acompanhou o processo de escolhas das canções, dos artistas envolvidos e chegou a ouvir as gravações antes de vir a falecer, em 7 de março do ano passado, aos 73 anos. Na observação de Luiz Nogueira, diretor artístico do álbum, essa seleção foi feita por afinidades e as 14 faixas fazem um passeio por antigos sucessos.
"Pseudoblues", na voz de Mônica Salmaso, faixa escolhida para abrir o lançamento do disco, foi lançada inicialmente por Marina Lima, no álbum "Virgem", de 1987. "A gravação conhecidíssima desta canção, cantada pela Marina, é muito forte na minha lembrança, mas a sonoridade linda que o Webster Santos trouxe para o arranjo, somada à participação do Edu Ribeiro que gravou ao vivo comigo, me ajudaram a encontrar a minha forma de cantá-la", afirma Mônica.
Embora com alguns traços comuns nos timbres, as duas cantoras têm trajetórias diferentes e as duas versões mostram esse caminho. Também revelam a elasticidade do poeta, capaz de ir do rock à música popular brasileira com facilidade.
Na direção e produção musical de Mario Gil, os arranjos e harmonias de "Poéticas" procuraram dar mais liberdade aos cantores. Ele trouxe ainda outros dois arranjadores Webster Santos e Cezinha Oliveira para que as letras trafegassem entre as várias vertentes que Jorge Salomão passeava como letrista.
Poéticas - É o primeiro disco que reúne suas composições. Em conversas durante a gravação, Jorge Salomão dizia que era o momento de "exercitar a linguagem" e, apesar da situação do País, era importante estar atento e criar. Ele também lembrava que escrevia e declamava em voz alta suas letras, para perder o rigor da imagem do poeta e deixar suas criações mais perto das pessoas. "Poéticas" ele desejava assim: elaborado musicalmente e acessível aos ouvintes.
Além de Mônica Salmaso, o disco traz as vozes de Almério, Renato Braz, Áurea Martins, Zélia Duncan, Jussara Silveira, Zeca Baleiro, Wanderléa, Dani Black, Khrystal, Chico Chico, Patrícia Mellodi, Frejat.
O disco também reuniu um time grande de músicos. Mario Gil, além de diretor, produtor, violonista, dividiu os arranjos Webster Santos (guitarra e slides) e Cezinha Oliveira (violão e baixo elétrico). Pariticiparam os músicos Sizão Machado (baixo elétrico); Guilherme Ribeiro (sanfona e piano); Daniel Allain (Flauta); Guello (Percussão); Marcelo Mariano (baixo elétrico); Edu Ribeiro (bateria); Vana Bock (cello); Daniel Alcântara (Trompete); Daniel Alcântara (Flugel)
Jorge Salomão
Poeta, letrista, diretor de teatro, performer, Jorge Salomão nasceu no interior da Bahia, em 1946. Estudou Ciências Sociais e Teatro em Salvador e, entre 1967 e 1969, também dirigiu peças como "O macaco da vizinha", de Joaquim Manuel de Macedo, "A boa alma de Setchuan", de Bertolt Brecht, e alguns shows.
Em 1969, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde sua presença foi marcante na cena cultural da cidade. Trabalhou na revista "Navilouca", criada por Waly Salomão, seu irmão, e Torquato Neto. Dirigiu o show "Luiz Gonzaga Volta Pra Curtir", em 1972, que apresentou o músico pernambucano as novas gerações. Também produziu capas de discos e publicou os livros Mosaical (1996), O olho do tempo (1997), Campo da Amerika (1998), Sonoro (1999), Alguns poemas e + alguns (2016) e 7 em 1 (2020).
Como letrista, conquistou alguns grandes sucessos com algumas canções como "Noite", na voz de Zizi Possi, e "Pseudoblues", com Marina Lima. Foi parceiro de Frejat, Adriana Calcanhoto, Nico Rezende, entre outros.
Ficha técnica
"Pseudoblues" Nico Rezende | Jorge Salomão
Voz: Mônica Salmaso
Guitarra e slides: Webster Santos
Baixo elétrico: Marcelo Mariano
Bateria: Edu Ribeiro
Arranjo: Webster Santos
Selo Sesc lança o single "Pseudoblues" de Nico Rezende e Jorge Salomão.
No Sesc Digital e nas demais plataformas de streaming a partir de 09 de julho.
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