terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Fashion City Brasil cria Programa de Educação Ambiental

Além das atividades inerentes ao licenciamento ambiental junto aos diferentes órgãos públicos e à certificação de sustentabilidade, o Fashion City Brasil se preocupa com a população que reside no entorno do empreendimento.

O desejo de trabalhar educação ambiental de forma diferente levou o maior polo de distribuição de moda da América Latina a firmar uma parceria com a Poeira Estúdios, criando ações para o OPA - Oficinas Poeira de Animação - implantado nas escolas municipais José Pedro Filho (Pedro Leopoldo) e Tavares (Confins).

O projeto utiliza o cinema como ferramenta pedagógica e de inclusão audiovisual, e torna possível que crianças e jovens da rede pública aprendam na prática como são feitos os filmes que costumam a assistir nas telas. Além disso, o projeto se propõe não somente disseminar os conceitos, teoria, metodologia e técnicas, como também auxiliar no desenvolvimento de atitudes e competências essências para a vida pessoal de cada um dos alunos.

“Umas das condicionantes para implantarmos o Fashion City Brasil foi a execução de um Programa de Educação Ambiental, cuja metodologia se baseava na realização de palestras em escolas da região. Porém, metodologias tradicionais, nem sempre alcançam objetivos desejados. Daí surgiu a ideia de tornar o trabalho interativo, unindo cinema de animação à educação ambiental. Assim, conseguimos proporcionar, de forma ativa e divertida, uma melhor compreensão de conceitos da educação ambiental junto aos alunos”, explica Daniel Duarte, coordenador gestor de sustentabilidade da Cidade da Moda.

O próximo passo é elaborar um enredo e o desenvolver utilizando diversas técnicas de animação, como brinquedos, desenho, areia, recortes e massa de modelar. Ao final, é possível unir conceitos da Educação Ambiental às técnicas de desenho animado e à animação stop-motion, que são exibidos para alunos e professores dentro das escolas.

Diversidade cultural

A sustentabilidade do projeto começou com a premissa de provar que é possível realizar atividades efetivas e criativas com o mesmo recurso destinado a um projeto comum. Neste viés, foram selecionadas escolas inseridas em áreas de risco social e praticados temas que aguçam a curiosidade dos alunos, como meio ambiente e o papel de cada um em sua preservação, bem como assuntos referentes à importância e à diversidade cultural da região de inserção do projeto. “As animações abordam uma temática ambiental alinhada a fatos históricos de nossa região, às vezes, pouco divulgados nacionalmente, mas que dão destaque internacional ao Brasil. No enredo são mostrados aspectos da APA Carste Lagoa Santa, como cavernas, matas e sítios arqueológicos, além de citar referências locais, como o dinamarquês Peter Lund e o crânio da Luzia, um dos fósseis mais antigos das Américas  e descoberto a poucos quilômetros das escolas participantes do projeto”, completa Daniel Duarte.

Para a diretora da Escola Municipal José Pedro Filho, Dirlene de Jesus, o OPA mudou o comportamento dos alunos dentro e fora da sala de aula. Tanto que professores e pais torcem pela ampliação do projeto. “Muitos alunos vieram me pedir para estender o OPA para toda a escola. Foi tão bacana que os até os pais pediram para ter continuidade. Além disso, os professores são super pacientes e atenciosos”, comenta.

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