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Obras podem ser vistas até dia 1º de abril em Belo Horizonte
Foto: Divulgação
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O Museu Inimá de
Paula recebe a partir do dia 2 de fevereiro a exposição Arte Favela - Memórias
Urbanas, que apresenta 35 telas feitas por sete artistas convidados do projeto
Arte Favela. As obras utilizam diversas técnicas, e representam a identidade
dos artistas participantes, sendo eles, Ataide Miranda, ED-Mun, Gud Assis, Hely
Costa, John Viana, Nilo Zack e Scalabrini Kaos. A mostra tem como objetivo valorizar
um pólo artístico e fortalecer
a identidade cultural de artistas urbanos.
A entrada é gratuita. O Museu Inimá de Paula tem sua manutenção
patrocinada pelo Banco Santader através de incentivos da Lei Rouanet.
A exposição tem
como fundamento trabalhar o Graffiti, no contexto das artes visuais, tomando
como pressuposto a tentativa de ampliar suas possibilidades técnicas, expressão
criativa e difusão cultural. Desse modo, ela possibilita oferecer aos seus
praticantes e apreciadores outros olhares e reflexões críticas e estéticas, em contramão
aos atos de vandalismo e depredação ao patrimônio público. A mostra propõe criar
um ambiente de discussão quanto ao aspecto da particularidade da criação local,
a partir da incorporação de elementos históricos da nossa cultura, dialogando
com o museu e os espaços urbanos.
A mostra dá
continuidade ao projeto Arte Favela, realizado desde 2003, na Vila Presidente
Vargas, bairro Goiânia, região nordeste de BH. Ele surgiu em um momento em que
a comunidade enfrentava um aumento na violência local em função de conflitos
envolvendo adolescentes diretamente ligados à criminalidade. Diante disso, o
grafitti foi identificado como uma linguagem artística de interesse dos jovens
e se tornou uma saída para contribuir para a mudança da realidade do local.
A perspectiva de
futuro é tida como um dos elementos mais importantes da representação do projeto, o que mostra a associação das atividades ao desenvolvimento de experiências
que permitam ascender a uma carreira, além da possibilidade de melhorar a qualidade
de vida dos participantes. O processo de
criação evidencia e potencializa a representação social dos participantes em relação a arte. Embora o produto final seja considerado
importante, o processo de criação
é que apresenta um desenvolvimento social entre os participantes e a
comunidade.
Evidencia-se,
também, a categoria de desenvolvimento artístico, e às consequências imediatas derivadas da prática de trabalho
no projeto. Portanto, é valorizada a construção e elaboração como procedimentos artísticos, e acrescentada
ao fazer artístico a compreensão da dimensão histórica, social e estética.
O projeto enfatizar a visão pessoal dos participantes na interpretação da realidade e emoção como um fator a ser alcançado,
as artes não são só concebidas numa perspectiva de livre expressão.
Sobre os artistas convidados:
Hely Costa
Hely Costa é
artista plástico com formação acadêmica e experiência reconhecida. Graduado em
Desenho e Plástica e Pós-graduado em Ensino e Pesquisa no Campo da Arte e da
Cultura pela Universidade Estadual de Minas Gerais, UEMG, começou
seus trabalhos nas artes visuais nos anos 80 e aprendeu a técnica do Graffiti quando adolescente. Como
artista, já participou de várias exposições, com destaque em duas edições no
Museu Inimá de Paula (BH). Ganhou vários prêmios, entre eles, Prêmio Vivo
Modernismo em Movimento (2010) e Prêmio Bom Exemplo Rede Globo, categoria
Cultura (2016) e Prêmio Cultura das Periferias – Canela Fina (2017). Seu
trabalho, como artista plástico e muralista, é inspirado na memória das
culturas Mineira, Renascentista e Barroca. O uso variado de cores e
ilustrações realistas,
com destaque ao olhar dos personagens com relação ao apreciador, contrasta com
adornos do Congado Mineiro. As histórias e vivências de
diferentes pessoas são expressas nos seus trabalhos, tendo como impulso a
observação do cotidiano, hábitos culturais e o olhar estético em relação as
comunidades e seus costumes.
Ed-Mun
Iniciou seus trabalhos em 1997 em sua cidade natal, Belo Horizonte.
Participou de grandes eventos em todas regiões do Brasil, também em
países da América Latina, America do Norte, Europa e Estados Unidos, onde expôs
em Museus e Festivais importantes. Fundou o
grupo PDF Crew, e também faz parte da DMC Rock, um dos grupos
espanhóis mais antigos, formada em 1987 e também é membro da FX Crew, uma das crews mais
antigas do mundo que surgiu junto com o nascimento do graffiti em Nova York e reuniu artistas muito importantes da
época. Além de artista, Ed também trabalha como Arte Educador. Formou-se
como Agente Cultural por um projeto de extensão da Universidade Federal de
Minas Gerais e FAE, Faculdade de Educação. Desde
2001 vem trabalhando com oficinas, palestras e workshops de graffiti para crianças, adolescentes e professores universitários.
Gud Assis
Além de ter várias de suas obras
pelos muros de BH, o artista do graffiti já participou de diversos eventos -
como a comemoração dos 300 anos de Mariana e a Campanha Outubro Rosa (de
combate ao câncer de mama, realizada pelo Governo de Minas), além de já ter
tido seu trabalho exposto na Bienal Internacional de Grafite de Belo Horizonte,
no Museu Histórico Abílio Barreto e de ilustrar cartões postais da capital com
suas obras. Foi um dos artistas convidados do projeto Telas Urbanas, que reuniu
nomes de peso do cenário nacional.
Nilo Zack
Artista visual, bacharel em Cinema
de Animação e Artes Digitais pela UFMG, estudou Cinema e Design Multimídia na
UBI, em Covilhã, Portugal. Desde 2006, dedica-se a intervenções urbanas e
projetos educacionais, promovendo uma série de oficinas em parceria com
diversas ONGs, instituições públicas e privadas. Em 2010, produziu a série “Os
meninos palhaços”, um de seus trabalhos mais importantes, promovendo-o
nacionalmente e credenciando-o ao reconhecimento no exterior.
Ataide Miranda
Nascido em Belo Horizonte, Ataíde
Miranda é um ilustrador autodidata que se inspira em temas lúdicos,
mitológicos e teatrais. Em 2010 ingressou na faculdade para cursar Design
Gráfico e foi nas aulas de História da Arte que uma professora percebeu seu dom
para as artes plásticas. Além de nanquim e acrílica, o grafite é outra técnica
que ele já experimentou como forma de exprimir sua arte.
John Viana
Artista mineiro, autodidata, arte
educador, trabalha com arte urbana há 10 anos. Além do graffiti nas ruas,
pinturas em tela é outra maneira que ele usa como forma de exprimir sua arte.
Em sua trajetória ele almeja provocar uma reflexão profunda sobre questões
urgentes relacionadas aos caminhos e descaminhos da humanidade. Com referências
do barroco mineiro, ele busca impactar a sociedade com temas atuais. As obras
do artista estão expostas em diversos países da America do sul e da Europa. Na
Alemanha integrou o Meeting of Styles, o maior evento de grafite do mundo. Em
2015 realizou exposição no museu de arte da Pampulha, em Belo Horizonte,,
desenvolvendo tema da va lorização das relações familiares. Atualmente integra
a exposição “Da Arte Arte Urbana As Galerias”, mostra coletiva em prol do
patrimônio histórico de Minas Gerais.
Scalabrini Kaos
Artista mineiro,
nascido em Belo Horizonte, Rodrigo Scalabrini Aguiar “Kaos”, artista plástico e
empreendedor, traz em suas pinturas artísticas o ideal entre o dripping
(gotejamento/respingo), o impressionismo e o expressionismo abstrato.
Autodidata, iniciou a vida artística no final da década de 90, quando chamou
sua atenção a arte de rua, popularmente chamada de Graffiti. A liberdade de
criação e harmonia de cores fazem com que o artista com características
inovadoras se destaque em meio à profusão de intervenções artísticas. O
conceito e contexto das suas obras busca a reflexão do apreciador para as
culturas populares Brasileiras e sua importância,
preservando a história de uma país através de seus costumes e tradições, ajudando a compreendermos o cenário urbano onde vivemos
e inclusive a nossa própria identidade. A crítica social é também um
aspecto de extrema importância, garantindo uma identificação quase imediata de
muitos segmentos da sociedade com a obra do artista. Tem como inspiração
detalhes do cotidiano, hábitos culturais e do olhar crítico em relação as
sociedades e seus costumes.
Exposição
Arte Favela - Memórias Urbanas
Data: de 2 de fevereiro a 1º de abril de 2018
Museu
Inimá de Paula (Rua da Bahia, 1201 – Centro - Belo Horizonte - MG).
Horários: terça, quarta, sexta e sábado: 10h às 18h30
quinta: 12h às 20h30
domingo: 10h às 16h30
Mais Informações: (31) 3213-4320
Horários: terça, quarta, sexta e sábado: 10h às 18h30
quinta: 12h às 20h30
domingo: 10h às 16h30
Mais Informações: (31) 3213-4320

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