quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Tenores In Concert no Museu Inimá de Paula


Evento promete emocionar o público em Belo Horizonte
Foto: Divulgação

O Museu Inimá de Paula recebe na segunda-feira (18), o espetáculo Tenores In Concert. O grupo propõe levar para a população um espetáculo voltado para o resgate dos grandes concertos. O resultado é uma viagem através de estilos musicais, mesclando canções do repertório popular e erudito como Solamente uma vez, El Dia que Me Quieras, Con Te Partiro, Volare, Nessum Dorma e Ave Maria. Além de apreciar uma boa música, os presentes poderão colaborar na campanha de arrecadação de mantimentos em parceria com a Cia Palhaçaria – Doutores em Alegria. A entrada é gratuita e serão aceitas doações de pacote de fraldas geriátricas.

Idealizado por músicos cantores do Coral Lírico de Minas Gerais, o concerto valoriza os artistas através de suas atuações como solistas, sendo uma oportunidade de divulgar a música clássica com um olhar mais popular, desconstruindo a ideia de elitização da música erudita. O espetáculo Tenores in Concert foi apresentado pela primeira vez, em 2006, na sala Juvenal Dias do Palácio das Artes e prossegue inovando sempre o repertório e despertando emoções do público.

Desde então, o grupo já passou por espaços como o Conservatório de Música da UFMG, Teatro Usina Gravatá, Teatro Marília, Igreja São Judas Tadeu, Basílica de Nossa Senhora de Lourdes, Festa Tradicional Italiana, entre outros eventos de repercussão na cidade. Em 2017, o grupo saiu em turnê por Minas Gerais participando do projeto "Orquestra de Câmara Sesi Minas convida", passando por cidades como BH, Tiradentes Ouro Preto e Uberaba.

A apresentação será feita em parceria com a  Cia Palhaçaria – Doutores em Alegria,  um grupo organizado por voluntários de Belo Horizonte, cuja missão é proporcionar brilho nos olhos, sorriso no rosto e alegria nos corações. A companhia atua em hospitais, creches, asilos e abrigos, através do encanto da Palhaçaria Hospitalar. As intervenções acontecem de acordo com as necessidades e características de cada local e público, podendo ser feitas através de músicas, brincadeiras, pequenas esquetes teatrais ou simplesmente através de uma palavra de conforto, apoio e acolhimento. O evento será realizado em prol de instituições como: Lar Dom Paulo, Novo Céu, Asilo Irmã Tereza, Lar Maria Barbara, Lar Oasis, Hospital São José , Hospital da Baleia, dentre outras.

Ficha Técnica
Tenores: Flávio Bastos Abbas; Hélcio Rodrigues Pereira; Petrônio Duarte Teixeira; Rogério Francisco; Wagner Soares; Wellington Vilaça
Piano: Islei Correa
Percussão: Gustavo Brito
Direção e Coordenação: Wellington Vilaça

Apresentação Tenores In Concert
Dia 18 de dezembro, das 19h30 às 21h
Rua da Bahia, 1201, Centro, Belo Horizonte
Entrada: doação de um pacote de fraldas geriátricas
+ Info: 3213-4320 

Tizumba e Meninos de Minas Participam da Bienal Funarte de Música e Cidadania

Artista é uma das atrações do evento em Belo Horizonte
Foto: Divulgação
Outro destaque da programação é a divulgação da inédita pesquisa com o perfil dos projetos sociomusicais do Brasil

Belo Horizonte recebe a primeira edição da Bienal Funarte de Música e Cidadania. O evento, promovido pela Fundação Nacional de Artes (Funarte), será realizado no SESC Venda Nova, localizado na rua Maria Borboleta, s/nº, Novo Letícia. Com três dias de duração e oito horas diárias de atividades, a Bienal terá plenárias, oficinas, rodas de conversa, entre outras atividades. A Bienal terá a consultoria de Magali Kleber, Felipe Radicetti e Lígia Pimenta, parceria cultural do SESC e apoio do programa Brasil de Tuhu.

Um dos destaques da programação do primeiro dia é a apresentação de Maurício Tizumba com o grupo Meninos de Minas. O músico, que completou 60 anos de vida e 45 de carreira, é formado pelo Teatro Universitário da UFMG, tem no currículo 26 filmes e 32 espetáculos, é um dos fundadores da Cia. Burlantins e idealizador do Espaço Cultural Tambor Mineiro. O artista também é o padrinho do projeto “Meninos de Minas”, de Itabira. A apresentação “Meninos de Minas com Tizumba” será amanhã, 19h, no primeiro dia da Bienal.

Criada e idealizada pelo Diretor do Centro da Música da Funarte, Marcos Souza, a Bienal traz em sua primeira edição como tema central a atuação dos projetos sociomusicais em prol da cidadania. “O propósito da criação da Bienal é reunir projetos de sucesso e criar um diálogo entre eles. É fazer a conexão de diferentes ações e pesquisas para a construção de uma rede. Compartilhar experiências, levantar quais são as necessidades comuns dos projetos e criar um projeto de intercâmbio solidário para o fortalecimento de todas as iniciativas. É discutir a aproximação da música como uma ferramenta de cidadania e não somente como entretenimento para a sociedade em geral”, destaca Souza.

Gestores dos projetos Guri, Osesp, Neojiba, Agência do Bem, Projeto Integração Pela Música (PMI), Escola de Música Vander Lee, Orquestra de Ouro Preto, Orquestra da Grota, Projeto Marajó, Filarmônica de Minas Gerais e Escola de Música da Rocinha, são alguns dos confirmados no encontro. O evento também terá a participação de importantes nomes internacionais como o maestro uruguaio Ariel Britos, Presidente do Programa Iberorquestras; Gabriel Goñi Dondi, Presidente do Ibermúsicas da Costa Rica; e o compositor Fernando Garnero, do Ibermúsicas da Argentina.

O perfil dos projetos musicais brasileiros
Outro destaque do primeiro dia da Bienal é a divulgação do primeiro levantamento nacional com o perfil dos projetos sociomusicais brasileiros. Inédito no país, o estudo foi desenvolvido pelo programa Brasil de Tuhu que foi criado em 2009 com a missão de ampliar e fortalecer o ensino musical nas escolas brasileiras. A pesquisa foi realizada com o objetivo de mapear os projetos de educação musical no Brasil e levantar o público atendido, instrumentos e estilos musicais ensinados, financiamento e principais dificuldades.
Ao todo, o Brasil de Tuhu entrevistou cerca de 300 projetos de dezembro de 2016 a março de 2017. A pesquisa conclui que 52% dos projetos estão concentrados na região Sudeste e que a maioria foi criada nos últimos dez anos. Outra constatação do estudo é que a lei de 2008, que tornou obrigatório o ensino musical nas escolas, parece ter tido pouco impacto no trabalho das instituições. “Estudos como esse, contribuem para avaliar resultados, levantar as necessidades das iniciativas e é fundamental para apoiar o desenvolvimento de políticas para o segmento. A Bienal já é um primeiro passo para esse processo. É a criação de um espaço para a articulação qualificada entre diversos projetos”, ressalta Marcos Souza. A pesquisa completa será divulgada durante a Bienal.

Projetos participantes da Bienal
Adolescer com Arte e Cultura, Agência do Bem, Arte & Vida, Balaio Escola de Música Vander Lee, Batuque na Caixa, Brasil de Tuhu, Camerata Laranjeiras, Coral das Lavandeiras de Almenara, Coro Bora Cantar, Coro Madrigale, Escola da Varanda, Escola de Formação de Instrumentistas de Cordas do SESIMINAS, Escola de Música da Rocinha, Escola de Música do Estado do Maranhão, Escola de Música Padre Simões, Espalhando Arte, Partilhando Sonhos, Face 3 DJs – Paulo da Silva Soares, Família Gam, Filarmônica de Minas Gerais, Flautistas da Pro Arte, Fortalecendo As Malocas, Projeto Vale Música e Projeto Marajó (Fundação Amazônica de Música), Música Sem Barreiras (Fundação de Educação Artística), Instituto Canarinhos de Sergipe, Instituto Relfe Jornada Pedagógica para Músicos de Banda, Neojiba, ONG Orquestrando a Vida, Orquestra da Fundac – Fundação Cultural de Contagem, Orquestra da Grota, Orquestra Escola Criarte, Orquestra Jovem do Rio Grande do Sul, Orquestra Jovem Recanto Maestro, Orquestra Parque Sagrada Geração, Orquestra Villa-Lobos, Orquestrando Futuros, PIM – Projeto Integração pela Música, PRIMA – Programa de Inclusão Através da Música e das Artes, Programa da Extensão em Percussão UFPEL, Programa de Música Jacques Klein (Instituto Beatriz e Lauro Fiuza), Projart Programa Arte de Tocar de Jacobina, Projeto Guri, Projeto Música de Sarzedo, Projeto Orquestra & Coral Vozes de Taubaté, Projeto Sementes Musicais, Projeto Som da Pele, Sociedade Artística Brasileira SABRA, Sopro Vivo – Grupo Iuna Capoeira, Tocando Pela Vida, Trem TanTan – Babilak Bah

Belo Horizonte recebe primeira edição da Bienal Funarte de Música e Cidadania
Local: SESC Venda Nova (Rua Maria Borboleta, s/nº, Novo Letícia – Belo Horizonte/MG)
Data: 14 a 16 de dezembro                
Horário: das 9h às 18h
Programação:

14 de dezembro, quinta-feira
8h30 – 9h30 – Cadastramento
9h30 – 10h – Mesa de abertura
10h – 12h – Integração (acolhida, quem somos, alinhamento das expectativas)
12h – 14h – Intervalo para almoço
14h – 14h30 – Apresentação musical
14h30 – 16h – Rodada de trocas (trabalho em subgrupos)
16h – 16h30 – Intervalo para café
16h30 – 17h30 – Rodada de conversas e construção coletiva
17h30 – 18h – Plenária
19h – Apresentação musical – Meninos de Minas com Tizumba

15 de dezembro, sexta-feira
9h – 12h – “Café mundial” temático (em subgrupos)
Eixos temáticos
·         Gestão e políticas públicas;
·         Metodologias e Formação do (a) educador (a) sociomusical
·         Trabalho em rede nos territórios;
·         Projetos sociais: acessibilidade, bem estar e saúde.
12h – 14h – Intervalo para almoço
14h – 16h – Consolidação do trabalho sobre os eixos temáticos
16h – 16h30 – Intervalo para café
16h30 – 18h – Plenária

16 de dezembro, sábado
9h – 9h30 – Apresentação musical – Escola Criarte
9h30 – 12h – Cartografia da rede integrada
12h – 14h – Intervalo para almoço
14h – 16h – Plenária (Sistematização)
16h – 16h30 – Intervalo para café
16h30 – 18h – Plenária – avaliação, encaminhamentos e encerramento

Informações Bienal: http://www.funarte.gov.br/

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Os Gonzagas Divulgam Canção "Tão Simples"

Grupo lança novo trabalho no dia do Forró
Foto: Divulgação
Donos de um repertório especial e grandes hits como ‘Passarinho’, ‘Vem Morena’, entre outros, o grupo Os Gonzagas divulga em comemoração ao Dia do Forró a nova canção “Tão Simples”, uma composição de Carlos Henrique e Isabelle Fernandes e que já está disponível nas principais plataformas digitais e no YouTube.
“Esse é o segundo trabalho lançado após anunciarmos a nova formação e estamos muito animados e felizes com a recepção de vocês. “Tão Simples” é uma música cheia de simplicidade e amor pra vocês!  Esperamos que curtam muito, ainda mais nesse dia especial que é celebrado o nosso forró!”, comenta o grupo.
Vale ressaltar que o grupo que se tornou conhecido nacionalmente ao participar do programa global Superstar em 2015 é formado por Yuri Gonzaga (voz e sanfona), Maria Kamila (voz), Zé Neto (voz), Toni Silva (guitarra), Carlos Henrique (sanfona), Hugo Leonardo (baixo), Caio Bruno (bateria) e Leandro Santos (percussão).
Ouçam nas plataformas digitais:
Acompanhem “Os Gonzagas” nas Redes Sociais:

Sempre Um Papo Lança Primeiro Livro de Chico Mendonça

Jornalista autografa sua obra em BH
Foto: Alan Santos
O Sempre Um Papo apresenta o lançamento do primeiro livro do jornalista Chico Mendonça, “As Horas Esquecidas”. A obra é uma coletânea de contos e reflexões sobre o mundo em que vivemos, especialmente aquele para o qual olhamos com ar distraído. Nos textos, o autor usa como ponto de partida o que acontece à sombra da rotina, à luz da desatenção e do automatismo dos gestos. Os autógrafos serão no dia 22 de dezembro, sexta-feira, às 19h, na livraria Quixote.

“As Horas Esquecidas” remete ao tempo que escoa sem que a essência do viver seja percebida. São textos poéticos e suaves que beliscam o leitor, tentando descortinar o sentido dos dias. Vai na contramão da sociedade de consumo, da impulsividade dos nossos dias, dos dogmas religiosos e ideológicos, das separações que a intolerância contemporânea constrói a cada julgamento. Sublinha a singularidade da pessoa em lugar da linguagem padronizada das redes sociais. Absolve o amor de toda breguice que a modernidade tenta imputar-lhe. Brega é sofrer, brega é deixar-se levar de olhos vendados, brega é ser invisível aos próprios olhos. Por escolha. 

Ou, como escreve o autor: “Para uma pessoa, qualquer ser ou coisa começa a envelhecer no instante seguinte à sua descoberta. Até tornar-se invisível ou morrer, que são a mesma coisa dentro da pessoa. É o olhar que envelhece, não o que é visto. Tudo é o tempo todo, mas se modifica dentro de quem observa. Por isso, a inocência das crianças nos comove tanto. Desconfio seja saudade de nós mesmos. Dos seres que ficaram invisíveis.”

Chico Mendonça é de Belo Horizonte, formado em jornalismo pela PUC-MG. Tem uma longa trajetória profissional, tendo trabalhado no Iraque, pela Mendes Jr, e em vários jornais e revistas na capital mineira, Brasília e São Paulo. Nos últimos anos, vem se dedicando à consultoria em comunicação, com destaque para planejamento, criação e inovação. A literatura é sua esquina de encontro. 

Sempre Um Papo com Chico Mendonça 
Dia 22 de dezembro, sexta, às 19h 
Local: Quixote Livraria - Rua Fernandes Tourinho, 274, Savassi/BH
Informações: 31 32611501 - www.sempreumpapo.com.br

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Mamães de BH Terão Sessão Exclusiva de "Liga da Justiça"

Bebês até 18 meses podem ser levados ao cinema no
Boulevard Shopping - Foto: Guga Ferri
Nesta quarta-feira (13), acontece mais uma edição do projeto CineMaterna no Boulevard Shopping BH. O filme “Liga da Justiça” será exibido no Cineart Boulevard a partir das 14h. Já tradicional, o projeto oferece mensalmente, uma sessão de cinema para as mamães e seus bebês de até 18 meses, reunindo todos em um ambiente tranquilo e acolhedor.

Nas sessões CineMaterna a iluminação e o ar condicionado são ajustados de forma suave e confortável para os bebês. Além disso, a sala é equipada com várias utilidades, como trocadores, fraldas, pomadas, lenços umedecidos e tapetes para brincar. A socialização, entre mulheres que passam pelas mesmas situações, com filhos da mesma faixa etária, também é uma parte importante do projeto. A ideia é tornar a adaptação à nova fase mais fácil, incentivando a dupla mamãe e bebê a sair, em um período geralmente caracterizado pelo isolamento.

“LIGA DA JUSTIÇA”

Bruce Wayne/Batman (Bem Affleck) ainda tem fé na humanidade e se inspira no altruísmo de Superman (Henry Cavill). Ele quer restaurar a paz e monta uma equipe de meta-humanos para combater os inimigos. Juntamente com Diana Prince/ Mulher Maravilha (Gal Gadot), Batman convoca Aquaman (Jason Momoa); Cyborg (Ray Fisher) e The Flash (Ezra Miller). A tarefa não será fácil, pois uma grande ameaça surge com planos catastróficos.

CineMaterna no Boulevard Shopping BH

Local: Cineart Boulevard (Piso 3, Avenida dos Andradas, 3.000, Santa Efigênia - Belo Horizonte-MG)

Filme: LIGA DA JUSTIÇA

Data e horário: 13/12, 14h

Entrada: R$ 19 (inteira) e R$ 9,50 (meia-entrada)

Informações: (31) 2538-7438/ 7439 │ www.boulevardshopping.com.br

"Gisberta" Traz o Versátil Luis Lobiano ao CCBBBH



História é baseada em fatos verídicos
Foto: Elisa Mendes
Com patrocínio do Banco do Brasil e realização do Centro Cultural Banco do Brasil, o espetáculo “Gisberta” chega ao CCBBBH, com estreia no dia 05 de janeiro, ficando em cartaz até o dia 05 de fevereiro, sempre de sexta a segunda, às 20h, no Teatro IIdealizada por Luis Lobianco, com direção de produção de Claudia Marques, texto de Rafael Souza-Ribeiro e direção de Renato Carrera, a obra mistura política, história, música, teatro, poesia e ficção para falar de Gisberta, brasileira vítima da transfobia que teve morte trágica em 2006 no Porto, em Portugal, após ser torturada por um grupo de 14 menores de idade. Gisberta atravessou o oceano para buscar um território livre, mas morreu no fundo do poço, afogada em ódio e água.

Na ocasião o caso ganhou destaque nas discussões sobre a transfobia em Portugal e Gisberta se tornou ícone na luta pela conscientização para uma erradicação dos crimes de ódio contra gays, lésbicas e transexuais. Em 2016, dez anos após a sua morte, Gisberta foi amplamente lembrada em Portugal por meio de inúmeras reportagens. “Já o Brasil, na contramão, é um dos países que mais comete crimes de transfobia e homofobia, números que não param de crescer junto com uma onda conservadora de intolerância com as diferenças. Se não conseguimos mudar as leis que não nos protegem, que a justiça seja feita no teatro, com música e luzes de Cabaré. Que venham as identidades de humor, gênero, drama, música, tragédia e redenção. O caso de Gisberta não é conhecido por aqui e decidi que Gisberta vai reviver a partir da arte e será amada pelo público.” – comenta Lobianco.

Caçula de uma família com oito filhos, ainda na infância Gisberta dava sinais de que estava num corpo que não correspondia à sua identidade. Após a morte do pai, deixou os cabelos crescerem definitivamente. Em 1979, aos 18 anos, quando suas amigas morriam assassinadas, na capital paulista, com medo de ser a próxima vítima, deixou o Brasil rumo a Paris. Mais tarde, já depois 

de realizar tratamento hormonal e fazer implante de silicone nos seios, mudou-se para o Porto, no Norte de Portugal. Rapidamente enturmou-se na cena gay local. Fazia apresentações em bares e boates. Sem muito jeito com qualquer tipo de liberdade viveu tudo o que nunca experimentou de forma voraz: cantou de Vanusa a Marilyn, bebeu, fumou, cheirou, amou e adoeceu no cabaré. Costumava escrever cartas e mandar fotos para família como forma de garantir que estava segura. Um dia os seus dois cães fugiram de casa e foram atropelados na sua frente. Gis definhou de depressão e Aids. Perdeu os cabelos conquistados, passou a vestir trapos sem gênero e foi morar na rua. Num prédio abandonado foi encontrada, no final de 2005, por um grupo de três meninos mantidos pela Oficina de São José, uma instituição religiosa da vizinhança. No início as crianças ofereceram comida e agasalho, mas a lógica do grupo se converteu em um ódio súbito e inexplicável quando outros 11 meninos se juntaram ao grupo inicial. A partir de 15 de fevereiro de 2006, Gisberta sofreu vários dias de tortura e finalmente, acreditando que ela estava morta, foi jogada ainda com vida dentro de um poço cheio de água. Conclusão do processo: morte por afogamento. Gis, como ela gostava de ser chamada, já vivia sufocada, sua morte foi síntese da sua vida – culpa do ódio e não da água.

“O mundo passa por uma grande crise de identidade: o que somos essencialmente e onde podemos viver o que somos? Refugiados podem ser inteiros fora de seus territórios sem inspirarem ameaça? Há liberdade para identidade de gênero mesmo que se tenha nascido em um corpo de outro sexo? Gays podem se amar sem exposição à violência? A reação para o rompimento com padrões sociais é uma explosão de violência cotidiana sem precedentes. Quanto mais ódio, mais a afirmação da identidade se impõe. No ar a sensação de um grande embate mundial iminente - não tem mais como se esconder no armário. Ser livre ou servir à intolerância: eis a questão.” – conclui Lobianco. Para contar a história de Gisberta, que é praticamente desconhecida no Brasil e que é também a história de tantas outras vítimas da transfobia, Luis Lobianco interpreta vários personagens com texto concebido a partir de relatos obtidos em contatos pessoais com a família de Gis, do processo judicial e de visitas aos locais da tragédia. Em cena, três músicos acompanham o ator.

Uma breve apresentação de Luis Lobianco
Nascido no Rio de Janeiro, Luis Lobianco faz teatro desde 1994. Em 2012, se formou na CAL e foi dirigido por nomes, como: Aderbal Freire-Filho, Moacyr Chaves, Marcelo Saback e Ruy Faria; atuando em mais de 30 montagens teatrais até hoje. Também foi criador dos espetáculos do Buraco da Lacraia, Rival Rebolado e Portátil, todos em cartaz atualmente. Na TV, está no ar com o “Vai Que Cola” no Multishow e se prepara para a estreia da série infantil “Os Valentins”, do canal Gloob, onde interpreta o vilão Randolfo, ao lado de Claudia Abreu e Guilherme Weber. Lobianco também é ator fixo do canal Porta dos Fundos desde sua criação, há quatro anos. No cinema já esteve em dez produções entre 2012 e 2017. Lobianco foi indicado ao prêmio F5 da Folha de São Paulo por seu trabalho para TV, como o protagonista de “O Grande Gonzalez”, coprodução da FOX com o Porta dos Fundos. Esse ano está no papel principal na série Valentins no canal Gloob e em 2018 fará seu primeiro protagonista no longa-metragem
“Carlinhos e Carlão”, de Pedro Amorim.

Ficha técnica
Patrocínio: Banco do Brasil / Atuação: Luis Lobianco / Texto: Rafael Souza-Ribeiro / Direção: Renato Carrera / Direção de Produção: Claudia Marques / Músicos em Cena: Lúcio Zandonadi (piano e voz), Danielly Sousa (flauta e voz), Rafael Bezerra (clarineta e voz) / Pesquisa Dramatúrgica: Luis Lobianco, Renato Carrera e Rafael Souza-Ribeiro / Investigação: Luis Lobianco e Rafael Souza-Ribeiro / Trilha Sonora e músicas compostas: Lúcio Zandonati / 

Iluminação: Renato Machado / Cenário: Mina Quental / Figurino: Gilda Midani / Preparação Vocal: Simone Mazzer / Direção de Movimento: Marcia Rubin / Programação Visual: Daniel de Jesus / Produção Executiva: Renato Mascarenhas / Fotos de divulgação: Elisa Mendes e Aline Macedo / Produção: Fabrica de Eventos / Idealização: Luis Lobianco / Produção Local: Rubim Produções 

“Gisberta”, com Luis Lobianco 

Duração: 70 minutos/ Gênero: Drama / Classificação: 14 anos

Datas e horários: de 05 de janeiro a 05 de fevereiro de 2018, de sexta a segunda, às 20h
Local: Teatro I – CCBB BH - Praça da Liberdade, 450 - Funcionários – Belo Horizonte (MG) - Capacidade: 264 lugares
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia entrada) 
Clientes Banco do Brasil pagam meia-entrada
Venda de ingressos: bilheteria do teatro / ou www.eventim.com.br
Mais informações: (31) 3431-9400 I (31) 3431-9503
Ouvidoria BB 0800 729 5678
Deficiente auditivo ou de fala 0800 729 0088
Obs: O CCBB BH não tem estacionamento.
Redes sociais CCBB:(twitter)/@ccbb_bh . (facebook)/ccbb.bh . Site: bb.com.br/cultura

"Corpo e Alma" Promete Emocionar o Público nos Cinemas

Filme mostra que o amor pode surgir na vida da forma
mais inusitada - Foto: Divulgação
Por: Ricardo Bello

O amor revela-se das mais diferentes maneiras..uma das mais importantes é a sintonia entre o casal. Podem duas pessoas estarem sintonizadas de tal maneira que chegam até a se comunicar durante os sonhos? É possível superar os traumas e viver uma história de amor? 

Essas e outras perguntas podem ser respondidas no filme " Corpo e Alma". O longa metragem húngaro, que tem como protagonistas a bela Alexandra Borbély no papel de Mária  e Morcsányi Géza como Endre, chega aos cinemas brasileiros no dia 21 de Dezembro e promete emocionar o público.

Um romance que parecia literalmente impossível de acontecer entre os personagens, que trabalham em funções diferentes em um abatedouro de gado, começa a ser desenhado pelo destino. Diante de uma investigação policial na empresa, todos os funcionários são convidados a passar por um atendimento psicológico a fim de encontrar pistas de quem teria cometido um crime. Durante os testes aplicados por uma psicóloga eles descobrem uma inusitada coincidência: os dois tinham os mesmos sonhos. O casal se surpreende com a novidade, resolve se aproximar e aos poucos descobrir o que o futuro lhes reserva.

A produção mostra como o amor pode surgir, mesmo com aqueles que viveram traumas ou sequer tiveram a chance de se relacionar. "Corpo e Alma" é um lindo filme, que faz o espectador pensar na vida, se emocionar e ver que o amor não caminha pelo lógico e sim pelo que sente o coração...vale muito a pena conferir esta história nos cinemas, dirigida e roteirizada por Ildikó Enyedi.